JÓIA RARA é um Diamante !

 Duca Rachid e Thelma Guedes se reinventam a cada capítulo e é cada vez mais emocionante acompanhar a novela das 18h

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Você, leitor amigo, que nos acompanha com assiduidade, sabe já do nosso gosto por Teledramaturgia. Sabe, portanto, que somos apreciadores de primeira hora da telenovela Jóia Rara, obra-prima das escritoras Duca Rachid e Thelma Guedes.

Atual destaque da programação dramatúrgica de nossa TV, JÓIA RARA configura-se como a melhor e mais bem realizada trama atual em cartaz na TV Globo. Como o horário é bastante difícil pra ser acompanhado, pensava assistir somente aos primeiros capítulos. Mas a história é tão forte e bonita, e o produto final tão bem realizado, que não tive outra alternativa: acompanho JÓIA RARA cotidianamente, fujo das notícias em revistas populares e nas redes sociais que antecipam os próximos capítulos e, quando por dever de algum compromisso ou do trânsito caótico acabo perdendo algum capítulo, final de noite estou vendo a novela via web – ainda bem que atualmente há este recurso ‘salvador’, importante e necessário, sobretudo para os que, como o blog aurora de cinema, analisam e comentam telenovelas.

Aqui abrimos um espaço para uma consideração lapidar de González Castro (Doutor em Ciências Pedagógicas, diretor de televisão, e grande conhecedor dos meios audiovisuais): “A sensibilidade dos tubos, e a definição que se consegue com as câmaras possibilitam matizes ricos e variados na iluminação, jogos de cores de fundos, estampados nas decorações das maquiagens menos artificiais e caracterizações  mais exatas. As rugas tem que ser autênticas como as de nossas avós. As texturas das telas aparecem tão claramente que na há engano das cenografias. (…) A possibilidade de editar a imagem posteriormente obriga a fazer televisão tal e como se faz cinema”.

Posto isso, vamos a mais um comentário sobre JÓIA RARA !

Nos capítulos destes dias, o grande destaque da trama foi a descoberta de que Heitor Zampari (pai da personagem Sílvia, já falecido) não foi o assassino da mulher de Ernest Hauser (o vilão e personagem central da trama). Isso era um dos pilares da novela e Sílvia (vivida com preciosismo pela bela Nathália Dill) desde o início atuava para vingar a morte do pai e revelar sua inocência diante do assassinato de Catarina (Mariana Mac Niven), a jovem matriarca dos Hauser (mãe de Franz, Victor e Hilda). Novos personagens apareceram, outros ganharam maior destaque, sombras e clarões alternaram-se até chegar-se à esperada reveleção. Aqui, destaca-se a intensificação do personagem Cícero (vivido com competência pelo querido ator Jorge Maia), e o da personagem Pìlar, interpretada pela conterrânea Sílvia Salgado), além da entrada dos personagens de Salvador (Élcio Romar) e de Marta (Juliana Araújo), a filha doente de Salvador, por quem ele ocultou o crime de Ernest Hauser tantos anos.

Ana Lúcia Torres, impecável, e Jorge Maia em momento crucial…

Mas o que queremos realçar neste breve comentário é o caso da confirmação da intuição de Sílvia, que sempre acreditou que o pai tinha pago por um crime que nunca cometeu. E assim se fez: Sílvia consegue desvendar o crime com a ajuda de Salvador e, a partir daí, fica amedrontada, com razão, e certa de que será perseguida pelo vilão.

De posse de todos os documentos incriminatório de Ernest Hauser, a personagem então vai com Salvador e a filha Marta em busca de desvendar a sórdida história do crime, levando documentos a serem entregues à imprensa numa cidade vizinha, fugindo da capital carioca, naturalmente por achar que, longe dali, seria menos difícil conseguir revelar a verdade, denunciar o verdadeiro assassino e escapar com vida.

Mas aí acontece o que é corriqueiro quando se trata da atuação de malvados, criminosos, assassinos, vilões: Sílvia é perseguida na estrada e sofre um terrível acidente, com seu carro caindo de uma ribanceira… e depois explodindo em fogo, e deixando Manfred (o vilão que é filho bastardo de Hauser) feliz da vida e certo de que alcançou a vitória maior, tão buscada por ele.

Aqui queremos destacar a belíssima cena do acidente, uma clara citação à saudosa escritora Janete Clair (a mais consagrada autora de telenovelas do país, que nos anos 70 foi a detentora da maior audiência da televisão brasileira com suas tramas incrivelmente bem arquitetadas e realizadas). Cena idêntica à mostrada por Jóia Rara, Janete criou para a clássica Selva de Pedra. Nessa, quem era perseguida era a personagem Simone (vivida por Regina Duarte inicialmente e no remake dos anos 90 por Fernanda Torres).

Na cena de JÓIA RARA – magistralmente dirigida e filmada pela equipe comandada por Amora Mautner, este vulcão inconteste da direção teledramatúrgica brasileira, a visão que o telespectador tem vem a partir do vilão que perseguia Sílvia, e que até então o espectador não sabia quem era. Só depois que o carro cai e explode, e a câmara enquadra apenas o caminhar do personagem olhando para a ribanceira em que o carro pega fogo, descobrimos que o perseguidor era o terrível Manfred – magnífica interpretação de Carmo Dalla Vecchia. Depois disso, vem todo um desenrolar de estupefação, dor e muita tristeza envolvendo Franz e seu irmão Victor, o viúvo de Sílvia.

É tempo de Natal também na telinha – e que lindas cenas de NATAL criou a direção de JÓIA RARA ! Vi com completa entrega aquele desfilar de magia e encantamento que tomou conta de quase todo o capítulo do dia 24, véspera da grande noite na qual se festeja o nascimento do Menino Jesus. E fiquei a pensar nos milhões que acompanham a novela Brasil afora, sobretudo os menos favorecidos, os que sofrem em hospitais ou em moradias de extrema carência, e fiquei a pensar no enorme bem que é ‘ganhar’ aquele presente inesperado e tão lindo de adentrar o espírito natalino pela via da ficção. E que ficção mais bem realizada, bonita, terna, quimérica é JÓIA RARA ! Um DEZ muito caloroso a toda a equipe de JÓIA RARA pela criação antológica deste belíssimo Natal televisivo que foi o capítulo da telenovela de Duca Rachid e Thelma Guedes na noite de véspera do NATAL ! Um espetáculo artístico de pura excelência, técnica e artística !

O NATAL com o personagem Odilon (Thiago Abravanel) como Papai Noel…

E pra coroar tudo isso, as autoras e a direção encerram o capítulo nos brindando com um dado pelo qual tanto ansiávamos nós, o público, desde a perseguição de Sílvia: que a homenagem a Janete Clair se conduzisse e fosse integralmente confirmada através da sobrevida da personagem vitimada. E assim foi. De forma surpreendente e dramaticamente super bem conduzida, o capítulo termina com a revelação de que Sílvia não morreu. Como a personagem Simone de Selva de Pedra, Sílvia também escapa do desastre. E a partir daí, a trama se desdobrará em novas cenas palpitantes, onde emoção, drama, suspense, mistério deverão acontecer em escala ainda mais impactante.

Por tudo isso, por criar uma obra tão bem escrita e dirigida com mãos de fada, por homenagear um ícone da nossa melhor Teledramaturgia, e por apostar num produto artístico de extrema qualidade como o é esta JÓIA RARA da Televisão Brasileira, Duca Rachid e Thlema Guedes estão a merecer mais e mais a atenção da crítica e do telespectador, e recebem, mais uma vez, um PARABÉNS muito emocionado e feliz deste blog Aurora de Cinema.

Confira aqui algumas cenas mais recentes de JÓIA RARA:

Rafael Cardoso e Nathália Dill em momento sublime de JÓIA RARA…

Rafael Cardoso e Nathália Dill como Victor e Sílvia…

Salvador (Élcio Romar) confirma a inocência do pai de Sílvia (Nathália Dill)

Sílvia, Salvador e Marta se preparam para ir contar toda a verdade sobre a morte de Catarina à Imprensa…

Cena do desastre que vitimiza a personagem Sílvia, bela citação ao clássico de Janete Clair…

OUTROS MOMENTOS DE DESTAQUE em JÓIA RARA:

Franz este

Franz (Bruno Gagliasso em grande momento) fica chocado ao saber da morte de Sílvia e da culpa do pai, Ernest Hauser…

Victor (Rafael Cardoso) segurado pelo Delegado (Vicentini Gomes) em momento de desespero e dor…

Pilar (Sílvia Salgado) e Manfred (Carmo Dalla Vecchia) em cena que anuncia nova reviravolta em Jóia Rara

Hilda e Toni formam um dos casais mais bonitos e queridos da novela…

Os monges, uma página linda da história de Duca Rachid e Thelma Guedes…

Gaya encontra Hilda e o ex-marido Toni em noite de festa no Cabaré Pacheco Leão…

A vedete LOLA, vivida com maestria pela linda e competente Letícia Spiller…

O amor de David e Aurora, momento de enlevo em Jóia Rara

O casal visto no sonho de Pérola, formado por Matilde (Fabíula Nascimento) e o monge Sonan (mais um trabalho visceral de Caio Blat)…

O amor bonito e perseguido de Franz e Amélia, protagonistas de JÓIA RARA…

Uma resposta para “JÓIA RARA é um Diamante !

  1. Tem que dar mais espaço para mundo e Iolanda, mundo não esta cumprindo o que prometeu aos seus eleitores, só toma conta de Amelinha e franz, assim não dá

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