Arquivo do mês: outubro 2012

Os Selecionados do Primeiro Plano

A 11ª edição do Primeiro Plano Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades divulga a lista de curtas selecionados para as mostras competitivas. São 26 filmes na categoria nacional e outros 23 da Zona da Mata Mineira, na regional. As produções serão exibidas no Espaço Alameda de Cinema, onde o festival vai acontecer de 26 de novembro a 1º de dezembro.

Mais de 200 curtas foram inscritos nas duas mostras. Na avaliação do coordenador-geral, Aleques Eiterer, trabalhos de ótimo nível permearam essa leva: “Podemos dizer que a qualidade dos filmes inscritos foi muito boa. E acredito que esse resultado vem a reboque do acesso à tecnologia digital, que difundiu essa melhora no cuidado com a imagem.”

O tema do festival este ano é “Planos para o futuro”. A ideia é convidar o público a pensar novas formas de produção, discutindo meios e linguagens inovadoras, que começam a ganhar o cenário audiovisual brasileiro. Para isso, haverá debates com os realizadores dos filmes exibidos, além de oficinas, em breve  divulgadas na programação.

“Queremos mostrar como trabalhos contemporâneos vêm encontrando suporte em diversas maneiras de organização, como coletivos de artistas e parcerias de diferentes naturezas. Sabemos que esse tipo de debate incentiva a criação por parte dos jovens cineastas”, pontua Aleques.

O Primeiro Plano Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades foi aprovado pelas leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura. O evento é uma realização do Luzes da Cidade – Grupo de Cinéfilos e de Produtores Culturais, em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora e a Secretaria do Audiovisual/Ministério da Cultura.

OS SELECIONADOS

Mostra Competitiva Nacional

#, de André Farkas e Arthur Guttilla, Niterói – RJ

#romeujulieta, de Diogo de Nazaré, São Paulo – SP

Agosto, de Caroline Biagi, Curitiba – PR

Através, de Amina Jorge, São Paulo – SP

Ausência, de Jardel Tambani, São Paulo – SP

Cadê meu rango, de George Munari Damiani, São Paulo – SP

Canção para minha irmã, Pedro Severien, Recife – PE

A Dama do Estácio, de Eduardo Ades, Rio de Janeiro – RJ

Eu & a Loira, de Lucas Calmon, Niterói – RJ

Filme para poeta cego, de Gustavo Vinagre, São Paulo – SP

O fim do filme, de André Dib, São Paulo – SP

A galinha que burlou o sistema, Quico Meirelles, São Paulo – SP

Irene, de Patrícia Galucci e Victor Nascimento, Taboão da Serra – SP

Joãozinho de carne e osso, de Paulo Vespúcio, Rio de Janeiro – RJ

Lugares comuns que nunca sonhamos, de João Gabriel de Queiroz, Porto Alegre – RS

O membro decaído, de Lucas Sá, Pelotas – RS

Nem que tudo termine como antes, de Mariana Martinez e Daniel Caselli, São Paulo – SP

Noites de primavera, de Leonardo Hwan, São Paulo – SP

Nós parecíamos gigantes, Daila Pacheco, São Paulo – SP

Pelo caminho, de Vinícius Fernandes, Planaltina – DF

Poetas não escrevem romances, de Kadu Burgos, Rio de Janeiro – RJ

Porn karaoke, de Daniel Augusto, São Paulo – SP

Quando o céu desce ao chão, de Marcos Yoshi, São Paulo – SP

Realejo, de Marcus Vinícius Vasconcelos, São Paulo – SP

Um, dois, três, vulcão, de Miguel Ramos, São Paulo – SP

Você já cortou seu cabelo com maquininha?, de Gabriel Buéssio e Marília Hanashiro, São Paulo – SP

Mostra Competitiva Regional

Casa de boneca, de Adriana Barata, Juiz de Fora – MG

Clichê, de Pedro Guilherme Fonseca, Juiz de Fora – MG

Compro ouro, de Rodrigo Souza, Juiz de Fora – MG, UFJF

Condenado, de Cesar Kluska, Juiz de Fora – MG

Conservatória um cantinho e um violão, de Noemi Luz, Juiz de Fora – MG, UFJF

Descompasso, de Jéssica Faria Ribeiro e Fran Moraes, Juiz de Fora – MG, UFJF

Em consideração, de André Viana, Juiz de Fora – MG, UFJF

Eram os deuses extraterrestres?, de Cacinho, Juiz de Fora – MG

A estranha, de Aline Ortolani, Juiz de Fora – MG, UFJF

Eu fico, de Lucas Mendonça, de Leopoldina – MG

Filme francês, de Otávio Campos, Juiz de Fora – MG, UFJF

Filme mínimo #4 Canções, de Sérgio Puccini, Juiz de Fora – MG

Getúlio, que horas são?, de Claudia Rangel e Guilherme Landim, Juiz de Fora – MG, UFJF

Ilê axé, de Sula Miana, Juiz de Fora – MG, UFJF

Isso é o que me torna mulher, de Altiere Leal, Barbara Maria, Caio Parizi, Daniel Morais e Igor Bastos, de Juiz de Fora – MG, UFJF.

laloca.art_deco@Jf, de Laboratório de Mídias Locativas e Cinema GPS – LaLoca, Juiz de Fora – MG

O meio enquanto fosse, de casABsurda, Juiz de Fora – MG

Missa, de Tomyo Costa Ito, Juiz de Fora – MG

Nicotina 2mg, de Paulo C. Silva e Vicky Freitas, Juiz de Fora – MG, CES

Porto um senhor imponente e tatuado, de Diego Casanovas, Juiz de Fora – MG

Sherazade, de Matheus Engenheiro, Juiz de Fora – MG, UFJF

Viagem real, de Eduardo Yep e Henrique Vale, Juiz de Fora – MG, UFJF

A viúva, Fernanda Ciribelli, Juiz de Fora – MG

MUQUI mobilizada: FECIM começa na Quinta…

Tv e Cinema Independente é o foco do I FECIM…

Este AURORA DE CINEMA vai estar em MUQUI, município do Espírito Santo conhecido como Cidade Menina, cobrindo o festival organizado por Léo Alves…

Chris Marker tem obras expostas no Centro Cultural Banco do Nordeste

A exposição O LEGADO DA CORUJA dá seguimento ao projeto Política da Arte, desenvolvido pela Coordenação de Artes Visuais da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (MECA) da Fundação Joaquim Nabuco e a parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste.

Chris Marker, expoente do cinema documental, faleceu em julho, aos 91 anos, em sua casa de Paris…

O Legado da Coruja  (L’Héritage de la Chouette) é um dos mais instigantes e dos menos conhecidos dos muitos projetos realizados pelo saudoso cineasta francês Chris Marker ao longo de uma trajetória de trabalho que já conta seis décadas, apresentando temas sobre a Grécia Antiga que persistem importando como elementos organizadores do pensamento corrente no mundo ocidental. A coruja, animal que simboliza a busca por conhecimento, aparece como guia nessa jornada.

Para marcar a atualidade do projeto de Chris Marker, a exposição é dividida em duas partes. Na primeira, são exibidos os 13 episódios de O Legado da Coruja, projetados em sequência, de modo que a cada dia da exposição a série é mostrada integralmente. Na segunda, foi criado um ambiente de pesquisa e debate, no qual informações sobre o artista e sobre a crise atual na Europa são disponibilizadas por meio de jornais, revistas, livros e outros vídeos.

Quem foi CHRIS MARKER

Chris Marker inovou o cinema durante a Nouvelle Vague, a onda vanguardista francesa, que mudou as regras das filmagens nos anos 1960. Documentarista, seus filmes pareciam mais ensaios literários que cinema, repletos de observações pessoais e insights.

Nascido Christian François Bouche-Villeneuve, nos arredores de Paris, ele integrou a Resistência Francesa e lutou contra os nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Ao fim da guerra, trabalhou como jornalista ao lado de André Bazin, um dos maiores teóricos da Nouvelle Vague. Escreveu críticas de teatro e cinema, poemas e um romance. Até encontrar-se atrás da câmera, filmando documentários de esquerda, que ele mesmo escrevia, dirigia e filmava. Isso durou um extenso período, de 1955 a 1966, até querer ver mais gente fazendo o mesmo.

Nos anos 1960, o poeta Henri Michaux proclamou que a universidade de “Sorbonne deveria ser destruída e Chris Maker erguido em seu lugar”. A alusão se devia à qualidade do material produzido pelo cineasta, que tirou seu pseudônimo da caneta que escreve em qualquer superfície, a Magic Marker.

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Curtas e Longas, Outros Cinemas em Fortaleza

Será aberta amanhã a V Mostra Outros Cinemas, que acontece até dia primeiro na Casa Amarela da UFC. O público terá a oportunidade de assistir a 21 curtas-metragens, entre ficções, documentários e animações, selecionados a partir de mais de 100 filmes inscritos.

Filme húngaro Salmo Vermelho será exibido na noite de abertura…

A abertura da Mostra será marcada pela exibição especial do longa-metragem O Salmo Vermelho, drama de guerra húngaro dirigido por Miklós Jancsó, vencedor do Festival de Cannes de 1972. Na trama, trabalhadores rurais da Hungria pós-guerra querem o direito à dignidade. Obra de destaque do cineasta húngaro Miklós Jancsó, vencedor do prêmio de direção no festival de Cannes em 1972.

Já para o encerramento, está programada a exibição inédita no Ceará de Manuscritos da Lagoa Verde, do cineasta cearense Firmino Holanda. O longa mostra criaturas históricas e imaginárias, surgidas desde antes da era Vargas, que descansam em arquivos e museus. Entretanto, algumas resistem no rumor das praças. Nessa colagem dramático-documental, índios, cangaceiros, marginais urbanos, fascistas, lombrosianos, monstros, líderes e heróis fracassados emergem do lodo da memória brasileira.

Manuscritos da Lagoa Verde, novo filme de Firmino Holanda, terá primeira exibição na Mostra Outros Cinemas…

A V Mostra Outros Cinemas terminará em grande estilo. No dia 1º de novembro, véspera de feriado, o Mocó Studio (Rua José Avelino, 563 – Praia de Iracema) abrigará a festa de encerramento, a partir das 22 horas. A discotecagem ficará por conta de Fernando Poser, Maurício Macedo, Dayse Barreto, Vanessão da BR e Bárbara Cariry. Ingressos: R$ 10.

Sobre a Mostra

A Mostra Outros Cinemas tem como proposta difundir o cinema de arte, experimental e contemporâneo, para os que estudam cinema, trabalham com cinema ou querem fazer cinema, possibilitando o conhecimento da produção realizada por jovens de todo o Brasil. São outros olhares, discursos, sentimentos e estéticas, diversos dos estabelecidos pelo grande mercado de entretenimento.

Bárbara Cariry, idealizadora e coordenadora-geral da Mostra Outros Cinemas

Com a criação dos novos cursos superiores de Cinema, em universidades públicas e privadas do Ceará, bem como em vários estados brasileiros, percebemos que existem inúmeras pessoas que produzem filmes e que não têm como exibir seus filmes e vídeos, ou mesmo como participar de um debate mais profundo, daí a necessidade, em tempo de novas tecnologias e meios de comunicação, de realizarmos uma mostra como esta, diz Bárbara Cariry, a jovem cineasta idealizadora da Mostra.

* Todas as exibições são GRATUITAS. A Casa Amarela Eusélio Oliveira fica na Avenida da Universidade, 2591 – Benfica

Filmes selecionados:

(programação sujeita a alteração)

DIA 29 DE OUTUBRO (segunda-feira) 

SALMO VERMELHO – Hungria – 1972 – 87’

Direção: Miklós Jancsó

Classificação indicativa: 14 anos

DIA 30 DE OUTUBRO (terça-feira)

CORPO PRESENTE – PE – 2010 – 23’ – Ficção

Direção: Marcelo Pedroso

COM VISTA PARA O CÉU – RJ – 2011 – 10’ – Ficção

Direção: Allan Ribeiro

CANÇÃO PARA MINHA IRMÃ – PE – 17’ – Ficção

Direção: Pedro Severien

AURORA – SP – 2011 – 20’ – Ficção

Direção: Roney Freitas

UM DIÁLOGO DE BALLET – RS – 2012 – 8’ – Documentário

Direção: Filipe Matzembacher e Márcio Reolon

OVOS DE DINOSSAURO NA SALA DE ESTAR – PR – 2011 – 12’ – Documentário

Direção: Rafael Urban

MEDEIA – HUILLET – SP –  4′ – Experimental

Direção: Bruno Lottelli e Eduardo Liron

JF – SP – 2012 – 3’ – Experimental

Direção: Renato Coelho

PIOVE IL FILM DI PIO – SP – 2012 – 15’ – Documentário

Direção: Thiago Brandimarte Mendonça

CÉU, INFERNO E OUTRAS PARTES DO CORPO – RS – 8′ – Animação

Direção: Rodrigo John

OMA – Uruguai/Brasil – 2011 – 22’ – Documentário

Direção: Michael Wahrmann

DIA 31 DE OUTUBRO (quarta-feira)

DAVI E OS AVIÕES – RS – 2012 – 11’ – Ficção

Direção: Pedro Achilles

HOOJI – RJ – 2012 – 18’ – Ficção

Direção: Marcello Quintella e Boynard

FALTAM DUAS QUADRAS – GO – 2011 – 15’ – Ficção

Direção: Jarleo Barbosa

DIA ESTRELADO – PE – 2011 – 17’ – Animação

Direção: Nara Normande

PARTIDA – PR – 2012 – 3’ – Experimental

Direção: Caroline Biagi

BALADA DO GUARDA-ROUPA – CE – 2012 – 7’ – Animação

Direção: Diego Akel

O MEMBRO DECAÍDO – RS – 2012 – 17’ – Ficção

Direção: Lucas Sá

PALHAÇOS – RJ – 2011 – 15’ – Ficção

Direção: Andy Malafaya

FEIJOADA COMPLETA – RJ – 2012 – 20’ – Ficção

Direção: Angelo Defanti

A ANTI PERFORMACE – BA – 2012 – 10’30’’ – Documentário

Direção: Daniel Lisboa

DIA 1 DE NOVEMBRO (quinta-feira)

MANUSCRITOS DA LAGOA VERDE – Brasil – 2011 – 81’

Direção: Firmino Holanda

Classificação indicativa: 14 anos

Carri Costa convida: TITA & NIC 1000…

Mega Sucesso do ator, diretor e dramaturgo CARRI COSTA, comédia será reapresentada em noite festiva…

MILÉSIMA  APRESENTAÇÃO será na sexta, 2 de NOVEMBRO

Assista ao  espetáculo TITA & NIC – A Comédia no Teatro José de Alencar às 19h. De R$  50,00 por R$ 23,90.

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Cinema reverencia Domingos Oliveira

O dramaturgo, cineasta, ator, diretor, homem de Teatro, Cinema e Televisão,  Domingos Oliveira, recebe esta noite o prêmio principal da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Prêmio Leon Cakoff.

A cerimônia acontecerá às 21h20, entre as sessões de Primeiro Dia de Um Ano Qualquer e Paixão e Acaso, ambos dirigidos por Domingos. A Mostra contempla, com o Prêmio Leon Cakoff, antes prêmio Humanidade, personalidades do meio cinematográfico que se destacaram ao contribuir para o enriquecimento do cinema mundial.

Além de Domingos Oliveira, receberão o prêmio Leon Cakoff o diretor Abbas kiarostami e a atriz Claudia Cardinale.

UM POUCO MAIS SOBRE DOMINGOS OLIVEIRA, um MESTRE !

Domingos Oliveira é um dos mais profícuos criadores brasileiros, autor de obras marcantes, seja no teatro, cinema ou televisão. Nascido no Rio de Janeiro, Domingos começou a carreira no teatro, em 1963, com Somos Todos do Jardim da Infância, texto de sua própria autoria.

Em 1966, dirigiu Todas as Mulheres do Mundo, sua estreia no cinema, protagonizado por Leila Diniz e Paulo José. Apesar de inserido no grupo do Cinema Novo, Domingos sempre tendeu mais para Tchecov do que Brecht, passando ao largo dos regionalismos que dominavam as atenções de significativa parcela do Cinema Novo. Suas preocupações sempre foram mais urbanas e de classe média, onde as disfunções e desatinos das relações humanas e do amor se convertem em filmes calcados na força do texto e das atuações, impregnados de um humanismo sem concessões.

Entre seus principais filmes, destacam-se Edu Coração de Ouro (1968), As Duas Faces da Moeda (1969), A Culpa (1971) e Teu, Tua (1976). Nos anos 80, Domingos iniciou um prolífico trabalho para a televisão, colaborando em roteiros de episódios de séries e especiais, e coordenando a série Caso Especial na TV Globo. Voltou ao teatro em 1981 e, em 1995 escreveu, com Priscilla Rozenbaum, a peça Amores, levada às telas em 1996, reaproximando Domingos do cinema depois de um afastamento de quase 20 anos. Amores venceu três Kikitos no Festival de Gramado.

Com a companheira Priscilla Rozenbaum, uma parceria de sucesso…

Seus filmes mais recentes são Separações (2002, 26ª Mostra), Feminices (2004, 28ª Mostra), Carreiras (2005, 29ª Mostra), Juventude (2008, Prêmio do Público na 32ª Mostra) e Todo Mundo tem Problemas Sexuais (2008, 32ª Mostra).

Nesta edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Domingos Oliveira participacom seus filmes É Simonal (1971), e Primeiro dia de um Ano Qualquer (2012), e Paixão e Acaso (2012).

SERVIÇO

Prêmio LEON CAKOFF para Domingos Oliveira   

25/10/2012 – QUINTA – CINESESC

19:20 Exibição do filme: PRIMEIRO DIA DE UM ANO QUALQUER, de Domingos Oliveira (81′).

21:20 Exibição do filme: PAIXÃO E ACASO, de Domingos Oliveira (83′).

OBS.: A entrega do prêmio será feita antes da exibição do filme PAIXÃO E ACASO.

Patrocinadores da 36ª Mostra

A 36ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo é realizada com patrocínio da PETROBRAS pela LEI DE INCENTIVO À CULTURA do MINISTÉRIO DA CULTURA; copatrocínio do BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL (BNDES); apoio institucional da PREFEITURA DE SÃO PAULO; apoios da FAAP, ITAÚ e SESC; apoio cultural da SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO pelo PROAC – PROGRAMA DE AÇÃO CULTURAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, SÃO PAULO TURISMO, SABESP e IMPRENSA OFICIAL; colaboração da editora COSAC NAIFY, do MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO, HOTEL TIVOLI, CHIVAS, AUDITÓRIO IBIRAPUERA, INGRESSO.COM e do CONDOMÍNIO CONJUNTO NACIONAL; promoção da FOLHA DE SÃO PAULO, TV CULTURA, GLOBO FILMES, CANAL BRASIL, BAND NEWS FM e RÁDIO BANDEIRANTES.

A 36ª Mostra é produzida pela ABMIC – Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema.

Avenida Brasil: Porque Amamos Carminha

Intérprete e personagem entrelaçaram-se no gosto popular criando um emaranhado de emoções e cumplicidade que responde por grande parte do êxito da trama de João Emanuel Carneiro

Carminha no auge: rica, linda e vivendo das graças do marido Tufão…

O que mais surpreendeu em AVENIDA BRASIL não foi o mega ibope do último capítulo – coisa de louco, tchê ! -, nem a forma como o autor se inspirou em escritores famosos, nem a trilha, nem o encantamento com o subúrbio traduzido no Divino.

Carminha: milionária encantadora e má do subúrbio…

Tudo isso já houve antes, e continuará acontecendo. E sobre o montão de coisas que se somam para o êxito desta novela que hoje é uma latejante saudade, falaremos adiante.

Adriana Esteves e Marcello Novaes: atores foram destaque com atuações soberbas…

Mas o que mais nos chama a atenção – depois de ler, reler e encontrar nos mais diferentes espaços informativos comentários sobre a novela -, é uma sensação de “Queremos Carminha !” que ainda está no ar.

Esta sensação é o que vai por baixo das afirmações, e corre no íntimo, de todos quanto agora comentam o final da novela – todos viram a mobilização nacional gerada pela exibição do último capítulo da trama, praticamente parando São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre  –  é o que aflora quando se afirma coisas do tipo “Carminha podia ter reagido”, ou “Pensei que Carminha estava mentindo”, ou ainda “Achei que Carminha ia dar a volta por cima”, ou, mais agudo ainda, “Queria que Carminha tivesse terminado rica, numa mansão na zona sul”, ou “Queria Carminha milionária enganando um novo Tufão”…

Carminha e Tufão: casal mobilizou as atenções do “Divino”…

A marcante cena em que Nina corta e pinta os cabelos de ‘Carminha’…

Isso tudo é a tradução mais latente e recôndita de que o envolvimento com a Carminha de ADRIANA ESTEVES tomou tal proporção que o público desejava não só não ver a vilã ficar pobre e sem glamour, como gostaria de ver novamente a atriz – que ele aprendeu a amar e ver bela, mesmo com todas as maldades de Carminha – esbanjando charme e eloquência de vencedora.

Este público queria rever/reencontrar sua Carminha-Adriana de novo linda, loura, esbanjando elegância, destratando os pobres,  enganando o marido, tripudiando com as funcionárias, fazendo exigências mis, zombando dos suburbanos e dizendo – sem papas na língua e com a maior desfaçatez – as insanidades que dizia. Porque a Carminha Vencedora, Bonita e Altiva era também o alter ego da enorme classe C, ou de quantos se sentiram inferiorizados tantas vezes, e que, naqueles momentos de altivez sórdida da vilã, se sentiam vingados ou de alma lavada através dos ótimso diálogos da trama.

E aqui entra, intenso e avasssalador, o potencial artístico de ADRIANA ESTEVES, a quem a imensa maioria da platéia queria ver novamente brilhando e tendo as rédeas da história nas mãos.

SENSACIONALLLLLLLL !

E isso só é possível de ser alcançado, em se tratando de personagem Antagonista, quando se tem uma intérprete do quilate de ADRIANA ESTEVES, cuja maestria, charme e competência a faz uma Atriz do mais alto refinamento interpretativo.

O que esta magnânima ATRIZ Adriana Esteves conseguiu através desta personagem criada por João Emanuel Carneiro é algo ainda a ser estudado por especialistas da área, e quem sabe mereça muito mais ainda a análise de quem atua na área da Psicologia.

Pois o que Adriana Esteves alcançou através de Carminha foi muito mais do que o apoio da audiência, a vibração da plateia, a emoção do telespectador, o entusiasmo dos colegas, a vibração da crítica, o encantamento do autor, ou o misto de adesão x revolta total de todo o público de Avenida Brasil.

Adriana Esteves e sua irretocável CARMINHA conseguiram foi mexer no imaginário coletivo e fustigar a emoção de quantos puderam ver – e vibrar – com a estupenda interpretação desta Atriz para uma personagem capaz das maiores vilanias e atrocidades.

A capacidade impressionante e invejável de ADRIANA ESTEVES de criar expressões faciais diversas para ‘Carminha’, numa mesma cena, ecoou fundo na emoção do telespectador e criou uma empatia só explicável pelas leis do sentimento…

Num próximo post, mais sobre AVENIDA BRASIL.

TODOS OS APLAUSOS para Adriana Esteves, Atriz cujo nome se inscreve na galeria das Grandes Damas da TeleDramaturgia…

O autor e as atrizes Isis Valverde, ADRIANA ESTEVES e Débora Falabella…

Jornada de Cinema no Festival da Fronteira

O IV Festival Internacional de Cinema de Fronteira convida para a I  Jornada de Estudos de Cinema da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), abrindo espaço para a participação e a  troca de experiências acadêmicas.

A Jornada vai acontecer dia 22 de novembro e constará de apresentações orais em forma de comunicação ou  relatos de experiência, e uma mesa-redonda, resultando em publicação.

A inscrição é feita mediante submissão (até 5 de novembro) e aceite de resumos, conforme o regulamento, o qual pode ser solicitado  através do e-mail  jornadacinema@gmail.com.

A abertura da Jornada se dará com a mesa-redonda História e Crítica do Cinema Brasileiro Hoje, contando com a participação do renomado teórico Jean-Claude Bernardet (USP), e da jornalista Ivonete  Pinto (UFPEL). A mesa será mediada pelo professor Tiago Lopes, da UniSinos.

Enquanto isso, prosseguem abertas às inscrições para a mostra de curtas-metragens: até dia 31 pelo site: www.festivaldafronteira.com

Quem faz a Jornada de Estudos de Cinema da Unipampa 

Jean-Claude volta a Bagé para conversar e destrinchar questões da Sétima Arte…

  • Jean-Claude Bernardet:  Jornalista, escritor, roteirista, ator, professor de Cinema, está nesta área há mais de 40  anos. Um dos principais críticos do país, é autor de vários  livros sobre cinema e de três romances. Coautor do roteiro do clássico O caso dos irmãos Naves, do cineasta Luís Sérgio Person, e Um céu de estrelas, de Tata Amaral. Produziu, em parceria com o escritor Fernando Bonassi, o roteiro de Através da janela, também da cineasta Tata Amaral. Como ator, está em alguns filmes, a exemplo de Filmefobia, de Kiko  Goifman.

A gaúcha Ivonete Pinto estará na Jornada de Cinema de Bagé

  • Ivonete Pinto: Jornalista, Doutora em Cinema pela ECA/USP, com tese sobre Abbas  Kiarostami, orientada pelo professor Jean-Claude Bernardet. Atua como  crítica de cinema, co-editora da revista Teorema, e docente do curso de Cinema e Animação da Universidade Federal de  Pelotas, e do curso de Especialização em Cinema  da Unisinos. Preside a ACCIRS (Associação de Críticos de Cinema  do RS) e é vice-presidente da ABRACCINE. Escreveu os livros “A Mediocridade” (Ed.Sulina), “Descobrindo o  Irã” (Ed. Artes e Ofícios) e “Samovar nos Trópicos” (Ed. Artes e  Ofícios).

Tiago Ricciardi Correa Lopes – Professor dos cursos de graduação em Desenvolvimento de Jogos  Digitais, Comunicação Digital, Publicidade e Realização Audiovisual na  Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), é graduado em  Publicidade pela ESPM, e Mestre em Ciências da Comunicação pela  UNISINOS.   Coordena, desde 2009, o Grupo de  Estudos em Narrativas Interativas, vinculado ao curso de Jogos Digitais  da Unisinos, onde desenvolve projetos relacionados ao uso de  técnicas de Role Playing Games (RPGs) para a construção de universos  ficcionais narrativos, e também no desenvolvimento de jogos que fazem uso de tecnologias móveis, como celulares e navegadores GPS.

O Rio e o Amor, temas de Cinema

Diretores e produtores cinematográficos nacionais e estrangeiros podem se inscrever até março de 2013 no concurso que vai escolher um curta-metragem com o tema O Rio e o Amor para o projeto Rio, Eu te Amo, da franquia internacional Cities of Love.

O curta selecionado será incluído como extra no  DVD oficial do filme, que vai reunir grandes diretores nacionais e internacionais, cada um contando uma história de amor numa locação da cidade.

O projeto é um movimento de amor à capital, que já conta com mais de 40 mil seguidores no Facebook e promove ações nas redes sociais e nas ruas do Rio.  Numa dessas ações, foram espalhados balões de gás em 30 pontos turísticos da cidade, com mensagens incentivando as pessoas a fazer o bem ao próximo.

O filme, cujo lançamento está previsto para 2014, será a versão brasileira da Cities of Love, uma franquia internacional que já teve como cidades homenageadas Paris, com o filmeParis Je T’Aime (2006) e Nova York, com  New York, I Love You, em 2009. Além do Rio, estão em fase de produção filmes que homenageiam Xangai, na China, e Jerusalém, em Israel.

“Achamos importante fazer o concurso como oportunidade de também revelar um novo talento cinematográfico, aproveitando um projeto dessa visibilidade”, afirma Pedro Buarque, presidente da Conspiração Filmes, produtora de “Rio, Eu te Amo”. Segundo ele, a produção é 100% nacional, com recursos levantados no país, e os diretores, sejam brasileiros ou estrangeiros, trabalharão ao lado das equipes brasileiras. “É uma grande produção que terá repercussão internacional, projetando o nome da cidade e do país”, destaca.

Já estão confirmados para dirigir episódios, os cineastas Fernando MeirellesJosé Padilha, Andrucha WaddingtonCarlos Saldanha. Ao todo, serão dez diretores, entre nacionais e estrangeiros, e as filmagens começarão em julho de 2013.

A escolha do curta a ser incluído no DVD será feita em duas etapas. Na primeira, três filmes serão selecionados por um júri formado por Ilda Santiago, do               Festival do Rio, Julio Worcman, do portal Porta-Curtas, Ailton Franco, da Mostra de Curtas, e Leonardo Monteiro de Barros, da Conspiração. Na segunda fase, os três filmes serão postados na página do movimento no Facebook, para a escolha final pelos seguidores. As inscrições podem ser feitas no site               www.rioeuteamo.net/concursos/curta.

RIO de JANEIRO: História de Amor com a cidade para ganhar as telas do mundo…

Trilhas do FECIM: Aprender Cinema de graça em Muqui…

Cavi Borges e Luiza Lubiana vão ministrar oficinas. Inscreva-se !

Beleza preservada: Muqui tem o maior sítio histórico tombado no Espírito Santo

Abertas inscrições para as oficinas de realização audiovisual promovidas pelo 1º Festival de TV e Cinema Independente de Muqui, o FECIM. As oficinas serão ministradas pelos cineastas Cavi Borges (RJ) e Luiza Lubiana (ES), e acontecerão na antiga Estação Ferroviária do município.

Cavi Borges: convidado a transmitir lições de produção no I FECIM…

As oficinas são gratuitas, mas as vagas são limitadas e não necessitam de requisito. Para efetuar a inscrição, basta enviar e-mail para contato.fecim@gmail.com solicitando interesse na participação. O Festival acontece de 1 a 4 de novembro, no sítio histórico de Muqui.

Outras informações: www.fecim.com.br 

De 1 a 3  de novembro 

Oficina:  Roteiro para cinema e Vídeo – estendendo para decupagem e roteiro técnico, linguagem cinematográfica e Direção.

Ministrante: Luíza Lubiana

Local: Auditório Wolfango Ferreira / Estação Ferroviária de Muqui

HORÁRIO: 9h às 11h

25 vagas 

PALACETE BIGHI: sede da SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO, CULTURA, ESPORTE e LAZER de Muqui…

Dia 2/11

Oficina: Produção colaborativa e em rede  de parcerias.

Ministrante: Cavi Borges (RJ)

Local: Auditório Wolfango Ferreira – Estação Ferroviária de Muqui.

Às 14h         30 vagas

UM POUCO MAIS SOBRE MUQUI

O clima nostálgico faz parte da viagem à Muqui. As construções preservadas, a antiga Estação Ferroviária, a rua principal – que, por toda a sua extensão, acompanha a linha do trem -, e a imponência da Igreja Matriz, localizada nessa mesma rua.

Muqui nasceu em 1902 e em 1912 tornou-se. Daí, estarmos no ano do Centenário de MUQUI, a Cidade Menina… 

Na época do café, Muqui foi um pólo produtor, uma cidade rica, na qual viviam as famílias do café, da aristocracia cafeeira. Além da contribuição arquitetônica, o passado musical é outro forte da cidade, também herança da exuberância econômica deste ciclo do café.

Casario antigo do Centro Histórico de Muqui, berço do café e de grande tradição musical..

Para se ter uma pequena ideia, Muqui conta com mais de 50 pianos, todos antigos – com 80 a 100 anos de vida, em bom estado de conservação e, muitos, em plena atividade. Além disso, os muquienses apreciam e são acostumados com a música clássica até hoje.

PALACETE GERALDO VIANA, um dos mais bonitos do centro de Muqui…

Assim,  MUQUI é conhecida principalmente pela preservação de grande parte dos casarios construídos  no começo do século XX (época áurea do ciclo do café), e por sua riqueza cultural, representada nas manifestações folclóricas e artísticas, sobretudo através do Carnaval do Boi Pintadinho e do Encontro Nacional de Folia de Reis.

Folia de Reis: manifestação típica tem muita força em Muqui…