The Voice confirma: ‘Saudade, o meu remédio é cantar’

Programa que objetiva propagar boas vozes espalhadas pelo país é agradável opção pras noites de quinta

Não pensava um dia acompanhar o programa The Voice

Mas não é que resolvi ver o primeiro candidato, semana passada, e agora virei cadeira cativa ?!

E eita, programinha danado pra fisgar a atenção da gente ! Comecei a ver e não consegui mais desligar a telinha… q belas vozes estão aparecendo ! Q seleção poderosa ! E que sensatas as falas dos jurados, sobretudo as do querido Lulu Santos !

A capixaba Jullie ousou e foi de canção autoral, a ótima Gasolina, dela e Bernardo Martins…

Os primeiros candidatos tinham um nível de qualidade impressionantemente bom. Da primeira audição, os aplausos vão, sobretudo pra Dom Paulinho, Luana Camará, Simona Talma e Gabby Moura, que ARRASARAMMMM Bonito !!! 

Dom Paulinho Lima é um cantor de soul, foi o primeiro a se apresentar e ganhou destaque. A música era Let’s Get It On, de Marvin Gaye, e a interpretação de Dom Paulinho foi extremamente forte alternando ternura e refinamento a um alto grau de expressividade vocal.

Luana, Gabby e Dom Paulinho: grandes destaques da noite de estreia da segunda temporada do THE VOICE…

A roqueira paulista Luana Camarah cantou Highway to Hell, sucesso do grupo australiano AC/DC. Uma grata revelação ! Embora já tenha tempo na estrada, quem já ouvira falar em Luana Camará, a não ser pelo emblemático personagem criado por Janete Clair e vivido por Regina Duarte em alguma novela da Maga do Horário Nobre ? Luana foi surpreendentemente encantadora: que voz poderosa e que exímia performance ! SHOW ! Tanto que os quatro jurados viraram para referendar sua apresentação.

A carioca Gabby Moura, mulherão típico do samba carioca, foi de Coqueiro Verde, linda composição da dupla Roberto & Erasmo Carlos, e fez bonito, empolgando a plateia e os jurados.

Simona Talma: belo timbre, presença forte e ótima escolha musical…

A força que vem de Natal é Simona Talma, que revelou seu refinamento musical a partir da escolha da música (e olhe que um dos grandes problemas para muitos cantores é a baixa qualidade do repertório): a potiguar optou por cantar a belíssima Tango de Nancy, de Chico Buarque e Edu Lobo, e foi aplaudidíssima. Carlinhos Brown foi o primeiro a aplaudir e ficou com a poderosa candidata no seu time, enquanto a também ótima Gabby Moura foi para a cartola de Cláudia Leitte. No acerto de contas, o que fica mesmo do THE VOICE é que é um programa onde o público tem chance de conhecer gente do país inteiro que canta. E como tem gente cantando bem, bonito, afinado e forma entusiasmada no Brasil. Benza Deus !

Simona Talma no palco e os jurados acompanhando…

E um programa-vitrine como o The Voice serve justamente pra isso: pra apresentar a nós, público, quem a gente não conhece, pouco ou nunca ouvir falar, mas que canta bem pra caramba, e q, muitas vezes, mora vizinho a gente e nós desconhecemos. Esta redatora, por exemplo, viu diversos cearenses e conterrâneos nordestinos se apresentando, e conhecia apenas um desses. Dos demais, sequer ouvira falar. E olhe que atuo no meio. Só que o Brasil é muito extenso, tem gente demais, os deslocamentos são muito caros e, por tudo isso, fica difícil conhecer até os que moram em estados ou cidades vizinhas.

Pra isso, pra nos fazer conhecermo-nos a todos, existe o inegável poder de penetração da televisão, e a ele devemos sempre recorrer para atravessar as pontes que, de outra forma, não poderíamos alcançar.

Já na segunda audição, que foi ao ar ontem, quando os candidatos já tinham um certo desnível – alguns bem fracos -, os destaques foram Pedro Lima, bela voz do Rio; o cearense Sam Alves (música ‘When I Was Your Man’, de Bruno Mars); a pernambucana Bruna Borges com o hit ‘Não faça nada por mim’, da dupla Herbert Vianna e Paula Toller; e outras três nordestinas já bem escoladas: Aila Menezes, de Salvador; Lucy Alves, da Paraíba; e Débora Cidrack, de Fortaleza.

Aila Menezes mostrou boa voz e muito gingado…

Essas garotas mandaram muito bem, são afinadas e poderosas vozes nordestinas, mas quem mais se destacou na noite – até por ser muito raro uma mulher tocando o instrumento que ela tocou – foi a bela morena Lucy Alves. A começar pela música escolhida, e depois o tom vibrante do azul do vestido, a garota (que é filha de músico e cresceu brincando entre os muitos instrumentos que o pai toca, Lucy fez uma apresentação que se destacou pela boa presença de palco, a segurança no canto e no acompanhamento com a sanfona, e o belo timbre vocal.

Deb C

Cearense de Sampa, Débora Cidrack, foi de Tecno e fez bonito…

Verouvir Lucy Alves cantar e tocar uma das mais lindas canções do cancioneiro brasileiro – Qui Nem Jiló – foi um brinde mais que providencial à dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira – autores, entre outras tantas, da música Asa Branca – considerada o Hino do Nordeste.

Lucy Alves: manejo da sanfona é belo diferencial na carreira da cantora

Sou irremediavelmente apaixonada por essa canção. Mas diante do embevecimento demonstrado por Lulu Santos ao ouvi-la no The Voice, percebi que aprender a sacudir a saudade cantando foi uma lição que não aprendi sozinha. Comigo cantam também outros milhares de corações onde ainda aperta a saudade e, mesmo latejando, eles prosseguem… “Se a gente lembra dó por lembrar…”

A maravilhosa música de Luiz Gonzaga se casou à perfeição com a letra maravilhosa de meu conterrâneo de Iguatu – o cearense Humberto Teixeira – e é uma das mais belas criações musicais a respeito desse sentimento comum de todos e substantivo transitivo indireto: A SAUDADE.

Gostar da música é como gostar de chamego: não há quem não ache bom. QUI NEM JILÓ é uma daquelas pérolas preciosas da nossa magistral MPB, e a gente gosta de ouvir, ainda que a música não seja bem cantada, o que não foi o caso de Lucy Alves, que cantou com boa afinação, voz agradável, carisma, simpatia, consciência de palco, e belo timbre. Então, Lucy já entrou ganhando pela sábia escolha da música. 

Aila Menezes, de Salvador, e Débora Cidrack tem também, ambas,  grandes qualidades vocais, ótima presença de palco e vozes poderosas. Mas quando entra ‘o remédio pra saudade’, é difícil ter concorrente à altura…

Gabby Moura: voz vigorosa e contagiante molejo tiveram adesão imediata do público

Por tudo isso, pelo bom entretenimento que é, pelo diversificado naipe de cantores que torna conhecidos em seu próprio país, por toda a qualidade técnica e artística ofertada aos concorrentes, por ser um programa que VEICULA CONTEÚDO NACIONAL e destaca grandemente a Música Brasileira, o The Voice é um programa que merece ser visto e aplaudido, sobretudo por quem diz gostar de música.


“Saudade o meu remédio é cantar…”

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