Bagé vive noite de Homenagem a HELENA IGNEZ e Jean-Claude Bernardet

Festival de Cinema da Fronteira atinge seu acme esta noite com honrarias aos seus notáveis Homenageados

Daqui a pouco, estaremos seguindo para o belo Centro Histórico Vila de Santa Thereza, cenográfico espaço criado pelo então Visconde de Magalhães (bisavô da artista Marilu Teixeira) que legou ao município de Bagé um dos mais convidativos cenários naturais para qualquer evento cultural.

É lá onde acontecem diariamente algumas das principais ações da extensa programação do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA.

A escritora Elvira Nascimento, Helena Ignez, Aurora Miranda Leão e Marilu Teixeira…

Depois de uma auspiciosa noite de terça assistindo  a dois filmes exponenciais da dupla ROGÉRIO SGANZERLA e HELENA IGNEZ – O Bandido da Luz Vermelha e LUZ NAS TREVAS (esplendorosa atuação de NEY Matogrosso, captado pela sensibilidade de Helena e a magistral luz de José Roberto Eliézer) – é lá, no Teatro Santo Antônio, onde daqui a pouco haverá mais um dia de mostra competitiva BINACIONAL, em seguida, havendo exibição de filmes selecionados por Jean-Claude Bernardet e comentários dele junto ao público.

Estar perto de JEAN-CLAUDE é algo que nos honra a priori. Conhecê-lo e conviver com um intelectual do porte dele, que é pura simplicidade, descontração, espontaneidade e celebração à inteligência, é matéria para poucos privilegiados. Graças a Deus, o AURORA DE CINEMA se inclui nisso, e estamos aqui em Bagé celebrando o convívio com estas duas notáveis legendas do CINEMA BRASILEIRO.

SALVE, SALVE !

Hoje, a noite de lua cheia e frio em Bagé promete ser das mais emocionantes, culminando com encontro musical capitaneado por Sapiran Brito,  Marilu Teixeira e Zeca Brito, esta energia radiante e criativa em forma de cineasta.

Ademais porque, na companhia destes ilustres, estamos rodeados de amigos queridos. Mas isso ja é assunto pro próximo post…

* Vale lembrar e agradecer o apoio total da imprensa de Bagé ao Festival: todos os dias, o festival é assunto nos dois principais jornais da cidade – O MINUANO e FOLHA DO SUL -, sem falar nas emissoras de TV e Rádio que dão destaque ao Festival de Cinema da Fronteira.

Aguarde !

Viva o III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA !!!

SARAVÁ, BAGÉ !!!

Marilu Teixeira também tieta Jean-Claude, que fez a camiseta do Festival ficar ainda mais chic… très bien !

A HOMENAGEM A JEAN-CLAUDE BERNARDET

Jean-Claude Bernardet é cineasta, crítico e ensaísta de cinema, escritor, professor, roteirista, e ator francês. Passou a infância em Paris, vindo para o Brasil com a família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em meados dos anos de 1960. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e Doutor em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Interessou-se por cinema a partir do cineclubismo, e começou a escrever críticas no jornal O Estado de SP, a convite do consagrado crítico Paulo Emílio Salles Gomes. Tornou-se grande interlocutor do grupo de cineastas do Cinema Novo e, especialmente de Glauber Rocha, que rompeu com ele a partir da publicação de Brasil em Tempo de Cinema (1967). Foi um dos criadores do curso de cinema da Universidade de Brasília, e deu aulas de História do Cinema Brasileiro na ECA, até se aposentar em 2004.

Além de sua importância como teórico, é também ficcionista, com quatro volumes publicados. Participou de vários filmes, como roteirista e assistente de direção, eventualmente como ator em pequenos papéis. Nos anos de 1990, dirigiu dois ensaios poéticos de média-metragem: São Paulo, Sinfonia e Cacofonia (1994) e Sobre Anos 60 (1999).

É também inventor do brinquedo infantil Combina-cor, lançado pela conhecida marca Grow…

Em 2008, ganhou a estatueta de melhor interpretação masculina no Festival de Brasília por sua atuação em Filme Fobia, dirigido por seu amigo Kiko Goifman, com quem desenvolve novo projeto.

Apesar de toda essa diversidade cultivada, Bernardet é mais conhecido como um dos principais pensadores do cinema no país. Amigo e discípulo de Paulo Emilio Salles Gomes, com quem trabalhou na Universidade de Brasília, é autor de livros obrigatórios na estante de qualquer pesquisador sério do cinema nacional: Brasil em Tempo de Cinema, Historiografia Clássica do Cinema Brasileiro, Cineastas e Imagens do Povo, entre outros. Bernardet escreveu também livros de ficção – Os Histéricos -, ou de “autoficção”, termo de sua predileção, como Aquele Rapaz, e ainda depoimentos, caso de A Doença, Uma Experiência (todas as obras estão disponíveis nas livrarias). É roteirista de um dos filmes mais fortes de Luis Sergio Person, O Caso dos Irmãos Naves, e de Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral, que muitos críticos consideram um dos títulos mais significativos do cinema brasileiro recente.

Jean-Claude Bernardet tem uma extensa e profunda folha corrida de serviços prestados ao cinema brasileiro, inclusive o de haver redefinido, em um livro de 1979, parâmetros e critérios para a formulação de uma autêntica historiografia na área. Essa obra fundamental, Cinema Brasileiro – Propostas Para Uma História (Companhia das Letras) ganhou nova edição, com acréscimo muito especial: uma coletânea de artigos, ensaios e entrevistas de Bernardet publicada em vários órgãos de imprensa, incluindo o jornal O Estado, do qual foi colaborador constante, desde a época do Suplemento Literário, dirigido pelo ensaísta e crítico de Teatro, Décio de Almeida Prado.

Por sua imensa e inconteste dedicação ao cinema brasileiro; seu profundo conhecimento acerca da Sétima Arte e sua preciosa colaboração aos estudos de Cinema no país; pelas muitas gerações de estudiosos e aficionados pela Sétima Arte que ajudou a formar; pela profundidade de sua inserção nas lides culturais do país e pela intensidade e coerência de sua atuação; pela notável simplicidade e permanência ao longo de todos estes anos dedicados à causa maior da Arte e da Cultura no Brasil é que Jean Claude Bernardet recebe esta noite a Homenagem oficial do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA, que traduz o agradecimento de toda a organização do Festival por sua iluminada e oxigenante presença no Pampa gaúcho, bem como simboliza a intensidade da alegria por podermos ter Jean Claude Bernardet como homenageado desta terceira edição, confirmando o caráter transnacional e sem fronteiras que embasa o cerne deste festival.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s