Arquivo do dia: 17/12/2011

BAGÉ consagra CINEMA como grande território da Celebração

Porque o Cinema é A Arte mais rica de todas… 

Desde quando o jovem cineasta Zeca Brito falou-me sobre uma mostra de cinema que realizava em Santa Thereza, um espaço de tradição cultural em Bagé, percebi naquele relato entusiasta e no brilho de seus olhos: ali estava uma pequena semente gritando vida. 

Daí para estar em Bagé neste 2011 assinando a Curadoria do III Festival de Cinema da Fronteira foi um passo rápido e decidido.

 

Bagé é uma cidade gaúcha de fortes raízes históricas e culturais. Foi em 19 de setembro de 1897 que o então Theatro 28 de setembro, no centro do município, era tomado pela Companhia de Variedades Amarantes e recebia o público para assistir à primeira exibição de imagens através do Cinematógrapho Édison. O ator Francisco Santos, também empresário da Companhia, acompanhou com alegria o entusiasmo de sua audiência, eufórica com a inusitada novidade. 

No dia 22 de setembro, o jornal O Comércio noticiava o acontecido e então se registrava a primeira exibição pública de imagens em Bagé. 

É este frescor jovial e o mesmo enlevo observado naquele público inicial que queremos retomar, fomentar, incentivar e prospectar para Bagé através da realização deste III Festival de Cinema da Fronteira, cuja ambiência é de salutar participação artística, de diversos matizes e vertentes, e cujo cerne traz imbutido o apreço pela Cultura, o gosto pela troca de experiências, a vontade de inocular em cada um o gosto pela Sétima Arte, e uma notória disposição de enfatizar a vocação natural de Bagé para as artes e as ações culturais.

 É objetivo principal da Curadoria tornar Bagé a Capital do Cinema durante esta semana de 10 a 17 de dezembro, na qual fechamos o ano de festivais do país, bem como evidenciar o viés de formação, respeito, atenção e aplauso à atividade cinematográfica. Outrossim, queremos difundir o caráter multifário, questionador e libertário deste festival, o qual pode se orgulhar pela honra de homenagear dois ícones do melhor cinema brasileiro, o chamado ‘cinema de invenção’: o escritor e ensaísta Jean-Claude Bernardet, e a atriz e diretora Helena Ignêz.

Na noite-homenagem: Zeca Brito, Helena Ignez, Sapiran Brito, Jean-Claude e Aurora Miranda Leão (foto Joba Migliorin)

Jean-Claude é um francês apaixonado pelo Brasil, que adotou o país como morada há muitos anos. Helena Ignêz é a mais paulista das atrizes baianas, um dos mitos da vanguarda feminina no cinema. Jean-Claude e Helena, França e Bahia, homem-mulher… 

O Cinema da Fronteira revela, até mesmo na escolha de seus homenageados, o viés inortodoxo e geograficamente transgressor de quem entende a Arte como um território sem fronteiras, onde todas as culturas valem o mesmo porque todas são iguais em suas diferenças de cada dia, e podem ser igualmente transformadoras, em suas predisposições artísticas. 

Viva o Cinema ! 

Viva a não-demarcação de fronteiras culturais ! 

Salve os 200 anos de Bagé ! 

Viva a bandeira Bagé, Capital do Cinema !

 

 AURORA MIRANDA LEÃO assinando a CURADORIA do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA

INGRA LIBERATO e LEONARDO MACHADO encerram CINEMA DA FRONTEIRA

Festival que trouxe Helena Ignez e  Jean-Claude Bernardet  a Bagé, terá cerimônia de encerramento esta noite, no Museu Dom Diogo…

Atriz querida por onde passa, INGRA Liberato está em Bagé para participar da última confraternização de Cinema do ano no Brasil… 

Leonardo Machado, natural de Bagé, subirá ao palco simbolizando todos os artistas da Capital Pampeana do Cinema

Como acontece em todo festival de cinema, é hoje a noite mais esperada desta terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira, aberto em Bagé (RS) no último dia 10, com destacada noite de teatro, música e falas oficiais no bosque do Palacete Pedro Osório (imponente sede da Secretaria de Cultura do Município).

Com comissões julgadoras formadas por Adriana Niemeyer, Catalina Moragues, Arly Arnaud e Mirela Meira – BINACIONAL -, e Sirmar Antunes, Miguel Ramos, Danny Gris, Beca Furtado, Ito Carvalho e Mariana Xavier – BAGÉ 200 Anos -, os concorrentes recebem logo mais, às 21h, em solenidade no belo Museu Dom Diogo de Souza, as estatuetas as quais farão jus os vencedores.

Telão na praça da Catedral: cinema de graça é realidade no Festival de Bagé… (foto J. Migliorin)

A solenidade consta de apresentações de coreografias por bailarinas e alunas de dança da cidade (Bagé é cenário onde a dança é fértil), seguindo-se a cerimônia de entrega de troféus, sob o comando de Ingra Liberato e Leonardo Machado; em seguida, show de Lisandro Amaral no Centro de Lazer Administrativo (antiga sede da Reffesa), com exibição de filmes da Mostra Lusófona.

Festival de Cinema da Fronteira: clima de congraçamento começou muito antes do encerramento… (foto Joba Migliorin)

Na sequência, uma grande festa de congraçamento entre todos os participantes e os funcionários da Secretaria de Cultura do Município, deverá tornar inesquecível esta terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira.

Salve, Salve !

Que venha 2012 !