Ninguém escreve ao Carpinejar…

Carpi abrir Que espécie de inteligência habita o cérebro do poeta Fabrício Carpinejar ? Ou que espécie de cérebro tão especial tem o menino nascido em Caxias do Sul para conseguir abarcar e carregar consigo o farol iluminado e profundamente iluminador que é a inteligência brilhante e a sensibilidade 3D do Poeta Carpinejar ? Meu Deus, quanto mais leio o que o Poeta escreve, mais estupefata fico diante de tanta beleza. Pergunto-me constantamente como é possível. Como e de onde brotam tão precisas as imagens que Carpinejar arruma em frases de eloquência tão profunda que alcançam um nível de inconteste profundidade, eloquência e beleza ? As frases poéticas ou os versos crônicos que o poeta escreve são tão contundentes que tocam a alma como um condão mágico, sensivelmente potente, capaz de fazer chorar, rir, e provocar imediata adesão. Apaixonei-me pelas imagens ricamente construídas com invejável harmonia estética e namoro permanente com a beleza desde a primeira vez em que li um texto de Carpinejar. Foi em 2007 e, até então, não me lembro de ter ouvido falar nele. Mas bastou ler uma vez pra encantar-me e nunca mais deixar de ler FABRÍCIO CARPINEJAR. Leio-o cotidianamente, com a melhor das emoções. E ele escreve coisas novas todos os dias. Leio as novas, e revisito as antigas, cotidianamente. Ler Carpinejar virou meu mais saudável vício.

Impressiono-me e interrogo-me todos os dias sobre como é possível escrever com tanta maestria, e procuro, em vão, uma palavra capaz de traduzir com fidelidade a prodigiosa perfeição imagética, sensorial e emocional com a qual o poeta verseja em crônicas diárias e desfila com leveza, bom humor, delicadeza e absoluta capacidade de encantar a sua visão de mundo, suas ideias, sua forma inusitada de sentir e sua coerência (às vezes assumidamente incoerente) desconcertante e límpida. Fabrício Carpinejar é dotado de uma infinita capacidade de transformar tudo que escreve em metal precioso. Suas letras transbordam da alma e constroem textos, frases, crônicas e poemas com a perfeição de um grande ourives. Não são raras as vezes em que me arrepio ou choro lendo um texto de Carpinejar. Não me canso de repetir isso, nem de ler o poeta, nem de aplaudir o que faz, nem de compartilhar com leitores – centenas que me seguem em diversas redes sociais -, cotidianamente, a maestria da letra preciosa e comovente do poeta gaúcho.

Carpi unhas

Os que acompanham o Poeta sabem – e são milhares: Carpinejar foi considerado, ainda criança, um ser com capacidade limitada de atenção, incapaz de ser alfabetizado e frequentar uma escola. Para a mãe dele, a sábia poetisa Maria Carpi, foi recomendado colocar a criança para estudar numa escola especializada em pessoas com deficiências. Com apenas 8 anos, CARPINEJAR foi ‘avaliado’ como uma criança com deficiência motora grave, incapaz de ter um desenvolvimento motor sadio, normal, em contato com outras crianças. Pois foi graças à sabedoria, dedicação e suprema ousadia e lucidez de Maria Carpi que a criança que foi Fabrício Carpinejar transformou-se neste que é hoje o Mais Aplaudido Poeta Brasileiro Vivo, a Maior Expressão da Poética Brasileira Contemporânea. Foi ela, a ousada e aguerrida Maria Carpi que resolveu ensinar ao filho as letras que a escola não o julgava capaz de aprender. Foi Maria Carpi quem resolveu assumir pra si a árdua e doce tarefa de alfabetizar o filho e conduzi-lo pelos caminhos das letras. Foi inventando versos, rascunhando tarefas em dimensões que só o amor alcança, e lapidando as melhores formas de fazer ressoar no filho criança o que o tornaria capaz de acompanhar o que a escola formal não o julgava capaz de aprender, que Maria Carpi deu força, luz, fé, garra e confiança ao filho Fabrício para chegar onde chegou. E o Poeta sabe bem disso. É de uma gratidão linda, comovente, profunda e constante à mãe. Como cabe ao tamanho de Poeta e Homem Iluminado que é Carpinejar.

É graças a esse esforço inicial de Maria Carpi e de sua não desistência na tarefa de legar ao filho o melhor, e a ele doar as cordas do coração para fazer brotar a sensibilidade, o carisma e a imensa inteligência do filho, que hoje podemos dizer – e dizemos com imenso carinho por ele e por ela, e com indisfarçável apreço pela produção literária de Carpinejar – do orgulho em poder ler com tanta alegria e encantamento a alma linda e notável de que é feito o poeta Carpinejar.

Carpi e a mãe

Por certo foi esse vigor intelectual, essa profusão de sentimentos, e esse redemoinho de emoções que ele tão bem reúne, organiza e transforma em doação ao próximo através da profícua e bela obra que construiu ao longo da breve e invejável carreira, que fizeram com que a escola da infância o taxasse de “incapaz de estudar junto às crianças normais”, “incapaz de aprender como os outros”, “incapaz de ser alfabetizado com as mesmas regras das crianças normais” (?). Sim, o que fica claro pra nós hoje é que o poeta Carpinejar, desde muito tenra idade, já era um super dotado, alguém de uma inteligência tão fulgurante, transgressora, e alucinante que deixou seus mestres (?) perplexamente atordoados. Eles não sabiam o que fazer diante daquele menino-prodígio. Devem ter tido o mesmo assombro que nós temos quando lemos certas crônicas lapidares do poeta, que desconsertam o senso comum, e remexem com as estruturas emocionais mais sólidas. O menino aprendiz de Poeta, aos olhos daqueles mestres (?), aparecia como sinal revelador da completa incompetência deles. Tão leigos que não sabiam sequer traduzir o que não conseguiam assimilar do brilhantismo do menino. Tão tacanhos que preferiram dispensar a presença invulgar de um pequeno gênio nos bancos das suas salas de aula pela incompleta incapacidade de conduzir lições diante de um guri brilhante que mexeu com a infame incongruência de sua pequenez de educadores.

CARPI já devia ser, desde criança, um garoto de inteligência tão incomum e desconsertante que tornava-se incapaz de ser alcançado e entendido por aqueles diretores e professores de escola tão mediocremente normais e cauílas que perderam a espetacular oportunidade de hoje serem tema de uma das brilhantes crônica do poeta. Os medíocres, pobres de espírito e ‘inocentes’ da palavra perderam pra sempre a chance única de poder levantar-se e bradar, com a mão no peito e o orgulho inflando o coração, “nós ensinamos ao poeta Carpi”. Por certo, teriam imenso orgulho de estampar nos flanelógrafos dos corredores da escola a foto do menino Carpi, futuro gênio da Poesia Brasileira, ali esboçando suas primeiras letras, formando as primeiras amizades, e hoje, revisitando o colégio, escrever lindamente sobre os bancos onde aprendeu a escrever as primeiras letras e de onde saiu para tornar-se o Poeta Brasileiro de Maior Número de Seguidores das redes sociais. O Poeta que encanta e atua em várias áreas, brilhante em todas elas, seja como jornalista, radialista, apresentador de TV, cronista televisivo, conselheiro sentimental, palestrante, poeta e escritor fenomenal, merecedor de vários prêmios, no país e no exterior, aplaudido e amado onde quer que vá.

A Fabrício Carpinejar, nosso aplauso efusivo e a gratidão pela generosidade cotidiana expressa em verso e prosa.

Para Fabrício Carpinejar, não nos cansamos de tirar o chapéu. Pra ele, nosso afeto e nossa leitura, sempre.

Fabrício Carpinejar é o Poeta e Cronista que o #BlogAuroradeCinema aplaude de pé, cotidiana e incansavelmente.

SARAVÁ, CARPI !

Deixamos com você, amigo leitor, um trecho da crônica de segunda-feira (16 junho 2014) do Poeta, cujo título é Técnicas Domésticas. Neste pequeno trecho, ou em qualquer outro que você possa buscar nos espaços do poeta na web, você irá igualmente maravilhar-se diante da magnitude inventiva e poeticamente avassaladora de FABRÍCIO CARPINEJAR:

“Saber costurar é uma demonstração de ternura Não há cena mais emocionante do que costurar meias. Meias que rasgam nos calcanhares. Fechar com a linha da cor da meia para ninguém perceber. É muita esperança não jogar fora um par de meias e oferecer uma segunda vida para ele. Demonstra que você não se desfaz das coisas facilmente, que não vai dispensar as pessoas facilmente, que você tenta primeiro remendar, que não é do tipo que estragou e compra outra, que não descarta simplesmente porque foi barato”.

Você pode acessar o blog de FABRÍCIO CARPINEJAR aqui mesmo, através de link que o #BlogAuroradeCinema compartilha em nossa página de abertura. Ou acesse: http://www.carpinejar.com.br/ e http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/

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