Bortolotto e Juliano Cazarré no filme ‘Augustas’, que estreia em São Paulo

FILME do jornalista FRANCISCO CESAR FILHO é baseado em livro de Alex Antunes

A Estratégia de Lilith é o livro cult do jornalista Alex Antunes,  no qual Chiquinho César Filho se baseou para realizar AUGUSTAS. O filme marca a estreia deste premiado Francisco César Filho na direção de longas e será exibido pela primeira vez em São Paulo no próximo sábado, às 21h, no Memorial da América Latina

O filme narra momentos da vida de um jornalista morador da Rua Augusta, que demitido de seu emprego e de seu relacionamento com a chefe e amante, se embrenha em inusitados universos urbanos: o da prostituição e o dos rituais neo-xamânicos de transe. Em busca das respostas para suas angústias, ele desperta uma voz feminina que passa a aconselhá-lo. E, de quebra, desestrutura completamente seu modo masculino e oportunista de ver o mundo, levando-o a procurar outro tipo de compromisso, mágico e espiritual.
 
Retratando personagens que transitam, vivem e/ou trabalham na Rua Augusta, o longa é rodado majoritariamente naquela via paulistana.  Na trilha sonora, clássicos do underground paulistano dos anos 1980/1990,de autoria de Akira S e As Garotas Que Erraram, Fellini, Mercenárias, Patife Band e Shiva Las Vegas.

Mário Bortolotto, grande ator e dramaturgo paulista, protagoniza Augustas


Alex, o protagonista de AUGUSTAS, é interpretado pelo dramaturgo e ator Mário Bortolotto, vencedor do prêmio APCA pelo conjunto da obra e do Prêmio Shell de melhor autor pelo texto “Nossa Vida Não Vale um Chevrolet”.
 
O elenco é composto por nomes da nova geração do teatro e do cinema, como Caroline Abras (considerada a “Chlôe Sevigny brasileira”, duplamente premiada como melhor atriz no Festival de Gramado, pelos curtas “Perto de Qualquer Lugar” e “Alguma Coisa Assim”), Georgina Castro (do longa “O Céu de Suely” e da peça “Porão”), Guta Ruiz (da série televisiva “Alice” e dos longas “Bruna Surfistinha”, “Fim da Linha” e “Nossa Vida Não Cabe Num Opala”) e Maíra Chasseraux (do filme “Onde Andará Dulce Veiga”).

 
O premiado Milhem Cortaz (dos filmes “Tropa de Elite” e “Carandiru”) e a veterana Selma Egrei (musa dos filmes de Walter Hugo Khouri) são atores especialmente convidados, e o elenco conta ainda com Henrique Schafer (indicado ao Prêmio Shell de melhor ator em 2005 por seu papel na peça “O Porco”), Juliano Cazarré (da novela “Avenida Brasil” e dos filmes”Meu Mundo em Perigo”, “Febre do Rato” e “A Festa da Menina Morta”), Ziza Brisola (criadora da Cia. Linhas Aéreas) e Phedra de Córdoba, um famoso travesti cubano, naturalizado brasileiro, que atua no teatro paulistano.

O diretor Francisco César Filho é jornalista e autor de diversos curtas-metragens documentais com premiações internacionais e exibidos em prestigiados festivais, como Roterdã, Locarno e Nova York.
 
Augustas tem direção de fotografia de Aloysio Raulino (do filmes “O Prisioneiro da Grade de Ferro”, “Serras da Desordem” e “FilmeFobia”), direção de arte de Rafael Ronconi (dos longas “Antônia” e “Cidade dos Homens”) e produção executiva de Eliane Bandeira (de “A Concepção” e “Meu Mundo em Perigo”).
 
O filme é realizado pela Anhangabaú Produções, empresa responsável por “Meu Mundo em Perigo” (de José Eduardo Belmonte), vencedor de três prêmios no último Festival de Brasília, pelos curtas “Carmem e Leão” e “O Sonho de Tilden” (este selecionado para o É Tudo Verdade 2008) e pelos longas em finalização “Se Nada Mais Der Certo” (também de Belmonte) e “Dom Quixote do Araguaia”, de Erika Bauer. A produtora roda, no segundo semestre, o aguardado Tropicália, longa de Ana Oliveira e Francisco César Filho. 

A Estratégia de Lilith

Recebido pela crítica como sendo “puro transe autobiográfico”, o livro A Estratégia de Lilith (Conrad Editora, 2001) transita entre a reportagem e a ficção pop, descortinando universos urbanos do sexo, do transe e da magia. Entre as influências da obra estão Raymond Chandler, Plínio Marcos e Carlos Castañeda.

 
Crivado de pequenas referências pop, musicais, cinematográficas, literárias e religiosas (Serge Gainsbourg, Jean-Luc Godard, Philip K. Dick, J.D. Salinger, Aleister Crowley), que de alguma maneira agregam fragmentos a um sentido maior e inesperado, A Estratégia de Lilith é o primeiro livro de Alex Antunes, que dirigiu a revista Bizz, criou a revista Set e escreveu para os cadernos de cultura da Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e Veja, entre outras publicações. Antunes tabém é músico (Akira S & As Garotas Que Erraram e Shiva LasVegas, entre vários projetos), compositor (de “Atropelamento & Fuga”, gravada por Skowa & A Máfia) e produtor de mais de uma dezena de álbuns, como a coletânea “Não São Paulo”, documento do pós-punk paulistano, e os tributos a Arnaldo Baptista (“Saguinho Novo”) e a Luiz Gonzaga (“Baião de Viramundo”).  

O diretor Francisco César Filho 

Francisco César Filho é cineasta, curador, diretor de televisão, coordenador de workshops, dj e assessor de comunicação. Estudou Cinema e Filosofia na Universidade de São Paulo e recebeu, em 1993, Bolsa Intercultural para Cinema e Vídeo das fundações norte-americanas Rockefeller e MacArthur.

 Chiquinho, como é chamado pelos muitos amigos, lança o primeiro longa…


É diretor, roteirista e produtor de um dos principais títulos da chamada Primavera do Curta-Metragem Brasileiro: Rota ABC (1991), documentário sobre a juventude da periferia industrial de São Paulo. Melhor curta no Festival de Brasília e vencedor de prêmio especial do júri no Festival de Oberhausen (Alemanha), o filme foi selecionado para os festivais de Locarno, Roterdã e Nova York – as três mais prestigiosas vitrines internacionais do cinema autoral. Integrou ainda a retrospectiva Cinema Novo and Beyond,  organizada no MoMA de Nova York em 1999.
 
A filmografia de Francisco César Filho inclui ainda o documentário digital “VinteDez” (2001), co-dirigido com Tata Amaral, e os curtas-metragens “Poema: Cidade” (1986, melhor filme no Guarnicê de Cine-Vídeo), “Queremos as Ondas do Ar!” (1986, melhor curta na Jornada da Bahia, grande prêmio do júri no Festival de Oberhausen), “Hip-Hop SP” (1990, melhor filme para a juventude no Festival de Brasília), “Zona Leste Alerta” (1992, melhor documentário no Festival de Santiago), “A Era JK” (1993, da série Panorama Histórico Brasileiro, prêmio da crítica no Festival de Brasília) e “Mooca, São Paulo”, 1996 (seqüência inicial do longa Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral). Em 1993, o Festival de Cingapura organizou uma retrospectiva completa de sua obra. Augustas é seu primeiro longa-metragem. 

Serviço:

Exibição do filme AUGUSTAS, de Francisco César Filho

Quando: 14/julho, sábado, 21h

Local:  Memorial da América Latina

Entrada Franca

** 7o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

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