Arquivo do dia: 25/01/2012

Vem aí o II Festival de Cinema de Anápolis…

Com coordenação-geral de débora torres, Cidade goiana prepara nova edição de seu concorrido Festival

 

Na próxima semana, será divulgado o Edital do Festival, o qual este ano terá mais uma mostra competitiva: a de CURTAS DOCUMENTÁRIOS do CENTRO OESTE, além da principal Mostra – que reverencia a memória do pioneiro ADHEMAR GONZAGA – com exibição de LONGAS METRAGENS BRASILEIROS DE FICÇÃO PREMIADOS e curtas anapolinos de todos os gêneros.
 
 
 
Débora Torres envia um carinhoso convite, no qual reafirma seu propósito de realizar um amplo painel audiovisual e aprofundar os laços afetivos, a partir do fazer cinematográfico:
 
 
Conto com a presença de todos vocês! Alguns como convidados, outros como jurados, ou ainda como homeageados. Mas,sempre com grande prazer.
E VIVA O CINEMA BRASILEIRO !!!
 
 
 
Aurora Miranda Leão, Walter Webb e Débora Torres curtindo a primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis…
 

Depois de virar “Bandido”, Ney Matogrosso conquista Sampa

Salva de Palmas: Aniversário da capital paulista terá show do magnífico Artista na praça da República …

A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo convida para os festejos de hoje quando a cidade comemora seus 458 anos. A grande atração é o show Beijo Bandido com Ney Matogrosso na Praça da República, a partir das 20h. 
Com direção musical e arranjos de Leandro Braga, o show mergulha numa atmosfera intimista, em contraponto à sonoridade roqueira do projeto anterior do cantor. O título, Beijo Bandido foi inspirado na letra da música Invento, integrante do repertório, de Victor Ramil.

A seleção das músicas é enfatizada pela excelência e singularidade vocal de Ney, com tangos e canções populares brasileiras, algumas nunca gravadas por ele, como Medo de Amar, de Vinicius de Moraes e Bicho de Sete Cabeças, de Geraldo Azevedo, Ramalho e Renato Rocha.

No espetáculo desta noite, sai de cena o figurino exótico que tornou conhecido e amado o ex-vocalista da banda Secos & Molhados para dar lugar a um terno de cor clara, criação do festejado estilista Ocimar Versolato.

A produção tem caráter acústico e a banda que acompanha NEY reúne artistas como Leandro Braga (piano), Lui Coimbra (violoncelo e violão), Alexandre Casado (violino e bandolim) e Felipe Roseno (percussão).

Com sua performance espetacular e voz singular de contra-tenor, Ney Matogrosso empresta sua original leitura a canções como Tango para Teresa, sucesso na interpretação de Ângela Maria; De Cigarro em Cigarro, e Segredo, ambas gravadas em trabalhos anteriores.

Nascido na pequena cidade de Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, Ney Matogrosso também vai mostrar no show desta noite clássicos como A Bela e a Fera, de Chico Buarque e Edu Lobo; e Nada por Mim, verdadeiro hino dos anos de 1980, criação do poeta Herbert Viannaque cedeu parceria a Paula Toller.

Cor do desejo é a única canção inédita do projeto e foi entregue pessoalmente a Ney por um dos compositores, Junior Almeida, durante a turnê do espetáculo anterior do cantor, Inclassificáveis, em Maceió.

Dentre as 19 músicas previstas para o show do aniversário da cidade de São Paulo, estão ainda As Ilhas, Doce de Coco, e À Distância, sucesso de Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

TRADUZINDO: a praça da República de São Paulo viverá esta noite um de seus mais impactantes momentos artísticos com o imperdível SHOW deste Artista fenomenal que é NEY MATOGROSSO, um Midas da MPB – tudo que Ney canta vira preciosidade.

Arrisco-me até a dizer que, caso NEY resolvesse cantar o hit Ai, se eu te pego, do paranaense Michel Teló,  a música ganharia outra sonoridade, e talvez até se descobrisse nela algum valor a mais do que o de ser uma típica música-chiclete.

O que se comenta nas entrelinhas: depois de arrasar pelos festivais do mundo com sua magnífica performance como Ator, vivendo o BANDIDO DA LUZ VERMELHA, no filme de Helena Ignez – a partir de cuidadoso roteiro de Rogério Sganzerla -, Ney Matogrosso conquistou definitivamente o coração da paulicéia.

Quem já viu LUZ NAS TREVAS, o premiado filme da eterna musa Helena Ignez sabe do que estou falando. O filme se passa numa graande cidade qualquer, e é ambientado numa São Paulo moderna, caótica, contraditória, onde NEY vive o famoso Bandido da Luz Vermelha em outro momento de sua história – o primeiro foi em 1968, e o Bandido era Paulo Villaça.

Ney em cena de Luz nas Trevas: consagrado também como grande Ator

Helena Ignez colocou Ney Matogrosso para filmar em meio a comunidade de Heliópolis e ali NEY foi rigorosamente aclamado. O cantor, que iniciou carreira artística como ator, dá um show de atuação no filme e, sobretudo na cena final, onde aparece cantando e atuando, NEY conquista plateias e adesões, mundo afora. Não poderia ser diferente com Sampa. 

Os que ainda não viram, aguardem: LUZ NAS TREVAS será lançado nacionalmente em maio.

Viva São Paulo ! E PARABÉNS ao enorme público da capital paulista que tem hoje a chance de verouvir, de graça, UM SHOW  do mais alto quilate, o SHOW do Artista genial e singular que é NEY MATOGROSSO.

Todos à praça da República !

SARAVÁ !!!

 

Djin Sganzerla faz últimas apresentações de O Belo Indiferente…

Atriz está em cartaz no SESC Consolação em atuação magnânima. Espetáculo tem direção de Helena Ignez e André Guerreiro Lopes

É tão esmeradamemte bem cuidada a atuação de Djin Sganzerla para a cantora carente, insana, perturbada e sofrente da peça escrita por Jean Cocteau que é difícil não cair no lugar comum ao pretender dizer qualquer coisa sobre o espetáculo.

Mas deixar passá-lo em brancas linhas seria um pecado, no qual não quero incorrer.

Estive uma semana em Sampa e um dos objetivos de minha ida foi assistir à Djin no teatro. Estive na platéia muitas vezes e a cada noite fui tocada de modo diferente. Porque o grande intérprete não se repete nunca. Em geral, pulsa no ritmo dos espectadores, noutras vezes é ele quem conduz o público conforme o calibre de sua emoção.

Djin, Helena Ignez e Aurora Miranda Leão: teatro na noite paulista

O Belo Indiferente é um texto difícil. Não é fácil falar da dor da rejeição/solitude/desatenção/desamor/indiferença. Esses sentimentos carregam sempre muita dor, o que só acresce mais obstáculos ao seu desabafo, inda mais quando este é praticado em solilóquio.

Djin Sganzerla topou o desafio. Mergulhou fundo no abismo da busca interior por um personagem sofrido/sofrente, e saiu de lá com invejável fôlego. É esta a sensação que percorre o âmago do espectador que assiste a O Belo Indiferente, em cartaz no terceiro andar do espaço cultural SESC Consolação.

DJIN: beleza e maestria para falar de tristeza e rejeição…

A atriz tem a suprema sorte de carregar no sangue os genes artísticos do pai cineasta (o memorável Rogério Sganzerla) e da mãe atriz, cineasta, artista plástica, escritora, Helena Ignez. E é Helena quem assina a direção do espetáculo, compartilhada com o também ator, diretor, videomaker e grande fotógrafo André Guerreiro Lopes.

E é quase impossível uma receita dar errado quando todos os ingredientes estão certos, bem medidos, inteligentemente unidos.

O BELO INDIFERENTE que São Paulo e seus muitos visitantes podem conferir até a próxima sexta no SESC Consolação é um momento teatral de suprema relevância no contexto cultural contemporâneo. Vale a pena ser visto, mesmo por aqueles que não tem muita afeição pelo Teatro em versão monólogo.

Embora Djin esteja em cena ao lado de Dirceu de Carvalho, este não diz sequer uma palavra. O que também é ato difícil, corajoso, e digno de aplausos. Sabe lá o que ser Ator e ficar uma hora em cena ouvindo o que seu personagem ouve e não esboçar quase nenhuma reação, perfazendo toda a intensa curva dramática do espetáculo sem pronunciar sequer um Ai ? Pois Dirceu faz isso e o faz com competência. Teve a humildade necessária para assumir o papel e tem a grandeza exigida pelo eloquente texto de Cocteau. A ele também o nosso aplauso sincero.

Helena Ignez, que estreou no teatro fazendo este monólogo, teve papel decisivo na hora de indicar a montagem para Djin e André, casados na vida real, e amantes super modernos no filme Luz nas TrevasA Volta do Bandido da Luz Vermelha, cujo lançamento está agendado para maio, no Rio.

Esta aguerrida baiana que despontou para o teatro nos anos de 1960, e que em 1968 provocou uma revolução na forma de interpretar das atrizes brasileiras por sua atuação insólita, visceral e ultra transgressora no filme-marco de Rogério Sganzerla (a obra-prima O BANDIDO DA LUZ VERMELHA), tem mesmo ares de xamã, musa, e maga. Ou então deve carregar escondidinho por entre suas longas madeixas uma varinha de condão… só isso para explicar o porquê de Helena Ignez transformar em ouro tudo o que toca.

A montagem de O BELO INDIFERENTE é um acerto do começo ao fim. Impregnada do ritmo veloz destes nossos tempos, linkados em fruições de mil matizes, esta montagem ganha contornos de instalação visual, entrecortada por sons que dominam o ambiente, vindos de todos os quadrantes, dialogando com discursos visuais criados pela câmera ágil e sensível de André Guerreiro Lopes e o resultado não podia ser outro: O BELO INDIFERENTE é uma encenação inteligente e sensivelmente poderosa.

Djin Sganzerla numa cama que é o próprio retrato da lancinante rejeição…

Ainda pudesse alguém achar o texto entediante, repetitivo, doloroso de ouvir ou coisa que o valha, toda a ambiência cênica proposta por seus criadores, faz com que os aplausos ecoem de forma unânime e ninguém permaneça indiferente a este belo espetáculo. O que mais se alcança dos escólios da platéia, ou se consegue entreouvir quando as luzes de acendem, são as pessoas fazendo comentários de identificação, contando ter vivido tal situação, ou que fulana passou por isso, ou “coitada dela, ainda tá nessa…”, e coisas do tipo.

Em O Belo Indiferente, que Jean Cocteau escreveu especialmente para sua amiga, a cantora Edith Piaf, a dor do desamor e da rejeição, a facada do desafeto e da espera inútil, e o desvario do sentimento que tem como resposta a indiferença se confundem com a falta de amor próprio, com a inexistência de auto-estima, e/ou com a cegueira trágica de um ego mal resolvido ou abandonado. Tudo isso é magistralmente traduzível na cena acme do espetáculo, quando um dos símbolos do amor bem realizado, a cama, se afirma como um deserto de aspereza, iniqüidade, e morte de qualquer emoção aceitável entre duas pessoas que partilham o mesmo espaço.

A cena mais parece um quadro do genial artista belga René Magritte, de uma eloquência chocante, magnânima, necessária. Um luminar da Direção.

Não dá pra se dizer fã, apreciador, aprendiz ou estudioso de teatro ou das novas mídias e não compactuar deste momento forte, vibrante, memorável do Teatro Brasileiro.

E vamos à fabulosa equipe técnica: Simone Mina responde pela Direção de Arte, cenografia e figurinos; a iluminação cabe a Marcelo Lazzaratto; e a concepção sonora é de Gregory Slivar.

Para tornar possível a montagem, colaboram o Ministério da Cultura, a Mercúrio Produções, o Estúdio Lusco Fusco, a Sabesp e o Serviço Social do Comércio. E os colaboradores especiais são: Tufi Duek, e Casa da Sogra – Soluções Sonoras. Apoio: Gopalla Madhavi (restaurante de saborosa culinária – lacto vegetariana com sabores da Índia), Goa, Amazônia, Helaine Garcia, Dona Estética, Banana Verde, Yam, Barão da Itararé, Rota do  Acarajé, Vegacy (Cozinha Vegetariana), Cantina Luna di Capri, Cantina e Pizzaria Piolin, Planeta’s Restaurante, Alves Lavanderia e Tinturaria, Bar do Batata, e Pres Pizza.

Parabéns ao SESC pela aposta no ousado projeto de Djin, André e Helena. Um acerto com absoluto louvor !

E um abraço muito especial de PARABÉNS a esta trupe ultra charmosa e pra lá de competente que são Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes e a amada Helena Ignez.

Que O Belo Indiferente ganhe mais e mais palcos do país !

André Guerreiro Lopes e Djin Sganzerla constroem juntos uma bela carreira…

Enquanto não fica pronto e chega às telas o longa-metragem baseado na peça, que Helena Ignez e André Guerreiro Lopes elaboram juntos, com o auxílio luxuoso da câmera de André Dragoni, mais um jovem e promissor cineasta que o Brasil precisa conhecer.