Arquivo do dia: 05/03/2012

Goiás celebra suas mulheres de Cinema

Próxima quarta – Dia Internacional da Mulher – a Acine–Goiás (Associação de Cinema Independente de Goiás), prestará homenagem às cineastas goianas, com o lançamento do box: Mulheres Que Fazem Cinema, contendo filmes dos gêneros de ficção e documentários, de dez diretoras goianas, a serem distribuídos para entidades culturais, representantes da imprensa, associações locais e nacionais.

Quem informa é o produtor Itamar Borges, presidente da entidade.

O projeto inédito em Goiás, e também no Brasil, mostra a visão vanguarda da Acine Goiás, fundada com o intuito de otimizar e movimentar o circuito do cinema goiano, com ações que mudem o olhar sobre os trabalhos realizados naquele Estado, promovendo os profissionais e suas obras, todas de relevância para o acerco audiovisual do Estado.

No lançamento do box,  será exibido o filme A Hora da Estrela, da diretora Suzana Amaral, que estará presente na homenagem às cineastas goianas, como também a atriz Marcélia Cartaxo. 
 

As dez cineastas apresentadas no box Mulheres que fazem Cinema e seus respectivos filmes são: 

Rosa Berardo – Um Sol de Jacaré – fic

Claudia Nunes – Numero Zero – doc

Cássia Queiroz – Ozorinho o Poeta da Imagem – doc

Rochane Torres – Resto de Sabão – fic

Thaís Oliveira – Marcas D’água – fic

Mariley Carneiro – Olhar de João – doc

Uliana Duarte – Teia do Cerrado – doc

Viviane Louise – Anjo Alecrim – doc

Simone Caetano – Verde Maduro – fic

Ana Lúcia Pereira – Vida em Vão – doc 

Serviço: 

Lançamento Mulheres Que Fazem Cinema

Dia 7 de março, 19h, Shopping Bouganville – Cinemas Lumière

Selton Mello: ‘Gosto muito do poder de comunicação da TV’

 Com três filmes em cartaz, ator fala sobre Billi Pig e adianta detalhes de Soundtrack, próximo trabalho no cinema

Selton Mello: “Até parece que estou trabalhando muito”

Desde outubro, só dá Selton Mello nos cinemas brasileiros. Primeiro foi O Palhaço, segundo filme dirigido pelo ator, que se revelou um sucesso de público (1,4 milhão de espectadores) e está até hoje em cartaz em algumas praças.

Há duas semanas, estreou “Reis e Ratos”, aventura de época que fez ao lado de Rodrigo Santoro e Cauã Reymond. Na sexta, foi a vez de “Billi Pig”, comédia de José Eduardo Belmonte, na qual contracena com Grazi Massafera.

“Até parece que estou trabalhando muito”, diz Selton. Na verdade, “Reis e Ratos” foi gravado em 2009, O Palhaço em 2010 e “Billi Pig”, no primeiro semestre do ano passado.

“Acho que estou exposto demais, isso não me agrada”, comentou o ator, com relação às estreias em sequência. “Se eu pudesse ter algum controle, ‘Reis e Ratos’ estrearia em maio. e ‘Billi Pig’, em outubro, bem espaçados. Mas foi o que aconteceu, são trabalhos honestos, então está tudo bem. Vendo pelo lado bom, um não tem nada a ver com o outro.”

Essas diferenças entre um papel e outro, ele garante, são intencionais, inclusive quando topa um trabalho na televisão. “Sempre procurei essa pluraridade nos meus personagens, desde ‘O Auto da Compadecida’, em 1998. Procuro fazer algo bem comercial intercalado com coisas mais radicais, como o filme do Bressane [‘A Erva do Rato’], o próprio ‘Cheiro do Ralo’ e ‘Árido Movie’.” 

No caso de Billi Pig, Selton, exibindo um bigode malandro, interpreta Wanderley, dono de uma seguradora de garagem em Marechal Hermes, subúrbio do Rio. Apático, impotente para satisfazer os desejos da mulher, Marivalda (Grazi Massafera), ele vê num padre milagreiro da região (Milton Gonçalves) a chance a ganhar um bom dinheiro.

Escrito pelo diretor José Eduardo Belmonte e por Ronaldo D’Oxum, o roteiro tenta emular o espírito de vaudevile dos filmes de Carlos Manga e Watson Macedo, por trás de chanchadas geniais como “Aviso as Navegantes”, “Matar ou Correr” e “Nem Sansão nem Dalila”.

Mas não foi por isso que Selton entrou no projeto: foram as pessoas envolvidas. Amiga de longa data, a produtora Vânia Catani (que havia tirado O Palhaço do papel) estava em “Billi Pig”, assim como Belmonte, que o ator admira há muito tempo. 

“Grande parte do que digo em ‘Billi Pig’ saiu da minha cabeça”, afirma Selton

Só elogios para “Se Nada Mais Der Certo” (2009), longa anterior de Belmonte, Selton queria há tempos trabalhar com o cineasta, famoso por seus métodos nada ortodoxos no set. Em “Billi Pig”, por exemplo, alguns atores comiam pimenta antes de entrar em cena. Ou ficavam girando em torno de si mesmo para mostrar desorientação diante das câmeras.

“Comigo foi um pouco de pingue-pongue, que tem a ver com o improviso”, contou Selton. “Se a bolinha cair, significa que você não ficou esperto. Tem que ter ritmo, improviso não é ficar pirando horas num monólogo: um joga, o outro também.” 

Foto: AgNews     O ator na pré-estreia de “Billi Pig” no Rio

O improviso é justamente um dos pontos fundamentais para Belmonte. Não raro o roteiro ficava de lado. “O texto não era nada sagrado. Aliás, grande parte do que digo no filme saiu da minha cabeça. É uma liberdade que até assusta, a gente se pergunta: ‘será que isso vai dar liga?'”, comentou.

“Tem uma fala que até acabou entrando no trailer. Tinha acabado de ler uma biografia do Vittorio Gassman, que é um ator extraordinário, e tem uma fala que é assim: a gente devia ter duas vidas, uma para ensaiar e outra para representar. E isso eu botei no filme, adaptando para ‘agir’.”

Sobre o trabalho com Grazi Massafera, Selton dizz: “Adorei trabalhar com a Grazi. Achei ela muito querida, humilde, querendo aprender mesmo, saber como se faz. Isso é nobre, não é qualquer atriz que tem essa disponibilidade. E acho o resultado do trabalho dela maravilhoso. Na verdade, uma das coisas que mais gosto no filme é ela.”

Ao longo do ano, Selton analisa a proposta de uma nova série para a rede Globo, mas está ansioso mesmo para gravar Soundtrack, longa-metragem de estreia da misteriosa dupla 300ml, com quem já fez o curta “Tarantino’s Mind”, ao lado de Seu Jorge.

Rodado na Patagônia, todo em inglês, o filme se passa numa base de pesquisa similar à que incendiou recentemente na Antártida, onde se reúnem profissionais do mundo todo – por isso estão confirmados alguns atores estrangeiros. “É muito bonito o que eles escreveram, não parece com nada que vem sendo feito por aqui. Tem um estranhamento no estilo de Wes Anderson, Spike Jonze.”

Selton interpreta um artista plástico brasileiro que trabalha com fotografia. Uma coprodução internacional, Soundtrack ainda depende de captação, mas o início das filmagens está previsto para agosto.

Selton diz que gosta muito também de atuar na TV e sente falta de convites. Recentemente, achou melhor recusar um papel na nova novela de João Emanuel Carneiro – Avenida Brasil – porque não havia um que se encaixasse em seu tipo.

O convite para Avenida Brasil marcaria a volta de Selton às novelas após mais de 10 anos: “Não rolou. Um era meio novo e o outro tem três mulheres. Não dava: acabei de fazer uma série em que tinha duas [‘A Mulher Invisível’], seria muito parecido.”

Com Débora Falabella escalada para Avenida Brasil e Luana Piovani prestes a ser mãe, uma nova temporada de A Mulher Invisível está descartada, pelo menos para 2012. O ator, no entanto, admite estar cogitando uma nova série na Rede Globo. “Tive um convite, está tendo um namoro, mas não posso dizer o que é. Talvez eu venha fazer, mas tem um filme que está programado para a mesma data e isso pode atrapalhar um pouco…”

O Palhaço de Selton Mello: filme arrebata plateias em todo o pais e revela competência do Artista, atuando ou dirigindo…

* Marco Tomazzoni, iG São Paulo

Herrera, D’Alessandro, Montillo, Barcos… argentinos brilham nos campos brasileiros

Seguindo a natural vocação argentina para o bom futebol, jogadores hermanos fazem seus times brasileiros conquistarem adeptos e arrancarem elogios da imprensa.

O domingo foi do craque HERRERA, levando o BOTAFOGO à Vitória ! 

Foto: Gazeta Press
 
Com dois gols de Herrera e um de Antonio Carlos, o BOTAFOGO venceu por 3 a 1 o Volta Redonda, hoje, e manteve os 100% de aproveitamento na Taça Rio. Os alvinegros desperdiçaram muitas oportunidades, principalmente na etapa inicial, mas saíram de campo em São Januário com os três pontos.

O resultado deixou a equipe na liderança do grupo A no segundo turno do Campeonato Carioca. Já a equipe da Cidade do Aço segue com três pontos, mas fora da zona de classificação do grupo B. 

 
 

Os botafoguenses foram superiores durante quase toda a partida e abriram o placar com Herrera na primeira chance de gol. No entanto, o Volta Redonda conseguiu ir para o intervalo com a igualdade após gol contra de Márcio Azevedo.  Na etapa final, os alvinegros sofreram, mas chegaram à vitória com gols de Herrera e Antônio Carlos.

Na próxima rodada, o vai até Moça Bonita para encarar o Bangu, no sábado.