Arquivo do dia: 23/02/2012

Marina, filha de Zé Miguel Wisnik, estreia como cantora

Ela é filha de um dos mais importantes compositores do país, um exímio estudioso da literatura e da música brasileiras, professor da USP e criador de muitas e belas trilhas sonoras para teatro e cinema.

Falo de José Miguel Wisnik que é, ademais, um gentleman, e um dos artistas que mais me dá orgulho de ter entrevistado.

Tendo seu sangue correndo nas veias, Marina Wisnik só pode ser uma cantora de fino bom gosto, voz afinada, e sensibilidade singular.

Por tudo isso, reproduzimos aqui matéria da Folha de São Paulo onde Marina Wisnik dá o tom:

Palíndromos e melodias simples guiam estreia de Marina Wisnik

Na letra de “Relp”, canção de seu segundo álbum, “São Paulo Rio” (2000), o compositor (e escritor, professor etc.) Zé Miguel Wisnik falava de “uma menina lá no espelho” que “fica rindo e polindo o que parece ter dentro e fora de si ou então construindo um lindo palíndromo”.

Marina, a tal menina, é filha de Zé. Dos 13 aos 21 anos, ela construiu uma série de micropoemas em forma de palíndromos –como “O céu em meu eco” e “Lá vou eu em meu eu oval”, que podem ser lidos tanto da esquerda para a direita quanto ao contrário.

Reuniu todos em 2008, no livro “Sós” (Oficina Raquel).

Já com 31, Marina Wisnik lança nesta semana o primeiro álbum, “Na Rua Agora”, com show na sexta, no Sesc Pompeia. Junta 11 composições autorais, escritas desde 2007, quando descobriu que era capaz de fazer música.

Marina aponta relações entre o disco e os palíndromos.

  Divulgação  
A cantora Marina Wisnik, que lança nesta semana o primeiro álbum, "Na Rua Agora"
A cantora Marina Wisnik, que lança hoje “Na Rua Agora”

“De uma maneira não proposital, essas frases que vão e voltam –e tratam do espelhamento no conteúdo e na forma– estruturaram também as músicas”, diz. “São mantras, com melodias simples, que se repetem, tentando pensar as relações do mundo entre o eu e o outro.”

Por todas essas referências, o disco quase se chamou Marina Dentro do Espelho.

A produção musical foi dividida entre Yuri Kalil (que já cuidou de trabalhos de Cidadão Instigado e Thiago Pethit) e Marcelo Jeneci.

“Queria que o disco brincasse com uma coisa psicodélica e hippie. Até pelo nonsense das letras, Mutantes era uma referência importante”, explica. “Quando fui ao show do Jeneci –o segundo da vida dele–, vi que já estava tudo lá: aquela coisa solar, astral, amor. Pensei: ‘É isso!’.”

Antes da música, Marina fez carreira como atriz. Tinha 16 anos quando foi convidada a participar da montagem de Os Sertões, com direção de Zé Celso Martinez Corrêa.

“Tive que ser emancipada para participar. Ficávamos pelados, fumava-se durante a peça. Que pai aceitaria?”

Na sequência, foi estudar teatro e literatura. Formou-se em letras pela USP. Hoje, é professora. Ensina língua portuguesa, é arte-educadora em ONGs e ministra um curso de poesia.

“Dei toda essa volta, fui fazer teatro e tentar outros caminhos para chegar exatamente ao que meu pai é hoje. Mas entendi que, na verdade, fiz a volta para chegar a mim mesma. Mas é tranquilo. Minha música vai por outro caminho, sou mais simples.”

Não teve jeito: é Marina Wisnik dentro do espelho.

* MARCUS PRETO, de São Paulo

MARINA WISNIK

QUANDO sexta, às 21h
ONDE Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, tel. 0/xx/11/3871-7700)
QUANTO R$ 16
CLASSIFICAÇÃO 12 anos

Madame NoAr: garantia de boas risadas no Teatro

A atriz Mazé Figueiredo estará esta tarde e amanhã, em dois horários, encenando a comédia Madame NoAr no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, com entrada franca.

A direção é da também atriz Leuda Bandeira e o texto é de Nícolas Almeida.

As apresentações são QUINTA e SEXTA,  23 e 24 de fevereiro, às 15h e às 18h – a entrada é gratuita mas recomenda-se chegar ao Centro Cultural Banco do Nordeste com uma hora de antecedência.

Este espetáculo é mais um trabalho artístico possibilitado pelo edital Cultura da Gente, ação meritória do Banco do Nordeste em prol da criação artística de seus funcionários. Quem responde pelo Cultura da Gente é Rosana Virgínia, uma querida e dedicada funcionária do CCBN, incentivadora dos colegas e entusiasta dos belos frutos que vem sendo gerados pelo edital.

O Aurora de Cinema já esteve na platéia de Madame NoAr  – uma ardilosa vidente, boa de ver e ouvir – e recomenda: o trabalho é um bom momento do teatro cearense, com competente direção de Leuda Bandeira e atuação primorosa de Mazé Figueiredo.

Vamos ao Teatro ! E vamos aplaudir Madame NoAr, uma comédia para agradar a gregos, troianos, cearenses e plateias de todas as cores, credos e palcos do país.

Cinema vai aportar em Campos do Jordão

I Festival Internacional de Cinema de Campos do Jordão recebe inscrições
Comédias dão o tom do festival, que exibirá produções inéditas e retrospectivas entre os dias 27 de abril e 5 de maio. A curadoria é do cineasta André Sturm
Estão abertas as inscrições de filmes para a mostra competitiva do I Festival Intrnacional de Cinema de Campos do Jordão. Serão aceitos filmes do gênero comédia, produzidos entre 2010 e 2012, e a inscrição deve ser feita até 23 de março. Uma comissão indicada pelo Instituto São Paulo de Arte e Cultura e pela Prefeitura Municipal de Campos do Jordão selecionará 15 longas e 15 curtas-metragens brasileiros e estrangeiros, os quais serão exibidos entre 27 de abril e 5 de maio. 

O festival terá também uma mostra paralela homenageando a história do cinema de comédia no Brasil e no mundo, e ainda uma seleção de filmes para jovens e adolescentes, com longas, médias e curtas-metragens produzidos para cinema, TV e internet. A curadoria é do cineasta André Sturm, diretor do MIS – Museu da Imagem e do Som.

Para se inscrever, é preciso acessar o site do festival – http://www.cinemaemcamposdojordao.com.br – e preencher a ficha de inscrição. Assim que o documento estiver completo, ele deverá ser impresso e assinado em duas vias pelo responsável legal do filme no Brasil.

Anexo à ficha de inscrição, o candidato deverá encaminhar à organização os seguintes itens: sinopse do filme; ficha técnica com os principais nomes do elenco e da equipe; currículo do diretor e da empresa produtora (caso haja); duas cópias em DVD do filme; documento que comprove que o filme tenha sido finalizado a partir de dezembro de 2010 e carta de autorização em papel timbrado, devidamente assinada e carimbada, concedendo os direitos de uso dos materiais para ações previstas no I Festival de Cinema de Campos do Jordão, bem como autorização para exibição do filme dentro da programação do evento.

Reunidos todos esses itens, o candidato deverá encaminhá-los ao escritório do Instituto São Paulo de Arte e Cultura, na Al. dos Nhambiquaras, 1770 – 5º andar – sala 507, Moema, CEP 04090-004, São Paulo-SP. Os 30 trabalhos selecionados deverão, posteriormente, encaminhar cópia oficial para exibição no Festival (digital ou 35 mm), fotos still, cartazes e outros materiais de divulgação.

O público será responsável pela avaliação final dos filmes. O melhor longa receberá prêmio de R$ 30 mil e o melhor curta R$ 5 mil. Outros cinco curtas, selecionados pelo júri, receberão prêmios de R$ 3 mil.

Cineasta André Sturm é o Curador do Festival de Campos do Jordão

A realização do I Festival Internacional de Cinema de Campos do Jordão é da Confraria da Comunicação e Kling Associados, que pretendem dar atenção especial para a população local. O festival tem apoio do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural (PROAC).