Arquivo do mês: novembro 2014

Filme #SemDefesa tem primeira fase de gravações encerrada

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David Cardoso confere filmagens, ao lado do câmera Gleiton, Reynaldo Paes de Barro e Afonso Mendes no centro de Maracaju…

Realizadas em Campo Grande e Maracaju, cenas do novo filme de David Cardoso foram rodadas em tempo recorde…

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Locação na Fazenda Suçuaruna…

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David Cardoso dirige Marcelo Loureiro com sua Harpa para cena de #SemDefesa…

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Lu Baierle e David Cardoso em cena na Fazenda Suçuaruna…

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Em intervalo de filmagens, James Cardoso, Graci Sulzbach e Aurora Miranda Leão…

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David Cardoso assina roteiro, direção e produção de #SemDefesa…

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Oswaldo Cardoso Neto e Maurício Manfrini no set #SemDefesa…

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Mário Lúcio prepara David Cardoso para entrar em cena…

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Equipe #SemDefesa em cena que mobilizou muita gente em Maracaju…

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Orivaldo Mendes Júnior (presidente da ACV-MS) e David Cardoso durante filmagens em Maracaju…

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Oswaldo com o pai David Cardoso em cena rodada na fazenda Frutal….

David Cardoso, pai e filho, em cena rodada sábado, 29 novembro 2014, no escritório de advocacia Aires Gonçalves, em Campo Grande…

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Aurora Miranda Leão é a presença do #BlogAuroradeCinema no set…

Filmagens de Sem Defesa, novo filme de David Cardoso, em ritmo intenso

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DAVID CARDOSO realiza trabalho de número 80 em Cinema, e escolheu sua terra natal como principal cenário

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Maracaju, distante cerca de 160km de Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul, viveu momentos de muita agitação audiovisual nesses últimos dias. Desde o dia 18 de novembro, David Cardoso aportou no município para realizar algumas das principais cenas de seu novo longa-metragem.

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Intitulado SEM DEFESA, com roteiro, produção, direção e atuação do próprio David Cardoso, o filme tem direção de fotografia de Reinaldo Paes de Barro, enquanto José Adalto Cardoso divide a produção com David. No Make, a experiência e toda a tarimba de Mário Lúcio.

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Lu Baierle e David Cardoso são o casal principal do filme #SemDefesa…

No elenco, além do próprio David Cardoso no papel do advogado Luís Torraca, seus filhos James Cardoso, David Cardoso Jr. e Oswaldo Neto, Maurício Manfrini, Lu Baierle, Marcelo Loureiro, Leila Azambuja, Aurora Miranda Leão, e a participação especial de Oscar Magrini.

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David Cardoso sendo preparado por Mário Lúcio para começar a filmar…

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David Cardoso Jr., Aurora Miranda Leão e Maurício Manfrini no set…

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David Cardoso e o filho James: vítima e bandido em cena de #SemDefesa…

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David Cardoso ensaia o caçula Oswaldo Neto para filmar #SemDefesa…

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Oswaldo Cardoso Neto tem papel de destaque no longa #SemDefesa…

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Reinaldo Paes de Barro, de longa estrada na profissão, assina a direção de fotografia #SemDefesa…

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O casal Leila e Maurílio Azambuja, o músico Marcelo Loureiro, Aurora Miranda Leão e Amanda Azambuja em dia de filmagem de churrascada em Maracaju…

Carpinejar em sua versão para crianças: LULU

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Amanhã é dia de encontrar o poeta gaúcho Fabrício Carpinejar na Livraria Saraiva Moinhos Shopping, em Porto Alegre.
O Poeta, multifacetado e imparável, estará lançando mais um carrossel de seus adoráveis poemas. E um DETALHE IMPORTANTE: a renda com a venda dos livros “Lulu” será destinada à Kinder – Centro de Integração da Criança Especial, que atende crianças com deficiências múltiplas.

A poesia é a linguagem de todos os sentidos, a única que produz sentido para o coração. Descubra a história da menina Lulu, que perde gradativamente a audição, mas ganha a leitura do mundo de modo intenso e inesquecível, amparada pelos olhos curiosos de sua mãe.

O lançamento será no horário das 15:30 – 16:30h. Se vocêestá em Porto Alegre, não deixe de comparecer: é uma chance maravilhosa para ajudar crianças que necessitam e para conhecer ou encontrar o magistral poeta FABRÍCIO CARPINEJAR !

David Cardoso inicia esta semana as filmagens de ‘Sem Defesa’

David e filme

Ator produz e dirige roteiro assinado por ele, cujas filmagens começam nesta terça, 18 de novembro, em Campo Grande e Maracaju, em Mato Grosso…

David no palco

David Cardoso durante Homenagem recebida no Anápolis Festival de Cinema, edição 2012…

Mais uma vez, David Cardoso prepara-se para voltar ao set: Sem Defesa será sua produção de número 80, marca invejável para quem trabalha numa área tão difícil e cheia de percalços como é a de cinema no Brasil.

Considerado o Rei da Pornochanchada, David Cardoso coleciona sucessos em sua longa carreira, onde também fez grandes amigos e diletos colegas de trabalho. Alguns desses estarão na ficha técnica de Sem Defesa, seja no elenco ou por trás dos bastidores.

David Cardoso

David Cardoso em registro #BlogAuroradeCinema durante a I Mostra Cinema de Catanduva, realizada em outubro de 2013 na bela ‘Cidade Feitiço’…

O roteiro de Sem Defesa martelava na cabeça de David Cardoso há alguns anos. Depois de passar por algumas releituras, David decidiu-se por filmá-lo e, apesar de não contar com nenhum patrocínio importante, conta com a colaboração de amigos, parceiros, da família e da Prefeitura Municipal de Maracaju, sua terra natal. O Prefeito apóia a realização de Sem Defesa com transporte, alimentação e hospedagem de convidados.

Numa das cenas do filme – um festivo churrasco na fazenda do personagem principal -, são aguardados cerca de 120 convidados entre autoridades de Mato Grosso, artistas, elenco do filme e gente da Imprensa. Já estão confirmadas, por exemplo, as presenças do jornalista/crítico/roteirista e diretor de teatro Rubens Ewald Filho, e a do ator e humorista Ary Toledo.

David Rubens e eu

Rubens Ewald Filho é um dos convidados do grande churrasco festivo do filme Sem Defesa, novo longa do ator/diretor e produtor David Cardoso…

Produção DaCar Filmes e Datally Produções, SEM DEFESA tem o próprio David Cardoso como protagonista. Ele faz o advogado Luís Lopes Torraca, o qual, vitimado por um assalto, acaba ficando paraplégico. É um papel difícil num filme que aborda temas relevantes e polêmicos como a pena de morte, maus tratos com crianças e mulheres, uso de drogas ilícitas, impunidade, lentidão da Justiça, uso de células-tronco, corrupção e toda sorte de violências.

Centro de Maracaju: município volta a ser cenário de mais um filme do ator/diretor/produtor David Cardoso, filho da cidade…

Em todo o roteiro, apesar de estarem inclusas cenas de morte e muita violência – física e psicológica -, perpassam situações de muita sensibilidade e genuína emoção, própria de quem preza a vida com amizades sólidas, laços familiares bem construídos, noções de respeito ao próximo, bem como revolta e perplexidade ante à atual situação observada nas grandes cidades, nas quais a violência parece correr solta e os cidadãos estarem entregues à própria sorte. Isso torna o filme de David muito próximo do espectador, que muitas vezes se identificará com as cenas mostradas e os questionamentos perpetrados pelo sensível roteiro.

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David Cardoso, Aurora Miranda Leão e David Cardoso Jr integram o cast Sem Defesa

No elenco de SEM DEFESA, além de David Cardoso, seus filhos David Cardoso Júnior e Oswaldo, Oscar Magrini, Ratinho, Paulinho Gogó ( ‘A praça é nossa’), e César Filho, além de elenco do próprio Mato Grosso, e depoimentos do senador Álvaro Dias e do juiz federal Odilon de Oliveira , que leu o roteiro e deu seu aval. David Cardoso ressalta que o apoio do prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja, é de fundamental importância para que o filme possa acontecer.

Com a realização de SEM DEFESA, David Cardoso celebra seus 50 anos de carreira e sua octogésima atuação no cinema, entre curtas, médias e longas-metragens.

Saiba mais sobre MARACAJU:

Maracaju

Terra natal de David Cardoso (que lá filmou seu primeiro curta-metragem como diretor, o belo ‘Maria Fumaça, Chuva e Cinema’), a cidade de Maracaju está localizada no sudoeste de Mato Grosso do Sul, e foi fundada em 1923. Seu nome vem do Tupi-Guarani e significa “Papagaio Verde da Cabeça Amarela”.

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MARACAJU é conhecida como a Capital da Linguiça, e lá se realiza, anualmente, a Festa da Linguiça Tradicional de Maracaju. Com uma receita especial, o embutido ficou famoso ao figurar no Guinness World Records como A Maior Linguiça Contínua do Mundo. Todo ano, são produzidas várias toneladas da linguiça, que é exportada e muitíssimo procurada por turistas e visitantes. O município faz  aniversário dia 11 de junho.

Carpinejar e o mais belo texto sobre o poeta Manoel de Barros

O magistral Poeta gaúcho encharca de profunda beleza nossa sensibilidade, reafirmando-se como o mais importante poeta da literatura contemporânea a prestar a mais arguta, sensível, profunda e admirável Homenagem ao Poeta Manoel de Barros, falecido hoje.

Diga-se de passagem que Barros não está aí para os ditames do mercado. Inverte a escala do válido e do inválido. O que a sociedade de consumo preza, ele despreza, e vice-versa. Não está interessado em repetir o cotidiano, mas em reciclá-lo. Um carro no ferro-velho, de acordo com sua teoria, tem mais valor que um novo na concessionária. O carro é mais importante ao adotar besouros, atuando para uma atividade lúdica. Alheio à vida útil do objeto, dedica-se à vida espiritual que se inicia no fim prático, quando o objeto é rejeitado. “Todas as coisas apropriadas ao abandono me religam a Deus” (Livro sobre Nada).

Com você, leitor amigo do #BlogAuroradeCinema, o texto de Fabrício Carpinejar sobre o poeta MANOEL DE BARROS:

SINGELEZA DO ORVALHO

Fabrício Carpinejar

Manoel de Barros tem uma letra miúda, a caligrafia emendada e tímida. Em um mínimo cartão, aproveita os dois lados, curte toda borda. Não desperdiça uma vírgula da resma. Qualquer fresta é festa do grafite.

Com lupa, atinge-se o tamanho normal de leitura. A olho nu, é um canteiro de formigas no açúcar da folha. É necessário cheirar o papel para entender o que ele escreve.

Foi redigindo cartas que ele formou seu estilo e seu fôlego, que o transformou em um dos maiores poetas brasileiros do século XX. Durante cinqüenta anos, desde o momento que saiu de casa para estudar em colégio interno, contando suas notícias para a mãe Alice, pelo menos uma vez por semana, descobriu que suas frases e as delas tinham o mesmo tamanho: até 25 letras. Um influenciou o outro. Da troca materna, resultou a altura ideal do seu poema. “Minha mãe tocava violino e passou música para a linguagem”, afirma Manoel de Barros.

Como ele mesmo confessa em um verso do livro “Poemas Rupestres” (Record, 2004): “Minha naturezinha particular: Até onde o meu pequeno lápis poderia alcançar.”

Não é como advogado, profissão que desistiu pela timidez e nervosismo (“Não conseguiria defender meus clientes, sequer me defendia”), muito menos como fazendeiro e criador de gado, herança do seu pai João, que se tornou conhecido. Mas apontando o lápis cuidadosamente e limpando os óculos, acordando cedo e escutando as histórias de gente simples. O simpático senhor de cabelos brancos e de riso franco, com oito netos e três bisnetos, é despojado como uma casa de praia, longe de ser influenciado pelo sucesso e assédio de fãs e leitores.

Natural de Cuiabá (MT), Manoel de Barros completou noventa e sete anos. “Fui longe”, diz por telefone. “Longe sempre me deixando por perto”.

Seu amor pela mulher Stella, 91, chega ser maior do que a própria vida. Estão casados há 65 anos. Ela é a primeira e única leitora de seus originais. “Ela lê antes de enviar para a editora. Não mostro para mais ninguém. É bem crítica. Se ela não gosta, diz: – Sobe e vai trabalhar mais. Fico lá em cima de castigo durante oito ou nove meses. Desço somente quando ela define que está bom. Conhece meu estilo”, confessa.

A cumplicidade e telepatia com a esposa são tão amadurecidas que Manoel de Barros não a identifica como “alguém fora dele”. “Ela é alguém dentro de mim”, avisa.

Manoel de Barros é um homem viajado, com cultura sólida e contemplação líquida, diferente dos rótulos que recebeu de ‘poeta do Pantanal’, ‘alternativo’ e ‘ecológico’.

É um poeta do Pantanal como seria de Copacabana. Viveu na Bolívia e no Peru, morou em Nova York por um ano, onde estudou cinema e pintura no Museu de Arte Moderna. “Virei fã da pura expressão de Charles Chaplin”, aponta. Residiu quarenta anos no Rio de Janeiro, tempo que se casou, formou-se em Direito e só voltou para o centro-oeste do país em 1961. Mudou-se para Corumbá (MS), onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense.

Grande parte de sua trajetória literária aconteceu nas sombras e no anonimato. Não sofreu do mal da pressa e da moral. Editava suas obras em tiragens artesanais e de escassa circulação. Teve o reconhecimento tardio, na década de 80, por críticos e personalidades como Antonio Houaiss, Millôr Fernandes e Ênio Silveira.

Editado em grandes tiragens e premiado com Jabuti, Nestlé e Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), Barros é um virtuoso dos erros. Desvirtuado a lagartos. Desvirtuado para pedras. Desvirtuado em árvores. Ele se distrai com facilidade, pois o ingresso para o espetáculo da mata custa caro. Poucos se dão conta de que custa o milagre de uma vida.

Poeta do simples e da delicadeza, adota a autenticidade dos defeitos, ao invés de aceitar o polimento do senso comum. Joga pedras na vidraça da razão e fica no mesmo lugar para ouvir o estrondo. Ensina o homem a escoltar o crepúsculo, a respeitar o apogeu do chão, a não troçar dos andarilhos, dos abandonados e dos mendigos.

Tem estima pelas coisas e homens jogados fora pela sociedade. Tudo o que não presta serve para sua lírica. “Poesia não é para compreender, mas para incorporar”, conceitua.

Salva palavras do desuso. Retira as palavras da solidão dos verbetes e do asilo dos dicionários para morrerem em casa com a família.

Não tenta entender o que os pássaros cantam. É bobagem. Para falar com os pássaros, ele canta. Compartilha as linhas de seus cadernos com anhuma, pacus, graxas e beija-flor de rodas vermelhas. A intimidade vem dos cuidados com o ínfimo. Sua simplicidade somente é cínica para defender a natureza, porém é encantada para falar da infância.

Se fosse ave (e quem diz que não é?), seria o sabiá. “É manso, não atrapalha e canta melhor livre”, comenta Barros.

Seu universo é do cisco, dos gravetos, dos inutensílios (expressão que criou para designar pertences abandonados) e dos “nadifúndios” (latifúndios do nada). “O cisco tem agora para mim uma importância de Catedral” (Retrato do Artista Quando Coisa).

Sente-se à vontade em um terreno baldio ou monturo. Interessa-se pelos hábitos das lagartixas, lesmas e animais rastejantes. Rastejar é o movimento predileto de sua poesia, assim como pastar, carregar, montar. A motricidade em Barros é a da inclinação do bicho, para não perder nenhuma novidade e nuance do solo.

O poeta formulou a Teologia do Traste, em que atua como catequizador e orientador do leitor. Passa uma lição de como participar do poema e do que precisa ser feito para ser poeta, a exemplo de “desaprender oito horas por dia ensina os princípios.”

Faz brinquedos verbais com osso de arara, canzil de carretas, potes furados, sabugos e penas. Brinca mais ao imaginar o brinquedo do que ao desfrutá-lo. “Poesia é voar fora da asa” (O Livro das Ignorãças).

Nada é impossível em sua visão de mundo. Manoel de Barros fotografa o vento. Ou o pega pelo rabo no topo das árvores. Sua lógica é o de um menino aprendendo a falar e repetindo as frases para convencer os pais. Interessa-se pelos desvios da língua, quando a criança tropeça no dizer convencional e potencializa seu estreito vocabulário com neologismos. “O que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.” (O Livro das Ignorãças).

Barros não presta atenção se alguém falar que escuta os passarinhos de manhã, porém será todo ouvidos se alguém comentar que escuta a cor dos passarinhos de manhã. A distorção é pensar diferente. Acredita que a linguagem não pode se restringir a uma finalidade comunicativa, e deve servir a outros propósitos como o de sempre indagar o que significa exatamente tal coisa e de estranhar o já conhecido para aprender de novo.

A operação proposta é a de readquirir o sabor de inaugurar o dia e a língua. Em seu vocabulário, adivinhar supera o ato de lembrar. Adivinhar é antecipar o divino em cada um. Deseja atingir o estado de improviso, de “criançamento”, em que os vocábulos urinam na perna.

O escritor exerce a liberdade de despertar possibilidades da experiência, sem sofrer a cobrança de explicá-la. Ele se resguarda no escudo da ingenuidade. Atua no espaço do “faz-de-conta”. O papel infantil revela a riqueza e as variações das imagens. Concede modalidades inéditas às coisas imprestáveis e forma lazeres com restos de brinquedos.

Suas poesia é magra, substantiva, come o essencial para se manter de pé. Com um andamento trôpego e dispersivo, elabora uma espécie de minicontos, pequenas histórias narrativas, em que mistura deliciosamente impressões, memórias e casos de diferentes fases da vida. Relaciona situações díspares com a gratuidade do sonho. Nem ele mais deve saber o que é real e o que é imaginado. Algo como colagens de revistas e jornais sobre o álbuns de fotografias da família.

No poema “Emas”, fala do medo que sua mãe tinha do bicho de comer os cobertores de dormir e os vidros de arnica da vó. Suas memórias de repente acontecem somente na imaginação, o que não deixa de ser um acontecimento. São memórias inventadas. Emprega o tom biográfico, da experiência, para acentuar a força dos relatos. Ele é o principal protagonista dos seus poemas, o que favorece a confusão entre o autor e a obra. O que ele escreve não é o que ele foi, é o que gostaria de ser. “Nossa tarefa principal era a de aumentar o que não acontecia”, assinala um de seus versos.

A singularidade de sua poética reside em combinar a aguda percepção urbana com um repertório primitivo e rural. Tanto que fundou, de modo jocoso, o Idioleto Manoelês Archaico, dialeto usado por idiotas para falar com as paredes e com as moscas. Alma gêmea do gaúcho Mario Quintana (que completa o centenário de nascimento neste ano), com o qual partilha a adesão pelo diminutivo, é tributário ainda do enovelamento lingüistico e da oralidade expressiva de João Guimarães Rosa, da “universidade do folclore” de Câmara Cascudo e da travessia lendária de Raul Bopp.

Barros reconhece as palavras como um relicário, destinado à adoração. Aceita a ordem natural da vida. O estágio de sua lírica é o da fermentação, das intumescências, da ferrugem e do adubo. Exerce a reverência ao natural. Em nenhuma forma interfere e modifica a beleza original da flora e da fauna. Almeja libertar-se dos condicionamentos sociais que bloqueariam a espontaneidade das vivências. Seus principais personagens, inspirados em personalidades reais de Campo Grande, como Bernardo da Mata, são autodidatas, afirmando de que o verdadeiro conhecimento está na leitura do mundo. O que é descartado é jogado dentro do poema. Manoel de Barros vai colecionando desperdícios. O texto é feito sem vírgulas, num somatório implacável, sem diferenciação nítida dos itens arrolados. O que prepara a metamorfose ou a indefinição das formas. O moço pode ser a rã; o mar, um tordo; o inseto, árvore brotada. Humaniza a natureza e mineraliza o homem.

Diga-se de passagem que Barros não está aí para os ditames do mercado. Inverte a escala do válido e do inválido. O que a sociedade de consumo preza, ele despreza, e vice-versa. Não está interessado em repetir o cotidiano, mas em reciclá-lo. Um carro no ferro-velho, de acordo com sua teoria, tem mais valor que um novo na concessionária. O carro é mais importante ao adotar besouros, atuando para uma atividade lúdica. Alheio à vida útil do objeto, dedica-se à vida espiritual que se inicia no fim prático, quando o objeto é rejeitado. “Todas as coisas apropriadas ao abandono me religam a Deus” (Livro sobre Nada).

Manoel de Barros desobedece as linhas. Sua letra miúda é letra de Bíblia. Letra de quem senta no canto do banco de praça e pede companhia para a vida que passa.

Manoel de Barros, “Poeta do simples e da delicadeza”,  como tão bem descreve o poeta Carpinejar…

CARPINEJAR: “Homem mesmo só elogia, de maneira pura, a si mesmo”

Fabrício CARPINEJAR chega a ‘humilhar’ de tão brilhante que É…

Carpi bonequinhos

O #BlogAuroradeCinema divide com você, leitor amigo, a radiográfica crônica do Poeta gaúcho publicada hoje no jornal ZERO HORA:

TROPA DE ELITE

Fabrício Carpinejar

As mulheres demonstram o amor entre si de um modo óbvio.

Elas se abraçam, andam de mãos dadas, oferecem colo, acariciam os cabelos, sem conotação sexual.

Amigas confessam seus cuidados sem meio-termo. Há o toque, o aconchego, o abraço longo e apertado.

Elas se aninham e se embalam no reencontro mais banal.

São catárticas, choram, não medem as palavras de ternura.

Celebram a cumplicidade: dançam juntas, realizam mímicas, cobram juras, dividem drinques, emprestam cartões de crédito.

Já os homens entre si são toscos. Quando se amam dentro da amizade, não se comunicam diretamente. Não descarregam declarações.

Eles se escondem na timidez, receiam o vexame, tensos e reprimidos.

O cumprimento é gritado e rouco, o abraço é quase um empurrão. E ainda por cima é bem possível receber uma saraivada de socos nas costas. Meninos crescidos que continuam a trocar esbarrões e safanões para justificar o contato físico.

Amizade masculina é desidratada, árida. Amizade masculina é corredor polonês, é xingão, é cascudo, é luta livre.

O reconhecimento de importância é feito mais pela piada do que pelo elogio. A saudade é fundamentada pela grosseria. Não espere carícias e prefácios.

O hábito é falar mal para dizer que se gosta.

– Seu otário, onde você andou que não responde a minhas ligações?

Nada é suave, linear, carinhoso.

Homem não entra no armário nem para trocar de roupa.

Eles se sentem culpados por amar um outro homem e disfarçam. Têm medo de que alguém entenda errado, que interprete como atração.

Há um código militar do aceno e do diálogo lacônico. O que prepondera é o uivo, o urro, a reclamação por trás das frases emocionais.

Quem vê de fora pensa que são inimigos, são desafetos, são rivais.

– Idiota, não consegue nem assar uma carne, jamais alguma mulher lhe dará pelota.

Até a solidariedade vem suja, misturada de agressão.

– Esse panaca não tem conserto!

Amor para os amigos é ofendido, formado de insultos, preconceitos e espinhos.

É uma admiração truculenta, bélica, num idioma renhido, criado em estádios de futebol, em churrascos, em bebedeiras.

Como se o pior fosse o melhor, como se o contrário traduzisse o certo, como se o avesso significasse a transparência.

Para consagrar um eu te amo é preciso atravessar um purgatório de impropérios.

E o engraçado é que o “Eu te amo” não é entregue ao interessado, é usado na terceira pessoa para se diferenciar da cantada.

Aparece dentro de um contexto, não numa conversa a sós. É, na verdade, uma apresentação para uma plateia real ou imaginária.

– Eu amo esse babaca!

Homem mesmo só elogia, de maneira pura, a si mesmo. Sabe que não terá ninguém mais para fazer esse trabalho.

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 4, 11/11/2014
Porto Alegre (RS), Edição N°17984

Carpinejar e um comovente exercício diário de reflexão a partir da sensibilidade e do bom humor… #AplausoBlogAuroradeCinema

BlogAuroradeCinema deita no asfalto com Letícia

Se alguém queria saber o quanto Letícia Sabatella é Querida e Admirada, teve a resposta de forma inusitada e sem precisar perder tempo catalogando dados: recalcados e inescrupulosos de plantão facilitaram a pesquisa pra legião de fãs da belíssima Atriz !

Pós-episódio de fim de celebração em Brasília, diante do holofote disparado em alguns noticiosos, a atriz usou de sua habitual inteligência e postou em sua página do Facebook uma sensível declaração: “Que auê por causa de uma noitada de cantoria e pisco sauer com os amigos! Quem não precisa rir de si mesmo de vez em quando? Me recuso a sentir vergonha com esta pedra (bosta) moralista com que tentam me atingir. A vocês, queridos acusadores, ofereço um brinde”.

Bastou isso para que uma corrente enorme de apoio e solidariedade ganhasse as redes sociais, e já foram criados, até agora, pelo menos dois grandes eventos em apoio a Letícia, sendo dia 22 0 maior deles, cuja tradução é “Cuidem de suas próprias vidraças e deixem as pessoas curtirem suas vidas como quiserem ! E os Artistas não estão excluídos disso: eles também tem o direito de expressar-se livremente e seus Personagens tem hora, dia, história, tela e palco para aparecer. Na vida, eles tem mais é que viver, curtir e celebrar !”

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Saravá, LETÍCIA SABATELLA !

O #BlogAuroradeCinema está com Você, Letícia, e com todos que atuam ao lado do respeito à liberdade de expressão, à celebração da Vida, da Arte, do Amor e da Alegria !  Lembrando, nosso lema é: ‘O Ser Humano está sempre em primeiro lugar; a notícia vem sempre em segundo plano’.

E os apoios a Letícia não param de se somar. Vejam o poema que Dayana Pinto fez e está na página do evento Deitaço no Asfalto com Letícia:

no asfalto deitou
do céu bebeu estrelas
sorriu
se embriagou de ternura
depois dançou
com os amigos celebrou
se divertiu.
noutro dia estampou
sites, revistas e jornais
manchetes moralistas
de um bando de boçais
atiraram pedra
falaram merda
se deram mal
quem liga?
engulam o próprio veneno
nós seguiremos brindando a vida.
SOMOS TODAS LETÍCIA.

Todos ao DEITAÇO com Sabatella !

asfaltoFãs postam fotos nas redes em solidariedade à Sabatella…

Asf Italo Marchi

Turma de Italo Marchi deita no asfalto para dizer SIM à Letícia…

Pina

Mônica Moraes e amigos deitam no chão da Pinacoteca em defesa de Sabatella…

E também do exterior chega apoio à Letícia, como o de Gabriel Colombo:

“Vou internacionalizar o evento, moro no Panamá e vou deitar na calle com a Letícia”

E Letícia Sabatella prova que a sintonia com um Artista vai muito além de sua obra: ao solidarizar-se com a atriz, não é apenas à grandiosa Artista que Sabatella é, que recebe o apoio e a adesão imediata da plateia: o público diz SIM, sobretudo, à figura pública de Letícia Sabatella e sua imensa empatia popular !

A reação de Letícia à divulgação irresponsável e desnecessária de sua comemoração com os amigos foi um sinal inconteste de inteligência, bom humor, sensibilidade e noção de cidadania.

E como já dizia o grande cronista, “É muito mais fácil combater o ódio do que o amor”.

E a praia de Letícia é a do AMOR ! Aprendam, fuxiqueiros e recalcados de plantão !

Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto: um dos mais belos e queridos casais de atores do país…

 

Carpinejar e sua antológica ORAÇÃO DA SAUDADE

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Amigos e leitores já sabem: o #BlogAuroradeCinema é fã incondicional do Poeta, Cronista, Jornalista, Escritor, e Multimídia Fabrício CARPINEJAR.

Lemos diariamente o que o Poeta escreve. Acompanhamos suas passagens pelo rádio, TV e nas muitas mídias onde distribui seu farto arsenal de sensibilidade, talento, perspicácia, bom humor, e inteligência exacerbada.

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Com enorme frequência, as crônicas poéticas do Mestre Carpi nos deixam sem fala, suspendem o fôlego, curam feridas, relembram saudades, aquecem ternuras, consolidam escolhas, desarrumam conceitos, aceleram o coração, mobilizam afeições, concretizam ideias, impregnando o ar de beleza, ternura, acuidade, generosidade, gentileza e extremada capacidade de emocionar. Por isso, este #BlogAuroradeCinema já reproduziu várias crônicas do Poeta, e hoje, mais uma vez, voltamos a fazer isso.

Porque CARPINEJAR assina hoje uma das mais belas e emocionantes crônicas já escritas no mundo, o que nos leva a afirmar, sem medo de errar, que CARPINEJAR é o mais importante cronista contemporâneo do Brasil ! O que ele escreve é de tal modo tocante, profundo, arrebatador, que é impossível não se comover, não se emocionar, não empatizar imediatamente.

Não queremos usar da argumentação definitiva ao afirmar ser esta de hoje a mais impactante de suas crônicas – seria arriscado demais fazer tal afirmação sobre a obra de alguém que vive a ultrapassar seus próprios recordes, constantemente. Mas ORAÇÃO DA SAUDADE é, sem dúvida, uma das crônicas que terá a mais estrondosa repercussão entre seus milhares de leitores, sendo ANTOLÓGICA entre sua vastíssima produção que aborda um tema de interesse geral, e somente a partir de um SENTIMENTO, e não de um fato – como aconteceu no caso da tragédia de Santa Maria e da morte do menino Bernardo (essas de intensa e extrema repercussão até entre os que não são leitores assíduos do Poeta). Assim, esta crônica de Carpinejar que hoje reproduzimos aqui no #BlogAuroradeCinema é já um clássico, comparável à imortal poesia de Vínicius de Moraes – EU SEI QUE VOU TE AMAR.

ORAÇÃO DA  SAUDADE é um Diamante 36 quilates na obra de CARPINEJAR. A mais forte e lindamente comovente crônica do Poeta, encharcada de todas as sutilezas imagináveis e necessárias a quem, como ele, tem o dom de ENCANTAR ! ORAÇÃO DA SAUDADE é de uma empatia irretocável !

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Por isso, fazemos questão de republicá-la aqui com a mais sincera e emocionada reverência ao notável Poeta Gaúcho de Caxias do Sul. Fica como presente do #BlogAuroradeCinema pela passagem deste 5 de novembro – Dia Nacional da Cultura – a você, leitor amigo, que cotidianamente, nos dá o prazer de sua companhia.

Deus bendiga e abençoe, cada vez mais, este Poeta que abusa do direito de ser Soberbo ! 

Sua Bênção, CARPINEJAR !!!

ORAÇÃO DA SAUDADE

Ah poderosa saudade que vem de madrugada enquanto todos estão dormindo.

Ah poderosa saudade que sonha de tarde enquanto todos estão trabalhando.

Ah poderosa saudade, noite com sol, estrelas em céu de meio-dia, não gostaria de tê-la, não gostaria de sofrê-la.

Ah poderosa saudade que ora é lembrança de alguém indo embora, ora é pressentimento de alguém voltando.

Ah poderosa saudade, que mistura os sentimentos e não nos dá entendimento.

Ah poderosa saudade, que é suspiro e falta de ar, que é formigamento e pontada no peito.

Ah poderosa saudade, afrodisíaco de um veneno, queda e voo, medo corajoso. Já não sei se espero em silêncio, já não sei se grito em desespero. Já não sei se escuto a voz dela vindo ou se a voz dela nunca saiu de meus ouvidos.

Ah poderosa e enganadora saudade, que converte implicâncias em sortilégios, que transforma falhas em virtudes, que unifica diferenças inconciliáveis de temperamento.

Ah poderosa saudade que se assemelha ao amor, mas pode ser carência.

Ah poderosa saudade que se aproxima da fé, mas pode ser miragem.

Ah poderosa saudade, que pede desculpa e não perdoa, que agrada agredindo, que conforta perturbando.

Ah poderosa saudade, que me tortura recordando alegrias, que me humilha com sua humildade, que me arrebenta com sua suavidade.

Ah poderosa saudade, essa alma de dois num só corpo, esse lençol de solteiro em cama de casal.

Ah poderosa saudade, que só se agiganta com a distância, que só aumenta com a ausência, que é uma indigência dentro de casa.

Ah poderosa saudade, esta reza sem paraíso, este esforço de imaginação para manter a memória.

Ah poderosa saudade, que me leva para longe mesmo quando estou parado, que me faz caminhar sem jamais pisar no chão, é o chão que se move e me carrega na escada rolante das palavras.

Ah poderosa saudade, é o cheiro dela em meu corpo, é o cabelo dela pelas roupas, é a boca dela em meu gosto.

Ah poderosa saudade, indestrutível saudade, que é imunidade e vulnerabilidade, que é transgressão e obediência, que é súplica e consolação.

Ah poderosa saudade, que brinca falando sério, que destrói rindo, que reconstrói chorando.

Ah poderosa saudade, contramão de nossa vontade, que joga lembranças boas quando estamos desistindo, que sopra lembranças ruins quando estamos resistindo.

Ah poderosa saudade, que parece me abençoar e maldizer ao mesmo tempo.

Ah poderosa saudade, violência do frio no quente, choque do quente no frio.

Ah poderosa saudade, tristeza cheia de esperança, alegria já terminando.

Ah poderosa, infernal saudade, impossível de matar, que volta toda vez mais forte quando sou assassinado de novo pelo sorriso dela.

* Crônica publicada originalmente no Jornal O GLOBO, edição de 5 de novembro de 2014.

CARPI 30

A Pelada Poética faz DEZ ! Vamos ao Leme !!!

PELADA

Encontro reúne poetas, compositores, letristas, atores e amantes da boa prosa na praia do Leme toda Quarta, sob a batuta de Eduardo Tornaghi…

Tornaghi eu e Xandu

Eduardo Tornaghi, Aurora Miranda Leão e Xandu em noite de Pelada no Leme…

Tornaghi

Palavras de Eduardo Tornaghi: “Há dez anos um espaço para a livre expressão. Nossa simtopia (neologismo criado neste instante), um lugar ideal que existe porque a gente o inventa e vela e acalenta e sustenta. Porque se expressar é bom ! Fundamental para a saúde espiritual. EVOÉ !!! “

Poesia 2 poetasXandu, Aurora Miranda Leão e o poeta Márcio Catunda em noite de Pelada Poética…

O #BlogAuroradeCinema recomenda: se você é Poeta ou aprecia Poesia, ou tem vontade de escrever versos, ou simplesmente tem vontade de ouvir poemas e levar um bom papo numa roda simpática, animada e festeira, é hora de você se juntar à PELADA POÉTICA do Leme ! Nós fomos e voltaremos sempre que estivermos no Rio de Janeiro !

Pelada

Uma década de noites poéticas à beira mar: Viva a Pelada Poética do Leme !

Vá, convide os amigos e mergulhe no mundo encantado da Poesia como Livre Expressão !

Saravááá !!!

REI LEAR reafirma talento ímpar de Juca de Oliveira !

cartaz juca

#‎BlogAuroradeCinema‬ registra

Q maravilhaaaaa saber da presença constante de atores entre o público que vem lotando o Teatro dos Quatro, no shopping da Gávea (RJ) para ver Juca de Oliveira vivendo o clássico personagem Rei Lear (da obra do imortal William Shakespeare) em montagem inédita com adaptação do poeta Geraldinho Carneiro, que tornou a peça um monólogo.

Juca é Lear

Dirigido por um dos mais requisitados diretores dos nossos palcos, o craque Elias Andreato, JUCA de Oliveira dá um Show no palco e o público aplaude quase como que Agradecendo !

Fúlvio Stefanini e Marcos Caruso também foram conferir ‘Rei Lear’…

Os colegas de cena do magnífico Ator estão indo em peso ao teatro prestigiar este notável nome de nossa Dramaturgia. Por lá já passaram Regina Duarte, Aracy Balabanian, Marcos Caruso, Bruna Lombardi e Carlos Alberto Ricelli, Lucélia Santos, Vera e Fúlvio Stefanini, Louise Cardoso, Irene Ravache, Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça, Jandira Martini, Denise Fraga, Paulo José, Marília Pera, e muitos outros.

Juca e Rosa

Juca de Oliveira recebe o carinho dos amigos Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça…

Bruna Lombardi e Irene Ravache também foram ver ‘Rei Lear’…

alcione e Juca

Noite passada foi a vez da querida atriz e eterna Musa Alcione Mazzeo, junto com a consultora de projetos Luciana Correa Mesquita, engrossarem o coro de aplausos, e ficarem na fila de fãs para levar seus abraços ao Grande Mestre !

luci e juca

Luciana Correa Mesquita: mais uma a sair do teatro maravilhada com a atuação de Juca de Oliveira…

Sozinho em cena, apenas com uma cadeira e jogo de luzes, Juca de Oliveira assume o desafio de viver o clássico Rei Lear em montagem inédita, na qual vive 6 personagens em monólogo assinado pelo poeta Geraldinho Carneiro, assumido fã do magnífico Ator !

A montagem merece o público que vem recebendo. Se você está no Rio, não deixe de ir conferir ! O #BlogAuroradeCinema recomenda !

Confira registros exclusivos da fotógrafa CRISTINA GRANATO na noite de estreia do espetáculo no RIO:

DSC_8334  Juca de Oliveira   e  Aracy Balabanian - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Juca recebe o carinho da amiga de longa data, Aracy Balabanian…

DSC_8398   Beth Mendes e  Juca de Oliveira - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Bete Mendes também foi conferir o ‘Rei Lear’ de Juca de Oliveira…

DSC_8308  Nathalia do Valle e Fernando Caruso  - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Natália do Valle e Marcos Caruso na estreia do Teatro dos Quatro…

DSC_8285   Flavio Marinho , Luciana Braga e Maneco Quinderé  - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Flávio Marinho, Luciana Braga e Maneco Quinderé…

DSC_8357  Juca de Oliveira  , Paulo José e Mauro Mendonça  - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Encontro de Gigantes: Juca de Oliveira, Paulo José e Mauro Mendonça…

DSC_8374  Lucélia Santos , Juca de Oliveira , Louise Cardoso  e Marília Pêra   - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

JUCA cercado por Lucélia Santos, Louise Cardoso e Marília Pera…

DSC_8436  Geraldinho Carneiro e Roberto Athayde - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

O poeta Geraldinho Carneiro e o dramaturgo Roberto Athayde…

DSC_8377   Juca de Oliveira e Marília Pêra   - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Juca de Oliveira recebe os cumprimentos de Marília Pera…

DSC_8450   Mana Bernardes , Juca de Oliveira e Paulo Betti - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Mana Bernardes e Paulo Betti também foram ver Juca como ‘Rei Lear’…

DSC_8469  Mauro Mendonça , Geraldo Carneiro ,  Juca de Oliveira , Rosamaria Murtinho e Paulo Betti - Teatro - REI LEAR - Outubro 2014 - Foto CRISTINA GRANATO

Mauro Mendonça, Geraldinho Carneiro, Juca de Oliveira, Rosamaria Murtinho e Paulo Betti na estreia de ‘Rei Lear’ no Teatro dos Quatro…

VIDA LONGA A JUCA DE OLIVEIRA !

‪#‎APLAUSOBLOGAURORADECINEMA‬ 

Juca xau

             Vamos ao TEATRO !!!