Arquivo do dia: 05/04/2012

Walter Webb vai ministrar curso de Cinema em Salvador

O cineasta e produtor baiano do eixo Sampa-Los Angeles, Walter Webb, premiado em Cannes e com mais de 50 anos de experiência em cinema, vai ministrar curso na capital baiana quando maio chegar.

Walter Webb é figura carismática, com amplo conhecimento do fazer cinematográfico, e bem sabe transmitir o que conhece. Trabalhou com nomes como Francis Ford Coppola, John Booman, Roberto Faenza, Nicholas Ray, Anthony Mann, entre muitos outros. Ao lado de Glauber Rocha, Roberto Pires e Rex Schindler, participou ativamente do movimento que originou o Cinema Novo.

Conheci-o ano passado, na primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis, e posso garantir que vale a pena aprender, curtir e fazer Cinema com Walter Webb.

Se você é de Salvador, está na capital baiana, ou pretende ir pra lá; se se interessa pela Sétima Arte e tem vontade de saber mais sobre o fascinante mundo do cinema, a oportunidade está lançada!

Na edição 2008 do FestCine Goiânia, Webb e Selton Mello

Inscrições: www.nucleoderedacao.com.br/

CONTATO: 3492-2735/9915-7234

Até junho, inscrições ao Globale Rio

O Coletivo globale Rio informa: está recebendo inscrições para a segunda edição do festival internacional de filmes sobre globalização na cidade do Rio de Janeiro.

O período de inscrição vai até 1º de junho de 2012. É possível inscrever materiais audiovisuais sem restrições quanto a duração, ano de lançamento ou condição de ineditismo. O importante é estar de acordo com a proposta do festival.

Globale é um festival que propõe, através da exibição de filmes de gênero e formato livres, construir momentos de debate com um público amplo sobre temas relacionados aos processos de globalização. É um festival sem fins lucrativos, não competitivo e que, portanto, não entrega prêmios nem cobra taxas de inscrição. Globale nasceu em Berlim (Alemanha), em 2003, e segue sendo realizado até hoje com o propósito, inclusive, de que as sedes do festival sigam multiplicando-se, de forma a criar uma rede.

Atualmente, o globale acontece em três cidades alemãs, em Montevidéu (Uruguai), desde 2009, e também em Varsóvia (Polônia) desde 2010. Em 2011, o festival chegou a Bogotá (Colômbia) e ao Rio de Janeiro.

Para participar, leia atentamente a convocatória que segue em anexo e preencha o formulário de inscrição disponível em:
http://festivalglobalerio.blogspot.com.br/p/2012-formulario-de-inscricao-portugues.html

A convocatória também está no blog:
http://festivalglobalerio.blogspot.com.br/p/2012-convocatoria.html

Coletivo globale Rio 2012
festivalglobalerio.blogspot.com.br
Twitter: @globalerio
Facebook: Festival globale Rio

Prêmio Itamaraty para o Cinema Sul-Americano

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) está recebendo até 27 de abril filmes de longa-metragem brasileiros, os quais tenham sido realizados em coprodução com pelo menos um país da América do Sul. Essas obras  irão concorrer ao Prêmio Itamaraty para o Cinema Sul-Americano.

Poderão participar produções lançadas ou finalizadas nos 18 meses que antecedem a data de abertura do 7º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, programada para 12 de julho. Após o recebimento de todos os filmes, uma comissão criada pela SAv irá selecionar até duas coproduções a serem inscritas no Concurso junto ao Itamaraty. 

Os filmes selecionados pela comissão da SAv serão exibidos no 7º Festival de Cinema Latino- Americano de São Paulo e submetidos à Comissão Julgadora do Concurso Itamaraty para o Cinema Sul-americano. O vencedor do concurso irá receber prêmio no valor de R$ 90.000,00 (noventa mil reais). O resultado final será divulgado na cerimônia de encerramento e de premiação do Festival.

Os responsáveis pelas produções brasileiras interessados em participar deverão preencher a ficha de inscrição, disponível em www.itamaraty.gov.br/temas/dav/concurso-cinema-sul-americano/, e enviá-la junto a 10 (dez) cópias em DVD do filme aos cuidados da Secretaria do Audiovisual – Assessoria de Assuntos Audiovisuais no Exterior, localizada no Ministério da Cultura, SCS Qd. 09, Lote C – Ed. Parque Cidade Corporate, Torre B, 8º andar, CEP 70.308-200, Brasília (DF).

Clique aqui para ter acesso ao edital publicado no Diário Oficial da União.

Mais informações: dav@itamaraty.gov.br ou (61) 3411 994.

Inscrições ao Democracine: ainda dá tempo !

Entre 13 e 16 de junho vai acontecer a primeira edição do Democracine – Festival Internacional de Cinema de Porto Alegre.
 
 
 
Parte integrante da 12ª Conferência da OIDP (Observatório Internacional de Democracia Participativa), promovida pela Prefeitura de Porto Alegre, que acontecerá em junho na Usina do Gasômetro, o Democracine objetiva difundir produções audiovisuais relacionadas com a democracia participativa e o aprofundamento da cidadania. Sua programação, formada por uma mostra competitiva de filmes de curta e média-metragem e uma mostra paralela informativa, transformará a capital gaúcha em um centro de discussão sobre o papel da imagem no campo das lutas democráticas no mundo contemporâneo.

Em sua primeira edição, o Democracine privilegia os seguintes eixos temáticos:

– Cidadanias insurgentes e ação coletiva na prática cotidiana da democracia
– Processos eleitorais
– Revoluções
– Democracia e trabalho
– O meio ambiente como campo de luta democrática
– Memórias de lutas, grandes lutadores e heróis desconhecidos

O I Democracine – Festival Internacional de Cinema de Porto Alegre terá sua programação dividida em dois espaços: a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro e o CineBancários. Sua mostra competitiva incluirá 25 filmes de curta e média-metragem, captados em qualquer bitola, finalizados a partir de 31 de dezembro de 2009. Os filmes de curta-metragem devem ter até 20 minutos de duração e os de média-metragem entre 20 e 50 minutos de duração, incluindo créditos. Já a mostra informativa, não-competitiva, será formada por filmes de curta, média e longa-metragem, de ficção e documentário, brasileiros e estrangeiros. A mostra informativa tem por objetivo exibir filmes relevantes que explorem os temas do festival, produzidos em qualquer data ou formato, no Brasil e no exterior, e reconhecidos por sua importância histórica, social e estética.

As inscrições para o festival estão abertas até 16 de abril. Os filmes inscritos devem ser enviados para o seguinte endereço:

1º Democracine – Festival Internacional de Cinema de Porto Alegre
Usina do Gasômetro
Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC
Avenida Presidente João Goulart, 551/3º andar
Centro Histórico
CEP 90010-120
Porto Alegre – RS
Brasil

Regulamento completo, ficha de inscrição e demais informações:
www.democracine.com.br

Para saber mais sobre editais do Prêmio Economia Criativa

 

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Economia Criativa e da Representação Regional Norte, em parceira com o Banco da Amazônia, convida para a videoconferência que discutirá os editais do Prêmio Economia Criativa, na próxima terça, 10 de abril, a partir das 15h. Na ocasião, os participantes poderão tirar suas dúvidas e solicitar esclarecimento sobre os editais: Apoio à pesquisa em Economia Criativa e de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras.
A videoconferência será transmitida por meio das salas do Banco da Amazônia (BASA) para os Estados da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Pará (Belém e Santarém), Rondônia, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, assim como para Brasília e para os Estados do Amapá e Roraima. A videoconferência também será transmitida, ao vivo, pela internet através do link www.livestream.com/regionalnorteminc

 

Inscrição: Devido ao número de lugares, os interessados em participar da videoconferência devem enviar e-mail para: regionalnorte@cultura.gov.br, até segunda, 9 de abril, informando nome, RG e a localidade. 

Serviço:  

Videoconferência sobre Prêmio Economia Criativa

Dia: 10 de abril, terça-feira

Horário: 15h às 18h

Local: Salas do Banco da Amazônia (BASA), para os Estados da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Pará (Belém e Santarém), Rondônia, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, assim como para Brasília e para os Estados do Amapá e Roraima.

Transmissão pela internet: www.livestream.com/regionalnorteminc.

Informações: (91) 3222- 7235

É hora de exibir seu filme ‘Curtíssimo”…

 

Inscrições abertas ao Festival Internacional de Filmes Curtíssimos

Em sua 14ª Ed. internacional e 5ª Ed. no Brasil, o Festival Internacional de Filmes Curtíssimos exibirá, de 8 a 12 de maio, em mais de 70 cidades de 20 países, uma seleção de aproximadamente 7hs de Filmes Curtíssimos, nos mais diferentes formatos e gêneros.

 Para participar da seleção, os candidatos têm duas opções: preencher a ficha de inscrição, disponível no site www.filmescurtissimos.com.br, e postar cópia do filme, via Sedex, (em MINI DV ou DVD), juntamente com ficha de inscrição impressa e assinada aos cuidados do Festival Internacional de Curtíssimos (Endereço:Espaço Cultural Renato Russo 508 SulCRS 508 Bl. A s/n lj 72, CEP 70351-515, Brasília/DF), ou fazer o upload  do curtíssimo no próprio site nacional do Festival.

 Os realizadores podem inscrever filmes captados sob qualquer formato, gênero ou tema, amadores ou profissionais, realizados em qualquer parte do Brasil e em qualquer data, podendo os mesmos já terem participado de outros festivais ou mostras, porém, que não ultrapassem três minutos de duração (fora o título e os créditos), e que não tenham sido inscritos nas edições anteriores do Festival de Curtíssimos.

Os filmes selecionados concorrerão a cinco premiações nas categorias Melhor Curtíssimo, Melhor Animação, Originalidade, Júri Popular e Prêmio Melhor Curtíssimo de Brasília, que receberão um troféu, criado por artista plástico brasiliense. O Festival está buscando recursos para premiar vencedores financeiramente e/ou ceder material e tempo de ilha de edição para a produção de um Filme Curtíssimo.

 secretaria@filmescurtissimos.com.br  

 

Festival Internacional de Filmes Curtíssimos

14ª Edição pelo mundo e 5ª Edição nacional. De 8 a 12 de maio de 2012.

Local e horário: Auditório I do Museu Nacional da República, às 20h.

Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos.

Apoios: Secretaria de Cultura do GDF, Embaixada da França no Brasil, OEI – Organização dos Estados Ibero Americanos, Secretaria de Educação do GDF, Espaço Cultural 508 e Moviecenter.

Facebook: http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=1762352220    Twitter: @curtissimos

Visita ao Cinema Brasileiro do Século 21…

Livro de Franthiesco Ballerini faz balanço da trajetória do Cinema Brasileiro

Baseado em dois anos de entrevistas com os mais importantes nomes do cinema nacional, Franthiesco Ballerini faz um retrato fiel da produção cinematográfica hoje nas áreas de atuação, direção, roteiro, exibição, distribuição e legislação.

Paulo José e Helena Ignez em ‘O Padre e a moça”, de Joaquim Pedro de Andrade

Investigar o cinema brasileiro ao longo de dois anos trouxe ao jornalista Franthiesco Ballerini muitas surpresas, perspectivas otimistas e algumas decepções. Baseado em entrevistas com os mais importantes nomes do cinema nacional, além de pesquisas e dados da indústria, ele fez um retrato fiel da produção cinematográfica hoje nas áreas de atuação, direção, roteiro, exibição, distribuição e legislação, entre outras. O resultado está no livro Cinema brasileiro no século 21 (304 páginas, R$75,90), lançamento da Summus Editorial. Mais do que fornecer dados, defender teses ou aprofundar questões, Ballerini apresenta reflexões de profissionais atuantes no cinema brasileiro. “Somente conhecendo a fundo nossa história audiovisual e refletindo intensamente sobre os rumos da cinematografia contemporânea, conseguiremos difundir entre todos os brasileiros o hábito de assistir a filmes nacionais”, afirma o autor. O lançamento acontece no dia 17 de abril, terça-feira, das 19h às 22h, na Livraria do Espaço (Rua Augusta, 1475).

Jean-Claude Bernardet: prefácio por si só é uma recomendação à obra…

Para Jean-Claude Bernardet, que assina o prefácio do livro, o cinema brasileiro deste século 21 pode – e precisa – passar por uma mudança de valores. Até hoje, diz ele, trabalhar para o público não é algo bem-visto entre os cineastas. “O ideal é vislumbrarmos um cinema absolutamente diversificado, que corresponda ao gosto do público e do grupo dos intelectuais, sem que seja necessário optar por um deles”, afirma. Entre os cineastas, documentaristas, roteiristas, distribuidores, produtores, atores e especialistas entrevistados estão Leon Cakoff e Gustavo Dahl (ambos falecidos em 2011 e que deram uma das suas últimas entrevistas em vida), Marco Woldt, Alberto Flaksman, Inácio Araújo, Fernando Meirelles, Cacá Diegues, Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Andrucha Waddington, José Wilker, Leona Cavalli, Leonardo Medeiros, Léa Garcia, Selton Mello, Wagner Moura, Daniel Filho e Luiz Carlos Barreto. A obra é ilustrada com fotos de várias produções brasileiras, entre elas: Central do Brasil, Bicho de sete cabeças, Tropa de elite e Cidade de Deus.

                      

                                   Leila Diniz: inesquecível musa do Cinema Brasileiro

A obra, dividida em 12 capítulos, traz uma análise do cinema nacional, incluindo história, internacionalização, ensino do cinema e documentários. Em sua vasta pesquisa, Ballerini constatou que, hoje, grande parte dos profissionais envolvidos na teoria e prática do cinema brasileiro acredita que seja necessário buscar cada vez mais um cinema que se comunique com o espectador, para a ampliação do público. Mas essas mesmas pessoas também inscrevem projetos nos editais de incentivo para falar de experiências pessoais ou temas que lhes agradem, sem levar em consideração a vontade do público.

“Trata-se de algo no mínimo preocupante”, afirma o autor. Segundo ele, das quase 70 produções brasileiras feitas, em média, por ano, provavelmente menos de 10% têm capacidade de atingir o grande público e aumentar o market share do cinema nacional, fomentando, assim, o hábito de ir ao cinema para assistir às produções feitas internamente, crucial para a formação de uma indústria menos dependente de recursos do Estado. No entanto, diz ele, praticamente todos os filmes nacionais utilizam recursos públicos durante o processo de produção. Só no ano de 2010, por exemplo, foram captados mais de R$154 milhões para a realização de produções audiovisuais. “É muito dinheiro, especialmente levando-se em conta que tal investimento não retorna para o governo e nem para o contribuinte”, afirma Ballerini.

Dina Sfat e Grande Otelo no clássico Macunaíma

O livro começa pela análise da história do cinema brasileiro no século 20, para que o leitor compreenda como se chegou ao cenário atual, detalhando fatos importantes da cinematografia brasileira desde o seu nascimento. O autor conta que a “belle époque” do cinema nacional se deu graças à regularização da distribuição da energia elétrica no Rio de Janeiro. A obra trata ainda das eras Atlântida e Vera Cuz, passando pelo Cinema Novo, o Cinema Marginal e a Embrafilme, que culminou com a morte do cinema nacional. Conta também como foi a retomada: as bases para o século 21.

Cidade de Deus, de Fernando Meirelles: marco internacional do Cinema Brasileiro…

“Podemos admitir que a Retomada começou em 1995, com Carlota Joaquina, e terminou em 2002, com Cidade de Deus, já que, com o início do século 21, foram apresentadas novas peças para um maquinário cinematográfico que já estava a toda velocidade”, afirma Ballerini. Segundo ele, entre 1997 e 2002, a afluência dos espectadores brasileiros às salas de exibição cresceu de 52 milhões para cerca de 90 milhões, ou seja, 70%. E os filmes nacionais foram vistos por um público cada vez maior, que pulou de 2,5 milhões para sete milhões de espectadores.

‘Matou a família e foi ao cinema”: clássico de Júlio Bressane é um marco

O foco do livro é justamente o que Ballerini chama de Pós-Retomada, com uma herança composta de mais de um século de alternância de ciclos, vícios, fracassos, sucessos comerciais e artísticos e experiências. A obra mostra que, apesar dos problemas, no século 21 também houve avanços na cinematografia brasileira. A começar por sua maior diversidade: a produção nunca foi tão heterogênea. Atualmente, diz o autor, não há apenas uma tendência no cinema nacional – como ocorria com o Cinema Novo – mas várias, sendo produzidos desde filmes espíritas até boas e velhas comédias. “E a diversificação da produção contribui para o estabelecimento de novos públicos”, complementa.

Segundo o jornalista, no período em que as entrevistas eram realizadas alguns mitos ruíram, como o de que a indústria norte-americana é autossustentável. Se nem mesmo Hollywood conseguiu prescindir da proteção governamental, como isso seria possível para cinematografias muito menos desenvolvidas – em termos de produção para o mercado -, como a brasileira ?

  

Helena Ignez: estreia na direção rendeu prêmios mundo afora…

Na sua avaliação, o cinema de arte vem surpreendendo o Brasil e o mundo no século 21. Porém, diz ele, o ideal é que as exceções virem regra e que predominem produções que sejam igualmente louváveis como filmes de arte, mas que também consigam um grau tão sofisticado de comunicação com o público, a ponto de garantir tudo o que qualquer produtora ou cineasta almeja: críticas positivas, prêmios nacionais e internacionais e sucesso de bilheteria. “Por isso, que venham mais filmes como Central do Brasil, Cidade de Deus e Tropa de elite, as principais produções do período compreendido entre o início da Retomada e o final da primeira década do século 21”, conclui Ballerini.

Tropa de elite: êxito resultou em versão 2 e revelou ao mundo talento singular de Wagner Moura

O Autor

Franthiesco Ballerini, jornalista, foi crítico de cinema do Jornal da Tarde por sete anos e colaborador de O Estado de S. Paulo, produzindo reportagens especiais e entrevistas em Hollywood. Mestre em Comunicação Social, especialista em história do cinema mundial, colaborou com as revistas Bravo!, Contigo!, Quem e Sci-fi News e foi colunista cultural da Rádio Eldorado e da TV Gazeta. Autor de Diário de Bollywood – Curiosidades e segredos da maior indústria de cinema do mundo (Summus, 2009), é crítico e colunista da Revista Valeparaibano, além de professor e coordenador da Academia Internacional de Cinema. Também ministra palestras e cursos sobre cinema e cultura em instituições do Brasil e do mundo. Mais informações: www.franthiescoballerini.com.

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Título: Cinema brasileiro no século 21 – Reflexões de cineastas, produtores, distribuidores, exibidores, artistas, críticos e legisladores sobre os rumos da cinematografia nacional.
Autor: Franthiesco Ballerini
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 75,90
Páginas: 304 páginas – 17 x 24 cm
ISBN: 978-85-323-0706-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.summus.com.br

 

Beto Brant e Camila Pitanga lançam ‘Eu receberia as piores notícias…’

Filme baseado em livro de Marçal Aquino terá coletiva em Sampa na segunda  

Grifada para a manhã da próxima segunda, 9 de abril, a cabine e coletiva do filme Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios. A coletiva terá a presença dos diretores Beto Brant e Renato Ciasca, do roteirista Marçal Aquino e dos atores Camila Pitanga, Gustavo Machado e ZéCarlos Machado.

 

O filme é o sétimo longa realizado por Beto Brant e Renato Ciasca e o segundo no qual dividem a direção. Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios é uma adaptação do romance homônimo do escritor Marçal Aquino, com quem Beto e Renato trabalham desde o primeiro longa (Os Matadores, 1997). Por sua atuação como Lavinia, Camila Pitanga ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio e no oitavo Amazonas Film Festival, ano passado.

 

CABINEEu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios

DATA: Segunda, 9 de abril

HORÁRIO: 10h30

LOCAL: Cinemark Shopping Eldorado. Av Rebouças, 3970 – lj 410

 

Gustavo Machado e Camila Pitanga: casal vive relação conturbada…

COLETIVA – Com a presença dos diretores e elenco principal

DATA: Segunda, 9 de abril

HORÁRIO: 13h00

LOCAL: Cinemark Shopping Eldorado. Av Rebouças, 3970 – lj 410 

 

Camila Pitanga e ZéCarlos Machado: premiados como atores no Amazonas Film Festival

FICHA TÉCNICA 

Direção BETO BRANT e RENATO CIASCA

Elenco CAMILA PITANGA, GUSTAVO MACHADO, ZECARLOS MACHADO

Roteiro MARÇAL AQUINO, BETO BRANT e RENATO CIASCA

Produzido por BIANCA VILLAR e RENATO CIASCA

Produção executiva BIANCA VILLAR

Direção de produção CAMILA GROCH

Assistente de direção SIMONE ELIAS e LUCIANA BAPTISTA

Fotografia e steadicam LULA ARAUJO

Direção de arte AKIRA GOTO

Figurino LETICIA BARBIERI

Montagem WILLEM DIAS

Som direto MÁRCIO CÂMARA

Desenho de som BETO FERRAZ

Música SIMONE SOU e ALFREDO BELLO

Produção DRAMA FILMES co-produção CINEPRO | DOT, LOCALL e TVZE

* O elenco de ‘Eu receberia as piores notícias…’ conta ainda com 

Antônio Pitanga, Gero Camilo, Adriano Barroso, Magnólio de Oliveira,

Lívea Amazonas, e Simone Sou

Fito Paez lança novo disco, com participação de Chico Buarque

Músico argentino faz mais uma parceria com a Música Brasileira

O músico argentino Fito Paez, que lançou recentemente

Fito Paez: ligação afetiva com a música brasileira…  foto: Magdalena Gutierrez

Os primeiros acordes sugerem um tango a la Astor Piazzolla (1921-1992). Logo, porém, vêm versos familiares, mas em outra língua: “amó aquella vez como se fuese ultima/ besó a su mujer como se fuese ultima”.

Construcción, versão portenha para o clássico de Chico Buarque, é o carro-chefe de Canciones para Aliens, novo disco do argentino Fito Paez, que acaba de ser lançado no Brasil.

Chico surge também em outra faixa. Dessa vez de viva-voz. Faz um duo com Fito em Tango (Promesas de Amor), composição do japonês Ryuichi Sakamoto.

“Já tinha ouvido Chico cantando em espanhol e achava fantástico. No disco soa como quem se aventura num outro terreno, mas com seu estilo, sem perder a identidade”, diz Fito.

Primeiro registro da parceria com os Paralamas está no disco de 1991…

Não é de hoje que Fito realiza intercâmbios com a música popular brasileira. Gravou uma versão de “Track, Track”, dos Paralamas do Sucesso, e teve sua “Un Vestido y un Amor” imortalizada por Caetano Veloso no álbum “Fina Estampa”.

Com HERBERT VIANNA, Fito Paez tem uma relação longa e muito profícua: os dois gravaram juntos várias vezes. As canções estão nos discos Os Grãos (Paralamas), Severino (Paralamas) e Santorini Blues (segundo CD solo de Herbert).

As músicas: El vampiro bajo el sol (letra de Herbert e música de Fito, CD Severino) e Por siete vidas (Caceria) – belíssima versão de Herbert para canção do hermano argentino, registrada no disco Santorini Blues

“O Brasil é essencial no meu trabalho. Busco muita inspiração ali e acho que a troca tem aumentado”, diz Fito.

O álbum traz também outras versões. A ideia da reunião de reinterpretações surgiu quando foi convidado para gravar um bolero do mexicano Armando Manzanero para uma coletânea.

A partir daí começou a escolher faixas que gostaria de regravar. “Não é um álbum conceitual. As escolhas foram todas subjetivas”.

Estão no disco músicas do norte-americano Marvin Gaye (“Baila por Ahí”), do francês Jacques Brel (“Ne me Quitte Pas”), do argentino Charly Garcia (“Yo no Quiero Volverme tan Loco”) e do chileno Victor Jara (“Te Recuerdo Amanda”), entre outras.

Fito conta que não teve problemas com relação a direitos autorais, exceto com a viúva de John Lennon, Yoko Ono, que vetou uma versão de “Across the Universe”.

Sobre o músico Luis Alberto Spinetta, morto em fevereiro, declara que a Argentina perdeu alguém da envergadura de um Caetano Veloso para o Brasil. “Nós mesmos não chegamos a compreender ainda a riqueza de seu legado. É algo que vai ser descoberto com o tempo. É um poeta do rock. E nos deixou um baú cheio de tesouro”, completa.

* Com informações de SYLVIA COLOMBO, de Buenos Aires

 

A propósito do Troféu Carlos Câmara…

 O Troféu CARLOS CÂMARA, oferecido anualmente a personalidades que fizeram/fazem e são História no Teatro Cearense, foi entregue esta noite aos queridos amigos Francinice Campos, e Carri Costa, que completa neste 2012 três décadas de estrada nos palcos…

 O troféu Carlos Câmara e Carri Costa, que completa 30 de dedicação ao Teatro…

Tenho orgulho, saudade e felizes lembranças do tempo em que nasceu a ideia da outorga desta comenda – que se tornou a mais importante do Teatro Cearense, e reverencia o nome daquele considerado o maior Comediógrafo da história da nossa Dramaturgia -, na casa onde eu então morava (na rua Oswaldo Cruz). Ideia nascida e compartilhada por Marcelo Costa, eu, Luciano Clever, Quixadá Cavalcante, e Martha Vasconcellos, entre outros colegas do Grupo Balaio.

Francinice Campos: atriz e diretora de intenso trabalho e soberba vocação…

A primeira outorga, no início dos anos de 1980, foi para a lendária atriz Nadyr Sabóia, o ator Clóvis Mathias e o diretor/ator/dramaturgo, mestre querido e admirável, Aderbal Freire-Filho. Coube a mim a indubitável honra e alegria de entregar a estatueta a Aderbal.

Aurora Miranda Leão e Aderbal Freire-Filho: entrega do primeiro Carlos Câmara…

A imagem é um registro da noite inesquecível da entrega do Troféu Carlos Câmara a Aderbal Freire-filho, primeira grande Homenagem do Teatro Cearense a seu filho ilustre, na qual o diretor verteu lágrimas visíveis antes de subir ao palco.

Parabéns aos que mantém viva esta tradição bonita e meritória de valorizar o Teatro, reconhecer o talento dos colegas, e aplaudir a vocação alheia.

Viva Aderbal, Carri Costa e Francinice Campos !
Vida longa ao Troféu Carlos Câmara !

Aurora Miranda Leão (ao lado de Augusto Abreu) como Mestre de Cerimônia da solenidade de entrega do Troféu Carlos Câmara de Teatro, anos de 1990, no Teatro Arena Aldeota…

* A entrega do Troféu Carlos Câmara, nascida e realizada pelo Grupo Balaio (dirigido por Marcelo Farias Costa por mais de 25 anos),a partir deste ano está sob a chancela dos grupos teatrais Quimeras de Teatro (direção do ator/escritor Antônio Marcelo) e da Companhia Brucutus (direção do ator/produtor Emídio Tavares).