Arquivo do dia: 17/03/2012

Coisa de Circo: Política e eleições no Brasil

Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses

NÃO TEM A MENOR VERGONHA NA CARA DE APRESENTAR…

                 … UMA PALHAÇADA FEDERAL 

Grupo circense de Santos estréia espetáculo de rua que fala da palhaçada nas eleições e na política brasileira 

O grupo Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses de Santos acaba de estrear o espetáculo Uma palhaçada federal, na concorrida cidade do litoral paulista.

Trata-se de espetáculo para ser apresentado em ruas, praças e espaços abertos, tendo o palhaço como personagem, cujo espaço de atuação é o cenário político e as eleições no Brasil. A produção é de meu querido amigo Juninho Brassalotti.

Sinopse: 

Chevette e Fuxico são dois palhaços desempregados e desiludidos com a banalização da profissão, até que Fuxico resolve se candidatar à presidência da República dando início a uma série de confusões. Uma sátira que evidencia a diferença entre os políticos e os palhaços. Este espetáculo foi contemplado com o FACULT – Programa de Apoio Cultural 2010 da Prefeitura Municipal de Santos – Secretaria de Cultura. 

O Porquê da PALHAÇADA 

Tendo como tema central o cenário político brasileiro e as eleições, os  criadores Júnior Brassalotti e Sidney Herzog utilizam-se de técnicas circenses variadas para a composição dos palhaços Fuxico e Chevette, tipos fixos de investigação estética da dupla de atores desde 2005. 

Diz o programa da peça: Ele, o palhaço, nos contagia, nos arrasta, permitindo que nos afetemos pela alegria, pelo jogo, pela rebeldia, possibilitando uma visão crítica da vida, o que nos desperta a busca por outros modos de existência. Nesse sentido, a transgressão pode ultrapassar o comum, o naturalizado, abrindo espaço para novas relações e maneiras de sentir, pensar, agir. 

A política brasileira às vezes é compreendida apenas pela sua organização partidária. Sendo assim, comumente, muitas pessoas se declaram ‘apolíticas’ por não entenderem que esse conceito está em nossas vidas pelo simples fato de existirmos. Qualquer ato, opinião ou escolha que fazemos é de característica política. O que pretendemos com esta peça é buscar a reflexão sobre essa alienação a respeito do tema que permite aos políticos brasileiros a facilidade para a corrupção. Os palhaços fazem isso com muito humor, das mais diferentes maneiras, passando pelos protestos e a negação e também pela criação e afirmação de outras possibilidades de existência, reflexão e ação

O espetáculo que acaba de estrear em Santos é baseado na contraposição das características do tipo cômico do circo, com olhar no dia a dia da política, e na pesquisa em farto material na imprensa escrita, virtual e televisiva, expondo alguns fatos e situações que serviram como fonte para os assuntos apontados na montagem. A linguagem do palhaço com um roteiro e pesquisa de acontecimentos do cotidiano para a dupla, é  o ponto de partida: 

Tratamos da organização da política brasileira de uma maneira divertida e, ao mesmo tempo, ácida, levando ao público o ponto de vista do povo colocado em personagens cômicos, que traduzem as contradições da sociedade e as angústias do cidadão. Acreditamos que outros mundos são possíveis e o palhaço nos diz isso construindo outras lógicas, abarcando os paradoxos, transformando as coisas, os seres e as relações

Queremos levar ao público questões políticas de modo bem humorado. Uma reflexão sob o ponto de vista dos palhaços do que é a política e como funcionam as eleições no Brasil.

Diz Brassalotti: “O circo especificamente é a forma de expressão que o Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses encontrou para dialogar diretamente com a população, nas ruas, de forma poética e lúdica. É a nossa forma de exercer a arte e a cidadania, ocupando espaços públicos e proporcionando diversão, além de acesso à arte e à cultura”. 

Histórico do grupo  

 Os  Panthanas – Núcleo de Pathifarias  Circenses é o primeiro grupo da Baixada Santista de pesquisa da linguagem circense, nascido na Escola Livre de Circo em Santos, em abril de 2005.

 

Essa oficina, ministrada pelo Núcleo Pavanelli de São Paulo, teve como objetivo implementar na cidade, através da Oficina Cultural Regional Pagu, uma Escola de Circo com aulas permanentes e que proporcionasse aos participantes a capacitação profissional,  para execução de números circenses, espetáculos e  formação de instrutores. 

Com aulas de história do circo, teatro, teatro de rua, expressão vocal, percussão, perna de pau, malabares, acrobacias, trapézio, tecido e palhaço, o curso foi tomando forma e formou alguns alunos com maior interesse na formação circense e na atuação como profissionais da área. 

Além da parte prática, esse grupo mergulhou numa profunda pesquisa sobre a história do circo no Brasil e no mundo, capaz de fornecer-lhes base concreta para montagens. 

Formaram no início de 2006 o grupo Os Panthanas foram mais de 100 apresentações por toda a Baixada Santista e Estado de São Paulo, em ruas, palcos, praças e festivais,  as quais conferiram ao grupo experiência e  maturidade artística, e a certeza da opção de levar o circo para praças e palcos do Brasil. 

Seus componentes, em parceria com a Oficina Cultural Pagu e Oficina Cultural Gerson de Abreu do Governo do Estado de São Paulo, ministraram oficinas de circo por todas as cidades da Baixada Santista e algumas do Vale do Ribeira, levando o circo para várias pessoas, incentivando novos grupos e apaixonados por essa milenar arte e dividindo o conhecimento adquirido com o Núcleo Pavanelli na Escola Livre de Circo da Oficina Pagu. 

Uma palhaçada federal é o 3º espetáculo do grupo, contemplado  com o  Facult (Fundo de Apoio a Cultura 2010 da Prefeitura Municipal de Santos – Secretaria de Cultura). 

Serviço:

Espetáculo: Uma palhaçada federal

Grupo: Os  Panthanas – Núcleo de Pathifarias  Circenses  


Ficha técnica:

Elenco, dramaturgia e produção: Sidney Herzog e Junior Brassalotti

Direção: Marcos Pavanelli e Simone Brittes Pavanelli 

 Trilha sonora original:  Letras: Junior Brassalotti e Sidney Herzog

Música: Zero Beto Freire

Figurinos e fotografia: Kadu Veríssimo

 Preparação vocal: Fernando Pompeu e Elisângela Lima 

Preparação de técnicas circenses: Marcos Pavanelli

 Iluminação: São Pedro

Caricaturas: Joel Gustof 

Design visual : Betinho Neto

Classificação etária: livre

Realização: Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias  Circenses   

 Apoio: Prefeitura Municipal de Santos, Secretaria de Cultura, FACULT – Programa de Apoio Cultural – 2010. 

Apoio Cultural: Athos – Núcleo Artístico, Espaço Teatro Aberto, Núcleo Pavanelli, Associação Cultural Olhar Caiçara,  Santos Convetion & Visitours Bureau e A Confraria Produções. 

Quando: 

ESTRÉIA: 17 de Março – Sábado: Concha Acústica 

18 de Março – Domingo no Emissário Submarino, 17h 

19 de Março – Segunda:  12h30 na Praça Mauá (em frente à Prefeitura Municipal de Santos). 

Entrada franca

Anápolis vai viver semana de Capital do Cinema Brasileiro

Está tudo pronto para o II Anápolis Festival de Cinema. O festival, idealizado e coordenado pela produtora e cineasta Débora Torres, reverteu-se de pleno êxito quando de seu lançamento, ano passado, e este ano vem maior e com boas novidades. O festival será aberto na próxima segunda, 19, às 19 horas, e prossegue até dia 26, no Teatro Municipal de Anápolis.

Débora Torres (entre Murilo Rosa e Alberto Araújo): energia para comandar um festival que já nasceu grande…

A abertura do II Anápolis Festival de Cinema será marcada pela exibição do filme documentário Bokemboka – A trajetória de Washington “Seu Menino”. A obra tem direção de Carlos César, o Cesinha, e foi produzido a partir do Prêmio Incentivar da primeira edição do festival.

A abertura da Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro será com a exibição do documentário Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, um olhar sobre as bandas e o movimento de rock em Brasília, nos anos de 1970. 

Rubens Ewald Filho, Curador da Mostra de Longas, é presença garantida

O festival ainda terá a presença do renomado crítico de cinema e curador da Mostra de Longas-metragens Convidados, Rubens Ewald Filho; do curador da Mostra de Curtas Documentários do Centro- Oeste, Beto Strada; a atriz e curadora da Mostra Curtas Anápolis, Mallu Moraes; os atores Leandro Firmino e Germano Pereira, e o cineasta João Batista de Andrade.

Germano Pereira, sucesso na novela Passione, estará no festival de Anápolis

A mostra de longas-metragens de Ficção Brasileira homenageia o pioneiro Adhemar Gonzaga, fundador da CINÉDIA, a primeira companhia cinematográfica brasileira. Nessa modalidade, além do filme Rock Brasília, serão exibidos, a cada noite, os filmes Onde está a Felicidade ?, de Carlos Alberto Riccelli; As Melhores Coisas do Mundo, de Lais Bodanzki; Estômago,de Marcos Jorge; O Palhaço, de Selton Mello; Como Esquecer,de Mallu De Martino; e Olhos Azuis, de José Joffily, sempre às 19 horas, no Teatro Municipal.

Selton Mello vai a Anápolis com o seu premiado O Palhaço

O II Anápolis Festival de Cinema é aberto a toda comunidade, a qual terá a oportunidade de acompanhar a exibição de filmes de produção regional e nacional gratuitamente. O festival ainda possibilita a aproximação da plateia com atores e produtores cinematográficos, gerando assim uma interação única oportunizada pelo Festival.

Alice Gonzaga, filha do pioneiro Adhemar Gonzaga, estará na comissão julgadora e no curta O Sumiço de Alice, a ser exibido no encerramento…

FESTIVALZINHO

Junto à programação do II Anápolis Festival de Cinema, acontece o Festivalzinho, sessões de filmes desrtinados às crianças da rede municipal de ensino. Também serão ministradas durante o festival as oficinas Cinema & Filosofia com Ada Kroef , e Produção de Curta Digital de Baixo Custo com o cineasta/ator/dramaturgo Alex Moleta, além da realização de debates com diretores, produtores e elenco dos filmes das mostras competitivas.

A atriz Bete Mendes é presença confirmada em Anápolis

Presenças

O Festival contará com a presença de grandes personalidades do cinema como Rubens Ewald Filho (curador da mostra de longas convidados); do compositor e trilheiro, André Moraes; Beto Strada (curador da mostra de curtas documentários do Centro- Oeste); as atrizes Mallu Moraes (curadora da mostra de curtas anapolinos), Bete Mendes, Rosamaria Murtinho (presidente do júri), Betina Viany e Ingra Liberato; os atores Oscar Magrini, Irandhir Santos, Leandro Firmino, Germano Pereira, Murilo Rosa, Gustavo Machado, Wandi e Babu Santana; os cineastas Zózimo Bulbull, Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, João Batista de Andrade, José Joffily, Jarleo Barbosa, Walter Webb, Vladimir Carvalho e Alex Moleta (oficineiro do festival); o embaixador Lauro Moreira; os jornalistas, Hermes Leal, Cid Nader e Aurora Miranda Leão (também atriz e cineasta); os produtores Fabiano Gullane, Marcelo Tôrres, Elisa Tolomelli, Ligocki, Alice Gonzaga, Biza Viana e Cláudia Natividade; o fotógrafo Vantoen Pereira Júnior; entre outros.

 A atriz Ingra Liberato vai levar sua beleza para Anápolis…

Premiações

Os filmes selecionados para o II Anápolis Festival de Cinema concorrerão ao troféu Beto Leão de Cinema.  O prêmio é uma homenagem in memoriam ao ex-crítico, pesquisador, roteirista, diretor, produtor e escritor goiano. Também serão conferidos o Troféu Anápolis (criação do artista plástico Napefi) aos vencedores e Troféu Anápolis Homenagem a nomes significativos do cinema brasileiro.

Irandhir Santos, do elenco de Olhos Azuis, estará em Anápolis

OS LONGAS DE ANÁPOLIS
Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro
ROCK BRASÍLIA – Era de Ouro

Datal: Dia 19 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 20 de Março às 19 horas
Local: Parque Ipiranga 

ONDE ESTÁ A FELICIDADE ?

Datal: Dia 20 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 21 de Março às 19 horas
Local: Industrial Munir Calixto 
AS MELHORES COISAS DO MUNDO

Datal: Dia 21 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 22 de Março às 19 horas
Local: Vila Formosa 
ESTÔMAGO

Datal: Dia 22 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Distrito de Goialândia – Anápolis GO 

O PALHAÇO

Datal: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Distrito de Souzânia – Anápolis GO


COMO ESQUECER

Datal: Dia 24 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 25 de Março às 19 horas
Local: Bairro São Joaquim 

OLHOS AZUIS

Datal: Dia 25 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 26 de Março às 19 horas
Local: Bairro Recanto do Sol

Confira a premiação:

Longa-metragem de ficção – Mostra Adhemar Gonzaga

Melhor Filme de Ficção – R$ 25 mil, mais troféu;
Melhor Direção – R$ 12,5 mil, mais troféu;
Melhor Ator –R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Atriz –R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Ator Coadjuvante – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Roteiro – R$ 6.250  mil, mais troféu;
Melhor Fotografia – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Direção de Arte – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Montagem – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Som – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Trilha Sonora – R$ 6.250 mil, mais troféu.

Curta- metragem Documentários do Centro-Oeste

Melhor curta-metragem do Centro-Oeste – R$ 6.250 mil, mais troféu.

Curta Anápolis 

Melhor Curta Metragem Anapolino – Prêmio Incentivar – Secretaria Municipal da Cultura. A premiação será destinada à produção de um curta, a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do III Anápolis Festival de Cinema. Valor do prêmio R$ 37,5 mil, mais troféu.