BESOURO vence mais um Festival, desta vez no Canadá

O filme Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, conquistou o título de Melhor Filme Internacional no ReelWorld Film, realizado em Toronto, no Canadá.

A ação se desenrola no recôncavo baiano nos anos 1920 e conta a história de Manoel Henrique Pereira, o Besouro, capoeirista que lutou contra a opressão durante o período de escravidão no Brasil.

Besouro, longa que levou mais de 600 mil espectadores ao cinema, estreou em 2009, e recebeu alguns prêmios internacionais: melhor filme no Pan African Film Festival, em Los Angeles (EUA), em março, e, em 2010, levou o troféu Campus Giuventù Award, no Festival de Taormina, na Itália.

Também em 2010, foi apresentado na mostra Panorama Especial do Festival de Berlim.

Sobre o filme, vale lembrar as palavras do crítico Carlos Alberto Mattos:

“Besouro é aventura destinada a um público diversificado, que inclui o infanto-juvenil. A formação do mítico capoeirista baiano é contada como uma história de mestre e discípulo na linha Karatê Kid. O surgimento do herói se dá à base de culpa por um descuido na proteção ao mestre. Seus poderes sobrenaturais vêm do encontro com um Exu que reúne traços de guerreiros africanos, orientais e medievais. A rivalidade entre colonizadores brancos e lavradores e serviçais negros tem o sabor um tanto esquecido dos nordesterns. Já as lutas de Besouro ganham o caráter vertiginoso de O Tigre e o Dragão, tendo bananeiras no lugar dos bambuzais de Ang Lee.

Ungido por Exu, Besouro é capaz de incorporar-se em outras pessoas e transmitir sua força. Mas tem um ponto fraco, a sua kryptonita. Esse talvez seja o primeiro superherói afro-brasileiro explícito do cinema, o oposto da sátira subdesenvolvida encarnada pelo Superoutro de Edgar Navarro. Aqui a técnica aspira o top de linha da aventura contemporânea, com imagens de tirar o fôlego. É admirável como o filme integra a alta tecnologia com elementos da natureza tropical. Basta ver a importância dos rios, ventos, fogo, animais e paisagens brasileiros no protagonismo da trama.

João Daniel Tikhomiroff quer dialogar com o cinema de gênero internacional sem deixar de fazer um filme mestiço bem brasileiro. Besouro deve ser prestigiado não apenas por ser nosso, mas por ser um belo e luxuriante espetáculo popular”.    

Confira o trailler: http://www.youtube.com/watch?v=FXiob6SamEE

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