Arquivo do mês: setembro 2013

Susana, Fagundes e Solano brilham em Amor à Vida

Novela viveu noite de alta voltagem: trama chega a momento crucial com show de atores, diálogos fortes, situações verossímeis, e direção impecável

Susana Vieira: Pilar descobre a traição do marido com a Secretária…

Como diria o saudoso Artur da Távola, talvez a mais notória influência na forma de ver TV e comentar desta redatora: ‘Não são nada agradáveis as verdades ditas e as situações vivenciadas esta noite na novela Amor à Vida mas como são profundas, apropriadas, críveis e emocionalmente fortes’.

Mateus Solano que nem vinho: melhor a cada capítulo…

No capítulo levado ao ar esta noite, um dos melhores de toda a trama até aqui, quando já ultrapassa os 100, tudo saiu no capricho, do texto prodigioso – passando pela magistral atuação dos atores e uma trilha sonora adequadíssima à vibração do capítulo -, à irretocável direção com direito a banho de fotografia e enquadramentos adequados.

Susana Vieira roubou a cena em momento crucial para a personagem Pilar…

A noite na telinha foi de Susana Vieira – que desenhou sua atuação da noite pontuando as emoções da personagem Pilar em várias nuances, todas muito bem adequadas à situação vivida e ao glorioso texto assinado por Walcyr Carrasco (que tem uma penca de exímios colaboradores) -; Antônio Fagundes – ator merecidamente consagrado nos palcos, na telona e na telinha; Mateus Solano – que consegue melhorar a cada nova situação impingida ao seu ardiloso personagem Félix; Vanessa Giácomo – aproveitando com gloriosa competência o papel de cínica supostamente apaixonada pelo patrão; e Bárbara Paz – ótima atriz ‘descoberta’ num reality show, de talento esmerado e inegável vocação.

Vanessa Giácomo agarra com destreza o papel da cínica interesseira…

E. como dizem os que bem entendem de audiovisual, se fazer um curta-metragem é difícil, fazer uma novela equivale a fazer um curta-metragem por dia. No caso do capítulo de hoje de Amor à Vida, foram tantos curtas quanto foram os intervalos – 4 ou 5 -, todos feitos com igual competência, singular habilidade e estrondosa capacidade de alcançar a empatia da audiência.

Um DEZ enormeeee e comovido ao show que foi acompanhar Amor à Vida esta noite. Um gol de teledramaturgia digno de lance de MESSI em dia de jogo difícil e com estádio lotado.

Susana Vieira compôs uma Pilar de fácil identificação e com as necessárias nuances emocionais. todas muito bem construídas: a mãe esmerada, a amiga compreensiva, a filha dedicada, a mulher rejeitada, a esposa compreensiva e apaixonada… trabalho que conta com o luxuoso auxílio do preparador de elenco Sérgio Penna (!!!).

Mais uma Pérola do Poeta Fabrício CARPINEJAR !

Permita-me, Fabrício Carpinejar, mas depois de ler esta PÉROLA em forma de CRÔNICA, não tenho outra opção que não a de dividir com meu estimado leitor esta sinfonia poética de rara beleza e perspicácia profunda, capaz de comover até o mais gélido dos mortais.

Um NOBEL DA POESIA para o Poeta da Crônica e Cronista da Poesia, FABRÍCIO CARPINEJAR !!!

Pequenos Céus Somados

O pássaro que voará mais alto é o pássaro que nunca desistiu de puxar a coleira.

Será a ave amarrada pelas patas que não se conformou com o confinamento da gaiola e que toda manhã esticará seu corpo até o máximo.

Até o máximo daquele dia.

Não pode se soltar, mas nem por isso se sentirá preso. Não é livre, mas nem por isso deixará de admirar a possibilidade de flanar.


Se não tem condições de brincar com as árvores, brincará com sua sombra.

Se não tem como brigar pela comida, valorizará o alpiste que recebe em sua tigela quebrando minuciosamente cada grão.

Se não tem vento para expor sua plumagem, baterá as asas para fazer vento em si.

Se não tem o sol na cara, levantará as unhas pelas barras das grades por um punhado de luz.

O pássaro que voará mais alto sempre é o que – enquanto não pode voar – canta, é o que – enquanto não pode subir – caminha, é o que – enquanto não pode planar – afia o bico.

Não reclamará da falta de opção, usará as opções que tem.

Não pode voar, mas treina seu voo esticando a coleira até o máximo. Até o máximo daquele dia.

Puxará a corrente ao limite. Somará pequenos céus com os centímetros de sua corrente.

Tudo o que voará depois será resultado de tudo o que andou em seus limites. Cinco passos repetidos à exaustão darão o condicionamento de quilômetros. Não estará destreinado para as alturas, já que exercitou seu fôlego no chão.

Não desistiu de avançar mesmo com a ausência de espaço. Não se restringiu a uma aparência apagada. Não se encabulou pelo sofrimento.

Quando não havia chance de sair dali, aproveitou a solidão para se conhecer.

Quando não havia com quem conversar, aproveitou o silêncio para afinamentos.

Deveria ser triste pelas suas circunstâncias, porém é feliz pelo temperamento.

Deveria ser melancólico pelo destino, porém é confiante no acaso.

O pássaro que desaparecerá um dia no alto das nuvens, como se fosse mais uma nuvem, foi o pássaro que jamais parou de tentar.

Só voará alto quem carregou suas penas.

Só voará alto aquele que criou seu lugar um pouco por vez, aquele que formou sua virtude em segredo, aquele que não culpou a vida para se manter parado.

Liberdade vem com o tempo, liberdade vem devagar, liberdade é esforço. Não ser do tamanho de nossa prisão, mas ser do tamanho de nossa vontade.

* N.E: os destaques são da redatora, jornalista Aurora Miranda Leão.

** Publicado originalmente no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 17/09/2013
Porto Alegre (RS), Edição N° 17556

David Cardoso mistura fumaça, chuva & poesia, e faz um cinema que encanta

Considerado ‘Rei da Pornochanchada’, DAVID CARDOSO viaja o país lançando sua autobiografia e o belo curta-metragem ”Maria Fumaça, Chuva e Cinema”

David

David Cardoso na noite de lançamento de sua biografia no Festival de Cinema de Araxá (foto Alex Silva)

Conhecer David Cardoso foi uma das gratas surpresas colhidas em nossas andanças, Brasil afora, costumeiramente no circuito de festivais de cinema. O fato de ele ser uma espécie de ‘Celebridade da Sétima Arte’ – conhecidíssimo em todo o país pelos mais de 70 filmes dos quais participou – sempre dá aquela sensação de encabulamento ao se aproximar. Não aconteceu só comigo: muitos são os amigos que chegam e falam: “Será que posso falar com ele ?, ‘Será que fica chato pedir pra tirar uma foto?”

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TRIO DE CINEMA: David Cardoso, Carlos Alberto Ricelli e Rubens Ewald Filho…

Sendo filha de um emérito crítico de cinema – L.G. de Miranda Leão -, claro que já ouvira falar muito em David. Cardoso. Ademais, quando o conheci pessoalmente, estava junto de um amigo em comum, que me falou super bem dele, o jornalista Rubens Ewald Filho, a ‘Enciclopédia Ambulante de Cinema’, como costumo dizer carinhosa e apropriadamente com ele, que é um Grandíssimo Querido e uma das pessoas mais gentis e afetuosas que conheço. E se Rubens me dizia que David era essa pessoa simples, generosa, bom caráter, amigo de verdade, e tantas outras qualidades apontava, eu sabia que em David encontraria um amigo. Então guardei o encabulamento como uma violinha num saco, e fui conversar com David.

David e eu (2)

E Rubens Ewald Filho estava certíssimo ! De lá pra cá, já se passaram uns 3 anos, e eu e David Cardoso ficamos amigos, e é sempre uma enorme alegria reencontrá-lo !

David Cardoso tem uma prosa farta e agradável. Difícil estar com ele sem dar boas risadas, falar muito sobre Cinema, cantarolar algumas pérolas do nosso cancioneiro, e tirar sarro das situações mais bizarras. Dizendo melhor: David Cardoso é um gentleman, um homem de Cinema (de fato e de direito), e um Querido, indo e voltando.

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Leandro Firmino da Hora, Rubens Ewald Filho, David Cardoso, Aurora Miranda Leão e Germano Pereira na edição 2012 do Festival de Anápolis

eu David e Felipe

David Cardoso com Aurora de Cinema e Felipe Brida, em noite de lançamentos no Anápolis Festival, em Goiás, em maio de 2013…

Mas aqui vamos tentar agora falar sobre o curta-metragem que ele escreveu e dirigiu, o Maria Fumaça, Chuva & Cinema.

Trata-se de uma obra despretensiosa, na qual David apenas conta, de forma singela, sensível e revelando extremo amor pelo Cinema, o momento crucial de sua biografia, o instante no qual a vocação artística gritou com força no seu coração de menino e o fez decidir-se, irremediavelmente, para o mundo que desde cedo lhe fascinava. 

Maria Fumaça, Chuva & Cinema é uma pequena jóia da Cinematografia. Para muito de nós, que também fazemos parte da mesma família de apaixonados pela magia das imagens na enorme tela que irradia luz numa sala escura, o filme bem poderia ter sido feito por qualquer um de nós.

David Cardoso contracenando com Vera Fischer…

O curta nasceu da vontade de David Cardoso de contar ao mundo o porquê de sua incursão na Sétima Arte, o porquê de seu encantamento com as imagens em movimento, o porquê de sua entrada e permanência apaixonada num ofício que, ao mesmo tempo em que fascina, também é cheio de percalços, dificuldades, incertezas.

David Cardoso ao lado do Rei Roberto Carlos, com a primeira esposa e o filho David Cardoso Jr., que ele chama carinhosamente de Davizinho…

E está justamente nessa capacidade de comunicação imediata com a platéia e identificação instantânea com a história do garoto encantado com o primeiro filme visto na telona – decisivo para sua opção profissional pro resto da vida -, que está o grande trunfo do curta de Davi Cardoso, Maria Fumaça Chuva & Cinema.

Uma espécie de Cinema Paradiso rodado em Mato Grosso, terra natal do artista, Maria Fumaça, Chuva e Cinema tem como protagonistas dois dos filhos de David – David Cardoso Jr. e Tallyta, que dão vida aos pais de David na história. Os dois são bonitos e não negam herdar a vocação do pai para a arte da interpretação: compõem com delicadeza e propriedade os papéis que lhes foram entregues. No papel principal, vivendo o próprio David (cujo nome de batismo era Darci), um garoto matogrossense, escolhidos entre centenas de garotos para fazer o protagonista. E é incrível como o estreante foi bem preparado para a cena – tarefa que coube a David Cardoso Júnior – e dá conta de protagonizar a história de David Cardoso com competência e um olhar de ingenuidade marcante, que deixam o ator mirim ainda mais parecido com o Darci que David Cardoso deve ter sido quando ainda sonhava em um dia brilhar nas telas do cinema e ser conhecido no mundo inteiro por sua presença nas telas de cinema.

Na trajetória de David Cardoso, tudo começa com o filme Mogambo

Ainda um pré-adolescente, David Cardoso, hospedado na casa de uma tia em São Paulo, foi levado pela primeira vez ao cinema. O filme era MOGAMBO. O garoto ficou absolutamente perplexo com a magia das imagens em movimento, e conseguiu que a tia lhe deixasse ficar um dia inteiro no cinema vendo o filme.

Num tempo em que se podia ir a uma sessão de cinema e ficar dentro da sala esperando até começar a próxima exibição (sem precisar sair e pagar nova entrada), David Cardoso assistiu a MOGAMBO mais de 50 vezes – levado pela bondosa tia, que lhe deixava no cinema em São Paulo com um enorme pão fatiado com manteiga e mortadela, e uma garrafa de suco -, e tudo isso fez com que Darci Cardoso fosse arrebatado definitivamente para a estrada do Cinema.

No curta Maria Fumaça, Chuva & Cinema, David Cardoso conta sua própria história e o faz como se contasse uma história de qualquer garoto que se apaixona ainda criança pelo Cinema, e decide que aquele vai ser o seu mundo, o mundo onde ele quer viver, trabalhar e passar o resto dos seus dias.

O roteiro foca no dia em que o clássico MOGAMBO chega à cidade de David Cardoso, que fica sabendo,  dentro de um vagão de trem, que o filme estava chegando à sua pequena Campo Grande e seria exibido na cidade. Daí até chegar ao momento da exibição de Mogambo para os conterrâneos de David é uma saga, recheada de sutilezas poéticas que vão se construindo em cenas de beleza quase artesanal, num matelassê afetivo que David constrói como roteirista e diretor com rajadas de sensibilidade, belos enquadramentos, delicadezas de luz e som, sutilezas de curvas dramáticas e afinada atuação do elenco – destaque para a presença também do caçula de David, o lindo e esperto Oswaldo (como o avô paterno) em cenas onde os amigos do protagonista esperam pra ver e depois estão na aguardada sessão de MOGAMBO.

E nas entrelinhas de Maria Fumaça Chuva & Cinema estão camadas de um benfazejo despojamento e humildade de David Cardoso, que poderia não ter revelado o sonho de ser um astro famoso de Hollywood e beijar Marilyn Monroe, mas não: tudo está lá, exposto na tela, conforme David sonhava. E o artista, de longa e vitoriosa carreira no cinema e na televisão, poderia ter suprimido essas e outras passagens para tornar sua biografia mais ‘grandiosa’ e seus sonhos de menino mais cheios de proeza. Mas como David Cardoso não é pessoa de fingir aparências e nem de aparentar o que não lhe vai no coração, o curta Maria Fumaça, Chuva & Cinema é, de fato, um retrato fiel da alma e do pensamento do artista – ator, produtor, diretor, roteirista, piloto, administrador – DAVID CARDOSO.

 

David embarcou na aventura de dirigir um curta-metragem com pouca verba e alguns apoios, filmando longe dos grande centros produtores, e sabia exatamente o que queria dizer em forma de som e imagem. E o fez com simplicidade, delicadeza e extremo senso de fidelidade à própria história.

David e noix 2013

Quando amigos se encontram: Germano Pereira, Aurora Miranda Leão, Rubens Ewald Filho e David Cardoso…

E aí está, por certo, o segredo do sucesso de David Cardoso como Artista e como ser humano. Assim como David é fora das telas – brincalhão, simples, extrovertido, profissional consciente, ecologista, defensor dos animais, do meio ambiente e da solidariedade às grandes causas, assim é seu filme: honesto, singelo, bem produzido e realizado, fiel ao personagem enfocado, e, sobretudo, uma generosa e afetiva declaração de Amor à Sétima Arte.

É isso que faz de Maria Fumaça, Chuva & Cinema um dos mais belos curtas realizados no Brasil com uma pulsação humana visceral que o faz apreciado por pessoas de qualquer idade, e é capaz de torná-lo encantador para plateias de qualquer parte do mundo.

Em noite de Cinema em Araxá: Alice (CINÉDIA) Gonzaga, Aurora Miranda Leão e David Cardoso… foto by Alex Silva

Por tudo isso é que David Cardoso não passa incólume em lugar algum onde vá: ele sempre retorna pra casa com novos e muitos convites para ir lançar seu livro, exibir seu filme, fazer palestras e/ou participar de debates sobre Cinema e questões afins em quaisquer eventos onde ser autêntico e fugir do estereótipo de celebridade seja mais importante que arrotar sapiciência e enumerar vantagens simplórias travestidas de conhecimento num terreno onde o descartável virou rotina e a desfaçatez posa de bacana.

David, eu e Alice

David Cardoso com Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga (foto Alex Silva)

Maria Maya brilha em sua cena final de ‘Amor à Vida’

Personagem era apenas uma garota apaixonada sem ser correspondida… com o passar do tempo, uma virada e Alejandra revela-se tremenda vilã e traficante…

No início da novela, apenas uma hippie amiga de Paloma, vivida por Paolla Oliveira…

Talento ela tem. E muito. Não é pra menos: a avó era uma grande atriz – Lupe Gigliotti. O tio avô (e padrinho de batismo) era conhecido e aplaudido no mundo inteiro como o Rei do Humor Brasileiro. Ninguém menos que o cearense Chico Anysio. O pai é ator e diretor, e tem uma escola de teatro: Wolf Maya. Tem tio cineasta – Zelito Vianna – e primos atores – Marcos Palmeira e Bruno Mazzeo, para citar só os mais conhecidos. E a mãe é a grande atriz e festejada diretora, Cininha de Paula.

Maria Maya: com veias onde escorre talento, lapidado com vocação, beleza e amor ao ofício…

Portanto, seria quase impossível traçar outro caminho para Maria Maya que não fosse o de enveredar por palcos, telas e televisão. Porque talento, nem precisa duvidar, ela tem correndo nas veias.

A cena final da personagem Alejandra em Amor à Vida

No capítulo de Amor à Vida desse sábado, marcado para as últimas cenas de Maria Maya na trama, sua personagem – que tornou-se a bandida Alejandra -, morre vitimada por uma ação dela própria: ela faz um contrabando de drogas para o país dentro de seu corpo, mas acaba sofrendo uma intoxicação.

Alejandra era uma boa amiga de Paloma (Paolla Oliveira) nos primeiros capítulos, mas logo o público pôde perceber a paixão não correspondida que ela tinha por Ninho (vivido por Juliano Cazarré) e sua desmedida ambição por subir na vida. Com o desenrolar da trama, Alejandra tornou-se uma perversa vilã. Sua intérprete, Maria Maya diz ter se surpreendido com a virada: “Fiquei muito feliz com a confiança que o Walcyr depositou em mim. Esse personagem foi uma grande oportunidade de revelar várias facetas de uma pessoa só. São várias Alejandras: a hippie, a traficante, a apaixonada, a rejeitada e, no final, a cruel e violenta. Nunca havia interpretado uma personagem com estas qualidades ou defeitos”, afirma Maria.

Com Juliano Cazarré em cena de ‘Amor à Vida…’

Alejandra veio somar-se a uma carreira (com mais de uma década) já recheada de personagens distintos, todos feitos com inquestionável dedicação e competência.

Com a avó, Lupe, e a mãe, Cininha: família pródiga em grandes talentos…

Maria Maya conta: “Comecei na TV aos 9 anos de idade e, no teatro, aos 12. Foi ela que me apresentou o grande valor dessa profissão. Então, ficamos muito unidas nesse momento. Mas hoje eu prefiro não misturar muito as coisas. Construo os meus personagens e depois pergunto o que ela acha”. 

Como Raíssa na novela Aquele Beijo, de Miguel Falabella…

As novelas são muitas e aqui vamos destacar aquelas às quais tivemos a oportunidade de assistir: Salsa & Merengue, de Miguel Falabella; Chocolate com Pimenta, de Walcyr Carrasco; Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva; Cobras & Lagartos, de João Emanuel Carneiro; Caminho das Indias, de Glória Perez; e Aquele Beijo, de Miguel Falabella; além das minisséries A Muralha, Hilda Furacão, e O Quinto dos Infernos.

Maria Maya num de seus grandes momentos na TV vivendo a rebelde Inês, personagem marcante em Caminho das Indias

Maria Maya no teatro contracenando com Rodrigo Nogueira em “Obituário Ideal”

É Maria quem diz: “Já fui assistente de direção e me formei na Globo como diretora. Tenho vontade de seguir isso também mas, por enquanto, vou aproveitar para trabalhar bastante como atriz. Existem temáticas e personagens que ainda quero abordar. Também quero explorar mais o cinema. Fiz uma participação em “Se eu fosse você 2″ e adorei. Vou deixar a direção mais para a frente. Tenho um olhar muito forte para isso. Está no sangue”.

 

Ma teatro

Maria Maya em cena no mais recente trabalho no teatro, o espetáculo “POPCORN, qualquer semelhança não é mera coincidência”, de Jô Billac… 

Maria Maya e a mãe Cininha de Paula: caminhos semelhantes que se cruzam em respeito, cumplicidade, amor, vocação e talento hereditário…

Os Amigos na Poética de Lina Chamie

Filme da cineasta paulista vai concorrer ao troféu redentor na Première Brasil do Festival do RIO

 
Lina Chamie com parte do elenco do filme ‘Os Amigos’ na exibição de estreia, em Gramado…
 
Mais recente filme da premiada cineasta paulista é uma ode à amizade
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Marco Ricca e Dira Paes: amigos e confidentes no novo filme de Lina Chamie…

OS AMIGOSquarto longa-metragem da cineasta Lina Chamie, será exibido na Première Brasil do Festival do Rio, grifada para o período de 26 deste a 10 de outubro. O filme teve sua primeira exibição no 41º Festival de Gramado, onde levou o prêmio de melhor montagem. O filme acompanha um dia na vida de Théo, um arquiteto de São Paulo que acaba de perder um amigo de infância, Juliano. No funeral, Théo relembra seus amigos  e reflete sobre a existência.

 

Amigos este

Parte da equipe do filme Os Amigos na noite de lançamento em Gramado…

O novo filme de Lina Chamie merece mesmo o título que tem: Os Amigos parece um imenso mosaico afetivo, esculpido no burburinho da São Paulo que a cineasta tanto ama, onde pontificam alguns de seus mais queridos amigos, como os atores Marco Ricca e Fernando Alves Pinto, e as atrizes Dira Paes, Sandra Coverloni e Teka Romualdo.

Assim, poeticamente singelo e pincelado com as mesmas tintas afetivas que Lina deixa escapar em qualquer aparição, o filme já começa como quem convida a um longo abraço de cumplicidade e parceria.

No elenco, Marco Ricca, Dira Paes, Sandra Corveloni, Rodrigo Lombardi, Alice Braga, Caio Blat, Fernando Alves Pinto, Otávio Martins e Maria Manoela. O elenco infantil conta com Gregório Musatti Cesare (Caíto), Julia Weiss Margagini (Manon), Natan Félix Matiusso (Vinícius), Matheus Guimarães (Orácio), Lucas de Oliveira Zamberlan e Davi Butignon Galdeano, que vivem, respectivamente, Théo e Juliano quando crianças.

Ricca
 

Os Amigos é uma produção Girafa Filmes e Dezenove Som e Imagem, de Sara Silveira e Maria Ionescu.  A fotografia é de Jacob Solitrenick, a montagem da pernambucana Karen Harley e a direção de arte de Mara Abreu.  Além da direção, Lina Chamie assina também o roteiro.

Lina Chamie dirigindo o amigo Marco Ricca…

Como bem dizia o notável cineasta Jacques Tati, se tivermos salvação, esta virá através das crianças e dos animais. E é por essa trilha de assumida inspiração na máxima do criador francês que envereda o inventivo roteiro de Lina Chamie, feito com amigos para falar de AMIZADE, e ressaltar a relevância e necessidade dos afetos num mundo em frenética ebulição e desnecessários descompassos emocionais. Centrado na figura de um arquiteto em crise, o roteiro foca em personagens numa cidade de trânsito caótico (como aliás não é mais privilégio apenas de Sampa), constante movimento, arquiteturas grandiosas, e um constante isolamento e inadequação nesse turbilhão no qual está inserida a grande metrópole, uma paixão que os filmes da cineasta sempre realçam com uma textura especial.

 

A belíssima fotografia de Jacob Solitrenick é um trunfo poderoso, que explode em beleza e magia mormente nos takes da encenação da Odisséia de Homero por um elenco infantil afinado, belo e bem entrosado. Nesse aspecto, há cenas ótimas nas quais se vão desenhando aquarelas emocionais reveladoras da transformação existencial pela qual passa o personagem Théo, sobretudo quando este se enxerga novamente criança e tem um imaginário encontro com o melhor amigo de infância, através do reflexo no espelho. Outra cena marcante porque muito bem construída é o diálogo sobre Super-Heróis que acontece entre o protagonista e um dos garotos, feito com espontaneidade e domínio pelo lindo Lucas de Oliveira Zamberlan, que estava em Gramado esbanjando simpatia, mas dizendo não querer ser ator e sim jogador de futebol…

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Lucas Zamberlan estreando na telona em ‘Os Amigos’, de Lina Chamie…


Cineasta de invejável formação literária e musical, Lina Chamie tem uma sensibilidade fascinante para a Sétima Arte pois é capaz de emoldurar musicalmente seus roteiros, com beleza e extrema eficiência, compondo uma espécie de sinfonia imagético-musical, propiciadora de um trajeto sempre prazeroso pelas entrelinhas de seu texto. Em Os Amigos, há um naipe de artistas queridos e de conhecida competência – como Fernando Alves Pinto, Alice Braga, Sandra Corveloni -, somando-se a esse time a presença benfazeja da atriz Teka Romualdo (descoberta no teatro paulista), que marca sua estreia na telona com espontaneidade e notável poder de convencimento. É mais uma grata revelação do apurado cinema de Lina Chamie, que declarou na bem humorada coletiva do filme em Gramado que não pretende parar de trabalhar com a atriz. Quem ganha com isso é o Cinema Brasileiro. Bem vinda seja, TEKA ROMUALDO !

Lea, Teka e Lina

Poderosas: Lea Garcia, Teka Romualdo e Lina Chamie…

A com T e FAP

Teka Romualdo e Fernando Alves Pinto em encontro com Aurora Miranda Leão

Lucas e eu

 Aurora Miranda Leão festejando a beleza de Lucas Zamberlan em Gramado…

Nesse viés, Lina Chamie vale-se de obras de compositores como Camille Saint-Saens , Evard Grieg e Benjamin Britten, para lapidar com enorme maestria as muitas texturas e metáforas das quais se compõe Os Amigos, conferindo dramaticidade, leveza, densidade, sutilezas sensórias e pulsões afetivas que somam positivamente para sua singular cinematografia.

Como bem disse o crítico Luiz Carlos Merten, “São cenas deslumbrantes em que Lina, a diretora que melhor utiliza a música clássica no cinema brasileiro, vale-se da suíte O Carnaval dos Animais, de Saint Saenz, que também serve de fundo para a vinheta do Festival de Cannes

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 LINA CHAMIE

Cineasta paulista, estreou na direção de longa-metragem com Tônica dominante (2001), um filme de tom poético onde a música é o tema central. Ao lado de nomes como Eliane Caffé, Tata Amaral e Laís Bodanzky, faz parte de um grupo de realizadoras surgidas nos anos 1990. Filha do escritor e poeta Mário Chamie e da artista gráfica Emilie Chamie, LINA estudou Música e Filosofia na Universidade de Nova York (NYU). Fez mestrado na Manhattan School of Music e trabalhou no Departamento de Cinema da NYU. Seu segundo longa, A Via Láctea (2007), foi exibido também na Semana Internacional da Crítica do Festival de Cannes 2007 e conquistou o Prêmio Casa de América no Cine en construcción San Sebastián 2006. Seus projetos mais recentes são Santos – 100 Anos de Futebol Arte (2012) e São Silvestre (2013).

Lina e Sara

Lina Chamie e a produtora Sara Silveira: entrevista sobre ‘Os Amigos’…


OS AMIGOS
 

Brasil (SP), 2013, 89 min, 12 anos.

Direção/Roteiro: Lina Chamie

Empresa Produtora: Girafa Filmes / Dezenove Som e Imagens

Produção Executiva:Sara Silveria e Maria Ionescu

Diretor de Fotografia: Jacob Solitrenick, ABC

Diretora de Arte: Mara Abreu

Trilha Musical: Camille Saint-Saens, Edvard Grieg e Benjamin Britten

Montagem: Karen Harley

Lina Chamie e Aurora Miranda Leão: reencontro feliz em Gramado…

Teka Lea e eu

Como num filme de Lina Chamie, as amigas Teka Romualdo, Aurora Miranda Leão e Lea Garcia…

FECIM agradece celebrando parceria com Aurora de Cinema

Festival quebra fronteiras e coloca TV & Cinema no mesmo espaço, um aconchegante teatro de bolso no interior capixaba

É tão bonito, carinhoso e cativante o AGRADECIMENTO dirigido a esta redatora pelo jovem jornalista e produtor cultural capixaba Léo Alves, que a melhor forma que encontrei de respondê-lo foi dividindo a imensa alegria de receber este afago com você, leitor amigo !

Léo

Seguem as afetuosas palavras de Léo Alves:

Olá Aurora, boa noite !!

Escrevo para agradecer imensamente a sua presença e a sua energia na realização da 2ª edição do FECIM, o Festival de TV e Cinema de Muqui, que fez o evento crescer e se multiplicar de uma forma incrivelmente dinâmica e democrática. Realizar o FECIM é um sonho e um desafio grandioso, mas que nos dá muito orgulho, pois refletir sobre cinema e TV numa cidade como Muqui vale muito a pena quando unimos o turismo cultural, a economia criativa e a força da mobilização comunitária. Queremos fazer do FECIM um evento cada vez mais sensível, humano, jovem e cheio de vida, e saber que você fez parte desse sonho é muito bacana!

Muito obrigado pelo seu carinho e comprometimento, pelo envolvimento com as pessoas da cidade… Espero que tenha conseguido sentir o espírito do FECIM, este espírito jovem de ousadia e de valorização do patrimônio histórico e cultural. Acredito que fazer a cidade crescer e se transformar positivamente através do Festival contribua grandemente para o desenvolvimento social e cultural do interior sul capixaba.

Espero contar com seu apoio, energia e carinho nas próximas aventuras, pois tenho certeza que, enquanto pudermos contar com pessoas como você, o FECIM só crescerá.

Sua presença será sempre bem vinda! Queremos ver pessoas como você junto conosco, nesta família, nesta equipe tão dinâmica e plural que fortifica e faz acontecer o Festival de Muqui.

Meu forte abraço e meu desejo de um breve reencontro.


Léo Alves
Coordenação e produção FECIM
fecim venc

Vencedores do II FECIM: com o Troféu CATRACA e encantados com Muqui…

* N.R: Léo Alves, Jussan Silva e Silva, Mariana Cândido, Ériton Berçaco, Cláudia Puget e Luíza Lubiana: o blog AURORA DE CINEMA sente-se emocionadamente feliz por fazer parte da Família FECIM e estará sempre à disposição deste belo projeto cultural realizado na adorável Cidade Menina que é MUQUI.

O Blog Aurora de Cinema é parceiro de primeira hora do FECIM e assim quer continuar, vida afora.

Saravá, FECIM !!!

Mateus Solano brilha e Elizabeth Savalla reafirma talento de Grande Atriz

Novela Amor à Vida prossegue com ótima audiência e muita adesão porque tem atores em solos magníficos, belos enquadramentos e direção competente

Não é mais novidade pra ninguém que se interessa por Dramaturgia, saber o quanto é brilhante o ator Mateus Solano. Sua atuação na novela de Walcyr Carrasco – trama global das 21h – é digna dos mais efusivos aplausos. E o blog Aurora de Cinema já destacou isso neste espaço.

Mas falar bem de um ATOR ou elogiar seu nível de Interpretação é sempre um grande prazer, assim como é enormemente prazeroso acompanhar a maestria deste magnânimo ator carioca ao compor este tipo malvado, difícil, cheio de sutilezas, nuances comportamentais, gestos espevitados e trejeitos afetados, que são como vielas tortuosas e escuras que Mateus Solano atravessa com extrema competência e naturalidade para compor o controverso Félix. Que mesmo sendo um personagem ‘todo trabalhado no recalque, na inveja e na maldade’ – como diria o personagem Tio Lili, vivido com graça e leveza pelo querido Edwin Luisi na novela Sangue Bom, das 19h -, consegue ser querido pelo público.

Mateus Solano brilha a cada capítulo e bomba nas redes sociais com o seu ‘venenoso’ Félix…

Nós, que fazemos o blog Aurora de Cinema, por exemplo, estamos entre os muitos que param para ver a atuação de Solano e vibram com a magistral performance do ATOR. Aliás, posso mesmo é confessar que ‘babo’ diante da magistral composição de Mateus Solano, pasma com tamanha versatilidade, aplaudindo com efusão cada novo pique genial da interpretação do ator.

Parte do elenco de Amor à Vida com o diretor Maurinho Mendonça e o autor Walcyr Carrasco…

Ressalve-se aqui a contribuição exponencial do ator e preparador de elenco Sérgio Penna – a quem já tive a honra de conhecer e conversar em festivais de cinema -, já que Penna é mais um dos grandes valores do Cinema Brasileiro que trabalham pró-TV ( colaborando intensamente para formatar, de modo ainda mais intenso, às criações dramatúrgicas da TV Globo). É Sérgio Penna quem trabalha junto ao grandioso elenco de Amor à Vida, subsidiando o naipe de atores para que possam esmerar-se em seus papéis, dar o melhor de si, valendo-se das muitas técnicas que ele manuseia com mãos de mestre para permitir que, cada um dos atores, possa estar em cena mostrando o melhor de si, como se só isso tivessem pra fazer no dia-a-dia, passando ao espectador a sensação de que  a correria das gravações e o imediatismo que o ritmo da tevê impõe, não são obstáculos relevantes. Coisa de quem entende profundamente do ofício. Portanto, o aplauso caloroso do blog Aurora de Cinema para o meticuloso trabalho que Sérgio Penna vem desenvolvendo em Amor à Vida, realçando com capricho os talentos que se espraiam na tela e dão gosto de assistir.

Bruna Linzmeyer e Sérgio Penna nos bastidores de ‘Amor à Vida’…

Sendo Félix o personagem principal da trama, é quase natural que o trabalho de seu intérprete esteja constantemente em destaque. Mas também já vivenciamos muitos personagens principais que foram para o segundo plano, face à maestria de atores interpretando papéis fora do foco primordial. Isso aconteceu com o próprio Mateus Solano, na novela Páginas da Vida, quando ele e a bela atriz Alinne Moraes roubaram a cena e passaram a ‘protagonistas’, tal a qualidade superior de suas interpretações e a empatia instantânea com o grandioso público das tramas das 21h.

Paola Oliveira e Mateus Solano: irmãos entre o amor e a inveja…

Logo, é inegável que Mateus Solano é o grande TRUNFO de Amor à Vida ! Acompanhar a participação do ator na trama é um deleite impagável !!!

Ao lado dele, brilham outros atores magnânimos, como Antônio Fagundes, Ary Fontoura, Susana Vieira, Paola Oliveira, Malvino Salvador, Nathália Thimberg, Rosamaria Murtinho, Bárbara Paz, Maria Maya, Fúlvio Stefanini, Tatá Werneck, Luís Mello, Anderson Di Rizzi, e tantos outros.

Mateus Solano e Bárbara Paz vivem um inusitado casal na trama de Walcyr Carrasco…

Mas hoje queremos destacar, especialmente, o vigor com que Elizabeth Savalla vive sua personagem, a ‘periguetona’ Márcia, ou Tetê Pará-Choque Paralama. Na sexta, o capítulo já tinha sido dela, e o tempo nos fez escapar um necessário elogio. Aliás, Savalla merece efusivos aplausos pela composição da personagem suburbana, repleta de camadas, onde se misturam a cafonice, a carência afetiva, a revolta com a situação financeira, a acomodação com o dia-a-dia, os conflitos com a filha, etc…

Elizabeth Savalla: mais uma vez, atriz torna grande um personagem de segundo plano. Sensacionallll !!!

Assim sendo, o blog Aurora de Cinema consagra à Elizabeth Savalla – com quem contracena em pé de igualdade a querida Tatá Werneck – a responsabilidade pelos melhores momentos de Amor à Vida, quando a trama acontece com mais força e destaque no subúrbio.

Elizabeth Savalla afirma, confirma e reafirma a grandeza de Atriz que é ao construir com imenso respeito sua personagem – iletrada, cafona, pobre, sofrida -, em nenhum momento enxergando-a menor, mesmo com sua aura de ‘Estrela’ (com muitos anos de estrada no teatro e na telinha), e mergulhando com profunda competência, exacerbado talento e inequívoca dedicação na pele da pobretona simplória, carente e atrapalhada que é a ex-Chacrete que quer a todo custo melhorar sua condição de vida através da possibilidade do ‘golpe da barriga’, tão defendido por ela para a ingênua filha Valdirene.

Um enorme prazer acompanhar uma Atriz do quilate de Elizabeth Savalla dando show de Interpretação numa novela. E quem assina este texto é também uma atriz, formada pelo teatro, mas com imenso respeito e profunda admiração pelos inúmeros talentos prodigiosos que vemos diariamente abrilhantando nossa telinha e fazendo da TeleDramaturgia Brasileira um exemplo de preciosismo artístico e referência para televisões do mundo inteiro.

Cortejo festivo abre o FECIM e cidade pára para ver Cinema

BLOG AURORA DE CINEMA direto do FECIM

Festival reúne dezenas, lota sessões no Teatro Nenem Paiva e será encerrado domingo com bicicletaço e chuva de POESIAS…

boi

Um colorido cortejo cultural marcou a abertura do II FECIM…

Final da tarde de quinta, o Curador Ériton  Bercaço e a produtora Mariana Cândido subiam ao palco do Teatro Neném Paiva para apresentar a primeira parte da mostra competitiva da segunda edição do FECIMFestival de TV e Cinema Independente de Muqui, que acontece até  domingo no município capixaba  considerado o maior Sítio Histórico do Espírito Santo.

Polatti

cortejo grande

Após os primeiros curtas, o público foi convidado a seguir em cortejo cultural com os muquienses e a aguerrida equipe que realiza o FECIM…

A no cortejoAurora levou o blog Aurora de Cinema para desfilar pelas ruas de Muqui

BOI Fecim

O Boizin capixaba fez bonito pelas ruas de Muqui, encantando crianças e turistas

Cortejo rua

Muqui

Na volta do Cortejo, Jussan Silva e Silva abriu a segunda etapa da mostra competitiva de curtas, tendo sido antecedido por uma fala do prefeito Aluisio Filgueiras saudando os participantes.

Jussan

Jussan Silva e Silva abre a noite num bate papo virtual com Léo Alves…

Com a ausência de Léo Alves, por conta de trabalho na capital carioca, o poeta Jussan abriu a noite num criativo ‘diálogo’ com o idealizador do FECIM, via telão, criativa interatividade possibilitada pelas maravillhas contemporâneas da tecnologia…

Antes de começar a sessão competitiva, abriu-se necessária ‘janela’ para homenagear o ator cariocapixaba Markus Konká

Konká

O ator Marcus Konká foi homenageado com o troféu CATRACA…

plateia

Plateia se acomoda para acompanhar as sessões de cinema do FECIM…

teatroCasa cheia e plateia atenta acompanhando filmes concorrentes ao troféu Catraca…

Hoje pela manhã, a sessão foi dedicada às crianças, e, logo mais, às 14h, começa nova rodada de exibição competitiva…

telão

À noite, o encontro de muquienses e visitantes é no ARMACIM, onde ontem a animação ficou por conta de Ricardo Lemos e banda… mais tarde, contamos mais !

igreja

Você também pode conferir tudo que acontece no FECIM acessando as postagens Aurora de Cinema no Facebook, Instagram, Twitter e Flickr…

FECIM será aberto hoje em Muqui

Blog Aurora de Cinema embarca daqui a pouco para conferir de perto o Festival mais aconchegante e caloroso do Brasil…

Muqui

O portal de entrada do corredor principal de Muqui, devidamente cenarizado…

FECIM

Faltam poucas horas para começar o FECIMFestival de TV e Cinema Independente de Muqui, e não há como segurar o frio na barriga faltando poucas horas para rever dezenas de amigos queridos e pisar novamente o chão da capixaba Cidade Menina, a esta hora já toda ornamentada para o grande encontro artístico e cultural que acontece ali, a partir do Cinema.

Diariamente, você vai acompanhar a cobertura Aurora de Cinema sobre o FECIM aqui no blog e nas redes sociais, onde postaremos imagens e textos em 5 inserções simultâneas: Instagram, Face, Twitter, Blog e Flickr… ao meu lado, num ritmo frenético pra conseguir dar conta de toda a programação do FECIM, uma dezena de profissionais e estagiários de Comunicação, estarão também postando fotos, matérias e informações preciosas sobre tudo que vai acontecer em Muqui nos 4 dias em que se desenvolve o querido FECIM.

Ator e bailarino Markus Konká será homenageado no FECIM

Fique ligado ! Acesse o blog Aurora de Cinema, nos acompanhe nas redes sociais, comente, opine, curta, indique aos amigos e interaja conosco fazendo com que, mais e mais estudiosos e amantes da Sétima Arte possam participar – mesmo que de longe – da intensa e energizada programação do FECIM, enviando vibrações positivas e contribuindo para que o cinema brasileiro seja mais e mais apreciado por jovens e pessoas de todas as idades, as quais, através de nossa produção audiovisual, podem conhecer mais das inúmeras riquezas do país e se orgulhar dos nossos artistas, técnicos, diretores e produtores de conteúdo audiovisual. Admirar o Cinema e aplaudir os que nele trabalham faz com que tenhamos mais e mais motivos pra nos orgulhar da avalanche de talento e valores positivos que se expressam através da imagem em movimento.

Amanda Richter e Max Fercondini serão os Mestres de Cerimônia da noite de premiação do FECIM…

Portanto, Viva o FECIM !

Todo apoio e aplauso ao Cinema Brasileiro !

* Saiba mais sobre MARKUS KONKÁ

Ator e bailarino, Markus Konká nasceu no Rio de Janeiro e tem extensa carreira artística, atuando nas áreas de dança, teatro e cinema. Iniciou seus estudos de teatro na Escola Martins Pena, onde foi professor de expressão corporal durante quatro anos. Formou-se em interpretação pela Unirio, em 1979, e tem vários outros cursos na área.

O primeiro trabalho de Konká no cinema foi em 1976, no filme A Queda, direção de Nelson Xavier e Ruy Guerra. Participou de filmes dirigidos por cineastas consagrados, como Arnaldo Jabor (Eu Te Amo), Sérgio Rezende (Lamarca) e Amilton de Almeida (O Amor está no Ar). Atuou em longas e curtas-metragens de diretores capixabas, como “O Mangue Negro” e “A Noite do Chupa Cabra”, de Rodrigo Aragão, e “A Nona Vítima”, de Diego Zon, entre outros.

FECIM começa amanhã com a CATRACA mais cobiçada do Brasil

Festival de TV e Cinema Independente acontece em Muqui, maior sítio histórico capixaba, e concorrentes vão disputar troféu criado pela artista Cláudia PUGET….

Catraca

Tudo pronto ! Se você olhar no mapa agora, vai ver uma cidade de braços abertos e coração pulsando, repleta de cores, alegria, gente hospitaleira e ferramentas de Cinema à espera da abertura da segunda edição do FECIM – Festival de TV e Cinema Independente.

Portal

Dentro da jóia arquitetônica que é o Teatro Neném Paiva – um exemplar de nossos melhores ‘teatros de bolso’, estão Léo Alves, Mariana Cândido, Simone Marçal, Wander Polatti, Ériton Bercaço, Rhuan Gualandi, Shayenne Delatorre, Claúdia Puget, e mais umas dezenas de pessoas queridas trabalhando sem cessar com os olhos repletos de satisfação e o coração pulsando da esperança de ver Muqui resplandecer em cinema e festa. Ali, nos espaços do aconchegante teatro e no entorno convidativo do espaço, pessoas de todas as idades se irmanam na mesma emoção, felizes por chegar à segunda edição do FECIM e ansiosos para receber os novos visitantes que no começo da tarde aportam na singular Cidade Menina.

Idealizado por jovens integrantes do grupo cultural ETC – Léo Alves e Jussan Silva e Silva -, o FECIM só tem de pequena a sigla, agora eternizada no criativo e belo troféu idealizado pela atriz e artista Cláudia Puget.

FECIM

Porém, de pequeno mesmo, só o nome FECIM. Pois o festival inventado e coordenado por Léo Alves e Jussan Silva e Silva – e mais uma equipe fabulosa que os acompanha -, é grandioso desde a hora em que nasceu. E tem fôlego de gigante !

O blog Aurora de Cinema aportou em Muqui para conferir a primeira edição, em novembro de 2012, e agora retorna à Cidade Menina do Espírito Santo, na certeza de ali encontrar a melhor acolhida, gente risonhamente feliz, trabalhadores da Arte e amigos da Alegria, tudo contribuindo para a realização de uma segunda edição do Festival de TV e Cinema Independente ainda melhor, ainda mais prolífica e muito mais auspiciosa.

FECIM 3

Prova disso são algumas novidades que já avistamos de longe, como as noites musicais programadas para o ARMACIM e o já cobiçado Troféu CATRACA – nome saído a partir de votação popular incrementada via web-redes sociais.

Confira a programação do FECIM 2013

Quinta-feira – 05/09

16h às 17h30 – Mostra Competitiva 1

  • Paleolito (Animação, 6’13”), de Ismael Lito e Gabriel Calegario. 2013 – RJ – Livre.
  • O mistério da lua (Animação, 1’45”), de Alessandra de Almeida Martins. 2013 – SP – Livre.
  • Surf Surf (Ficção, 17’), de Wellington Sari. 2012 – PR – Livre.
  • Família em Férias (Animação, 1’10”), de Wayner Tristão. 2012 – ES – Livre
  • Animador (Ficção, 20’), de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet. 2012 – SP – Livre
  • Vias Circulatórias (Ficção, 1’54”), de Leonardo Pedrini. 2010 – ES – Livre.
  • As aventuras de rabisco (Ficção, 4’50”), de Marcos Teixeira. 2013 – DF – Livre
  • Eu nunca devia ter voltado (Ficção, 15’), de Eduardo Morotó, Marcelo Martins Santiago e Renan Brandão. 2012 – RJ – Livre
  • A triste história de Kid Punhetinha (Ficção, 15’), de Andradinha Azevedo e Dida Andrade. 2013 – SP – 14 anos.

18h – Cortejo poético de abertura do FECIM com a Banda Lira 24 de Junho

Concentração no Teatro Neném Paiva

19h – Abertura Oficial

Homenagem a Markus Konká – Ator homenageado do Fecim 2013.

19h20 – Mostra Competitiva 2

  • Luminares (Animação, 6’), de Juan Pablo Zaramella. 2011 – Argentina – Livre
  • Com os pés na cabeça (Ficção, 15’07”), de Tiago Scorza e Gabriela Luizzi Dalmasso. 2010 – CE/RJ – Livre.
  • A última canção (Documentário, 14’08”),  de Taynara Barreto. 2012 – ES – Livre
  • Trocam-se bolinhos por histórias de vida (Ficção, 15’), de Denise Marchi. 2010 – RS – Livre.
  • A mão que afaga (Ficção, 19’), de Gabriela Amaral Almeida. 2012 – SP – 10 anos.
  • A Ilha das Bonecas (La islã de las muñecas) (Documentário, 7’17”), de Wayner Tristão e Lucas Bonini. 2012 – ES – 12 anos.
  • Pintas (Animação, 12’57”), de Marcos Vinicius Vasconcelos. 2013 – SP – 14 anos.
  • Além da Margem (Ficção, 9’), de Marcos Jardym. 2012 – RJ – 14 anos.
    • Um de nós morre hoje (Ficção, 16’), de Gabriel de Almeida e Weiller Vilela.  2013 – MG – 14 anos

21h30 – Mostra de TV

  • Web Série Pé na Estrada (Documentário, 19’59”), de Giandro Gomes. 2012 – ES – Livre
  • Fazendo a Social (Ficção, 6’30”), de Erica Rodrigues e Eduardo Bezerra.2011 – SP – 14 anos

22h – ARMACIMO Armazém musical do FECIM

show

Música e Literatura com Ricardo Lemos – No restaurante e churrascaria Armazém

Sexta-feira – 06/09

De 9h as 11h – 2a Mostra de Animação do Festival de Vitória – Vitória Cine Vídeo no FECIM  (2 sessões)

  • A Bruxinha Lili e ao Baleia Belena, 6’, de Ducca Rios,Hugo Dourado,Leonardo Copello de Miranda. 2010 – BA – Livre.
  • Feira da Fantasia – O Filme, 10’25”, de Talvanes Moura. 2010 – CE – Livre.
  • O Enigma da Água, 3’34”, de Wesley Rodrigues. 2011 – RS – Livre.
  • O Anão que virou Gigante, 10’, de Marcelo Marão. 2009 – RJ – Livre.
  • Meio a Meio, 2’40”, de Danilo Amorim. 2012 – ES – Livre.
  • A Princesa e o Violonista, 10’30”, de Lisandro Santos e Guto Bozzette.. 2012 – ES – Livre.
  • Tentáculos, 5’44”, de Thiago Quadros, Alvaro Victorio, Beth Soares, Beto Paiva, Leandro Batista, Rafael Carvalho, Vinícius lewer.  2010 – RJ – Livre.
  • João, O Galo Desregulado, 10”, de Alê Camargo e Camila Carrossine. 2013 – SP – Livre.

Leo e C

Léo Alves e Claudinha Puget: Artistas unidos pelo FECIM

14h às 16h – Mostra Competitiva 3

  • O menino invisível (Ficção, 8’48”), de Murilo Deolino, Danilo Umbelino e Uiran Paranhos. 2013 – BA – Livre.
    • Além do mar que há entre lá e cá (Documentário, 20’), de Heitor Riguette, Henrique Gaudio, Maíra Tristão, Matheus T. Costa e Raphael Brun. 2012 – ES – Livre
    • Dia Estrelado (Animação, 17’), de Nara Normande. 2011 – PE – Livre.
    • A Fantástica Vida de Baffus Bagus Bagarius (Ficção, 13’36”), de Alexandre S. Buck. 2012 – ES – Livre.
    • O menino que sabia voar (Animação, 10’48”), de Douglas Alves Ferreira. 2013 – SP – Livre
    • Cabeça de Papelão (Animação, 20’), de Quiá Rodrigues. 2012 – RJ – Livre.
      • Menino do 5 (Ficção, 25’), de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira. 2012 – BA – 10 anos.

16h às 17h – Mostra “Todo mundo tem uma história” – Documentários (não competitiva). Documentários realizados em oficinas de realização audiovisual em projetos.

  • No tempo da Nonna (Documentário, 11’58”), realizado por alunos de Vargem Alta, Mostra de Cinema Rural 2010 – ES – Livre.
  • O Guardião da Pedra (Documentário, 12’36”), realizado por alunos de Irupi, MoVA Caparaó 2009 – ES – Livre.
  • Toda casa uma história tem (Documentário, 11’28”), realizado por alunos de Dores do Rio Preto, MoVA Caparaó 2009 – ES – Livre.
  • Branco (Documentário, 10’57”), realizado por alunos de Divino São Lourenço, MoVA Caparaó 2009 – ES – Livre.
  • Bonzim Bonzim (Documentário, 12’38”), realizado por alunos de Brejetuba, Mostra Rural 2009 – ES – Livre.

17h às 18h30 – WORKSHOP | CINECLUBE. “Um papo cineclubista”. Com Ricardo Sá e Luciano Guimarães

caneca

19h – Mostra Competitiva 4

  • Meu olho direito (Mi ojo derecho) (Ficção, 13’), de Josecho de Linares. 2012 – Espanha – Livre
  • São Sebastião, o Caboclo Flecheiro (Documentário, 17’22”), de Paulo Paraizo e Villinevy Koppe. 2011 – ES – Livre
  • De Ontem (Animação, 2’), de Marcelo Tannure. 2012 – MG – Livre
  • Feijoada Completa (Ficção, 13’), de Angelo Defanti. 2012 – RJ – 10 anos
  • O que Bererico vai pensar? (Documentário, 27’38”), de Diego Scarparo. 2012 – ES – 12 anos
  • Derredor (Ficção, 18’40”), de André Aragão. 2012 – SE – 12 anos
  • A onda traz, o vento leva (Documentário, 28’), de Gabriel Mascaro. 2012 – PE – 14 anos
  • Da alegria, do mar e de outras coisas (Ficção, 13’), de Ceci Alves. 2012 – BA – 14 anos.

Catraca 2

CATRACA de Cinema: criação de Cláudia Puget..

21h30 – Cinema na Praça

Exibição do Longa “Doméstica” – do Diretor Gabriel Mascaro. 2012, Documentário, 75’ minutos.

22h – Armacim – O Armazém musical do FECIM

Luau musical com DJ – No restaurante e churrascaria Armazém

Sábado – 07/09

10h às 12h – DIÁLOGOS | DOCUMENTÁRIO. “Sá e seu olhar no cinema e na produção de documentários”. Ricardo Sá e Bernadette Lyra

14h às 16h – DIÁLOGOS | SERIADO E WEB TV. “Experiências na produção de seriados de TV e Web Séries”. Com Guto Aeraphe e Aurora Leão.

16h às 18h – Mesa DIÁLOGOS | O POVO NA TV. “A representação das domésticas na TV e no Cinema”. Com Gabriel Mascaro, Lais Mendes Pimentel e Kátia Moraes.

18h às 19h – Mostra “Todo mundo tem uma história” – Documentários (não competitiva). Documentários realizados em oficinas de realização audiovisual em projetos.

  • Ous Land “Nossa Terra” (Documentário, 10’41”), realizado por alunos de Laranja da Terra, Mostra de Cinema Rural 2009 – ES – Livre.
  • Warneri (Documentário, 11’25”), realizado por alunos de Marechal Floriano, Mostra de Cinema Rural 2009 – ES – Livre.James Johnson (Documentário, 11’08”), realizado por alunos de Baixo Guandu, Mostra de Audiovisual Etnográfica 2010 – ES – Livre.
  • O artesão do Asfalto (Documentário, 9’32”), realizado por alunos de Baixo Guandu, Mostra de Audiovisual Etnográfica 2011 – ES – Livre.
  • O Senhor do Sol (Documentário, 11’50”), realizado por alunos de Nova Venécia, Mostra de Audiovisual Etnográfica 2010 – ES – Livre.

19h – Mostra Perfil – Ricardo Sá

  • Procurando Madalena. Um Documentário Capixaba (Documentário, 27’. 2011).
  • Era assim… naquela época (episódio da série Descendentes) (Documentário, 35’. 2013).

sala

O Espaço VIP do FECIM em preparação…

20h30 – Noite de PREMIAÇÃO

Melhor Ficção

Melhor Documentário

Melhor Animação

Melhor Filme de TV

Melhor filme Júri Popular

Catraca 3

Cláudia Puget criando o troféu capixaba mais cobiçado do Brasil

22h – ARMACIM – O Armazém musical do FECIM

Luau com Regional da Nair – No restaurante e churrascaria Armazém

Domingo – 08/09

9h às 11h – Chuva de Poesias na Igreja

Passeio de Bicicleta pelas ruas de Muqui

Casario histórico: exuberância ofertada pela Cidade Menina, Muqui

O II FECIM é uma ação cultural de cunho cinematográfico, idealizada pelo Grupo Cultural ETC, coletivo de jovens realizadores de Muqui, e pelo Instituto Parceiros do Bem, e tem  parceria da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo e da Prefeitura Municipal de Muqui, bem como apoio do Canal Futura, TV Gazeta Sul, Revista Lugar de Notícias, Gráfica e Editora Grafitusa, Vitória Cine Vídeo, Blog Aurora de Cinema e outros apoios regionais importantíssimos para o sucesso da edição 2013.

Muqui e sua invulgar beleza cinematográfica, cenário do FECIM…