Amor à Vida e a paixão por novelas…

Com genial criação de MATEUS SOLANO e interpretações magistrais como as de Antônio Fagundes, Elizabeth Savalla, Tatá Werneck e Anderson Di Rizzi, novela de Walcyr Carrasco e Maurinho Mendonça ganha análise da jornalista Aurora Miranda Leão

Amor à Vida, novela escrita por Walcyr Carrasco e estreada em maio de 2013, entrou no ar prometendo muitas emoções em tempo recorde e colocando questões pulsantes na roda de debates. Uma dessas emoções que, de cara, mexeu com a audiência, foi o fato de contar com um antagonista fazendo um vilão homossexual.

Ator de bela estampa e de interpretações marcantes (como o Ronaldo Bôscoli da minissérie Maysa, os gêmeos de Páginas da Vida, e o Mundinho Falcão de Gabriela), MATEUS SOLANO foi o escolhido para viver o controvertido Félix.
E desde a primeira aparição, conquistou !

Félix Wahol

Interpretação de MATEUS SOLANO foi arrebatadora !

Ao longo da novela, seu personagem – maquiavélico e sem escrúpulo algum –
armou mil e uma, prejudicou a vida de diversos personagens, trapaceou, mentiu, humilhou, fez misérias, mas, a cada cena, o ator dava novos contornos ao personagem e fazia de Félix um personagem adorável, sobrepondo sua invejável capacidade de mergulho na psicologia do personagem a qualquer juízo de valor se pudesse fazer dele. E assim, com uma interpretação Soberana (para usar um dos adjetivos tão queridos do Félix), MATEUS SOLANO criou um personagem de profunda empatia e conquistou fãs em todas as gerações, em todas as partes do país. A criação IRRETOCÁVEL de Mateus fez com que o personagem saísse da telinha, extrapolando os limites da novela, e passando a imperar nas redes sociais com suas tiradas irônicas e bom humor galopante. Os posts do Félix chegaram a virar memes nas redes com avassaladora repercussão na web. Ponto para Solano, Walcyr e os que contribuíram com essa criação magistral do FÉLIX. Em nós, com o fim da novela, fica um profundo sentimento de saudade e tristeza pelo ‘afastamento’ de um personagem tão querido, que encheu (por 10 meses) nossas noites de humor, graça, leveza, carisma e muita vontade de aplaudir !

Como é natural em qualquer obra aberta e de longa duração, como foi Amor à Vida, com mais de 200 capítulos, no ar desde maio de 2013, Amor à Vida teve desgastes, cenas que pareciam ‘sobrando’, deslizes naturais numa produção de tamanho porte, cenas cansativas, personagens que foram perdendo consistência, motes emocionais repetidos a exaustão, situações inverossímeis.

Mas mais do que tudo isso, Amor à Vida teve um prodigioso trabalho de autoria (um autor de telenovela escreve cerca de 8 mil páginas quando produz uma novela), atuações brilhantes e direção de extrema competência. Ressalte-se que, ao falarmos da competência de uma direção audiovisual, estendemos essa compreensão ao acerto do todo da obra: fotografia, direção de arte, cenários, figurinos, trilha, edição, enquadramentos, ganchos, e liberdade para deixar o ator criar ! Isso foi visto com muita frequência em Amor à Vida e soma muitos pontos favoráveis ao êxito da trama.

Ao longo de todos esses meses, fiz alguns comentários sobre a novela aqui no Aurora de Cinema, e você que nos acompanha, bem deve estar lembrado desses posts. Um deles – no qual ressaltei a primorosa atuação de ELIZABETH SAVALLA – que deu show com a sua ‘Tetê Parachoque Paralama’ – foi inclusive alvo de agradecimento por parte da atriz, o que nos trouxe muita satisfação.
As interpretações de Mateus Solano, Antônio Fagundes, Susana Vieira, Anderson de Rizzi, Tatá Werneck, Luís Mello, Thiago Fragoso, Marcelo Anthony, Bárbara Paz, Bruna Linzmeyer, e tantas outras, também receberam olhar afetuoso e muitos elogios nossos. Quem os quiser conhecer, ou reler, basta acessar o processo de pesquisa do blog ou o Google, e encontrará esses comentários.

No capítulo final de Amor à Vida, levado ao ar ontem, o que a novela conseguiu mobilizar de televisores sintonizados e emoções afloradas é impressionante !

Não vou dizer, como tantos, que foi o mais bonito final de novelas nem que o país nunca parou assim para assistir a um final. Não poderia me desmemoriar para embarcar em tal onda. Afinal, acompanho telenovelas há tempos, sou assumida fã do gênero, e tenho muito orgulho deste produto de extrema qualidade que o Brasil faz com maestria reverenciada no mundo inteiro.
Não dá pra fazer de conta que não lembramos das mobilizações em torno de finais históricos como o de O Astro com o seu famoso ‘Quem matou Salomão Hayalla ?”, o da emblemática Vale Tudo do craque Gilberto Braga, ou os finais das impactantes criações de João Emanuel Carneiro – A Favorita e Avenida Brasil. Estes são apenas alguns, a título de breve ilustração.
O público brasileiro é um público ‘noveleiro’ por excelência. Desde o século XIX, acompanhamos novelas, primeiro como folhetins (conforme a instigante criação do jornalista francês Èmile de Girardin, ainda antes de 1840), até chegar às radionovelas, em 1941, e seu estrondoso êxito junto à população, tendo O Direito de Nascer (final dos anos de 1940) como marco histórico de uma trama que ficou 2 anos no rádio, ganhou remake anos depois no próprio veículo, e em 1965 chegou à telinha. O romance do século XIX, nascido no Velho Mundo, rompeu as fronteiras, chegou à América Latina e ganhou no Brasil novos contornos, muita força, e uma qualidade que hoje é aplaudida no mundo inteiro.
Tudo começou em 1963 quando o diretor artístico da Tv Excelsior, Edson Leite, importou de nossa vizinha Argentina a primeira novela-folhetim, de Tito de Miglio, adaptando-a para exibição diária. Chamada de 2-5499 Ocupado, a novela foi protagonizada pelo casal Glória Menezes e Tarcísio Meira e é considerada a primeira telenovela brasileira. Gostamos desse gênero e fazemos novela com soberba maestria. Disso podemos e devemos nos orgulhar.
Nesse contexto, insere-se o final de Amor à Vida, que terá reprise esta noite, e que é o grande assunto das redes sociais, de sites e blogs desde ontem à noite, quando foi exibido o capítulo final da novela que deixou mais de 3 milhões de televisores ligados na Grande São Paulo.
Terei muito orgulho em poder dizer, daqui uma década e muito mais, que fui contemporânea dessa novela, e acompanhei a excelência de seus atores, vibrando com as tiradas sensacionais do Félix de Mateus Solano, e a interpretação indubitavelmente primorosa de Antônio Fagundes, Elizabeth Savalla, e tantos tantos mais.


No próximo post, a análise exclusiva do capítulo final de Amor à Vida.

CENAS DE AMOR À VIDA

Félix e Paloma: irmãos no início da trama…

Ninho e Paloma, vividos por Cazarré e Paolla Oliveira

Casamento no início da novela…

Nicole e Thales: casal com história mal sucedida…

César Khoury e Félix, o filho homossexual que ele não aceitava…

Félix tentando mais uma de suas artimanhas com apoio de Ninho…

A ‘periguete’ Valdirene tentando atrair Luciano Huck

Cena na mansão dos Khoury…

Félix consolado por Pilar, a Mammy Poderosa

Amarylis e Eron: a ‘Fura Olho’ e a ‘Lacraia do Olho Azul’

Luís Mello, Marcelo Flores e Elizabeth Savalla…

As duas golpistas, Tamara e Edith (vividas por Rosamaria Murtinho e Bárbara Paz), tentando enganar o médico Herbert, vivido por José Wilker…

Caio Castro e Maria Casedavall: paixão na pele de Michel e Patrícia…

Solano e Savalla fizeram uma dobradinha de sucesso !

A belíssima cena de confraternização natalina de Amor à Vida…

Os aspirantes a BBB: momentos hilários da trama…

Bernarda e Luthero: novela deu belo exemplo de Amor na Terceira Idade…

A vilã Aline tentando escapar da punição…

Paloma e Félix: enfim, o Amor falou mais alto…

casamento

cadeia

Edite e amor

Félix e o paiA cena final que comoveu o país: César diz ao filho que o ama…

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