Fito Paez lança novo disco, com participação de Chico Buarque

Músico argentino faz mais uma parceria com a Música Brasileira

O músico argentino Fito Paez, que lançou recentemente

Fito Paez: ligação afetiva com a música brasileira…  foto: Magdalena Gutierrez

Os primeiros acordes sugerem um tango a la Astor Piazzolla (1921-1992). Logo, porém, vêm versos familiares, mas em outra língua: “amó aquella vez como se fuese ultima/ besó a su mujer como se fuese ultima”.

Construcción, versão portenha para o clássico de Chico Buarque, é o carro-chefe de Canciones para Aliens, novo disco do argentino Fito Paez, que acaba de ser lançado no Brasil.

Chico surge também em outra faixa. Dessa vez de viva-voz. Faz um duo com Fito em Tango (Promesas de Amor), composição do japonês Ryuichi Sakamoto.

“Já tinha ouvido Chico cantando em espanhol e achava fantástico. No disco soa como quem se aventura num outro terreno, mas com seu estilo, sem perder a identidade”, diz Fito.

Primeiro registro da parceria com os Paralamas está no disco de 1991…

Não é de hoje que Fito realiza intercâmbios com a música popular brasileira. Gravou uma versão de “Track, Track”, dos Paralamas do Sucesso, e teve sua “Un Vestido y un Amor” imortalizada por Caetano Veloso no álbum “Fina Estampa”.

Com HERBERT VIANNA, Fito Paez tem uma relação longa e muito profícua: os dois gravaram juntos várias vezes. As canções estão nos discos Os Grãos (Paralamas), Severino (Paralamas) e Santorini Blues (segundo CD solo de Herbert).

As músicas: El vampiro bajo el sol (letra de Herbert e música de Fito, CD Severino) e Por siete vidas (Caceria) – belíssima versão de Herbert para canção do hermano argentino, registrada no disco Santorini Blues

“O Brasil é essencial no meu trabalho. Busco muita inspiração ali e acho que a troca tem aumentado”, diz Fito.

O álbum traz também outras versões. A ideia da reunião de reinterpretações surgiu quando foi convidado para gravar um bolero do mexicano Armando Manzanero para uma coletânea.

A partir daí começou a escolher faixas que gostaria de regravar. “Não é um álbum conceitual. As escolhas foram todas subjetivas”.

Estão no disco músicas do norte-americano Marvin Gaye (“Baila por Ahí”), do francês Jacques Brel (“Ne me Quitte Pas”), do argentino Charly Garcia (“Yo no Quiero Volverme tan Loco”) e do chileno Victor Jara (“Te Recuerdo Amanda”), entre outras.

Fito conta que não teve problemas com relação a direitos autorais, exceto com a viúva de John Lennon, Yoko Ono, que vetou uma versão de “Across the Universe”.

Sobre o músico Luis Alberto Spinetta, morto em fevereiro, declara que a Argentina perdeu alguém da envergadura de um Caetano Veloso para o Brasil. “Nós mesmos não chegamos a compreender ainda a riqueza de seu legado. É algo que vai ser descoberto com o tempo. É um poeta do rock. E nos deixou um baú cheio de tesouro”, completa.

* Com informações de SYLVIA COLOMBO, de Buenos Aires

 

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