Arquivo do dia: 21/12/2011

Helena Ignêz e Jean-Claude Bernardet: Homenageados celebraram em Bagé o Cinema de todas as fronteiras…

Filmes de A a Z; Realizadores na mesma vibe; vários Estados representados; Celebridades, cinéfilos e voluntários de prontidão; além das festas mais descontraídas com cantoria e dança – este o tom do Festival mais agregador do país

O centenário Palacete Pedro Osório: Cultura em cenário de Cinema…

A cidade gaúcha começou a respirar CINEMA desde o sábado, 10 de dezembro, data na qual foi aberto o III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA.

Talvez muito poucos pudessem imaginar que ali se viveria, durante sete dias, um verdadeiro vendaval de Cinema, com filmes, encontros e discussões sobre a Sétima Arte pululando em todos os quadrantes.

Dos mais compenetrados aos mais brincalhões, teve de tudo no III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA, realizado pela Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura. De 10 a 17 de dezembro, Bagé parou para ver, ver, ouvir, curtir, discutir e aplaudir CINEMA.

A centenária sede da Prefeitura Municipal de Bagé (foto Joyce Miranda Leão)

A produção bajeense surpreendeu e havia quase 30 filmes de curta-metragem em competição, fato merecedor de orgulho pelos cidadãos bajeenses, uma vez que até há pouco não se falava em produções audiovisuais em Bagé.

Cena de O Sabiá, curta de Zeca Brito, rodado totalmente em Bagé…

Para isso, concorreram fortemente as muitas oficinas audiovisuais promovidas pela Prefeitura Municipal, motivada sobretudo pela efeméride dos 200 anos do município do Pampa gáucho, que, aliás, é tão bonito, que deixou meio mundo de visitantes encantados e querendo retornar em 2012.

Assim, o Festival de Cinema da Fronteira – que foi o último do ano no país – serviu como grande território de agregação e CONGRAÇAMENTO entre a multifária teia de profissionais que se envolvem, por aptidão, talento, paixão e/ou vocação, nas lides cinematográficas.

Édson Papo Furado: velha guarda do samba capixaba na tela de Bagé…

Desde um filme de um jovem iniciante, como o cineasta capixaba GUI CASTOR ( o documentário Anjo Preto, contando a história do sambista Édson Papo Furado, lá de Vila Velha), passando pelo emblemátivo OLGA (de Jayme Monjardim) e chegando aos consagrados Whisky e El Baño del Papa, e até ao recém-lançado Antes que o mundo acabe…, o Festival de Cinema da Fronteira revelou-se uma importante, neecessária e singular vitrine para o Cinema dos mais diverosos gostos, olhares, sintonias e formas de expressar a vida através das imagens sonorizadas, ou sons imageticamente pensados.

A Diva HELENA IGNEZ, exemplo único de Mulher, Mãe, Atriz libertária e vanguardista, Diretora consagrada e produtora adiante de seu tempo, conquistou Bagé pela simplicidade, elegância dos gestos, beleza de seu filme Luz nas Trevas e magia contagiante de sua intepretação no clássico O Bandido da Luz Vermelha.

Quem aproveitou para ver Helena Ignêz nos dois filmes, jamais verá cinema do mesmo jeito.

Por outro lado, JEAN-CLAUDE BERNARDET, o exponencial Pensador de Cinema, diante do qual todos nós sabemos muito pouco, reafirmou o que ouvimos falar a respeito dos verdadeiros sábios: eles são tão comumente simples que se parecem com qualquer um de nós. Mas ao lado da invejável simplicidade, simpatia, cordialidade, delicadeza e refinamento dos gestos e das palavras, pulsa uma inteligência vibrante, um comichão de sapiciência e observação precisa que, quando indagado, tem sempre uma resposta convincente, sóbria, judiciosa. Uma lição de vida e de respeito ao Cinema estar e conversar com Bernardet.

Portanto, conviver com Jean-Claude Bernardet e Helena Ignez nestes dias de sol, chuva e leve frio em Bagé foi um presente dos Deuses – do Teatro, do Cinema, da Boa Conversa, do Ser Humano esculpido em argamassa de metal precioso.

Que venham novos, maiores e melhores Cinema da Fronteira.

Como almeja e promete o Prefeito Dudu Colombo, que foi, desde a primeira hora, um entusiasta e incentivador do Festival de Cinema da Fronteira.

Escritora Elvira Nascimento, Helena Ignêz, Aurora M. Leão e artista bajeense Marilu Teixeira…

Saraváaaaaaaaaaaa !!!

Defronte à Catedral: depois do Festival de Cinema, Bagé passa a ser vista como um pólo de produção e difusão no interior gaúcho… (foto Joba Migliorin)

Aplausos de Cinema : PARINTINS terá Cine Oriental reaberto

Deputado Tony Medeiros e Secretário Robério Braga vão entregar presente ao AMAZONAS…

Uma histórica sala de cinema, o Cine Oriental de Parintins, em 2012 completando seu cinquentenário, terá suas portas reabertas e a previsão é para junho próximo.

Quando uma sala de Cinema se abre, isso é motivo de alegria para as muitas centenas que amam e apreciam a Sétima Arte. Imagine então o tamanho e a intensidade do sentimento de satisfação plena quando um espaço de CINEMA vai voltar a funcionar numa cidade do interior, ainda mais carente de Arte & Cultura que as grandes cidades.

Soube desta auspiciosa notícia durante minha estada recente em Manaus e já tive oportunidade de divulgá-la aqui no AURORA DE CINEMA.

Foi o próprio deputado Tony Medeiros quem nos contou, quando eu redigia notícias do Amazonas Film Festival na confortável sala de Imprensa abrigada no Caesar Business.

De repente, ele adentra o espaço com seu assessor Hugo Bronzere e, com um tremendo sorriso, nos conta da emocionante Vitória ! Eu também vibrei junto com ele, assim como minhaquerida Alice Gonzaga, Primeira Dama do Cinema Brasileiro, minha companhia constante e animada em Manaus.

Tony Medeiros anuncia que acordo confirma reabertura do Cine Oriental em Parintins

Pois é: o Cine ORIENTAL de Parintins  será restaurado e passará a receber filmes dos circuitos nacional e internacional de longas-metragens. O anúncio aconteceu durante encontro entre o herdeiro do Cine Oriental, Almir Kimura, o Secretário Estadual de Cultura, poeta Robério Braga, e o deputado estadual Tony Medeiros (PSL).

Ficou definido: o Governo do Estado do Amazonas, com apoio de patrocinadores, fará a recuperação do Cine Oriental. O local está fechado há mais de dez anos, quando Parintins deixou de receber filmes que também eram exibidos em Manaus e outras capitais.

O Cine Oriental foi inaugurado em 1962 e foi, por muito anos, a grande sala de atrações e encontros de Parintins, exibindo com constância e muito público os grandes sucessos do cinema de todos os tempos.

Foram quase 4 décadas em funcionamento. No auge do Cine ORIENTAL, Parintins chegou a ter outras três salas de exibição, o Cine Oriental II, o Cine Saul e o Cine-Teatro da Paz.

Uma equipe de técnicos da Secretaria de Cultura (SEC), acompanhada do deputado Tony Medeiros e do herdeiro Almir Kimura, já fez visitas ao prédio onde funcionava o Cine Oriental, a fim de analisar as condições de conservação e avaliar os investimentos necessários para a reabertura do imóvel.

Outra novidade: o Cine Oriental terá um palco para apresentações teatrais, beneficiando grupos de teatro de Parintins e outros municípios da região do Baixo Amazonas. A idéia é criar um espaço que sirva para exibir filmes e também para a encenação de peças teatrais.

Tony Medeiros, um apaixonado pelo Boi e por Cinema, inspeciona ele próprio os equipamentos do Cine Oriental…

Tony Medeiros está encantado com a eminência da ‘entrega’ do Cine Oriental aos moradores de Parintins e do Amazonas, de modo geral: “Estamos envidando todos os esforços para agilizar a entrega da documentação necessária para que as obras de recuperação do Cine Oriental comecem”.

Almir Kimura diz há anos sonhar com a reabertura do cinema, mas a falta de recursos prorrogou o sonho até aqui: “Parintins é uma cidade cultural, com população favorável à reabertura do cinema. Tenho certeza que agora o projeto será um sucesso”.

O secretário Robério Braga lembra:”O Cine Oriental é um imóvel particular, por isso a reforma do local, com apoio do Governo do Estado, requer alguns cuidados legais. Nossa proposta é reabrirmos o cinema em regime de comodato. Também há a possibilidade de criarmos um conselho de gestão, que fará a administração do local”, planeja. “São hipóteses que serão analisadas e discutidas a fim de encontrarmos a melhor solução para o Cine Oriental”, afirma Robério Braga.