Arquivo do mês: março 2012

Wagner Moura vai atuar e coproduzir novo longa de Heitor Dhália

Wagner Moura vai coproduzir novo longa onde terá papel marcante…

O diretor Heitor Dhalia está a mil por hora com a pré-produção do seu novo longa Serra Pelada. Wagner Moura será coprodutor e protagonista do filme, que quer mostrar a febre do ouro na região do Pará nos anos 70: “Estou até com medo, é um desafio muito grande por ser uma mega produção, longe do eixo e na região amazônica. Vai ser um épico”, diz Heitor.

As locações ainda estão sendo acertadas, mas já é certo que o filme será rodado em Paraopeba (MG), Marabá, e na própria área do garimpo, a Serra Pelada. O  elenco deve ser fechado semana que vem e o nome mais forte é o do músico Seu Jorge, super cotado para contracenar com Wagner.

Seu Jorge vai voltar ao cinema em novo filme de Heitor Dhália…

As filmagens começam em julho, e o lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2013: “Quero levá-lo para o Festival de Cannes”, afirma Heitor Dhália.

‘O Palhaço’ em comentário de Felipe Brida

Jornalista Felipe Brida, amigo que o festival de cinema comandado por Débora Torres me trouxe, comenta o segundo longa do ator Selton Mello.

Como eu, Felipe ama o filme e recomenda-o.

Em breve, o Aurora de Cinema trará comentário desta redatora sobre o filme realizado pela Mondo Kane e Bananeira Filmes.

Conosco, Felipe Brida e O PALHAÇO:

Procure já este bom filme, premiado e muito preciso !

Pai e filho, Valdemar (Paulo José) e Benjamin (Selton Mello) formam a dupla de palhaços Puro Sangue e Pangaré. Eles divertem a plateia com as trapalhadas no picadeiro. Mas sem maquiagem Benjamin não tem identidade, é um rapaz taciturno e triste, à procura de duas coisas para dar sentido à sua vida: um ventilador e um amor. Mesmo com as dificuldades em tomar conta do Circo Esperança, tenta buscar seus sonhos.

Um filme poético e encantador sobre o mundo do circo, dirigido com sensibilidade pelo ator Selton Mello, que também atua como protagonista – é dele também o roteiro, escrito a duas mãos com Marcelo Vindicato, seu parceiro de cinema.

É seu segundo longa atrás das câmeras, muito mais acessível que o anterior, “Feliz Natal” (2008), que era uma fita primorosa, porém amarga e difícil, que continha infinitas referências cinematográficas, ou seja, distante para o público comum.

Com mão mais leve, Mello, em “O Palhaço”, faz uma viagem ao próprio passado, retornando às origens. Natural de Passos, cidadezinha no interior de Minas Gerais, rodou boa parte do filme na região onde viveu a infância. E acompanhando a rotina de figuras marcantes do tempo de garoto, como a trupe circense. Por isso resulta em uma obra autoral e nostálgica, com fundinho biográfico.

O ator interpreta o desalentado Benjamin, um rapaz sem identidade, sem CPF, sem amor e que sonha em comprar um ventilador. Ocupa o tempo trabalhando como o palhaço Pangaré ao lado do pai, o Puro Sangue (Paulo José, como sempre brilhante), em um pequeno circo itinerante chamado Esperança – o nome dá indícios da situação do grupo de artistas mambembes e do desejo deles. Na primeira oportunidade, Benjamin (ou Pangaré) tentará trilhar novos rumos para um futuro melhor.

São diretas as influências de Fellini nesse singelo retrato sobre os personagens do circo, seus sonhos, anseios e as transformações de personalidade (homem/artista). O próprio clima onírico do filme lembra as técnicas do maior cineasta italiano de todos os tempos. Uma brilhante homenagem!

O Palhaço” concorreu a vários prêmios, e ganhou o APCA – o prêmio da Associação dos Críticos de São Paulo – de melhor diretor em 2012.

O elenco, além da perfeita dupla Selton Mello e Paulo José, traz participações especiais de Tonico Pereira (em papel de dois irmãos gêmeos), Jorge Loredo (o eterno ‘Zé Bonitinho’), Moacyr Franco (irreconhecível como um delegado – venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Paulínia, em sua estreia no cinema) e Phil Miller (prefeito), além de Ferrugem, Erom Cordeiro e Jackson Antunes.

A fita foi produzida pela Bananeira Filmes, da empresária e produtora Vânia Catani, responsável por “Narradores de Javé”, “A Festa da Menina Morta”, e o próprio “Feliz Natal”.

O Palhaço” (Brasil201190’) Direção: Selton Mello Com: Selton Mello, Paulo José, Teuda Bara, Moacyr Franco e Fabiana Karla, entre outros.

Distribuição: Imagem Filmes

Arrastão ANÁPOLIS, em capítulos…

Breves anotações sobre os dias de Cinema, bom papo, música e afetividades em Anápolis… 

Bruna Chiaradia, Giselle Motta e Erom Cordeiro apresentam O Palhaço

A ida a Goiás para a realização do II Festival de Cinema de Anápolis foi boa desde o convite. Débora Torres, este dínamo em forma de mulher (idealizadora e coordenadora-geral do Festival),nos convidou ainda em dezembro e, presente à primeira edição, sabia de antemão como seria recebida, e que iria ter muito o que fazer, trocar e conversar no promissor município goiano.

E assim foi: de 19 a 26 de março deste 2012, ancorei minhas ideias e energia em Anápolis, e tudo correu ainda muito melhor do que esperava.

O Festival teve um crescimento admirável e desta vez já deu para sentir logo de início que a cidade abraçou o acontecimento como realização sua. Mérito da Prefeitura, trunfo da Secretaria de Cultura, e aplausos ao esforço e empenho indormidos de Débora Torres.

Débora Torres, incansável na realização de grandes festivais, amiga-irmã querida, cineasta e produtora de exímia competência …

O II Festival de Cinema de Anápolis, cujas exibições acontecem no Teatro Municipal (com reprise todos os dias em algum bairro da periferia da cidade), contou com casa cheia todas as noites, mobilizou jovens de todas as idades e viu o cinema brasileiro contaminar célere e certeiro o coração de novos interessados em adentrar no fascinante mundo audiovisual.

Irandhir Santos, representando o filme Olhos Azuis, levou o troféu de Melhor Ator…

O Prefeito Antônio Gomide e o Secretário Augusto César Almeida reiteraram diversas vezes a satisfação com os resultados obtidos com o investimento no festival, e afirmaram que, independente de quem seja o vencedor na próxima eleição, o Festival já está consolidado e não ha mais como deter seus passos rumo a novas e melhores edições. 

Rubens Ewald Filho, o renomado Curador, sempre cercado de fãs…

NA ESTÂNCIA 

O resort Estância Park, que mais parece uma enorme chácara encravada no mais verde dos habitats de Anápolis, é o pouso feliz de quem participa como convidado do Festival de Anápolis. Impossível é não sucumbir, como diria o menestrel alagoano Djavan. E é mesmo. Como não se enfeitiçar por aquela tranquilidade em forma de imersão sensorial absoluta da Estância, onde a Paz fez morada e os dias tranquilos se sucedem entre tempos nublados, muito sol, calor, chuva e lindas paisagens, recheadas de belas flores e um verde contagiante ?

Difícil querer sair de lá pra ir a qualquer lugar – a não ser quando se pronuncia o nome El Hajj, o ótimo restô árabe onde almoçamos todos os dias… delícias em forma de pratos e guloseimas.

A Estância é tão agradável que dá vontade de ficar ali o dia inteiro conversando amenidades, tomando suco, desfilando alegrias e contando historias. Pra tudo ficar perfeito, só falta mesmo umas belas e generosas redes espalhadas por entre as belezas de seus jardins. 

ENCONTROS 

Débora Torres, Aurora Miranda Leão e a Princesinha Rafaella…

Os encontros em Anápolis são sempre tão agradáveis que a gente já chega lá revestido de saudade porque sabe: na hora da despedida, vai deixar muita coisa boa pra trás. Essa sensação tomou conta desta redatora logo da minha primeira estada ali, em 2011. E foi por isso que nasceu o curta-metragem O Sumiço de Alice, uma tentativa, talvez, de deter aqueles dias de calmaria, prosa farta e boa convivência no coração do município de Anápolis. Ou talvez uma forma de carregar sempre consigo a recordação de um tempo feliz, cercada de  verde e pessoas que gostam das mesmas coisas, ou ainda uma forma de espalhar aos quatro ventos o quão é saudável, bom e revitalizador estar num lugar propicio, em boa companhia e fazendo o que se gosta.

Nesse clima, foi ali onde conheci, na edição passada, a carismática e inesquecível figura do produtor Walter Webb, baiano que vive na ponte São Paulo-Los Angeles, cuja prosa flui aos borbotões e faz a tristeza passar longe.

Walter Webb entre as lindas Bruna Chiaradia e Giselle Motta…

Um encanto de pessoa, assim como também a querida poetisa Selva Aretuza, meiga e acolhedora, que também figura no curta rodado em Anápolis. E ainda o encontro mágico com Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Felipe Brida, Alex Moletta, Eduardo Cardoso (‘amigo novo, parceiro novo’, como diria o mestre Vinícius de Moraes), Bianca Menti, o embaixador Lauro Moreira, Alberto Araujo, Pedro Pinheiro, Marcus Annolli, Serina Raruá e Almir Torres, alem da sintonia imediata com a leveza carismática e  simpatia contagiante de Zezeh Barbosa.

Carlos Alberto Riccelli, Aurora e Rubens Ewald Filho: encontro cheio de prosa…

Leandro Firmino da Hora e Aurora Miranda: reencontro feliz…

Sem esquecer do reencontro com o querido Mestre Rubens Ewald Filho (!), a querida Alice Gonzaga, Guido Campos, Mallu Moraes, Laurinha Pires e Ed Cajazeira, Ângela Torres, Miguel Jorge, João Batista de Andrade, Lucília e Vladimir Carvalho, e Itamar Borges.

Alice Gonzaga, Débora Torres e Cid Nader: Cinema, produção e jornalismo…

Aurora e o casal Babu Santana e Bruna Barros: cinema e teatro nas conversas…

Os encontros este ano foram em maior número, umas das confirmações do crescimento inconteste do festival. Ingra Liberato, Carlos Alberto Riccelli, Leandro Firmino da Hora, Babu Santana e Bruna Barros, David Cardoso, Fernando Alves Pinto, Wandi Doratiotto, Erom Cordeiro, Gustavo Machado, Flavia Rodrigues, Zózimo Bulbul, Edward e Betina Vianny, Elisa Tolomelli, Lucília e Vladimir Carvalho, Alice Gonzaga, Walter Webb, Serina Raruá, Ângelo Lima, Alex Moletta, Antônio Balbino, e em especial Germano Pereira e as lindas Giselle Motta e Bruna Chiaradia, inauguraram uma nova página em minhas afetividades.

Germano Pereira, Alice Gonzaga, Rubens Ewald Filho e Aurora Miranda Leão…

Enquanto Rubens Ewald Filho, o ilustre Curador, reforçou mais uma vez o tanto que merece de carinho, aplauso e adesão. Lembrando ainda de citar os que se fizeram queridos logo de cara como Delvo Simões, Walace Oliveira, Julliana Pinheiro, Rafaela Torres, Thalyane e Rebeca Romero. Estes também foram mais que especiais para tornar a estada em Anápolis ainda mais prazerosa, contribuindo sobremodo para fazer chegar ao meu escaninho emotivo-imagético a ideia de um novo curta-metragem. Para este, com título provisório de Take 2, já gravaram Rubens Ewald Filho, Walter Webb, Bruna Chiaradia, Débora Torres e Alice Gonzaga.

Quarteto feminino: Giselle Motta, Flávia Rodrigues, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão…

Delvo Simões e Alice Gonzaga: ele coordenu o júri e fez a diferença; ela espalhou alegria…

Reserva Cultural inicia programação nova hoje

 
 

 

Programação de 30 de março a 5 de abril

Eleita pela terceira vez a “Melhor Programação” do Guia da Folha,

em votação promovida pela Folha de São Paulo 

SALA 1  

HABEMUS PAPAM (102’) (Exibição Digital) –  13h00 – 15h00 – 17h00 – 19h10 – 21h10*

*Sábado (31) haverá uma sessão de Habemus Papam às 23h10

*Terça-feira não haverá a sessão de Habemus Papam às 21h10
SALA 2  
ALBERT NOBBS (113’) – 13h00

A SEPARAÇÃO (Exibição Digital, 123’) – 17h10

PINA (2D) (Exibição digital) (103´) –15h10 – 19h30 – 21h30

*Sábado (31) haverá uma sessão de pré-estreia de As Neves do Kilimanjaro às 23h30

SALA 3  
HELENO (116’) –  14h10 – 16h30 – 18h45 – 21h00

*Sábado (31) haverá uma sessão de Heleno  às 23h20

SALA 4  

O ARTISTA (100’) – 13h15

CAIRO 678 (105) 15h10

O PORTO (92’) – 19h50

RAUL – O INÍCIO, O FIM E O MEIO (130´) – 17h20 – 21h35

*Sábado (31) haverá uma sessão de Raul às 23h55 

SOBRE OS FILMES 

ESTREIAS 

HELENO (Heleno)

Brasil, 2010, 116 min

Distribuição: Downtown Filmes

Elenco: Rodrigo Santoro, Alinne Moraes, Othon Bastos, Herson Capri, Angie Cepeda, Erom Cordeiro, Orã Figueiredo, Henrique Juliano, Duda Ribeiro. 

Heleno de Freitas foi o primeiro galã do futebol, defendia o Botafogo e tinha tudo para ser o maior jogador do Brasil. No entanto, a guerra mundial da época e a libertinagem que guiava sua vida mudaram seu brilhante destino, abandonado em um sanatório e vítima da sífilis aos 39 anos de idade. 

Saiba mais:

-Filme baseado no livro Nunca houve um homem como Heleno, do jornalista Marcos Eduardo Neves.

– As filmagens do longa foram feitas entre 2008 e 2012.

– Heleno era formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

– Rodrigo Santoro emagreceu 12 quilos para interpretar Heleno nos seus dias finais. 

PRÉ-ESTREIA 

AS NEVES DO KILIMANJARO  ( Les Neiges Du Kilimandjaro)

França, 2011, 90 min

Distribuição: Imovision

Direção: Robert Guédiquian

Elenco: Ariane Ascaride, Jean-Pierre Darroussin, Grégoire Leprince-Rinquet, Anaïs Demoustier, Adrien Jolivet, Robinson Stévenin, Karole Rocher.

Michel (Jean-Pierre Darroussin) e Marie-Claire (Ariane Ascaride) são casados há 30 anos e vivem em paz, rodeados pelos familiares e amigos. Até que, um dia, o casal é abordado com violência e assaltado. Todo o dinheiro que eles vinham juntando para conhecer o monte Kilimanjaro, um sonho dos dois, é levado. Quando os autores do crime são descobertos, Michel e Marie-Cllaire agem de forma inesperada, diante do histórico que possuem. 

Saiba mais:

– Do mesmo diretor de O Último Miterrand.

– Participou da Mostra Internacional de São Paulo de 2011.

– Melhor Filme pelo júri e pelo público no Festival de Valladolid.

– Ariane Ascaride indicada ao César de Melhor Atriz. 

EM CARTAZ 

HABEMUS PAPAM (Habemus Papam)

Itália/ França, 2011, 102 min

Distribuição: Vinny Filmes

Direção: Nanni Moretti

Elenco: Michel Piccoli, Nanni Moretti, Jerzy Stuhr, Renato Scarpa, Margherita Buy 

O novo papa eleito (Michel Piccoli) sofre um ataque de pânico no momento em que deveria aparecer na varanda da Praça de São Pedro para saudar os fiéis, que esperaram pacientemente o veredito do conclave. Seus conselheiros, incapazes de convencê-lo de que é o homem certo para o cargo, procuram a ajuda de um conhecido psicanalista ateísta (Nanni Moretti). Mas o medo da responsabilidade que a confiança que lhe foi depositada representa é algo que só ele mesmo poderá enfrentar. 

Saiba Mais:

– Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes 2011

– Vencedor do prêmio de Melhor Filme pela Associação da Imprensa Estrangeira na Itália

– Do mesmo diretor de O Quarto do Filho e Caro Diário

– Seleção Oficial do Festival de Toronto e da 35ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo 

CAIRO 678 (678)

Inglaterra/ França, 2011, 105 min.

Distribuição: Imovision

Direção: Mohamed Diab

Elenco: Boshra, Nelly Karim, Maged El Kedwany 

Seba é uma jovem moderna que é violentada durante um jogo de futebol. A partir de então, ela se torna ativista dos direitos femininos e ensina autodefesa para mulheres. Fayza é uma dona de casa obediente aos costumes, mas não escapa de ser assediada no ônibus que pega diariamente. Nelly é uma aspirante a comediante que se torna a primeira mulher no Egito a processar alguém por abuso sexual. Apesar das diferenças de classe e idade, essas três mulheres revelam traços em comum por serem vítima da violência e do preconceito contra mulher. 

Saiba Mais

– Melhor Filme – Festival de Chicago 2011

– Melhor Ator (Maged El Kedwany) – Festival de Chicago 2011

– Melhor Filme – Festival de Dubai 2011

– Melhor Atriz (Boshra) – Festival de Dubai 2011

– Seleção Oficial do Festival do Rio 2011 

O PORTO (Le Havre)

Finlândia/França/Alemanha, 2011, 93 min.

Distribuição: Imovision

Direção: Aki Kaurismäki

Elenco: André Wilms, Kati Outinen, Jean-Pierre Darroussin, Blondin Miguel 

Marcel Marx (André Wilms) é um homem que vive como engraxate nas proximidades do porto e, com o pouco dinheiro que ganha, tenta sustentar sua casa. Vivendo com dificuldades, ele vê sua rotina mudar quando sua esposa (Kati Outinen) subitamente adoece e um garoto africano chega ao país dentro de um cargueiro. Com o auxílio de alguns vizinhos, resolve esconder o menino e encontrar sua família, enquanto tenta despistar o detetive encarregado de localizar o imigrante ilegal.

Saiba Mais:

– Filme indicado pela Finlândia ao Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro

– Vencedor do prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes 2011

– Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de Chicago

– Melhor Filme do Festival de Munique 2011

– Um dos 5 melhores filmes estrangeiros de 2011 segundo a National Society of Film Critics – EUA 

A SEPARAÇÃO (Jodaeiye Nader az Simin)

Irã, 2011, 123 min, Distribuição: Imovision

Direção: Asghar Farhadi

Elenco: Peyman Maadi, Leila Hatami, Sareh Bayat 

Nader é abandonado por sua esposa e contrata uma jovem mulher para cuidar do seu pai, mas ele não imaginava que a mulher está grávida e trabalhando sem a permissão de seu marido. 

Saiba Mais:

– Vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim 2011

– Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro

– Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original.

– Ursos de Prata de Melhor Ator (Peyman Maadi, Shahab Hosseini) e Melhor Atriz (Sareh Bayat, Leila Hatami) do Festival de Berlim 2011

– Melhor Filme Estrangeiro Independente do British Independent Film Awards 2011

– Melhor Filme Estrangeiro – Associação de Críticos de Chicago

– Melhor Filme Estrangeiro – Associação de Críticos de Nova York

– Melhor Filme Estrangeiro – National Board of Review, EUA 

ALBERT NOBBS

Inglaterra/ Irlanda, 2011, 113 min.

Distribuição: Paris Filmes

Direção: Rodrigo Garcia

Elenco: Glenn Close, Antonia Campbell-Hughes, Mia Wasikowska, Pauline Collins, Maria Doyle Kennedy, Mark Williams 

Uma mulher se passa por um homem, Albert Nobbs, para trabalhar e sobreviver na Irlanda do século XIX. Trabalhando como mordomo em um dos melhores hotéis de Dublin, ela conhece um belo pintor e tenta escapar da mentira que tem vivido. 

Saiba Mais

– Indicado a três Oscars (Maquiagem, Atriz – Glenn Close e Atriz Coadjuvante – Janet McTeer)

– Indicado a três Globos de Ouro (Música Original, Atriz – Glenn Close e Atriz Coadjuvante – Janet McTeer)

– Indicado a dois Screen Actor’s Guild Awards (Melhor Atriz – Glenn Close e Atriz Coadjuvante – Janet McTeer)  

O ARTISTA (The Artist)

França/ Bélgica, 2011, 100 min.  Distribuição: Paris Filmes

Direção: Michel Hazanavicius

Elenco: Jean Dujardin, Bérenice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller

Na Hollywood dos anos 20, George Valentin (Jean Dujardin) é uma das maiores estrelas do cinema mudo, participando de dezenas de aventuras ao lado de seu cão da raça Jack Russel Terrier. Inveja de muitos homens, ele lentamente começa a se defrontar com o ostracismo após a invenção e chegada do cinema falado, que tem um desastroso efeito na vida do astro. Enquanto sua amiga Peppy Miller ganha notoriedade com essas mudanças, Valentin é cada vez mais relegado ao esquecimento. 

 Saiba Mais:

– Grande vencedor do Oscar 2012.

– Indicado a 10 Oscar, entre eles Melhor Filme, Direção, Ator (Dujardin), Atriz (Bejo), Roteiro Original, Direção de Arte.

– Vencedor do Globo de Ouro 2012 nas categorias Melhor Filme (Comédia/Musical), Trilha Sonora, Ator (Dujardin)

– Melhor Ator do Festival de Cannes 2011 (Dujardin) 

RAUL – O INÍCIO, O FIM E O MEIO

Brasil, 2011,  130 min, Distribuição: Paramount

Direção: Walter Carvalho 

Documentário premiado que investiga a vida e a carreira de Raul Seixas, verdadeira lenda do rock brasileiro. Através de raras imagens de arquivo, encontros com familiares, e entrevistas com artistas, produtores e pessoas do relacionamento de Raul, o diretor Walter Carvalho radiografa a trajetória deste ídolo que permanece no imaginário popular, mesmo após mais de 20 anos de sua morte.  

Saiba mais:

– Melhor Documentário pelo Júri Itamary e pelo público da 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

– Filme de encerramento do Festival de Cinema do Rio de Janeiro 2011.

– Entrevistas gravadas na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, EUA e Genebra.  

PINA (Pina)

Alemanha/ França/ Reino Unido, 2011, 103 min

Distribuição: Imovision

Direção: Wim Wenders 

A coreógrafa, dançarina e diretora de balé Pina Bausch (1940-2009) tem sua vida, obra e processo criativo radiografados pelo premiado diretor Wim Wenders, o mesmo de “Paris, Texas”. Mais que um simples documentário, o filme é uma viagem sensorial pelo mundo muito particular criado por Pina. Depoimentos poéticos de profissionais que trabalharam com Pina enriquecem ainda mais o filme quem vem sendo elogiado no mundo inteiro, até por quem não é particularmente fã da dança.

Saiba mais:

– Primeira produção européia totalmente produzida em 3D.

– Melhor Documentário pelo European Film Awards.

– Melhor Documentário pelo German Film Awards.

– Indicado ao Oscar de Melhor Documentário.

– Indicado ao BAFTA de Melhor Filme em Língua não Inglesa.

– Indicado pela Alemanha para a disputa do Oscar de Filme Estrangeiro.

– A direção de arte contou com a participação dos grafiteiros brasileiros “osgemeos”. 

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Reserva Cultural
Avenida Paulista, 900 – Térreo Baixo (Prédio da Fundação Casper Líbero – entre as estações Brigadeiro e Trianon-MASP do metrô).
Tel.: (11) 3287-3529.

Horário de Funcionamento: 

Cinemas
Segunda a domingo: 13h às 24h
Bilheteria: 12h30 às 22h 

Área Gastronômica* 
Boulangerie Pain de France: das 10h às 22h / Sábado até 24h* 
Reserva Bistrô: das 12h às 22h (de domingo a 5ª feira); até 23h (6ª feira); até 24h (sábado)* 
Bombonière: segunda a domingo: das 12h às 24h 

Preços:
Inteira: R$ 24,00
Meia (Estudante): R$ 12,00
De segunda a quinta, até 17h: R$ 19,00 / R$ 9,50 (estudante)
Quarta-feira: R$ 17,00 / R$ 8,50 (estudante)
Crianças: até 3 anos – gratuito/ até 12 anos – meia-entrada 

Vendas pela internet: www.ingresso.com.br 

Sobre a Reserva Cultural

O mais inovador complexo cultural de São Paulo, inaugurado em junho de 2005, tem a proposta de ser mais do que um espaço para projeção de filmes. O frequentador de cinema ou quem busca um programa charmoso unindo lazer (cinema, música, exposições de arte) e gastronomia conta com um local diferenciado e charmoso.

O espaço abriga a Boulangerie Pain de France; o Reserva Bistrô, com ampla vista para Avenida Paulista, que oferece pratos variados da cozinha internacional (risotos, massas, saladas, carnes, sopas e sanduíches). Com design arrojado, o bar conta com atendimento de barman e drinques variados.

O lobby multimídia é composto por três monitores de plasma, exibindo entrevistas, trailers de filmes, imagens de making of e outras novidades do mundo do cinema. O espaço oferece acesso à web sem fio (Wi-Fi). Em junho de 2006, foi inaugurada a Livraria e Revistaria Lima Barreto, que apresenta um perfil autoral, voltada para literatura (brasileira e estrangeira), atualidades, história, cinema, artes e comunicação e conta com uma sofisticada revistaria repleta de títulos nacionais e estrangeiros, dos segmentos de informação, cinema, moda e cultura.

A programação é dedicada a filmes independentes, brasileiros e estrangeiros e as projeções podem acontecer em película ou pelo sistema digital, já que as quatro salas estão capacitadas para isso.

A Reserva Cultural está localizada no ‘marco zero’ da Avenida Paulista, no prédio da Fundação Casper Líbero.

* Com informações de Celso Sabadin, do PLANETA TELA

www.reservacultural.com.br

Inscrições ao Curta Amazônia

Realizadores, ainda dá tempo !

O 3º Festival de Cinema Curta Amazônia está com inscrições abertas para produções de longas e curtas-metragens, até 20 de abril. O Festival, que irá acontecer em Porto Velho (Rondônia), de 23 a 30 de junho, conta com mostras competitivas e paralelas. Somente poderão ser inscritas obras concluídas a partir de 1º de janeiro de 2007. Todas as produções receberão certificados pela participação. Informações: www.ancine.gov.br.

 

Vida longa ao Teatro de Carri Costa !

Carri Costa anuncia os últimos dias de inscrições para aquele que é um dos mais concorridos festivais de Teatro de Fortaleza, o FESFORT.

Por outro lado, Carri prossegue sua luta injusta para manter aberto e funcionando seu popular TEATRO DA PRAIA.

Carri está fazendo diversas apresentações no Theatro José de Alencar, centro de Fortaleza, reunindo seus maiores sucessos de público – espetáculos montados com sua Companhia Cearense de Molecagem -, e toda a renda da bilheteria será revertida em prol da manutenção do Teatro da Praia.

Tita & Nic: mega sucesso de volta ao palco do Thratro José de Alencar…

Loucuras de Amor: Solange Teixeira e Carri fazendo humor com inteligência

Que todos nós, que amamos o Teatro e acreditamos no trabalho de Carri Costa, sejamos solidários à justa causa da manutenção do TEATRO DA PRAIA.

É hora de dar as mãos e fazer ecoar um grito forte em defesa deste espaço cultural de Fortaleza.

Carri Costa deveria receber apoio governamental para manter funcionando seu teatro e não viver lutando para conseguor mantê-lo aberto, ainda que em condições pouco razoáveis.

O Teatro da Praia virou um point para quem gosta de boa diversão em Fortaleza e um queridinho dos muitos turistas que aportam em Fortaleza.

Manter o TEATRO DA PRAIA em funcionamento é garantir diversão saudável e qualificada na capital cearense – além de contribuir para os muitos grupos que fazem teatro no Ceará e ali podem expressar sua Arte -, como também é corroborar com a atuação de Carri Costa no teatro cearense, sendo ele um de nossos artistas mais criativos e de talento aplaudido no país inteiro. 

Todo apoio a CARRI COSTA e ao Teatro da Praia !

Anápolis encerra Festival de Cinema com fôlego de gigante…

Festival idealizado por Débora Torres e realizado pela Prefeitura Municipal reúne grandes filmes e expressivos nomes, provando que veio para ficar e demarcar importante espaço no cenário audiovisual

A segunda edição do Festival de Cinema de Anápolis consagrou como grandes vencedores os filmes Estômago, Olhos Azuis e Como Esquecer.

Realizado de 19 a 26 de março, o festival foi idealizado pela produtora e cineasta Débora Torres, e possível graças à Prefeitura Municipal (através da Secretaria de Cultura), que tem como diretriz básica investir em Cultura e Educação. Único festival a homenagear o pioneiro Adhemar Gonzaga (jornalista fundador da revista Cinearte e da Cinédia) com o nome de uma mostra, o Festival de Cinema de Anápolis reuniu importantes nomes da cinematografia brasileira, de diversas regiões, numa semana de muita troca de experiências, debates, oficinas, homenagens, e exibições gratuitas, no teatro municipal e em diversas praças de comunidades da periferia anapolina.

Rubens Ewald Filho assinou a Curadoria da Mostra Adhemar Gonzaga de Longas-Metragens, na qual concorreram os seguintes filmes: Onde está a felicidade ?; As melhores coisas do mundo; Estômago; Como esquecer; O Palhaço; e Olhos azuis – todos os filmes contaram com pelo menos um representante presente ao festival, que teve ainda mostra de curtas anapolinos e mostra de documentários do centro-oeste.

A abertura foi com o documentário Bokemboka – a trajetória de ‘Seu Menino’ (vencedor do Prêmio Incentivar, concedido pela Prefeitura Municipal de Anápolis, na primeira edição do Festival), seguindo-se Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho.

Entre os muitos homenageados, Zózimo Bulbul, João Batista de Andrade, Embaixador Lauro Moreira, Vantoen Pereira Jr., Hermes Leal, André Moraes, Oscar Magrini, David Cardoso e Bete Mendes (a única que não pôde comparecer devido a compromissos por conta da novela Gabriela). Todos estes receberam o Troféu Anápolis, criação do artista anapolino Napefi.

David Cardoso também recebeu o troféu Anápolis e lançou livro no Festival…

Betina Vianny lançou livro com a obra do pai, e recebeu cumprimentos de Aurora Miranda Leão…

O festival também contou com lançamentos dos seguintes livros: ‘Davi Cardoso – O Rei da Pornochanchada’, autobiografia do ator; Acervo de Alex Vianny, de autoria da atriz Betina Vianny; Ensaios de Cinema, do crítico L.G. de Miranda Leão; Dicionário de Filmes Brasileiros – Curtas e Médias, por Antônio Leão; Cinema (d) e Horror: ensaios críticos, por Carolina Sartomen; além do lançamento do Box Mulheres que fazem cinema, reunindo 10 curtas de cineastas goianas – lançamento da Associação de Cinema Independente de Goiás (Acine).

No palco, convidados recebem box Mulheres de Cinema, lançado pela ACINE…

O Festival de Anápolis contou ainda com uma mostra paralela de filmes do cineasta João Batista de Andrade, e outra com curtas-metragens do ator e cineasta Zózimo Bulbul, que também participou (e foi muito aplaudido) de debate promovido pelo Cineclube Xícara da Silva, co-realizador do Festival. Aliás, cineclubistas do centro-oeste estiveram reunidos ali também por conta do I Encontro Anápolis de Cineclubes. E teve ainda o Festivalzinho, de 20 a 25 de março, com a exibição do filme Pequenas Histórias, de Helvécio Ratton, ofertado às crianças das escolas municipais mas com entrada franca a toda a comunidade.

Zózimo Bulbul e Vladimir Carvalho em foto de Aurora Miranda Leão…

Germano Pereira mostrou que além de ótimo ator, também canta e toca com simpatia e competência… a noite foi no Pub 767 e a platéia quase não deixa ele sair do palco… Saravá !

A comissão julgadora, coordenada pelo produtor Delvo Simões, foi formada por Rosamaria Murtinho, Alice Gonzaga, Leandro Firmino da Hora, Walter Webb, Ingra Liberato, o embaixador Lauro Moreira, Germano Pereira, Vladimir Carvalho e Jarleo Barbosa. Dentre as oficinas, Cinema e Filosofia com a socióloga gaúcha Ada Kroef, e Produção de curta digital de baixo custo, com o dramaturgo e roteirista Alex Moletta.

Alice Gonzaga, David Cardoso e Aurora Miranda Leão no hall do Teatro Municipal…

Murilo Rosa e Elisa Tolomelli no debate sobre o longa Como esquecer

Além de todos os nomes já citados, circularam em Anápolis na semana do Festival, os seguintes atores, atrizes e produtores: Carlos Alberto Riccelli, Murilo Rosa, Fernando Alves Pinto, Irandhir Santos, Erom Cordeiro, Gustavo Machado, Babu Santana, Bruna Barros, Elisa Tolomelli, Cláudia Natividade, Mallu Moraes, Ana Carolina Machado (do filme O Carteiro), Wandi Doratiotto, Flávia Rodrigues, Ângelo Lima, e as belas atrizes Gisella Motta e Bruna Chiaradia (do filme O Palhaço).

Gisella Motta, Flávia Rodrigues, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão…

Wandi Doratiotto, Aurora Miranda Leão e Fernando Alves Pinto: curtição na noite anapolina…

Carlos Alberto Riccelli também curtiu a noite anapolina e distribuiu simpatia…

De quebra, a organização do Festival ofereceu alguns passeios prá lá de especiais, entre esses uma visita à Base Aérea de Anápolis, ao Porto Seco, e um passeio à Pirenópolis, onde um grupo, liderado pelo produtor Walter Webb, foi fazer uma visita à atriz Eliane Lage (Diva do cinema brasileiro dos anos 50, estrela dos filmes Sinhá Moça e Ravina).

Walter Web, Eliane Lage, Lucília e Vladimir Carvalho, e Lauro Moreira…

Confira os vencedores:

1.1 – Melhor Filme de Ficção  – ESTÔMAGO-de Marcos Jorge-R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) mais troféu;

1.2 – Melhor Direção-OLHOS AZUIS-de José Joffily – R$ 12.500,00 (doze mil e quinhentos reais) mais troféu;

1.3 – Melhor Ator-OLHOS AZUIS-Irandhir Santos –R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.4 – Melhor Atriz-COMO ESQUECER-Ana Paula Arósio –R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.5 – Melhor Ator Coadjuvante-ESTÔMAGO-Babú Santana – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.6 – Melhor Atriz Coadjuvante-ESTÔMAGO-Fabíula Nascimento – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.7 – Melhor Roteiro-OLHOS AZUIS- Paulo Halm e Melanie Dimantas – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.8 – Melhor Fotografia-AS MELHORES COISAS DO MUNDO- Mauro Pinheiro Jr. – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.9- Melhor direção de Arte-O PALHAÇO- CLAUDIO AMARAL PEIXOTO-

R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.10-Melhor Montagem-OLHOS AZUIS- Pedro Bronz- R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.11-Melhor Som-ONDE ESTÁ A FELICIDADE?- Miriam  Biderman, ABC, e Ricardo Reis

 R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.12Melhor trilha Sonora-AS MELHORES COISAS DO MUNDO-BiD- R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu; 

A produtora e roteirista Cláudsa Natividade com Babu Santana: prêmios para Estômago

1.13- – Melhor curta-metragem documentário do Centro-Oeste-DIGA 33-de Angelo Lima –– R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

 

David Cardoso, Carlos Alberto Riccelli e Rubens Ewald Filho: feliz reencontro de amigos…

1.14 – Melhor curta-metragem Anapolino-O GIRO DA CAPELINHA-de Arnaldo Salustiano de Moura – Prêmio Incentivar- Secretaria Municipal da Cultura à Produção de curta-metragem que será destinado à produção de um novo curta-metragem a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do 3º ANÁPOLIS FESTIVAL DE CINEMA – R$ 37.500,00 (trinta e sete mil e quinhentos reais) mais troféu;

 

Débora Torres e Alice Gonzaga: amizade acalentada pela Sétima Arte…

Millôr Fernandes, inteligência e humor que farão falta

O reverenciado escritor carioca MILLÔR FERNANDES, autor das melhores traduções já encenadas pelo Teatro Brasileiro, além de portador de uma das inteligências mais refinadas e bem humoradas do país, faleceu ontem às 21h em sua casa, no bairro de Ipanema. Segundo Ivan Fernandes, filho do escritor, ele teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. Millôr tinha ainda a filha Paula, e um neto, Gabriel. Ele foi casado com Wanda Rubino Fernandes. De acordo com sua certidão, ele nasceu em 27 de maio de 1924, mas o escritor afirmava que a data correta era 16 de agosto do ano anterior.

Segundo a família, o velório está marcado para esta quinta (29), das 10h às 15h, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju,  Zona Portuária do Rio. Em seguida, o corpo será cremado em cerimônia só para a família.

Em 2011, o escritor chegou a ser internado duas vezes na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul. Na época, a assessoria do hospital não detalhou o motivo da internação a pedido da família.

Nascido no bairro do Méier, Millôr sempre fez piada em relação ao seu registro de nascimento. Costumava brincar que percebeu somente aos 17 anos que o seu nome havia sido escrito errado na certidão: onde deveria estar Milton, leu “Millôr” (o corte da letra “t” confundia-se com um acento circunflexo, e o “n” com um “r”). Seja como for, gostou do novo nome e o adotaria a partir de então. “Milton nunca foi uma boa escolha”, comentaria anos mais tarde, durante uma entrevista. A data de nascimento também não estaria correta: em vez de 27 de maio de 1924, ele teria nascido em 16 de agosto do ano anterior.

 

Desenhista, tradutor, jornalista, roteirista de cinema e dramaturgo, Millôr foi um raro artista que obteve grande sucesso, de crítica e público, em todas as áreas nas quais enveredou. Ele, que se autodefinia um “escritor sem estilo”, começou no jornalismo em 1938, aos 15 anos, como contínuo e repaginador de “O Cruzeiro”, então uma pequena revista. Ele retornou à publicação em 1943, ao lado de Frederico Chateaubriand e a tornou um sucesso comercial. Lá, criou a famosa coluna Pif-Paf, que também teria desenhos seus.

Em 1948, viajou para os Estados Unidos e conheceu Walt Disney. “Nessa época eu ainda acreditava que Disney sabia desenhar. Só mais tarde, lendo sua biografia, aprendi que até aquela assinatura bacana com que ele autentica os desenhos é criação da equipe”, provoca, na autobiografia que escreveu em seu site. No ano seguinte, Millôr assinou seu primeiro roteiro cinematográfico, Modelo 19, e já foi logo agraciado com o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, criado na década seguinte.

O início dos anos 50 seria importante na vida do autor, tanto pessoal quanto profissionalmente. Na companhia do também escritor Fernando Sabino, fez uma viagem de carro pelo Brasil, com duração de 45 dias. Em 1952, seria a vez da Europa, por onde permaneceria quatro meses. Um ano depois, veria a estreia de sua primeira peça de teatro, Uma mulher em três atos, no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo.

 E foi no teatro, como dramaturgo, que Millôr mais colecionou prêmios. Como em ”Um elefante no caos”, em 1960. Anos depois, diria em seu site: “Foi transformada num excelente espetáculo pela genial direção de João Bittencourt. Uma das poucas vezes que um diretor melhorou um trabalho meu”.

Também no teatro foi um tradutor prolífico e importante. Clássicos como “Rei Lear”, de William Shakespeare, a moderna As lágrimas Amargas de Petra von Kant, de Fassbinder, ou o musical Chorus Line, de James Kirkwood e Nicholas Dante, chegaram aos palcos brasileiros através de suas mãos. “Ao traduzir é preciso ter todo o rigor e nenhum respeito pelo original”, diria em uma entrevista.

Um dos mais fortes e inesquecíveis papéis de Fernanda Montenegro: Petra von Kant, nascida de tradução impecável de Millôr Fernandes,,,

Roteirista
Como roteirista, escreveu mais de uma dezena de textos, dentre eles o longa Terra estrangeira, e “Memórias de um sargento de milícias”, adaptação da obra de José Manuel de Macedo produzida pela Rede Globo de Televisão. Também roterizou espetáculos musicais, como o musical Liberdade liberdade, escrito em parceria com Flávio Rangel, e “Do fundo do azul do mundo”, ao lado de Elizeth Cardoso e do Zimbo Trio.

Marco do Cinema Brasileiro, TERRA ESTRANGEIRA tem roteiro assinado por Millôr…

Recebeu uma homenagem durante o carnaval carioca de 1983, quando foi samba-enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Sossego, de Niterói (RJ), e lá esteve para participar do desfile.

Fernanda Montenegro mantinha com Millôr Fernandes uma amizade de muitas décadas e intensa cumplicidade: o escritor assina alguns dos principais textos que Fernanda levou ao palco…

Dentre os veículos de imprensa, colaborou ainda com artigos e crônicas nos jornais O Correio Brasiliense, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, O Diário Popular, Correio da Manhã, O Dia, Folha da Manhã e Diário da Noite. Para internet, criou o site Millôr Online, sobre o qual diria posteriormente: “Se eu soubesse o que atrai tanta gente, nunca mais faria de novo”.

E, como bom roteirista, ainda escreveria sobre a própria vida: “Meu destino não passa pelo poder, pela religião, por qualquer dessas entidades idiotas. Meu script é original, fui eu quem fez. Por isso não morro no fim”.

Seu perfil no Twitter já contava com mais de 285 mil seguidores.

* O AURORA DE CINEMA agradece a Millôr Fernandes pelo tanto que nos trouxe de alegria, reflexão, sensibilidade e inteligência, e pede a Deus que o acolha em PAZ…

Nesta hora, dói saber que não ficou nenhum registro em Documentário sobre este Grande Brasileiro que nos deixou um legado vigoroso, importante e necessário. Até quando nossos geniais Artistas, Escritores, Músicos, homens das Letras e das Artes vão passar para a outra Dimensão sem que se lembre de reverenciá-los devidamente, em forma de registro para as novas gerações ?

Maranguape presta última homenagem a CHICO ANYSIO

Missa de 7º dia do genial artista será celebrada amanhã 

Nesta quinta, 29 de março, às 9 horas, na Igreja Matriz de Maranguape, será celebrada a Missa de 7º dia pelo passamentode Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, CHICO ANYSIO.

 

Presidida pelo Padre Rafhael da Silva Maciel, a cerimônia contará com uma homenagem ao humorista maranguapense, prestada pelo Prefeito de Maranguape, George Valentim. A 1ª Leitura da Liturgia da Palavra será feita pelo humorista Jader Soares, o Zebrinha, idealizador do Dia do Humorista (Lei No 13.317 de 02/07/2003), que se comemora no Ceará a cada 12 de abril, data de nascimento de Chico Anysio. O sanfoneiro Sirano interpretará a Oração de São Francisco, e a Banda de Música de Maranguape Maestro João Inácio da Fonseca encerrará a homenagem com o Hino ao Músico (tema de abertura dos programas humorísticos de Chico Anysio).

 

Igreja Matriz de Maranguape: Rua Domingos Façanha, 107, Centro. Outras informações: Fundação de Turismo, Esporte e Cultura de Maranguape (FITEC). Tel: (85)3369.9188.

‘Estômago’ e ‘Olhos Azuis’, os grandes vencedores de Anápolis

AURORA DE CINEMA direto do Festival de Anápolis:

Foi bonita e com platéia lotada a noite de encerramento do II Festival de Cinema de Anápolis, realizada no Teatro Municipal da cidade.

Walace Oliveira, Débora Torres e Aurora Miranda Leão: Anápolis é de Cinema !

Tudo começou antes das 19h com apresentação de banda de música no espaço contíguo ao teatro.  Às 20 horas, o apresentador Guido Campos subia ao palco para dar início à solenidade, que começou com uma apreentação de dança e seguiu com a exibição de O Sumiço de Alice.

O curta, da jornalista Aurora Miranda Leão, ganhou rápido a adesão da platéia, a qual se reconhecia na tela através dos ‘personagens’ que aparecem no doc-ficção, todos convidados e participantes da primera edição do Festival de Cinema de Anápolis.

Quem mais chamou a atenção da platéia foi a atuação convincente de Débora Torres, produtora, cineasta, idealizadora e coordenadora-geral do Festival de Anápolis, que surpreendeu porque também revela em O Sumiço de Alice seus fartos dotes interpretativos.

Alice Gonzaga e o protagonista do curta anapolino, KITE

Foi uma alegria para a produtora Aurora de Cinema poder ganhar elogios para O Sumiço de Alice do músico André Moraes, da figurinista Biza Vianna, e da atriz Bruna Chiradia.

Após a exibição do curta, vieram as homenagens, e só depois então começou a divulgação dos nomes dos vencedores do Festival de Cinema de Anápolis.

Babu Santana: atuação vencedora, unanimidade entre júri e platéia…

Entre os vencedores, os que mais conquistaram a adesão da platéia foram os troféus e prêmios para o filme Estômago, de Marcos Jorge, escolhido o melhor da competição, levando também os prêmios para Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes.

Babu Santana e Fabíula Nascimento foram os coadjuvantes vencedores, enquanto Ana Paula Arósio e Irandhir Santos ganharam como Melhor Atriz e Ator.

Ana Paula Arósio, símbolo de beleza e elegância, é atriz pra ninguém botar defeito e foi, disparado, a Melhor Atriz em Anápolis… Como esquecer Arósio ?