Arquivo do dia: 22/04/2012

Junho tem sétimo CineMUBE

Cine MuBe recebe inscrições de curtas e médias

Abertas até 31 de maio as inscrições  à 7ª Edição do Cine MuBe –  Vitrine Independente, que acontece em São Paulo, entre 28 e 30 de junho.

O festival será composto por dois dias de exibições, com obras escolhidas pela curadoria, e ainda uma mostra competitiva, que também terá a participação do público na escolha do melhor curta e melhor média-metragem. Para competir, os filmes deverão ter entre 26 a 60 minutos (média) e até 25 minutos (curta). Mais informações: www.facebook.com/cinemubevitrine

Selecionados do Cine Ceará serão divulgados em maio

22ª edição do Festival IberoAmericano vai acontecer de primeiro a 8 de junho 

Cento e cinco longas-metragens foram inscritos para o Cine Ceará, segundo a Associação Cultural Cine Ceará, organizadora do festival. O destaque ficou por conta do número de filmes brasileiros, com alta de cerca de 6% em relação ao ano de 2011, reforçando o bom momento da produção audiovisual.

O Cine Ceará, que é ibero-americano – ou seja, contempla países da América Latina e o Caribe, Portugal e Espanha – recebeu inscrições de 15 países. Os estrangeiros representam aproximadamente 37% dos inscritos (39 longas). 

“Em termos absolutos, o total de longas inscritos é praticamente o mesmo do ano passado, mas, como tivemos uma semana a menos no prazo para inscrição este ano, podemos considerar que houve um acréscimo, em termos proporcionais”, comenta o diretor executivo do festival, Wolney Oliveira. Para ele, “a surpresa foi o crescimento de títulos argentinos, país que tem se destacado no cenário mundial, com obras de grande qualidade. Foram 16 inscritos.” 

Entre os curtas, a competição é nacional. Nesse formato, o Cine Ceará recebeu 331 pedidos de inscrição, cerca de 7% a mais do que os 309 de 2011. Ao todo, serão selecionados 8 longas e 12 curtas para a disputa do Troféu Mucuripe. Em maio, serão divulgados os títulos escolhidos.

O 22° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Curta Santos prepara programação e recebe inscrições

O Curta Santos – Festival de Cinema de Santos completa uma década de existência dedicada às produções audiovisuais brasileiras, em especial àquelas produzidas no litoral de São Paulo. Este ano, o tema do evento, um dos mais importantes do país, é Futebol Arte: Centenário do Santos Futebol Clube. As inscrições para as oito mostras competitivas podem ser feitas pelo www.curtasantos.com.br.

Algumas novidades marcam a próxima edição: duas estão relacionadas diretamente ao nome. O Festival Santista de Curtas-Metragens passa a se chamar Festival de Cinema de Santos. Isto em razão das mostras especiais de longas-metragens que devem trazer à região produções inéditas de diretores e produtores consagrados nacionalmente. A terceira é para agradar aos realizadores de curtas: as tradicionais quatro mostras competitivas tornaram-se, ao todo, oito.

As mostras de filmes voltadas à competição dobraram este ano. De quatro, agora serão 8: Olhar Caiçara, Videoclipe Caiçara, Novos Olhares, Mostra Curta Santos F.C. e Mostra Minuto são as nacionais. As mostras direcionadas aos realizadores do Litoral de São Paulo são a Olhar Caiçara, Videoclipe Caiçara e Curta Escola.

A Mostra Olhar Brasilis e Mostra Videoclipe Brasilis são nacionais e de livre temática. A Mostra Curta Santos F.C. e Mostra Minuto, são, por sua vez, comemorativas e voltadas ao Santos Futebol Clube: a primeira para produções com duração de até 10 minutos e a segunda é para o torcedor fanático que quer expressar a paixão pelo time em até 60 segundos (um minuto).

Já a Mostra Novos Olhares, ainda nacional, aceita somente produções realizadas por meio de captação digital (câmeras amadoras, celulares, tablets e semelhantes – em alta ou baixa resolução), com duração máxima de 5 minutos.

As regionais são a Mostra Olhar Caiçara e Mostra Videoclipe Caiçara. Elas são voltadas a realizadores de todo o litoral de São Paulo. E com o intuito de encontrar novos e promissores talentos no audiovisual, chega a nova Mostra Curta Escola, destinada a produções de até 10 minutos, realizadas por alunos do Ensino Fundamental de Escolas da região. Para todos, nesta categoria, a temática é livre.

O 10º Curta Santos – Festival de Cinema de Santos será realizado no mês de setembro e contará com cinco dias de programação totalmente gratuita.

MOSCA recebe inscrições até 12 de maio

A MOSCA – Mostra Audiovisual de Cambuquira, mostra de filmes de curta-metragem focada na difusão da produção audiovisual brasileira e na formação de público crítico, prossegue com inscrições abertas. Além da exibição de filmes, a programação conta com debates, oficinas, exposições, clubinho e café da MOSCA.

A 7ª edição da MOSCA vai acontecer de 11 a 15 de julho e as inscrições podem ser feitas até dia 12 pelo www.mostramosca.com.br

Podem ser inscritos filmes de ficção, documentário, animação, vídeo experimental, infantil e vídeo coletivo; com duração de até 30 minutos.

O caráter competitivo da MOSCA 7 se dará através do Júri Popular. Os espectadores poderão votar nos curtas ao final de cada sessão e eleger o Melhor Curta da MOSCA 7 – Júri Popular, 1º, 2º e 3º lugares.

Os três primeiros colocados receberão prêmios em serviços de empresas da área audiovisual.  Saiba mais: http://www.mostramosca.com.br

Marina Wisnik lança CD e fala com exclusividade para o Aurora de Cinema

Cantora é filha do pianista e professor de Literatura, José Miguel Wisnik…

Marina Wisnik está lançando o primeiro CD, seguindo os passos do pai…

Na Rua Agora, disponível primeiro digitalmente e pelo site Musicoteca, traz 11 faixas e marca também a estreia da escritora, que chega com produção de dois músicos muito bem considerados na cena musical contemporânea: Marcelo Jeneci – e Yuri Kalil (Cidadão Instigado).
 
Gravado no estúdio Mosh, em 2011, o álbum conta ainda com a participação dos músicos da banda Cidadão Instigado (Regis Damasceno – baixo e violões e Clayton Martin – bateria e percussão), além de Jonas Tatit (violões), Chico Salém (guitarra), Estevan Sinkovitz, Luque Barros, Ricardo Prado, Marcio Arantes e Eric Rahal (vocais) e o próprio Jeneci (multiintrumentista). 
 
O trabalho tem ainda a parceria de Thiago Pethit, que concorreu ao VMB do ano passado com seu clipe ao lado de Alice Braga – Nightwalker. Com a própria Marina, Bruna Lessa e Eric Rahal, ele compôs a faixa Dezesseis
 
Antes de desembarcar na praia musical, Marina cursou Letras, fez teatro e escreve Palíndromos desde muito cedo. Desta vez, ela estreia com o trabalho que teve início num violão faltando uma corda – e faz sobrar emoção.
 
Confira agora entrevista EXCLUSIVA de Marina Wisnik para o AURORA DE CINEMA:
 
 Na Rua Agora: Marina Wisnik lança primeiro CD, acompanhada de Marcelo Jeneci e Cidadão Instigado
 
AC– Como é chegar ao universo musical depois de percorrer outras estradas profissionais ?
 
MW – É natural, pelo fato de que a música é o meio por onde eu consigo me comunicar de maneira mais fluida.
 
AC – Você acha que o teatro ajudou a formação da Marina que hoje chega ao palco cantando ? De que forma ? 

MW – Acho que pode ajudar. Mas até agora não utilizei dos meus recursos porque na música sempre busquei a sinceridade. O despir-se. Já o teatro oferece uma série de possibilidades e construções que, a princípio, não estão no meu foco, mas podem, em algum momento, ser interessantes.

AC – Como foi o ‘estalo’ para a decisão de seguir na via da música ?
 
MW– Comecei a fazer por acaso e percebi que as músicas surgiam naturalmente, que havia um fluxo e possibilidades de caminhos para a criação delas. Mas tudo isso aconteceu porque eu estava sofrendo por uma relação amorosa e precisava transformá-la em expressão. Esse foi o “estalo”.
 
AC – Como nasceu a ideia dos shows e do disco ? 
 
MW– Os shows nasceram a partir do momento que eu já tinha um repertório de músicas e elas estavam, de alguma maneira, arranjadas pelo Jeneci. Isso foi em 2009. O disco nasceu como consequencia desse trabalho, e eu consegui realizá-lo quando achei meios para gravá-lo e consegui reunir as pessoas certas.
 
AC – O que lhe traz mais satisfação: gravar em estúdio ou estar no palco com a plateia  se manifestando na hora ?
 
MW – Depende. Ambas as práticas trazem a dor e a delícia delas mesmas. Um show pode ser muito prazeroso ou não, uma gravação também. Depende do dia. 
 
De berço: Marina Wisnik herda vocação, musicalidade e afinação do pai Zé Miguel Wisnik… 
 
AC – Como é feita a escolha do repertório ?
 
MW – São só músicas minhas. Para o disco escolhi um grupo onde eu via uma espécie de unidade. Músicas que se ligavam umas nas outras.
 
AC – Ser filha de um músico do quilate de Wisnik, atrapalha ou ajuda ?
 
MW– Acho que mais ajuda do que atrapalha. Atrapalharia se eu tivesse uma liguagem muito parecida com a dele. Daí eu estaria mais exposta à comparação e isso não seria bom. Mas, apesar de sermos muito amigos, as minhas músicas e a dele apontam caminhos diferentes.
 
AC – Quais são suas grandes inspirações ? 
 
MW – Para escrever, me inspiro nos meus sentimentos, nos meus sonhos. Mas artistas que me tocam: Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Dostoievski, Klimt, Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Beatles, Radiohead, Mutantes..
 

Marina Wisnik: das letras e do teatro pra música, shows e CD…
 
AC – Há alguma música que você gosta especialmente de cantar ? 
 
MW – Entre as minhas, gosto de cantar atualmente uma música nova que chama “Inventar”. E dentre as músicas do mundo, no violão, em casa, gosto de cantar “Trem do Pantanal”.
 
AC – Como você chegou a estes músicos que te acompanham no disco e nos shows ?
 
MW – A banda do disco é composta, em parte, por pessoas que já faziam meus shows – Jeneci e Jonas Tatit- e, em outra parte, por integrantes do Cidadão Instigado – Clayton Martin, Régis Damasceno e o próprio Yuri Kalil (que produziu o disco). Cheguei neles através do Jeneci. A banda dos shows foi indicada por esses próprios músicos, Caio Lopes, Caetano Malta, Daniel Lima e Camila Lordy.
 
 
AC – Pra finalizar, como será a carreira de Marina “Na Rua Agora” ?
 
MW – Difícil prever o futuro. Mas posso dizer que desejo que seja uma relação de encontro do “disco” com “a rua” e com a intimidade dos que ouvirem, no terno “agora”.
 
* E assim, com esta entrevista franca e direta com MARINA WISNIK, o Blog AURORA DE CINEMA inicia seu espaço de entrevistas EXCLUSIVAS.
 
Para conhecer mais do trabalho de MARINA WISNIK e ouvir sua preciosa voz, acesse: 
 

Marcelo Jeneci, o produtor, e Marina Wisnik,  a nova Voz…