Arquivo do mês: março 2014

Jóia Rara e uma fosforescência especial

Mel Maia protagoniza Jóia Rara com brilhantismo, talento e muito carisma

Temas pulsantes e que devem estar sempre em foco para que sejam removidos do cotidiano ganham espaço e condução acertada na novela de Duca Rachid e Thelma Guedes, que está em seus capítulos finais…

A novela JÓIA RARA – pérola da Teledramaturgia, que está em seus capítulos finais -, deu mais uma demonstração da mentalidade avançada, construtiva e libertária que rege as autoras e sua diretora-mór. Sim, Duca Rachid, Thelma Guedes e Amora Mautner assinam uma obra-prima (num horário ingrato pra se acompanhar, 18h) recheada de citações oportunas, benfazejas e coerentes com a postura humanitária que caracteriza o trabalho dessas três mulheres que tão bem nos representam, e nos orgulham.

Segundo a wikipédia, fosforescência é um caso particular de um fenômeno geral denominado luminescência, sendo um tipo de fotoluminescência relacionado à capacidade que uma espécie química tem de emitir LUZ, mesmo no escuro, devido à sua estrutura eletrônica especial que favorece a absorção de radiação por seus elétrons, os quais passam a irradiar luz vísivel ou radiação de maiores comprimentos de onda.

Assim, o #BlogAuroradeCinema reputa à novela JÓIA RARA o mérito de possuir uma fosforescência teledramatúrgica indubitável, irretocável e iluminadora para o vasto leque de telenovelas brasileiras (notadamente as que são produzidas pela Rede Globo de Televisão), sendo ademais ainda mais digna de APLAUSOS por ser exibida numa faixa de horário (18h) não considerada ‘nobre’ (tendo aqui “nobre” o sentido da telenovela que é exibida quando a maioria  telespectadora já não está mais em horário de trabalho, o que corresponde, atualmente, à faixa das 21h).

As grandes questões que mobilizam o comportamento nacional – a força do amor, a importância do perdão, e a rejeição a toda forma de preconceito – vem embutidas em todas as temáticas que Jóia Rara aborda. Lá estão o trabalho escravo infantil; operários se organizando politicamente para conquistar avanços sociais; o patrão desumano e corruptor; a funcionária submissa; o homem que quer subir na escala social a qualquer preço; os casamentos ‘arranjados’ pelas famílias, sem nem mesmo os noivos se conhecerem; o jovem cheio de preconceitos, ‘malandrinho’ bem nascido e que só pensa em se dar bem; o racismo e sua negação; os danos do machismo; o marido que mantém caso extraconjugal, ignora a esposa como mulher mas a quer como ‘vitrine’ para a vida social aceita pelos cânones vigentes na época; o vislumbre de novos paradigmas sociais para a mulher – mulheres trabalhando fora de casa; a ideia de creches voluntárias; mulheres que não querem casar; mulheres enveredando pela carreira artística; a audiência das novelas radiofônicas, entre tantas outras. E lá também estão temas comuns aos folhetins – o amor capaz de vencer barreiras, um caso de amor não correspondido, um inocente perseguido por um crime que não cometeu, a competição desleal, a maldade, a inveja, o ímpeto da vingança.

Tudo está lá, pensado e escrito pelas autoras Duca Rachid e Thelma Guedes, numa trama aparentemente despretensiosa e sem grandes possibilidades de provocar discussões e/ou reflexões… acredita-se, em geral, que o horário das 18h é para temas ‘bobinhos’, dedicados às crianças e às ‘mulheres q são (‘apenas’) donas de casa’… pois é numa novela das 18h, que tem como principais cabeças pensantes três mulheres, que questões sobremodo relevantes são colocadas de forma plasticamente bela e meritória, e com uma empatia poderosa, alicerçada num conjunto de acertos magníficos que faz de JÓIA RARA um marco da nossa Teledramaturgia.

Amelinha (Bianca Bin) é vítima de tramóia e vai presa injustamente…

Presença de Dja Marthins e José Araújo: atores participam da novela em momento crucial da personagem Sílvia, vivida por Nathália Dill…

Zefinha (Cristiane Amorim) e Pérola (Mel Maia): cilada para complicar a vida de Amelinha (Bianca Bin)…

As vedetes Aurora (Mariana Ximenes) e Lola (Letícia Spiller) disputam primazia na noite do Cabaret Pacheco Leão…

Reconstituição de época, Direção de Arte, Fotografia,  Cenografia, Figurinos, Maquiagem, Trilha sonora e Elenco são Nota DEZZZ e isso faz com que a novela vá deixar uma lacuna difícil de preencher no horário. Como se não bastasse tudo isso, JÓIA RARA ainda incluiu um caso de amor homoafetivo, que veio se somar ao festival de acertos que é a novela feminista de Duca, Thelma e Amora ( além de toda a colossal equipe que colabora com elas, na qual se incluem meu ex-professor, cineasta e roteirista Newton Cannito, e o diretor Ricardo Waddington).

Luíza Valdetaro abraça com talento e beleza uma personagem difícil…

Bi e Franz

Casamento de Amelinha e Franz, um amor recheado de paixão e obstáculos

No capítulo desta sexta, finalmente Aderbal revela seu encantamento por Joel. Tudo tem sido feito com a delicadeza peculiar que cerca a novela, e a abordagem pode até passar despercebida por uma imensa plateia que acompanha as novelas desse horário das 18h. Mas é muito relevante que o tema apareça. E nesse horário. É mais um pioneirismo de JÓIA RARA ! Bastando ressaltar que a novela tem como personagem principal uma criança, simbolizando uma ‘reencarnação’ de Buda (tanto que o primeiro título pensado foi O Pequeno Buda), e esse personagem é interpretado por uma garota – a maravilhosa Mel Maia, que conquistou os espectadores, os colegas, diretores e – cremos nós do #Blog Aurora de Cinema -, toda a equipe de Teledramaturgia da TV Globo, tão impressionantemente dotada de carisma é esta linda atriz-mirim.

Os atores Armando Babaioff e Marcelo Médici são os intérpretes dos dois personagens que vão viver um romance em pleno Rio de Janeiro dos anos 40. E os dois estão ótimos, sendo eles dois de nossos bons Atores ! Parabéns a eles, às autoras e à direção de JÓIA RARA pela inclusão de mais um tema que merece ser abordado em obra tão repleta de acertos e sinalizadora de avanços numa sociedade que começava a desenhar outros caminhos…

Delicadeza e sensibilidade na revelação de um amor homoafetivo: mais um pioneirismo da novela JÓIA RARA

Porque amamos Rubens Ewald Filho

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SENHOR CINEMA: Jornalista é dos mais respeitados do país, tem uma legião de seguidores e encanta amigos e plateias por onde passa…

Todo dia é dia de declarar Admiração, Apreço e Aplauso para RUBENS EWALD FILHO. Mas especialmente isso acontece a 7 de março, dia de PARABENIZAR este incrível colega de profissão, um dos mais ilustres e atuantes jornalistas de Cinema do país, por conta de seu aniversário.
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Os atores Marcus Anoli e Germano Pereira, Aurora Miranda Leão, Rubens Ewald Filho, e David Cardoso em noite de festa em Anápolis – abril 2013
Crítico, professor, palestrante, comentarista, ator, roteirista, diretor de teatro, escritor de telenovelas ( a exemplo de Gina e Éramos Seis, em parceria com Sílvio de Abreu), Rubens Ewald Filho tornou-se o mais conhecido e respeitado crítico do país ao comentar oficialmente a solenidade de entrega do cobiçado Oscar. E uma coisa muito rara entre os que exercem o ofício da crítica: RUBENS EWALD FILHO coleciona fãs, é parado na rua para dar autógrafos e tirar fotos com admiradores, e é um Querido nos muitos meios onde atua – seja na TV, Teatro, ou Cinema.
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Germano Pereira, Cláudio Luzza e Rubens Ewald Filho em Gramado…
Foi ele também quem criou o primeiro Dicionários de Cineastas, o Guia de DVDs, e a meritória Coleção Aplauso (Imprensa Oficial de SP). É Curador do Festival de Gramado, além de ser também Curador e criador do Festival e do Pólo de Cinema de Paulínia. Mas isso é só um pouquinho do que a memória me traz agora. De fato, Rubens Ewald Filho é tanto, e realiza tudo com tanta excelência, que falar ou escrever sobre ele é deveras difícil. Ficamos sempre com medo de esquecer dados relevantes.
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O fato é que ele foi descoberto quando ainda era um iniciante repórter em jornal santista, pelo pioneiro Adhemar Gonzaga, criador da histórica revista CineArte e da companhia cinematográfica CINÉDIA.
Cineasta Lina Chamie, Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho em Curitiba
Rubens em casa
São mais de 40 anos de profissão, sempre como pioneiro: foi o primeiro a escrever sobre filmes na TV, sobre vídeo, depois sobre DVD. Foi o primeiro crítico a trabalhar numa televisão por assinatura, e a criação da Coleção APLAUSO foi gesto de extremo cuidado com a preservação da memória da Arte e da Cultura, enfatizando um ponto da personalidade do emérito jornalista que talvez poucos conheçam: o lado do carinho, do respeito ao próximo e da imensa generosidade.
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Carlos Alberto Riccelli, Aurora e Rubens Ewald Filho na edição 2012 do Anápolis Festival de Cinema, da qual Rubens é Curador…
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Rubens Ewald Filho e Marina Person durante uma das edições do Festival de Paulínia…
Tenho a honra de ter o primeiro livro de meu pai editado por ele. O segundo livro tem prefácio assinado por Rubens. Enfim, o Cinema, o Jornalismo, os muitos encontros e as afinidades nos tornaram amigos. E eu o admiro ainda mais depois que o conheci de perto.
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Rubens Ewald Filho em visita à Base Aérea de Anápolis – by Aurora de Cinema
Para Rubens Ewald Filho meu abraço mais carinhoso, minha gratidão, minha Homenagem permanente, e os melhores votos de Vida Longa com Saúde, PAZ, Amor, LUZ, e muitas Vitórias !
FELIZ ANIVERSÁRIO, meu Querido RUBENS EWALD FILHO ! E um Aplauso muito caloroso deste blog AURORA DE CINEMA, seu fiel leitor e aprendiz !
turma na Estância com Alex
Rubens Ewald Filho: sempre rodeado de pessoas de Cinema, movidas por enorme bem querer a ele !
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Serginho Groissman e Rubens Ewald Filho…
Algumas palavras de amigos sobre Rubens Ewald Filho:
“Sou um pouco suspeito pra falar do Rubens, pois sou seu fã de carteirinha desde os anos 70, muito do meu trabalho de pesquisa é inspirado na sua obra. Depois de muitos anos, em 1998, quando lancei meu primeiro livro, nos conhecemos pessoalmente, passamos a ser amigos, o que muito me honra e orgulha. Através de sua indicação, fiz quatro livros pela coleção Aplauso. REF é daquelas pessoas que está para todos. Um monumento do cinema. Por isso, novamente desejo-lhe um FELIZ ANIVERSÁRIO. Abraço do amigo. Parabéns por seu texto Aurora. Beijo pra você também.”
Antônio Leão, historiador e pesquisador de Cinema.

“Rubens Ewald, Parabéns. Faço minhas, as palavras da Aurora. E minha gratidão por, entre outras coisas, junto com Hubert Alqueres , ter possibilitado a minha biografia na Coleção Aplauso. Felicidade. Para todo o sempre (título de filme).”

– Alfredo Sternheim, escritor e pesquisador de Cinema

“O que falar de um precursor da crítica cinematográfica no Brasil? O que falar de um crítico que conhece profundamente sua arte como cinéfilo, jornalista e roteirista? Além de filmes e realizadores, ele conhece a mecânica da produção cinematográfica, fala com a propriedade de quem é íntimo da linguagem. Cresci vendo cinema e acompanhando a crítica cinematográfica pelo olhar de Rubens Ewald Filho, tive o prazer e o privilégio de conhecê-lo pessoalmente numa das edições do Fest Cine Goiânia. Um profissional exemplar e uma pessoa incrível que faz questão de atender a todos. Dá atenção e não sonega informação! Uma enciclopédia viva do cinema! Ao Rubens, minha grande admiração e meu sincero abraço!”

Alex Moletta, roteirista, dramaturgo, ator, e professor de Cinema com 2 livros editados

Rubens Ewald Filho entrega troféu Cidade de Gramado ao ator Wagner Moura (que fez questão de receber a comenda das mãos do emérito crítico) na edição do Festival de Gramado 2013…