Marina Wisnik lança CD e fala com exclusividade para o Aurora de Cinema

Cantora é filha do pianista e professor de Literatura, José Miguel Wisnik…

Marina Wisnik está lançando o primeiro CD, seguindo os passos do pai…

Na Rua Agora, disponível primeiro digitalmente e pelo site Musicoteca, traz 11 faixas e marca também a estreia da escritora, que chega com produção de dois músicos muito bem considerados na cena musical contemporânea: Marcelo Jeneci – e Yuri Kalil (Cidadão Instigado).
 
Gravado no estúdio Mosh, em 2011, o álbum conta ainda com a participação dos músicos da banda Cidadão Instigado (Regis Damasceno – baixo e violões e Clayton Martin – bateria e percussão), além de Jonas Tatit (violões), Chico Salém (guitarra), Estevan Sinkovitz, Luque Barros, Ricardo Prado, Marcio Arantes e Eric Rahal (vocais) e o próprio Jeneci (multiintrumentista). 
 
O trabalho tem ainda a parceria de Thiago Pethit, que concorreu ao VMB do ano passado com seu clipe ao lado de Alice Braga – Nightwalker. Com a própria Marina, Bruna Lessa e Eric Rahal, ele compôs a faixa Dezesseis
 
Antes de desembarcar na praia musical, Marina cursou Letras, fez teatro e escreve Palíndromos desde muito cedo. Desta vez, ela estreia com o trabalho que teve início num violão faltando uma corda – e faz sobrar emoção.
 
Confira agora entrevista EXCLUSIVA de Marina Wisnik para o AURORA DE CINEMA:
 
 Na Rua Agora: Marina Wisnik lança primeiro CD, acompanhada de Marcelo Jeneci e Cidadão Instigado
 
AC– Como é chegar ao universo musical depois de percorrer outras estradas profissionais ?
 
MW – É natural, pelo fato de que a música é o meio por onde eu consigo me comunicar de maneira mais fluida.
 
AC – Você acha que o teatro ajudou a formação da Marina que hoje chega ao palco cantando ? De que forma ? 

MW – Acho que pode ajudar. Mas até agora não utilizei dos meus recursos porque na música sempre busquei a sinceridade. O despir-se. Já o teatro oferece uma série de possibilidades e construções que, a princípio, não estão no meu foco, mas podem, em algum momento, ser interessantes.

AC – Como foi o ‘estalo’ para a decisão de seguir na via da música ?
 
MW– Comecei a fazer por acaso e percebi que as músicas surgiam naturalmente, que havia um fluxo e possibilidades de caminhos para a criação delas. Mas tudo isso aconteceu porque eu estava sofrendo por uma relação amorosa e precisava transformá-la em expressão. Esse foi o “estalo”.
 
AC – Como nasceu a ideia dos shows e do disco ? 
 
MW– Os shows nasceram a partir do momento que eu já tinha um repertório de músicas e elas estavam, de alguma maneira, arranjadas pelo Jeneci. Isso foi em 2009. O disco nasceu como consequencia desse trabalho, e eu consegui realizá-lo quando achei meios para gravá-lo e consegui reunir as pessoas certas.
 
AC – O que lhe traz mais satisfação: gravar em estúdio ou estar no palco com a plateia  se manifestando na hora ?
 
MW – Depende. Ambas as práticas trazem a dor e a delícia delas mesmas. Um show pode ser muito prazeroso ou não, uma gravação também. Depende do dia. 
 
De berço: Marina Wisnik herda vocação, musicalidade e afinação do pai Zé Miguel Wisnik… 
 
AC – Como é feita a escolha do repertório ?
 
MW – São só músicas minhas. Para o disco escolhi um grupo onde eu via uma espécie de unidade. Músicas que se ligavam umas nas outras.
 
AC – Ser filha de um músico do quilate de Wisnik, atrapalha ou ajuda ?
 
MW– Acho que mais ajuda do que atrapalha. Atrapalharia se eu tivesse uma liguagem muito parecida com a dele. Daí eu estaria mais exposta à comparação e isso não seria bom. Mas, apesar de sermos muito amigos, as minhas músicas e a dele apontam caminhos diferentes.
 
AC – Quais são suas grandes inspirações ? 
 
MW – Para escrever, me inspiro nos meus sentimentos, nos meus sonhos. Mas artistas que me tocam: Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Dostoievski, Klimt, Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Beatles, Radiohead, Mutantes..
 

Marina Wisnik: das letras e do teatro pra música, shows e CD…
 
AC – Há alguma música que você gosta especialmente de cantar ? 
 
MW – Entre as minhas, gosto de cantar atualmente uma música nova que chama “Inventar”. E dentre as músicas do mundo, no violão, em casa, gosto de cantar “Trem do Pantanal”.
 
AC – Como você chegou a estes músicos que te acompanham no disco e nos shows ?
 
MW – A banda do disco é composta, em parte, por pessoas que já faziam meus shows – Jeneci e Jonas Tatit- e, em outra parte, por integrantes do Cidadão Instigado – Clayton Martin, Régis Damasceno e o próprio Yuri Kalil (que produziu o disco). Cheguei neles através do Jeneci. A banda dos shows foi indicada por esses próprios músicos, Caio Lopes, Caetano Malta, Daniel Lima e Camila Lordy.
 
 
AC – Pra finalizar, como será a carreira de Marina “Na Rua Agora” ?
 
MW – Difícil prever o futuro. Mas posso dizer que desejo que seja uma relação de encontro do “disco” com “a rua” e com a intimidade dos que ouvirem, no terno “agora”.
 
* E assim, com esta entrevista franca e direta com MARINA WISNIK, o Blog AURORA DE CINEMA inicia seu espaço de entrevistas EXCLUSIVAS.
 
Para conhecer mais do trabalho de MARINA WISNIK e ouvir sua preciosa voz, acesse: 
 

Marcelo Jeneci, o produtor, e Marina Wisnik,  a nova Voz…

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