Arquivo do dia: 31/05/2012

Casa cheia para ouvir Hernani Heffner e André da Costa Pinto

AURORA DE CINEMA direto de CURITIBA

Acabando de chegar de mais uma mesa de boa prosa no belíssimo prédio do SESC Paço da Liberdade, centro de Curitiba. REALIZAÇÃO CRIATIVA é o tema central do I Seminário de Cinema Contemporâneo, promovido pelo festival internacional Olhar de Cinema. O tema de hoje foi ‘Diretor, Linguagens e os Modos Alternativos de Produção’.

Na mesa, dois ‘feras’ do tema, mediados pelo cineasta Aly Muritiba, um dos criadores do Festival Olhar de Cinema: o professor e pesquisador Hernani Heffner (Curador da Cinédia e da Cinemateca do MAM/RJ), e o jovem produtor e cineasta paraibano, André da Costa Pinto.

Ressalte-se o alto nível das colocações, a imensa platéia que lotou a sala e ficou até o fim, contribundo com intervenções, e as palavras férteis, assimiláveis e judiciosas dos dois abalisados conferencistas.
Parabéns a Hernani, André, Aly Muritiba e ao OLHAR DE CINEMA !

Um papo pra lá de bom !

* Mais detalhes num próximo post

Marina Wisnik faz show com Marcelo Jeneci amanhã

Cantora paulista empresta charme e afinação à bela voz em novo show, sexta, em Sampa… 

Marcelo Jeneci e Marina Wisnik apresentam novo disco no Sesc Santana

 
A compositora e cantora, que já participou do projeto Prata da Casa do SESC Pompeia, lança seu disco de estreia, produzido por Marcelo Jeneci e por Yuri Kalil, integrante da banda Cidadão Instigado.
 
O álbum traz 11 faixas, incluindo as parcerias Miragem, composta com o pai Zé Miguel Wisnik, e Primeiro Céu, com Jeneci. No CD,  Marina é acompanhada por Camila Lordy (piano, acordeon e teclado), Daniel Lima (baixo), Caetano Malta (violões), Caio Lopes (bateria) e participação especial de Thiago Pethit.
 
Neste show do Sesc Santana, o próprio Jeneci faz uma participação especial com a cantora. Confira os serviços:
 
MARINA WISNIK (com participação de Marcelo Jeneci).
SEXTA, 31 de maio, às 21h. 
 
Ingressos: 
R$ 16,00 [inteira]
R$ 8,00 [usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 4,00 [trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no SESC e dependentes]
SESC SANTANA – Avenida Luiz Dumont Villares, 579 – Santana, São Paulo 
 

Brasília terá julho de tela internacional de Cinema

Brasília será inserida no circuito dos grandes festivais internacionais com a realização do I BIFF – Brasília International Film Festival (Festival Internacional de Cinema de Brasília), a acontecer de 13 a 22 de julho.

O Festival irá exibir uma seleção de filmes escolhidos entre o melhor da produção disponível nos festivais de Sundance (EUA), Berlim (Alemanha), Cannes (França), San Sebatian (Espanha) e Veneza (Itália). Serão 12 longas-metragens inscritos na mostra competitiva, e outros 42 títulos exibidos em mostras paralelas de grande relevância, como uma retrospectiva do trabalho da atriz Anna Karina, a musa da Nouvelle Vague, que irá a Brasília especialmente para o evento.

O I BIFF ocupará as quatro salas do Cine Cultura Liberty Mall e ainda o Museu Nacional da República. A direção geral é de Nilson Rodrigues e Anna Karina de Carvalho.

A iniciativa de criação do BIFF responde a um anseio do público de Brasília, habitualmente frequentador das salas de cinema de arte. A capital brasileira já conta com um festival internacional de teatro (o Cena Contemporânea), de música (FIB – Festival Internacional de Inverno de Brasília), de dança (Festival Internacional Nova Dança). Agora, ganha também seu festival internacional de cinema, que promete levar ao Distrito Federal títulos produzidos em todos os continentes, a nova produção independente brasileira, mostras retrospectivas, convidados internacionais e nacionais, entre diretores e atores que participarão dos debates sobre os filmes e seminários.

A programação inclui ainda sessões especiais gratuitas para crianças e jovens da rede pública de ensino do DF e oficinas de capacitação, com foco nos jovens iniciantes na área audiovisual.

Convidada especial desta primeira edição, a dinamarquesa Hanne Karin Bayer virou Anna Karina por sugestão da célebre estilista francesa Coco Chanel. Na época, estava recém-chegada de Copenhagen, de onde fugira ainda adolescente, pedindo carona na estrada, por conta de conflitos com os pais. Ao conhecer Coco, quando era modelo da revista “Elle”, ela lhe previu um grande futuro. O prognóstico estava certo, mas não foi como modelo que Anna Karina alcançaria a fama.

Atriz Anna Karina, musa do cinema francês, estará em Brasília

Além de se tornar a grande musa de Jean-Luc Godard, foi (apesar de Jeanne Moreau, Jean Seberg e Brigitte Bardot) a atriz mais luminosa e emblemática do cinema francês dos anos 60.

Foi vendo Anna Karina num comercial de sabonete que Godard se interessou por ela. Ficaram casados durante sete anos, fizeram sete longas-metragens e o único episódio realmente memorável de “A Mais Velha Profissão do Mundo”. Uma parceria fecunda que rendeu obras-primas como “Viver a Vida”, “Pierrot, le Fou” e “Alphaville”, além dos adoráveis “Uma Mulher é uma Mulher”, “O Pequeno Soldado”, “Band à Part” e “Made in USA”. Foi, sem dúvida, a melhor e mais inspirada fase da obra godardiana.

Também foi a melhor fase da extensa filmografia de Anna Karina, que, por sinal, trabalhou com outros grandes diretores – como Luchino Visconti (“O Estrangeiro”), Jacques Rivette (“A Religiosa”), George Cukor (“Justine”), Valério Zurlini (“Mulheres no Front”), Rainer Werner Fassbinder (“Roleta Chinesa”). E, claro, Serge Gainsbourg, que a dirigiu no musical “Anna” e a elegeu como uma das intérpretes favoritas de suas lânguidas canções, ao lado de Jane Birkin e Brigitte Bardot.

Antes de atuar e de ser modelo, os dotes vocais de Anna Karina foram bem aproveitados por Godard em Uma Mulher é uma Mulher, homenagem aos musicais hollywoodianos, e no cultuado Pierrot, le Fou. Na pouco vista comédia musical “Anna”, em papel feito sob medida para a cantriz, interpretou repertório de Gainsbourg. A partir deste milênio, a música passou a ocupar espaço em sua vida profissional. Foi a partir do ano 2000 que lançou seus três únicos álbuns solo: “Une Histoire d´Amour”, “Chansons de Films” e “Vilain Petit Canard”. 

PROGRAMAÇÃO

MOSTRA COMPETITIVA – 12 longas-metragens, com premiação de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original, melhor ator e melhor atriz.

MOSTRA INFANTIL DE FILMES DE ANIMAÇÃO – 6 filmes (curadoria de Luciana Druzina)

O NOVO CINEMA EUROPEU – 6 filmes –  Filmes da nova geração de cineastas europeus

PANORAMA ÁFRICA – 6 filmes – O cinema africano contemporâneo

INDEPENDENTES AMERICANOS – 6 filmes – Os novos filmes independentes dos EUA

RETROSPECTIVA ANNA KARINA – 6 filmes

SUBTERRÂNEOS – 6 Filmes experimentais

CARA LATINA – 6 filmes latinos (Curadoria Priscila Miranda) 

Mais informações: www.biffestival.com.

Curitiba movimenta Cinema e público aplaude Mr. Sganzerla

Aurora de Cinema direto de CURITIBA

Teatro Guairinha foi pequeno para ver Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz 

A abertura oficial do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba provou que chegou em boa hora:  “Um Festival que nasceu como uma maneira de retribuir a acolhida que Curitiba tão carinhosamente proporcionou a mim, como ao Antonio Júnior e a Marisa Merlo, que organizamos o festival”.

Assim, Aly Muritiba, um dos criadores da Grafo Audiovisual, empresa produtora do Olhar de Cinema, dizia, visivelmente feliz, na abertura da edição inaugural do festival. Muritiba explica que nenhum dos três nasceu na capital paranaense, mas que se tornaram curitibanos por adoção. Criar e produzir o Festival foi a forma encontrada de dizer “muito obrigado” à cidade.

“Mas é bom lembrar que a cidade não deve se satisfazer apenas com estes 7 dias de cinema”, lembra Marisa Merlo. “Queremos que o Olhar de Cinema seja um incentivo para que venham outras iniciativas do gênero, para que Curitiba viva cada vez mais a experiência do cinema”, afirma.

Antonio Júnior contabiliza: “Para chegarmos até esta noite de abertura, foram mais de 1.500 filmes vistos. É espantoso! E hoje a gente se sente melhor e mais completo do que quando começamos a ver todos estes filmes”.

O Olhar de Cinema 2012 – Festival Internacional de Curitiba oferece 156 horas de cinema, distribuídas por 8 Mostras. E todas as sessões são gratuitas.

Pizzini e Sganzerla

Ao subir ao palco do Guairinha para apresentar o filme de abertura, o diretor Joel Pizzini afirmou: “Estão passando diversos filmes na minha cabeça agora. Foi aqui em Curitiba que conheci Rogério Sganzerla, foi aqui que eu fui tomado e me apaixonei pelo Cinema. Apresentar este filme neste palco é muito significante para mim”. E concluiu: “Longa vida ao Olhar de Cinema!”.

O filme Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz recria o ideário do cineasta Rogério Sganzerla através de uma linguagem experimental que, segundo o próprio diretor, “homenageia ainda elementos relacionados a Orson Welles e à Antropofagia”.

Unindo raras e preciosas imagens de arquivo a uma narrativa ensaísta, Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz não apenas homenageia a obra do famoso cineasta, como também contribui para um importante mapeamento histórico do audiovisual brasileiro.

A programação completa do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba está em www.olhardecinema.com.br

 SERVIÇO:

Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

De 29 de maio a 4 de junho de 2012.

Realização: Grafo Audiovisual, Ministério da Cultura, Governo Federal.

Patrocínio: Volvo, Copel, Schweppes. 

Apoio: Estúdio Tijucas, Conta Cultura, Governo do Estado do Paraná, Shopping Crystal

Apoio Cultural: SESI-PR, SESC-PR, SESC Paço da Liberdade.

Promoção: RPCTV, Gazeta do Povo.