Djin Sganzerla arranca aplausos e provoca nova temporada de O Belo Indiferente…

Amor/insegurança/rejeição, que provocam ciúme, solidão e uma carência angustiada e angustiante; a complexidade e dor lancinante da indiferença na parceria amorosa

Estes os temas centrais do clássico de Jean Cocteau que a atriz Djin Sganzerla interpreta com atuação visceral e digna de grandes elogios…

Escrita para ser interpretada pela Diva Edith Piaf por um dos mais originais artistas franceses de todos os tempos, Jean Cocteau, a montagem de O Belo Indiferente, protagonziada pela atriz Djin Sganzerla fez tanto sucesso de público e crítica, que o SESC Consolação convidou a atriz para continuar a vitorisoa temporada no ano que se avizinha.

Fruto da auspiciosa parceria artística entre o diretor André Guerreiro LopesDjin Sganzerla, criadores do núcleo teatral Lusco-Fusco, o espetáculo retrata a situação de uma mulher em crise que, durante a madrugada, espera seu amor num quarto de hotel…
Com direção de André Guerreiro Lopes e Helena Ignez, mãe de Djin, o monólogo mostra uma cantora em fúria e seu amante indiferente: é a história de uma paixão obsessiva.

“Nestes tempos de saturação de telenovelas e reality shows, fugimos de um enfoque naturalista para retratar a situação de uma mulher em crise e seu amante num quarto de hotel. Ao invés de trazer para os dias de hoje, buscamos o que existe de profundamente humano neste amor obsessivo, numa montagem que combine a veracidade emocional da atriz e desdobramentos de níveis metafóricos na encenação”, conta o diretor.

Co-diretora, Helena Ignêz, interpretou a mesma personagem nos anos de 1990, dirigida por seu marido, o cineasta Rogério Sganzerla.

Além dela, O Belo Indiferente ganhou nos anos 80 e 90 atuações marcantes como as de Glauce Rocha e Maria Alice Vergueiro, e carece de releituras contemporâneas, que levem o riquíssimo universo de Cocteau ao público de hoje.

 podc-belo-indif

Com beleza singular e enigmática, e impressionantes traços com a mãe, Djin Sganzerla lançou-se neste desafio e fez bonito: crítica e público aplaudiram e pedem Bis…

A peça ficou dois meses em cartaz no Sesc Consolação (Espaço Beta) e volta ao aconchegante espaço paulista a partir do dia 5 de janeiro. 

 

Confira o que disse a crítica:

Um dos grandes desafios de um encenador é fazer um texto clássico parecer o mais contemporâneo possível. Levar o espectador a se identificar com a história a ponto de acreditar que ela pode ocorrer na vida real tornou-se árdua tarefa. Escrito em 1940, o monólogo dramático “O Belo Indiferente”, do francês Jean Cocteau (1889-1963), ganha uma montagem dirigida por André Guerreiro Lopes e Helena Ignez capaz de dialogar com o público justamente por não forçar a atualização. Há um descompromisso com a realidade, uma revigorante inspiração na estética retrô e, sobretudo, uma protagonista em constante desequilíbrio emocional.

Intensa, a atriz Djin Sganzerla (filha da também atriz e diretora Helena Ignez e do cineasta Rogério Sganzerla) alterna tristeza, desespero e perplexidade na pele de uma cantora à espera do amante madrugada adentro. A chegada dele (o ator Dirceu de Carvalho, a maior parte do tempo imóvel numa cadeira, lendo um jornal) aumenta a angústia e, mesmo que a mulher faça de tudo para chamar sua atenção, a comunicação entre os dois não se estabelece. Iluminado por neons, como os dos letreiros de boate, o Espaço Beta do Sesc Consolação se transforma num quarto de hotel do Baixo Augusta, da Lapa carioca ou da Paris dos anos 40. Pelo chão estão espalhados LPs, e alguns deles rodam em uma antiga vitrola, próximos a um fogão portátil de visual moderno. Djin circula pelo ambiente de atmosfera vintage como um misto de personagem de desenho animado (iluminada pela diversidade de cores) e heroína trágica prestes a dar cabo da própria vida. 

* Dirceu Alves Jr. para a VEJA

 

Portanto, se você ainda não viu Djin Sganzerla em cena, não perca a chance de ver esta bela e aplaudida atriz em cena (provando Talento e Vocação, e esbanjando beleza e sensualidade em cena – predicados que traz do berço):

 

DJIN retorna ao palco do SESC Consolação dia 5 de janeiro interpretando a cantora que vive as dores do amor não correspondido em texto clássico de Jean Cocteau.

Parabéns ao SESC Consolação pela instigante iniciativa de manter em cartaz espetáculo tão elogiado e importante, a preço tão popular: os ingressos custam apenas R$ 10,00… vamos ao TEATRO !

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s