Arquivo do mês: fevereiro 2012

Festival Nordestino de Arte e Cultura em Fortaleza

O I Festival Nordestino de Arte e Cultura acontece dias 2 e 3 de março, no BNB Clube – Sede Aldeota. O evento, de cunho educativo e de integração, é uma parceria do Instituto Nordeste Cidadania (INEC) e Instituto Semente das Artes, e conta com apoio do Banco do Nordeste. 

Os dois dias do festival serão gratuitos e, quem quiser participar, poderá se inscrever no local. Serão realizadas oficinas de pintura, teatro, dança, canto e mostra de curtas. Além disso, haverá atrações artísticas como a percussão de Samuka Batera, voz e violão com Gildomar Marinho e Nilo Alves Júnior, Banda Dona Zefinha, forró pé-de-serra “Somos Nordestinos” e Nando Cordel. Durante todo o festival, acontecerão apresentações artísticas de todas as comunidades envolvidas com o projeto NAE. 

O I Festival Nordestino de Arte e Cultura foi idealizado a partir de ações promovidas pelo Núcleo de Artes, Educação e Eventos (NAE), que promove o desenvolvimento humano e socioeconômico, por meio de ações culturais e criativas. Ele atua em comunidades onde o INEC desenvolve o projeto Espaços de Leitura, incentivando práticas artísticas, educativas e culturais. 

Serviço:

Festival Nordestino de Arte e Cultura

Dias 2 e 3 de março, a partir das 8h30.

Local: Bnb Clube – Sede Aldeota (Av. Santos Dumont, 3.646 – Aldeota) 

Informações:

Instituto Nordeste Cidadania – INEC

Contato: 3209.9241/ 3044.9565

Cine Ceará abre inscrições. Festival será em junho

Abertas as inscrições à 22ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema. As inscrições de longas e curtas-metragens podem ser feitas até 31 de março. O regulamento completo do festival, organizado pela Associação Cultural Cine Ceará, está disponível em http://cineceara.com 

Concorrem ao Troféu Mucuripe filmes inscritos como longa (divididos em filme, direção, fotografia, edição, roteiro, som, trilha sonora original, direção de arte, ator, atriz e prêmio da crítica) e curta (filme, direção, roteiro, produção cearense e prêmio da crítica). 

Os curtas devem ter sido realizados por produtores e/ou diretores brasileiros, ou radicados no país há mais de três anos, e podem ter até 20 minutos de duração, em qualquer formato. Devem ainda ser obras concluídas a partir de janeiro de 2011 e não podem ter participado de processos seletivos nas edições anteriores do Cine Ceará.  Já os longas devem ter duração mínima de 70 minutos, finalizados a partir de 2010 por produtores e/ou diretores ibero-americanos (países da América Latina e o Caribe, Portugal e Espanha), em formatos profissionais. 

Petrus Cariry foi o grande vencedor ano passado com o longa “Mãe e filha”…

Os prêmios da crítica para melhor curta e longa serão concedidos por um júri formado por membros da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Para o melhor longa, conforme o júri oficial, será concedido prêmio especial no valor de U$10.000,00 (dez mil dólares). Haverá ainda a entrega do Troféu Mucuripe de melhor curta da mostra Olhar do Ceará, para o qual haverá um júri de estudantes das universidades de Fortaleza. 

O 22° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura, e do Ministério da Cultura através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Paulo Coelho e a voz do coração…

O que você faria se soubesse que só teria, APENAS, mais 30 dias de vida ?

Enquanto você pensa, veja o que fez o inusitado e sempre inteligente Paulo Coelho:

O escritor publicou em seu Blog um vídeo explicando uma cirurgia para desentupir 90% das artérias, feita em novembro. O diagnóstico apontava morte em 30 dias.

No vídeo, o escritor explica que, após a morte do pai de sua agente, Mônica, de infarto, ela insistiu pra que ele visitasse o médico para fazer um exame de rotina. Foi aí que o problema foi descoberto.

 
Marlene Bergamo/Folha Imagem
Paulo Coelho vive com a mulher, Cristina, em Saint Martin (sul da França)
Paulo Coelho vive em Saint Martin, sul da França: obra publicada em mais de 150 países e traduzida em 71 idiomas.  

 

“A nota de Ancelmo Gois, colunista do O Globo, diz que o médico me deu 30 dias de vida, dia 28 de novembro do ano passado, o que é absolutamente correto, mas deixa eu explicar. O pai da minha agente Mônica morreu em setembro e a Mônica começou a encher o saco de todo mundo mandando fazer exames. E eu pensei: ‘poxa, eu ando todos os dias, eu faço arco e flecha, eu tenho uma vida saudável, eu não sou gordo, eu não vou fazer este teste’. Mas quando eu voltei do aniversário da minha mulher em Madri, eu já tinha marcado a consulta e eu fui fazer o teste, o famoso teste do esforço. Fiz, fiquei cansado, e quando eu saí, fui para a sala dele (médico) e o cara virou e disse ‘Sr. Coelho o senhor vai morrer daqui a 30 dias’ e eu olhei para a minha mulher e disse: ‘o quê?'”, explicou Paulo.

Com 90% das artérias coronárias bloqueadas, o escritor tinha como única saída: a operação. No procedimento, o médico avisou que havia dois caminhos: “Um: acontecer alguma coisa na mesa de operação; dois: a gente não achar as veias entupidas, e, se não achar, vai ter que abrir o coração e fazer aquela coisa que antigamente se fazia, que é a ponte de safena’. Eu fiquei apavorado. Eu olhei para ele, saí e disse ‘deixa eu pensar’, e ele me disse: ‘não pensa muito, não'”.

Paulo Coelho dedica sua vida a espalhar boas energias… Viva Paulo Coelho !

Mesmo com a pressão jogada pelos médicos, Paulo Coelho comentou que repensou sobre a vida e não se assustou com a morte.

“O mais interessante é que eu pude repensar na minha vida, já que isso poderia ocasionar em uma coisa séria, literalmente, eu podia morrer. Eu disse assim: ‘bom, eu não tenho medo de morrer, sempre falei para as pessoas que eu não tinha medo de morrer e agora estou enfrentando essa possibilidade real e não estou com medo’. E a segunda coisa que eu pensei foi: ‘que vida abençoada que eu tive, casei com a mulher que eu amo, passei por 33 anos ao lado dela, ela vai estar bem financeiramente, eu trabalhei a vida inteira naquilo que eu quis, vivi, fiz todos os meus excessos, quando eu era jovem, vivi intensamente a minha vida, tive sucesso naquilo que eu me propus, que era difícil, que era ser escritor e viver de literatura, e, se eu morrer amanhã, vou morrer contente'”.

Raul Seixas, músico cultuado, teve em Paulo Coelho (à direita) seu melhor letrista…

O escritor acalmou seus fãs e contou que a operação foi um sucesso, ficando apenas três horas na UTI do hospital. “A verdadeira história é essa: a grande lição dessa história é que eu estava realmente condenado, mas ninguém morre antes da hora”.

Com a mulher, a artista plástica Cristina Oiticica, a quem Paulo Coelho se refere sempre como seu grande esteio…

Helena Ignez ministra oficina de Teatro-Cinema no Rio

Leve sua PERSONAGEM para ser DESENVOLVIDA num FILME !

Este é o instigante convite que vem sendo oferecido pela ONG Cinema Nosso, que promove no próximo mês de março uma oficina com a atriz e diretora Helena Ignez.

O convite diz:

Venha participar de um work in progress para a construção de um filme dirigido pela cineasta e atriz Helena Ignez. Vai ser  dias 08,09, 12, 13, 14, e 15 de março no Cinema Nosso ! Venham com seus Personagens !

 Personagens Em Busca de Um Filme é um projeto de cinema comunitário que propõe a realização de um filme a partir de uma oficina de atuação com a diretora e atriz Helena Ignez. Cada ator deverá trazer uma personagem para ser trabalhada durante um período de seis dias e o roteiro desse filme será construído através das improvisações dos atores/participantes, nos exercícios propostos para o desenvolvimento das personagens. 
O projeto inspira-se no texto O Tempo Na Cidade, do geógrafo Milton Santos. Nesse texto, a cidade é retratada como um palco de atores, os mais diversos, que se movimentam em suas trajetórias diárias, segundo tempos os mais distintos. 

Cada participante inscrito deverá desenvolver sua personagem através dos exercícios propostos por Helena Ignez, baseados na trajetória da atriz.

Estrela dos filmes de Rogério Sganzerla, como O Bandido da Luz Vermelha e A Mulher de Todos, co-fundadora da legendária companhia de produção Belair, a atriz tem também no seu currículo trabalhos de atuação com os principais cineastas brasileiro, como Glauber Rocha, Julio Bressane, Joaquim Pedro de Andrade, José Mojica Marins, entre muitos outros. 
Diversos fotógrafos de cinema convidados acompanharão a oficina, a fim de registrar não só as experiências performáticas das personagens, mas todo o desenvolvimento da vivência, como debates e improvisações. Um percussionista sonorizará ao vivo os exercícios. A montagem das imagens será coordenada pelo montador e cineasta Ricardo Miranda, editor premiado de importantes filmes do cinema novo e marginal. 
Um filme comunitário, popular, com inscrições abertas não só para atores profissionais, mas para quem deseje expressar uma idéia através da arte cênica. A contribuição sugerida é de 300 reais. 


METODOLOGIA DE TRABALHO 

Durante 6 dias, Helena Ignez estará ministrando a oficina, contando com a assistência de direção de Barbara Vida e com os registros de imagem e som realizados por diversos cinegrafistas convidados.

 A abertura do trabalho será feita pelo cineasta Joel Pizzini, realizador do filme Helena Zero, documentário poético sobre a trajetória cinematográfica da atriz. 

Atriz e diretora consagrada, Helena Ignez vai transmitir um pouco do muito que sabe aos seus novos alunos…
Após a exibição, iniciam-se os exercícios de desenvolvimento dos personagens, os quais consistirão na primeira etapa da oficina: 
1 – Exercícios de aquecimento ligados à prática de Tai Chi Chuan
2 – Concentração através da música, que terá execução ao vivo, com um percussionista convidado. Exercícios de aquecimento corporal relacionados ao dançar e ao se soltar dionisiacamente. 
3 – Estudos de textos teóricos de alguns autores como Nietzche, Artaud e Milton Santos. Esse momento faz parte da construção do roteiro, que terá a participação de todos. 
A segunda etapa da oficina será diretamente direcionada às filmagens das performances individuais de cada participante. 
Em momento posterior, a montagem será realizada pelo cineasta Ricardo Miranda. 

SERVIÇO :

Helena Ignez: carisma, talento, vocação e amor à Arte são o eixo central da atuação desta Artista-Patrimônio da Cultura…

Oficina com HELENA IGNEZ
Dias: 08,09,12,13,14 e 15 de março

Hora: 10h às 14h

Local: Cinema Nosso

Contribuição: R$ 300

Contato: embuscadeumfilme@… / 88731712

Trancoso vai virar território da música erudita

 

§  Primeiro festival de música erudita no País realizado junto às falésias

§  Alguns dos melhores solistas internacionais se apresentarão ao lado de renomada orquestra jovem nacional

§  Músicos darão aulas a alunos de escolas públicas da região e a estudantes de música de todo o País 

MeT é muito mais que um grandioso festival de música erudita, em um local paradisíaco da costa brasileira. É um evento cultural com características únicas. Em uma semana de duração, 17 a 24 de março, cumprirá uma programação inteiramente gratuita voltada para difundir a música clássica e contribuir para a formação musical de jovens da comunidade e o aprimoramento técnico de estudantes de música de todo o País. 

O MeT tem ainda entre seus objetivos ser uma fonte geradora de negócios e de oportunidades de emprego para a população local, na baixa temporada, contribuindo para o desenvolvimento sustentável em Trancoso e região de Porto Seguro, no Sul da Bahia, por meio da música.

 

O festival deverá atrair grande e diversificado público. Um anfiteatro, especialmente projetado para acomodar 800 pessoas, irá proporcionar excelência acústica e uma visão fascinante de um dos maiores patrimônios ambientais do País. Inicialmente projetado para ser montado no canyon de Trancoso, nessa edição foi transferido para o alto das falésias, no Terra Vista Golf Resort, em cenário igualmente paradisíaco.

 

A Orquestra Juvenil da Bahia, com regência do maestro e pianista Ricardo Castro, dividirá o palco com dez dos melhores virtuoses internacionais, em repertórios que mesclam o erudito e o popular brasileiro. Os concertos terão início no pôr do sol, um dos momentos do dia mais deslumbrantes da região. 

Paralelamente aos concertos, abertos ao público, integrantes da orquestra e solistas ministrarão gratuitamente clínicas de técnica e interpretação (masterclasses) a estudantes de música e ouvintes, e aulas básicas de música, para alunos de escolas públicas da região. As masterclasses compreendem clínicas de violino, viola, violoncelo, flauta, clarinete, trompa e fagote. 

O MeT é a consagração de um sonho compartilhado por quatro amigos e parceiros, que têm em comum a paixão pela música e o amor por Trancoso: Sabine Lovatelli (fundadora do Mozarteum Brasileiro); Carlos Eduardo Bittencourt (Calé), empresário da região e ativo integrante da comunidade local; François Valentiny, arquiteto de renome internacional; e Reinold Geiger, empresário respeitado mundialmente com grande destaque na mídia internacional. 

Foram dois anos de intenso trabalho para dar forma e conteúdo a uma idéia ambiciosa: montar um grande e inédito festival de música clássica que fosse, ao mesmo tempo, instrumento de crescimento pessoal e de desenvolvimento e inserção social. 

Reservas de ingresso (até quatro pessoas, por concerto) e as inscrições para as masterclasses podem ser feitas pelo site www.musicaemtrancoso.org.br, pelo telefone (73) 3668-1487/ 2177 ou pessoalmente, na Rua do Telégrafo, 385 – MCPC 248, em Trancoso.

O início de um ambicioso projeto 

Música em Trancoso – MeT foi planejado e estruturado para concretizar objetivos culturais, socioeducativos e econômicos, com múltiplos benefícios para toda a comunidade. 

Em harmonia com a natureza  

O anfiteatro no alto das falésias de Trancoso, com capacidade para 800 pessoas, estará em harmonia com a paisagem, amplificando os efeitos do impacto de um cenário mágico sobre os sentidos.   

O projeto arquitetônico do anfiteatro teve consultoria do renomado arquiteto luxemburguês François Valentiny (http://www.hvp.lu/), Em cache – Similaresque desde o início se engajou ao projeto e é um de seus idealizadores. Em estrutura desmontável, será instalado na parte superior do Canyon, com vista do alto das falésias de Trancoso, um dos maiores patrimônios ambientais do país. Os concertos terão início ao pôr-do-sol, um dos momentos do dia mais deslumbrantes da região.

François Valentiny é internacionalmente reconhecido e ganhador de vários prêmios por projetos para teatros e espaços culturais. Entre alguns de seus trabalhos, destacam-se o Wroclow Concert Hall (Polônia), o Concert Hall de Saarbrücken (Alemanha), a Casa de Mozart – Kleines Festspielhaus – de Salzburg (Áustria) e o Luxemburg Pavillion, na Expo 2010 de Xangai. 

Orquestra e solistas – Raro encontro  

Uma das mais importantes orquestras jovens brasileiras com solistas nacionais e internacionais, o erudito e o popular, se apresentarão gratuitamente no MeT em concertos espetaculares, jam sessions e exibições de música de câmara. 

Orquestra Juvenil da Bahia – Ricardo Castro, regente

Principal formação do NEOJIBA – Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, programa da Secretaria de Cultura do Governo da Bahia. Criado pelo pianista e maestro Ricardo Castro, tem como objetivo promover a excelência e a integração social por meio da prática orquestral. Inspirado no Sistema Nacional das Orquestras e Coros Juvenis e Infantis da Venezuela (FESNOJIV), o programa oferece uma rotina contínua e diária de estudos. É composta por 110 instrumentistas na faixa de 12 a 25 anos de idade, sendo referência mundial para jovens formações. 

Maestro Ricardo Castro

Fundador e diretor do NEOJIBA, leciona na Haute École de Musique de Lausanne, na Suíça. Começou a tocar piano aos três anos de idade e a estudar a partir dos cinco.

Estudou piano e regência no Conservatório de Genebra. Em 1993, recebeu o primeiro lugar no Leeds International Piano Competition na Inglaterra, sendo o primeiro vencedor latino-americano da competição. Apresentou-se nas mais importantes salas de concerto e com renomadas orquestras, como BBC Symphony, Orchestre de la Suisse Romande, Tonhalle de Zurique, English Chamber Orchestra e Tokyo Phillarmonic. Trabalhou com alguns dos mais renomados maestros da atualidade, como Sir Simon Rattle, Yakov Kreizberg e Leif Segerstam.

Desde a fundação do NEOJIBA, Ricardo Castro tem colocado todos os seus esforços para inserir a prática coletiva da música no cotidiano dos jovens e crianças brasileiros. 

Andreas Grünkorn, Violoncelo – Solista principal da Berlin German Symphony Orchestra, nasceu em Bonn e aos 17 anos tornou-se aluno de David Geringas, na Lübeck Musikhochschule. Mesmo antes de terminar os estudos, foi solista principal da Dortmund Philharmonic Orchestra e, desde 1996, tem a mesma posição na Berlin German Symphony Orchestra.

Participa frequentemente de formações de música de câmara, notadamente com o Hartog Quartet e o Trio Atrium. Fez o seu début como solista em 1999, com Shostakovich’s Cello Concerto No. 1, sob regência de Zdenek Macal. 

Benoit Fromanger, Flauta – Nascido em Paris, estudou flauta no Conservatório Versailles e no Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris, com professores como Roger Bourdin, Jean-Pierre Rampal e Alain Marion. Ganhou diversos prêmios internacionais, como o Prêmio da Paribas Foundation, The Grand Prix de l´Académie du Disque Français, e Diapason d´or.

Fromanger é membro da Bavarian Radio Symphony Orchestra e já se apresentou com diversas orquestras de renome, como a Bavarian Radio Symphony e a Berlin Philharmonic, e regentes como Claudio Abbado, Carlo Maria Giulini, Bernard Haitink, Daniel Barenboim, Riccardo Muti, Pierre Boulez, Zubin Mehta, Wolfgang Sawallisch e Lorin Maazel. Apresenta-se também em shows e concertos de música de câmaras, com Jessye Norman, Carolyn Carlson, Patrick Dupont, Claude Bolling, Katia e Marielle Labèque, Maxim Vengerov, Mischa Maisky, Viktoria Mullova, Gary Karr e Milan Turkovic, entre outros. 

Cesar Camargo Mariano, compositor, arranjador, maestro e pianista: uma das atrações no Festival de Trancoso…

Desenvolveu uma carreira brilhante como pianista, arranjador, produtor e compositor. Hoje é um dos músicos brasileiros mais admirados em todo o mundo. Autodidata, no início dos anos 60, o jovem pianista já impressionava com seu swing e formou dois dos mais importantes trios da época: “Sambalanço Trio” e “Som Três”. Lançou mais de 30 discos em 50 anos de carreira. Entre suas mais de 200 composições, figuram as clássicas “Samambaia”, “Cristal” e “Curumim”, gravadas também por consagrados artistas, como Yo-Yo Ma, Paquito D’Rivera e Clare Fisher. É também frequentemente convidado como solista de grandes orquestras, como The London Royal Philharmonic e Tokyo Symphony Chamber.

Atualmente morando nos Estados Unidos, continua a desenvolver seus trabalhos autorais e colabora com grandes nomes internacionais, além de compor trilhas sonoras para cinema e televisão. Entre vários prêmios nacionais e internacionais, Cesar Camargo Mariano recebeu em 2006 o Grammy especial pela excelência musical, Lifetime Achievement Latin Grammy Award.  

Jonathan Williams, Trompa – Chamber Orchestra of Europe e BBC Symphony Orchestra

Natural da Inglaterra, estudou com Sydney Coulston no Royal Northern College of Music de Manchester. Em 1982, juntou-se ao COE como trompetista principal, onde trabalhou como solista com vários regentes, como Claudio Abbado, Paavo Berglund, John Eliot Gardiner, Nikolaus Harnoncourt, Yehudi Menuhin, Roger Norrington, Alexander Schneider e Sandor Vegh.

É um dos membros fundadores do Wind Soloists of the Chamber Orchestra of Europe e do Gaudier Ensemble, o segundo solista (co-principal) da BBC Symphony Orchestra e um entusiasmado incentivador do ensino de jovens músicos além de ativo colaborador de jovens orquestras na Itália e na Inglaterra. 

Katia & Marielle Labèque, Duo de Piano

As duas irmãs nasceram na costa sudoeste da França, próximo à Espanha, e formam uma dupla de piano muito comunicativa. Seu repertório inclui de um vasto material de Bach, interpretado em instrumentos de época, até compositores contemporâneos do século XXI. Logo após a graduação, na adolescência, faziam apresentações de música contemporânea. A gravação de duo de piano da Rhapsody in Blue, de George Gershwin, vendeu mais de meio milhão de cópias.

Tocaram sob a direção de regentes mundialmente reconhecidos, dentre eles, Giovanni Antonini, Semyon Bychkov, Gustavo Dudamel, Charles Dutoit, Sir John Eliot Gardiner, Zubin Mehta, Antonio Pappano, Georges Prêtre, Sir Simon Rattle, Esa-Pekka Salonen, Leonard Slatkin e Michael Tilson Thomas.

Participaram de apresentações com as orquestras mais prestigiadas do mundo: a Royal Concertgebouw, de Amsterdã, as Filarmônicas de Berlim, Viena, Los Angeles e a do Teatro Alla Scala di Milano; as Sinfônicas de Boston, Chicago e Londres, as orquestras de Cleveland e Filadélfia, a Leipzig Gewandhaus Orchestra, a Bayerischer Rundfunk e a Dresden Staatskapelle Orchestra. 

Richard Galler, Fagonista – Ensemble Wien-Berlin

Nascido em Graz, na Áustria, iniciou seus estudos de fagote com Johann Benesch no Conservatório de Graz e se aprofundou com Milan Turkovic na Faculdade de Música “Mozarteum”, em Salzburgo/ Áustria.

Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, como Jugend Musiziert, C.M.v.Weber Wettbewerb e Concurso da IDRS, em Manchester, Inglaterra. Em 1987, passou a fagotista solo da Orquestra Sinfônica de Viena.

Tocou em festivais de música de câmara em Lockenhaus (Áustria), Mondsee (Áustria), Risör (Noruega), Uusikaupunki (Finlândia), St. Gallen (Suiça), Festival Pablo Casals em Prades (Espanha) e Pacific Music Festival em Sapporo (Japão), etc.

É Professor Titular na Universidade de Música e Artes Plásticas de Viena, membro do Grupo de Câmara de Viena e também sucessor de Milan Turkovic no Quinteto de Sopro “Ensemble Wien-Berlin“. 

Rüdiger Liebermann, Violino – Berlin Philharmonic Orchestra

De uma família de músicos, começou tocando piano aos cinco anos de idade e aos oito iniciou aulas de violino com Jacob Weinsheimer. Prestou a prova final no Folkwang Hochschule, em Essen, antes de ir aos EUA, onde recebeu seu diploma artístico na Escola de Música da Universidade de Indiana, em Bloomington.

Antes de se juntar à Filarmônica de Berlim, Liebermann foi assistente de Saschko Gawriloff na Berlin’s Hochschule der Künste (agora Universität der Künste). Atualmente, é membro do Berlin Philharmonic String Sextet, Berlin Baroque Soloists e Philharmonic Piano Trio. 

 

Walter Küssner, Viola – Berlin Philharmonic Orchestra

Recebeu treinamento profissional de música de Jürgen Kussmaul, em Düsseldorf, Kim Kashkashian, em Nova Iorque, e Michael Tree, em St. Louis. Em 1987, tornou-se membro do Bavarian Radio Symphony Orchestra em Munique. Dois anos mais tarde, foi para a Filarmônica de Berlim, da qual participou de inúmeras formações de música de câmara, com o Philharmonic String Octet e o Athenaeum Quartet.

 Walter Seyfarth, Clarinete – Berlin Philharmonic Wind Quintet

Natural de Düsseldorf, foi vencedor da competição Deutscher Tonkünstlerverband aos dezesseis anos. Após seus estudos na Escola Superior de Música de Freiburg com Peter Rieckhoff e com Karl Leister, na academia da Berlin Philharmonic Orchestra, foi nomeado para a Radio Simphony Orchestra de Saarbrücken. Em 1985, juntou-se à Berlin Philharmonic como solo Eb-Clarinet.

Seyfahrt fundou a Berlin Philharmonic Wind Quintet, em 1988. Também é membro do grupo de câmara The Winds of the Berlin Philharmonic. Entre suas responsabilidades de ensino e tutoria estão a Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim, a Jeunesses Musicales World Orchestra e a Orquestra Jovem da Venezuela.

 

Mônica Salmaso Iniciou a carreira na peça “O Concílio do Amor”, dirigida por Gabriel Villela, em 1989. Em 1995, gravou o CD “Afro-sambas”, duo de voz e violão arranjado e produzido pelo violonista Paulo Bellinati, contendo os afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Foi indicada ao Prêmio Sharp – 1997 como Revelação na categoria MPB. Ganhou o Segundo Prêmio Visa MPB – Edição Vocal, pelo júri e aclamação popular em 1999 e, no mesmo ano, o Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte. Tem CDs lançados em países da Europa, no Japão, nos Estados Unidos, Canadá e México. 

Banda Mantiqueira

A banda iniciou suas apresentações em 1991 tocando nos bares de São Paulo, cumprindo temporadas de grande sucesso. O primeiro CD da banda, “Aldeia”, foi indicado para o Grammy, na categoria de Melhor Performance de Jazz Latino, em 1998. Em 2000, foi lançado o segundo CD, “Bixiga”, homenagem ao bairro paulistano onde mora grande parte dos músicos da banda. Em 2005, lançou “Terra Mantiqueira”, pelo selo Maritaca, que conquistou o Prêmio Tim de Música, em 2006, como Melhor Álbum de Música Instrumental. No mesmo ano e mesma categoria, a banda foi indicada ao Grammy Latino. Participou de vários concertos com a OSESP na Sala São Paulo no exterior. É composta por 14 integrantes 

Grupo PIAP banda

Formado em 1978, o grupo tem direção de John Boudler e co-direção de Carlos Stasi e Eduardo Gianesella. Já se apresentou na Bahia, em Minas, no Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Em 1987, apresentou-se em onze concertos nos EUA. Devido à diversidade de estilos musicais, aliada ao fascínio da multiplicidade timbrística e rítmica que a percussão exerce, os concertos são muito ecléticos, tornando-se especialmente atrativos para o público.

Os idealizadores do MeT 

Sabine Lovatelli 

Seu coração pertence à Trancoso, onde tem sua segunda moradia. É fundadora do Mozarteum Brasileiro, que há mais de 30 anos traz o melhor da música clássica para o Brasil. O Mozarteum Brasileiro representa uma das mais significativas contribuições para o desenvolvimento musical brasileiro, com uma série de atividades socioeducativas, que fazem da música importante instrumento de desenvolvimento pessoal e social. Essa riquíssima experiência será agora compartilhada com a comunidade de Trancoso.

Carlos Eduardo Bittencourt (Calé)

Homem de diversos talentos que se apaixonou por Trancoso há trinta anos. Desde então vive lá, onde é respeitado por ser célula importante do tecido comunitário. 

François Valentiny

Amante da música e um dos grandes arquitetos do mundo. Projetou e construiu várias casas de ópera em diversos países. Seu apreço pelas belezas naturais de Trancoso inspirou a criação do espaço de concerto do festival.  

Reinold Geiger

Empresário internacional sempre em busca de novos desafios, seu amor por Trancoso e a amizade com os demais integrantes do MeT o tornaram um parceiro natural.

Henilton Menezes: diálogos sobre Incentivo à Cultura

O Ministério da Cultura (MinC), através da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Representação Regional Nordeste (RRNE), em parceria com a Secretaria Extraordinária de Cultura do Rio Grande do Norte / Fundação José Augusto, convida gestores e produtores culturais do Estado para uma rodada de diálogo com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton Menezes.

Henilton Menezes, expert em diálogo, estará em Natal para trocar ideias sobre Fomento e Incentivo à Cultura.

A atividade será na próxima quinta, 1º de março, às 19h30, no Teatro de Cultura Popular (Rua Judiaí, nº 643, bairro Tirol, Natal). 

Não é necessário inscrição prévia. 

Serviço:  

Quando: 1º de março de 2012, quinta-feira

Local: Teatro de Cultura Popular

Endereço: Rua Judiaí, nº 643, bairro Tirol, Natal

Informações: (84) 3232-5325 / (81) 3117-8430

Vem aí mais um Festival de Esquetes…

 

CARRI Costa idealizou, realiza, produz e convida: mais um Festival de Esquetes de Fortaleza.

Ótima pedida para quem faz Teatro, recomendável para todos que gostam de boa diversão e de assistir a peças de teatro, curtinhas e com muito a dizer.

É no Teatro da Praia: Rua José Avelino, 662, na praia de Iracema. Informações: 3219-9493.

Mineiros exibem Campo Branco em Fortaleza

Quinta que vem, será aberta no Centro Cultural Banco do Nordeste a coletiva Campo Branco, reunindo obras de seis artistas visuais mineiros. São eles: Francisco Magalhães, Isaura Pena, Júnia Penna, Pedro Motta, Ricardo Homen e Rodrigo Borges.

A abertura será às 18h e a mostra ficará em cartaz até 1º de abril com horário de visitação de terça a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 12h às 18h.

O objetivo da expô é apresentar a produção recente dos 6 artistas visuais mineiros, os quais vêm realizando trabalhos significativos no cenário da arte contemporânea. Eles desenvolvem pesquisas plásticas que, apesar da diversidade de meios e interesses, apontam alguns procedimentos em comum. Esses procedimentos revelam uma aproximação poética entre as obras, presente na espacialidade, na noção de vazio e no sentido construtivo. As referências geográficas apresentam-se como ponto de interesse para este grupo de artistas que trata a geometria de forma “orgânica”, e busca, no trabalho com a superfície e o espaço, o palco de suas ações artísticas. 

Observação do lugar: ferramenta para obras artísticas *

Tentar falar do mundo através da observação do lugar parece-nos comum aos interesses dos geógrafos, biólogos, físicos, sociólogos, antropólogos e artistas. A observação atenta dos fatos sociais, do relevo, da vegetação, dos movimentos demográficos, dos movimentos naturais, das etnias e das práticas desenvolvidas especificamente por uma determinada cultura são, para aqueles que trabalham no campo da ciência e da arte, uma ferramenta eficiente no desenvolvimento de seus pensamentos, enfim, de suas obras.

Para os cientistas, a observação dos fatos pode se dar de maneira aparentemente dissociada de suas histórias individuais. A paisagem é, em princípio, algo diverso, dissociado da vontade que os move em direção à compreensão do mundo, do lugar. E os artistas, de que forma se dá a observação dos artistas? O que o artista olha? O que ele vislumbra? Quais serão os seus métodos? Para os artistas, a paisagem aparece de forma quase atávica – o artista sempre estará falando do lugar. Para aquele que trabalha no campo da arte, a experiência de sua própria incursão no mundo, suas memórias, serão marcas determinantes em suas formas de criação.

Será objeto de curiosidade para o artista tudo aquilo que pode ser abarcado pelos sentidos: seu olhar perscrutador percebe a paisagem, vivencia o espaço. Absorve-o, toma-o para si, para depois transfigurá-lo dentro do embate criativo – a arte. Ao tentar compreender o que se dá no campo banal, o artista aproxima-se da essência do binômio homem/paisagem. Uma aproximação que resulta em reflexões (ação não-natural) sobre o lugar, a paisagem e sobre si mesmo. Imaginemos o artista sendo uma árvore na paisagem, um organismo alimentando-se do substrato do mundo, erguendo-se e sendo parte do lugar – modificando e sendo modificado.

O artista compreenderá o lugar ao considerar a paisagem como tudo aquilo que pode ser abarcado pelo “olhar” – a paisagem no seu entendimento mais amplo. Vale lembrar que esse vislumbre se dará pelos diversos sentidos e, se os olhos são mesmo as janelas da alma, podemos imaginar o artista como uma janela descerrada para a paisagem, estando em e sendo dela a parte mais íntima, recôndita.

Aberto para a paisagem, o artista soma-se ao mundo. Ao observar e descrever a natureza, o lugar a partir de suas experiências e memórias, o artista nos oferece a possibilidade de compartilhar sua busca, o seu objeto, seus fazeres – a sua paisagem interior, o seu lugar no mundo.

O termo “caatinga” é originário do tupi-guarani e significa mata branca. “Paisagem interior”, a parte mais dentro do Brasil, sob um mesmo céu: Minas Gerais e Ceará. O termo “campo branco”, que dá nome à exposição apresentada pelo Centro Cultural Banco do Nordeste, alude a um lugar supostamente árido, lugar ainda por ser, suporte/território no qual esses artistas estabelecem suas criações. Referências geográficas apresentam-se como interesse para este grupo. Esta ideia os reúne, ecoa como uma presença comum: a paisagem. Entendida não como gênero, mas como espaço vivo/lugar, território de toda criação. Esse território, ainda por ser, traz para a proposta uma ideia de diversidade e extensão, e que vai ao encontro da diversidade de produção que este grupo de artistas apresenta. A paisagem aparece, aqui, de diferentes formas, por vezes evidente. Em alguns momentos de maneira mais formal, em outros, mais simbólica. Isaura Pena, Pedro Motta, Francisco Magalhães, Júnia Penna, Ricardo Homen e Rodrigo Borges revelam uma aproximação poética entre as obras, presente na espacialidade, na noção de vazio e no sentido construtivo, e buscam, no trabalho com a superfície, o espaço, a matéria, o símbolo, o lastro para suas ações.

* (texto de Francisco Magalhães)

Expô de artistas mineiros no CCBN tem entrada franca…

André Costa revela Tudo que Deus criou… e faz bonito pelo Cinema em Campina Grande

 
Aproxima-se o grande dia do lançamento: o super aguardado filme de André da Costa Pinto – Tudo que Deus criou – tem pré-estreia nacional neste sábado, na paraibana Campina Grande, onde foi filmado.
 
As primeiras cenas foram rodadas ainda em 2009, tendo a Universidade Estadual de Campina Grande como realizadora. Tudo que Deus Criou é o primeiro longa-mentragem do cineasta, produtor, professor de Cinema e idealizador do Festival ComuniCurtas, André da Costa Pinto, dos premiados curtas Amanda e Monick e A Encomenda do Bicho Medonho.
 
A produção é fruto de uma parceria entre o diretor André da Costa Pinto e o produtor Adriano Lírio – ambos bastante premiados nos últimos anos por seus trabalhos na área audiovisual.
 
O elenco tem nomes de vasta estrada na cena artística nacional: Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Gladys, Paulo Vespúcio e Cláudio Jaborandy. Mas vale ressaltar: a maior parte do elenco é composta por atores da própria Campina Grande, todos eles ex-alunos de Aandré Costa, como o estreante Paulo Phillipe, que faz o protagonista Miguel.
 
Letícia Spiller em grande momento de atuação…
 
Amor, tristeza, dor, melancolia e momentos de extrema delicadeza compõem o filme, que tem roteiro do próprio André Costa. O filme é uma parceria da Medonho Produções com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que vem sendo pródiga em fomentar o audiovisual em suas hostes, sobretudo depois da chegada revolucionante de André da Costa Pinto aos quadros da UEPB.
 
Tudo que Deus criou foi inteiramente rodado em Campina Grande, principalmente nas ruas João Pessoa e Félix Araújo, no centro da cidade, e tem a aplaudida assinatura de João Carlos Beltrão na fotografia, e a da cantora e compositora Val Donato na trilha sonora.
 
 
A pré-estreia nacional acontece este sábado no Hotel Garden, em Campina Grande, às 20h, com sessão especial para convidados da UEPB e imprensa, contando com a participação de todo o elenco. Dia seguinte (26), no mesmo local, haverá duas sessões especiais, às 15 e às 17h, gratuitas e abertas a todos os interessados.
 

Marina, filha de Zé Miguel Wisnik, estreia como cantora

Ela é filha de um dos mais importantes compositores do país, um exímio estudioso da literatura e da música brasileiras, professor da USP e criador de muitas e belas trilhas sonoras para teatro e cinema.

Falo de José Miguel Wisnik que é, ademais, um gentleman, e um dos artistas que mais me dá orgulho de ter entrevistado.

Tendo seu sangue correndo nas veias, Marina Wisnik só pode ser uma cantora de fino bom gosto, voz afinada, e sensibilidade singular.

Por tudo isso, reproduzimos aqui matéria da Folha de São Paulo onde Marina Wisnik dá o tom:

Palíndromos e melodias simples guiam estreia de Marina Wisnik

Na letra de “Relp”, canção de seu segundo álbum, “São Paulo Rio” (2000), o compositor (e escritor, professor etc.) Zé Miguel Wisnik falava de “uma menina lá no espelho” que “fica rindo e polindo o que parece ter dentro e fora de si ou então construindo um lindo palíndromo”.

Marina, a tal menina, é filha de Zé. Dos 13 aos 21 anos, ela construiu uma série de micropoemas em forma de palíndromos –como “O céu em meu eco” e “Lá vou eu em meu eu oval”, que podem ser lidos tanto da esquerda para a direita quanto ao contrário.

Reuniu todos em 2008, no livro “Sós” (Oficina Raquel).

Já com 31, Marina Wisnik lança nesta semana o primeiro álbum, “Na Rua Agora”, com show na sexta, no Sesc Pompeia. Junta 11 composições autorais, escritas desde 2007, quando descobriu que era capaz de fazer música.

Marina aponta relações entre o disco e os palíndromos.

  Divulgação  
A cantora Marina Wisnik, que lança nesta semana o primeiro álbum, "Na Rua Agora"
A cantora Marina Wisnik, que lança hoje “Na Rua Agora”

“De uma maneira não proposital, essas frases que vão e voltam –e tratam do espelhamento no conteúdo e na forma– estruturaram também as músicas”, diz. “São mantras, com melodias simples, que se repetem, tentando pensar as relações do mundo entre o eu e o outro.”

Por todas essas referências, o disco quase se chamou Marina Dentro do Espelho.

A produção musical foi dividida entre Yuri Kalil (que já cuidou de trabalhos de Cidadão Instigado e Thiago Pethit) e Marcelo Jeneci.

“Queria que o disco brincasse com uma coisa psicodélica e hippie. Até pelo nonsense das letras, Mutantes era uma referência importante”, explica. “Quando fui ao show do Jeneci –o segundo da vida dele–, vi que já estava tudo lá: aquela coisa solar, astral, amor. Pensei: ‘É isso!’.”

Antes da música, Marina fez carreira como atriz. Tinha 16 anos quando foi convidada a participar da montagem de Os Sertões, com direção de Zé Celso Martinez Corrêa.

“Tive que ser emancipada para participar. Ficávamos pelados, fumava-se durante a peça. Que pai aceitaria?”

Na sequência, foi estudar teatro e literatura. Formou-se em letras pela USP. Hoje, é professora. Ensina língua portuguesa, é arte-educadora em ONGs e ministra um curso de poesia.

“Dei toda essa volta, fui fazer teatro e tentar outros caminhos para chegar exatamente ao que meu pai é hoje. Mas entendi que, na verdade, fiz a volta para chegar a mim mesma. Mas é tranquilo. Minha música vai por outro caminho, sou mais simples.”

Não teve jeito: é Marina Wisnik dentro do espelho.

* MARCUS PRETO, de São Paulo

MARINA WISNIK

QUANDO sexta, às 21h
ONDE Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, tel. 0/xx/11/3871-7700)
QUANTO R$ 16
CLASSIFICAÇÃO 12 anos