Chris Marker tem obras expostas no Centro Cultural Banco do Nordeste

A exposição O LEGADO DA CORUJA dá seguimento ao projeto Política da Arte, desenvolvido pela Coordenação de Artes Visuais da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (MECA) da Fundação Joaquim Nabuco e a parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste.

Chris Marker, expoente do cinema documental, faleceu em julho, aos 91 anos, em sua casa de Paris…

O Legado da Coruja  (L’Héritage de la Chouette) é um dos mais instigantes e dos menos conhecidos dos muitos projetos realizados pelo saudoso cineasta francês Chris Marker ao longo de uma trajetória de trabalho que já conta seis décadas, apresentando temas sobre a Grécia Antiga que persistem importando como elementos organizadores do pensamento corrente no mundo ocidental. A coruja, animal que simboliza a busca por conhecimento, aparece como guia nessa jornada.

Para marcar a atualidade do projeto de Chris Marker, a exposição é dividida em duas partes. Na primeira, são exibidos os 13 episódios de O Legado da Coruja, projetados em sequência, de modo que a cada dia da exposição a série é mostrada integralmente. Na segunda, foi criado um ambiente de pesquisa e debate, no qual informações sobre o artista e sobre a crise atual na Europa são disponibilizadas por meio de jornais, revistas, livros e outros vídeos.

Quem foi CHRIS MARKER

Chris Marker inovou o cinema durante a Nouvelle Vague, a onda vanguardista francesa, que mudou as regras das filmagens nos anos 1960. Documentarista, seus filmes pareciam mais ensaios literários que cinema, repletos de observações pessoais e insights.

Nascido Christian François Bouche-Villeneuve, nos arredores de Paris, ele integrou a Resistência Francesa e lutou contra os nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Ao fim da guerra, trabalhou como jornalista ao lado de André Bazin, um dos maiores teóricos da Nouvelle Vague. Escreveu críticas de teatro e cinema, poemas e um romance. Até encontrar-se atrás da câmera, filmando documentários de esquerda, que ele mesmo escrevia, dirigia e filmava. Isso durou um extenso período, de 1955 a 1966, até querer ver mais gente fazendo o mesmo.

Nos anos 1960, o poeta Henri Michaux proclamou que a universidade de “Sorbonne deveria ser destruída e Chris Maker erguido em seu lugar”. A alusão se devia à qualidade do material produzido pelo cineasta, que tirou seu pseudônimo da caneta que escreve em qualquer superfície, a Magic Marker.

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  1. O Legado da Coruja (L’Héritage de la Chouette) é um dos mais instigantes e dos menos conhecidos dos muitos projetos realizados pelo saudoso cineasta francês Chris Marker ao longo de uma trajetória de trabalho que já conta seis décadas, apresentando temas sobre a Grécia Antiga que persistem importando como elementos organizadores do pensamento corrente no mundo ocidental. A coruja, animal que simboliza a busca por conhecimento, aparece como guia nessa jornada.

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