Arquivo do mês: junho 2012

O crítico André Barcinski afirma: “O cinema virou um grande saguão de aeroporto, igual em toda parte”

O jornalista André Barcinski assina um Blog na Folha de São Paulo. Escreve tão bem e com tanta propriedade, que a leitura de seus textos vale como uma aula.

Seu mais recente artigo, intitulado Quem explica a decadência do cinema ? é tão eloquente, profundo, inquietante e adequado aos tempos de hoje, que pedi sua permissão para dividi-lo com você, leitor amigo.

Há tempos, o que Barcinski conseguiu tão bem expressar em poucas e objetivas palavras me ‘beliscava’ a sensibilidae. Enfim, encontrei um texto sobre os caminhos do Cinema hoje que eu adoraria ter escrito.

Meu MUITO OBRIGADA a André Barcinski por este texto precioso e pela generosa permissão de publicá-lo. A ele, meu abraço caloroso e meu Aplauso sincero.

 

Que as artes estão em crise, ninguém discute.

Não conheço ninguém que diga que o cinema, a música e a literatura estão melhores hoje do que há 30, 40 ou 50 anos.

Vejo pelo que consumimos aqui em casa: tirando filmes, CDs e livros recentes, que preciso conhecer por obrigação profissional, quase tudo que vemos, ouvimos e lemos tem pelo menos 30 anos de idade.

No caso do cinema, arte mais cara do mundo e certamente a mais “escrava” da indústria e do mercado, o caso é ainda mais sério.

Essa semana , revi “The Last Wave”, um thriller dirigido em 1977 pelo australiano Peter Weir.

O filme é mais inventivo e experimental do que qualquer coisa nova que eu tenha visto recentemente.

Claro que a decadência das artes – e do cinema em especial – é um tema complexo e que vem sendo discutido há um tempão.

Gostaria de colaborar com a discussão citando uma teoria que, se não explica totalmente esta decadência, certamente contribui muito para ela.

A primeira vez que essa idéia me chamou a atenção foi há quase 20 anos, quando meu amigo Ivan Finotti e eu fazíamos entrevistas para a biografia de José Mojica Marins.

Um dos entrevistados era Virgilio Roveda, o “Gaúcho”, conhecido fotógrafo e assistente de câmera, que trabalhou por muitos anos na Boca do Lixo.

No meio do papo, alguém lembrou uma cena particularmente complexa que Gaúcho havia ajudado a rodar na Boca (não consigo lembrar de que filme era, só lembro que envolvia um plano-sequência longo e complicado). Perguntei a Gaúcho por que eles haviam filmado a cena daquela maneira e não de uma forma mais simples.

“Naquela época, a gente podia fazer o que quisesse”, respondeu Gaúcho. “Se o diretor entregasse o filme no prazo e dentro do orçamento, o produtor não queria nem saber como ele tinha feito. E tem mais: a gente nunca achava que alguém ia ver o filme depois do lançamento em cinema, não existia essa coisa de VHS.”

Faz todo sentido: filmes eram feitos para cinema. Ninguém achava que o filme seria visto e depois revisto em VHS, laserdisc, DVD, Blu-ray, TV a cabo, Netflix, Internet, etc.

Imagem de ‘O Sétimo Selo’, de Ingmar Bergman, clássico do cinema mundial

Filmes eram produzidos com um único objetivo: estrear numa sala e arrecadar na bilheteria. Uma vez que o espectador tivesse comprado o ingresso, a batalha estava ganha.

O depoimento de Gaúcho me fez pensar em como as mudanças no mercado têm colaborado para restringir a liberdade criativa do cinema.

Foi no meio dos anos 70 que Hollywood começou a usar, com mais freqüência, testes com público e pesquisas para decidir como fazer filmes (quem quiser se aprofundar no tema, sugiro ler “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’n’Roll Salvou Hollywood”, de Peter Biskind).

Depois, os estúdios perceberam o potencial do lançamento em VHS e da venda de filmes para TV. Filmes passaram a seguira uma certa “fórmula”, com roteiros claramente pensados para obedecer até aos intervalos para os comerciais de TV.

O mercado, que antes consumia cinema, passou a ditar a maneira como este deveria ser feito.

Hoje, o cinema é feito por encomenda. Estúdios investem em produtos de retorno garantido: adaptações de HQs e séries de TV, refilmagens, filmes que copiam outros filmes, com os mesmo atores, a mesma música, o mesmo estilo. No Brasil, a nova moda são comédias de estilo televisivo.

Até o chamado “cinema alternativo” sofre com isso. É só ver o fenômeno da globalização dos filmes de arte para comprovar.

Hoje, se você tirar o som de um filme argentino, por exemplo, é impossível diferenciá-lo de um filme francês ou de um sueco. Todos se parecem. A fotografia obedece à mesma estética publicitária “clean”.

As diferenças estéticas do cinema de cada país, antes tão evidentes, foram quase banidas, em prol de uma assepsia global. O cinema virou um grande saguão de aeroporto, igual em toda parte.

Até os anos 70, ir ao cinema era uma coisa especial. Você via um filme sem saber se teria chance de revê-lo. O cinema causava deslumbramento e um senso de descoberta, que foi se perdendo ao longo dos anos, com a padronização do cinema e a crescente banalização do acesso aos filmes.

Ninguém está dizendo que o acesso fácil e barato, como temos hoje, é uma coisa ruim. Claro que é fantástico dar dois cliques no mouse e baixar a obra completa de Bergman ou Kurosawa.

O ponto é outro: desde que filmes deixaram de ser feitos só para salas de cinema, algo mudou neles. E não foi para melhor.

* André Barcinski é crítico da Folha de S. Paulo. Trabalhou no jornal Notícias Populares, Jornal do Brasil e Jornal da Tarde. Foi correspondente em Nova York e Los Angeles. Autor de “Barulho”, vencedor do prêmio Jabuti de melhor reportagem de 1992, e co-autor de “Maldito – A Vida e o Cinema de José Mojica Marins, o Zé do Caixão”. Diretor de “Maldito” (2001), documentário vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Sundance.

Para ler outros textos de BARCINSKI, acesse: http://andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/

Ele não pára: vem aí, o FAROESTE de CAVI Borges

Indormido, ousado, querido e competente cineasta está em novo set…

Desde o início do mês, o cineasta e produtor Cavi Borges está com sua equipe  no município mineiro de Pains. Na agenda, as filmagens de sua nova produção, o longa FAROESTE, baseado em romance de seu amigo Abelardo.

Abelardo de Carvalho confere enquadramentos de ‘Faroeste’…

Conhecida por sua riqueza natural, as imensas jazidas de calcário, formações incontáveis de cavernas e vestígios de sítios arqueológicos fascinantes, a cidade de Pains mantém grandes histórias. Uma delas despertou atenção do cineasta Abelardo de Carvalho que em seu livro Bestiário, de 2002, narra as façanhas de personagem famoso na região. É esta história que vai chegar às telas com direção do próprio Abelardo e com a produção pra lá de bem qualificada do aguerrido CAVI.

O filme conta a vida de Luís Garcia, fazendeiro polêmico que tinha suas andanças por Pains, onde foi assassinado no início do século passado.

Cenas do filme  foram compostas por figurantes de Pains e região, incluindo imagens de procissão, missa, e o dia em que ocorre o assassinato de Luís Garcia. Além dessas, uma festa junina reuniu grande número de figurantes num dos cenários mais bonitos de Faroeste, a Fazenda Palmeiras.

Cineasta e produtor carioca, Cavi Borges já produziu, sem editais, mais de 70 filmes. Em 15 anos de carreira, o diretor/produtor carioca soma cerca de 15 longas e 64 curtas. Entre as dezenas de filmes produzidos por Cavi, estão os premiados “Riscado” e “Vida de Balconista”.

Cavi Borges e Leandro Firmino da Hora: parceria em Doc na Cidade de Deus…

Atualmente, Cavi Borges e Luciano Vidigal estão produzindo o documentário Cidade de Deus — 10 Anos Depois. O filme é sobre os desdobramentos do longa de Fernando Meirelles, apontando o que aconteceu com os atores que participaram do longa durante esse tempo, com previsão de estreia no Festival de Cinema do Rio, em setembro.

Cavi Borges e Luciano Vidigal: foco na Cidade de Deus…

Filmes vencedores do prêmio Finaliza

 O Programa Cinema do Brasil, a Associação do Audiovisual e a Cinecolor Digital divulgam os sete projetos selecionados para o Prêmio Finaliza 2012, destinado a filmes em fase de pós-produção.

São eles: Amparo, de Ricardo Domingos Pinto e Silva (FinoTrato Consumação das Imagens); Cores, de Francisco Garcia (Kinoosfera Filmes); De Menor, de Caru Alves de Souza e Tata Amaral (Tangerina Entretenimento); Life Art, de Andradina Azevedo e Dida Andrade (Filmes da Lata); Mão na Luva, de Roberto Bomtempo (Movimento Carioca); O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra (Gullane Entretenimento); e O Rio nos Pertence – Operação Sonia Silk, de Ricardo Pretti (Daza Produção Cultural).

Entre 12 e 19 de julho, durante o 7º Festival Latino-Americano, em São Paulo, os filmes serão exibidos em sessões privadas, assistidas apenas pelos membros do júri e por pessoas ligadas às diferentes áreas da cadeia produtiva audiovisual. Ao término de cada sessão, o projeto deverá ser apresentado pelo diretor ou produtor para a audiência, que fará seus comentários sobre a obra com o objetivo de contribuir para o produto final. Dentre os filmes, será escolhido um vencedor, o qual receberá serviços de laboratório no valor equivalente a R$ 99,4 mil para finalizar seu filme.

O prêmio final de R$ 99,4 mil é oferecido pela Cinecolor Digital. O valor será dividido em correção de cor, edição de som, pré mix, mix final, DCP e Cópia HDcam SR. A premiação é inspirada nas edições do Cine en Construcción, realizadas nos tradicionais festivais de Toulouse (França) e San Sebastián (Espanha).

O 7º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo acontecerá no Memorial da América Latina, Cinemateca Brasileira e Cinesesc.

Reta final de inscrições ao Festival MIMO

O festival é um evento integrado à Mostra Internacional de Música, que acontece em Ouro Preto, Olinda, Recife e João Pessoa. A programação é dividida em mostras principais e paralelas, sem caráter competitivo.

A Mostra acontece em Ouro Preto, de 30 de agosto a 2 de setembro, e em Olinda, de 5 a 9 de setembro. Os filmes são projetados em telões ao ar livre, nos pátios das Igrejas, no Mercado da Ribeira em Olinda e no Cineclube Museu da Inconfidência em Ouro Preto.

Mais informações: www.mimo.art.br.

Fotos e Vídeos do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina

O Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimonio Cultural Imaterial de América Latina (Crespial) está recebendo inscrições para o Concurso de Fotografias e Vídeos do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina, que vai premiar os melhores registros das diversas expressões do patrimônio cultural imaterial dos países latino-americanos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 19 de setembro. O regulamento e o formulário de inscrição estão disponíveis no endereço www.crespial.org.

O objetivo é criar um Banco de Fotos e Videos (BFV) do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina, para impulsionar as ações de salvaguarda em todos os países membros do Crespial: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. A participação pode ser individual ou coletiva e os prêmios variam de 2.500 a 700 dólares.

CRESPIAL
Calle Maruri S/N, 2. Piso, Complejo Kusicancha Solicitações
Cusco – Peru Solicitações
Tel. (51) 84 – 242011 Solicitações
E-mail: convocatorias@crespial.org Solicitações
gvalenzuela@crespial.org

Espaço de Arte: território de Afeto, Cinema e algo mais em Curitiba

Visita ao aconchegante Espaço de Arte, criado e coordenado por Cássia Hauari na capital paranaense, é obrigatória…

Estive em Curitiba final de maio por conta do Festival OLHAR DE CINEMA, que, em sua primeira edição, já chegou marcando presença e dizendo que veio para ficar.

Foram dias ótimos na capital paranaense, cercada de amigos queridos, vendo bons filmes, saboreando deliciosos pratos e conversando muito sobre Cinema. Que, sendo a Sétima Arte, traz todas as outras.

Curitiba tem uma arquitetura impressionantemente bela, ruas bem cuidadas e uma aura de paz que permeou toda nosssa estada por lá. E como chove na capital paranaense ! Não ficamos um dia por lá sem que a chuva deixasse de cair, farta e constante. Falo no final de maio, início de junho. Também lá já estive, em épocas de verão, e o calor reina absoluto.

Pois foi lá nesta cidade querida onde reencontrei minha amiga Sandra Zawadzki, artista plástica e cineasta, que nos acolheu (ao lado de seu companheiro, o cineasta Mello Viana) com braços e coração abertos, tornando a estada em Curitiba muito mais agradável. E inesquecível.

Foi Sandra Zawadzki quem nos apresentou outra artista curitibana, a incrível Cássia Hauari, misto de deliceza, sensibilidade, hospitalidade e simpatia que cativam à primeira vista.

Aurora, André Costa e Sandra Zawadzki: encontro feliz na noite curitibana…

Sandra e Cássia são irmãs de alma, inspiradas artífices do melhor tom e da mais fina harmonia, buscando a beleza das pequenas coisas; afetivas em gestos triviais; doces e envolventes, sem fazer esforço algum.

Solícitas, foram amigas e anfitriãs do mais alto quilate. Levaram-nos para um excepcional point da noite curitibana – o restô espanhol  Pata Negra -, onde jantamos pratos deliciosos e refinados, como o salmão ao molho de manga e arroz de castanhas e amêndoas que eu pedi – ai, delícia, assim eles me matam !

E na segunda foi a vez de nos convidarem a conhecer o Espaço de Arte, depositário de todos os sonhos e concretudes artísticas de Cássia Hauari, um lugar delicadamente belo, sensivelmente artístico e afetuosamente magnético.

Ali, eu, André Costa, e nossas amigas Fabíola Rodrigues e Fabiana Silveira, passamos uma inesquecível segunda-feira, debaixo de uma chuva torrencial, mas nem ela tornou frio aquele dia pleno de carinho, arte, cultura e valiosa troca de saberes.

No ESPAÇO DE ARTE, há lugar e boa vontade pra acolher toda forma de Arte, qualquer forma de expressão artística.

Cássia Hauari faz Especialização em Arte-Educação, mas de uns anos pra cá, é fascinada por Cinema. Conta isso com um brilho contagiante nos olhos. O sonho maior que ela acalenta agora é levar o cinema pra dentro de seu Espaço de Arte, onde já há uma sala bacana e bem equipada. As cadeiras são de um antigo cinema de Curitiba. Ela só queria assim. E foi atrás num antiquário até descolar as históricas cadeiras para seu Espaço.

Indormida, Cássia aproveitou a realização do Festival OLHAR DE CINEMA e participou de oficinas e do Seminário de Cinema Contemporâneo. Ficou encantada com as aulas do professor Hernani Heffner e conseguiu levar uma porção de amigos a fazer o curso junto com ela. E foi lá, num dos debates do festival, que Cássia conheceu o jovem cineasta/ator/produtor e professor da UEPB, André da Costa Pinto, e encantou-se com as palavras do diretor.

Sei bem o que é isso e o quanto a fala de André tocou Cássia. Eu também fui tocada de imediato pela força, ousadia e destemor deste guri paraibano quando o conheci em São Luís, há alguns anos, numa edição do Festival Guarnicê de Cinema, comandado por Euclides Moreira Neto.

André da Costa Pinto é assim: um vulcão derramando ideias, sensibildiade, ousadia e afetividade por todos os poros. Impossível não se contaminar.

E foi por isso que aconteceu nossa ida ao ESPAÇO DE ARTE. Cássia Hauari encantou-se com André e seu inventivo e prolífico festival de cinema, o COMUNICURTAS, que a UEPB realiza desde o início, e chega este ano à sétima edição. Cássia ficou tão empolgada com as histórias de André da Costa Pinto que já agendou visita à UEPB pro início de julho: quer conhecer de perto a Reitora Marlene Alves (que vem realizando um trabalho importante, pioneiro, e fundamental em defesa da Educação e da Cultura em Campina Grande) e entender melhor como André consegue realizar o festival em Campina e mobilizar tanta gente, seja da cidade, da Paraíba, ou dos quatro cantos do país.

Porque Cássia Hauari também pretende fazer um festival de cinema e quer que ele seja tão imponente, pulsante e aglutinador como o ComuniCurtas idealizado por André.

Por isso, levou André para conhecer seu espaço e conversar com seus parceiros de jornada e de ideias sobre a experiência dele em Campina Grande.

Este AURORA DE CINEMA acompanhou tudo de perto e pode garantir que, nasceu ali, naquele dia chuvoso em Curitiba, tendo como cenário o ESPAÇO DE ARTE, uma vigorosa semente audiovisual. Daquele Encontro, artístico, afetuoso e eloquente, comandado por Cássia Hauari, vai germinar o benfazejo fruto de uma nova aurora cinematográfica.

E como se não bastasse toda a alegria e os fluidos mágicos proporcionados por este encontro, no qual Sandra Zawadzki tem contribuição relevante, Cássia ainda nos brindou com um inigualável almoço nas dependências de seu convidativo ESPAÇO DE ARTE. Detalhe: o cardápio, de extremo bom gosto, foi todo elaborado pela própria Cássia, bem como a decoração do ambiente. Há ainda que citar, em negrito, a competência de seu corpo funcional, onde se destaca sua filha Thaíse Hauari, sendo o lugar comum inevitável: a garota é bela, simpática e tão boa anfitriã quanto a mãe -, responsável por um plantel de refinadas sobremesas.

Cássia e Thaíse Hauari: unidas pela Arte, sintonizadas pela afetividade…

Afe ! Foi pra lá de Demais esta visita ao ESPAÇO DE ARTE Cássia Hauari.

Deliciosa e inconfundível sobremesa de banana by Thaíse Hauari: manjar dos deuses…

E olhe que os gentis funcionários ainda nos brindaram com a sonoridade irretocável de  Tim Maia, Jorge Ben Jor e HERBERT VIANNA… não queriam que eu saísse de lá… Benza Deus !

A Cássia Hauari e sua Thaíse, e a nossa estimada Sandra Zawadzki, toda a nossa gratidão e apreço, com um comovido PARABÉNS pelo muito que vem investindo em Arte & Cultura, e pela certeza de que muito ainda farão.

E o desejo AURORA DE CINEMA de que o ESPAÇO DE ARTE prossiga sua trajetória de êxito e possa alargar seu raio de ação, firmando-se também como um espaço de Cinema, para o cinema, pelo Cinema e com o Cinema.

SARAVÁ !!!

Anima Mundi: Duas décadas, Homenagem a Marão, e novo filme de Chico Liberato

Anima Mundi completa 20 anos e prepara edição especial

A nova animação de Chico Liberato, Ritos de Passagem

No ano em que completa 20 edições, o Anima Mundi – criado em 1993 por Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães – tem motivos de sobra para comemorar. Além de estar entre os três maiores festivais do gênero, também pode ser considerado o principal motor para a radical evolução alcançada pelo mercado brasileiro neste período. Hoje, o festival ostenta ainda outro título: entrou para o seleto grupo de festivais qualificados para indicação ao Oscar de curta-metragem de animação.

A 20ª edição do Anima Mundi vai acontecer de 13 a 29 de julho, entre Rio de Janeiro e São Paulo, e contará com 448 filmes selecionados (80 brasileiros) de um total de 1.623 inscrições.

Países como França, Alemanha, Japão, Polônia, Portugal, Estados Unidos, Suíça, Dinamarca, República Tcheca e os estreantes Síria e Tunísia, estarão representados nas telas do festival, que ocupará as dependências do Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil, Oi Futuro, Odeon, Arteplex e Memorial da América Latina (São Paulo).

Entre os convidados internacionais, o festival receberá PES, apelido do americano Adam Pesapane, famoso por animar objetos cotidianos com humor e ironia, em curtas como “Roof Sex” e “Spaghetti Western”. A inglesa Sarah Cox vem falar sobre um longa feito com a colaboração de centenas de crianças do mundo inteiro, e Roger Horrocks fará uma palestra especial sobre o neozelandês Len Lye, morto em 1980 e ainda muito citado em trabalhos contemporâneos.

As já tradicionais oficinas gratuitas do Espaço Aberto estão garantidas no Rio e em São Paulo. Através delas, crianças e jovens podem ter o primeiro contato com técnicas como Stop Motion (na oficina de massinha), Desenho Animado, Zootrópio, Areia, Pixilation e Película. Uma nova atração promete chamar a atenção: a oficina 12I, uma espécie de zootrópio moderno, com tablets que serão animados pelo público. Assim como todas as oficinas, as sessões infantis – todas dubladas especialmente para o Anima Mundi – terão entrada franca.

Para comemorar o aniversário de 20 anos, além de uma sessão retrospectiva com premiados de diversos anos, o festival preparou uma exposição inédita para celebrar a data. A partir de 9 de julho, a Anima Mundi Memória ocupará o Monumento a Estácio de Sá, no Aterro do Flamengo. Em parceria com a Universidade Estácio de Sá, administradora do local, a mostra vai apostar na tecnologia e na interatividade.

O visitante poderá explorar o conteúdo exclusivo através de tablets, painéis informativos, fones de ouvido e computadores. A ideia é exibir trechos, filmes, fotos e histórias do festival, além de celebrar todos os países por onde o Anima Mundi já passou. A concepção é do cenógrafo Jair de Souza, que ainda recuperou o projeto original do local, assinado por Lúcio Costa.

MARÃO, o incrível animador carioca, vai receber justa homenagem… Saravá !

A data redonda inspirou também a escolha do homenageado do ano: o animador carioca Marão, figura muito presente em todas as últimas edições do evento, seja como diretor de filmes concorrentes – e premiado diversas vezes – ou mesmo ao incorporar a função “agitador cultural”, recebendo animadores brasileiros de outros estados para os dias de exibição. Ele, inclusive, sempre reafirma que entrou para a profissão por conta do Anima Mundi.

O festival tem importância fundamental na carreira de toda uma geração de profissionais brasileiros. Carlos Saldanha – que alcançou intensa projeção ao dirigir o sucesso “Rio” e a franquia “A Era do Gelo” – sempre prestigiou o evento e foi a estrela de um Papo Animado no ano passado. Desta vez, propôs a criação de um prêmio, bancado por ele, para a melhor animação nacional. O Prêmio Carlos Saldanha se junta ao Prêmio de Aquisição do Canal Brasil, parceiro fiel do Anima Mundi.

Rodrigo Teixeira é outro brasileiro que se projetou recentemente em uma bem-sucedida carreira internacional. Há uma década trabalhando com efeitos especiais em Hollywood, ele consta nos créditos de longas como “O Dia Depois de Amanhã”, “Alice”, “Sin City”. e do grande vencedor do Oscar 2012, “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese, em que assina como diretor de efeitos visuais. Rodrigo virá ao evento falar sobre o uso do 3D nas animações.

Além dos jovens, o Anima Mundi 2012 vai exibir, com exclusividade, Ritos de Passagem, o primeiro longa de Chico Liberato, veterano animador baiano. Na mostra competitiva, está “Brichos 2″, em que o gaúcho Paulo Munhoz retoma os personagens e o universo do primeiro filme. Reflexo da excelente fase da animação brasileira, a programação do Anima Mundi também comemora a ampliação do Fundo Setorial do Audiovisual na abertura do Anima Fórum, que acontece entre 17 e 20 de julho, no Rio.

A quinta edição do Anima Fórum começará com palestra de Glauber Piva, diretor da Ancine, que explicará a nova composição do Fundo Setorial do Audiovisual e sua imensa repercussão na produção nacional de conteúdo para TV e cinema. Os desdobramentos do FSA também serão debatidos por animadores (Luis Bolognesi e Marta Machado), e representantes do BNDES e da TV Cultura.

As estratégias de marketing para filmes de animação serão abordadas em palestras de Mark Shapiro, da produtora Laika, e do americano Ron Diamond, que vai esmiuçar os mecanismos de escolha do Oscar para o prêmio do Melhor Curta de Animação. Afinal, 2012 será o primeiro ano em que o Anima Mundi poderá habilitar filmes para a mais célebre premiação cinematográfica mundial.

Membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Diamond promete ensinar o caminho das pedras para entender os critérios usados nas escolhas dos indicados ao Oscar e assim aumentar as chances de um filme ser selecionado. Uma sessão especial, na mostra de filmes, terá os curtas premiados e outros que poderiam ter recebido a estatueta, mas que estratégias erradas acabaram não conduzindo ao desfecho esperado.

Já Shapiro vai focar em marketing e gerenciamento de marcas, numa palestra que mostrará trechos de bastidores inéditos de “Coraline” e “Para Norman”, que chegará aos cinemas ainda este ano. Outra mesa que também vai focar no mercado é a Animateens – Animando para Crianças e Adolescentes. Sarah Cox, diretora do longa “The icht of golden Nitch” – feito em parceria com dezenas de crianças e jovens – se juntará a Peter Hastings (“Kung Fu Panda”) e Kiko Mistrorigo (“Peixonauta”) para falar sobre os desafios da produção para esta faixa de público, cada vez mais conectada e exigente.

Como é de praxe, o Anima Mundi sempre apresenta animadores que optaram por um caminho mais experimental. É o caso de PES, apelido do americano Adam Pesapane, famoso por animar objetos cotidianos com muito humor e ironia, em curtas como “Roof Sex” e “Spaghetti Western”. Em sua Master Class, ele pretende fazer da palestra uma divertida aula de culinária, animando objetos e alimentos nunca antes usados em filmes do gênero.

Em outra palestra, Jay Grace – diretor de animação de “Pirates” – vem contar porque a produtora Aardman é uma referência internacional para filmes em stop motion. Fechando o Fórum, uma mesa-redonda receberá membros de três importantes Escolas de Animação mundiais (Animation Workshop, Bristol Animation School, Brigham Young University) para apresentar seus currículos e propostas pedagógicas.

A edição 2012 do festival vai ainda resgatar a obra seminal de Len Lye, animador neozelandês que influenciou bastante a nova geração de artistas gráficos. Roger Horrocks, biógrafo do diretor, dará um Papo Animado sobre seu trabalho e uma sessão especial com filmes de Lye completará a homenagem.

O 20º Anima Mundi acontece de 13 a 22 de Julho, no Rio, no Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil, Odeon, Oi Futuro, Arteplex e Monumento a Estácio de Sá. E em São Paulo, de 25 a 29 de Julho, no Memorial da América Latina.

Programação completa: www.animamundi.com.br.

Os Selecionados do BIFF, que acontece em julho

Durante dez dias, Brasília vai receber alguns dos mais comentados filmes do circuito cinematográfico internacional. O BIFF – Brasilia International Film Festival realiza sua primeira edição, entre 13 e 22 de julho, oferecendo Mostra Competitiva com 12 títulos e importantes mostras paralelas.

Anna Karina vai estar presente e ganha mostra especial…

A cidade irá acolher diretores de países como Macedônia, Albânia, Chile, EUA, Emirados Árabes e Inglaterra, e ainda contar com a presença da atriz e cantora Anna Karina, a mais emblemática do cinema francês da década de 1960, protagonista de diversos filmes da Nouvelle Vague, que fará o show de abertura na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

O I BIFF irá acontecer no Teatro Nacional Cláudio Santoro – Salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno – e nas quatro salas do circuito do Cine Cultura Liberty Mall. Terá Mostra Competitiva, com prêmios de US$ 10 mil por categoria, a Retrospectiva Anna Karina (com a exibição de seis títulos protagonizados pela musa de diretores como Jean-Luc Godard) e mostras como Cara Latina, Panorama África, Independente Americano e Panorama Europa, que exibirão produções inéditas no circuito comercial brasileiro.

Cara Latina será especialmente dedicada à produção de mulheres, dando relevo à presença feminina na política dos países da América Latina. Panorama África  objetiva aumentar o contato com a produção audiovisual do continente africano. Panorama Europa oferece oportunidade de entrada do novo cinema europeu no mercado cinematográfico brasileiro. E Independente Americano pretende dar visibilidade a realizadores que têm renovado a linguagem, com uma grande diversidade de expressão audiovisual.

As mostras serão acompanhadas de debates importantes, como o que trará a Brasília o norte-americano Andrew Houchens, coordenador de projetos especiais da IFP – Independent Filmmaker Project, notável fundação de apoio à realização de filmes independentes nos Estados Unidos. A programação ainda terá palestras e encontros com realizadores. 

FILMES DA MOSTRA COMPETITIVA

UNA NOCHE – USA/CUBA/INGLATERRA, 2012, 90 min
Direção: Lucy Mulloy
Com: Dariel Arrechaga, Anailín de la Rúa de la Torre, Javier Núñez Florián
PREMIADO NO FESTIVAL DE BERLIM EM 2012 E PRÊMIOS DE MELHOR DIREÇÃO, ATOR E CINEMATOGRAFIA NO TRIBECA FILM FESTIVAL.

A MULHER QUE ESCOVOU SUAS LÁGRIMAS – The Woman who brushed off her tears – MACEDONIA/BELGICA/ALEMANHA/ESLOVÊNIA, 2012, 103 min
Direção: Teona Miteveska
Com: Victoria Abril, Labina Mitevska, Jean Marie Galey

HABIBI – EMIRADOS ÁRABES/PALESTINA/HOLANDA/USA, 2011, 78 min
Direção : Susan Youssef
Com: Kais Nashif, Sami Said, Yosef Abu Wardeh, Najwa Mubarki, Maisa Abd Elhadi, Firas Nour
Primeira ficção filmada em Gaza em 15 anos. Uma história de amor proibido. .
PRÊMIO DE MELHOR FILME, MELHOR ATRIZ E MELHOR EDIÇÃO NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE DUBAI E O CÂMERA NOVO, DO FESTIVAL CINEMA NOVO DE BRUGGE.

THE LONELIEST PLANET – USA/ALEMANHA, 2011, 113 min
Direção: Julia Loktev
Com: Gael Garcia Bernal, Hani Furstenberg, Bidzina Gujabidze
GRANDE PRÊMIO DO JURI DO AFI FEST, DE LOS ANGELES, GOLDEN TULIP DO FESTIVAL DE ISTAMBUL E O GOLDEN LADY DO LAS PALMAS DE GRAN CANARIA INTERNATIONAL FILM FESTIVAL.

BEL AMI – O SEDUTOR – BEL AMI – FRANÇA/CALIFORNIA, 2012, 102 min
Direção: Declan Donnelan e Nick Ormerod
Com Robert Pattinson, Uma Thurman, Kristin Scott Thomas, Christina Ricci
Bel Ami é um filme de 2012, estrelado por Robert Pattinson e Uma Thurman, com roteiro baseado em livro homônimo, escrito por Guy de Maupassant em 1885. 

ANISTIA – Amnesty – ALBÂNIA/GRÉCIA, 2011, 83 min
Direção: Bujar Alimani
PRÊMIO NO BERLINALE FORUM 2011 E PRÊMIO ESPECIAL DO JURI – FIPRESCI AWARD.

AUSÊNCIA – Without – USA, 2012, 87 min
Direção: Mark Jackson
Com: Joslyn Jensen, Ron Carrier
Numa remota e arborizada ilha do Pacífico, uma jovem mulher tornar-se cuidadora de um homem em estado vegetativo. 
VENCEDOR DO FILM INDEPENDENT SPIRIT AWARDS 2012, PRÊMIO DE MELHOR DIRETOR NO FESTIVAL THESSALONIKI E MELHOR ATRIZ EM MAR DEL PLATA.

REPORTED MISSING – ALEMANHA, 2012, 86 min
Direção: Jan Speckenbach
Com: André M. Hennicke, Luzie Ahrens, Sylvana Krappatsch, Jenny Schily
Martha, uma adolescente de 14 anos, desaparece de um dia para o outro. GRANDE PRÊMIO NEW TALENT COPENHAGEN INTERNATIONAL FILM FESTIVAL.

AVALON – SUÉCIA, 2012, 76 min
Direção: Axel Petersén
Com: Johannes Brost, Peter Carlberg, Léonore Ekstrand
Os anos 80 não acabaram para Janne. VENCEDOR DO FIPRESCI PRIZE FOR BEST FIRST FEATURE IN TORONTO. 

O ANO DO TIGRE – CHILE, 2011, 82 min
Direção: Sebástian Lelio
Com: Luis Dubó, Sergio Hernández
O devastador terremoto do Chile, de 27 de fevereiro de 2011, inadvertidamente converte Manuel de prisioneiro em fugitivo. PRÊMIO DO JURI DO FESTIVAL DE LOCARNO 2011

HOJE – Tey – FRANÇA/SENEGAL, 2012, 86 min
Direção: Alain Gomis
Com: Saül Williams, Aïsa Maïga, Djolof M’bengue, Anisia Uzeyman
Hoje é o último dia de sua vida. Ele sabe que isso é verdade mesmo que ele seja forte e saudável.

KAWBOY – HOLANDA, 2012, 81 min
Direção: Boudewijn Koole
Com: Rick Lens, Loek Peters, Susan Radder, Ricky Koole
MELHOR FILME DA MOSTRA GENERATION, DE BERLIM, 2012; PRIX DE LA VILLE DE SAINT-QUENTIN NO CINEJEUNE, APRIL 2012, E ‘UNICEF AWARD’ NO BAFICI, BUENOS AIRES INTERNATIONAL FILM FESTIVAL, APRIL 2012.

HOMENAGEM À ANNA KARINA 

A mostra Retrospectiva Anna Karina irá exibir seis títulos dentre os mais importantes da carreira da estrela. A dinamarquesa Hanne Karin Bayer virou Anna Karina por sugestão da célebre estilista francesa Coco Chanel. Na época, era recém-chegada de Copenhagen, de onde fugira ainda adolescente, pedindo carona na estrada, por conta de conflitos com os pais. Ao conhecer Coco, quando era modelo da revista “Elle”, ela lhe previu um grande futuro. O prognóstico estava certo, mas não foi como modelo que Anna Karina alcançaria a fama.

Além de se tornar a grande musa de Jean-Luc Godard, foi – apesar de Jeanne Moreau, Jean Seberg e Brigitte Bardot – a atriz mais luminosa e emblemática do cinema francês dos anos 60.

Foi vendo Anna Karina num comercial de sabonete que Godard se interessou por ela. Ficaram casados durante sete anos, fizeram sete longas-metragens e o único episódio realmente memorável de “A Mais Velha Profissão do Mundo”. Uma parceria fecunda que rendeu obras-primas como “Viver a Vida”, “Pierrot, le Fou” e “Alphaville”, além dos adoráveis “Uma Mulher é uma Mulher”, “O Pequeno Soldado”, “Band à Part” e “Made in USA”. Foi, sem dúvida, a melhor e mais inspirada fase da obra godardiana. Poucas dobradinhas atriz-diretor deram origem a tantos e grandes filmes.

Também foi a melhor fase da extensa filmografia de Anna Karina, que, por sinal, trabalhou com outros grandes diretores – como Luchino Visconti (“O Estrangeiro”), Jacques Rivette (“A Religiosa”), George Cukor (“Justine”), Valério Zurlini (“Mulheres no Front”), Rainer Werner Fassbinder (“Roleta Chinesa”). E, claro, Serge Gainsbourg, que a dirigiu no musical “Anna” e a elegeu como uma das intérpretes favoritas de suas lânguidas canções, ao lado da mulher Jane Birkin e Brigitte Bardot.

Antes de atuar e de ser modelo, Anna Karina já gostava de cantar. Seus dotes vocais foram bem aproveitados por Godard em “Uma Mulher é Uma Mulher”, uma homenagem aos musicais hollywoodianos, e no cultuado “Pierrot, le Fou”. Na pouco vista comédia musical “Anna”, em papel feito sob medida para a cantriz, interpretou repertório de Gainsbourg. A partir deste milênio, a música passou a ocupar espaço em sua vida profissional. Foi a partir do ano 2000 que lançou seus três únicos álbuns solo: “Une Histoire d´Amour”, “Chansons de Films” e “Vilain Petit Canard”.

Mostra de Cinema de Floripa discute Distribuição

8º Encontro do Cinema Infantil discute distribuição

Falta de leis que priorizem o cinema nacional, exibidores que privilegiam o cinema norte-americano e ocupação do mercado pelas distribuidoras estrangeiras. Essas são algumas questões que impedem uma distribuição mais eficiente do cinema produzido no Brasil e vão estar na pauta do 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil, que ocorre sábado, dia 30, das 8h30 às 12h30, no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis.

Com apoio do Sindicato da Indústria do Audiovisual de Santa Catarina (Santacine), o Encontro faz parte da programação da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Participam os distribuidores Marco Aurélio Marcondes e Abrão Scherer, a diretora da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Vera Zaverucha, a Secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Santana, e a diretora Celia Catunda, que vão debater o tema Desafios Criativos: Distribuição e Conteúdo. A mediação é de Luíza Lins, diretora da Mostra. 

No Encontro, serão apresentadas algumas alternativas que vem-se mostrando eficientes. Uma delas é o edital da Ancine de distribuição internacional de cinema brasileiro, em sua quarta edição. O concurso deste ano, cujas inscrições encerraram dia 3 de junho, vai contemplar dez projetos de U$ 25 mil, sendo que US$ 15 mil são provenientes do Programa Cinema do Brasil e US$ 10 mil do Ministério das Relações Exteriores.Entre os filmes já beneficiados pela premiação em edições anteriores estão Tropa de Elite 2, distribuído na Polônia, Sonhos Roubados, na França, e Estômago, em Portugal, entre outros.

Para Marco Aurélio, “uma das questões-chave da indústria do audiovisual é colocar os filmes ‘viajando’. Exibi-los de forma sistemática mundo a fora’. Ele é um dos organizadores da Nossa Distribuidora, criada por sete produtoras que detém as maiores bilheterias do Brasil e que incluem títulos como Tropa de Elite, Dois Filhos de Francisco, Se eu Fosse Você, e Cidade de Deus. Na política da Nossa Distribuidora, é possível reduzir os custos de comercialização de filmes no mercado nacional e também colaborar para o aumento da competitividade do filme brasileiro e das empresas nacionais.
O quê: 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil
Quando: Sábado (30), das 8h30 às 12h30
Onde: Hotel Majestic. Avenida Beira-mar Norte, 2.746, Centro, Florianópolis.
Quanto: Gratuito

Inscrições para documentários latino-americanos

O portal CurtaDoc (www.curtadoc.tv), primeiro catálogo brasileiro de documentários curtas-metragens na internet, amplia seu acervo para a América Latina.
 
A partir de agora, realizadores de todo o continente latino-americano podem inscrever gratuitamente suas produções no portal e participar de uma seleção para um programa de televisão exibido no Brasil. São aceitos documentários com duração de até 30 minutos, sem restrição de época, temas ou formatos de captação.
 
O CurtaDoc é uma realização da Contraponto (www.contraponto.tv), produtora de Florianópolis (SC). O projeto começou como um programa de televisão para o canal educativo SESCTV (www.sesctv.org.br) revelando uma seleção representativa do curta-metragem brasileiro no gênero documentário. A série semanal, no ar desde outubro de 2009, terá sua terceira edição dedicada a produções latino-americanas.
 
O catálogo CurtaDoc conta atualmente com 805 filmes produzidos nos últimos 50 anos, os quais podem ser assistidos na íntegra, e servem como fontes de pesquisa para realizadores, pesquisadores, professores, estudantes e interessados. O regulamento e a ficha de inscrição são bilíngues (português/espanhol) e estão disponíveis no portal.
 
Para inscrever seu curta, o realizador deverá disponibilizar um link do filme num site de compartilhamento (YouTube, Vimeo, etc). Os documentários inscritos estão sempre em avaliação pela curadoria do CurtaDoc para participar de séries para televisão, mostras e festivais latino-americanos.
Na web, o CurtaDoc foi lançado em junho de 2011 durante o FAM – Festival Audiovisual Mercosul, em Florianópolis. O acervo de curtas tem como objetivo estimular ainda mais a discussão sobre a cultura do documentário e o espaço de exibição, potencializando o acesso aos filmes.
 
A ampliação da coleção propiciará o mapeamento da produção latino-americana e a criação de uma rede de realizadores do continente.
 
CONTATO — Kátia Klock  •  direção 
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