Arquivo do dia: 10/08/2014

Cultura & Música celebra 7 divulgando Arte e Cultura

Programa radiofônico de entretenimento e informação cultural é o mais ouvido da Universitária FM nas tardes de segunda-feira…

Rádio ao vivo

Jornalista Aurora Miranda Leão, cantora Luciana Lívia (banda Mafalda Mofina) e o produtor Calé Alencar nos estúdios da Universitária FM…

Agosto é mês de Cultura & Música !

Foi no dia 7 de um tal ensolarado agosto de 2007 que as já conhecidas vozes dos radialistas Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto chegavam ao ouvinte de forma distinta: eles assumiam a locução de um programa informativo cultural pelo dial da respeitada Rádio Universitária FM de Fortaleza.

Com apoio do Banco do Nordeste, o programa passava a ser mais uma relevante ação estratégica do Centro Cultural Banco do Nordeste para promover o desenvolvimento da região, reafirmando seu foco prioritário na valorização, impulso, fomento e difusão da Arte e da Cultura produzidas no Nordeste.

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A atriz Denise Dumont entrevistada pelos jornalistas Nelson Augusto e Aurora Miranda Leão no #programaCulturaeMúsica da Universitária FM…

A estreia semanal do programa radiofônico Cultura & Música, veiculado das 16 às 17 horas, toda segunda-feira, pela Rádio Universitária FM (107,9 MHz), demarcou um espaço oportuno, relevante e necessário para afirmação da produção cultural nordestina através do rádio e das mídias sociais.

Rádio segunda 23 set 13

Este ano, a comemoração acontece amanhã, dia 11 de agosto, nos estúdios da Universitária FM, quando o programa receberá ouvintes que queiram participar ao vivo de sua audição comemorativa, e também a produtora e mestre em Artes Plásticas, Jaqueline Medeiros, que atualmente responde pela Gerência do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza.

Jac e noix

Jaqueline Medeiros vai participar do programa Cultura & Música, entrevistada pelos jornalistas Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto, quando deverá falar acerca da bem sucedida política de apoio à Arte e à Cultura implementada pelo Banco do Nordeste, bem assim sobre as muitas atividades do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza. Hoje o CCBN funciona em novas instalações, no centro da capital cearense, à rua Conde D’Eu, 560 – entre a Catedral de Fortaleza e a praça dos Leões, no prédio onde funcionou o Centro de Referência do Professor (antigo Mercado Central).

Lupe e A - Cópia

A cantora e compositora Lupe Duailibe  e a jornalista Aurora Miranda Leão

O Cultura & Música é um programa de entretenimento radiofônico que destaca a produção cultural nordestina, seja através da música, do cinema, do teatro, da fotografia, do jornalismo, e das artes de modo geral. Dividido em blocos musicais temáticos, a produção e roteiro são assinados pelo músico e pesquisador cultural Calé Alencar, enquanto a locução é da dupla Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto, que dividem microfone na emissora desde os anos 80.

CCBN 11 mar 14

Calé Alencar, Jacqueline Medeiros, Nelson Augusto e Aurora Miranda Leão

Dividido em diversos módulos, o #programaCulturaeMúsica – atração das tardes de segunda-feira na Rádio Universitária FM – reúne música, entrevistas ao vivo e/ou gravadas, flashes noticiosos de outras cidades (via celular), objetivando divulgar realizações do Centro Cultural Banco do Nordeste, bem como toda ação do Banco do Nordeste que favoreça a Arte e a Cultura, dando espaço também para ações culturais relevantes realizadas por outras instituições.

Evaldo e nós

Nelson Augusto, Evaldo Gouveia, Aurora Miranda Leão e Calé Alencar após audição do #programaCulturaeMúsica na Universitária FM de Fortaleza…

Fique ligado e sintonize a Rádio Universitária FM para acompanhar o programa Cultura & Música: TODA SEGUNDA, das 16h às 17h !

#programaCulturaeMúsica – 7 anos divulgando Arte e Cultura !

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A produção do Cultura & Música celebrando com a equipe um dos aniversários do programa, que neste agosto de 2014 comemora 7 anos fazendo companhia ao ouvinte nas tardes de segunda-feira da Universitária FM…

Carpinejar: Por toda a eternidade das palavras…

Poeta consegue se superar, mais uma vez, e escreve a mais linda declaração de amor de um filho no Dia dos Pais. No caso dele, o escritor e poeta CARLOS NEJAR. Sua bênção, CARPINEJAR !!!

Transcrevemos hoje a crônica que o poeta escreve ao pai, publicada originalmente no jornal gaúcho ZERO HORA.

O COLO DA LETRA

Fabrício Carpinejar

Na infância, desprezava a assinatura.

A vida vinha anônima, abundante. Não precisava ser alguém para ser feliz. Nem colocava autoria no desenho, em nenhum lugar. Aquilo que era mundo era meu.

Mas, aos 12 anos, minha mãe chegou com a tarefa que estragou o paraíso da impunidade.

– Treina sua assinatura que amanhã faremos sua carteira de identidade.

– Como assim?

– Deve assinar seu nome e depois não pode mais mudar.

Minha história pode ser dividida antes do RG e depois do RG. É como se fosse vítima de abrupta redução da maioridade penal.

A missão me paralisou. Como assinar e não mais mudar? Como oferecer uma forma para sempre?

Foi uma condenação assustadora. Eu me vi preenchendo cadernos de caligrafias diariamente até os 80 anos.

De uma hora para outra, restava-me criar uma personalidade. Um risco autoral. Assumir uma responsabilidade infinita.

Nem tinha noção por onde começar.

Lembrei da profissão de meu pai – escritor – e que ele autografava seus livros para os leitores. Tinha traquejo, experiência, jorrava seu nome com extrema facilidade e sem variação.

Tomei sua assinatura emendada e passei a imitar com o apoio de um papel vegetal.

A grafia paterna se movimentava como um desenho. Um ideograma.

Seu “c” era uma pista de skate. Seu “a” era igual ao “o”, só que vinha na contramão, da direita para esquerda. Seu “l” era uma árvore desfolhada. Seu “j” levantava um sol no acento. E o “r” se derramava como um escorregador.

Já não se assemelhava a uma assinatura, mas ao Parque Marinha do Brasil.

Por um breve momento, eu esqueci a tarefa e me divertia na praça de suas letras. Ficava na fila indiana com os colegas para descer nos brinquedos.

Inventava cenas e diálogos em meio ao sol da página em branco. Meu pai me empurrava no balanço. Meu pai disputava corrida da escada à lixeira laranja. Meu pai cuidava de mim com sua boina, seu casaco de couro e sua gargalhada alta e amiga.

Descobri que letra é feita para sonhar.

Assim que criei minha assinatura. Espantada. Grande. Estranha. Absoluto espelho do meu pai.

Exercitei ao longo da madrugada meu nome como se fosse uma continuação do nome do meu pai. Uma extensão de nossas pernas caminhando juntos. Inventei uma centopeia de tinta – minhas botas ortopédicas prosseguindo seus sapatos pretos de bico fino.

Não há nada mais íntimo do que ser um copista e segurar – com a imaginação – a mão de quem a gente admira.

Ao falsificar seu traço, me tornei verdadeiro.

Carpi e o pai

Ao assinar, dou a mão ao meu pai.

Quando autografo minhas obras, a assinatura do meu pai está por baixo. É a minha sombra. É o meu apoio. É o meu fundo.

Ele vive me oferecendo colo por toda a eternidade das palavras.

Publicado no jornal Zero Hora
Revista Donna, p.6
Porto Alegre (RS), 10/8/2014 Edição N°17886