Banda Redonda: de Plínio Marcos a Helena Ignez, a folia ganha as ruas de Sampa

A banda mais antiga e tradicional de São Paulo cidade faz a abertura da semana carnavalesca em Sampa. Fundada por atores do Teatro de Arena, jornalistas, músicos e outros artistas que frequentavam o Bar e Restaurante Redondo, a Banda Redonda pede passagem, coloca os foliões e sambistas nas ruas.

Pois eu acabo de descobrir esta notícia do Blog do Marcelo Rubens Paiva e achei tão bacana que decidi reproduzir aqui, com o devido crédito a Marcelo, jornalista antenado e cronista dos melhores.

Na próxima segunda, tem encontro em frente ao TEATRO DE ARENA – Eugênio Kusnet, na  Rua Theodoro Baima, 94, esquinas da Rua da Consolação com Av. Ipiranga. A concentração será 19h e a saída do desfile ás 21h. Durante a concentração haverá o aquecimento com o Carlão, General da Banda de SP e a entrega do Troféu Banda Redonda, para personalidades que fazem a diferença na cultura, artes e no esporte.

Helena Ignez: carreira no teatro e cinema chega ao Carnaval e receberá merecida homenagem…

Este ano, eles são: Carlos Cortez, Helena Ignez, Inezita Barroso, Osmar Santos, Paulo Vanzolini, e Silvia Vinhas.

Todos os anos a Banda homenageia personalidades destacadas no meio cultural, artístico e esportivo. Já receberam o troféu Banda Redonda: Alaíde Costa, Analy Alvarez, Ari Toledo, Caio Luiz de Carvalho, Chico de Assis, Chico Pinheiro, Denis Derkian, Doutor Sócrates, Dr. Davi Serson, Dráuzio Varella, Emilio Fontana, Esther Góes, Etty Frazer, Ivan Giannini, João Acaiabe, João Batista de Andrade, Ligia Cortez, Maria Alcina, Netinho de Paula, Oswaldo Mendes, Paulo Goulart, Regina Braga, Renato Borghi, Renato Consorte, Sérgio Mamberti, Tadeu di Pietro, Walderez de Barros, Bárbara Bruno, Dr. Demetrio Hossne, Dr. Paulo Meneghini , José Renato Pécora, Lauro César Muniz, Regina Echeverria entre outros. 

Homenageados que irão receber Troféu Banda Redonda em 2012: Carlos Cortez – cineasta e diretor de “Geraldo, o Filme” e “Querô”; Helena Ignez – atriz e diretora de cinema e teatro; Inezita Barroso – a Rainha do Folclore Brasileiro; Osmar Santos – Locutor Esportivo e pintor, e o “Pai da Matéria” e da “Gorduchinha”; Paulo Vanzolini – genial compositor paulistano e Silvia Vinhas – jornalista e apresentadora de TV. Informações sobre os homenageados ao final deste release. 

Para animar os foliões a banda conta com um belo time de intérpretes: Aldo Bueno, Douglas Franco, Germano Mathias, Jandir, João Borba, João Pedro, Maria Alcina, Mazinho do Salgueiro, Silvio Modesto e Tereza Miguel, que serão acompanhados pela Banda Musical do FUMAÇA com mais de 30 integrantes, apresentando tradicionais marchinhas e sambas do carnaval brasileiro. A apresentação fica por conta de Moisés da Rocha  (O Samba  pede Passagem).

 

Dramaturgo Plínio Marcos criou a Bandalha, que acabou gerando a Banda Redonda. Na foto, ele recebe das mãos de Carlão, o general da Banda de São Paulo, seu Troféu Banda Redonda

Banda Redonda – 38 anos de alegria no carnaval paulistano

Dia 13 de fevereiro, segunda-feira, concentração 19h / saída 21h – Grátis.

Informações: Imprensa: Edson Lima: 3739 0208 / Teatro de Arena: 3256 9463 / China: 7705 0622

Roteiro: Ruas Theodoro Baima, da Consolação, Xavier de Toledo, Teatro Municipal, Rua Cons. Crispiniano, Largo do Paissandu, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, regressando ao Teatro de Arena, encerrando o desfile com músicas do verdadeiro carnaval de rua.

Saiba mais: www.oautornapraca.com.br/bandaredonda. Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=bzy3sjZhcPk

 HISTÓRICO DA BANDA – A “Redonda” substituiu a Banda Bandalha, criada no auge da repressão militar pelo dramaturgo e ator Plínio Marcos em 1972. Plínio gravava a novela Bandeira Dois, no Rio de Janeiro, e não aguentava mais as piadas e provocações dos cariocas, dizendo bloco de paulista é bloco de concreto armadocordão de paulista é cordão de isolamento e, como se tudo isso não bastasse, atormentavam o tão festejado Plínio citando Vinicius de Moraes “São Paulo é o túmulo do samba”.

Àquela altura, a Banda de Ipanema já era famosa, trazendo como musas Leila Diniz e Odete Lara. Injuriado com tantas brincadeiras, Plínio chamou seu colega de teatro, Carlos Costa, o Carlão, que já era frequentador do mundo do samba paulista desde que aqui chegou em 1945, mas ganhava a vida no teatro – Carlão foi bilheteiro, contra-regra e ator, atuou no teatro de Arena, no cinema e foi um grande parceiro do Plínio, atuando em várias peças e, ao seu lado, em vários momentos na luta. Então, Plínio Marcos se autoproclamou presidente da Banda Bandalha e convidou Carlão para ser o vice presidente.

 

Em 1972 e 1973, a banda – sempre saindo da frente do Teatro de Arena e percorrendo o centro -, foi sucesso de cara, tendo no primeiro desfile como Porta Estandarte a atriz Etty Frazer e de mestre sala o ator Toni Ramos. Também contou com ilustres participantes, como a atriz Walderez de Barros, o dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, a atriz Eva Vilma, o ator John Herbert, Pepita e Lolita Rodrigues, os jornalistas Arley Pereira, José Ramos Tinhorão, o ator e artista plástico Luiz Carlos Parreira. Claro que não podiam faltar os sambistas famosos das escolas de samba e parceiros de Plínio e Carlão: Geraldo Filme, Jangada, Jorge Costa, Silvio Modesto, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Zé Ketti, Zeca da Casa Verde, além da turma da “Vagão” e redondeza, entre tantos outros atores, jornalistas e foliões.

A Bandalha durou dois anos, depois de brigas com a prefeitura, Plínio se injuriou e falou que não tinha mais Bandalha. Com o fim da Bandalha, seus remanescentes, encabeçados por Carlão, formaram a Banda Redonda, que desfilou pela primeira vez em 74 – naquela ocasião, mudou a colocação da diretoria, ficando Carlos Costa na presidência e Plínio como vice. Hoje, Carlão continua dirigindo a “Redonda” e tem o China como secretário geral. Com a inspiração do artista plástico Luis Carlos Parreira, a “Redonda” adotou a pomba como símbolo e as cores azul, ouro e branco. Atualmente, os desfiles da banda são acompanhados por cerca de 15 mil pessoas e fazem parte do calendário oficial do carnaval de São Paulo. Além disso, ela é filiada à ABASP –  Associação de Bandas de Carnaval de São Paulo.

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