Felipe Dylon, muito além da beleza

Ao lado da mulher Aparecida Petrowky, artista fez show surpresa e empolgou a plateia, formada por diferentes gerações…

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Felipe Dylon: cantor esbanja simplicidade e tem uma doçura cativante

Ele nem parece ser alguém que vive em capas de revistas, sites, programas de
televisão, é recordista de venda de discos, e bomba nas redes sociais.

De uma beleza que dispensa qualquer adereço, dono de serenos olhos azuis, Felipe Dylon é ainda quase um garoto mas tem uma elegância  de quem sabe do quanto tem poder um sorriso, um afago, um gesto de delicadeza. Dylon é especialmente cativante. Nada de arrogância, boçalidade, nenhum sinal de prepotência ou daquele ar blasé intolerável que acompanha alguns tantos que se pensam ‘celebridades’, mas pra quem os holofotes já pararam de brilhar há tempos. Porque nem tecnologia faz ascender quem não é parceiro da sensibilidade, não constrói afetos nem comunga fraternidade.

FELIPE DYLON é justamente o contrário disso. Só o conhecia de nome e poucas vezes parei de fato pra ‘escutá-lo’ cantar. Encantei-me com ele aqui em
Taquaritinga do Norte. Sobretudo pela simpatia natural, o sorriso bonito, a
simplicidade comovente, tão rara quanto bonita e benfazeja.

Como noveleira confessa, acompanhei com muita atenção o nascimento do
romance dele com a atriz Aparecida Petrowky. Ela estreava na novela Viver a Vida, de Manoel Carlos (2009) num difícil papel: era a Sandrinha, moradora de um das muitas favelas cariocas, e atuou com tanta maestria que chamou a atenção da mídia e ganhou imediata adesão do público. Eu fui um das tantas que encantei-me com a força de sua interpretação e a fortaleza de seu carisma. O trabalho lhe valeu o Troféu Raça Negra e a consagrou como Atriz Revelação.

Aparecida Petrowky: beleza e elegância da simplicidade…

Aparecida marcou com muita garra, talento e profissionalismo sua estreia na telinha, e por conta disso teve até ampliada a participação de sua personagem na novela. Junte-se a isso sua extrema personalidade – usando cortes de cabelo excêntricos (mas que nela ficam sempre tão bem) e levando adiante a relação com Felipe Dylon (mesmo em meio a tantas ‘conversinhas de comadre’ tentanto atrapalhar a relação dos dois), e sua beleza exótica, e está criada uma equação que traduz com eloquência uma presença feminina marcante.

Aparecida Petrowky é assim caladinha, simples, ‘na dela’, mas um vulcão quando é preciso, e os olhos brilham de paixão quando ela ouve Felipe Dylon cantar. Foi assim que registrei quando ao seu lado estava no pocket-show de Dylon na noite de quinta-feira, 7 de novembro, em Taquaritinga do Norte (PE).

Fui surpreendida já no café da manhã quando Felipe apareceu – não sabia que eles estavam hospedados no mesmo hotel que eu -, e sua doçura e simplicidade foram dignas da melhor nota. Daí porque o registro desse momento. Fiquei impressionada com seu jeito tão naturalmente simpático, delicado, cavalheiro e cordial com todo mundo. Extremamente belo, e dono de lindos olhos azuis, o artista poderia – como o fazem tantos outros – ter simplesmente chegado e dado um Bom Dia ! Mas ele foi a mesa de cada um, fazendo questão de nos cumprimentar com afeto e meiguice, revelando um ‘coração de estudante’ por trás da ‘celebridade’ que a mídia tantas vezes tenta vender de forma pejorativa, tornando bastas vezes o artista antipatizado por boa fatia do público, sem que o próprio jamais tenha feito nada que justificasse esse tratamento.

Aparecida e Dylon: belos e sintonizados no mesmo viés de simpatia, elegância, simplicidade…

Até que outra surpresa acontece, quando já é noite alta, e quando jamais esperávamos, aparece Felipe Dylon para dar uma ‘palhinha’ no show que César fazia para os participantes do Curta Taquary. E foi aí que ele nos encantou de vez !

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Não só pela voz bonita e agradável, a simplicidade inegável, o jeito tranquilo e sem nenhum estrelismo: Felipe cantou, tocou violão, apostou em vários ícones da MPB – como Tim Maia, Renato Russo, Tony Garrido, Seu Jorge, e teve até Ritchie com sua ótima ‘Menina Veneno’ -, e fez a plateia vibrar. Umas três ou quatro vezes despediu-se mas a plateia pedia mais e ele foi ficando. Não se importou de revelar que não sabia algumas letras, pediu ajuda da plateia para cantar algumas músicas, atendeu pedidos, não fingiu auto-suficiência nem deixou de cantar todo tempo com indisfarçável alegria, prazer em estar ofertando seu canto e partilhando o apreço pela Música Brasileira.

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No palco improvisado, Felipe Dylon esbanjou carisma, bela voz, afinação e enorme vocação para o ofício de ser pássaro que irradia luz e professa humanidade.

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Com os amigos Victor Ciríaco e Hélio Ronyvon curtindo a noite Felipe Dylon…

Como se não bastasse tudo isso,  Felipe Dylon ainda encerrou sua bela participação musical no Curta Taquary cantando Herbert Vianna. Foi um pedido meu, que assistia ao show ao lado de sua companheira Aparecida Petrowky e dos amigos Ricky Mastro e Philippe Bastos. Pedi o insuperável Hino dos Anos 80, a superlativamente linda canção Meu Erro, criação magistral do músico e poeta Herbert Vianna.

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Felipe Dylon e a companheira Aparecida Petrowky: força que traduz UNIÃO

Ao contrário de tantos outros, pouco conhecidos, que dirá famosos, Felipe
Dylon não se fez de rogado: cantou de pronto “MEU ERRO” e fechou da melhor forma que podia seu pocket-show, sem ensaios e com improvisos que só fizeram aumentar o carinho, simpatia e popularidade de Felipe Dylon entre fãs de todas as idades que lotaram o espaço do Grande Hotel de Taquaritinga para ouvir o belo e jovem cantor que tanto vemos na telinha, ouvimos nas rádios e vemos nas redes sociais. Mas que nada tem de ‘Estrela’, muito menos pode ser incluído no famigerado rol dos que sofrem de ‘Estrelismo’ .

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Depois de quase uma hora de show – feito sem ensaio nem acompanhamento especial, Felipe Dylon ainda parou para dar autógrafos, recebeu fãs para fotos, atendeu todo mundo com afeto e enorme sorriso fazendo parceria com seus belos olhos, como se estar no palco cantando com aquela empolgação nem cansasse.

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Momento lindo: Aparecida chega junto e canta com Dylon…

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Philippe Bastos, Aparecida Petrowky e Aurora Miranda Leão curtindo o som de Felipe Dylon…

Sugiro a Felipe Dylon – que cantou lindamente ‘Meu Erro”, com disposição, calibre e a energia vibrante de quem canta com o coração -, que por certo também deve ter tido muitos momentos importantes na vida ao som inconfundível dos Paralamas – que passe a incluir sempre em seus shows esta canção de Herbert Vianna. Ele viu como a galera vibrou !

Porque ‘MEU ERRO’ é uma das mais belas e poderosas pérolas do
cancioneiro brasileiro – impossível ouvi-la sem que advenha uma imediata vontade de cantar e dançar.

Pode ter certeza, Felipe Dylon, que Herbert Vianna vai adorar saber que você canta música dele, e os muitos fãs do grande líder paralâmico vão cantar junto e dançar fervorosamente na sua plateia, vibrando como eu e uma dezena no meu entorno também vibravam.

Ao casal Aparecida Petrowky e Felipe Dylon, meu abraço mais afetuoso, meu aplauso efusivo, e os votos do blog Aurora de Cinema para que o casal tenha vida longa, emoldurado pela paz e cativado cotidianamente pelo amor que deles emana e é tão bonito de se ver.

* MAIS SOBRE FELIPE DYLON

Filho do surfista, guitarrista, shaper e diretor do concurso Miss Angola, Luiz Felipe Dylon e da bailarina e atriz, Maria Lúcia Priolli, Felipe Dylon se descobriu cantor em 1997, aos 10 anos, quando formou a banda Nerds, com amigos da escola. Em 1999 decidiu seguir a carreira de músico e gravou sua primeira demo solo. Em 2003, assinou o primeiro contrato (gravadora EMI Music) e lançou o primeiro álbum,que tem seu nome. Foram 120 mil cópias vendidas no Brasil e enorme sucesso com as músicas A Musa do Verão e Deixa Disso. No ano seguinte, DYLON gravou o segundo álbum, Amor de Verão e um DVD ao vivo intitulado Felipe Dylon – Nas Internas, lançando em 2006 mais um álbum, Em Outra Direção.

Na televisão, Felipe Dylon atuou no seriado A Diarista, da Rede Globo, e apresentou o programa Top Top, na MTV.  Participou da primeira edição da Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão, em 2005. No cinema, atuou no filme A Guerra dos Rocha, com direção de Jorge Fernando.

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Aurora de Cinema e o casal Aparecida Petrowky e Felipe Dylon…

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