Arquivo do dia: 11/01/2012

MESSI escandaliza… só doido varrido não vê…

Ou Messi fica fora da lista ou a premiação da Fifa vai pro espaço

Análise: Antero GRECO*

 

A festa comedida e quadradinha da Fifa deixou uma ameaça no ar: ou se arruma um jeito de tirar o Messi da lista dos melhores do ano (com um troféu à parte em cada edição) ou a premiação ficará esvaziada. Pense comigo: a não ser que ocorra algo extraordinário, por muito tempo o argentino levará bola, chuteira, calção e o que mais houver de ouro, como já fez por três vezes. Porque é fabuloso, está acima dos demais e, de quebra, joga no melhor time do mundo. Não há sinais de que nem o baixinho nem o Barcelona esgotaram repertório e desejo de conquistas. Azar do resto. 

 

A luz de Messi brilha com tal intensidade que os rivais começam a perceber que não passarão de coadjuvantes nesse tipo de cerimônia. A dica foi dada por Cristiano Ronaldo. O português nem perdeu tempo de aparecer na Suíça. A alegação foi a de que o Real estava concentrado para o jogo de hoje com o Málaga pela Copa do Rei!

Dá pra engolir a desculpa ? Não. Se houvesse esperança de levar o troféu, o clube alugava um jatinho, Ronaldo marcava presença e, duas horas depois, estaria a dormir como um anjo no hotel espanhol. O mesmo ocorreria com José Mourinho, que faltou para não pagar mico para mais um ato de consagração de Guardiola.

Hoje em dia quem curte futebol não tem alternativa, quando se trata de escolher melhor equipe, melhor jogador: crava Barça e Messi.

E alguém contesta? Só doido varrido ou se sofrer de dor de cotovelo crônica e incurável. Sorte temos todos de vivermos a era Messi, candidato à galeria dos mitos da bola de todos os tempos.

* O cronista esportivo escreve no Estadão

‘Entre ficar e ir embora’, aprender a se arriscar…

 

O Centro Cultural do Banco do Nordeste abre amanhã em Fortaleza a exposição Entre ficar e ir embora, dos artistas Cris Soares e Emanuel Oliveira, com curadoria de Waléria Américo. 

A mostra apresenta desenhos, gravuras, instalações, fotografias e vídeos ligados pelo sentimento de construção e distanciamento. Entre ficar e ir embora trata da necessidade de instaurar uma nova configuração das coisas comuns, de construir um lugar ainda não visitado, pensando cuidadosamente o processo. 

A distância teve, desde o princípio, um lugar de destaque na construção do conceito da exposição, pois os artistas estavam em Fortaleza e a curadora em Lisboa (Portugal). O desafio foi criar um lugar em comum entre esses dois pontos separados pelo Atlântico. Não se tratava de construir um lugar físico, mas um lugar para as ideias, um lugar ainda sem nome. Logo em seguida, a questão era: como habitar esse lugar indefinido ?

Habitar significava mobiliar de pensamentos essa ‘casa sobre o mar’ para buscar a representação concreta, já que é através dos atos que o artista se comunica com o mundo. A esta exposição interessa mais o “como” ao “o que”. O risco é aprender a se arriscar. O caminho aponta para uma chegada infalsa que vai ser outro ponto de partida. 

A dupla constrói e negocia sua vida através da arte. É a conversa, o compartilhar, mesmo que ainda na esfera do íntimo, ambiente primeiro da construção. É a busca de uma compreensão entre a imaginação e o fazer. É nisso que pensam quando, por exemplo, falam sobre o amor. Criam narrativas e avivam o cotidiano, antropomorfizam alguns objetos e coisificam outros, os deslocam. A potência é no vivo. Numa roupa que potencializa ações de um gesto, em arquiteturas de sustentação que não podem sustentar a não ser seu próprio corpo, em objetos que teimam em não servir para aquilo que foram fabricados e querem ir embora desse lugar fixado, cristalizado … e vão. Vão ser pássaro, vão ser caracol, vão crescer, vão fugir de seus destinos e vão encontrar outros. 

Sobre Cris Soares e Emanuel Oliveira

Cris Soares, graduada em Artes Visuais, e Emanuel Oliveira, graduando no mesmo curso, compõem a dupla Máquinas que não Funcionam. Iniciaram pesquisa conjunta a partir do projeto “EU, metade de dois” realizado dentro do programa Residências em Fluxo (MAMAM no Pátio), em João Pessoa, 2010. Vivem e trabalham em Fortaleza, onde desenvolvem os desdobramentos da pesquisa que tem o desenho como elemento motor. Investigam as relações de corpo e espaço correlatos. Fotografias, gravuras, performances, instalações surgem durante o processo de construção a dois, e são resultantes da maneira individual de decifrar as possibilidades. 

Sobre Waléria Américo

Waléria Américo, artista visual brasileira, participa de exposições nacionais e internacionais desde 2001, e atualmente cursa Mestrado Arte e Multimédia – Performance e Instalação na Universidade de Lisboa, além de desenvolver trabalhos de colaboração com outros artistas. Suas experimentações artísticas trafegam entre o vídeo, a fotografia e a performance, num empenho em investigar as relações entre o corpo e o entorno, a habitação e a trajetividade.  Possui experiência profissional em arte-educação, produção artística, cinema, vídeo e fotografia.

* Assessoria de Comunicação do CCBN – Luciano Sá

Abertura: 12 de janeiro de 2012, às 19h

Visitação: 13 de janeiro a 12 de fevereiro

Terça a sábado, 10h às 20h, e domingo, 12h às 18h.

Local: Centro Cultural BNB – rua Floriano Peixoto, 941, Centro. Fortaleza-CE            (85) 3464-3108