Arquivo do mês: novembro 2012

GUARACINE estreia incluindo Guaramiranga no circuito

Festival de Cinema vai mobilizar a bela serra cearense em dezembro

A logomarca tem o traço criativo, delicado, e sensível que caracteriza o trabalho do artista Jota Cambé.

O Festival foi idealizado pela produtora Letícia Menescal e a jornalista Aurora Miranda Leão, conta com apoio da Prefeitura Municipal de Guaramiranga e, pela primeira vez, fará da bela paisagem serrana do município cearense um território da Sétima Arte.

Nesta primeira edição, o festival não será competitivo pois não houve tempo hábil para a realização das inscrições. Mas a ideia é que a edição 2013 passe a ter caráter competitivo, com troféus e premiações.

Este ano, a Curadoria selecionou os seguintes curtas-metragens, e, em breve, divulgaremos a programação completa com oficinas, shows musicais e exibições especiais:

OS CURTAS DO GUARACINE

A Cabra, de Gui Castor (ES)
Aldeia – de Zeca Ferreira (RJ)
A Montanha Mágica – Petrus Cariry (CE)
Arrumando as malas, de Ana Célia (PB)
O Sabiá – Zeca Brito (RS)
Conexion Munich, Carlos Segundo (MG)
De Orquídeas e Selos, de Carolina Paraguassu (GO)
Derredor, de André Aragão (SE)
Doce de Coco, de Allan Deberton (RJ)
Engano, de Cavi Borges (RJ)
Engole logo uma jaca então – Marão (RJ)
Fuxicos de Jeri – Célia Gurgel (CE)
Julie, Agosto, Setembro – Jarleo Barbosa (GO)
Leve-me para Sair – José Agripino (SP)
Mar de Rosas, de Rwanito Oscar (MA)
Mato Alto – de Arthur Leite (CE)
Menina da Chuva, de Rosária, (RJ)
O Céu no andar de baixo – Leonardo Cata Preta (MG)
O mensageiro da galáxia – André Miguéis (RJ)
O silêncio do mundo – Bárbara Cariry (CE)
Os sustentáveis, de Lisandro Santos (RS)
Quebra de contrato – Lindembergue Vieira (RJ)
Retratos, de Leo Tabosa (PE)
Salete Cobra – Alan Fernando (PB)
Uayná Lágrimas e veneno – Junior Rodrigues (AM)

O GUARACINE será realizado de 5 a 8 de dezembro em Guaramiranga, na serra cearense.

Felipe Brida e seu olhar de CINEMA

Acabo de saber e repasso em primeira mão pra você, leitor amigo deste Aurora de Cinema: o livro Cinema em Foco: Críticas selecionadas, do jornalista e professor de Cinema e Semiótica, Felipe Brida, acaba de sair da gráfica.

Segundo o autor, “O livro está saindo do forno depois de seis meses de elaboração, seleção, diagramação e muitos outros ‘ãos’. A HN Editora, de Rio Preto, irá me entregar assim que retornar de viagem, daqui a 10 dias. São 300 resenhas de minha autoria, criteriosamente selecionadas por mim, nesses 10 anos de críticas publicadas em jornais, sites e blogs variados, como E-pipoca, UOL, Colunas & Notas, jornal O Regional, blog Cinema na Web, boletim informativo da Unesp/Bauru e tantos mais. Ao todo 400 páginas de análises de filmes de gêneros e épocas diversas. Deixo uma amostra aqui da capa, cujo projeto gráfico é do amigo publicitário Rafael Martins (pelos encartes ao fundo vocês já podem ter noção do que vão encontrar pela frente!). A revisão dos textos é da competente jornalista Florence Manoel. E muitos amigos colaboraram com prefácio, comentários nas orelhas, apresentação e contra-capa, como o jornalista Marcelo Pestana Carlos Cirne, o diretor de cinema e produtor Walter Webb, a jornalista e atriz Aurora Miranda Leão, e a professora e semioticista Dinamara Garcia Rodrigues. O livro ficou um barato, segundo os poucos que já deram uma conferida no material bruto. Em breve coquetel de lançamento ! Espero que gostem !”

Neusa Borges, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida no Festival de Anápolis…

Felipe Boso Brida é um dos jornalistas mais dedicados e antenados profissionais do meio de Cinema, um apaixonado pela Sétima Arte, amigo e parceiro querido de viagens de cinema, festivais e curtas-metragens (ele é um dos muitos que integram o curta O Sumiço de Alice, de minha autoria, rodado durante o I Festival de Cinema de Anápolis, criado e coordenado pela querida Débora Torres).

FELIPE BRIDA está chegando amanhã em Bagé, onde vai ser júri da Mostra Internacional do IV Festival de Cinema da Fronteira. Felipe é mais um que chega para abrilhantar o festival e contribuir com sua sempre judiciosa participação. Bem vindo, Brida, e PARABÉNS pelo livro !

Delícias do Bistrô: Um lugar obrigatório em Bagé

AURORA DE CINEMA direto do Festival de Cinema da Fronteira

É um bangalô cheio de charme. Situado na praça dos Esportes, uma das mais frequentadas de Bagé – a bela cidade gaúcha conhecida como Rainha da Fronteira, por sua proximidade ao Uruguai -, o belo tom de verde de sua fachada é o que primeiro chama atenção.

Ali fica o conhecido Bistrô Yara Coronel, um lugar dominado pela elegância de sua anfitriã, o charme de seus múltiplos e coloridos espaços, a boa música, a beleza de sua ambientação e, sobretudo, pela excelência de sua culinária e o atendimento convidativo.

Bistrô Yara Coronel, um recanto especial em Bagé, coisa de Primeiro Mundo…

Yara Coronel é uma Artista ! Por muitos anos, lecionou Arte para crianças e jovens de Bagé. O tempo encarregou-se de aprimorar sua alma de fazedora de sonhos e artesã de belezas, e ela foi ‘ensinar arte’ através da deliciosa gastronomia do Bistrô e de sua veia singular de criadora de espaços lúdicos cheios de bossa e charme. Resultado: o Bistrô Yara Coronel é uma festa para os olhos e um regalo para o paladar.

Yara Coronel, figura festejada em Bagé, uma Artista que cultiva Artistas…

Cenários convidativos fazem do Bistrô Yara Coronel um lugar especial…

Ir ou estar em Bagé e não conhecer o Bistrô de Yara Coronel é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro e não conhecer o Corcovado ou a Lagoa Rodrigo de Freitas. Ou como diria o Skank,

“É como mergulhar no rio
E não se molhar
É como não morrer de frio
No gelo polar
É ter o estômago vazio e
Não almoçar …”

Por conta da realização do IV Festival Internacional de Cinema da Fronteira, no qual assino com muita honra a Curadoria – obrigada, Zeca Brito e Sapiran pela distinção do convite -, tenho jantado no Bistrô todas as noites. E quanto mais vou ali, mais me impressiono com a qualidade indubitável e irretocável do restaurante. Não à toa, o Bistrô está sempre lotado. E chegando mais gente…

No BISTRÔ YARA CORONEL tudo é um convite a estar, voltar, virar frequentador assíduo. Os pratos são diversos – da massa ao bacalhau, passando pelo frango, o saborosíssimo peixe, até o salmão e outras iguarias finas. Aliás, no Bistrô Yara Coronel, é possível até pedir um prato ‘no escuro’, sem olhar o cardápio. Porque todos os pratos do Bistrô foram criados pela mesma sensibilidade gastronômica e são feitos com as mesmas mãos de fada das artistas do sabor, Raquel e Lu.

Há pratos cujos nomes já dão pro freguês ‘sentir o drama’ : como o Arraso e o Pecado -, além de exemplares de filé que enchem os olhos e regalam o paladar… o que é aquele Salmão Crocante com molho de manga e castanhas ? Benza Deus !

O único senão do Bistrô Yara Coronel é que você não quer sair de lá, pretende voltar sempre, e adeus dieta !

Cândida, Aurora, Martinha e Bete: noites incríveis no Bistrô Yara Coronel, um lugar especial e obrigatório em Bagé…

Um beijo muito carinhoso e agradecido à Diva Yara Coronel, e à sua fabulosa equipe de assistentes, que nos recebem com atenção, delicadeza e simpatia todas as noites – Martinha, Bete, Cândida, Marley, e ainda Rosane Coutinho (Marketing), Lu e Raquel… e parabéns à equipe de organização do IV Festival de Cinema da Fronteira, que nos concedeu este adorável presente de poder estar todas as noites neste lugar mágico, nostalgicamente plástico, belo e singular que é o BISTRÔ YARA CORONEL.

O exótico ambiente de onde saem as preciosas delícias do Bistrô Yara Coronel…

Tudo no Bistrô é um convite ao sorriso e ao brilho do olhar…

Rosane Coutinho e Aurora Miranda Leão curtindo a noite do Bistrô da Yara…

Júnior Rodrigues e Marquinho Silva: gente de cinema no Bistrô Yara Coronel…

Aurora de Cinema em click Rosane Coutinho, simpatia do Bistrô…

Um dos espaços mais bonitos, a apaixonante Sala Azul, um luxo para o olhar…

Zózimo Bulbul: 50 de carreira e homenagem em Encontro de Cinema Negro

O Rio de Janeiro sedia, a partir da próxima quarta, 6º Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Caribe, homenageando os 50 anos de carreira do diretor e ator Zózimo Bulbul, idealizador do Encontro.

Zózimo Bulbul fortalecendo laços entre o cinema negro do mundo…

Um dos principais atores do Cinema Novo, Zózimo Bulbul é um dos ícones negros dos anos 1960: foi o primeiro protagonista negro de uma novela brasileira, Vidas em Conflito, e um dos principais atores do Cinema Novo. Zózimo Bulbul também dirigiu filmes importantes, como Abolição e o curta Alma no Olho, uma metáfora sobre a escravidão.

Aurora Miranda Leão celebra Zózimo Bulbul no Festival de Cinema de Anápolis…

Na mostra deste ano, serão exibidos mais de 40 filmes de diretores africanos e caribenhos, os quais poderão ser vistos pelo público em três áreas da cidade: no Cinema Odeon e Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), na Cinelândia; no Centro Afro Carioca de Cinema, na Lapa, e no Espaço Oi Futuro, em Ipanema.

As sessões serão gratuitas, com exceção das do Cine Odeon, cujos ingressos custam R$ 2. Entre os destaques, os filmes Nós Também Andamos na Lua e Afro@Digital, de Balufu Bakupa-Kanyinda; Elza, de Mariette Monpierre; O Sorriso da Serpente, de Mama Keita; Mopiopio, de Zezé Gamboa; e o documentário Cinema Africano – Diálogo entre os Cineastas Africanos, de Manthia Diawara, que dará uma oficina sobre roteiro dia 25 no CCJF.

Paralelo ao encontro, o projeto Herança Africana – Intervenções Urbanas no Caminho do Porto, promove, a partir de amanhã,  exibições de filmes ao ar livre, apresentação de artes cênicas, mostra de fotografias e grafites, shows de músicas e gastronomia. Os eventos ocorrerão no Largo de São Francisco da Prainha, na Pedra do Sal, no Cais do Valongo, no Jardim Suspenso do Valongo, na Praça da Harmonia, e na Rua Pedro Ernesto.

Segundo a curadora do projeto, a cineasta Luana Paschoa, os locais, próximos ao cais do porto, no centro, remontam à chegada dos primeiros escravos africanos. “Esses são os pontos onde os negros chegaram. Por isso são locais muito representativos”, disse.

Programação completa: www.afrocariocadecinema.org.br

Marcos Paulo, querido, Saudades…

Um dos mais bonitos artistas da TV Brasileira, ele tornou-se diretor de sucesso e faleceu após muita luta contra a doença terrível…

Foi nesse domingo, na casa dele, no Rio, de embolia pulmonar. Tinha 61 anos e havia participado até sábado na nona edição do Amazonas Film Festival

Segundo a Central Globo de Comunicação, o velório e a cerimônia de cremação vão acontecer nesta segunda (12) no Memorial do Carmo, no Rio, a partir das 11h.

Cheio de força e vibração positiva, lutou bravamente contra a doença e sempre que concedia entrevistas revelava uma profunda crença em Deus e na certeza de sua recuperação. Seu exemplo foi sempre o de um aguerrido vencedor, chegando a surpreender os médicos com sua rápida recuperação.

Marcos Paulo 2

Pelos designios de Deus, que são imperscrutáveis – como dizia meu sábio avô, Dr. João Valente de Miranda Leão -, MARCOS PAULO não resistiu, e partiu nesse domingo plantando uma profunda tristeza em nós e em tantos quanto o admiravam e eram seus fãs, parceiros, amigos, deixando 3 filhas e a mulher Antônia Fontenelle.

Com uma carreira de mais de quatro décadas, iniciada ainda na adolescência, Marcos Paulo destacou-se primeiro como galã de novelas. No final dos anos 1970, ele passou a se dedicar também à direção, tendo assinado trabalhos marcantes como os mega sucessos Dancing Days e Roque Santeiro.

Adolescente, Aurora Miranda Leão conhece Marcos Paulo e chora ao encontrar o ídolo…

MARCOS PAULO Simões nasceu em São Paulo, em 1º de março de 1951, e foi criado no bairro do Bixiga. Ele era filho adotivo do escritor e diretor Vicente Sesso, através de quem cedo começou a se interessar pelo trabalho na televisão. Sabia ser filho adotivo, mas tinha uma relação linda, de muito respeito e cumplicidade com o pai.

Foi sempre contratado da Rede Globo, onde foi destaque na novela Pigmaleão 70 e Carinhoso. Na década de 1980, destacou-se por suas participações em “Sinhá Moça” (1986), de Benedito Ruy Barbosa, e pelo papel-título da minissérie “O primo Basílio”, baseada no romance do escritor português Eça de Queiroz (1845-1900). Mais recentemente, atuou na novela Páginas da vida (2006), de Manoel Carlos.

Marcos Paulo e Aurora Miranda Leão: encontro inesquecível no Rio de Janeiro…

Seu primeiro trabalho como diretor foi no mega sucesso de Gilberto Braga, a novela Dancing Days (1978), na qual dividiu a tarefa com Dennis Carvalho e José Carlos Pieri. Seu principal trabalho como diretor de novelas foi em “Roque Santeiro” (1985). Ao longo da última década, dirigiu as novelas “Porto dos milagres” (2001), “O beijo do vampiro” (2002), “Começar de novo” (2004) e “Desejo proibido” (2007).

Aurora Miranda Leão, então estudante de jornalismo, reencontra Marcos Paulo

No cinema, seu único trabalho foi como diretor do longa-metragem Assalto ao Banco Central, de 2010. Marcos Paulo já trabalhava na produção do que marcaria seu segundo filme como diretor. Segundo ele, “Sequestrados” seria um “thriller policial”, com parte de suas cenas gravadas no Amazonas. O elenco teria Lima Duarte, Milhem Cortaz, Fábio Lago, Vinícius de Oliveira e Eriberto Leão.

Jorge Fernando, Aurora Miranda Leão, Marcos Paulo e Tomil nos bastidores da peça As Gralhas – teatro da Lagoa, Rio, anos 80…

Desde 1998, Marcos Paulo era responsável por um dos núcleos de direção de programas da TV Globo. Além de novelas, o núcleo produziu episódios de “Você decide”, “Malhação”, o especial de fim de ano “Estação Globo”, e o programa humorístico “Os caras de pau”.

Marcos Paulo tinha três filhas: Vanessa, com a modelo Tina Serina; Mariana, com a atriz Renata Sorrah; e Giulia, com a também atriz Flávia Alessandra. Ele era atualmente casado com a modelo Antônia Fontenelle. Na última sexta, 9 de novembro, Marcos Paulo compareceu ao 9º Amazonas Film Festival, em Manaus.

Reveja imagens de MARCOS PAULO: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/11/veja-videos-da-carreira-de-marcos-paulo.html

Enfim, BOAL no Cinema, em novo filme de Zelito Vianna

Será lançado amanhã, dentro da programação do VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual-Festival CineFuturo, em Salvador, o DVD “Augusto Boal e o Teatro do Oprimido”, do cineasta Zelito Viana.

O documentário Augusto Boal e o Teatro do Oprimido foi produzido em parceria com o Canal Brasil. Com base em entrevistas do próprio Boal, mostra o  importante legado do grande autor, dramaturgo e diretor de teatro. Depoimentos de Ferreira Gullar, Edu Lobo, Chico Buarque e Aderbal Freire-Filho recheiam o filme. Também é reconstruída a importância de sua participação no Teatro de Arena de São Paulo, na década de 50, quando, ao dedicar-se à montagem de autores brasileiros estreantes, ajudou a trazer à tona Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006) e Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974).

Aurora Miranda Leão em conversa com o inesquecível Augusto BOAL, inteligência fulgurante…

Zelito Viana também é produtor do filme Batuque dos Astros, dirigido por Julio Bressane, que será exibido amanhã, dia 11,, às 20h30. O filme mostra o poeta português Fernando Pessoa através do olhar estimulante de Bressane.

O VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual-Festival CineFuturo é uma realização da VPCinemavideo e patrocínio do Fazcultura – Governo da Bahia e Chesf– Governo Federal. A produção é da Baluart.

Programação completa: www.cinefuturo.com.br

Cinema Marginal ganha nova coleção

Parceria estabelecida entre a LUME FILMES e a HECO PRODUÇÕES cria um selo de cinema brasileiro que estreia com o lançamento de doze DVDs (totalizando 41 filmes) que irão compor a histórica COLEÇÃO CINEMA MARGINAL BRASILEIRO. Este mês, saem os  DVDs 7 e 8.

O DVD 7, Sérgio Bernardes Filho, contém o longa-metragem Desesperato (1968), o média-metragem Rio: plano político-administrativo do município (1982) e o curta-metragem Venha, doce morte (1967). Nos extras, o material bruto do filme inacabado de Sérgio Bernardes Filho, Madrepérola.

O DVD 8, Ozualdo R. Candeias, contém o longa-metragem Meu nome é… Tonho (1969), o média-metragem Zézero (1974) e o curta-metragem A visita do velho senhor (1976). Nos extras, matéria de televisão sobre o cineasta Ozualdo R. Candeias e filmagens caseiras do diretor.

Onze anos após a primeira edição da mostra Cinema Marginal e suas Fronteiras (realizada pela Heco Produções em maio de 2001 no CCBB de São Paulo, quando foram exibidos 40 filmes relacionados ao movimento Cinema Marginal), o público terá agora a oportunidade de assistir a uma parcela significativa destes filmes.

Os DVDs trazem longas, médias e curtas-metragens, entrevistas e palestras inéditas com realizadores, críticos e/ ou ensaístas. Um encarte na forma de um livrete de 16 páginas, acompanhará cada unidade de DVD, com textos e imagens inéditos: vasto material iconográfico, ensaios sobre o movimento, artigos críticos, sinopses e fichas técnicas sobre os filmes lançados e uma biofilmografia dos autores das obras, mantendo o ineditismo e o consagrado padrão de qualidade alcançado ao longo dos últimos anos pela HECO PRODUÇÕES e pela LUME FILMES.

  • COLEÇÃO CINEMA MARGINAL 7

DESESPERATO de Sérgio Bernardes Filho

APÓS PESQUISAR AS “ZONAS NEGRAS DO TERCEIRO MUNDO”, ESCRITOR LANÇA UM LIVRO SOBRE PATRIOTISMO E LUTA PELA LIBERDADE. AO VOLTAR PRA CASA, ENCONTRA UMA ESTRUTURA ARCAICA QUE NÃO PODE MAIS SUPORTAR.

DIRETOR: SÉRGIO BERNARDES FILHO

ANO DE PRODUÇÃO: 1968

ELENCO PRINCIPAL: FERNANDO CAMPOSFERREIRA GULLARMÁRIO LAGONELSON XAVIERNORMA BENGELLRAUL CORTEZ

TEMPO DE DURAÇÃO: 90 MIN

MISSÃO RIO de Sérgio Bernardes Filho

DOCUMENTÁRIO DE MÉDIA-METRAGEM SOBRE O PLANO POLÍTICO E ADMINISTRATIVO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ELABORADO PELO ARQUITETO E URBANISTA SÉRGIO BERNARDES (PAI DO DIRETOR DO FILME) PARA SALVAR A CIDADE MARAVILHOSA DO CAOS CAUSADO POR SEU CRESCIMENTO DESORDENADO.

ANO DE PRODUÇÃO: 1982

DIRETOR: SÉRGIO BERNARDES FILHO

DOCUMENTÁRIO

 

VENHA DOCE MORTE de Sérgio Bernardes Filho

DOCUMENTÁRIO SOBRE A CASA SÃO LUIZ, TRADICIONAL ASILO PARA IDOSOS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, ESTE É O PRIMEIRO FILME DIRIGIDO POR SÉRGIO BERNARDES FILHO.

ANO DE PRODUÇÃO: 1969

DIRETOR: SÉRGIO BERNARDES FILHO

22 MIN

DOCUMENTÁRIO

CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA: 14 ANOS

  • COLEÇÃO CINEMA MARGINAL 8

A VISITA DO VELHO SENHOR de Ozualdo Ribeiro Candeias

ADAPTAÇÃO DO CONTO GRÁFICO DE POTY LAZZAROTTO QUE NARRA A VISITA DE UM HOMEM A UMA PROSTITUTA. DURANTE A VISITA, O HOMEM TORTURA A MULHER.

ANO DE PRODUÇÃO: 1976

DIRETOR: OZUALDO RIBEIRO CANDEIAS

ELENCO PRINCIPAL: JOSÉ MARIA SANTOS E MARLENE ARAÚJO

TEMPO DE DURAÇÃO: 13 MIN

CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA: 14 ANOS

MEU NOME É TONHO de Ozualdo Ribeiro Candeias

UM HOMEM APELIDADO DE TONHO NÃO CONHECE SUA ORIGEM. NA SUA MEMÓRIA, APENAS FRAGMENTOS DA INFÂNCIA DILUÍDO NO TEMPO, E O RAPTO DO QUAL FORA VÍTIMA POR PARTE DE UM GRUPO DE CIGANOS. TONHO ABANDONA OS PESADELOS DOS CIGANOS E COMEÇA A VIVER TRANQUILO ATÉ QUE, EM UMA NOITE, UMA LINDA MULHER CRUZA O SEU CAMINHO.

ANO DE PRODUÇÃO: 1969

DIRETOR: OZUALDO RIBEIRO CANDEIAS

ELENCO PRINCIPAL: JORGE KARAN, BIBI VOGEL, NIVALDO LIMA, EDDIOSMANIO, WALTER PORTELA, TONY CARDI, CLAUDIO VIANNA, ALUIZIO DE CASTRO

TEMPO DE DURAÇÃO: 95 MIN

CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA: 14 ANOS

ZÉZERO de Ozualdo Ribeiro Candeias

CAMPONÊS MISERÁVEL TEM A VISÃO DE UMA “FADA”, QUE O CONVENCE A IR PARA A CIDADE ATRAVÉS DE FOTOS PUBLICITÁRIAS E PROMESSAS. LÁ, SÓ CONSEGUE EMPREGO NA CONSTRUÇÃO CIVIL, ONDE O POUCO QUE GANHA GASTA COM APOSTAS NA LOTERIA ESPORTIVA.

ANO DE PRODUÇÃO: 1974

DIRETOR: OZUALDO RIBEIRO CANDEIAS

ELENCO PRINCIPAL: ARNALDO GALVÃO, CARLOS BIONDI, ISABEL ANTINÓPOLIS, MARIA DAS DORES DE OLIVEIRA, MARIA GIZÉLIA, MARIA NINA FERRAZ, MILTON PEREIRA E PAMIRA BALBINA DE ALMEIDA

TEMPO DE DURAÇÃO: 31 MIN

CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA: 14 ANOS

FECIM: este Festival nasceu com fôlego de gigante

AURORA DE CINEMA direto do FECIM-Muqui

Estar na edição inaugural do Festival de TV e Cinema Independente de Muqui – adorável cidade do sul capixaba – foi uma das mais felizes experiências desta nossa vida de repórter, sempre em busca dos lugares e fatos onde o Cinema Brasileiro é destaque ou possa ser sublinhado.

O FECIM ganhou meu interesse desde que soube que o festival era ideia de um grupo de jovens que trabalham com teatro, audiovisual, música, dança e outras artes, e cujo foco irmanava, numa mesma pulsação, os meandros da Sétima Arte e também os da Televisão – sobretudo no tocante à Telenovela.

Sempre achei: quem gosta de contar e ouvir histórias e, portanto, é um apreciador de Dramaturgia (ainda que não tenha consciência disso), não pode desprezar nenhum tipo de espaço ou veículo onde isso se dá. Afinal, os pilares das três principais artes onde isso acontece são o Teatro, o Cinema e a TV. Em todos esses, as histórias contadas, encenadas, exibidas, veiculadas são DRAMATURGIA. Cada meio tem sua especificidade, óbvio, mas a força motriz é a mesma.

Thelma Guedes e Duca Rachid: contribuição relevante ao FECIM…

Sou uma apaixonada por Dramaturgia, irremediavelmente levada pelo Teatro – a Arte Milenar -, o Cinema e as Telenovelas. Daí, quando descobri o FECIM (através da página da escritora Duca Rachid no Facebook), não pensei duas vezes: “Vou saber quem organiza este festival e vou tentar ir”. E assim o fiz.

Entrei rapidamente em contato com Léo Alves, o idealizador e coordenador-geral, e me apresentei, dizendo que queria muito estar em Muqui para o FECIM. A partir daí, nossa troca de conversas fluiu célere e sempre conectada. Foi mais de um mês trocando e-ms e tentando falar com Léo pelo telefone, o que acabei só conseguindo quando já estava na capital capixaba – nossa agendas não se encontravam nunca. Mas um dia recebi uma mensagem super carinhosa e estimulante de Léo Alves: “Aurora, engraçado, tenho cada vez mais a sensação de já te conhecer há muito tempo”. E essa  sensação passou a nos guiar…

Léo Alves no centro e seus renomados convidados: tudo fluiu em perfeita sintonia no FECIM…

Conhecer Léo Alves foi uma gratíssima satisfação. Nós temos mesmo tudo a ver. Léo possui uma energia vibradora que realiza, e caminha rumo aos objetivos traçados com determinação, sensibilidade e serenidade que cativam à primeira vista. Logo, nas primeiras trocas de e-ms, Léo Alves já tinha me ganhado. E quando ele foi me receber na rodoviária de Cachoeiro do Itapemirim, na véspera da abertura do FECIM, foi como o encontro de dois amigos, que apenas não se viam há alguns meses.

Teatro Neném Paiva lotou todas as noites para ver CINEMA de graça no FECIM…

Cheguei em Muqui na noite de quarta, 31 de outubro, e fiquei surpresa ao ver tudo já em clima de festival, e com ares de grande evento. Na praça principal da bela cidade histórica, epicentro do FECIM, tendas estavam armadas, bem decoradas e iluminadas. Cartazes espalhados nos postes, banners pelas tendas e no Teatro Neném Paiva – QG da Produção (montado na Escola de Música contígua ao teatro) -, e funcionários trabalhando como se o festival já tivesse começado, tudo causava positivo impacto diante de um evento que iria acontecer numa cidade interiorana, em ritmo de estreia.

Desde o início percebi: o FECIM chegava muito bem estruturado e os organizadores tinham pensado o festival como um evento para nascer forte, se firmar e evoluir. Havia, no íntimo de cada um que circulava ali nas tendas e entorno do QG do FECIM, uma vontade de acertar e a certeza de estar no caminho certo, cujos fluidos me alcançaram rapidamente.

E a partir da minha chegada ao ponto central do FECIM – onde Simone Marçal ultimava detalhes da produção em conversas com uma grande equipe, formada em sua maioria por voluntários -, senti que o festival idealizado por Léo Alves seria um sucesso.

Aliás, a criativa logomarca – criação do artista Wilson Ferreira – e a graça de garota encontrada por Léo para protagonizar todo o material de divulgação do FECIM, já trazia embutido um certo condão de ludicidade e beleza, capazes de conquistar de imediato.

A vinheta criada por Léo Alves como principal peça audiovisual publicitária do FECIM é de uma plasticidade singela e cativante.

Com a jornalista Aurora Miranda Leão, a graciosa empatia de Duda Teixeira, a cativante ‘mascote’, mais um trunfo do FECIM

A menina Maria Eduarda (Duda) Teixeira tem uma docilidade e empatia que a câmera captou e o coração do público aderiu prontamente com o maior afeto, conectando instantaneamente ao chamado do Cinema na Cidade Menina

As irmãs Fernanda e Simone Marçal, tocando o FECIM, festival que foi uma sucessão de acertos…

Esta primeira impressão teve chance de se confirmar todos os dias: em cada atividade da programação, afirmava-se o acerto de um projeto bem pensado, feito coletivamente, com um plano de trabalho bem elaborado, debatido, e absorvido por toda a equipe.

Turma preparada para o belo cortejo que abriu lindamente a programação do FECIM…

Essa sintonia que houve (e há) entre os que realizaram o I FECIM é o grande trunfo deste festival, que, nem bem terminou, e já emana novas e boas vibrações através de reuniões virtuais e troca de ideias entre os muitos que pensaram o FECIM, e agora orquestram um festival ainda melhor para 2013, ancorados e estimulados (com todo merecimento) por nomes de envergadura que participaram de sua programação, e hoje derramam-se em elogios para este Festival na Cidade Menina, o qual, de caçula, só tem o fato de estar na pioneira edição.

Parte da equipe que tocou o FECIM e a jornalista Aurora Miranda Leão…

Mas o FECIM que eu vi nascer em postagens via web é um festival da maior importância, nascido com energia e estrutura suficiente para alçar grandes voos e prospectar grandes ações na seara da dramaturgia e do audiovisual, a partir de MUQUI.

Cavi Borges, Aurora Miranda Leão e Claudia Puget: sintonia artística no FECIM…

Anotem o que este AURORA DE CINEMA vem dizendo desde que começamos a postar informações sobre o FECIM: este Festival ainda vai ser tão concorrido que vai chegar o dia em que hotéis e estabelecimentos ‘Cama & Café’ de Muqui e cidades vizinhas não vão conseguir abrigar todos os interessados em participar in loco de sua programação.

Que deve ser maior a cada edição. O que este AURORA DE CINEMA viu e ouviu de gente elogiando o FECIM fez esta redatora ficar de dedo cansado de tanto teclar.

Desde o mais pacato morador de Muqui até nomes como os da escritora e Doutora em Cinema, Bernadette Lyra; passando pelo do cineasta/produtor Cavi Borges; o do escritor Eduardo Nassife; o do ator Mouhamed Harfouch; as cineastas Luíza Lubiana e Ceci Alves; até as escritoras Thelma Guedes e Duca Rachid; todas as falas, como em uníssono, davam conta das mesmas impressões: o FECIM foi uma sucessão de acertos, seus ‘maestros’ (encarnados em Léo Alves, Jussan Silva, e Simone Marçal) estão de PARABÉNS, Muqui é uma cidade adorável, a equipe trabalhou com competência e disposição, e o Festival chegou com  porte de Leão.

Desde o lúdico cortejo inaugural, passando pelas exibições lotadas, a roda de samba debaixo de chuva na praça principal de Muqui, os almoços e jantares adoráveis no belo casario da artista Cláudia Puget, a programação paralela na antiga estação ferroviária, até o adorável bicicletaço com chuva de poesias no último dia do Festival, tudo no FECIM foi bonito, funcionou, e só merece PARABÉNSSSSSS !!!

O artista Wander Polatti, a escritora Bernadette Lyra,  o produtor Jussan Silva e Silva, e a jornalista Aurora Miranda Leão celebram o êxito do FECIM…

Em breve, novo post sobre o FECIM. Aguardem !

A Igreja Matriz, cenário imponente de Muqui, a cidade do FECIM… Até 2013 !

Inscrições ao Cinerama 2013

O 3º Cinerama.BC acontecerá de 1º a 5 de Maio de 2013, objetivando  proporcionar uma imersão no mundo audiovisual. Para isso, são convidados realizadores e profissionais da indústria audiovisual.

A mostra competitiva exibe filmes nacionais e internacionais de ficção e documentário. Dentro desta, os melhores filmes são agraciados com a Coruja de Ouro pelo Júri Oficial e pelo público.

A seleção oficial é concisa com, em média, 7 longas e 7 curtas-metragens por edição. A curadoria busca mostrar diferentes formas de sensibilidade em ficções e documentários de diretores consolidados ou estreantes.

O Cinerama.BC também conta com as seguintes mostras paralelas: Festival Internacional de Novas Mídias – Novas formas de produzir e exibir audiovisual; Mostra Catarina – Curtas-metragens catarinenses ou relacionados ao estado de Santa Catarina; Sessão Corujinha – Sessão com filme infantil realizada em parceria com a Secretaria da Educação; e Residência Cinerama.BC – debates com os realizadores dos filmes, palestras diárias sobre o mercado cinematográfico, e oficinas.

As inscrições estão abertas até 31 de janeiro, e devem ser feitas através do site www.cineramabc.com.br.

O Cinerama.BC ocorre na cidade de Balneário Camboriú-SC, no Cine Itália, sala de cinema de rua com capacidade para 700 espectadores.

FECIM: Bicicletas e chuva de poesias acordam domingo de Muqui

AURORA DE CINEMA direto do FECIM-MUQUI

O sábado foi todo de chuva em Muqui, mas nem por isso houve menos animação, alegria, produção e muitas atividades em torno do Cinema e de todas as artes imbutidas na sétima.

Música, Literatura, Teatro, Circo, Dança, História, Patrimônio e Natureza: tá tudo muito junto e misturado nestes dias prolíficos do I Festival de TV e Cinema Independente de MUQUI, o FECIM, que agora já é uma referência importante na vida de todos quanto participam deste surpreendente e benfazejo encontro de Artes & Sentimentos, num congraçamento de ideias só possível quando se sabe que a Arte e as ações em favor do Bem não tem limites nem fronteiras.

A presença vibrante e inteligente da escritora e professora Doutora em Cinema,  Curadora da Mostra Itaú de Cinema, Bernadete Lyra*, foi o destaque do sábado, assim como a presença sempre carismática do querido cineasta e produtor Cavi Borges foi um dos pontos altos da tarde de sexta no FECIM.

Aurora Miranda Leão e Bernadete Lyra: encontro valoroso no FECIM…

* Criadora do termo Cinema de Bordas e, junto com outros pesquisadores, mantém um intenso trabalho voltado para este tipo de cinema. Segundo Bernadete, “cinema de bordas é um modo de conceituar todo um tipo de produção cinematográfica ou audiovisual que constitui um universo paralelo ao mundo do cinema institucionalizado pela historiografia cinematográfica tradicional, ou seja, por aquela historiografia que foi, em boa parte, pautada na autoria e na noção do “bom”, do “belo” e do “artístico”. Esse universo paralelo é heterogêneo, apresentando variantes”. 

N.R.: Em breve, traremos um ARRASTÃO FECIM com detalhes e imagens de todo o Festival !

Foi com muito samba e debaixo de chuva que o sábado se despediu, anunciando um domingo de muita alegria e cores pelo Sítio Histórico da adorável cidade capixaba de Muqui.

Hoje, às 9:30, começa o esperado passeio de bicicletas pelas principais ruas de Muqui, com uma parada estratégica na Igreja Matriz para um congraçamento entre participantes do FECIM e moradores da Cidade Menina através de uma chuva de poesias, que deverá respingar muita emoção, entusiasmo, cores e letras por aqui.

À noite, haverá missa na Matriz, às 19h, com o canto lírico de Gustavo, e fechando a noite, uma super produzida festa para irmanar os corações – que se tanto se empenharam para o êxito do FECIM – e celebrar a próxima edição, a qual deverá ser ainda muito melhor que esta, mal nascida e já engatinhando em ritmo de Ano 10…

* Curta mais o FECIM: http://g1.globo.com/videos/espirito-santo/estv-2edicao/t/edicoes/v/profissionais-renomados-participam-de-festival-de-cinema-em-muqui-no-es/2222658/