Abertura comprova: FECIM veio para ficar

AURORA DE CINEMA direto do FECIM-MUQUI

Aqui em MUQUI, o Cinema empresta asas à Poesia – ou será a Poesia que cria a narrativa ? -, anda flertando com a música, caminha de braços dados com a História, e cede passagem à Alegria !

Este é o clima desde que foi aberto o I FECIM – Festival de TV e Cinema Independente de Muqui -, na tranquila e bela cidade capixaba, que sedia este festival que nasceu forte e espalha sementes multifárias por onde passa, iluminando e sendo iluminado por fotógrafos, artistas e visitantes de todas as partes do país, que, como eu, também não se cansam de declarar seu encantamento por esta Cidade Menina que é Muqui…

 

Habitué de festivais de cinema há alguns anos, e vendo com satisfação seu crescente, contínuo e veloz crescimento – num país onde as salas de cinema são escassas, deveríamos ter um festival em cada bairro -, ando profundamente impressionada com o que vem sendo este FECIM, idealizado pelo jovem cineasta LÉO ALVES – este é um dínamo !

Inteligente, sensível, aguerrido… e traça todo o panorama na maior tranquilidade, sempre rindo, educado, cumprimentando todo mundo na maior simpatia e generosidade… Léo Alves é uma figura rara !  Estou encantada… este garoto vai longe porque sabe o chão que pisa, como pisa e porque pisa.

Desde que cheguei, um dia antes do festival começar, a impressão positiva ultrapassou o que esperava encontrar aqui. Cheguei à noite, em companhia do próprio Léo Alves, naquele misto de surpresa e satisfação por saber estar, finalmente, pisando o chão do maior Sítio Histórico do Espírito Santo.

As ruas de paralelepípedos, o clima de tranquilidade hospitaleira, a Igreja Matriz e o farto casario emprestando ares cenográficos à cidade, foram me conquistando enquanto os quilômetros eram trilhados. Até que chegamos à praça principal e ao QG da Produção – a Escola de Música, tendo anexo o aconchegante Teatro Neném Paiva.

Ali, uma generosa equipe já acumulavaa horas de trabalho, coordenada pela produtora Simone Marçal, uma força poderosa na organização do FECIM. Alojados num corredor de tendas, charmosamente decoradas, os integrante da equipe checavam as ações dos grupos, e até o prefeito Nicolau Esperidião Neto estava por lá mostrando que a Prefeitura está realmente envolvida com o FECIM.

De lá, fomos a um barzinho, onde um camarão delicioso nos recebeu, ao lado de um grupo que tocava umas músicas brasileiras destas que amamos… aí, claro, não podia faltar MEU ERRO (do poeta HERBERT VIANNA) pra fechar a noite no melhor estilo de VAI VALER !
Isso tudo foi na quarta, e na quinta, o FECIM foi aberto, com um colorido e festeiro cortejo que percorreu as principais ruas da cidade, e polvilhou de graça, força e luzz este festival que inscreve-se já como um foco poderoso de CINEMA, Audiovisual e Cultural que brota a partir do sul do Espírito Santo, se espraia nos elogios de cada visitante que aqui está participando do festival – seja com filmes, oficinas, palestras, debates -, e vai reverberar muito forte e longe aa partir da ebulição que é este festival menino que nasceu forte que nem os primeiros chutes de Messi na pequenina Rosário, em sua natal Argentina.
No mais, estou indo embora, como diz a música de Belchior… porque agora vou cair em campo pra acompanhar as atividades do FECIM.
Às 14h, tem mesa para debater TV e Cinema com a presença das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes, que estão na cidade desde ontem, assediadamente festejadas.
Aguardem os próximos posts com mais notícias do FECIM.

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