Bordados, rendas e colagens para traduzir a criação fílmica

Cartaz do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo

apresenta trabalho do designer Julian Campos

 

Em 2012, as múltiplas camadas que compõem um filme inspiraram a criação da identidade visual da 23ª edição do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, que acontece de 23 a 31 de agosto. A cada ano, o Festival seleciona o trabalho de um jovem artista gráfico para desenvolver o cartaz. A partir daí, são criadas todas as peças de divulgação  – camiseta, catálogo, folder de programação, convite, cédulas de votação, banners e muitas outras.

Este ano, a criação é de Julian Campos, artista que foi buscar na ideia de sobreposição de camadas que compõe a ilusão revelada nas telas de cinema a inspiração para criar sua arte.

Assim como os filmes começam com as palavras do roteiro, que se tornam cenas nas mãos do diretor, captadas e transformadas em imagens pelo diretor de fotografia. As cenas ganham sentido de narrativa na edição, onde também se acrescenta a banda sonora. Cenário, figurino e luz ajudam a compor toda essa magia.

O cartaz deste ano é uma composição de colagens de vários materiais, como páginas de jornal, papel recortado, rendados em papel e muito bordado – marca registrada do artista: “Comecei a usar o bordado nos meus trabalhos pessoais. Sempre tive interesse no fazer manual, principalmente na colagem mecânica, com recortes de revistas, jornais e impressos. Acabei encontrando no bordado uma expressão incomum, com texturas e traços que complementam o uso da colagem e da pintura. Apesar de sempre partir de um desenho, o resultado final é uma linguagem única que reforça o universo das imagens que tento criar. Reproduzir uma imagem no bordado, de certa forma, vai contra a velocidade que o digital impõe:  preciso ficar um tempo maior produzindo essa imagem e isso modifica a minha relação com ela. Mesmo o resultado final sendo impresso ou digital, fica implícito o gesto e o trabalho com que o bordado foi realizado”, explica Julian Campos.

Além do cartaz, o artista bordou dezenas de elementos que remetem ao mundo onírico para compor as demais peças gráficas do Festival. Mais informações no portal www.kinoforum.org.br

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