Arquivo do mês: dezembro 2011

Manaus ilumina melhor o NATAL, do Brasil para o mundo…

Capital amazonense tem um dos mais belos cenários para a chegada do Novo Ano…

Luzes cênicas fazem parte do contrato de iluminação total da Ponte Rio Negro (Foto:  Chico Batata/Agecom)
Luzes cênicas fazem parte do contrato de iluminação
total da Ponte Rio Negro (Foto: Chico Batata/Agecom)

A iluminação cênica da Ponte Rio Negro foi inaugurada no início da noite de ontem. O sistema destaca o mastro central e os pilares ao longo dos 3,6km da ponte, realçando a arquitetura da obra. Utilizando tecnologia LED, a iluminação cênica da ponte estampa uma combinação especial de luzes para a comemoração do Natal e virada de ano.

Controlado por um software, o sistema de iluminação cênica é formado por uma combinação de cores, num conjunto de 12 diferentes cenários, capaz de propiciar a criação de iluminações exclusivas para datas comemorativas. Com o emprego das lâmpadas LED, a Ponte Rio Negro torna-se o maior empreendimento de iluminação pública do Brasil com predominância da tecnologia.

O sistema de iluminação é composto por 258 postes metálicos e luminárias a LED ao longo da ponte, realçando estais e pilares, além de 342 projetos para a iluminação cênica no mastro central, 20 toneladas de cabos elétricos e oito transformadores de distribuição de energia.

As luzes cênicas fazem parte do contrato de iluminação total da Ponte Rio Negro, firmado após processo licitatório que selecionou a proposta do Consórcio Rio Negro Iluminação, no valor de R$ 17,5 milhões.

Além da iluminação cênica, o contrato inclui a iluminação viária de toda a extensão da ponte e de cerca de 10km dos acessos, tanto do lado de Manaus quanto de Iranduba.

O sistema destaca o mastro central e os pilares ao longo dos 3,6km da ponte (Foto:  Chico Batata/Agecom)
Sistema destaca o mastro central e os pilares ao longo dos 3,6km da ponte (Foto: Chico Batata/Agecom)
 

Cerimônia

O governador Omar Aziz inaugurou o sistema de iluminação cênica da ponte a partir de um barco, a cerca de 300 metros da ponte. Da embarcação, o governador acionou o sistema e ligou as luzes as quais, a partir de então, vão dar realce artístico à segunda maior ponte estaiada do mundo.

A imponente ponte sobre o Rio Negro, impressionante marco arquitetônico na imensidão das águas amazonenses, ainda sem a iluminação especial de Natal.

N.R.: Tivemos a alegria de conhecer a ponte sobre o RIO NEGRO em novembro passado, durante o inesquecível passeio proporcionado pelo Amazonas Film Festival, o mais organizado festival de cinema do país, comandado pelo Poeta e Secretário, Robério Braga.

O cenário já é lindo e arrebatador só com a iluminação natural, imagine agora…

Está de Parabéns o Governo do Amazonas pela iniciativa, e o povo amazonense pela beleza de cenário.

Daqui, aplaudimos todos nós que acreditamos na importância das boas idéias e na força das C O R E S para tornar o mundo, mais cinematograficamente, belo e convidativo.

SARAVÁ, Manaus !

Dos filmes de Halder Gomes ao brilhantismo de MESSI, FELIZ 2O12 !!!

É esta a bela mensagem que recebo do amigo e cineasta HALDER GOMES, conterrâneo que faz sucesso com Cinema, mundo afora, pra alegria e orgulho da gente.

“Caros amigos,

Antes de sonhar com os planos para 2012, é importante agradecer a todos pela força e carinho, necessários para as conquistas em 2011.

“As Mães de Chico Xavier” emocionou o Brasil e conquistou prêmios importantes em festivais e em voto popular de grandes publicações nacionais;

“Area Q” foi indicado a Melhor Filme no Hollywood Film Festival, e chegará aos cinemas no 1o semestre de 2012.

“Cine Holliúdy” está nos últimos detalhes de finalização e também chegará aos cinemas em 2012.

Novos projetos avançam e, com muita paixão, determinação e a confiança de todos, esperamos levá-los às telas em breve.

Um abraço fraterno em todos e votos de um feliz natal e uma ano novo repleto de realizações, luz, saúde e paz. Obrigado pelo carinho de sempre”

Fiorella Mattheis vai estrear na telona sob a direção de Halder Gomes…

De quebra, Halder ainda envia esta bela obra dele, um óleo sobre tela cujo título é : Here comes the sun…

E viva os BEATLESSSSSSSSSSSS !!!

O AURORA DE CINEMA retribui com carinho os votos de HALDER GOMES e deseja a ele, a você, leitor amigo, e a todos os que fazem do CINEMA sua maior paixão, um NATAL pleno de PAZ, LUZ, Saúde e Amor, antecedendo um NOVO ANO recheado de coisas boas, lindas e prósperas.

FELIZ 2012 a todos os muitos e ótimos amigos do AURORA DE CINEMA !

Com o ator-mirim Pedro Diana Moraes, o “herdeiro” de MESSI que encontrei, morto de lindo, nas andanças de cinemas em Bagé…

Esperamos prosseguir nossa parceria em 2012, fazendo deste espaço um território do Bem, do Bom e do Belo, só espalhando boas notícias; descobrindo fagulhas de beleza e sensibilidade onde quer que elas estejam; reverenciando os que fazem MUITO, MAIS, e MELHOR; os que vieram antes e sabem mais; os que estão chegando e trazem a força de sua ânsia de conhecer mais; os que contribuem com agfeto, serenidade, críticas e questionamentos; os que enfeitam o mundo com a grandeza de sua sabedoria e generosidade; os que traduzem em luz e magia os alumbramentos  que nos fazem pequenos diante do Mistério; e a todos aqueles que crêem no que não vale a pena, mas ai da vida se não fosse isso…

Um beijo carinhoso e amigo a todos que abastecem o AURORA DE CINEMA com sua leitura, afetividade, e  energia boa e amealhadora de bons fluidos !

A todos vocês, parceiros da web e do dia-a-dia, nosso MUITO OBRIGADA, de coração.

SARAVÁAAAAAAAAAAAAAAA !!!

E viva Tévez, Agüero, Mascherano, Loco Abreu, Boca Juniors, Barcelona…

E VIVA MESSIIIIIIIIIII !

Que a impressionante atuação deste craque da bola nos contagie a todos, irmanados na mesma vontade de ser tão competente, decisivo, destemido, simples, humilde e criador de grandes oportunidades como o genial craque argentino – rejeitado quando adolescente porque não tinha pernas capazes de jogar futebol -, e adotado como filho/irmão/ídolo por gentes de todos os países e torcedores de todas as Nações.

SARAVÁAAAAAAAAAAA !!!

Helena Ignêz e Jean-Claude Bernardet: Homenageados celebraram em Bagé o Cinema de todas as fronteiras…

Filmes de A a Z; Realizadores na mesma vibe; vários Estados representados; Celebridades, cinéfilos e voluntários de prontidão; além das festas mais descontraídas com cantoria e dança – este o tom do Festival mais agregador do país

O centenário Palacete Pedro Osório: Cultura em cenário de Cinema…

A cidade gaúcha começou a respirar CINEMA desde o sábado, 10 de dezembro, data na qual foi aberto o III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA.

Talvez muito poucos pudessem imaginar que ali se viveria, durante sete dias, um verdadeiro vendaval de Cinema, com filmes, encontros e discussões sobre a Sétima Arte pululando em todos os quadrantes.

Dos mais compenetrados aos mais brincalhões, teve de tudo no III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA, realizado pela Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura. De 10 a 17 de dezembro, Bagé parou para ver, ver, ouvir, curtir, discutir e aplaudir CINEMA.

A centenária sede da Prefeitura Municipal de Bagé (foto Joyce Miranda Leão)

A produção bajeense surpreendeu e havia quase 30 filmes de curta-metragem em competição, fato merecedor de orgulho pelos cidadãos bajeenses, uma vez que até há pouco não se falava em produções audiovisuais em Bagé.

Cena de O Sabiá, curta de Zeca Brito, rodado totalmente em Bagé…

Para isso, concorreram fortemente as muitas oficinas audiovisuais promovidas pela Prefeitura Municipal, motivada sobretudo pela efeméride dos 200 anos do município do Pampa gáucho, que, aliás, é tão bonito, que deixou meio mundo de visitantes encantados e querendo retornar em 2012.

Assim, o Festival de Cinema da Fronteira – que foi o último do ano no país – serviu como grande território de agregação e CONGRAÇAMENTO entre a multifária teia de profissionais que se envolvem, por aptidão, talento, paixão e/ou vocação, nas lides cinematográficas.

Édson Papo Furado: velha guarda do samba capixaba na tela de Bagé…

Desde um filme de um jovem iniciante, como o cineasta capixaba GUI CASTOR ( o documentário Anjo Preto, contando a história do sambista Édson Papo Furado, lá de Vila Velha), passando pelo emblemátivo OLGA (de Jayme Monjardim) e chegando aos consagrados Whisky e El Baño del Papa, e até ao recém-lançado Antes que o mundo acabe…, o Festival de Cinema da Fronteira revelou-se uma importante, neecessária e singular vitrine para o Cinema dos mais diverosos gostos, olhares, sintonias e formas de expressar a vida através das imagens sonorizadas, ou sons imageticamente pensados.

A Diva HELENA IGNEZ, exemplo único de Mulher, Mãe, Atriz libertária e vanguardista, Diretora consagrada e produtora adiante de seu tempo, conquistou Bagé pela simplicidade, elegância dos gestos, beleza de seu filme Luz nas Trevas e magia contagiante de sua intepretação no clássico O Bandido da Luz Vermelha.

Quem aproveitou para ver Helena Ignêz nos dois filmes, jamais verá cinema do mesmo jeito.

Por outro lado, JEAN-CLAUDE BERNARDET, o exponencial Pensador de Cinema, diante do qual todos nós sabemos muito pouco, reafirmou o que ouvimos falar a respeito dos verdadeiros sábios: eles são tão comumente simples que se parecem com qualquer um de nós. Mas ao lado da invejável simplicidade, simpatia, cordialidade, delicadeza e refinamento dos gestos e das palavras, pulsa uma inteligência vibrante, um comichão de sapiciência e observação precisa que, quando indagado, tem sempre uma resposta convincente, sóbria, judiciosa. Uma lição de vida e de respeito ao Cinema estar e conversar com Bernardet.

Portanto, conviver com Jean-Claude Bernardet e Helena Ignez nestes dias de sol, chuva e leve frio em Bagé foi um presente dos Deuses – do Teatro, do Cinema, da Boa Conversa, do Ser Humano esculpido em argamassa de metal precioso.

Que venham novos, maiores e melhores Cinema da Fronteira.

Como almeja e promete o Prefeito Dudu Colombo, que foi, desde a primeira hora, um entusiasta e incentivador do Festival de Cinema da Fronteira.

Escritora Elvira Nascimento, Helena Ignêz, Aurora M. Leão e artista bajeense Marilu Teixeira…

Saraváaaaaaaaaaaa !!!

Defronte à Catedral: depois do Festival de Cinema, Bagé passa a ser vista como um pólo de produção e difusão no interior gaúcho… (foto Joba Migliorin)

Aplausos de Cinema : PARINTINS terá Cine Oriental reaberto

Deputado Tony Medeiros e Secretário Robério Braga vão entregar presente ao AMAZONAS…

Uma histórica sala de cinema, o Cine Oriental de Parintins, em 2012 completando seu cinquentenário, terá suas portas reabertas e a previsão é para junho próximo.

Quando uma sala de Cinema se abre, isso é motivo de alegria para as muitas centenas que amam e apreciam a Sétima Arte. Imagine então o tamanho e a intensidade do sentimento de satisfação plena quando um espaço de CINEMA vai voltar a funcionar numa cidade do interior, ainda mais carente de Arte & Cultura que as grandes cidades.

Soube desta auspiciosa notícia durante minha estada recente em Manaus e já tive oportunidade de divulgá-la aqui no AURORA DE CINEMA.

Foi o próprio deputado Tony Medeiros quem nos contou, quando eu redigia notícias do Amazonas Film Festival na confortável sala de Imprensa abrigada no Caesar Business.

De repente, ele adentra o espaço com seu assessor Hugo Bronzere e, com um tremendo sorriso, nos conta da emocionante Vitória ! Eu também vibrei junto com ele, assim como minhaquerida Alice Gonzaga, Primeira Dama do Cinema Brasileiro, minha companhia constante e animada em Manaus.

Tony Medeiros anuncia que acordo confirma reabertura do Cine Oriental em Parintins

Pois é: o Cine ORIENTAL de Parintins  será restaurado e passará a receber filmes dos circuitos nacional e internacional de longas-metragens. O anúncio aconteceu durante encontro entre o herdeiro do Cine Oriental, Almir Kimura, o Secretário Estadual de Cultura, poeta Robério Braga, e o deputado estadual Tony Medeiros (PSL).

Ficou definido: o Governo do Estado do Amazonas, com apoio de patrocinadores, fará a recuperação do Cine Oriental. O local está fechado há mais de dez anos, quando Parintins deixou de receber filmes que também eram exibidos em Manaus e outras capitais.

O Cine Oriental foi inaugurado em 1962 e foi, por muito anos, a grande sala de atrações e encontros de Parintins, exibindo com constância e muito público os grandes sucessos do cinema de todos os tempos.

Foram quase 4 décadas em funcionamento. No auge do Cine ORIENTAL, Parintins chegou a ter outras três salas de exibição, o Cine Oriental II, o Cine Saul e o Cine-Teatro da Paz.

Uma equipe de técnicos da Secretaria de Cultura (SEC), acompanhada do deputado Tony Medeiros e do herdeiro Almir Kimura, já fez visitas ao prédio onde funcionava o Cine Oriental, a fim de analisar as condições de conservação e avaliar os investimentos necessários para a reabertura do imóvel.

Outra novidade: o Cine Oriental terá um palco para apresentações teatrais, beneficiando grupos de teatro de Parintins e outros municípios da região do Baixo Amazonas. A idéia é criar um espaço que sirva para exibir filmes e também para a encenação de peças teatrais.

Tony Medeiros, um apaixonado pelo Boi e por Cinema, inspeciona ele próprio os equipamentos do Cine Oriental…

Tony Medeiros está encantado com a eminência da ‘entrega’ do Cine Oriental aos moradores de Parintins e do Amazonas, de modo geral: “Estamos envidando todos os esforços para agilizar a entrega da documentação necessária para que as obras de recuperação do Cine Oriental comecem”.

Almir Kimura diz há anos sonhar com a reabertura do cinema, mas a falta de recursos prorrogou o sonho até aqui: “Parintins é uma cidade cultural, com população favorável à reabertura do cinema. Tenho certeza que agora o projeto será um sucesso”.

O secretário Robério Braga lembra:”O Cine Oriental é um imóvel particular, por isso a reforma do local, com apoio do Governo do Estado, requer alguns cuidados legais. Nossa proposta é reabrirmos o cinema em regime de comodato. Também há a possibilidade de criarmos um conselho de gestão, que fará a administração do local”, planeja. “São hipóteses que serão analisadas e discutidas a fim de encontrarmos a melhor solução para o Cine Oriental”, afirma Robério Braga.

JÚLIA LEMMERTZ, exemplo de Sensibilidade, Talento, Generosidade, Delicadeza…

Onde quer que esteja, Júlia Lemmertz destaca-se sempre pela beleza – que parece ter sido arquitetada por algum grande escultor -, sensibilidade e delicadeza de gestos.

Acabo de vê-la em homenagem no Domingão do Faustão e fui às lágrimas com as belas palavras ditas pra atriz no quadro ARQUIVO CONFIDENCIAL, além de emocionar-me, sobretudo, com a reação desta meiguice em forma de mulher, atriz das mais qualificadas, em cujo sangue corre o talento herdado dos pais, os gaúchos Lilian Lemmertz e Linneu Dias.

Julinha é sinônimo de sensibilidade e garantia de grandes desempenhos

Atriz vai ser a próxima “Helena” de Manoel Carlos e vai arrasar, como poucas…

Julinha em ensaio no teatro, um dos espaços onde mais se sente em casa…

Quanto mais passa o tempo, mais Júlia Lemmertz se parece com a mãe, a emblemática atriz Lilian Lemmertz…

Atualmente, Júlia Lemmertz é sucesso na novela Fina Estampa como Esther…

BAGÉ consagra CINEMA como grande território da Celebração

Porque o Cinema é A Arte mais rica de todas… 

Desde quando o jovem cineasta Zeca Brito falou-me sobre uma mostra de cinema que realizava em Santa Thereza, um espaço de tradição cultural em Bagé, percebi naquele relato entusiasta e no brilho de seus olhos: ali estava uma pequena semente gritando vida. 

Daí para estar em Bagé neste 2011 assinando a Curadoria do III Festival de Cinema da Fronteira foi um passo rápido e decidido.

 

Bagé é uma cidade gaúcha de fortes raízes históricas e culturais. Foi em 19 de setembro de 1897 que o então Theatro 28 de setembro, no centro do município, era tomado pela Companhia de Variedades Amarantes e recebia o público para assistir à primeira exibição de imagens através do Cinematógrapho Édison. O ator Francisco Santos, também empresário da Companhia, acompanhou com alegria o entusiasmo de sua audiência, eufórica com a inusitada novidade. 

No dia 22 de setembro, o jornal O Comércio noticiava o acontecido e então se registrava a primeira exibição pública de imagens em Bagé. 

É este frescor jovial e o mesmo enlevo observado naquele público inicial que queremos retomar, fomentar, incentivar e prospectar para Bagé através da realização deste III Festival de Cinema da Fronteira, cuja ambiência é de salutar participação artística, de diversos matizes e vertentes, e cujo cerne traz imbutido o apreço pela Cultura, o gosto pela troca de experiências, a vontade de inocular em cada um o gosto pela Sétima Arte, e uma notória disposição de enfatizar a vocação natural de Bagé para as artes e as ações culturais.

 É objetivo principal da Curadoria tornar Bagé a Capital do Cinema durante esta semana de 10 a 17 de dezembro, na qual fechamos o ano de festivais do país, bem como evidenciar o viés de formação, respeito, atenção e aplauso à atividade cinematográfica. Outrossim, queremos difundir o caráter multifário, questionador e libertário deste festival, o qual pode se orgulhar pela honra de homenagear dois ícones do melhor cinema brasileiro, o chamado ‘cinema de invenção’: o escritor e ensaísta Jean-Claude Bernardet, e a atriz e diretora Helena Ignêz.

Na noite-homenagem: Zeca Brito, Helena Ignez, Sapiran Brito, Jean-Claude e Aurora Miranda Leão (foto Joba Migliorin)

Jean-Claude é um francês apaixonado pelo Brasil, que adotou o país como morada há muitos anos. Helena Ignêz é a mais paulista das atrizes baianas, um dos mitos da vanguarda feminina no cinema. Jean-Claude e Helena, França e Bahia, homem-mulher… 

O Cinema da Fronteira revela, até mesmo na escolha de seus homenageados, o viés inortodoxo e geograficamente transgressor de quem entende a Arte como um território sem fronteiras, onde todas as culturas valem o mesmo porque todas são iguais em suas diferenças de cada dia, e podem ser igualmente transformadoras, em suas predisposições artísticas. 

Viva o Cinema ! 

Viva a não-demarcação de fronteiras culturais ! 

Salve os 200 anos de Bagé ! 

Viva a bandeira Bagé, Capital do Cinema !

 

 AURORA MIRANDA LEÃO assinando a CURADORIA do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA

INGRA LIBERATO e LEONARDO MACHADO encerram CINEMA DA FRONTEIRA

Festival que trouxe Helena Ignez e  Jean-Claude Bernardet  a Bagé, terá cerimônia de encerramento esta noite, no Museu Dom Diogo…

Atriz querida por onde passa, INGRA Liberato está em Bagé para participar da última confraternização de Cinema do ano no Brasil… 

Leonardo Machado, natural de Bagé, subirá ao palco simbolizando todos os artistas da Capital Pampeana do Cinema

Como acontece em todo festival de cinema, é hoje a noite mais esperada desta terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira, aberto em Bagé (RS) no último dia 10, com destacada noite de teatro, música e falas oficiais no bosque do Palacete Pedro Osório (imponente sede da Secretaria de Cultura do Município).

Com comissões julgadoras formadas por Adriana Niemeyer, Catalina Moragues, Arly Arnaud e Mirela Meira – BINACIONAL -, e Sirmar Antunes, Miguel Ramos, Danny Gris, Beca Furtado, Ito Carvalho e Mariana Xavier – BAGÉ 200 Anos -, os concorrentes recebem logo mais, às 21h, em solenidade no belo Museu Dom Diogo de Souza, as estatuetas as quais farão jus os vencedores.

Telão na praça da Catedral: cinema de graça é realidade no Festival de Bagé… (foto J. Migliorin)

A solenidade consta de apresentações de coreografias por bailarinas e alunas de dança da cidade (Bagé é cenário onde a dança é fértil), seguindo-se a cerimônia de entrega de troféus, sob o comando de Ingra Liberato e Leonardo Machado; em seguida, show de Lisandro Amaral no Centro de Lazer Administrativo (antiga sede da Reffesa), com exibição de filmes da Mostra Lusófona.

Festival de Cinema da Fronteira: clima de congraçamento começou muito antes do encerramento… (foto Joba Migliorin)

Na sequência, uma grande festa de congraçamento entre todos os participantes e os funcionários da Secretaria de Cultura do Município, deverá tornar inesquecível esta terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira.

Salve, Salve !

Que venha 2012 !

Bagé vive noite de Homenagem a HELENA IGNEZ e Jean-Claude Bernardet

Festival de Cinema da Fronteira atinge seu acme esta noite com honrarias aos seus notáveis Homenageados

Daqui a pouco, estaremos seguindo para o belo Centro Histórico Vila de Santa Thereza, cenográfico espaço criado pelo então Visconde de Magalhães (bisavô da artista Marilu Teixeira) que legou ao município de Bagé um dos mais convidativos cenários naturais para qualquer evento cultural.

É lá onde acontecem diariamente algumas das principais ações da extensa programação do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA.

A escritora Elvira Nascimento, Helena Ignez, Aurora Miranda Leão e Marilu Teixeira…

Depois de uma auspiciosa noite de terça assistindo  a dois filmes exponenciais da dupla ROGÉRIO SGANZERLA e HELENA IGNEZ – O Bandido da Luz Vermelha e LUZ NAS TREVAS (esplendorosa atuação de NEY Matogrosso, captado pela sensibilidade de Helena e a magistral luz de José Roberto Eliézer) – é lá, no Teatro Santo Antônio, onde daqui a pouco haverá mais um dia de mostra competitiva BINACIONAL, em seguida, havendo exibição de filmes selecionados por Jean-Claude Bernardet e comentários dele junto ao público.

Estar perto de JEAN-CLAUDE é algo que nos honra a priori. Conhecê-lo e conviver com um intelectual do porte dele, que é pura simplicidade, descontração, espontaneidade e celebração à inteligência, é matéria para poucos privilegiados. Graças a Deus, o AURORA DE CINEMA se inclui nisso, e estamos aqui em Bagé celebrando o convívio com estas duas notáveis legendas do CINEMA BRASILEIRO.

SALVE, SALVE !

Hoje, a noite de lua cheia e frio em Bagé promete ser das mais emocionantes, culminando com encontro musical capitaneado por Sapiran Brito,  Marilu Teixeira e Zeca Brito, esta energia radiante e criativa em forma de cineasta.

Ademais porque, na companhia destes ilustres, estamos rodeados de amigos queridos. Mas isso ja é assunto pro próximo post…

* Vale lembrar e agradecer o apoio total da imprensa de Bagé ao Festival: todos os dias, o festival é assunto nos dois principais jornais da cidade – O MINUANO e FOLHA DO SUL -, sem falar nas emissoras de TV e Rádio que dão destaque ao Festival de Cinema da Fronteira.

Aguarde !

Viva o III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA !!!

SARAVÁ, BAGÉ !!!

Marilu Teixeira também tieta Jean-Claude, que fez a camiseta do Festival ficar ainda mais chic… très bien !

A HOMENAGEM A JEAN-CLAUDE BERNARDET

Jean-Claude Bernardet é cineasta, crítico e ensaísta de cinema, escritor, professor, roteirista, e ator francês. Passou a infância em Paris, vindo para o Brasil com a família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em meados dos anos de 1960. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e Doutor em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Interessou-se por cinema a partir do cineclubismo, e começou a escrever críticas no jornal O Estado de SP, a convite do consagrado crítico Paulo Emílio Salles Gomes. Tornou-se grande interlocutor do grupo de cineastas do Cinema Novo e, especialmente de Glauber Rocha, que rompeu com ele a partir da publicação de Brasil em Tempo de Cinema (1967). Foi um dos criadores do curso de cinema da Universidade de Brasília, e deu aulas de História do Cinema Brasileiro na ECA, até se aposentar em 2004.

Além de sua importância como teórico, é também ficcionista, com quatro volumes publicados. Participou de vários filmes, como roteirista e assistente de direção, eventualmente como ator em pequenos papéis. Nos anos de 1990, dirigiu dois ensaios poéticos de média-metragem: São Paulo, Sinfonia e Cacofonia (1994) e Sobre Anos 60 (1999).

É também inventor do brinquedo infantil Combina-cor, lançado pela conhecida marca Grow…

Em 2008, ganhou a estatueta de melhor interpretação masculina no Festival de Brasília por sua atuação em Filme Fobia, dirigido por seu amigo Kiko Goifman, com quem desenvolve novo projeto.

Apesar de toda essa diversidade cultivada, Bernardet é mais conhecido como um dos principais pensadores do cinema no país. Amigo e discípulo de Paulo Emilio Salles Gomes, com quem trabalhou na Universidade de Brasília, é autor de livros obrigatórios na estante de qualquer pesquisador sério do cinema nacional: Brasil em Tempo de Cinema, Historiografia Clássica do Cinema Brasileiro, Cineastas e Imagens do Povo, entre outros. Bernardet escreveu também livros de ficção – Os Histéricos -, ou de “autoficção”, termo de sua predileção, como Aquele Rapaz, e ainda depoimentos, caso de A Doença, Uma Experiência (todas as obras estão disponíveis nas livrarias). É roteirista de um dos filmes mais fortes de Luis Sergio Person, O Caso dos Irmãos Naves, e de Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral, que muitos críticos consideram um dos títulos mais significativos do cinema brasileiro recente.

Jean-Claude Bernardet tem uma extensa e profunda folha corrida de serviços prestados ao cinema brasileiro, inclusive o de haver redefinido, em um livro de 1979, parâmetros e critérios para a formulação de uma autêntica historiografia na área. Essa obra fundamental, Cinema Brasileiro – Propostas Para Uma História (Companhia das Letras) ganhou nova edição, com acréscimo muito especial: uma coletânea de artigos, ensaios e entrevistas de Bernardet publicada em vários órgãos de imprensa, incluindo o jornal O Estado, do qual foi colaborador constante, desde a época do Suplemento Literário, dirigido pelo ensaísta e crítico de Teatro, Décio de Almeida Prado.

Por sua imensa e inconteste dedicação ao cinema brasileiro; seu profundo conhecimento acerca da Sétima Arte e sua preciosa colaboração aos estudos de Cinema no país; pelas muitas gerações de estudiosos e aficionados pela Sétima Arte que ajudou a formar; pela profundidade de sua inserção nas lides culturais do país e pela intensidade e coerência de sua atuação; pela notável simplicidade e permanência ao longo de todos estes anos dedicados à causa maior da Arte e da Cultura no Brasil é que Jean Claude Bernardet recebe esta noite a Homenagem oficial do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA, que traduz o agradecimento de toda a organização do Festival por sua iluminada e oxigenante presença no Pampa gaúcho, bem como simboliza a intensidade da alegria por podermos ter Jean Claude Bernardet como homenageado desta terceira edição, confirmando o caráter transnacional e sem fronteiras que embasa o cerne deste festival.

Abram alas: HELENA IGNÊZ vem aí…

Consagrada Atriz e Diretora de Teatro e Cinema, Helena Ignêz chega hoje a Bagé para receber Homenagem do Festival de Cinema da Fronteira

Helena Ignez é baiana de nascimento, mas há tantos anos reside em São Paulo, que muitos esquecem sua origem nordestina. Filha de tradicional família, Helena chegou a ingressar na Faculdade de Direito, mas as lições ali ensinadas nunca tocaram o coração da futura atriz. Já no segundo ano da Faculdade, quando vai ao teatro assistir a uma peça, fica empolgada com a atuação de um grupo de jovens atores, e identifica-se de tal modo que decide então enveredar por aquele caminho e mudar os rumos de sua vida.

Abandona a faculdade, para aflição da família, e matricula-se no Curso de Arte Dramática da Universidade da Bahia, onde permanece por três anos. Atua em diversas peças por palcos da capital baiana até que, em 1959, recebe convite de um critico de cinema chamado Glauber Rocha, para participar de um curta-metragem chamado O Pátio. Esta foi a estréia de Helena Ignêz no cinema. Ela e Glauber se apaixonaram, casaram e tiveram Paloma, hoje a respeitada cineasta Paloma Rocha. A estréia como atriz em longa-metragem acontece em 1961 no clássico A Grande Feira, do conterrâneo Roberto Pires. Com a repercussão alcançada em A Grande Feira, vai para o Rio e lá inicia sólida carreira cinematográfica em filmes como Assalto ao Trem Pagador (62), O Bandido Da Luz Vermelha (68), Copacabana Mon Amour, e tantos outros. Do casamento de 35 anos com seu parceiro, diretor, amigo e amor maior, o cineasta catarinense Rogério Sganzerla, Helena Ignez teve duas filhas: Sinai, hoje produtora, e Djin, premiada atriz de teatro e cinema.

Figura de destaque na cultura brasileira. Integrante de inúmeros movimentos de vanguarda, neles Helena Ignêz esteve sempre com o diferencial da inteligência, da sensibilidade e da delicadeza. Com 40 anos de produção e incursão nos vários campos da arte cênica e cinematográfica, foi homenageada em 2006 pela organização do 20º Festival de Films de Fribourg (Suíça) com a Mostra La Femme du Bandit (A Mulher do Bandido), ocasião em que foram exibidos 25 filmes nos quais atuou, produziu ou assumiu a direção.  Também na Suíça, como artista plástica, estreou a cine-instalação  Electric Sganzerland , no Centre D’Art Contemporain – Fri-Art .

Sua estréia na direção, em 2008, com o longa-metragem Canção de Baal, onde divide-se entre atuação/produção/direção, foi um divisor de águas.

De atriz premiada e musa festejada por críticos e cinéfilos, Helena Ignêz passou a ser vista como diretora competente e reafirmou a marca que a consagrou: a ousadia.

. Canção de Baal recebeu aprovação maciça da crítica e esteve nos grandes festivais do mundo, sendo os principais: Festival do Rio (Midinight Moovies); 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e Festival Internacional de Goa, na Índia. Em 2009, novas conquistas para o filme de estréia: Melhor Filme pelo Júri da Crítica no Festival de Gramado, e o prêmio Ano Unno no Festival I Mille Occhi, em Trieste (Itália) ‘por sua contribuição à linguagem cinematográfica’. Com este filme, a diretora foi também homenageada no 12º Festival de Cinema Luso Brasileiro em Portugal, e no 4º CinePort, realizado em João Pessoa (PB). Em 2009, Helena Ignez foi homenageada pelo 8º Festival I Mille Occhi, Trieste (Itália) pelo conjunto da obra e contribuição à linguagem cinematográfica.

O segundo longa-metragem sob sua direção foi Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha, roteiro de Rogério Sganzerla, protagonizado por Ney Matogrosso. O filme estreou internacionalmente no 63º Festival de Cinema de Locarno (Suíça), onde recebeu o Prêmio da Crítica Boccalino D’Ouro como Melhor Filme.  Luz nas Trevas foi também selecionado pelo 12º Festival do Rio; 34˚ Mostra Internacional de Cinema de São Paulo;  7˚ Amazonas Film Festival (onde ganha Menção Honrosa); 15˚ Festival Internacional de Cinema de Kerala (India). Em 2011, Luz nas Trevas é exibido no 26˚ Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara, 18˚ Festival Latino Americano de San Diego, e 5o BRAFFTv – Brazilian Film & Tv Festival of Toronto, todos nos EUA; na quinta edição do Festival CinePort (PB); 13˚ BAFICI – Festival Internacional de Cinema de Buenos Aires (AR).

Helena Ignêz em recente viagem ao Amazonas, onde ela encantou com sua simplicidade e onde pretende rodar cenas de seu novo longa…

Atualmente, a iluminada e pacificadora guerreira HELENA IGNÊZ trabalha na captação de recursos para dois novos e instigantes projetos: o longa-metragem Ralé, com roteiro e direção seus, tendo Ney Matogrosso como protagonista; e na transposição da peça teatral O Belo Indiferente (clássico de Jean Cocteau) para o cinema, tendo sua filha Djin Sganzerla como protagonista.

Se pudéssemos sintetizar o cerne do que vai embutido na trajetória de Helena Ignêz, diríamos com suas próprias palavras: “O que importa é a gente tentar ser bom, tentar amar e ver no outro a gente mesmo”.

Por tudo quanto fez, faz e por tudo quanto representa de bom, belo, grandioso, libertário, vanguardista e transgressor para o Cinema é que Helena Ignêz insere-se no imenso painel onde figuram grandes divas da Sétima Arte Mundial. O crítico Ruy Gardnier diz sobre ela: “É uma das grandes presenças femininas da história do cinema, como Marlene Dietrich, Marilyn Monroe, Anna Karina, Claudia Cardinale”.

Por sua trajetória de determinação e afirmação de um cinema considerado de invenção e transgressão; por sua dedicada atuação em defesa da vida e da liberdade de expressão; e por sua sempre bem vinda e iluminadora presença é que HELENA IGNÊZ recebe o troféu do III Festival de Cinema da Fronteira.

Helena Ignêz, mulher que conquistou os três mais importantes cineastas do país – o cinema brasileiro se divide em antes e depois de Rogério Sganzerla, Júlio Bressane e Glauber Rocha -, é um exemplo a ser seguido…

A Homenagem é a maior deste festival, o qual pretende ser um genuíno congraçamento entre os que fazem e os que curtem e aplaudem o Cinema, embora tenhamos certeza: qualquer homenagem que possamos fazer ainda é muito menor do que Helena Ignêz representa, mas por certo nossa singela Homenagem será sempre maior a cada vez que as luzes do Cinema da Fronteira repercutirem entre outros povos, em outras línguas, noutras nações, no seio de gentes de todos os quadrantes, porque a Homenagem do Festival de Cinema da Fronteira para Helena Ignêz traduz todo o respeito, admiração, apoio e aplauso à presença desta Mulher no Cinema, símbolo do melhor da inclusão feminina no panorama cultural brasileiro.

Em Bagé, Cinema tem dança, filmes, missa e boa comida…

Aberta ontem a tarde a Mostra Competitiva BiNacional de Curtas-Metragens do III Festival de Cinema da Fronteira

Antes do início da Mostra, no belo cenário da Centro Histórico Vila de Santa Tereza, a exibição do longa Antes que o mundo acabe (!), da cineasta gaúcha Ana Luíza Azevedo, contando com a presena do jovem ator Eduardo Cardoso, que fez bonito subindo ao palco e conversando com o público sobre como foi fazer o trabalho – sua estréia em longas – e como vê a inclusão do filme no festival de cinema de Bagé.

Eduardo revelou simpatia, simplicidade, disposição e genuíno gosto por atuar e participar de festivais, respondendo com espontaneidade e carinho às perguntas da platéia. Um luxo e uma alegria contar com Eduardo Cardoso no III Festival de Cinema da Fronteira.

Ontem também, chegaram a Bagé o realizador gaúcho Diego Müller, cujo filme A Invasão do Alegrete abriu a mostra competitiva e foi bastante bem recebido pelo público. Uma delícia ver a típica história gaúcha contada de forma tão leve e divertida num roteiro bem amarrado e interpretado por atores do naipe de Sirmar Antunes e Danny Gris, que estavam, ambos, na platéia, abrilhantando a mostra competitiva do Festival. 

Denise Del Cueto, Aurora e Sirmar Antunes, que curte em Bagé o Cinema da Fronteira…

Mas antes da exibição dos curtas, houve uma apresentação de dança – item no qual Bagé é pródigo -, em coreografias criadas pela professora Keilla, que também subiu ao poalco e dançou um número com sua turma.

Sobretudo os dois garotos que dançaram mostraram vocação, talento, tomando conta do palco com leveza e altivez; soltos, leves, concentrados, com um suingue super bacana e mandaram muito bem, recebendo por isso muitos aplausos.

Aliás, as coreografias de Keilla foram bem recebidas, estreladas por belas e dispostas garotas bajeenses, tudo muito bom, apenas com um senão: todas as danças tinham como trilha músicas americanas.

Não que também não haja belos exemplares musicais na América do Norte (quem não curte Bee Gees, Lionel Ritchie, Donna Summer, George Benson ?), mas especialmente quando trabalhamos com crianças e adolescentes, faz-se necessário incutir nelas o gosto, o respeito e a vontade de se expressar através da Cultura que nos identifica e nos toca ao coração primeiro.

Conversei com a simpática Kelly sobre isso e ela me prometeu criar uma coreografia com trilha dos Paralamas… estou aguardando… Saravá !!!

Depois da exibição dos primeiros concorrentes da Mostra Binacional, foi a vez de dar uma chegadinha à Catedral de São Sebastião, onde o bispo Dom Gílio Felício oficiou uma Benção em homenagem aos artistas da Sétima Arte.

A Catedral é um importante prédio histórico de Bagé e estava quase lotada, repleta de jornalistas, realizadores, artistas, a turma da produção, e a comunidade bajeense, que atendeu ao chamado do III Festival de Cinema da Fronteira e compareceu à celebração para disseminar boas energias ao festival que começa com as melhores vibrações.

Em nome do Festival, falou o presidente de Honra, senhor Aristides Kúcera.

Tenor Flávio Leite encantou a platéia do Festival de Cinema de Bagé…

O ponto alto foi a participação do afinadíssimo Coral Auxiliadora e a eloquência da voz do tenor Flávio Leite, que arrancou aplausos calorosos de uma platéia extasiada com sua bela voz e sua emocionante participação.

Encerrada a Bênção aos Artistas, a praça da Catedral parou para ver O Banheiro do Papa, premiada produção uruguaia, que cumpriu a etapa Rodacine do Festival de Cinema da Fronteira.

E para encerrar a noite, um jantar especial no aconchegante Madre Maria, um dos belos restôs de Bagé.

Logo mais, um passeio pelo cemitério de Bagé para conhecer mais sobre a Arte Cemiterial, enquanto em Santa Tereza a programação terá início às 15h com a Mostra da Lusofonia – FestIN Bagé, a ser apresentada pela jornalista Adriana Niemeyer, que também integra o júri da Mostra Binacional.

Aguardem novos posts por aqui…