Arquivo do mês: janeiro 2014

Amores Roubados: minissérie inscreve-se como uma das melhores de todos os tempos

Cauã Reymond, Murilo Benício, Isis Valverde e Patrícia Pillar foram destaque. Com roteiro de George Moura e direção de José Luiz Villamarim, minissérie abriu 2014 marcando belo gol na programação da TV Globo…

A começar pela expressividade do layout do título e pela impactante abertura, AMORES ROUBADOS é já um marco da nossa Teledramaturgia. Sou das que assistem e faço questão de dizer. E espalhar por onde posso o quanto aprecio boas obras, seja em que veículo for, e não preciso fazer nenhum arrudeio pra afirmar que assisto porque adoro a narrativa ficcional televisiva, e gosto de acompanhar as produções teledramatúrgicas brasileiras. E quando as obras são boas – como esta AMORES ROUBADOS -, aí mesmo é que faço questão de dizer que vejo e vejo com prazer ! Porque amo Dramaturgia – seja no Teatro, no Cinema ou na TV. Assumimos desde sempre que o bom é viajar por outras histórias, inventadas por outras cabeças, recheadas de outras fantasias, que não as nossas. Afinal, como diz o magnífico poeta gaúcho Carpinejar, nem a nossa história deixa de ser fantasiada por nós mesmos.

O roteiro de Amores Roubados é de George Moura, a partir de obra de Joaquim Maria Carneiro Vilela – advogado, ilustrador, pintor paisagista, cenógrafo, juiz, bibliotecário, secretário de Governo, fabricante de gaiolas, e escritor -, escrita entre 1909 e 1912, e já ganhou adaptações para o teatro e o cinema. Mas por certo somente agora o escritor terá seu nome definitivamente inscrito entre os grandes de nossa Literatura. Como o título original de A Emparedada da Rua Nova, Carneiro Vilela dizia que a história viera de um relato ouvido de uma escrava. Até hoje, não se sabe ao certo o que foi ficcionado pelo autor e o q realmente aconteceu.

Mas só em ter valido esta primorosa minissérie, já ganhou – e muito – a história de nossa Teledramaturgia, enriquecida pelas interpretações poderosas de Murilo Benício – um ator que consegue passar todo o sensório de seus personagens só com o olhar -, Irandhir Santos, Cauã Reymond, Isis Valverde, Patricia Pillar (soberba em sua angústia lancinante e silenciosa), Cássia Kiss, Osmar Prado, Dira Paes, César Ferrario, Jesuíta Barbosa, Magdale Alves, e Thierry Tremouroux.

PRINCIPAIS DESTAQUES: 

– Direção precisa de José Luiz Villamarim, direção de arte, e fotografia de Walter Carvalho;

– O set, os enquadramentos e a atuação de Osmar Prado e Cássia Kiss na cena do acerto de contas;

– A frieza e vilania intrínseca do personagem Jayme, rapidamente tratando de se ‘descartar’ da conversa ‘incômoda’ do sogro Antônio;

– A luz da cena entre Jaime e o delegado (Walter Breda), num lindíssimo enquadramento em silhueta;

– A conversa entre Jaime e Cavalcante – Murilo Benício de costas, passando toda a emoção somente com a voz – genial !

– A comovente e quase pueril fala de Antônia, encharcada de emoção no velório do avô – ISIS VALVERDE divinal, uma nordestina com naturalidade, beleza singular e profunda empatia, levando o telespectador às lágrimas;

– O encontro de Antônia e Fortunato na beira do rio São Francisco…

* A inserção da bela Jura Secreta, música de Sueli Costa e Abel Silva, cantada de forma singular por um contagiante Raimundo Fagner;

* A qualidade das atuações de Irandhir Santos e César Ferrario numa pujança de força magistral entre dois talentos nordestinos;

* A tocante cena entre Cássia Kiss e Jesuíta Barbosa marcando mais pontos na atuação poderosa do elenco e ressaltando uma direção de arte poderosa a favorecer o contraste entre o vermelho ‘revelador’ da personagem de Cássia, o floral do guarda-chuva e a aridez rochosa às margens do São Francisco;

* Patrícia Pillar e Murilo Benício – contracena de Gigantes !

* Lindíssimos momentos de Isis Valverde, quer seja na fotografia magistral de Walter Carvalho, bem como da atuação emocionada e emocionante da atriz;

* A sintonia precisa entre Isis e Benício em momentos de revelações perturbadoras;

* O quadro poderoso do grande campo de arames farpados como desfecho para o fim do grande vilão, o temido e maligno Jaime, quando a cena ganhou belíssimos ares de réquiem;

* O belíssimo final à beira do rio reunindo 3 gerações – filha, neto e avó, preconizando possíveis (?) novos tempos de calmaria na vida conturbada, triste e sombria da família de Jaime – Isis e Patrícia em belos movimentos de interação mãe-filha X atriz tarimbada-atriz em ascensão !

De somenos: o não fechamento do destino do personagem de João (Irandhir Santos) – personagem e ator mereciam ter sua história amarrada junto ao público; e o do personagem Oscar (Thierry Tremouroux), professor de música da Orquestra Sanfônica, projeto idealizado por Isabel (Patrícia Pillar), ‘exilado’ da cidade a mando de Jaime, e tendo que se passar por Leandro…

Amores Roubados é um produto de excelência absoluta ! Vai ganhar muitos prêmios internacionais: Direção, Fotografia, Ritmo, Direção de Arte, Edição, trilha e atuações primorosas num roteiro de suspense com diálogos poderosos e coerentes com o cerne da história. DEZ é ainda pouco para AMORES ROUBADOS ! E é um orgulho pra quem, como eu, fica feliz em poder aplaudir a grandiosidade dos nossos artistas e a qualidade a que chegaram os técnicos brasileiros ! Que Teledramaturgia de alto nÍvel faz o Brasil !

IMAGENS da minissérie e de bastidores :

O triângulo na noite de festa organizada por Isabel , personagem de Patrícia…

Personagem difícil, Murilo Benício construiu o ‘Jaime’ com belas sutilezas do olhar e expressões…

trioCésar Ferrario, Murilo Benício e Irandhir Santos: sintonia em grandes interpretações !Pillar e Isis

Patrícia Pillar e Isis Valverde: mãe e filha em situações conflituosas…

Lindíssima cena erótica entre a personagem Isabel e um homem no meio da estrada, poderosamente iluminada e captada por Walter Carvalho…

Isis Valverde e Jesuíta Barbosa na dramática cena da revelação da morte de Leandro (personagem de Cauã Reymond): belos takes à beira do São Francisco…

A bela cena final de AMORES ROUBADOS…

Isis e PP

José Luiz Villamarim com Benício e Walter Carvalho (abaixo)…

 

Cesar e Irandhir

 

Dois grandes representantes do Nordeste em Amores Roubados: César Ferrario, de Mossoró, e Irandhir Santos, de Pernambuco: Show de atuação !

O roteirista George Moura e o diretor José Luiz Vilamarim…

Amores equipe

Myriam Mendes, Villamarim, George Moura, mais um da equipe, e Walter Carvalho…

Amores Equipe telinha

Uma equipe de bambas fez de AMORES ROUBADOS um belo gol na abertura da programação 2014 da TV Globo !

* Um comovido APLAUSO AURORA DE CINEMA para Amores Roubados e todos quanto participaram da criação desta obra-prima da Teledramaturgia Brasileira !

Patrícia Pillar e Isis Valverde dividiram belas e difíceis cenas entre mãe e filha…

Amores Roubados: exemplo de Excelência na telinha !

Minissérie revela excepcional padrão de qualidade em roteiro, fotografia, atuação, ritmo, ambientação e direção primorosa !

Amores Roubados

A começar pela expressividade do layout do título e pela impactante abertura, a minissérie atual da TV Globo – mais uma com a precisa direção de José Luiz Villamarim – é um marco da nossa Teledramaturgia.

Sou das que assistem e faço questão de dizer. E espalhar por onde posso o quanto aprecio boas obras, seja em que veículo for, e não preciso fazer nenhum arrudeio pra afirmar que gosto porque adoro. E quando as obras são boas – como esta AMORES ROUBADOS -, aí mesmo é q digo que vejo e vejo com prazer ! Porque amo Dramaturgia – seja no Teatro, no Cinema ou na TV. Assumimos desde sempre que o bom é viajar por outras histórias, inventadas por outras cabeças, recheadas de outras fantasias, que não as nossas. Afinal, como diz o magnífico poeta gaúcho Carpinejar, nem a nossa história deixa de ser fantasiada por nós mesmos.

Isis Valverde e Cauã Reymond: jovens atores de brilhante carreira…

E muito garota ainda comecei a ler Artur da Távola. Jornalista, filósofo, talvez o único analista respeitável de televisão durante muitos anos, o saudoso Mestre tornou-se meu amigo e grande fonte de inspiração. Aprendi a ver TV e ler seus diversos ‘cursos’ através das preciosas análises de Artur da Távola, e percebo, cada vez mais, o quanto faz falta a preciosa pena e o arguto olhar do cronista no ambiente televisivo de hoje.

E antes de falar sobre o preciosismo da interpretação de Murilo Benício (uma amiga até me confessou que o papel do abjeto ‘coronel dos tempos modernos’ a está deixando até com medo de olhar pra ele), e a interpretação visceral de atores como Patrícia Pillar, Irandhir Santos, Cauã Reymond e Isis Valverde, registro que AMORES ROUBADOS é o primeiro grande destaque da TV neste 2014 que começa, e valho-me de Artur da Távola para dizer melhor sobre a Teledramaturgia :

“O artista televisivo tem, como pincel, a câmara. É a realidade da passagem da câmara (pincel) pela realidade, o que gera uma determinada ‘pintura’ na tela (do televisor).

Mas se o artista televisivo ‘vê’ com os olhos da câmara e estes determinam a verdadeira fala do veículo (logo, a sua ‘estética’), o resultado dessa ‘pintura’ é ‘visto’ pelo receptor da comunicação com os próprios olhos. Tal e qual na pintura: o olho do pintor por ver mais, além, ultra, sub, verso, reverso, hiper, permite ao nosso olho (razão, emoção, conceito) ver por intermédio do olho dele. É olho e olho (o do pintor e o do apreciador) mediados pelo pincel. Na TV é olho e olho (o do produtor e o do telespectador) mediados pela câmara. Na pintura, o produto permanece no tempo e no espaço artístico e permite várias leituras posteriores e interpretações ao longo dos séculos. Pode, portanto, ser profundo, complexo, amplo.

Na televisão, o produto não permanece e não permite várias leituras e interpretações, salvo as instantâneas. Por isso a ‘pintura’ tem que ser direta, imediata fungível, vale dizer, SUPERFICIAL. É a estética da superficialidade, tomada a palavra superficialidade não como conotativa de algo ruim em si, mas denotativa de uma característica do veículo que não é boa ou má. Simplesmente é.

Por isso, o programa de tevê, quando elaborado por produtores (pintores do instantâneo) que bem conheçam e dominem a linguagem (pincel e tinta) da televisão (câmara, iluminação, cenografia e arte do movimento), passa a ser um produto importante. Ele é a REPRESENTAÇÃO TELEVISUAL DA ESTÉTICA DA SUPERFICIALIDADE. Ainda que esta seja uma estética formalista e baseada apenas em significantes (porque se utiliza de signos já existentes no repertório do público a que se destina), é uma estética e tem um valor próprio ! Contém ARTISTICIDADE, ainda que fazendo o discurso dos valores dominantes e ainda que sendo ideologicamente conservadora !

Essa ARTISTICIDADE própria a cada veículo permite a existência do que chamo de arte do espetáculo. E o que é o ESPETÁCULO ? Será algo irrelevante ou inartístico apenas por ser rápido, passageiro, fungível, espécie de grande trapaça visual com o público ávido de distração ? Não ! O ESPETÁCULO É UMA DAS MAIS ANTIGAS E PROFUNDAS FORMAS DE ENCANTAMENTO DO SER HUMANO.

Num certo sentido, o espetáculo é como a própria vida, uma grande ilusão que fulge e some no mistério.”

Amanhã continuamos com mais AMORES ROUBADOS.

Isis Valverde, misto de beleza, espontaneidade, vocação e talento, frutos de muita disciplina…

Patrícia Pillar e Murilo Benício refazem dupla de sucesso em telenovelas…

Cássia Kiss tem atuação magistral e Cauã Reymond, ainda muito jovem, redimensiona sua competência atuando em em pé de igualdade…

Festa 3Patrícia Pillar, Cauã Reymond e Dira Paes: mulheres apaixonadas pelo mesmo homem sem que uma saiba da outra…

A aridez do sertão nordestino revela perfeita sintonia com o sofrido emocional do personagem Leandro, vivido com maestria por Cauã Reymond…

Cesar estaCésar Ferrario, natural de Mossoró, é mais uma impactante presença nordestina na telinha…

Cauã Reymond e Jesuíta Barbosa: parceiros e cúmplices numa bela amizade em meio à aridez da vida difícil e com poucas opções de futuro promissor do alto sertão…

O Azul Resplendor de Eva Wilma no teatro carioca

Uma realização de RENATO BORGHI PRODUÇÕES

 em comemoração aos

60 anos de carreira e 80 de vida da atriz Eva Wilma

Uma comédia que promove, através de rara combinação entre humor ácido e delicadeza, o encontro marcado que cada um tem consigo mesmo.

AZUL RESPLENDOR estreia no Rio depois de sucesso em São Paulo. A fotógrafa Cristina Granato registra tudo.

Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas conheceram Eduardo Adrianzén, autor de destaque da dramaturgia contemporânea do Peru, enquanto realizavam o projeto Embaixada do Teatro Brasileiro (2008/2009) em países ibero-americanosamericanos para promover o teatro brasileiro e incentivar o intercâmbio entre as dramaturgias produzidas em espanhol e português. O texto original de AZUL RESPLENDOR, apresentado por Adrianzén a eles, causou o mesmo arrebatamento na atriz Eva Wilma. Estava decidido: o texto seria montado no  Brasil.

DSC_3740  Eva Wilma , Eduardo Adrianzén , Othon Bastos e Glória Campos  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

O autor Eduardo Adrianzén, Eva Wilma, Othon Bastos e Glória Campos…

AZUL RESPLENDOR reúne no mesmo palco várias gerações de atores: Renato Borghi, Dalton Vigh, Luciana Borghi, Luciana Brites e Felipe Guerra. A direção é de Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas, sua primeira co-direção nos mais de 20 anos de parceria no teatro.

DSC_3754 Danton Vigh e Eva Wilma - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO (1)

AZUL RESPLENDOR, escrita por Adrianzén em 2005, é um retrato do ofício do ator. Mas um retrato sem retoques. Apesar de situada na atualidade, a peça revela os bastidores de todos os teatros em todos os tempos. O texto expõe com clareza e ironia os jogos de poder, os afetos, as ambições, as inspirações, as vaidades, as ilusões, as carências, as invenções, as manias e as frustrações dos atores quando se juntam para ensaiar uma peça. Para desvelar os bastidores dos palcos, o dramaturgo se valeu de uma galeria de personagens bem conhecidos no mundo do Teatro: a célebre atriz dramática aposentada precocemente, o eterno coadjuvante recalcado, o diretor arrogante e prepotente, a assistente de direção sem identidade e os atores jovens em busca de fama e poder a qualquer preço.

DSC_3564  Eva Wilma e Norma Thiré - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Eva Wilma e Norma Thiré na noite de estreia carioca…

Blanca Estela (Eva Wilma) é uma grande dama do teatro, afastada de seu ofício há mais de 30 anos. Inesperadamente, ela recebe a visita de seu mais devotado fã – Tito Tápia (Renato Borghi), um ator sem nenhuma expressão que passou a maior parte de sua vida cuidando da mãe doente e fazendo “pontas” no teatro e na televisão.

De posse da herança e com uma peça de sua autoria escrita em memória da mãe falecida, Tito decide procurar Blanca Estela para confessar seu antigo amor e lhe fazer uma proposta para que ela retorne aos palcos como protagonista de sua obra.

DSC_3731 3 Eva Wilma e Othon Bastos  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Eva Wilma e Othon Bastos: encontro de gigantes do Teatro/TV e Cinema…

Apesar de ter sido um dos maiores nomes do teatro, Blanca Estela alimenta um amargo desprezo pelo mundo do teatro,  motivo de sua aposentadoria precoce. Mas, por razões que só ficarão claras ao final da peça, a grande diva decide aceitar a proposta de Tito, desde que a peça seja dirigida por um nome de peso. Tito decide chamar o maior diretor teatral da atualidade: Antônio Balaguer (Dalton Vigh). Considerado um gênio e cercado por uma equipe que o idolatra, o badalado encenador promete surpreender o público montando “o espetáculo da década”.

DSC_3697 Renato Borghi , Bethy Faria,Eduardo Adriaanzén  e Luciana Brites    - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 -

Renato Borghi, Betty Faria, Eduardo Adrianzén e Luciana Brittes…

Adrianzén transmite com graça e extrema agudeza os conflitos que se desenrolam no competitivo universo dos atores. Em uma época de culto às celebridades, AZUL RESPLENDOR trata de maneira crítica e bem humorada o ávido interesse que o público tem dedicado à vida privada dos artistas”, afirma o ator e diretor Renato Borghi.

DSC_3720 Felipe Guerra , Glória Campos , Eduardo Arianzén e Luciana Brites  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Felipe Guerra, Glória Campos, Adrianzén e Luciana Brittes…

AZUL RESPLENDOR também irá revelar ao público e aos artistas brasileiros mais um exemplo da excelente dramaturgia produzida por nossos vizinhos latino-americanos. O espetáculo fez grande sucesso no Peru e seu autor, Eduardo Adrianzén, é um dos dramaturgos contemporâneos de maior destaque no mundo hispânico. Além de teatro, é também autor de telenovelas, o que lhe oferece um panorama completo da vida dos atores profissionais. 

A encenação é totalmente focada no trabalho dos atores e sua interação com a luz. O texto de Eduardo Adrianzén sugere que a cena nua é sustentada apenas pela iluminação e objetos essenciais à ação.

FICHA TÉCNICA AZUL RESPLENDOR 

Texto: EDUARDO ADRIANZÉN (PERU)

Tradução: RENATO BORGHI e ELCIO NOGUEIRA SEIXAS

Direção Geral: RENATO BORGHI e ÉLCIO NOGUEIRA SEIXAS

Elenco:

EVA WILMA – Blanca Estela

RENATO BORGHI – Tito Tápia

DALTON VIGH – Antônio Balaguer

LUCIANA BORGHI – Glória Campos

LUCIANA BRITES – Luciana Castro

FELIPE GUERRA – Giancarlo Varoni

Luz: LÚCIA CHEDIECK

Cenário: ANDRÉ CORTEZ

Figurino: SIMONE MINA

Trilha Sonora: ALINE MEYER

Vídeos: RENATO ROSATI

Fotos: JOÃO CALDAS

Direção de Produção: ANDRÉ MELLO

Realização: RENATO BORGHI PRODUÇÕES

Assessoria de Imprensa: JSPONTES COMUNICAÇÃO – JOÃO PONTES E STELLA STEPHANY 

SERVIÇO

Temporada Teatro AZUL RESPLENDOR 

Local: Teatro SESC Ginástico

Endereço: – Av Graça Aranha, 187 – Centro, RJ     Tel: 21 2279 4027

Temporada: até 23/02/14

Horário: quarta a domingo, sempre às 19h

Capacidade: 513 espectadores 
Duração
: 90 minutos

O AUTOR 

Eduardo Adrianzén é um dos autores mais premiados da cena hispânica. Escritor. Nascido em Lima- Peru, em 1964. Dramaturgo teatral desde 1995, com 16 peças encenadas até hoje, várias publicadas, premiadas e montadas no cenário internacional do Teatro.

Autor de televisão desde 1985, roteirista de quase 50 títulos de ficção, entre telenovelas, minisséries e similares. Professor universitário desde 1999, ministra cursos na área de Comunicação Audiovisual e Dramaturgia Teatral em diversas universidades. Colunista desde 2005 no jornal peruano “La República”. Como dramaturgo teatral, escreveu e montou: DE REPENTE UN BESO (1995-2011), EL DÍA DE LA LUNA, Prêmio de Dramaturgia do Teatro Nacional (1996-97, encenada na Bulgária en 1998), CRISTO LIGHT (1997-2005, montada em Santiago de Chile em 2003) TRES AMORES POST-MODERNOS (1998), CUATRO HISTORIAS DE CAMA (2008-2012, montada em Madrid em 2010 e atualmente sendo ensaiada na Cidade do México), RESPIRA (ganhadora do Prêmio Teatro Britânico em 2009), entre outras. Como autor de novelas, assinou 9 telenovelas (duas delas com posteriores remakes), co-roteirista e adaptador de outras 6, e autor de 18 minisséries e 11 telenovelas curtas. Também foi produtor de TV. Em 2001, a Universidade Católica do Peru publicou seu livro: “Telenovelas: cómo son, cómo se escriben”, com 2 reedições. Recebeu o Prêmio da Coordenadoria de Direitos Humanos do Peru em Ator, diretor, roteirista e professor de interpretação e História do Teatro.

OS DIRETORES

Renato Borghi

Um dos atores mais importantes do país. Louvado com 3 prêmios Moliére (a consagração máxima do teatro nacional) e todos os outros grandes prêmios da cena brasileira, em diversas modalidades (ator, dramaturgo, diretor e pesquisador). Fundou o TEATRO OFICINA em 1958, juntamente com José Celso Martinez Corrêa, onde realizou trabalhos que marcariam para sempre o Teatro Brasileiro e se tornariam referências para as novas gerações: PEQUENOS BURGUESES, ANDORRA, REI DA VELA, GALILEU GALILEI e NA SELVA DAS CIDADES. Nos anos 70, fundou o TEATRO VIVO com Estér Góes e, juntos, produziram espetáculos de forte impacto no que ficou conhecido como “Teatro de Resistência à Ditadura Militar”, entre eles: O QUE MANTÉM UM HOMEM VIVO e MAHAGONNY de Brecht, MURRO EM PONTA DE FACA de Augusto Boal, UM GRITO PARADO NO AR de Gianfrancesco Guarnieri, e CALABAR de Chico Buarque e Ruy Guerra. Durante a década de 80, lança-se como dramaturgo e escreve peças de enorme sucesso como A ESTRELA DALVA (com Marília Pêra) e LOBO DE RAY BAN (com Raúl Cortez e Christiane Torloni). Em 1993, funda o TEATRO PROMÍSCUO com o ator Élcio Nogueira Seixas e obtém grande êxito alternando montagens de clássicos e dramaturgos contemporâneos. Ícone do Tropicalismo, ficou imortalizado por sua atuação em O REI DA VELA de Oswald de Andrade, recebendo o reconhecimento da crítica internacional. Em 2010, voltou a encantar público e crítica estrangeiros com as peças da EMBAIXADA DO TEATRO BRASILEIRO. Diretor de grandes espetáculos ao largo de sua extensa carreira, Renato Borghi retorna à arte da encenação com AZUL RESPLENDOR.

Élcio Nogueira Seixas

Ator e diretor. Iniciou sua carreira participando da reabertura do emblemático TEATRO OFICINA, com HAM-LET, em 1993, sob a direção de JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA. Ainda neste ano, fundou o TEATRO PROMÍSCUO com o ator RENATO BORGHI. Ao longo dos 20 anos da companhia, idealizou, dirigiu e protagonizou vários espetáculos e projetos relevantes: ÉDIPO DE TABAS, TIO VÂNIA, JARDIM DAS CEREJEIRAS, MOSTRA DE DRAMATURGIA CONTEMPORÂNEA, BORGHI EM REVISTA, TIMÃO DE ATENAS, MACBETH, entre outros. Em todas estas produções, contracenou, dirigiu e concebeu espetáculos ao lado de grandes nomes do Teatro Brasileiro: TÔNIA CARRERO, HÉLIO EICHBAUER, DANIELA THOMAS, BETH GOULART, FAUZI ARAP, ELIAS ANDREATO, entre outros artistas de enorme relevância na cena teatral. Por sua atuação na MOSTRA, ganhou os prêmios SHELL e APCA de 2002, além de ter recebido indicações como ator e diretor por outros espetáculos (recentemente, foi indicado como melhor ator pela APCA por sua atuação em O BEIJO NO ASFALTO). Com um de seus últimos projetos – a EMBAIXADA DO TEATRO BRASILEIRO – recebeu, em Cuba, o Prêmio Villanueva da crítica pelos melhores espetáculos internacionais apresentados na ilha no ano de 2010. Em 2008, lançou seu primeiro livro – BORGHI EM REVISTA – pela Coleção Aplauso. Durante toda sua carreira, ministrou inúmeras oficinas de teatro, no Brasil e no exterior, sobre temas variados, como  as obras de Nelson Rodrigues, Tchekhov, Beckett, Tennessee Williams e Shakespeare.

O ELENCO 

“O teatro para mim é uma coisa sagrada. Ele pertence ao ator.”   – Eva Wilma

Uma das atrizes mais conhecidas do Brasil, Eva Wilma é querida do público e da crítica. No Teatro, foi fundadora do mítico TEATRO DE ARENA em 1953. Desde o início da carreira, realizou trabalhos marcantes nos palcos: FEITICEIRAS DE SALEM, O SANTO INQUÉRITO, BLACK OUT, UM BONDE CHAMADO DESEJO, ESPERANDO GODOT, QUANDO O CORAÇÃO FLORESCE (ao lado do grande parceiro Carlos Zara), QUERIDA MAMÃE e tantos outros êxitos.

Sempre dirigida por grandes encenadores, como José Renato, Ziembinsky, Ademar Guerra, Antunes Filho, Gianni Ratto e Bibi Ferreira, Eva Wilma ganhou todos os prêmios mais importantes do teatro brasileiro: Shell, Moliére, Sharp, APCA, entre outras honrarias. No cinema, atuou em clássicos, como CIDADE AMEAÇADA de Roberto Faria, A ILHA de Walter Hugo Khouri, SÃO PAULO S/A de Luiz Sérgio Person, e FELIZ ANO VELHO de Roberto Gerwitz.

Seus primeiros anos na TV foram marcados por trabalhos inesquecíveis, como o popular seriado ALÔ DOÇURA (ao lado daquele que foi seu primeiro marido, o ator e diretor John Herbert); as gêmeas originais de MULHERES DE AREIA; e a heroína de A VIAGEM. Na Rede Globo, fez trabalhos memoráveis em novelas como PLUMAS E PAETÊS, ELAS POR ELAS, RODA DE FOGO, PEDRA SOBRE PEDRA, PÁTRIA MINHA, O REI DO GADO, A INDOMADA e o seriado MULHER. Comemorando 60 de carreira e 80 de vida, Eva Wilma vive agora a grande Dama do Teatro, Blanca Estela, em AZUL RESPLENDOR.  

Dalton Vigh

Iniciou a carreira de ator na Rede Manchete, na novela Tocaia Grande, em 1995. Sua estreia no cinema foi em Por Trás do Pano, filme de Luiz Villaça, ao lado de Pedro Cardoso, Marisa Orth e Denise Fraga. Em 2000 aceitou o convite para apresentar o programa People and Arts e em 2001 foi contratado pela Rede Globo. Participou de várias novelas e minisséries, e entre seus personagens marcantes estão Said Rachid, em O Clone; o vilão Clóvis Moura em O Profeta, e Marconi Ferraço, em Duas Caras, novela escrita por Aguinaldo Silva. Seu papel mais recente na televisão foi como Renê Velmont, na novela Fina Estampa, de Aguinaldo Silva. No Teatro, já integrou o elenco de “Ressuscita-me” – 1994; “Futuro do Pretérito” –1996; “Camila Baker” – 1999; “A Importância de Ser Fiel” – 2002-2006; “Medéia” – 2004; “Os Sete Gatinhos” – 2005; “As Viúvas” – 1999 e 2006; “Nunca se Sábado” –2006; “Cloaca” – 2009 e “Vamos” – 2010.

Luciana Borghi é atriz, autora e diretora com 20 anos de carreira. Seu último trabalho no teatro foi “Myrna”, de Nelson Rodrigues. Na TV como Railda, personagem polêmico na Rede Globo. Um de seus trabalhos de relevância foi o desenvolvimento do projeto “Nova Dramaturgia Brasileira” (por 7 anos) onde produziu, dirigiu e atuou em inúmeros espetáculos, realizou  workshops,  publicações e mostras sobre dramaturgia, revelando autores hoje em dia consagrados e premiados. Realizadora de projetos de adaptações contemporâneas como: Electra de Copacabana e Algumas Mulheres de Shakespeare. Ultimamente, vem trabalhando com diretores renomados como Amir Haddad, Elias Andreato, Renato Borghi, José Celso Martinez Corrêa, Roberto Alvim, Rodrigo Nogueira, Moacir Chaves e Mauricio Paroni, mas sempre buscando uma linguagem própria para suas interpretações.

Luciana Brites é atriz, bailarina e coreógrafa. Formada em dança contemporânea pelo Diplome D’etad de France – Paris; Treinamento em Suzuki e View Points com a Siti Company NY/ Chicago; Treinamento em teatro físico com o diretor inglês David Glass em Londres; Asthanga Yoga pelo Espaço Vidya em São Paulo e interpretação com Georgette Fadel, Cristiane Paoli Quito e método Meisner com Tomás Rezende. Atua como bailarina e atriz no teatro, cinema e TV.  Desenvolve pesquisa na preparação corporal e direção de movimento junto a grupos de teatro e dança. Desde 2003 é diretora da Cavallaria, companhia de artes cênicas com a qual realizou diversos espetáculos.

 Felipe Guerra

Ator formado pela Escola Superior de Artes Célia Helena. Atuou no teatro em “Folias Canta Galileu Galilei”, direção Dagoberto Feliz –2012; “O que uma lâmpada pode fazer”, Teatro Célia Helena, também dirigido por Dagoberto Feliz – Jun/2011 a Jul/2011; “Pensando sobre” Teatro Augusta, direção e coreografia de Dinah Perry – Jan/2011 a Fev/2011 e em “Os príncipes da Metrópole” – Espaço Cia do Corpo, espetáculo de dança contemporânea – Jul/2009 e “Jogos de Manicômio”, baseado na peça Fim de Partida, de Samuel Beckett , com direção de Zé Adão Barbosa, 2002.

IMAGENS DA ESTREIA no RIO – by CRISTINA GRANATO

DSC_3588  Bethy Faria e Eva Wilma   - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Noite de Estreia: Betty Faria foi levar seu abraço à amiga Eva Wilma…

DSC_3541 O casal  Beth Mendes e Marco Antônio  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATOO querido casal Bete Mendes e Marco Antônio (Marcão)…

DSC_3553  Rogério Fróes e Alcione Mazeo  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Rogério Froes e Alcione Mazzeo estavam na plateia…

DSC_3551  Alcione Mazeo e Teresa Maio   - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Alcione Mazzeo e Theresa Amayo também foram prestigiar Azul Resplendor

DSC_3572  Malú Maciel  e Ana Rosa   - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Malu Maciel e Ana Rosa…

DSC_3653  Eva Wilma e Dalton Vigh  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATOEva Wilma e Dalton Vigh: colegas de cena em Azul Resplendor

DSC_3749  Eva Wilma e Rogério Fróes   - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATORogério Froes também foi levar seu abraço à amiga Eva Wilma…

DSC_3620 Felipe Guerra , Luciana Brites e  John Herbert Filho  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Felipe Guerra, Luciana Brittes e John Herbert Filho…

DSC_3680  Alcione Mazeo e Bethy Faria  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATOAlcione Mazzeo e Betty Faria clicadas por Cristina Granato…

DSC_3722 Alcione Mazeo e Guilherme Leme  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATOAlcione Mazzeo e o ator e premiado diretor Guilherme Leme…

DSC_3751 Eva Wilma ,  João Pontes e Norma Thirè  - Teatro AZUL RESPLENDOR - Janeiro 2014 - Foto CRISTINA GRANATOEva Wilma, João Pontes e Norma Thiré…

* Eva Wilma é uma Atriz Consagrada. Pelo público e pela crítica. Registra papéis memoráveis em sua longa e diversificada carreira, e a competência de sua atuação, sua dedicação ao ofício, sua entrega aos personagens e seu profissionalismo por si só recomendam vê-la atuar em qualquer veículo, fazendo seja lá que papel for.

Portanto, nós que fazemos o Blog AURORA DE CINEMA, recomendamos: se você mora no Rio ou está em passeio pela capital carioca, não deixe de ir ao Teatro SESC Ginástico – um belo e bem estruturado teatro que fica no centro do Rio de Janeiro – e vá assistir e aplaudir a esta magnânima atriz brasileira que é EVA WILMA.

Inscrições de filmes para Outros Cinemas

Sexta edição da Mostra audiovisual cearense acontecerá em maio

A Mostra Outros Cinemas está com inscrições abertas para a sua sexta edição. Os interessados devem enviar seus filmes até o próximo dia 22, segundo regulamento e ficha de inscrição presentes no site oficial (www.mostraoutroscinemas.com). Este ano, a Mostra vai acontecer na sala de exibição da CAIXA Cultural Fortaleza de 20 a 25 de maio, objetivando mostrar as diversas experimentações de realizadores brasileiros.

Além da programação não competitiva de curtas, a Mostra também contará com dois longas especiais, a serem definidos, e realizará debates sobre os filmes em exibição.

Podem ser inscritas produções de todo o País, realizadas na bitola 35 mm ou vídeos no sistema NTSC, em qualquer formato de captação, exigindo-se, no ato da inscrição, o encaminhamento da cópia em mídia digital DVD, individual e identificada com o nome do filme e o do seu diretor. Cada participante poderá inscrever até 2 (dois) filmes e/ou vídeos, de acordo com sua duração (curta metragem – até 23 minutos), sobre qualquer tema, e que não tenha participado de edições anteriores da Mostra Outros Cinemas.

Inscrições para a Mostra:

SEREIA FILMES – MOSTRA OUTROS CINEMAS
Rua Costa Barros, 1727 – Bloco A – Sala D – Aldeota
CEP: 60160-281 – Fortaleza – CE

Serviço:
VI Mostra Outros Cinemas (www.mostraoutroscinemas.com)
Data: 20 a 25 de maio de 2014
Local: CAIXA Cultural Fortaleza         Informações: 3244.6944

Muqui acolhe Pássaro de Papel nas asas de Léo Alves

Adorável cidade do sul capixaba é cenário do novo filme do escritor, cineasta, jornalista e produtor Léo Alves…

PP MuquiA bela igreja da arborizada e tranquila Muqui…

Desde que Léo Alves e o grupo ETC resolveram criar um Festival de TV e Cinema, Muqui nunca mais foi a mesma. A Arte e a Cultura, que ali já eram um potencial a ser incentivado, ganharam novo e melhor oxigênio, e desde então Muqui já está no mapa audiovisual do Brasil.

Sendo o maior patrimônio histórico do Espírito Santo, Muqui é, desde o último dia 6 deste janeiro, motivo pra que se flagrem por suas belas ruas e por entre seus casarios históricos, equipes com câmeras de filmar e fotografar, microfones, luzes, fios, fita crepe, e muito burburinho de cinema.

Tudo por conta de uma nova história criada por Léo Alves para ganhar as cores e a magia da Sétima Arte. Trata-se do filme Pássaro de Papel, cujas filmagens envolvem produtores e atores da própria cidade, incluindo o próprio Léo, muquiense que atualmente mora no Rio de Janeiro mas não perde os vínculos afetivos e profissionais com Muqui, sendo ele o idealizador e diretor- executivo do FECIM.

PP Leo

Pássaro de Papel conta a história de um fotógrafo, solitário, vivendo um momento de profunda reflexão sobre a vida e seu papel no mundo a partir de fragmentos do seu passado. Revisitando o antigo vilarejo onde viveu com o pai, este fotógrafo se lembrará de momentos importantes de sua vida e captará imagens de pessoas comuns do lugar, as quais passam a fazer parte daquilo que se costuma chamar de “universo” pessoal ou memória fotográfica afetiva. É como se os personagens fotografados fossem “tele-transportados” para outro local, um quarto vazio, uma memória. Dentro desse contexto, cabe ainda a abordagem das relações familiares, uma vez que as cenas proporcionam muitos encontros e desencontros entre pais e filhos. A história provoca também reflexões em torno da questão antropológica, espacial e temporal das fotografias, capazes sempre de mexer com o imaginário humano.

FILMAGENS PP

Léo Alves com sua equipe filmando no centro de Muqui…

Além de premiado em edital da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo, o roteiro de Pássaro de Papel também foi vencedor do 15º Concurso de Roteiros do festival Vitória Cine Vídeo. A produção segue com as filmagens e deve encerrá-las hoje, contando também com atores do Rio, como Reiner Tenente, uma caprichada direção de arte da atriz Claudia Puget (criadora do belo e cobiçado troféu do FECIM), além de nomes como Mariana Cândido, Ricardo Lemos e Tunica Britto Villela, capixabas arretados da Arte e da produção cultural. A Direção de Fotografia é de Léo Merçon, e a produção de Ériton Berçaco.

Léo em Muqui esta

O Blog AURORA DE CINEMA deseja um lindo voo ao Pássaro de Papel e envia os melhores votos de bom trabalho a toda a equipe, esperando conferir o filme na tela do III FECIM.

Parabéns, Léo Alves, por mais esta ousada e aguerrida iniciativa de fervilhar a produção artística em Muqui. A cidade, seus amigos, colegas de profissão, parceiros de sensibilidade, e todos os que fazem Cinema no Brasil precisam celebrar mais este voo ! 

Leo no set 2

mirimOs responsáveis pelo som com o ator-mirim  Rafael Pruculi Malavolti

Foto: Primeiro dia de gravação do núcleo flashback

Rafael Malavolti, Claudinha Puget e Ricardo Lemos num intervalo de gravação de Pássaro de Papel...

Foto: Primeiro dia de gravação do núcleo flashback

Muqui será mais uma vez cenário de Cinema em novo filme de Léo Alves…

JÓIA RARA e seu formidável elenco de apoio

Em trama onde se destacam a impressionante atuação de Carmo Dalla Vecchia, Bruno Gagliasso, Bianca Bin, MEL MAIA, Caio Blat, Ana Lúcia Torre, José de Abreu e Nathália Dill, um elenco soberbo cuida de tornar toda a novela um primor de criação teledramatúgica !

Já comentamos aqui – pois a análise televisiva também é assunto nosso – em outros posts sobre a excelência magistral da novela JÓIA RARA, primor de criação da dupla Duca Rachid e Thelma Guedes.

E ainda pretendemos voltar a falar sobre seu elenco principal. Mas como atores são o grande carro-chefe de qualquer obra de ficção dramatúrgica, queremos hoje ressaltar o admirável trabalho de tantos atores maravilhoso, que muitas vezes passam despercebidos pelo grande público ou pelo telespectador menos atento. Esses atores também são parte fundamental e pedra lapidar de uma telenovela. Sem o elenco de apoio, não haveria espaço para as tramas paralelas e seria muito difícil para os autores darem conta de ter novas e constantes emoções para os protagonistas, além do que essa ‘falta de respiro’ do núcleo principal também deixaria puxado demais para o acompanhamento do público o desenrolar de toda a trama.

Então, vamos a uma breve panorâmica sobre este elenco de apoio, tão importante e com tanto peso para o bom andamento de JÓIA RARA:

Cláudia Ohana faz um papel marcante e compõe com boas expressões e delicadezas emocionais a sofrida Laura; Marcelo Médici cativa com sua interpretação leve e competente para o ciumento e encrenqueiro Joel; Cacau Protásio, a ótima revelação de Avenida Brasil, é uma Lindinha graciosa e ‘opiniosa’ com invejável desenvoltura; o Arlindinho de Pedro Neschling é uma fofura só: ingênuo, apaixonado, sincero, boa praça, o filho do dono do Cabaré Pacheco Leão é um dos personagens mais simpáticos da trama, e o ator o faz com maestria (lembrando ser ele herdeiro de uma de nossas grandes atrizes, Lucélia Santos); Jorge Maya é Cícero e tem atuação que se destaca pela entonação certa na hora certa, os gestos apropriados, a expressão explodindo em mensagens. Ótimo vê-lo em cena num personagem cheio de sutilezas, as quais o ator transmite com competência e determinação; Leandro Lima, ator paraibano dono de beleza singular, manda bem como o apaixonado David; Glicério do Rosário faz Etelvino, uma graça como apaixonado e bem ‘pau mandado’ de Lindinha; Icaro Silva, egresso da Malhação, faz com elegância e a devida contenção o tímido Artur; Fabiúla Nascimento, Paula Burlamaqui, Tânia Khalill, Giovanna Ewbank, Aninha Lima, Guta Ruiz, e Simone Gutierrez compõem com graça, simpatia e muita leveza o corpo de baile do concorrido Cabaré Pacheco Leão; Renato Goés é Nuno e contribui positivamente com o tom certo para a construção das cenas; Luana Martau é Creotina, a espevitada sobrinha de Conceição (a dona da Pensão vivida com enorme competência por Claudia Missura), em busca de arrumar casamento com o cantor Odilon (Tiago Abravanel num papel feito pra ele como ‘mão na luva’). Reginaldo Faria, Norma Blum, Silvia Salgado, Adélio Lima, Michel Gomes, Marcelo Aquino, Adriano Bolshi, Fabio Yoshihara, Marcos Damigo, Karine Carvalho, Juliana Lohmann, e Márcio Ehrlich cumprem seus papéis com competência e acertos.

E temos ainda Ricardo Pereira e Letícia Spiller formando bela e harmoniosa dupla – sendo Letícia uma atriz que faz de qualquer personagem um Destaque de sua bela carreira; Rômulo Alexandre Rodrigues (ótimo como o humilde e serviçal Josué), Bia Guedes (perfeita como a empregada doméstica boa, que sempre promoveu alívios entre os filhos de Ernest, permitindo-os escapar do tacão severo do pai brutamontes), os garotos Adriano Alves, Max Lima e Xande Valois são lindos e começam bem; Márcio Rosário vive um presidiário com total domínio da tarefa que lhe foi confiada (dá até para esquecer que ele é um Ator): maravilha ! ; Maria Gal também do núcleo do cortiço, e o casal de negros que acolheu Silvia Zampari em casa depois do terrível acidente – Bibiana e Eufrásio – feitos maravilhosamente bem pelos atores Dja Martins e José Araújo, completam um elenco homogêneo que atua sem errar, e isso faz toda a diferença. Sem esquecer de ressaltar as marcantes e preciosas atuações de Nelson Xavier, Luís Gustavo e Prazeres Barbosa, nas cenas iniciais. Pois o telespectador é tal qual o espectador de teatro: pode não lembrar o nome de quem fez o personagem, mas grava bem o rosto do intérprete quando este destoa do conjunto interpretativo da obra.

DESTAQUES ESPECIAIS ficam com os prodígios de interpretação de Cristiane Amorim (que não lembramos de ter visto antes mas que vem dando show como a atrapalhada Zefinha, prima de Amélia): que delícia é ver o viço com que essa atriz atua ! Quantos matizes tem sua interpretação, mostrando mais uma vez que não existem papéis pequenos, existem intérpretes sem talento ou inapropriados para assumir determinados personagens. Cristiane é digna do Melhor dos Aplausos e suas aparições são sempre uma delícia de ver !

VICENTINI GOMEZ faz o Delegado Cavalcante, personagem por si só mergulhado na antipatia do público, visto que a representação de uma força ideológica mantenedora do status quo, e, portanto, de uma sociedade onde manda quem tem dinheiro e obedece quem não pode escapar das mãos tirânicas do grande mandatário, no caso da novela o senhor Ernest Hauser, personagem vivido com eloquência por José de Abreu, um ator magnânimo que mergulha com profundidade na psicologia dos personagens que faz, e os faz com maestria. Mas apesar de fazer um papel que já nasce antipatizado em qualquer obra dramatúrgica, Vicentini Gomez atua com tanta precisão e competência que seu personagem vem crescendo mais e mais na excelente trama de Duca Rachid, Thelma Guedes e Amora Mautner (e sua poderosa equipe de auxiliares, entre os quais estão Henrique Diaz e Joana Jabace). Merecidamente, diga-se de passagem. Pois mesmo por trás da sisudez do ‘encarregado de manter a ordem e os bons costumes’, Vicentini Gomez revela força e exatidão nas expressões com olhares, e gestual em perfeita adequação com o que pede o personagem. E isso o telespectador contumaz de novelas percebe, ainda que inconscientemente, e adere sem titubear. Pois assim fazem os atores que sabem de seu ofício: atuam dentro da concepção criada e dos limites definidos, e não destoam do conjunto da obra, ajudando a construir um todo harmônico que só valida e enriquece sua participação. Por tudo isso, Vicentini Gomez também é um dos Destaques no elenco de apoio de JÓIA RARA. Uma composição preciosa de um delegado conforme pede o enredo da obra teledramatúrgica.

ANTHERO MONTENEGRO é Benito, grande comparsa do vilão Manfred. Ator pernambucano, ele é egresso do grupo de Zé Celso Martinez Correa, o Uzyna Uzona, e na tevê tinha feito a minissérie A Pedra do Reino, com direção de Luís Fernando Carvalho. Tem talento demais e está ótimo como o malvado e abjeto personagem que está por trás de todas as trapaças do personagem de Carmo Dalla Vecchia, responsável por viver um vilão cuja interpretação está a merecer todos os aplausos ! Anthero Montenegro veio para ficar !

JOÃO FERNANDES, o garoto que vivia escravizado numa mina de carvão e foi adotado pelo casal Toni e Hilda, vinha já de um personagem que se destacara em Avenida Brasil, e em muito boa hora foi trabalhar de novo com Amora Mautner. O ‘Peteleco’ é a certeza de que o ator prosseguirá na carreira com maestria e seus personagens só tendem a ser mais e melhores. Que graça é ver o trabalho de João Fernandes em Jóia Rara: bonito, atuando com desenvolta espontaneidade e muita carga empática, o ator faz bonito na trama de Duca Rachid e Thelma Guedes.

Quanto a Marcos Caruso, Rosi Campos, Nicette Bruno, Mariana Ximenes, Ana Lúcia Torre, Carolina Dickmann, Thiago Lacerda e todos os que não foram citados aqui, o faremos em outro post porque a atuação coesa e lapidar do elenco de JÓIA RARA merece que se dê ao fabuloso elenco da novela das 18h da TV Globo os devidos PARABÉNS.

Por hora, fica a reafirmação de um APLAUSO intenso e um abraço muito carinhoso do Blog AURORA DE CINEMA a cada um dos que fazem telenovela tão bonita, harmoniosa, competente e prazerosa para o olhar, o ouvido e a alma como é JÓIA RARA !

JÓIA RARA em IMAGENS !

As belas e prazerosas cenas no Cabaré Pacheco Leão, comandadas pelo talento de Marcos Caruso…

No Cabaré Pacheco Leão, rivalidades entre Aurora e Lola…

O principal núcleo masculino, um desfilar de atuações primorosas: José de Abreu, Carmo Dalla Vecchia e Bruno Gagliasso…

Praz

Em cena dos primeiros capítulos, Prazeres Barbosa destaca-se com sua atuação sempre precisa fazendo Djanira, a tia nordestina de Amélia…

Anthero Montenegro faz Benito, o braço direito da maldade…

Claudia Ohana de volta em papel de destaque que ela compõe com maestria

Miguel Rômulo está perfeito como o ‘almofadinha’ trapalhão, e Luíza Valdetaro une à beleza uma atuação sem deslizes, angelical na medida certa…

Marcelo Médici e Mariana Ximenes batem um bolão na trama das 18h…

Cristiane Amorim em cena com Mel Maia: presenças iluminadas em Jóia Rara…

José de Abreu e Vicentini Gomez: cenas entre o vilão e o delegado

Vedetes do Cabaré: cenas de beleza despertam enlevo relembrando um Rio de Janeiro que evoca a saudade…

Caio Blat: ator que faz de cada personagem uma imersão em outro universo, dá show como o monge Lama Sonan…

Cacau Protásio mais uma vez numa interpretação digna de nota !

Cláudia Missura é uma grata presença em Jóia Rara

Tiago Abravanel ganhou papel adequado à sua grande paixão pela Música

Hilda, Amélia, Toni e Mundo em cena tensa do julgamento de Franz…

Élcio Romar teve participação importante, atuando ao lado de Nathália Dilll…

José Araújo e Dja Martins destacam-se com uma interpretação supimpa !

Aninha Lima é presença leva e graciosa no Cabaré…

Ana Cecília está ótima com sua sofrida Gaia...

Leandro Lima e Mariana Ximenes: casal que cativa com delicadeza e romantismo…

Bruno Gagliasso, Marcelo Aquino e Vicentini Gomez em momento crucial…

Letícia Spiller: beleza e muita competência para interpretar a esfuziante Lolla…

Os monges tibetanos: presença iluminada e grandes atuações contribuindo para o acerto que é JÓIA RARA  !

Duca Rachid e Thelma Guedes: mais uma novela que consagra a excelência criativa destas duas mulheres que orgulham a Teledramaturgia Brasileira…

Eduardo Tornaghi lota praia carioca de POESIA !

Ator comanda hoje o Melhor Sarau Poético Carioca, que acontece toda quarta-feira na praia do Leme…

Eduardo Tornaghi é ator, poeta e grande ativista cultural carioca…

Ator, filósofo, poeta, escritor, professor de teatro, e menestrel de boas energias, EDUARDO TORNAGHI é pessoa de significativo destaque na Cultura Brasileira. Admiro-a há tempos.

IMG_4430Compartilhando alegrias de Cinema com Eduardo Tornaghi e David Cardoso…

Ano passado, tive a felicidade de registrar meu reencontro com ele. Foi durante a terceira edição do Anápolis Festival de Cinema, realizado na querida cidade goiana, onde Eduardo foi um dos Homenageados.

IMG_4440Registro da Alegria do reencontro com Eduardo Tornaghi…

Não sabia que ele estaria lá, então minha alegria foi ainda maior quando o vi. EDUARDO TORNAGHI foi um ator que conheci ainda menina, acompanhando alguns de seus muitos personagens na telinha, e seu jeito terno, a elegância, a beleza saltando dos olhos azuis, foram responsáveis por um dos primeiros lampejos de enamoramento do meu coração.

T este

Lembro-me ainda muito garota tentando conhecer Tornaghi numa temporada de teatro que fez em Fortaleza. Mas eu não tinha idade para assistir ao espetáculo. Mesmo assim, consegui ser levada por amigos a ir vê-lo no ensaio. Super tímida e emocionada por estar perto dele, fiz umas fotos mas mal conseguia dizer meu nome.

O tempo passou e os anos de teatro e jornalismo trancafiaram no porão (ainda que não definitivamente) minha timidez. E foi muito bom poder reencontrar Eduardo Tornaghi – a mesma doçura, elegância, simpatia e delicadeza de sempre – e poder trocar umas ideias com ele. Dessa vez sim, podendo alcançar e entender toda força de sua sensibilidade, inteligência e forma poética de estar no mundo.

E depois de ouvi-lo falar com tanta paixão pela Poesia, cercado de lucidez, coerência e parâmetros de respeito, solidariedade, anti-violência, e indiscutível sensibilidade, só me resta aplaudir ainda mais Eduardo Tornaghi, e me preparar para ser uma a mais em sua plateia na concorrida Pelada Poética do Leme.

TODA QUARTA-FEIRA TEM: PELADA POÉTICA, a partir das 19:30h, na praia do Leme…

Receba então, querido e eterno ídolo, Eduardo Tornaghi, meu comovido aplauso e um beijabraço carinhoso…

* Confira aqui alguns links de Eduardo Tornaghi e suas poéticas palavras:

Tempo Pedra, sejamos água
http://youtu.be/rH842zt5AzU

CALOR ! Todo conforto tem um Preço
http://youtu.be/moMriy9nbYA

Pra lembrar sempre
http://youtu.be/CRQFowD3Cag

Ano que começa, nova infância
http://youtu.be/9mwFf4NrwCk

Um pouco de leveza na lucidez
http://youtu.be/OM_xhO9JyNc

-Amenizando as tensões da passagem-
http://youtu.be/lTmAp8OwspI

IMG_4438Eduardo Tornaghi, Aurora Miranda Leão e David Cardoso em Anápolis…

Pousada do Sobrado: você precisa conhecer !

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Lugar onde repousam a PAZ e a tranquilidade, e onde a NATUREZA Feliz caminha de mãos dadas com a Poesia, a centenária Pousada do Sobrado é  parada obrigatória em Bagé

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Amigos a gente não faz, reconhece, já dizia o sábio e queridíssimo Poeta Vinícius de Moraes.

Pois foi por causa de um amigo desses – que às vezes nem nos damos conta de que gostam tanto da gente – que tive a feliz oportunidade de conhecer um dos lugares mais adoráveis pra onde já fui, a POUSADA DO SOBRADO.

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Ela fica num cantinho ‘escondido’ da cidade de Bagé, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, e não fora eu caminhar no primeiro dia deste dezembro feliz que já se avizinha do final, em plena tarde de domingo, pelas tranquilas ruas de Bagé, e eu não teria conhecido este lugar acolhedor e inesquecível que é a POUSADA DO SOBRADO.

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Fauna e flora convivem harmoniosamente na Pousada do Sobrado…

Pois bem, vou explicar melhor:

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Passava um domingo tranquilo na graciosa cidade de Bagé e, após o café da manhã,  fiquei como de costume, ocupada entre pensar, escrever, dar conta da agenda, digitar  ouvir música. Nisso, quando fui me dar conta de que deveria pensar no almoço, desci do quarto do hotel onde estava e me dirigi a um restaurante. Sem prestar atenção no horário, não consegui encontrar mais nenhum restaurante aberto. Então decidi ir ao supermercado mais próximo para reabastecer meu estoque de energia alimentar.

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E comecei a subir a Rua Sete, que como sói acontecer aos domingos, estava tranquila e convidativa ao passeio. Depois de andar não mais que dois quarteirões, fui ‘parada’ por um belo carro vermelho, de onde desceu meu querido amigo, Kydo Ferreira – artista plástico bageense. Kydo vinha na companhia de uma mulher bonita e elegante: foi então que fui apresentada à estilista Clenea Brito. E de imediato os dois me chamaram ‘para dar uma volta e conhecer Bagé’. Pois Clenea estava estreando seu novo carro naquele instante. E vinha como autêntica e descolada roqueira: “Meu carro é vermelho/Não uso espelho pra me pentear...”

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Uma das belas residências do bairro Jardim do Castelo, zona nobre de Bagé…

E lá fomos nós, embarcando de cabeça numa ‘aventura’ que acabou tornando-se um momento inesperadamente mágico na história de cada um.

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Aurora e Clenea: sintonia imediata e um domingo inesquecível em Bagé…

De fato, embora eu já conhecesse bastante Bagé – lugar onde tenho vários amigos queridos, e para onde vou há 3 anos seguidos (porque desde 2011 assino a curadoria do Festival Internacional de Cinema da Fronteira, que acontece lá) -, não podia me furtar a este novo passeio, e saímos em adoráveis conversas sobre artes, comportamento, moda, turismo, etc, contornando alguns lugares de Bagé totalmente novos pra mim. Dentre esses lugares estão o Kartódromo e o bairro Jardim do Castelo, considerado o bairro mais chique de Bagé.

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De fato, ali vi casas belíssimas, ruas arborizadas e tranquilas, desenhos arquitetônicos e belos exemplos paisagísticos, que me fizeram mais ainda encantar-me com Bagé. Kydo e Clenea foram anfitriões impecáveis e me mostraram uma Bagé até então desconhecida. É claro que fiquei absolutamente encantada e grata a estes dois ‘anjos caídos do céu’. E ainda bem que, como é costume, andava com meu Tablet e meu Ipad na bolsa, e pude registrar em fotos muito desse feliz e inolvidável domingo por ruas, lugares e histórias de Bagé.

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Como se não bastasse tudo isso, e tudo isso já fosse muito especial pra quem tinha saído apenas para comprar um lanchinho simples no supermercado mais próximo, Kydo e Clenea ainda me levaram pra conhecer este lugar encantador que atende por POUSADA DO SOBRADO. Até chegar lá, uma aventura e tanto. Porque não sabíamos se íamos conseguir entrar. Um pouco afastada do centro da cidade, meus anfitriões não sabiam direito o caminho e fomos perguntando pela estrada. Numa de nossa paradas, encontramos uma roda de samba animada, de onde veio um senhor nos informar que, pra ir à Pousada, só tendo marcado com antecedência porque eles só recebem lá quem eles já estão esperando.

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A estilista Clenea Brito e o artista plástico Kydo Ferreira: nossos adoráveis cicerones num domingo inesquecível em Bagé…

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Pelo caminho… até avistar a entrada da Pousada do Sobrado…

Mesmo assim, a ‘danada’ da Clenea resolveu seguir em frente. E, finalmente, depois de alguns atalhos, conseguimos encontrar um sinal da Pousada. Como Kydo já conhecia a dona – a senhora Elizabeth Martins – e já tinha estado lá com grupos de turistas, não foi difícil conseguir que nos recebessem na famosa e secular hospedaria.IMG_5938

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Fomos recebidos por uma educada moradora do lugar: a gerente da Pousada do Sobrado, de nome Cátia Souza. E foi com disponibilidade e extrema generosidade que Cátia começou a andar conosco pelos fartos e bem cuidados jardins da imponente Pousada do Sobrado.IMG_5945

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Não levou nem bem 10 minutos, e Cátia Souza já estava se oferecendo pra fotografar o pavão albino, nos registrar junto à Árvore do Amor (um frondoso e belo bouganville que ornamenta com louvor o jardim principal da Pousada), e foi nos conduzindo por outras áreas externas da Pousada.

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IMG_5967 Casarão de cerca de 180 anos: histórico, belo e  bem preservado…

E foi tão prazerosa aquela visita, o contato com a natureza – fauna e flora ao alcance dos olhos e do coração -, a conversa espontânea que começou a brotar de nós quatro – Cátia, Clenea, Kydo e eu -, que em pouco tempo, Cátia Souza virou nossa ‘fotógrafa oficial’, amiga de infância, parceria de sorrisos e brados de alegria, até resolver ir buscar também a própria câmera de fotografia para registrar nossa insólita presença ali.

IMG_5985Kydo e Cátia Souza: reencontro feliz e prazeroso na Pousada do Sobrado…Pousada do Sobrado

O majestoso lago que emoldura a Pousada do Sobrado…A em Bagé por Cátia Souza 1 dez 13

Aurora Miranda Leão adere ao chimarrão na Pousada do Sobrado – foto Cátia de Souza

E assim passamos adoráveis horas circulando pelos muitos espaços que compõem a adorável Pousada do Sobrado. Fotografamos os gansos, os cisnes, os pavões, o javali,  os cachorros, o lago onde há uma ilha e uma gruta (só não fomos até lá porque o tempo estava muito nublado e achamos que poderia cair uma bela chuva. Além do mais, seria preciso usar repelente porque lá pelo entorno da gruta, há muitos mosquitos, haja vista que ali a um respeitável cuidado com o meio ambiente).IMG_5984

Ali na Pousada do Sobrado, cada espaço conta uma história, cada lugar emana uma diversa e positiva energia. Tudo convida você a ficar e se encantar.A no Bugan

A POUSADA DO SOBRADO é um casarão centenário, de quase 180 anos, que já abrigou importantes personalidades da vida brasileira, seja da área política ou artística, e cada cômodo da casa – todos super bem cuidados, elegantemente decorados e convidativamente bem ambientados -, tem histórias novas e distintas a serem contadas.

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Pousada

Cátia Souza, que vive ali há mais de duas décadas, é uma amorosa guardiã da Pousada. E nos recebeu tão acolhedoramente, e nos deixou tão à vontade, e nos ofereceu tanta gentileza e afeto, que não consegui segurar as lágrimas diante de tamanha receptividade, doação, prestatividade, cortesia, e vontade de acolher com o melhor sorriso e o mais generoso dos abraços: o abraço que afaga antes mesmo de chegar perto, o afeto que abraça antes do compromisso firmado, a hospitalidade que conquista num simples gesto de educação, a sensibilidade que traduz grandeza espiritual, a amizade que se vai tecendo em simplicidade e benquerença em poucas horas de convívio sadio e espontâneo, onde pudemos celebrar a Vida e caminhar de mãos dadas com a Alegria !

Pousada ThiagoHóspedes ilustres: Thiago Lacerda e a mulher Vanessa Loes viraram frequentadores…

É ali, na grandiosa, bela e bem cuidada Pousada do Sobrado onde se hospeda, de tempos em tempos, o ator Thiago Lacerda (que foi hóspede da Pousada – ao lado da companheira Vanessa Loes) o tempo que ficou em Bagé para filmar O Tempo e o Vento, o filme e a minissérie de Jayme Monjardim, que agora está no ar via TV Globo). Ali também, naquele lugar encantador, já ficaram e se hospedam diversas celebridades e nomes importantes de nossa cena artística e política.

Thiago no Sobrado

 

Cátia Souza com Thiago Lacerda, que foi hóspede da Pousada do Sobrado durante as filmagens de O Tempo e o Vento, e desde então virou visitante cativo…

Na Pousada do Sobrado, o hóspede ou visitante usufrui de espaço para fazer churrascos, tomar banho de piscina, confraternizações, apreciar um belo pôr do sol, deitar e curtir a paisagem numa rede, fazer reuniões com amigos, enfim: na Pousada do Sobrado, você pode se hospedar com a certeza de estar ancorando num lugar cheio de bons predicados, onde conforto, hospitalidade e tranquilidade são a tônica. Pra lá, você pode até levar seu animal de estimação porque na POUSADA DO SOBRADO há um lugar especial pra acolher seu bichinho de estimação. Outro detalhe muito especial: há várias suítes na Pousada, cada uma decorada de um jeito diverso, todas com ar condicionado e muito conforto.

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Pavão branco (albino): ele existe e pode ser visto na Pousada do Sobrado…

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Cisnes negros dão um toque especial à bela paisagem da Pousada do Sobrado…

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E não é pra menos: com tudo o que oferece a magnânima Pousada do Sobrado – casarão histórico que simboliza grande parte da história da formação do próprio povo gaúcho -, qualquer um tem vontade de chegar até lá, conhecer, visitar,  ficar, e passar temporadas na Pousada, erguida pelo patriarca  João Antônio Pereira Martins, ainda no século XIX.

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Saiba mais sobre a história da Pousada do Sobrado:

* João Antônio tornou-se o Visconde do Cerro Azul por serviços prestados ao Império do Brasil, falecendo aos 80 anos e deixando numerosa prole e imensa fortuna. Foi seu sexto filho, José Luís Martins, nascido em 1807, que herdou as terras  onde hoje está situada a Pousada do Sobrado. Não se sabe ao certo se foi ele ou o pai que iniciou a construção do histórico Sobrado. Mas sabe-se que foi por iniciativa de José Luís que se deu a construção da barragem que originou o belo lago, que permanece sendo um dos grandes atrativos da Pousada. Atualmente, a proprietária do imóvel é Elizabeth Martins Terra (da quinta geração da família de João Antônio Pereira Martins) desde 1997.

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Clenea Brito, Cátia Souza e Aurora Miranda Leão nos jardins da Pousada do Sobrado, ponto turístico obrigatório em Bagé…

A histórica e imponente Pousada do Sobrado: beleza, aconchego, natureza em paz, tranquilidade, boa comida e o prazer da convivência saudável com boas energias. Ponto turístico obrigatório na cidade gaúcha de Bagé…

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