Arquivo do dia: 21/04/2012

Rubens Ewald Filho, patrimônio do Cinema, comenta sobre o Festival de Paulínia

O triste caso de Paulínia

Não foi propriamente uma surpresa. Em agosto do ano passado, depois de eu ter sido apresentador do III Festival de Paulínia (por sinal um sucesso, já considerado um dos melhores do Brasil), eu senti que a coisa não ia bem. Embora na noite de entrega dos prêmios eu mesmo tenha anunciado a realização de um novo evento em 2012 que seria em junho (e não julho – por causa deste ser ano de eleição e a lei cria muito empecilhos), logo depois recebi um recado dizendo que meu contrato como consultor do Pólo de cinema não seria renovado!

Por questões burocráticas diziam, e com o adendo de que estavam procurando um jeito de resolver e entrariam em contato comigo. Naturalmente isso não sucedeu e eu não tornei público meu afastamento. Até agora, quando os jornalistas me procuram para saber o que acho deles terem cancelado o festival deste ano, dando desculpas bobas e inverdades (o festival custava R$ 2 milhões e não 10, por exemplo).

Na verdade, eu, Tatiana Quintella e o prefeito Edson Moura, que fomos os criadores do Festival e do pólo, sentimos como se estivessem matando um filho nosso. Enfiaram uma faca no peito e ele está na UTI, lutando pela vida. Tudo o que levou anos para ser concebido, criado com todo carinho, está sendo desmantelado com despudor típico da política.

Não muito diferente do que fizeram com a Coleção Aplauso na Imprensa Oficial, nunca assumindo que acabou, dizendo meias verdades, procurando enrolar a imprensa (que não pode fazer nada sem ter depoimento de alguém, sua função é reportar, não opinar).

Paulínia é uma cidade próspera, ex-distrito de Campinas, onde Edson Moura foi prefeito e nos procurou para realizar seu sonho. Ele achava que uma cidade que vive da indústria do Petróleo vai sempre ter o problema de que ele, além de poluidor, tem a tendência de acabar, ou ao menos diminuir, substituído pelas energias verdes. Se o petróleo acabar, acaba também a cidade. Então teve a visão de transformar o lugar num pólo de turismo cultural, com ênfase no cinema.

poster do festival de paulinia de cinema 2011 1310067410203 300x420 O triste caso de Paulínia

Edison procurou Tatiana (que seria a secretária da Cultura – vinha do mercado de Home Video e se revelou uma fera de notável competência que hoje floresce na produtora Paranoid). Depois eu vim para o projeto. A princípio, a ideia era fazer um festival de cinema brasileiro. Mas achamos que podíamos ir mais longe, ter um diferencial, não apenas exibir filmes, mas também produzi-los. Foi assim que procuramos nos espelhar nos sistemas de investimento do Canadá, nos estúdios de cinema espanhóis e numa lição brasileira: como no resto do mundo, cinema pode ser lucrativo, desde que se estabeleça como indústria.

Quando alguém filma numa cidade, derrama dinheiro no lugar desde que tenha também incentivos. Então o dinheiro que sai, poderia e deveria retornar através de serviços prestados pelos habitantes da cidade.  E isso aconteceu já, teve filmes que receberam uma ajuda de X e, ao filmar nos estúdios de Paulínia e na região, acabaram deixando lá exatamente esse X. Isso sem levar em conta o prestígio que a cidade adquire, mesmo internacionalmente (Paulínia já foi motivo de muitas reportagens mundo afora).

Enfim, foi o que procuramos fazer, mas só tivemos tempo de realizar o primeiro festival porque houve eleição e mudança de governo. Como em todo lugar do mundo, os que tomam posse, a primeira coisa que fazem é tirar o poder da gente. Comigo foi assim, a cada edição mandava menos (ou nada), ficando reduzido a uma figura decorativa de apresentador (ao lado da querida Marina Person).

Agora, com desculpas esfarrapadas, ameaçam de morte tudo que construímos. Como estou afastado, não posso contar aqui os bastidores, nem os comos e ou porquês. Qualquer um sabe que quando um festival é interrompido é muito difícil se recobrar do baque, leva anos às vezes para isso. Se conseguir. Não foi falta de dinheiro com certeza.

Talvez alguma jogada política. Vá entender. O que eu sinto e lamento é que o sonho do pólo de Paulínia está ameaçado e corre perigo. Mais que um festival, estão matando uma ideia, um projeto que seria bom para a região e o País.

N.R.: Rubens Ewald Filho é o mais atuante e festejado crítico brasileiro de Cinema, considerado o maior do país, e descoberto quando ainda era um iniciante repórter em jornal santista, pelo pioneiro Adhemar Gonzaga, criador da histórica revista CineArte e da companhia cinematográfica CINÉDIA.

Ao lado de Marina Person, Rubens apresenta o Festival de Paulínia…

Com mais de quarenta anos de profissão, Rubens é pioneiro: foi o  primeiro a escrever sobre filmes na TV, sobre vídeo, depois sobre DVD. Foi o primeiro crítico a trabalhar numa televisão por assinatura (a Showtime da TVA, depois virou diretor de programação e produção da HBO Brasil, esteve uma temporada no Telecine e atualmente está no programa TNT Mais Filme, em sua terceira temporada e também na Band apresentando longas-metragens ).

Também fez cinema como ator e roteirista, escreveu telenovelas (a mais premiada foi Éramos Seis, em parceria com Sílvio de Abreu, em duas versões na Tupi e no SBT), dirigiu vários êxitos teatrais e é autor de diversos livros na área, assim como assina vários Dicionários de Cineastas, fundamentais para os estudiosos e amantes da Sétima Arte.

Como se tudo isso não bastasse, Rubens ainda é excelente gourmet e assina livro sobre culinária: em 2007, lançou o livro O Cinema vai à Mesa, em parceria com Nilu Lebert, pela Editora Melhoramentos (premiado na Inglaterra) e, em 2008, Bebendo Estrelas, sobre vinhos e coquetéis. Também foi o criador e coordenador da insigne Coleção Aplauso (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo), através da qual lançou mais de 170 títulos de resgate e preservação da história artística e cultural do Brasil – um gesto só possível em alguém muito preocupado com a valorização da memória e com o reconhecimento ao mérito alheio.

Além de ter uma memória prodigiosa, Rubens Ewald Filho tem uma percepção sobre o fazer artístico impressionante e é capaz de falar horas, com a maior propriedade e carisma, sobre os meandros da arte de fazer cinema, teatro, televisão.

Germano Pereira, Alice Gonzaga, Rubens Ewald Filho e Aurora Miranda Leão em noite de cinema em Anápolis…

Tenho a honra e a alegria de partilhar da amizade do grande crítico e de já ter desfrutado de vários momentos inesquecíveis com ele. E posso afirmar, além de tudo quanto sabe, de tudo que Representa para a Cultura Brasileira, e de tudo quanto é capaz de tocar e tornar melhor, Rubens Ewald Filho é um gentleman, um vocacionado para a Comunicação e alguém com quem trocar ideias é prazeroso, frutífero, e pleno da seiva da renovação.

Rubens Ewald Filho também é conhecido como o Homem do Oscar, depois de comentar 24 vezes a festa dos Academy Awards para o Brasil (atualmente para a TNT, onde comenta também as festas do Globo de Ouro e SAG).

Agora, Rubens Ewald Filho assume a Curadoria do Festival de Cinema de Gramado, ao lado de José Wilker e do jornalista e professor Marcos Santuário. Uma notícia auspiciosa para cinéfilos, estudiosos e amantes do Cinema de modo geral.

Este AURORA DE CINEMA, por exemplo, aposta que esta edição, que será a 40a do mais conhecido festival de cinema do país, terá aumento considerável de público e um painel de exibição mais diversificado e de mais fácil diálogo com o público habitué dos festivais de cinema.

* Acompanhe o Blog de RUBENS EWALD FILHO, sempre recheado de informações preciosas e comentários abalisados sobre a Sétima Arte:

 http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho

Votuporanga terá maio de Festival Literário

Já estão confirmadas participações de Ed Mota,

Jair Rodrigues, Mario Prata e Marcia Tiburi, entre outros

 

A segunda edição do Festival Literário de Votuporanga (FLIV) ocorre de 1 a 5 de maio, com uma programação bem diversificada. O FLIV terá, ao longo dos cinco dias, oficinas, mesas de debates, encontros com autores, exposição, grupos de danças e shows. 

Já estão confirmadas apresentações musicais de Jair Rodrigues, Luciana Melo, Ed Mota e da banda Black Rio, além de bate-papo com os escritores Mário Prata, Ferréz, William Nacked, Márcia Tiburi, Cláudio Daniel, Élson Froés e Frederico Barbosa, e de uma exposição intitulada O Livro Concreto, que apresentará algumas das principais publicações da Poesia Concreta em edições originais.

Ed Motta: atração musical confirmada em Votuporanga…

No total, os expositores do FLIV irão comercializar 20 mil títulos, dos mais variados gêneros, como romances, contos e poesia.

Outra atração do Festival será o Fórum Internacional de Dança, que terá a participação de grupos dos Estados Unidos, Israel, Togo, Bolívia, França e Argentina. Haverá também sarau literário e oficinas de dança, modelagem, escultura com papel, pipa e Chi Kung.

Os visitantes poderão conferir também os espaços Senac, Livraria Premier, Livraria Espaço, Editora Abril, Atol Espaço Cultural, Caravana da Leitura, com o escritor Laé de Souza; Bookcafé Livraria e Café, TV TEM, Loja do FLIV e Loja do Artesanato Local.

Outra ação importante do FLIV é o Cheque-Livro, que oferecerá, gratuitamente, aos quatro mil alunos do ensino fundamental da rede pública, com idade entre 6 e 14 anos, um cheque-livro no valor de R$ 10 para que eles possam comprar livros dentro das livrarias montadas no Festival. As crianças participarão ainda de atividades ligadas à literatura, como sessões de contação de histórias e oficinas.

A organização do FLIV espera que, durante os cinco dias, mais de 30 mil pessoas visitem o evento. A iniciativa tem como parceiros Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Abaçai Organização Social de Cultura, Fundação Itaú Social, Clube de Autores, Unifev, Marão Máquinas Agrícolas, Fiat Camilla, TV TEM (afiliada Rede Globo) e Sescoop-SP.

Para mais informações, acesse www.flivotuporanga.com.br

Patrono – O FLIV tem como patrono o escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, autor de cerca de 30 livros.

“Ser patrono de uma feira equivale a uma medalha de ouro. A minha relação com Votuporanga vem desde a infância, quando passava férias na cidade. Um festival literário como este é uma semente, sempre jogada em busca de leitores, na tentativa de fazer leitores. Espero que o FLIV sobreviva a tudo. Eu gostaria de viver para chegar à edição de número 50 do Festival”, diz Loyola Brandão.

Loyola Brandão, homenageado e grande incentivador…

Breve perfil dos escritores:

Ignácio de Loyola Brandão: jornalista, romancista, cronista e contista. Autor de cerca de 30 livros, Loyola Brandão iniciou na literatura, em 1965, com a coletânea de contos Depois do Sol.

Mário Prata: dramaturgo, escritor e jornalista. Ficou conhecido nacionalmente após escrever a telenovela “Estúpido Cupido”, de 1976. Anos depois, em 2005, lançou “Bang Bang”, em parceria com Carlos Lombardi.

Márcia Tiburi: graduada em filosofia e artes, e mestre e doutora em filosofia, publicou os romances Magnólia e a Mulher de Costas, da série Trilogia Íntima. Em 2008 publicou Filosofia em Comum – para ler junto.

Frederico Barbosa: poeta, crítico literário, professor de literatura e diretor da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Autor, entre outros, de Rarefato, seu primeiro livro.

Cláudio Daniel: curador de poesia e literatura do Centro Cultural São Paulo, é doutorando em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo. Publicou os livros Figuras Metálicas e Fera Bifronte, entre outros.

Elson Fróes: formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica, publicou pela coleção Caixa Preta o livro Poemas Diversos. Em 2011, foi curador da mostra Videopoéticas, no Centro Cultural São Paulo.

Os Filmes da Mostra Infantil de Floripa

Cresce participação nordestina e temática predominante é meio ambiente 

Dos 127 filmes inscritos, 87 foram selecionados para a 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, a ocorrer de 29 de junho a 15 de julho, no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis. Houve um crescimento de 10% no número de inscritos em relação a 2011. Com 33 curtas selecionados, São Paulo se mantém como o Estado hegemônico na produção de audiovisual para a infância, mas houve crescimento de produções provenientes do Nordeste.


Doce Turminha e o passeio nas nuvens, de Eduardo Drachinski (SC)

Paraná com oito filmes, Minas Gerais com sete, Rio Grande do Sul com seis e Espírito Santo com cinco, tem demonstrado regularidade na produção para o segmento. Santa Catarina tem dois filmes selecionados, Caranga – do outro lado do manguezal, de José Francisco Peligrino Xavier (Chicolam), de Joinville, e Doce Turminha e o passeio nas nuvens, de Eduardo Drachinski, de Florianópolis. Há dois filmes italianos e duas coproduções brasileiras, uma com o Canadá e outra com a Coreia do Sul.

A coordenação da curadoria é da cineasta Melina Curi, com consultoria da professora da rede de educação infantil do Rio de Janeiro,Teca Lins. Com exceção de apenas um filme finalizado em 2008, todos os curtas selecionados foram produzidos nos últimos três anos e predomina a temática ambiental. Para Luiza Lins, diretora da Mostra, este é um sinal de que “os diretores estão se permitindo abordar o mundo com o olhar das crianças, as mais preocupadas hoje com o futuro do planeta”.

Houve também um aumento superior a 10% do número de selecionados. Em 2011 foram 77 e neste ano são 87. Segundo considera Luiza, embora lento, está havendo um crescimento na produção, com avanço de conceitos e da substância dos roteiros, que têm gerado filmes de qualidade em maior quantidade. Este processo, diz ela, se deve à ampliação de oficinas com crianças nas escolas e aos incentivos promovidos pelo MinC e por governos de diversos estados brasileiros à produção destinada à infância.


Disque Quilombola, de David Reeks (SP)

Os selecionados concorrem a dois prêmios aquisição nas categorias Melhor Filme, votado por um Júri Oficial, e Prêmio Especial das Crianças, votado pelo público infantil. Cada uma das produções escolhidas receberá o Prêmio Aquisição no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) da TV Brasil, e um troféu. A Mostra também é um canal de distribuição via Programadora Brasil e Projeto Curta o Curta, além de divulgar e encaminhar a produção para outros festivais, cineclubes e escolas brasileiras.

FILMES SELECIONADOS 

1.         A galinha ou eu (de Denizia Moresqui, PR, 2011, 15′)
2.         A garça Graça (de alunos EMEF Tânia Pôncio Leite, ES, 2010, 5′)
3.         A grande viagem (de Caroline Fioratti, SP, 2011, 15’45”)
4.         A mula teimosa e o controle remoto (de Helio Villela Nunes, SP, 2011, 15’15”)
5.         Antes que o verão acabe (de Marília Nogueira, MG, 2012, 16′)
6.         A patrulha do xixi no banho (de Michael Valim, GO, 2011, 9’25”)
7.         Arara rara (de Chico Zullo, SP, 2010, 11’20)
8.         As aventuras de Poti &Anda-Luz (de Valu Vasconcelos, RJ, 2011, 4′)
9.         As folhas (de Deleon Souto, PB, 2011, 14’20”)
10.      Até quando (de Cinema Nosso, RJ, 2010, 3’25”)
11.      A varinha mágica (de Ramon Faria, MG, 2012, 5’50”)
12.      A vida no mangue (de alunos EMEF Martim Lutero, ES, 2010, 7’30”)
13.      Banjo e viola (de Thiago Martins, BA, 2011, 3′)
14.      Baratas (de Maíra Bosi, CE, 2012, 18’50”)
15.      Batuta, o ratinho aventureiro (de Rosário Boyer, Alex Teix e Ricardo Gelain, RJ, 2010, 3’25”)
16.      Bud’s songs time (de HélderNóbrega, SP, 2012, 3’50”)
17.      Cadê meu rango? (de George Munari Damiani, SP, 2012, 4’10”)
18.      Caranga – do outro lado do manguezal (de Chicolam, SC, 2011, 5’30”)
19.      Coloridos (de Christopher Faust e Evandro Scorsin, PR, 2011, 10’35”)
20.      Comparativo entre as espécies (de alunos EMEF Euvira Benedita Cardoso da Silva, ES, 2010, 6’50”)
21.      Desabrigados (de Alexandre Costa, MG, 2012, 1’25”)
22.      De saco cheio (de Davi Mello, SP, 2012, 16’30”)
23.      Destimação (de Ricardo de Podestá, GO, 2012, 13’05”)
24.      Disque Quilombola (de David Reeks, SP, 2012, 13′)
25.      Doce Turminha e o passeio nas nuvens (de Eduardo Drachinski, SC, 2011, 1′)
26.      Do lado de fora (de Matheus Peçanha e Paulo Vinicius Luciano, MG,2012, 19’35”)
27.      Dó ré mi zoo em: o sapo surfista (Paulo Pappera, SP, 2012, 2’50”)
28.      Em quadros (de Jackson Farias Teixeira, MG, 2011, 50”)
29.      Flufi (de Carlos Massayuki Takemoto, SP, 2012, 4’50”)
30.      Folha em branco (de Luli Gerbase, RS, 2011, 12’25”)
31.      GonnyonTcheot Drive (de Paula Un Mi Kim, Coréia do Sul /Brasil, 2012, 15’30”)
32.      Gorgon  (de Felipe Khedi, SP, 2011, 3′)
33.      Haina: cineclube (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011, 1’05”)
34.      Haina: concerto em S maior (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011,1’05”)
35.      Haina: eco (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011, 1’05”)
36.      Haina: o bife (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011, 1’05”)
37.      Haina: o chapéu  (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011,1’05”)
38.      Haina: o filtro (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011, 1’05”)
39.      Jornal da criança (de Direção Coletiva, SP, 2011, 6’15”)
40.      Julieta de bicicleta (de Marcos Flávio Hinke,  PR, 2012,10’40”)
41.      Keep out (de Nicolás Taró, SP,2011, 4′)
42.      Lá longe (de Juliano Carpeggiani, RS, 2011, 14’45”)
43.      Lápis  (de Lúcio Mazzaro, SP,2012, 2’25”)
44.      Luz, câmera e animação (de Giovanna Belico Cária Guimarães, MG, 2011, 2’25”)
45.      Malu maluca (de Eudes Lins e Marcos Morce, DF, 2011, 13’10”)
46.      Máquina de sorvetes (de Christopher Faust, PR, 2012, 16”)
47.      Meio a meio (de Danilo Amorim Rabelo, ES, 2012,2’40”)
48.      Memórias do meu tio (de Alexandre Rafael Garcia, PR, 2011, 12’05”)
49.      Meu amigo, meu avô (de Renan Montenegro, DF, 2011, 12’20”)
50.      Missão estelar (de Raphaela Teles, SP, 2011,11’15”)
51.      Mr. Burguer (de Pedro Andrade, SP, 2011, 3′)
52.      O fim do recreio (de Vinicius Mazzon e Nélio Spréa, PR, 2011, 17’25”)
53.      O girassolzinho (de Douglas Soares, RJ, 2012, 3’55”)
54.      O guitarrista no telhado (de Guto Bozzetti, RS, 2011, 11’40”)
55.      Oligoquê  (de Paulo José, SP, 2011, 11’50”)
56.      O cangaceiro e o leão (de Arnaldo Galvão, SP, 2012, 13’10”)
57.      O macaco e o rabo  (de Direção Coletiva, PE, 2011, 8 ’10)
58.      O morro da guerra eterna (de Mauro D`Addio, SP, 2011, 6’20”)
59.      O mundo de Ulim e Oilut (de Caru Alves de Souza, SP, 2011, 13’35”)
60.      O nascimento do poeta (de Riva do Vale e Marcos Carvalho, MA, 2011, 11’36”)
61.      Online: o msn da minha melhor amiga (de Cristiano Trein, RS, 2011, 11’50”)
62.      O que acontece na sala do diretor? (de Paulo Vivan, SP, 2011, 13’05”)
63.      O reino do chocolate (de Rafael Jardim, BA, 2011, 4’40”)
64.      O resgate do Lobisomen (de Direção Coletiva, SP, 2012, 8’30”)
65.      Os sustentáveis (de Lisandro Santos, RS, 2012)
66.      Play (Brincando) (de Eduardo Colgan, PR, 2011, 6’35”)
67.      Por que Heloisa? ( de Ari Nicolosi, SP, 2011, 11′)
68.      Peixe morre pela boca  (de Cinema Nosso, RJ, 2011, 1’45”)
69.      Peixe Frito  (de Ricardo de Podestá, GO, 2011,11’50”)
70.      Pentimentos (de Maria Antônia Dinelli Azevedo e Fabiano Santos Bomfim, MG, 2012, 6’05”)
71.      Pique-salva (de Antonio Balbino, DF, 2011, 6’40”)
72.      Pizzangrillo (de Marco Gianfreda, Itália, 2011, 16’40”)
73.      Rap consciente (de Alunos EMEF Amenóphis de Assis, ES, 2010, 5’40”)
74.      Raspa tacho (de Mauricio Squarisi e Wilson  Lazaretti, SP, 2011, 3’50”)
75.      Realejo (de Marcus Vinicius Vasconcelos,SP, 2011, 12’45”)
76.      Reciclando a vida (de Márcio Emilio Zago, SP, 2008, 8’32”)
77.      Regando bigodes (de Thais Vasconcellos e Katia Lund, RJ, 2012, 11’10´)
78.      Sem energia (de Thiago Rocha, PE, 2011, 4’50”)
79.      Ser criança em Campo Grande: um documentário animado (de Tina Xavier, MS, 2011, 5’55”)
80.      Sonho de guri: caindo na real (de Liliana Sulzbach, RS, 2011, 17′)
81.      Sonho de menina (de Márcio Emilio Zago, SP, 2012, 3’35”)
82.      Thereis no darkness (A escuridão não existe) (de Michele Vannucci,Itália,2012, 8’50”)
83.      Um dia na vida (de Cinema Nosso, RJ, 2011, 2’30”)
84.      Um sol de jacaré (de Rosa Berardo, GO, 2011, 21’35”)
85.      Vovó ta na cozinha (de PG Santiago, SP, 2012, 3′)
86.      Will tofly (Desejo de voar) (de Elisa Baasch de Souza, Canadá/Brasil, 2011, 1’25”)
87.      Zarah (de Rodrigo Bontempo, PR, 2012,15’45”)


Cena do ótimo Máquina de sorvetes, de Christopher Faust, (PR)

SELECIONADOS

Estado/País

São Paulo: 33
Rio de Janeiro: 8
Paraná: 8
Minas Gerais: 7
Rio Grande do Sul: 6
Espírito Santo: 5
Distrito Federal: 3
Goiás: 3
Bahia: 2
Pernambuco: 2
Santa Catarina: 2
Paraíba: 1
Ceará: 1
Maranhão: 1
Mato Grosso do Sul: 1
Itália: 2
Canadá/Brasil: 1
Coreia do Sul/Brasil:1

Gênero

Animação: 51
Ficção: 31
Documentário: 5

Ainda a respeito da Páscoa…

Páscoa é travessia de esperança

Pedro Rubens, Reitor da Universidade Católica de Pernambuco
 
 
 
A vida tem seus ritos e as experiências vitais supõem ritos de passagem: seja a iniciação a uma nova etapa da vida, seja a experiência de alguém que perdeu um ente querido ou que precisa redesenhar o seu cotidiano depois de um infarto, da notícia de um câncer ou de portador de HIV, realidades com as quais terá que conviver. Testemunhar a vida depois de uma experiência de morte, eis uma maneira de fazer uma “virada pascal”, para usar o título sugestivo da celebração que fizemos na Unicap, dia 11 deste mês. Páscoa é, primordialmente, passagem, assim como a vida é, fundamentalmente, travessia: na Páscoa, a tradição bíblica recorda a travessia do povo pelo deserto, rumo à terra prometida, cuja memória é celebrada anualmente de geração em geração; na simbologia cristã, Jesus personificou as experiências de seu povo em sua vida, paixão, morte e ressurreição; por isso dizemos que Ele é nossa Páscoa. Celebrar cada ano a Páscoa de Jesus Cristo, é fazer a memória do Crucificado de Nazaré, profeta de um povo sofredor e esperançoso; um povo messiânico que guardou a memória de uma Aliança com Deus, mas também fez o exame de suas próprias infidelidades; e, até hoje, as comunidades cantam fervorosamente: “também sou teu povo, Senhor, e estou nessa estrada, cada dia mais perto, da terra esperada”. É essa esperança teimosa da ressurreição – da vida que vence a morte – que celebramos na Semana Santa e, de certa forma, é o que desejamos aos nossos parentes e amigos quando dizemos “Feliz Páscoa”. Mas como interpretar o sentido da Páscoa aqui e agora? Entre tantas possibilidades, uma pista de atualização.

Recentemente, de 26 a 28 de março, realizamos na Unicap, em parceria com a Fundação Imitatio, o Simpósio Internacional René Girard. Além de dialogarmos com pensadores importantes, lançamos uma série de livros, em português, com o nome de “Biblioteca René Girard”, na presença de alguns de seus autores. Dia 29, juntamente com alguns participantes, fomos à avant-première da Paixão de Cristo, na Nova Jerusalém. Entre uma cena e outra, refletia sobre a atualidade das reflexões antropológicas de Girard a respeito da lógica sacrificial, patente tanto no tempo de Jesus quanto nas nossas sociedades atuais. O drama da Paixão de Cristo desmascara o desejo humano compulsivo de sacrificar vítimas para legitimar o poder, o status e as ideias vigentes: de alguma forma, as sociedades parecem necessitar de “bode expiatório” para expurgar sua culpa e externar sua violência primordial, segundo o desejo mimético (Girard); mas, Jesus Cristo teria rompido com o esquema sacrificial, não reagindo com violência à condenação que o levou à morte, quebrando a corrente da violência e da vingança.

 
 
Inspirados nos relatos bíblicos, o texto da Nova Jerusalém acentua ainda mais o complô do poder instituído, tanto político quanto religioso, na condenação de Jesus. O silêncio surpreendente do Mestre de Nazaré contrasta com a quantidade de argumentos dos chefes, alimentados pela inveja, sedentos de vingança e justificados pela lógica sacrificial. Assistimos, portanto, na Paixão de Cristo, a memória de um processo injusto e o drama de um inocente condenado sem processo legal, resultando na condenação à morte. Há dois milênios essa memória do crucificado é narrada em comunidades, não para “punir” os algozes ou fomentar vingança, mas para resgatar o direito à verdade da vítima que não se defendeu; isso é importante, inclusive para que não fiquemos cegos ou surdos a outros processos igualmente injustos em nosso tempo presente; a memória é fundamental não apenas para reconciliar o passado, mas para alimentar a esperança. A paixão de Jesus, nesse sentido, é paradigma de tantas “paixões” da humanidade, assim como a sua condenação e a sua morte fazem pensar em uma sociedade humana que não merecerá esse adjetivo enquanto promover o sacrifício de inocentes. Ecoa em mim um trecho da Paixão segundo a Nova Jerusalém: por um lado, uma voz sentencia que “Jesus foi condenado pelo poder de Pilatos; quem quiser salvar um inocente, apresse-se!”; por outro, algumas vozes repetem: “Não há mais tempo…”

A Páscoa, paradoxalmente, retoma esse imperativo do tempo passado como ousadia de uma esperança presente e futura: ainda é tempo de fazer a memória dos que morreram impunemente, sejam vítimas da ditadura militar quanto aquelas da escravidão e das secas do Nordeste; ainda é tempo de empenhar nossos esforços para evitar mais sacrifícios e propor um futuro novo àqueles contemporâneos que tiveram sua infância negada, seus direitos cassados, sua vida comprometida pelo descaso e pela injustiça. Relativizemos alguns de nossos pontos divergentes, façamos um pacto pela vida, pois ainda há tempo para a esperança. Na visão cristã, “os sofrimentos são como dores de parto” na gestação de um novo mundo possível e esperança de uma humanidade nova. E “a esperança não decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações” pelo Espírito do Ressuscitado. Feliz Páscoa!

 
* Os grifos em AZUL são iniciativa desta Redatora. 

Cursos gratuitos de Audiovisual em Fortaleza

A Vila das Artes abre inscrições para novos cursos de audiovisual. Os editais e as fichas de inscrição estão em www.fortaleza.ce.gov.br/editaisviladasartes. Após preencher a ficha, os interessados deverão comparecer, dentro do período de inscrição, à secretaria da Vila das Artes, das 9h às 20h, para entrega dos documentos. Confira os cursos ofertados:

Documentário – Ensaio como forma
O curso acontece, durante a parte teórica e de elaboração de projetos, no turno da noite, no horário das 18h30 às 21h45, e, durante a realização dos exercícios práticos, em horário a combinar, no período de 30 de abril a 6 de julho, de segunda a sexta. Orientado pelos professores Alexandre Veras, Beatriz Furtado e Felipe Ribeiro.

Desenho de Som – do Roteiro à Finalização

Inscrição até 3 de maio. Abordará conteúdos que pensarão o som desde a elaboração do roteiro até a finalização do filme, incluindo o processo de gravação e suas adversidades, o projeto sonoro e a passagem do digital para o analógico. Será realizado no turno da noite, no horário das 18h30 às 21h45, no período de 14 a 18 de maio. É necessário que o candidato possua conhecimentos e/ou experiência na área.

Técnico de Animação II: Inscrições até 4 de maio. Abordará conhecimentos técnicos para a realização de um vídeo de animação (objetos, recortes, pessoas, etc.) desde seu roteiro e storyboard, elaboração e captação de imagens quadro a quadro, e finalização. A realização será no turno da noite, de segunda a sexta, no horário das 18h30 às 21h45, no período de 21 a 25 de maio. É necessário que o candidato possua conhecimento básico em animação. Ministrado pelo professor André Dias.
 
Produção Executiva: Inscrições até 11 de maio. Abordará a reflexão e análise sobre a produção audiovisual, a atuação do produtor da concepção, partindo da idéia e elaboração do projeto à exibição da obra. Acontece no turno da noite, de segunda a sexta, no horário das 18h30 às 21h45, no período de 28 de maio a 1º de junho. O candidato precisa ter experiência na área de produção audiovisual e conhecimentos a respeito da gestão administrativa dos projetos. Orientado pelo produtor João Júnior.

(Foto: Documentário “As Vilas Volantes – O Verbo Contra o Vento”, de Alexandre Veras)

CCBN sedia encontro sobre ‘Negócios da Música’

Um encontro com artistas, empreendedores e produtores da área da música para alinhar oportunidades de negócios em Fortaleza e no Estado do Ceará.

É o programa Negócios da Cultura – Sobre Música e Empreendimentos, marcado para acontecer no próximo sábado, dia 28, de 10 horas às 18 horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, com entrada franca.

O objetivo do encontro é agregar músicos, produtores e empresários do setor produtivo da música para alinhar orientações e demandas sobre as diferentes formas de apoio à cultura.

Realizado pelo Banco do Nordeste e produzido pela Associação Cultural Cearense do Rock, este será o primeiro de uma série de encontros entre instituições (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de Finanças, Secretaria Municipal de Cultura-SECULT-FOR, SEBRAE-CE, IPHAN e Banco do Nordeste) e a sociedade civil organizada, formada por artistas, coletivos, associações, sindicatos e empreendedores ligados à cadeia produtiva da cultura.

Mais informações: (85) 3464.3268 / 8708.4223.

Inscrições podem ser feitas pelo e-mail: negocioscultura.ccbnb@gmail.com.

Veja a seguir a programação completa do Encontro:

                           PROGRAMAÇÃO

10h – Local: Auditório do 3º andar do Centro Cultural

Apresentação e boas vindas – Banco do Nordeste 

10:15h

SEBRAE

  • Formalização Empreendedor Individual
  • Planos de negócios
  • Consultoria  

10:35h

SEFIN

  • Os impostos municipais e o Empreendedor Individual  

10:55h

SDE

  • Incubação de micro-empreendimentos culturais  

11:15h

SECULT-FOR

  • Pólos Criativo e Tecnológico de Fortaleza
  • Zonas especiais 

11:35h

IPHAN

  • Financiamento para restauração de imóveis privados

11:55h

 Banco do Nordeste

  • CrediAmigo
  • EI e MPE (passo-a-passo para abertura de conta e carta de apresentação; orientação sobre aquisição isolada; capital de giro; pequeno roteiro para apresentação de projeto, etc.)  

12:15h

ACR, artistas, produtores & empreendedores

  • Apresentação de demandas
  • Sugestões para o Banco do Nordeste e demais entidades
  • Etc. 

13h

Intervalo para almoço 

14h – Local: Auditório do 3º andar do Centro Cultural

Tira dúvidas entre instituições e artistas/produtores/empreendedores 

16h–18h – Local: Térreo do Centro Cultural

Mesas de informação/orientação. Atendimento individualizado

  • SEBRAE-CE
  • SEFIN
  • SDE
  • SECULT-FOR
  • IPHAN
  • Banco do Nordeste

Inscrições ao Festival de Curtas de Évora

Call For Entries

O FIKE 2012 – 11º Festival Internacional de Curtas Metragens terá lugar em évora (portugal), entre 17 e 28 de Outubro.

as inscrições Estão abertas para curtas de Ficção, Animação e Documentário, até 40 minutos, e estreados após 1 de Janeiro de 2011.

Prazo de envio de cópias para pré-selecção: 21 de Maio

a participação no Festival é GRATUITA.

Ajude-nos a chegar a mais gente, reencaminhe para os seus contactos:

(1) http://www.fikeonline.net/regulamento/
(2) http://www.fikeonline.net/inscricao/

Projeto de Rodrigo Veronese contempla crianças carentes

Ator está se dedicando a ensinar interpretação e quer levar projeto a todo o país

Rodrigo Veronese cria Oficina Roteiro de Gravação com cunho social 

O ator Rodrigo Veronese foi homenageado e premiado no último Festival de Cinema da Lapa, Paraná, que aconteceu dias 13,14 e 15 de abril.  Além de fazer parte do júri do festival e exibir o filme Aparecida, o Milagre, Veronese recebeu o Troféu Tropeiro pela criação e apresentou seu novo projeto social.

Trata-se de uma oficina de roteiro de gravação: Decidi deixar a televisão em ‘pausa’ por um tempo.  Meu contrato com a Rede Globo terminou no meio do ano passado. Me desliguei da “Fundação Ação Criança” , onde fui embaixador por três anos e senti a necessidade de criar um projeto meu, onde eu literalmente colocasse a mão na massa ! 

Desse sonho nasceu a Oficina Roteiro de Gravação, um projeto social que conta com apoio de grandes empresas, destinado à população carente no Brasil: Vou dedicar parte do meu tempo e um pouco do que aprendi em 17 anos de carreira, a fim de descobrir, selecionar e preparar alunos carentes e com nenhuma possibilidade de inclusão social que tenham  perceptível talento para atuação.  Os que se destacarem,  serão encaminhados a produtores de elenco na intenção de realizarem testes de TV, cinema e teatro. A oficina terá palestras de atores, diretores e técnicos e minha grande vontade é poder em breve ter um banco de novos talentos, que nunca teriam uma chance na vida. O projeto está pronto e estou na fase de captação de patrocínio. O pontapé foi dado no Paraná e a primeira turma será em Curitiba com apoio do Provopar. Quero dividir meu tempo entre o projeto e fazer cinema, que Deus me ajude!” 

Rodrigo se destacou em papel na novela Paraíso Tropical ao lado de Renée de Vielmond…

Saiba mais: www.rodrigoveronese.com.br