Arquivo do mês: novembro 2013

Forró com Socorro & Mazé é Alegria garantida !

Bandinha pernambucana comandada por mulheres arrasa com ótimo repertório e adentra a madrugada fazendo dançar…

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Socorro & Mazé: 30 anos de estrada tocando e conquistando com o forróEu e MazéA jornalista Aurora Miranda Leão curtindo a noite com a zabumbeira Mazé…

A noite com elas é super animada, dançante, alto astral ! Socorro na sanfona, Mazé na zabumba, e mais outros 3 com elas, e o som faz festa pra gente se espalhar rodando pela pista.

Valter Bahia e euOs atores Aurora Miranda Leão e Valter Bahia curtindo um forró na pista…

Foi assim que esta Aurora de Cinema fez lá em Taquaritinga do Norte na noite em que a arretada bandinha de forró Socorro & Mazé comandou a noite festiva. Era o encerramento da sexta edição do Curta Taquary e nunca pensei fosse passar uma noite tão bacana ao som de forró, que nem é meu ritmo predileto.

20131109_002643O animado casal Prazeres Barbosa e Francisco Torres caiu na pista e mostrou que é bom de forró, filhos de Caruaru que são…

Mas acontece que essas duas danadas nordestinas – Socorro & Mazé – mandam bem à beça e arrastaram Deus e o mundo com seu jeito de tocar e cantar cheio de ginga, balanço e graça, desfilando um repertório supimpa, num verdadeiro convite à alegria ! Porque uma das deficiências mais sentidas na noite é o pequeno ou mau repertório de quem comanda a Música.

Mas no caso de Socorro & Mazé foi justamente diferente: o repertório das duas é bom pra caramba e tudo que pedimos, foi atendido. com louvor !

20131109_001414A linda Bruninha de Taquary: começando a dar show na sanfona…

Com as duas nordestinas, tocam ainda Naldo (baixo), Parrudo (triângulo), Henrique (percussão), e ainda tem uns 2 ou 3 números especiais com a mais jovem e linda sanfoneira do Nordeste: a Bruna de Taquary.

A cantandoAurora Miranda Leão aproveitou o som maneiro da banda Socorro & Mazé e mandou ver com algumas pérolas do forró…

De grandes sucessos de Luiz Gonzaga, passando por clássicos de Gilberto Gil e Dominguinhos, e hits popularizados pelo grande Raimundo Fagner, a bandinha de Socorro & Mazé merece figurar em qualquer grandes festa que se queira fazer com o forró dando as cartas e botando a pista pra ferver. Na verdade, as duas já tem mais de 30 anos de estrada (Mazé canta, além de tocar a zabumba), mas a formação atual tem pouco mais de 10 anos. Henrique, o adolescente que manda ver na percussão, é sobrinho de Socorro, enquanto a pequena Bruna é sobrinha da Mazé.Eu e HenriqueAurora de Cinema e Henrique, percussionista-mirim da banda Socorro  & Mazé…

Ficamos sabendo por outra sobrinha de Mazé, a bela Késsia Wanessa (que espera gêmeos pra 2014) que a banda vai lançar em breve um DVD, chamado 30 anos de Socorro e Mazé (gravado no badaBarreira com David Mickael e Fagner Silvestre), e também que existe um documentário sobre a trajetória delas feito pela própria Mazé.cantandoooAurora Miranda Leão também assumiu o microfone e cantou alguns clássicos do forró…

O melhor é que as duas nasceram mesmo pra tocar e não se fazem de rogadas: sem frescura nem fricote, não alegam falta de ensaio nem que não sabem tal música: tocam tudo que se pede e ainda deixam os que querem dar uma ‘canja’. E foi assim que nós cantamos uma porção de pérolas do nosso cancioneiro, como Qui nem Jiló – a mais linda do conterrâneo Humberto Teixeira; Eu só quero um Xodó, de Dominguinhos e Gil; Riacho do Navio, de Gonzaga e Zé Dantas; e É Proibido Cochilar, de Antônio Barros, conforme aponta a web mas não temos certeza dessa autoria.20131108_235654Prazeres Barbosa: atriz canta e encanta ao som de ‘Num se avexe não’…

O fato é que a noite ao som arretado e gostoso da bandinha Socorro & Mazé foi a melhor dentre tantas que já passamos em festas de encerramento de festivais, e foi um brinde contagiante à Alegria, contando inclusive com uma participação magnífica e super especial da atriz Prazeres Barbosa cantando o clássico ‘A Natureza das Coisas’ (mais conhecida como Num se Avexe, Não), do compositor Accioly Neto, com o qual ela marcou de forma decisivamente linda sua atuação no belo filme A Máquina, do incrível diretor pernambucano João Falcão (!!!).bandinha e noix

Portanto, quando você ouvir falar em ‘Noite de Música com Socorro & Mazé’, se arrume e dê um jeito de chegar lá porque é noite garantida de boa música, belo som e muita alegria !Praz eu e ArlyAurora, Prazeres Barbosa e Arly Arnaud na animação com Socorro & Mazé…Arly e JeanAtriz Arly Arnaud e ensaísta/ator Jean-Claude Bernardet entre os que ‘forrozaram’ a noite toda…20131109_002218A sanfoneira Bruninha saudada pela jornalista Aurora Miranda Leão…20131109_023846Animação: Paula Passos, Aurora Miranda Leão e Pethrus Tibúrcio na curtição…

Carpinejar lança autobiografia não autorizada

Genial Poeta gaúcho exacerba do direito de ser brilhante e convida para o lançamento dos 2 primeiros capítulos de sua autobiografia...

CARPI livros

Programa obrigatório pros que estão em Porto Alegre e livros que, muito em breve, estarão na nossa biblioteca particular !Bio CpE enquanto espero a oportunidade de adquirir meus exemplares da Autobiografia Carpinejariana, vou lendo e relendo as pérolas do escritor e divido com você, leitor amigo, um pouquinho da grandeza de FABRÍCIO CARPINEJAR, extraído duma crônica de 2004:

O QUE NÃO É ESPELHO É ROSTO*

Sempre fiquei intrigado com quem diz, com mais saliva do que dentes: eu não o leio porque não faz meu tipo. Ou eu não gosto dele porque é concretista. Aquele cara não presta porque é conservador, neo-romântico. Não fui com o jeito de pronunciar o efê daquele autor. As aparências enganam, mas a falta de aparência engana mais ainda.

Há centenas de tipos de letras, mas a maioria ainda continua a escolher a times new roman. Porque é a primeira que aparece. Os hábitos provocam o desaparecimento da personalidade, a rotina preserva a não-existência. Fazer tudo da mesma forma é um jeito quase seguro de não aparecer, de ser invisível. Uma das maldições da prosa e poesia contemporânea é a formação de bandos, tribos, seitas, com o dízimo pago pontualmente nas dedicatórias e epígrafes. Como que isso acontece? Quando a saudável influência vira apostolado. A máxima funciona nos extremos: ou se é de algum time ou não se é jogador. Depois da antropofagia, vem a autofagia, que dá no mesmo. Já se parou para pensar que a tradição pode ser mais repetição do que consistência?

A literatura não é uma religião, não há a figura de um padre ou pai-de-santo ou pastor ou rabino a seguir. É uma solidão dentro do nome. Mais desaforo do que elogio. Mais dúvida do que dogma. Estranheza em estado bruto, inadiável, que inverte a ordem do senso comum, cava contradições, fornece velocidade ao idioma, não serve para enrolar, mas para dizer unicamente o necessário. Um bom livro não adormece, instaura a insônia da alegria, a euforia de ter encontrado a palavra certa para o que vivemos ou podemos viver. O poema, por exemplo, tem que ser simples, não simplório; rápido, não fácil; autêntico, não rebuscado.

Está se precipitando uma guerra pouco santa. Encalha-se no narcisismo desde a leitura. A criação apenas a amplifica. Acredito que se desaprendeu a ler para reafirmar a vaidade da autoria. Todo leitor se transforma em um escritor apressado, louco para se enxergar estampado na capa de alguma brochura. Ou seja, o leitor está mais interessado em escrever do que ler. E ler se converteu em escritura anônima. Segue-se uma receita, com a covardia em preparar o almoço de olho e acrescentar novos ingredientes. Nada disso seria problema, mas acaba-se não sabendo ler o que não é espelho, intimidando possibilidades de transgressão e aventuras na linguagem. O que não é espelho é rosto e muitos se apavoram em olhar de frente os olhos abertos que não os seus. Não se lê outros autores porque se está interessado unicamente em reiterar a identidade. Assim, ninguém lê ninguém, o autor somente se procura em cada livro e não valoriza o que difere de sua voz. Ao invés de multiplicar as diferenças, soma-se as subtrações. A megalomania na leitura gera mais crítica dentro da criação do que criação. Os livros passam a ser ensaios de como se escrever mais do que narrativas e poesias versando sobre o cotidiano. O que era para servir para entrar no mundo assumiu o caráter de fuga do mundo. Os escritores lêem escritores para se amar duas vezes, mergulhando em uma metalinguagem sem bilhete de volta. Esquecem que o público não está interessado em manuais de datilografia ou de poemas falando de poemas. Coroa de flores nunca vai cheirar a flor.

Não aprendi muito na literatura, mas algo me previno: eu não leio para repetir o que escrevo. Nem escrevo para repetir o que leio.

* Fabrício Carpinejar

Poeta consegue se superar constantemente e é um rosário de belezas, formatadas em várias versões, múltiplos afetos e sensibilidade jamais vista em intensidade, extensão e volume… Salve, CARPINEJAR !!!

Felipe Dylon, muito além da beleza

Ao lado da mulher Aparecida Petrowky, artista fez show surpresa e empolgou a plateia, formada por diferentes gerações…

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Felipe Dylon: cantor esbanja simplicidade e tem uma doçura cativante

Ele nem parece ser alguém que vive em capas de revistas, sites, programas de
televisão, é recordista de venda de discos, e bomba nas redes sociais.

De uma beleza que dispensa qualquer adereço, dono de serenos olhos azuis, Felipe Dylon é ainda quase um garoto mas tem uma elegância  de quem sabe do quanto tem poder um sorriso, um afago, um gesto de delicadeza. Dylon é especialmente cativante. Nada de arrogância, boçalidade, nenhum sinal de prepotência ou daquele ar blasé intolerável que acompanha alguns tantos que se pensam ‘celebridades’, mas pra quem os holofotes já pararam de brilhar há tempos. Porque nem tecnologia faz ascender quem não é parceiro da sensibilidade, não constrói afetos nem comunga fraternidade.

FELIPE DYLON é justamente o contrário disso. Só o conhecia de nome e poucas vezes parei de fato pra ‘escutá-lo’ cantar. Encantei-me com ele aqui em
Taquaritinga do Norte. Sobretudo pela simpatia natural, o sorriso bonito, a
simplicidade comovente, tão rara quanto bonita e benfazeja.

Como noveleira confessa, acompanhei com muita atenção o nascimento do
romance dele com a atriz Aparecida Petrowky. Ela estreava na novela Viver a Vida, de Manoel Carlos (2009) num difícil papel: era a Sandrinha, moradora de um das muitas favelas cariocas, e atuou com tanta maestria que chamou a atenção da mídia e ganhou imediata adesão do público. Eu fui um das tantas que encantei-me com a força de sua interpretação e a fortaleza de seu carisma. O trabalho lhe valeu o Troféu Raça Negra e a consagrou como Atriz Revelação.

Aparecida Petrowky: beleza e elegância da simplicidade…

Aparecida marcou com muita garra, talento e profissionalismo sua estreia na telinha, e por conta disso teve até ampliada a participação de sua personagem na novela. Junte-se a isso sua extrema personalidade – usando cortes de cabelo excêntricos (mas que nela ficam sempre tão bem) e levando adiante a relação com Felipe Dylon (mesmo em meio a tantas ‘conversinhas de comadre’ tentanto atrapalhar a relação dos dois), e sua beleza exótica, e está criada uma equação que traduz com eloquência uma presença feminina marcante.

Aparecida Petrowky é assim caladinha, simples, ‘na dela’, mas um vulcão quando é preciso, e os olhos brilham de paixão quando ela ouve Felipe Dylon cantar. Foi assim que registrei quando ao seu lado estava no pocket-show de Dylon na noite de quinta-feira, 7 de novembro, em Taquaritinga do Norte (PE).

Fui surpreendida já no café da manhã quando Felipe apareceu – não sabia que eles estavam hospedados no mesmo hotel que eu -, e sua doçura e simplicidade foram dignas da melhor nota. Daí porque o registro desse momento. Fiquei impressionada com seu jeito tão naturalmente simpático, delicado, cavalheiro e cordial com todo mundo. Extremamente belo, e dono de lindos olhos azuis, o artista poderia – como o fazem tantos outros – ter simplesmente chegado e dado um Bom Dia ! Mas ele foi a mesa de cada um, fazendo questão de nos cumprimentar com afeto e meiguice, revelando um ‘coração de estudante’ por trás da ‘celebridade’ que a mídia tantas vezes tenta vender de forma pejorativa, tornando bastas vezes o artista antipatizado por boa fatia do público, sem que o próprio jamais tenha feito nada que justificasse esse tratamento.

Aparecida e Dylon: belos e sintonizados no mesmo viés de simpatia, elegância, simplicidade…

Até que outra surpresa acontece, quando já é noite alta, e quando jamais esperávamos, aparece Felipe Dylon para dar uma ‘palhinha’ no show que César fazia para os participantes do Curta Taquary. E foi aí que ele nos encantou de vez !

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Não só pela voz bonita e agradável, a simplicidade inegável, o jeito tranquilo e sem nenhum estrelismo: Felipe cantou, tocou violão, apostou em vários ícones da MPB – como Tim Maia, Renato Russo, Tony Garrido, Seu Jorge, e teve até Ritchie com sua ótima ‘Menina Veneno’ -, e fez a plateia vibrar. Umas três ou quatro vezes despediu-se mas a plateia pedia mais e ele foi ficando. Não se importou de revelar que não sabia algumas letras, pediu ajuda da plateia para cantar algumas músicas, atendeu pedidos, não fingiu auto-suficiência nem deixou de cantar todo tempo com indisfarçável alegria, prazer em estar ofertando seu canto e partilhando o apreço pela Música Brasileira.

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No palco improvisado, Felipe Dylon esbanjou carisma, bela voz, afinação e enorme vocação para o ofício de ser pássaro que irradia luz e professa humanidade.

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Com os amigos Victor Ciríaco e Hélio Ronyvon curtindo a noite Felipe Dylon…

Como se não bastasse tudo isso,  Felipe Dylon ainda encerrou sua bela participação musical no Curta Taquary cantando Herbert Vianna. Foi um pedido meu, que assistia ao show ao lado de sua companheira Aparecida Petrowky e dos amigos Ricky Mastro e Philippe Bastos. Pedi o insuperável Hino dos Anos 80, a superlativamente linda canção Meu Erro, criação magistral do músico e poeta Herbert Vianna.

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Felipe Dylon e a companheira Aparecida Petrowky: força que traduz UNIÃO

Ao contrário de tantos outros, pouco conhecidos, que dirá famosos, Felipe
Dylon não se fez de rogado: cantou de pronto “MEU ERRO” e fechou da melhor forma que podia seu pocket-show, sem ensaios e com improvisos que só fizeram aumentar o carinho, simpatia e popularidade de Felipe Dylon entre fãs de todas as idades que lotaram o espaço do Grande Hotel de Taquaritinga para ouvir o belo e jovem cantor que tanto vemos na telinha, ouvimos nas rádios e vemos nas redes sociais. Mas que nada tem de ‘Estrela’, muito menos pode ser incluído no famigerado rol dos que sofrem de ‘Estrelismo’ .

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Depois de quase uma hora de show – feito sem ensaio nem acompanhamento especial, Felipe Dylon ainda parou para dar autógrafos, recebeu fãs para fotos, atendeu todo mundo com afeto e enorme sorriso fazendo parceria com seus belos olhos, como se estar no palco cantando com aquela empolgação nem cansasse.

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Momento lindo: Aparecida chega junto e canta com Dylon…

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Philippe Bastos, Aparecida Petrowky e Aurora Miranda Leão curtindo o som de Felipe Dylon…

Sugiro a Felipe Dylon – que cantou lindamente ‘Meu Erro”, com disposição, calibre e a energia vibrante de quem canta com o coração -, que por certo também deve ter tido muitos momentos importantes na vida ao som inconfundível dos Paralamas – que passe a incluir sempre em seus shows esta canção de Herbert Vianna. Ele viu como a galera vibrou !

Porque ‘MEU ERRO’ é uma das mais belas e poderosas pérolas do
cancioneiro brasileiro – impossível ouvi-la sem que advenha uma imediata vontade de cantar e dançar.

Pode ter certeza, Felipe Dylon, que Herbert Vianna vai adorar saber que você canta música dele, e os muitos fãs do grande líder paralâmico vão cantar junto e dançar fervorosamente na sua plateia, vibrando como eu e uma dezena no meu entorno também vibravam.

Ao casal Aparecida Petrowky e Felipe Dylon, meu abraço mais afetuoso, meu aplauso efusivo, e os votos do blog Aurora de Cinema para que o casal tenha vida longa, emoldurado pela paz e cativado cotidianamente pelo amor que deles emana e é tão bonito de se ver.

* MAIS SOBRE FELIPE DYLON

Filho do surfista, guitarrista, shaper e diretor do concurso Miss Angola, Luiz Felipe Dylon e da bailarina e atriz, Maria Lúcia Priolli, Felipe Dylon se descobriu cantor em 1997, aos 10 anos, quando formou a banda Nerds, com amigos da escola. Em 1999 decidiu seguir a carreira de músico e gravou sua primeira demo solo. Em 2003, assinou o primeiro contrato (gravadora EMI Music) e lançou o primeiro álbum,que tem seu nome. Foram 120 mil cópias vendidas no Brasil e enorme sucesso com as músicas A Musa do Verão e Deixa Disso. No ano seguinte, DYLON gravou o segundo álbum, Amor de Verão e um DVD ao vivo intitulado Felipe Dylon – Nas Internas, lançando em 2006 mais um álbum, Em Outra Direção.

Na televisão, Felipe Dylon atuou no seriado A Diarista, da Rede Globo, e apresentou o programa Top Top, na MTV.  Participou da primeira edição da Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão, em 2005. No cinema, atuou no filme A Guerra dos Rocha, com direção de Jorge Fernando.

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Aurora de Cinema e o casal Aparecida Petrowky e Felipe Dylon…

Cinema de LUTO: Brasil perde Walter Webb

Walter Webb deixa lacuna no Cinema e no coração…

Bem humorado, inteligente, boa praça e grande produtor, Walter Webb era um verdadeiro baú da história do Cinema, TV e Teatro brasileiros…

Produtor, cineasta, roteirista, homem de TV, Teatro e Cinema, prosador dos mais convincentes, tremendo boa praça, amizade feita tão logo nos conhecemos. Mais do que tudo quanto realizou nas áreas onde era figura tarimbada e presença constante, Walter Webb era um ser humano de alma especial, com quem era fácil
se encantar e criar sintonias.

Germano Pereira, Aurora Miranda Leão, Webb e Rosamaria Murtinho

Dele, gostaria sempre de falar em boa praça e fartas doses de alegria pois assim ele era. De coração muito triste, escrevo este post agora pra falar da partida de Walter Webb. Embora todos nós, seus fãs e amigos, saibamos o quanto Webb já sofria com sérios abalos na saúde, é sempre triste ter de falar sobre o ‘desaparecimento’ de um amigo e de pessoa que fazia tão bem aos lugares onde ele era sempre bem vindo.

Walter Webb entre as lindas Bruna Chiaradia e Giselle Motta…

Webb esta

Walter recebendo homenagem no Anápolis Festival – foto Wellingta Gouveia

Com Walter, gravei algumas coisas interessantes, relíquias que sempre emoldurei em carinho e respeito. Walter Webb é personagem de dois curtas Aurora de Cinema; ‘O Sumiço de Alice’, que está em nosso canal do Youtube, e de um novo curta, ainda por concluir. Com Walter fomos, eu e uma turma que estava na edição 2012 do Festival de Cinema de Anápolis, à casa da atriz Eliane Lage, em Pirenópolis, e com a Estrela de tantos relevantes filmes do cinema brasileiro, passamos uma tarde agradável de bate papo repleto de lembranças e boas histórias.

Com a atriz Marília Medina no Festival de Cinema de Maracanaú (CE) – click Aurora Miranda Leão

Em todo caso, mesmo nesses dias em que a tristeza vem e estende um véu em tudo que há aqui – como tão bem poetizou o iluminado Herbert Vianna -, quero falar da alegria de ter conhecido Walter Webb e de ter curtido ao lado dele alguns momentos muito especiais em minha trajetória de Cinema. Dele quero guardar a conversa sempre gostosa e bem humorada, o sorriso farto, o apoio constante, o riso constante, a gentileza invejável, a fidalguia tão rara, e o prazer da convivência.

Aurora de Cinema e Débora Torres no dia feliz em que conheci a incrível figura do cineasta e produtor Walter Webb…

Em momento do Festival de Maracanaú, edição 2011…

De Walter Webb agora, muita saudade e boas lembranças.
Porém, mesmo de olhos marejados, o APLAUSO emocionado, comovido e efusivo para a grande personalidade que foi WALTER WEBB, um nome que merece e deve ser homenageado devidamente pelo Cinema Brasileiro.

Amizade preciosa: Aurora Miranda Leão, Walter Webb e Débora Torres

Débora Torres, Murilo Rosa, Walter Webb e Alberto Araújo na noite de abertura do Araxá Cine Festival, em setembro de 2012 (foto Alex Silva)

Vai com Deus ! Descanse em Paz, querido amigo WALTER WEBB !

CATANDUVA: Cidade Feitiço de encantos mis…

Blog AURORA DE CINEMA direto de Catanduva

Cartaz blog

A realização da I Mostra Cinema de Catanduva teve um saldo absolutamente POSITIVO. Tudo confluiu para seu êxito ! As atividades agradaram ao público, a imprensa divulgou e deu destaque cotidianamente, o Secretário de Cultura Nelson Lopes Martins participou de toda a programação e demonstrou entusiasmo, bem como o prefeito Geraldo Vinholi, que em breve e entusiasmada fala na noite inaugural já anunciou uma segunda edição maior, melhor e com mais dias e atrações.

Vale ressaltar ainda o empenho do Secretário de Cultura, Nelson Martins, e sua equipe para realizar a Mostra da forma mais qualificada, colocando toda a infraestrutura à disposição do evento, bem como o apoio e incentivo do empresário Marco Vinholi (presidente do Fundo Social de Solidariedade de Catanduva), grande entusiasta da Sétima Arte !

IMG_4610O verde é parte essencial na paisagem de Catanduva, a Cidade Feitiço

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A Igreja Matriz e edifício moderno bem no centro de Catanduva…

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Prédios históricos de bela arquitetura compõem paisagem de Catanduva…

IMG_3921Em bela noite musical, a OSCA (Orquestra Sinfônica de Catanduva) homenageou o centenário de Vinícius de Moraes…

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Edifício histórico da estação ferroviária, hoje sede da Estação Cultura…

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A Igreja Matriz, no coração de Catanduva, em imagem Aurora de Cinema…

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Coletiva reuniu jornalistas e marcou apoio decisivo da Imprensa para sucesso da Mostra Cinema de Catanduva

IMG_3168Elaine Trevisan, Felipe Brida e Aurora Miranda Leão no estúdio da NovaTV…

IMG_3686Os Curadores com alunos do IMES Catanduva, instituição que apoiou a realização da Mostra…

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Aurora Miranda Leão em entrevista à jornalista Florence Manoel, antes do início da Mostra…

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Primeira noite: Secretário Nelson Martins e o ator/produtor David Cardoso…

IMG_4171Jorge Salomão, prefeito Geraldo Vinholi, e Secretário Nelson Martins na plateia de abertura, que teve casa lotada…

IMG_4237Jorge Salomão concede entrevista para Cíntia Souza…

IMG_4416O trem que passa em Catanduva e empresta um tom poético à cidade…

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A Estação Cultura, que abriga a Secretaria de Cultura e suas muitas ações…

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História preservada: os guichês para compra das passagens de trem…

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Os trilhos que adornam a bela Estação Cultura na Cidade Feitiço

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Aurora Miranda Leão e Jorge Salomão na enorme praça da República…

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Interior da Igreja Matriz, que reúne a maior quantidade de afrescos do artista Benedito Calixto, considerado um dos maiores expoentes da pintura brasileira do início do século XX…

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O belo prédio da Sociedade Italiana, no centro de Catanduva…

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Os convidados e os curadores da Mostra Cinema de Catanduva…

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Cenário externo do Centro Cultural de Catanduva, um dos espaços que abrigou a I Mostra Cinema de Catanduva

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Lígia Rodrigues, cantora e psicóloga, com o poeta Jorge Salomão…

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Chafariz na histórica praça da República: ponto de visitação obrigatória…

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Teatro Municipal Aniz Pachá, palco de grandes espetáculos…

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Jorge Salomão e o Secretário Nelson Martins: admirações recíprocas…

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Jorge Salomão e David Cardoso: encontro de Reis em Catanduva…

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Felipe Brida e Aurora Miranda Leão: Curadores celebram êxito da Mostra Cinema de Catanduva…IMG_4553

O rio embelezando a paisagem central de Catanduva…

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Em papo informal na sede da Prefeitura, o prefeito Geraldo Vinholi, David Cardoso e Marco Vinholi…

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O histórico Castelinho de Catanduva, hoje sede da Pinacoteca…

Sal e Alê

Jorge Salomão e Alessandra, nossa competente condutora em Catanduva…

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Catanduva aprovou Mostra de Cinema: Viva a Cidade Feitiço !

Vinholi e David

Marco Vinholi, criador do projeto Cinema Solidário, e David Cardoso: apostando já na segunda edição da Mostra Cinema de Catanduva !

Catanduva, Cosméticos e Sementes de Felicidade

No ensolarado outubro em Catanduva, a manhã em que o Cinema uniu a Poesia e a Agronomia, e fez o verde projetar FELICIDADE…

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Eles apareceram de mansinho, apenas como quem quer dar um Bom Dia cordial. Era hora do café da manhã e eu conversava com o querido Jorge Salomão. Eles nos olhavam de longe e quando apareceram para nos cumprimentar, o cinema, a música, a poesia, vieram à tona, e então o pai nos disse: ‘Logo vi, pela conversa de vocês, que eram artistas’. E o papo foi fluindo em tom de leveza e clima agradável, e durou horas.

IMG_4488Saló e eles

Foi assim que eu e o poeta Jorge Salomão conhecemos Sérgio Zeferino e Fábio Batista. Pai e filho, um empresário e o outro engenheiro, um poeta e o outro apaixonado por cinema. Os dois, juntos, uma sintonia que resplandece amor, cumplicidade e alegria de caminhar juntos. Ambos tão entrosados quanto encantados com o poder da Arte em transformar o cotidiano, pulsar emoção, construir amizades. Eles são de Araras, mas Sérgio vive caminhando pelo mundo, enquanto Fábio estuda cinema na Universidade de São Carlos.

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Jorge Salomão, Aurora de Cinema, e Sérgio Zeferino em Catanduva…

Sérgio Zeferino atua em diversos setores: criou com os amigos um grupo chamado Pipoca Doce, que se reúne para cantar, trocar ideias. dançar, varar madrugadas, formar parcerias, reunir amigos e celebrar amizades. eles criaram até um hino para o Pipoca Doce, porém falam com tristeza sobre a perda do amigo compositor, falecido há poucos meses. Se a memória não me falha, chamava Manoel, e Sérgio escreveu pra ele versos emocionados que nos mostrou na porta do Reisper Hotel e nos leu em voz alta com os olhos marejados.

Papo vem, conversa vai e se amiúda, e novas histórias vão nos chegando. Então, descobrimos que Sérgio tem uma empresa de cosméticos, que atende por CORROCHÊ, uma linha elegante de cosméticos com produtos para todo o corpo. Dele, eu e Jorge Salomão ganhamos um creme para massagem (Massagex), e o hidratante Mão Perfeita. Sérgio Zeferino é uma simpatia em forma de agrônomo; comanda também a Piraí Sementes, que funciona em Piracicaba, mas ele é de Marília e mora em Araras. E tem raízes no nordeste, e viaja o Brasil inteiro plantando afetos e espalhando simpatias.

Sua melhor tradução é ele mesmo quem anuncia: ‘Eu tenho projetos de Felicidade’.

Saló eu e Sérgio

E assim tivemos, eu e Jorge Salomão, um dos mais felizes e belos encontros que a vida nos concedeu em momentos nos quais estivemos juntos. Dessa vez, o cenário foi Catanduva, a bucólica e adorável cidade paulista, que atende pelo merecido codinome de Cidade Feitiço.

Nós e eles

Naquela manhã de quarta, 23 de outubro – dia inaugural da I Mostra Cinema de Catanduva -, conhecer Sérgio Zeferino e Fábio Batista – emoldurados por uma energia positivamente contagiante -, em pleno horário matinal do café, foi sinal alvissareiro, uma alegria a mais entre as muitas advindas da realização da I Mostra Cinema de Catanduva. Por certo, ela nos fará para sempre lembrar Catanduva como uma cidade onde as coisas acontecem e as pessoas encontram-se em climas tão inusitados e raros quanto benfazejos.

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Viva a Cidade Feitiço ! Salve, Catanduva !

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E que venha a segunda edição da Mostra Cinema de Catanduva !

Belas vozes e afinação impressionam no The Voice

Disputa que encerrou primeira fase do programa, teve destaques fabulosos e vozes marcantes em interpretações esplêndidas 

A potiguar Khrystal foi a primeira a apresentar-se e cantou música autoral…

A noite foi de vozes afinadas, belas interpretações e grandes momentos musicais com o Nordeste batendo novamente um recorde de grandes vocações para o canto.

Sempre que posso, assisto ao The Voice. O programa da Rede Globo – que tem competente direção de Mário Rogério Ambrósio e pertence ao núcleo comandado por Boninho -, é um gol de placa ! Audiência garantida nas noites de quinta. É impressionante como a gente sintoniza o canal e não consegue mais sair de frente da telinha, e, rapidamente, começa a formar também um ‘time’ de belas e poderosas vozes pelas quais ficamos a torcer.

O cearense Sam Alves é um dos fortes candidatos do The Voice

Por conta de minha ida a Catanduva (SP) – realização da I Mostra Cinema de Catanduva -, vi pouca coisa do programa passado, lembrando muito fortemente do cantor cearense Marcos Lessa (a quem já entrevistei), dono realmente de uma voz bela, potente e um gingado macio e marcante. Ele escolheu cantar ‘O Morro não tem vez’, clássico da saudosa dupla Tom e Vinícius, e abalou: foi para o time de Carlinhos Brown.

Do artista baiano, Marcos Lessa ouviu: ‘Seus graves são excepcionais. Sua voz é uma fortaleza !’ 

Marcos Lessa canta no The Voice Brasil canção composta por Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Foto: Isabella Pinheiro/TV Globo)Marcos Lessa canta música de Tom e Vinícius (by Isabella Pinheiro/TV Globo)

Mas o The Voice de ontem, última quinta de outubro, parece ter sido um dos mais radicalmente qualificados. Um naipe impressionante de belas e potentes vozes tomou conta do palco e da telinha. Apenas uns 3 candidatos ficaram de fora. Os demais passaram para a próxima fase, e bem mereciam.

Rully Anne canta hit dos anos 80 (Foto: Isabella Pinheiro/TV Globo)

Cantando o rock “Don’t Stop Believin”, grande sucesso da banda norte-americana Journey, Rully Anne foi uma das mais fortes candidatas da noite.

A alagoana Rully Anne foi a segunda da noite e fez bonito com um timbre de voz forte, uma entonação poderosa e grande domínio de palco. Conseguiu fazer com que os 4 técnicos virassem suas cadeiras, e escolheu o festejado Lulu Santos para comandar seu percurso na nova fase.

Elias Moreira no quinto dia de Audição às Cegas (Foto: Isabella Pinheiro/TV Globo)Elias Moreira no The Voice (foto by Isabella Pinheiro/TV Globo)

Já o candidato Elias Moreira, nascido em Roraima e morador de Manaus, abalou cantando Michael Jackson e optou por ficar  no time de Carlinhos Brown. 

Interpretando Human Nature, de Steve Porcaro e John Bettis, grande sucesso na voz de Michael Jackson, Elias rapidamente conquistou a adesão de Lulu Santos, e depois a de Carlinhos Brown, Cláudia Leitte e Daniel…

Júlia Tazzi solta a voz com a canção “Lady Marmalade” (Foto: Isabella Pinheiro/TV Globo)Júlia Tazzi canta “Lady Marmalade” (Foto: Isabella Pinheiro/TV Globo)

E Júlia Tazzi, a baiana que é outra das preferidas do Blog Aurora de Cinema, ouve de Lulu Santos: ‘O que você canta é uma enormidade !’

Júlia Tazzi cantou o hit Lady Marmalade e fez os técnicos dançarem, sem esconder a alegria da surpresa com sua voz brilhante e performance digna das melhores notas. Demais da conta !

Maylssonn canta a música “Separação” (Foto: Isabella Pinheiro/TV Globo)Maylssonn canta a música “Separação” (Foto: Isabella Pinheiro/TV Globo)

“Senti a sua voz bem colocada”, elogia Claudia Leitte logo após Maylssonn cantar “Separação” , a bela composição de José Augusto e Paulo Sérgio Valle, no quinto dia de Audições do The Voice Brasil. Além dela, Lulu Santos e Carlinhos Brown viraram suas cadeiras para o baiano, que fez bonito com uma afinação impecável e agudos espetaculares.

Vivian Lemos interpreta sucesso da cantora Amy Winehouse (Foto: Isabella Pinheiro/TV Globo)Vivian Lemos canta sucesso de Amy Winehouse ( Isabella Pinheiro/TV Globo)

Vivian Lemos, candidata do Paraná, foi outra que marcou de forma intensa e belamente afinada sua presença no The Voice. Um arrasoooooo a voz da cantora ! Optou por ficar no time do cantor Daniel.

A interpretação da paranaense de Londrina arrepiou Claudia LeitteDaniel também apertou o botão para a participante, que atualmente reside em Praia Grande (SP).

 

Fiquemos ligados no The Voice e até a próxima quinta !