Helena Ignez, Júlio Bressane e filme pernambucano em Roterdã

Três mulheres sagraram-se vencedoras do Festival de Cinema de Roterdã, encerrado esta semana.
 
Formado por Eric Khoo (realizador), Samuel Maoz (cineasta), Tine Fischer (responsável pelo Festival CPH-DOX na Dinamarca), e Ludmila Cvikova (Chefe de programação do Instituto do Filme de Doha), o júri contou também com uma única presença brasileira, a da atriz e cineasta premiada Helena Ignez, que foi bastante festejada no festival holandês.
 

A disputa pelos Tiger Awards de Melhor Filme envolveu quinze longas de diretores iniciantes, e, pela primeira vez na história do Festival, os três vencedores foram realizados por mulheres: o chileno “De Jueves a Domingo”, de Dominga Sotomayor, o chinês “Jidan heshitou”, de Huang Ji, e o sérvio “Klip”, de Majas Milos.

Cineastas premiadas em Roterdã: Huang Ji, Dominga Sotomayor e Majas Milos…         
 
Já no que diz respeito à competição de curtas-metragens, os vencedores foram «Generator», de Makino Takashi; «Big in Vietnam», de Mati Diop; «Springtime», de Jeroen Eisinga. A cineasta Charlotte Lim Lay Kuen recebeu ainda uma Menção Honrosa por «I’m Lisa».
 
Em outros prémios, uma nota de novo para «Klip» (Clip), o preferido da imprensa holandesa, «O Som ao Redor», de Kleber Mendonça Filho ( vencedor do Prémio FIPRESCI), «Sentimental Animal», de Wu Quan (Prémio NETPAC) e «Weekend», de Andrew Haigh (Prémio dos Jovens Críticos).
 
Finalmente, e no que toca ao CineMart, o melhor projeto apresentado foi o de Duncharon, de Athina Rachel Tsangari. The Lunchbox, de Ritesh Batra, recebeu uma menção honrosa.
 

Entre os brasileiros, O Som ao Redor, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, foi o vencedor do prêmio da Federação Internacional dos Jornalistas, enquanto Ovos de Dinossauro na Sala de Estar, de Rafael Urban, foi selecionado ao lado de outras 20 produções para a disputa entre os curtas. Os filmes Febre do Rato, de Cláudio Assis, e Rua Aperana 52, novo longa do magnânimo cineasta carioca Júlio Bressane (um dos cineastas brasileiros mais festejados no exterior), cuja primeira exibição pública aconteceu ali, foram selecionados para a mostra Spectrum, dedicada aos filmes que receberam apoio do Fundo Hubert Bals.

Helena Ignez, que enfrentou temperatura de 20 abaixo de zero, integrou o júri do Tigers Award e foi bastante prestigiada em Roterdã…

Além da presença iluminada de Helena Ignez (Djalioh), cujo encontro com o amigo Julio Bressane foi uma celebração de cumplicidade, afeto e benquerença recíproca, o Brasil também esteve representado no Festival de Roterdã pelo crítico Marcelo Janot, integrante do júri da crítica internacional (Fipresci).

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