Arquivo do dia: 15/07/2012

Para o mano João, no dia do seu Aniversário…

MOSAIC Valentiano

                                                                * poema de Aurora Miranda Leão


Uma vida com muito antivírus
Sem hackers e longe de spans 
Com muitas adesões
E adições que valham a lida

Sejam muitas e prolíficas as mensagens
Na auto-estrada da informação
Gerando um banco de dados
Multimídia e sem logoff
Onde o acesso dedicado seja prazeroso
Incluindo bitmaps diversos
E drivers com conectividade segura
A muitos gigas de emoticons
E muito mais de um Tera de HD
Para acolher trocentos mis
Downloads gratuitos

Que o boot esteja sempre em alta
Permitindo um buffer capaz
De criar e comandar
Seu próprio domínio
Digitando com frequência
Apenas grabbers felizes

Que o host hospede sempre
O bom, o bem e o belo
Criando hiperlinks de alegria
Que armazenem os melhores
Arquivos com facilidade
E gerem interfaces com novos browsers
Aprimorando sua memória
Em PDF ou versão HTML

Seus arquivos sejam amplos
E o cluster mantenha sempre o melhor tamanho
Com fácil conexão a qualquer programa
Sem invasores ou crackers
Daqueles de travar discos rígidos
E destrambelhar o mouse
Ou estancar a bateria do LAP
Seja em windows, linux ou
Qualquer sistema a aderir
E o login seja sempre seguro

Eu e meu mano João: cancerianos típicos e sintonizados…

Que a vida da memória seja vasta e fértil
Com kermits de acesso tranquilo
Chips múltiplos, de grande alcance
E o upgrade se faça sem depender de JavaScript
Com doçura e persistência
Com longo prazo de validade.

João Valente, companheiro querido, e Aurora Miranda Leão: irmanados na Poesia…

Uma peça para aplaudir de pé…

Tirei uma tarde de quarta, deixei os compromissos com a escrita de lado, botei um vestido e uns colares, salpiquei umas gotinhas de perfume, e marquei com uns amigos. Fomos assistir a uma peça de teatro, em cartaz no Sesc Iracema, ali vizinho ao Dragão do Mar.
Um lugar para ficar em pé é o nome do espetáculo e, de fato, quase ficamos em pé, tamanho era o público que resolveu fazer o mesmo que eu e meus amigos: sentar para ver, ouvir e conhecer mais teatro. Em cena, alunos da primeira turma do recém-criado Bacharelado em Artes Cênicas da Universidade Federal do Ceará, ou, como é melhor dito por eles, primeira turma de Teatro do Instituto de Cultura e Arte da UFC, o ICA/UFC.


Pois bem, é o próprio professor que assina a montagem do espetáculo, o chileno Hector Briones, que explica o trabalho como um exercício. Tem razão: Um lugar para ficar em pé é mesmo um exercício cênico, baseado nas obras-primas do clássico Samuel Beckett, romancista e dramaturgo irlandês, um dos mais emblemáticos dramaturgos do Teatro Contemporâneo. Mas cabe ressaltar: Que poderoso exercício !

Fiquei tão bem impressionada com o que vi que preciso dizer isso em público. E contribuir, ainda que de forma singela, com um possível aumento de espectadores na plateia deste grupo coeso e vontadoso que atua e se desfolha em muitas cenas e personagens para tornar crível, dramático, intenso e aplaudível este Um lugar para ficar em pé.
Há muitos anos não via na cena teatral de Fortaleza atores com tanta gana de estar em cena, tanta entrega ao ofício e tão salutar capacidade expressiva. Não vou destacar nenhum nome em especial, embora haja momentos onde um ou outro ator se sobressaia. Porém, um dos grandes trunfos do trabalho desta turma do ICA/UFC é justamente ter realizado seu ofício com este sentido de grupo, de coletividade. Em Um lugar para ficar em pé todos os atores tem iguais chances de mostrar seu potencial e expressar-se na plenitude de sua disciplina e vocação, valendo-se de um texto inquietante e voraz, dentro de um conjunto cênico harmonioso para o qual cooperam, na mesma medida, a luz, o som, a dramaturgia, a composição espacial, o figurino, a encenação. E é isso o que se espera de um espetáculo que chega ao palco como exercício de formação de uma turma estudante de teatro: ninguém mais, nenhum menos, todos juntos, de braços e emoções dadas, atuando em prol do sentido maior, qual seja a expressão pretendida para o texto escolhido conforme uma direção que se dedicou para criar um espetáculo coeso, forte, importante e necessário para quem quer começar (ou prosseguir) fazendo teatro, e fazendo bem, na certeza de que cada um, com suas potencialidades, senões, somas e verdades é um pilar fundamental para a construção do trabalho ofertado ao público. E o público tem entendido isso, felizmente. Se a estreia foi boa, a apresentação seguinte derrubou a mística de que ‘o segundo dia é péssimo’.

O exercício teatral dirigido por Briones é uma tragicomédia com momentos de riso intenso e outros de reflexão, introspecção, questionamentos existenciais densos, como sói acontecer com a profunda e marcante dramaturgia de Samuel Beckett. A atuação dos atores fornece ao espectador todas essas nuances de intenção, torna-se crível e promove adesão, e isto é alicerce para um espetáculo tornar-se consistente. Ademais, a boa performance dos atores insere-se num contexto onde tudo funciona bem: a composição tempo-espaço é plausível, a iluminação acentua gestos e expressões quando esta é a intenção do texto, bem como sublinha outros tantos onde o riso da plateia acontece instantaneamente. A trilha – e que trilha magnífica ! – é de uma beleza intensa, emoldurando os quadros nos quais a dramaturgia se costura em volteios de sensibilidade, intensidade, gestos, expressões, e figurinos colaboradores para a atmosfera a ser alcançada no desenrolar do espetáculo. Portanto, estão de PARABÉNS todos os que estão em cena – e são 15 atores, se a memória não me trai -, o professor-diretor Hector Briones, o operador de luz, e toda a equipe que ajudou  a construir este exercício-espetáculo em cartaz no SESC Iracema, em Fortaleza, o qual ainda este mês sobe ao palco do Theatro José de Alencar.

UM LUGAR PARA FICAR EM PÉ é bem mais que um exercício para ajudar a formar grandes atores. É um Espetáculo de Exercício que merece ser visto, aplaudido e recomendado, como o faz agora este AURORA DE CINEMA referendando este belo, instigante, criativo e vigoroso espetáculo teatral ao qual aplaudimos de pé.

De tal modo ficamos impressionados com Um Lugar para Ficar em Pé que bateu imediata vontade de voltar à cena e pisar de novo no palco, tanta é a capacidade instigadora dos atores postos em cena e tal é a intensidade da magia que assola os que já foram mordidos pelo ‘cupim’ do Teatro: o bichinho invasivo e imortal vai crescendo por dentro, incansável, atento e indormido, e, diante de um espetáculo com poder de arrebatar, ele surge, mais uma vez, forte, pulsante, contaminando e bradando: “é lá que eu quero estar, o palco também é meu lugar !”

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO
UM LUGAR PARA FICAR EM PÉ

“Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor”.

DRAMATURGIA – SAMUEL BECKETT
DIREÇÃO: HECTOR BRIONES
Canto para a cena: Consiglia Latorre
Figurino: Natália Lima
Orientação de figurino: Yuri Yamamoto
Iluminação: Wallace Rios
Gravação de áudio: Maurício Rodrigues
Projeto gráfico: Caroline Veras
Ilustração: Diego Landin
Produção: Primeira turma de Teatro do ICA/UFC

ELENCO: Altemar Di Monteiro, Aristides de Oliveira, Aurélio Barros, Bruno Martins, Caroline Veras, Débora Frota, Denilson Almeida, Diego Landin, Flávio Gonçalves, Gilvamberto Félix, Hylnara Anny, Jéssica Teixeira, Josélia de Sousa, Kevin Balieiro, Larissa Alves, Marcos Evangelista, Nádia Fabrici, Natália Lima, Nelson Albuquerque e Wesley Umbelino.

Centro Cultural Banco do Nordeste leva arte nordestina a São Paulo

1ª Mostra Metrô de Superfície

O Centro Cultural Banco do Nordeste dá mais uma prova de sua vocação para fomentar, apoiar, impulsionar e redimensionar a cultura nordestina.

Numa parcceria com o Paço das Artes, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, será inaugurada ámanhã, em Sampa, uma mostra de arte contemporêna especial, a 1ª Mostra Metrô de superfície, reunindo trabalhos de jovens artistas da região Nordeste do Brasil.

Trabalho do artista pernambucano Bruno Vilela…

Metrô de superfície é resultado da parceria entre o Paço das Artes e o Centro Cultural do Banco do Nordeste (CCBNB). “Nosso interesse em fazer esta parceria, iniciada ano passado, quando fui algumas vezes para Fortaleza, é de mostrar em São Paulo a produção dos jovens artistas do Nordeste do País”, conta Priscila Arantes, diretora técnica da instituição. “Com a Metrô de superfície esperamos impulsionar o diálogo entre artistas e público para a diversidade da produção nacional, sem no entanto, enclausurar-se numa auto-referência local, mas que, sobretudo, problematize a produção e as condições do fazer artístico no Nordeste em sintonia com o restante do Brasil”, afirma Jacqueline Medeiros, coordenadora do setor de Artes Visuais do CCBNB.

Este processo de intercâmbio se completará em novembro, quando será realizada uma mostra composta por artistas que passaram pelas Temporadas de Projetos do Paço das Artes, programa que objetiva fomentar a curadoria e produção artística contemporâneas.

Da série Diário de Bandeja, da artista Juliana Notari…

Os curadores e críticos Bitu Cassundé (Fortaleza, CE) e Clarissa Diniz (Recife, PE) são os responsáveis pelo projeto. Como assistentes curatoriais do Programa Rumos Artes Visuais 2008/2009 (Instituto Itaú Cultural, São Paulo), realizaram um amplo mapeamento da região Nordeste, acumulando um repertório bastante atualizado acerca da produção artística: “Esta parceria é muito importante para fortalecer nossa interlocução, nossa troca e pensamento crítico e, ao mesmo tempo, colaborativo. Oportunidades de pensarmos uns em relação aos outros são fundamentais. Outro sentido especialmente importante é o do esforço de pensar-nos historicamente, seja em relação a um delineamento mais amplo, secular, seja em relação à contemporaneidade, onde nos roçamos”, dizem os curadores.

O conjunto da pesquisa feita por Cassundé e Clarissa é formado por obras de 30 artistas, dos quais 13 estarão presentes à mostra apresentada no Paço das Artes.  O recorte escolhido reúne trabalhos que lidam com a potência da invenção de linguagem em sua acepção fenomenológica, estreitamente vinculada ao corpo, recriando assim as concepções comuns de indivíduo, realidade, verdade e gênero.

Matadouro, obra do artista cearense Solon Ribeiro…

Os artistas Amanda Melo (PE), Bruno Vilela (PE), Carlos Mélo (PE), Cristiano Lenhardt (RS/PE), Juliana Notari (PE), Marina de Botas (SP/CE), Milena Travassos (CE/RJ), Solon Ribeiro (CE), Marcelo Gandhi (RN/SP), Rodrigo Braga (PE), Solange, tô aberta! (RN/Berlim), Thiago Martins de Melo (MA) e Virgínia de Medeiros (BA/SP) compõem a exposição. 

Atividades

Debates e apresentações completam a programação da exposição. Dia 17 de julho, às 19h30, o Paço das Artes recebe os artistas Milena Travassos (CE), Juliana Notari (PE), Cristiano Lenhardt (RS/PE) e Bruno Vilela (PE), Amanda Melo (PE), Virgínia de Medeiros (BA), Marina de Botas (CE) para uma primeira conversa acerca da mostra. Os curadores Bitu Cassundé e Clarissa Diniz também irão compor a mesa, juntamente com a crítica Carolina Soares. Para encerrar, as atividades do dia 27 de agosto, segunda-feira, também serão voltadas para a Metrô de superfície. Os artistas Ribeiro (CE), Thiago Martins de Melo (MA), Carlos Mélo (PE), Rodrigo Braga (PE), Marcelo Gandhi (RN) e Pedro Costa (RN), novamente acompanhados pelos curadores Bitu Cassundé e Clarissa Diniz e pela crítica Carolina Soares, participam da segunda mesa redonda referente à mostra. Na ocasião, também haverá debate entre os artistas José Rufino (PB) e Marcelo Campos (RJ), com mediação do curador Bitu Cassundé. Para encerrar a programação do dia, haverá uma performance de Solange, tô aberta!.

A mostra será encerrada dia 13 de setembro.

 

Arte contemporânea nordestina no Paço das Artes…

1ª Mostra Metrô de Superfície

Abertura: dia 16 de julho, segunda, a partir das 19h30

Visitação: 17 de julho a 13 de setembro

Grátis 

Promoção Paço das Artes e Centro Cultural Banco do Nordeste

Endereço: Avenida da Universidade, nº 01, Cidade Universitária, São Paulo

Tel: (11) 3814-4832 |

Site: www.pacodasartes.org.br

Brasil CINEMUNDI : Inscrições de projetos para co-produção

 

Dez projetos serão selecionados a participar da 3ª edição do Brasil CineMundi

Abertas as inscrições para projetos de filmes brasileiros de longa-metragem em fase de desenvolvimento de roteiro e/ou em pré-produção para participar do processo de seleção do Brasil CineMundi – 3rd International Coproduction Meeting, programa que integra a 6ª Mostra CineBH,.

Os interessados podem se inscrever até 6 de agosto, gratuitamente, através do site http://www.cinebh.com.br. Serão selecionados 10 projetos de filmes brasileiros por uma comissão nomeada pela coordenação do evento, a qual levará em conta a qualidade artística do projeto e obras realizadas pela equipe, bem como o empenho do produtor na realização e viabilização do projeto.

O Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting é um programa que integra a Mostra CineBH e chega a sua terceira edição reafirmando o propósito de conectar a produção independente e o mercado audiovisual internacional, ampliando a rede de contatos e negócios entre os profissionais brasileiros e representantes da indústria mundial. Serão promovidas rodadas de negócios e encontros individuais (meeting one-to-one) a fim de gerar intercâmbio, aproximar e fortalecer os caminhos para a inserção da produção audiovisual brasileira no mercado mundial.

A programação do Brasil CineMundi inclui debates, oficinas, workshops, study cases e exibição de filmes. A capital mineira vai receber profissionais da indústria mundial do audiovisual – produtores, compradores e distribuidores – que estão interessados em conhecer, firmar parcerias, adquirir conteúdo audiovisual, e orientar a formação de coproduções internacionais, acordos de cooperação internacional e apresentar fundos de financiamento com interesse no cinema latino.

 A 6ª Mostra CineBH e o Brasil CineMundi serão realizados de 18 a 23 de outubro. Os eventos integram o Cinema sem Fronteiras – programa internacional de audiovisual que a Universo Produção realiza em Minas Gerais.

 Mais: www.cinebh.com.br   

Brasil CineMundi - Inscrição de Projetos

Laura Neiva é destaque na Rolling Stones

Jovem atriz fala da admiração por DÉBORA BLOCH e quer encarar papéis mais desafiadores para deixar a fama de “menininha” 

Nas telonas na pele de Gabi, no filme de E aí…Comeu?, uma jovem que compõe um triângulo amoroso com os personagens de Tainá Müller e Bruno Mazzeo, Laura Neiva conversou com a revista Rolling Stone Brasil de julho sobre vida pessoal, carreira e inspirações profissionais, entre elas, a atriz Débora Bloch.

 

Laura e Débora se conheceram nas filmagens do primeiro trabalho da atriz, o filme À Deriva, de Heitor Dhalia, e coincidentemente, descobriram usar o mesmo perfume: Narciso Rodriguez For Her. A experiência ao lado da atriz foi marcante na carreira de Laura, que se derrete em elogios: “Sempre achei ela uma mulher muito bonita, e a relaciono com esse cheiro. Então, quando eu quero ficar bonita, ponho o cheiro da Débora Bloch. É uma grande atriz, uma mulher incrível. As escolhas dela, a postura, acho tudo perfeito”, afirma.

 

Laura Neiva, Vincent Cassel e Débora Bloch no Festival de Cannes…

Aos 18 anos, Laura também é bem seletiva quanto aos projetos que abraça. Em  quatro anos de carreira, além dos dois filmes, participou de dois curtas-metragens e ficou um ano em cartaz em Ligações Perigosas, ao lado de Maria Fernanda Cândido. Agora, ela se sente pronta para novos desafios e anseia por “papéis diferentes, dificuldades novas, não sempre fazer o papel da menininha. Vai ser uma delícia poder experimentar algo novo, como uma personagem bem má, mas com uma maldade muito inteligente”, diz a atriz.

Sobre o romance com o apresentador Felipe Solari, Laura diz que a diferença de idade – 12 anos entre os dois – em nada atrapalha e faz até piada. “Minha mãe tem 34 anos e meu namorado tem 30. Cheguei a pensar que um já poderia ter ficado com o outro”, brinca. “É meu primeiro mais velho. Mas parece menos. Às vezes, eu olho para ele e digo: ‘30 anos, uau’. Ele fica superfeliz”, finaliza.