Arquivo do dia: 06/02/2012

O Amor, a morte e as paixões, temas de Cinema…

Mostra de Cinema

60 filmes, inéditos no circuito goianiense, estão na mostra.

A mostra de cinema O Amor, a Morte e as Paixões começou dia 26 e prossegue até dia 9 de fevereiro no Cine Lumière Bougainville, em Goiânia. Foram selecionados 60 filmes inéditos no circuito goianiense, muitos deles com premiações no Globo de Ouro e nos festivais de Cannes e Veneza.

Entre os destaques da programação está o iraniano A Separação, de Asghar Farhadi, que ganhou o Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira deste ano e é um dos favoritos ao Oscar. Também estão na seleção da mostra os filmes Tetro, de Francis Ford Copolla, J. Edgar, de Clint Eastwood, As Canções, de Eduardo Coutinho, e Quebrando Tabu, de Fernando Grostein Andrande, neste último o ex-presidente Fernando Henrique discute a liberalização da maconha.

A atriz e diretora Helena Ignez é uma das presenças confirmadas com a exibição de seu premiado Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha… 

Para escolher os filmes, o professor e crítico de cinema Lisandro Nogueira conta que baseou-se no que viu nas mostras internacionais de São Paulo, em outubro do ano passado, e do Rio de Janeiro, em setembro. “O Brasil agora é privilegiado: recebe os lançamentos da Europa e Ásia com certa antecedência. Também recebo sugestões”, conta. “O fato é que temos filmes que ganharam e participaram de festivais como Cannes, Veneza, Berlim, Sundance (EUA), Rio, São Paulo. Filmes americanos também fazem parte da mostra. Procuramos oferecer filmes para todos os gostos”, afirma. 

Lisandro Nogueira explica: a mostra O Amor, a Morte e as Paixões foi suspensa em 2005 por conta de “pequenos erros de projeção sobre o futuro” da iniciativa. Ele lembra que em 2002, ano da estreia, 7 mil pessoas compraram os bilhetes. Na última edição, em 2005, o número subiu para 21 mil. Agora ele revela que os mesmos parceiros daquela época voltaram a atuar juntos e que não haverá interrupção. “Ela entra definitivamente no calendário da cidade”, garante.

Filme de Beto Brant e Renato Ciasca também está na programação… 

O curador acredita que a grande procura do público ocorre por vários fatores. Entre eles, o fato de os filmes serem inéditos e de a mostra permitir a socialização. “As pessoas gostam muito da mostra por causa dos encontros: elas são ávidas por programas coletivos, cafés, olhares de cumplicidade pela vida. O fato de ver um filme, encontrar amigos, ter tempo para discuti-los, pensar na vida e ainda tomar um café ou chope,  isso não tem preço”, avalia. 

Ao todo serão 300 sessões exibidas, com horários entre 13 horas e meia-noite.

Os ingressos também terão preços diferenciados para a mostra. O bilhete inteiro fica por R$ 14 e, para estudantes, R$ 7. Quem tiver o cartão do assinante do POPULAR ou do Sindicato dos Docentes da UFG (Adufg) paga R$ 6. Também é possível comprar com antecedência no supermercado Bretas, por R$ 7. Aqueles que possuem cartão VIP do cinema Lumière poderão entrar em qualquer filme da mostra.

Riscado, de Gustavo Pizzi, com premiada produção de Cavi Borges, é uma das atrações

FILMES 

  • Riscado, de Gustavo Pizzi (Brasil)
  • Amor Chega Tarde, de Jan Schütte (Alemanha)
  • Que mais Posso Querer, de Silvio Soldini (Itália)
  • Saturno em Oposição, de Ferzan Ozpetek (Turquia)
  • L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância, de Bertrand Bonello (França)
  • Eslovênia Girl, de Damjuam Kozole (Eslovênia)
  • Inquietos, de Gus Van Sant (EUA)
  • Último Dançarino de Mao, de Bruce Beresford (Austrália)
  • As Flores de Kirkuk, de Fariborz Kamkari (Itália)
  • As Idades do Amor, de Giovanni Veronesi (Itália)
  • A Árvore, Julie Bertucelli (França)
  • Não Se Pode Viver Sem Amor, de Jorge Durán (Brasil)
  • Luzes na Escuridão, de Aki Kaurismäki (Finlândia)
  • Estranhos Normais, de Gabriele Salvatore (Itália)
  • Aproximação, de Amos Gitai (Alemanha)
  • O Homem que Não Dormia, de Edgar Navarro (Brasil)
  • Tomboy, de Céline Sciamma (França)
  • Triângulo Amoroso, de Tom Tykwer (Alemanha)
  • Submarino, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
  • Tudo Ficará Bem, de Christoffer Boe (Dinamarca)
  • Lola, de Brillante Ma. Mendoza (França)
  • Caminho para o Nada Auwe, de Monte Hellman (EUA)
  • O Vendedor, de Sébastien Pilote (Canadá)
  • Hiroshima – Um Musical Silencioso, de Pablo Stoll (Uruguai)
  • A Separação, de AsgharFarhadi (Irã)
  • Tetro, de Francis Ford Copolla (Itália)
  • Turnê, de Mathieu Amalric (França)
  • As Neves de Kilimanjaro, de Robert Guédiguian (França)
  • O Porto, de de Aki Kaurismäki (Finlândia)
  • Caro Francis, de Nelson Hoineff (Brasil)
  • O Homem que Amava as Mulheres, de Joann Sfar (França)
  • A Guerra Está Declarada, de Valérie Donzelli (França)
  • Poesia, de Chang-dong Lee (Coreia do Sul)
  • Adeus Primeiro Amor, de Mia Hansen-Love (França)
  • Românticos Anônimos, de Jean-Pierre Améris (França)
  • Isto Não é um Filme, de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb (Irã)
  • A Chave de Sarah, de Mojtaba Mirtahmasb (Irã)
  • Dawson Ilha 10 – A Verdade sobre a Ilha de Pinochet, de Gilles Paquet-Brenner (França)
  • O Espião que Sabia Demais, de Tomas Alfredson (França)
  • O Conto Chinês, de Sebastián Borensztein (Argentina)
  • Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia)
  • Deixa Ela Entrar, de Tomas Alfredson (Suécia )
  • J. Edgar, de Clint Eastwood (EUA)
  • Cartas do Kuluene, de Pedro Novaes (Brasil)
  • Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, de Beto Brant (Brasil)
  • Reis e Ratos, de Mauro Lima (Brasil)
  • O Carteiro, de Reginaldo Faria (Brasil)
  • Casaelétrica.Doc, de Gustavo Fogaça (Brasil)
  • Simples Mortais, de Mauro Giuntini (Brasil)
  • Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade (Brasil)
  • Mãe e Filha, de Petrus Cariry (Brasil)
  • Histórias Cruzadas, de Tate Taylor (EUA)
  • Réus, de Pablo Fernández (Brasil)
  • A Alegria, de Felipe Bragança e Marina Meliande (Brasil)
  • As Canções, de Eduardo Coutinho (Brasil)
  • As Mulheres do 6º Andar, de Philippe Le Guay (França)
  • Habemus Papam, de Nanni Moretti (Itália)
  • Beleza Adormecida, de Julia Leigh (Austrália)
  • Transeunte, de Eryk Rocha (Brasil)
  • Fausto, de Alexander Sokurov (Rússia) 

A programação completa está na página do curador da Mostra, professor Lisandro Nogueira.

Letícia Sabatella lança filme hoje em Sampa

O jornal Folha de S. Paulo e o Cine Livraria Cultura promovem esta noite a pré-estreia gratuita de Hotxuá, filme dos diretores Letícia Sabatella e Gringo Cardia. A exibição faz parte do projeto Folha Documenta.

Hotxuá é um registro poético sobre a tribo indígena krahô, um povo sorridente que designa um sacerdote do riso – o hotxuá do título – para fortalecer e unir o grupo através da alegria, do abraço e da conversa. Acompanhando o dia-a-dia da aldeia no Norte do Brasil, o filme colhe depoimentos dos índios, em sua língua nativa e em português. Eles falam sobre as crenças e o estilo de vida que sustentam e mantêm essa sociedade feliz, cuja concepção de mundo é o equilíbrio entre forças opostas e o respeito à diversidade.

Letícia Sabatella durante as filmagens de Hotxuá…

A exibição começa às 20h e as senhas para entrada gratuita podem ser retiradas a partir das 19h, na bilheteria do cinema.

Cine Livraria Cultura – Sala 2 – Conjunto Nacional  – Rua Padre João Manoel, 100 Fone (11) 3113-3600

O Cinema de Invenção de Jairo Ferreira no CCBB de Sampa

 
 Cena do filme O Vampiro da Cinemateca (1977), de Jairo Ferreira
  • Cena do filme “O Vampiro da Cinemateca” (1977), de Jairo Ferreira

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo está exibindo a mostra Jairo Ferreira – Cinema de Invenção, dedicada ao cineasta paulistano que também foi um dos maiores críticos de cinema que o Brasil já teve (e que raramente é visto como tal).

Serão exibidos todos os filmes que Jairo realizou (dois longas, um média e seis curtas), produções que exemplificam com imagens o que o crítico explicou em seu livro clássico Cinema de Invenção, espécie de Bíblia para jovens que procuram o caminho da autoria em cinema.

Era difícil não gostar de Jairo Ferreira. Quem o conheceu, o admirava por sua paixão, pela clareza com que desenvolvia pensamentos complexos, pela imensa generosidade com que acolhia interessados em sua obra, ou mesmo em conversas sobre artes e cinema.

Nos últimos anos de vida, desprezado pela grande imprensa, difundia seus conhecimentos para grupos de cinéfilos em mostras estratégicas, das quais a de Cinema Marginal, organizada por Eugenio Puppo no CCBB-SP em 2001, foi a mais importante. E defendia suas paixões: cinema japonês, Raul Seixas e sessões de magia.

“O GURU E OS GURIS” (1973), CURTA DE JAIRO FERREIRA

Assim, após a exibição do longa “Perdidos e Malditos” (1970), de Geraldo Velloso, em tal mostra, saiu comentando que “a cena de magia é muito bem realizada”. De outro modo, após a exibição de “Copacabana Mon Amour”, de Rogério Sganzerla (cineasta que ele admirava muito, e que como crítico tinha grandes paralelos com sua produção), disse para os mais próximos: “Não é dos que mais gosto do Rogério. Aquela cena de magia é ruim”.

Adorava o cinema de Kenji Mizoguchi (“O Intendente Sansho” e “Contos da Lua Vaga”) e Shohei Imamura (seu preferido era “Todos Porcos”), e frequentemente dizia maravilhas de algum outro filme japonês descoberto ao longo dos anos.

Jairo Ferreira foi colaborador da Folha de S.Paulo nos anos 1980, e antes, do jornal São Paulo Shinbum, dedicado à comunidade nipônica, mas disputado por cinéfilos que nada tinham de japonês, ávidos pelo contato com seus escritos (e os de Carlos Reichenbach).

Além de toda a produção de Jairo Ferreira no cinema, a mostra exibe também alguns filmes em que ele participa como ator ou roteirista, e outros sobre os quais escreveu como crítico.

A ausência de filmes japoneses é um equívoco. Poderiam ter colocado também “Suspiria”, de Dário Argento, ou “Dillinger Está Morto”, de Marco Ferreri, filmes que inspiraram críticas essenciais do autor. Existem muitos outros que não fariam mal ao seu panorama na crítica de cinema. Optou-se por privilegiar o cinema brasileiro, o que não é negativo a priori, mas pode dar uma ideia imprecisa de sua produção crítica.

Apesar das ausências (inevitáveis, dado o pequeno tamanho da mostra), a seleção de filmes garante uma série de sessões imperdíveis no pequeno cinema do centro de São Paulo.

Veja alguns dos destaques da Mostra:

Divulgação

 

A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla, estrelado pela musa Helena Ignez

Divulgação

Nem Verdade Nem Mentira (1979), de Jairo Ferreira

Divulgação

Ritual dos Sádicos (1969), de José Mojica Marins

5 FILMES DIRIGIDOS POR JAIRO FERREIRA:

“O Guru e os Guris” (1972)
Curta-metragem. Encontro inspirado com Maurice Legeard, fundador da Cinemateca de Santos.

“O Ataque das Araras” (1975)
Curta-metragem. Filme Herzoguiano que mostra uma trupe teatral no Amazonas.

“O Vampiro da Cinemateca” (1977)
Não apenas uma homenagem e um retrato da cinefilia brasileira, mas um dos maiores filmes realizados no Brasil. Se você só puder ver um filme na mostra, que seja este.

“Horror Palace Hotel” (1978)
Média metragem em que Jairo Ferreira registra encontros impagáveis durante o Festival de Cinema de Brasília.

“Nem Verdade Nem Mentira” (1979)
Curta-metragem em que Jairo pensa o jornalismo, com Patrícia Scalvi.

5 FILMES DE OUTROS DIRETORES:

“Limite” (1931), de Mário Peixoto
Obra-prima do cinema experimental brasileiro. É figura fácil em mostras, mas deve ser sempre revisto, como parte de um aprendizado.

“A Mulher de Todos” (1969), de Rogério Sganzerla
Talvez este seja o filme que melhor exemplifique o chamado “Cinema Marginal”.

“Ritual dos Sádicos” (1969), de José Mojica Marins
Também conhecido como “O Despertar da Besta”, é a obra-prima de Mojica.

“A Herança” (1970), de Ozualdo Candeias
Hamlet, se Shakespeare, no sertão paulista. A genialidade de Candeias em cena.

“Crônica de um Industrial” (1978), de Luiz Rosemberg Filho
Existem outros filmes dignos de destaque na mostra, mas nenhum deles é tão injustiçado quanto este longa especial de Rosemberg.

* Por Sérgio Alpendre
Do UOL, em São Paulo


JAIRO FERREIRA – CINEMA DE INVENÇÃO
Quando:
até 12 de fevereiro
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – Cinema (r. Álvares Penteado, 112, Centro, tel. 0/xx/11/3113-3651); 70 lugares
Quanto: R$ 4
Site oficial: bb.com.br/cultura

HORROR NO CINEMA BRASILEIRO

 A Cinemateca Brasileira e a Heco Produções promovem uma retrospectiva do cinema de horror brasileiro. Ao longo do ano, em sessões mensais aos sábados, e com reprises durante a semana, serão apresentados títulos representativos de um gênero narrativo que dificilmente associamos à história de nosso cinema. Inédita em São Paulo, a mostra tem curadoria de Eugenio Puppo.

Desconhecido do grande público e ainda timidamente estudado, o cinema de horror no Brasil tem na figura de Zé do Caixão, e nos filmes de José Mojica Marins, seu criador, sua mais famosa expressão artística. No entanto, segundo pesquisas recentes, a cinematografia brasileira vem flertando com a narrativa fantástica desde meados dos anos 1930 e 1940, momento no qual certos diretores inserem elementos do gênero ao enredo de comédias musicais como O jovem tataravô (1936), de Lulu de Barros, ou Fantasma por acaso (1946), de Moacyr Fenelon.

Já na década de 1950, produtores e cineastas paulistas influenciados pelo clássico de Hitchcock, Rebeca, a mulher inesquecível (1940) investem por sua vez na criação de melodramas sombrios, marcados por uma atmosfera sobrenatural e por fortes papéis femininos como Caiçara (1950), de Adolfo Celi, e Meu destino é pecar (1952), de Manuel Peluffo. Mas a primeira produção a se declarar abertamente um “filme de horror brasileiro” foi À meia-noite levarei sua alma, de José Mojica Marins, lançada em 1964. Nos anos seguintes, o gênero encontrará espaço para seu desenvolvimento em produções realizadas na Boca do Lixo, em São Paulo, combinando-se muitas vezes a outras formas narrativas como o policial, a ficção científica, a comédia erótica, o suspense e o pornô.

Mojica, o mais conhecido representante do gênero “Horror”

No mês de abertura da mostra, serão exibidos três filmes representativos do horror brasileiro: O despertar da besta (1969), de José Mojica Marins, Ninfas diabólicas (1978), de John Doo, e O maníaco do parque (2002-2009), de Alex Prado. A primeira exibição dos três títulos será feita em sequência, na programação especial HORROR NA MADRUGADA, que acontece a partir da meia-noite de sexta, dia 10, para sábado, dia 11, com sessões às 00h00, 02h00 e 04h00.

Com roteiro do mestre da pulp fiction brasileira Rubens Francisco Lucchetti, O despertar da besta é considerado pela crítica um dos mais importantes filmes de José Mojica Marins. Obra de invenção, sintonizada com a vanguarda do cinema marginal, foi logo proibido pelas autoridades militares. Por meio dos experimentos de um psiquiatra com LSD, o filme explora a metalinguagem e a psicodelia para falar sobre cinema. O despertar da besta será exibido em cópia restaurada pela Cinemateca Brasileira, com patrocínio da Petrobras.

Sucesso de bilheteria na época de seu lançamento, Ninfas diabólicas é o filme de estreia de John Doo, diretor que voltaria a incursionar pelo horror em outras produções realizadas na Boca. Contando com fotografia do cineasta Ozualdo Candeias e com música original do maestro tropicalista Rogério Duprat, Ninfas diabólicas reúne suspense, bruxaria e erotismo para narrar as desventuras de um pai de família seduzido por duas estranhas e belas jovens, interpretadas pelas musas Aldine Müller e Patrícia Scalvi. Nesta primeira parte, a mostra inclui ainda O maníaco do parque, de Alex Prado. Inédito nos cinemas, o filme se baseia na verdadeira história de Francisco de Assis Pereira, “o maníaco do parque”, personagem que povoou as páginas policiais brasileiras nos anos 1990. Veterano diretor da Boca, Alex Prado dirigiu clássicos do faroeste brasileiro como Gregório 38 (1969) e Sangue em Santa Maria (1970). O maníaco do parque é seu filme mais recente. 

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

www.cinemateca.gov.br

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha. 

PROGRAMAÇÃO 

10.02 | SEXTA 

SALA CINEMATECA BNDES 

00h00   O MANÍACO DO PARQUE

 

02h00   NINFAS DIABÓLICAS

 

04h00   O DESPERTAR DA BESTA 

14.02 | TERÇA 

SALA CINEMATECA BNDES 

20h30   NINFAS DIABÓLICAS 

15.02 | QUARTA 

SALA CINEMATECA BNDES 

20h30   O MANÍACO DO PARQUE 

16.02 | QUINTA 

SALA CINEMATECA BNDES 

20h30   O DESPERTAR DA BESTA 

 

Roberto Carlos: “O amor me seduz, a demonstração de carinho…”

Rei fala sobre música de Teló: “É pegajosa e eu gosto muito”

Músico conversou com a imprensa durante a 8ª edição de seu cruzeiro e, além do sertanejo, falou sobre projetos, BBB e mulheres

Fotos: Vivian Fernandez

Roberto Carlos falou sobre BBB e defende o participante expulso, Daniel: “O que rolou ali foi uma…brincadeirinha” 

Se em seu primeiro show na 8ª edição do Cruzeiro Emoções em Alto Mar, Roberto Carlos acompanhou o coro das fãs e cantou o refrão de “Ai, seu Eu Te Pego”, na coletiva de imprensa que aconteceu na tarde deste domingo (05), no Rio de Janeiro, o músico não poupou elogios ao sertanejo. O encontro com a imprensa e com um grupo de fãs selecionados por sorteio aconteceu no Teatro Stardust, mesmo local em que Roberto apresenta seus três shows em alto mar.

Sobre Michel Teló, ele não titubeou: “Ele é um fenômeno. É fantástico, uma explosão que eu nunca tinha visto. Com certeza é uma música pegajosa, que eu gosto muito”, elogiou Roberto, que seguiu brincando com trechos da música como “delícia” e “ai, se eu te pego”. O rei seguiu com os elogios e disse que o sucesso, dele ou de outros músicos, é incontestável. “Quem decide se a música ou o artista são sucessos é o público. O Michel manda muito bem. É bom ver o cara”.

Após muitos elogios ao sertanejo, Roberto, que costuma exaltar outros jovens músicos, foi questionado sobre quem poderia ser seu sucessor. “Ainda é muito cedo para pensar nessas coisas”, afirmou ele, para em seguida, recusar a ideia de pensar em “sucessor”, já que, segundo ele, cada artista tem uma maneira de cantar e compor.
“Big Brother Brasil”

Roberto não falou apenas de música em sua coletiva. O músico também fez comentários sobre o BBB. Ele, que já assumiu acompanhar o reality, comentou o caso Daniel. Mesmo diante das vaias das fãs após o questionamento, o músico não demonstrou problemas na resposta e foi aplaudido ao reforçar que não expulsaria o brother da casa após as cenas de um suposto abuso sexual: “Pelo o que a gente vê na TV, longe das edições, eu não expulsaria. O que rolou ali foi uma…brincadeirinha. Eu diria, algo superficial”, afirmou o músico, com seu famoso sorriso. Além de BBB, ele também reforçou que segue assistindo às novelas (“quando não vejo, eu gravo”) e que, atualmente, a que mais tem sua audiência é Fina Estampa.

Jerusalém 

RC despista ao falar sobre novo amor: “Está chegando”

Durante a coletiva, Roberto Carlos relembrou ainda sua passagem por Jerusalém, onde gravou seu último especial. “Minha fé é muito grande, mas consciente, equilibrada. Mesmo assim, aquilo lá aumentou muito a minha fé”, afirmou o músico, que ainda foi questionado sobre o pedido de um novo amor que teria feito no Muro das Lamentações. “Se concretizou, Roberto?”, questionou a repórter, aplaudida pela plateia. A pergunta deixou o músico sem graça, mas ele prosseguiu: “Ah, está chegando, está chegando”.


Roberto também respondeu sobre o efeito de sedução que causa nas pessoas, em especial, nas mulheres. “Eu é que sou seduzido. As mulheres me seduzem. Acho que o amor me seduz, a demonstração de carinho”.

Ainda sobre Jerusalém, Roberto falou sobre a reprise do especial feita pela Globo no final do ano, fato que o deixou, inicialmente, preocupado. “Mas ao mesmo tempo, fiquei tranquilo, porque foi uma das melhores coisas que já fiz na vida”. Ele diz que aceitou a sugestão da Globo, pois não teria tanto tempo de preparar outro especial, que não sofresse tanto com as comparações. “Agora vamos dar um espaço maior, para as comparações serem menores”, explicou ele, que não planeja nenhuma gravação especial no exterior, como aconteceu com o trabalho de Jerusalém, para este ano. Mas prometeu uma turnê internacional no México e nos Estados Unidos.

Navio

Famoso por suas superstições, o rei falou sobre o naufrágio na costa italiana com a embarcação da mesma empresa que cuida de seus cruzeiros. O músico afirmou que, mesmo após o acidente, não teve medo do embarque, pois está certo da segurança. “Não fiquei receoso de embarcar, mas o que senti quando vi a cena foi muito triste. Chorei quando vi. Mas foi um acidente, que está sendo analisado”, comentou ele, que disse entender um pouco de navegação.

Já em alto mar, ele falou sobre mais uma edição de seu evento náutico. “Eu espero esse cruzeiro na maior ansiedade. Quando saio, tenho vontade de chorar. Aqui me sinto sem problemas, sem coisas para resolver. Quando volto para terra, dá vontade de voltar para o navio”, brincou Roberto. O músico comentou a ansiedade de outros tripulantes, o capitão Michele. “Ele sempre diz que espera por esse cruzeiro o ano inteiro”, ao que algumas fãs gritaram: “nós também”. 

Foto: Vivian Fernandez

“Não fiquei receoso de embarcar, mas o que senti quando vi a cena foi muito triste. Chorei quando vi”, disse ele sobre o naufrágio do navio de mesma empresa

* Entrevista a Marília Neves, do IG Gente