Arquivo do mês: dezembro 2014

Bilhete para LUI Medeiros, A Voz Diamante !

LUI

LUI MEDEIROS surpreende positivamente a cada nova interpretação: afinação poderosa, belíssima voz e uma empatia assombrosa !

Como diria Tim Maia, Lui “eu preciso te falar, te encontrar de qq jeito…”

Moço, q apresentação maravilhosa a desta quinta no The Voice ! PARABÉNS !
Aliás, você nos despertou a atenção desde a primeira audição.

Estamos muito contentes com esta Vitória ! Merecidíssimo seu lugar na grande final do programa, marcada pro próximo dia 25.

Porque é preciso deixar bem claro: trata-se de escolher A VOZ, e não um estilo, um estado, um ritmo, o molejo de corpo, a presença de palco, o suingue, a escolha do repertório, os anos na estrada da música… e em se tratando de Voz, meu Querido Lui, você arrebenta !

Como é agradável ouvi-lo e, igualmente, vê-lo cantando. Que simpatia ! E q delicada fortaleza você exibe ! Quando as luzes se acendem e você adentra o palco, não há dúvida de que LUI nasceu para estar ali: que gosto por cantar você revela em cada nota que alcança com a potência e a bela afinação que Deus lhe deu !

Assim, meu caro Lui Medeiros, vimos abertamente declarar nossa integral torcida por sua Vitória ! Embora todos os concorrentes que participam desta etapa final do programa tenham todos qualidades inequívocas – mesmo já tendo sido eliminadas algumas outras belas vozes que também mereciam ainda estar na disputa (como Nonô Lellis, Rose Oliver, Joey Mattos, Jesus Henrique, Edu Camargo, Carla Casarim) -, mas você Lui chega à grande final com todos os itens necessários para se adjetivar sua sonoridade singular e afinação impecável como A Voz !

* Confira a participação de LUI na audição do #TheVoice do dia 18 de dezembro:

http://gshow.globo.com/programas/the-voice-brasil/terceira-temporada/episodio/18-12-2014/#video-3841783

Quando a voz de Lui ganha o microfone, emergem dele uma humildade cativante, um veludo alquímico que contagia, uma ternura instintiva e uma capacidade de revelar a alma em cada acorde que é arrepiante ! Isso faz de você, Lui, um intérprete de notável envergadura e rara empatia, e, portanto, com um futuro brilhante na carreira que está apenas começando (pra alegria de nossos ouvidos), e começando de forma magnânima, sem nenhuma afetação, a não ser evidenciando os belos dons trazidos de berço.

Parabéns, Lui Medeiros ! 

Estamos torcendo emocionadamente por você, e continuaremos aguardando o momento certo de lhe dar um caloroso abraço, e bem de perto poder dizer de nossa profunda sintonia, ouvi-lo cantar e encantar plateias Brasil afora com sua Voz de Diamante, inquestionavelmente preciosa.

Lui 2

O carinhoso #AplausoBlogAuroradeCinema para Lui Medeiros, A Voz do #TheVoice2014

CARPINEJAR: “A chuva lava minha ferida e o vento seca”

abç Carpi Carpinejar: o Poeta que, cotidianamente, renova nosso encantamento…

A cada vez que lembramos que ele foi criança maltratado, espezinhado, achincalhado, sofrendo bullying na escola, ouvindo impropérios, marcado pelo abjeto preconceito que não respeita as diferenças, e teve sua inteligência massacrada pela estupidez de muitos, a revolta toma de conta e a vontade é de gritar alto no ouvido desses idiotas que desconsideraram a importância de uma infância feliz e do quanto é bom e prazeroso tratar uma criança em toda a dimensão de sua beleza. Porque assim são as crianças, de todas as cores, idades, e lugares: todas são lições para nos melhorarmos como gente e bênçãos para seguirmos adiante cultivando a pureza do olhar, a beleza do sentimentos nobres, e a necessidade do amor e da solidariedade.

“A educação é o primeiro passo da humildade e o último passo da generosidade”.

Taí que eu queria muito saber quem são os idiotas que fizeram sofrer tanto uma criança como Carpi. A esse bando de gente sem coração, também quero ofertar gratidão: é também por conta de vocês, seus desalmados imbecis, que hoje podemos usufruir – e espalhar, e seguir, e louvar, e aplaudir – do imenso arsenal de belos textos, em prosa e poesia do garoto de Caxias do Sul que vocês tanto apedrejaram.

Cada farpa que jogaram contra ele só o ajudou a tornar-se a pessoa linda que É, e o Poeta Magistral com milhares de seguidores nas redes sociais, a nos encantar mais e mais, a cada uma de suas muitas publicações diárias.

Com seu egocentrismo, estupidez e despropósito de suas invejas, carências e fracassos, vocês, bugres da infância de Carpi, poderiam ter ajudado a formar mais um recalcado, invejoso, cruel e complexado ser humano. Mas a Sabedoria Infinita é Todo Poderosa: ao contrário do que vocês, abutres, desejavam, Ela ajudou a construção da força motriz  do Poeta Maior – extraindo do calcário, da truculência e da insensibilidade – um dos mais férteis e exponenciais ourives da escrita de Língua Portuguesa !

Fabrício CARPINEJAR é o mais notável, intenso, magnânimo e relevante Poeta Brasileiro da Contemporaneidade. CARPI é um Poeta Grandioso, de Alma Nobre, lindo na sua transparência e coragem de mostrar-se por inteiro, sem medo de ofertar ao leitor suas chagas e escancarar vivências que lhe custaram tanta dor e tristeza. Mas talvez seja por isso mesmo que ele tornou-se o Intelectual de atuação consagrada e invejável que é: homem de talento múltiplo, Carpinejar é bom em tudo que faz. E ele faz muito: é jornalista, professor, apresentador de TV, entrevistador, crítico literário, cronista, twitteiro, poeta, palestrante, e é, sobretudo, um generoso coração de criança numa alma gigante de adulto altruísta, sensível, sábio, cada vez mais um tipo de Ser Humano de que o mundo carece.

Carpi falta usar

Fabrício CARPINEJAR é Exemplo de Gente pra ser imitado ! A ele, nosso mais efusivo #AplausoBlogAuroradeCinema, todo nosso Respeito, carinho e Admiração, sempre maior !

“Meu pai me chama de Wolverine. É o nosso apelido secreto. Não tenho o queixo quadrado e a baixa estatura do desenho da Marvel Comics. Muito menos a suíça e o cabelo alvoroçado do ator Hugh Jackman, que interpreta o herói no cinema. A referência física não contribui para nossas semelhanças. Ele me compara ao personagem pelo meu alto poder de cicatrização. Eu me desespero e logo ressuscito, eu caio e logo levanto. Não morro de uma única vez. Não desisto. Não me entrego mesmo que não veja a saída. Quando não há porta, eu espero no escuro até ser a porta. A ansiedade que me enerva acaba por aumentar minha vontade de ver de novo a luz. Tenho fúria de viver. Não há perda que seja total. Alguém pode me machucar terrivelmente, mas não me leva. Posso permanecer sequelado, mas sei cavar a terra por dentro da terra. Penso nos filhos, penso nos amigos, penso na literatura e sigo adiante. Cambalear ainda é caminhar. A chuva lava minha ferida e o vento seca. A carne da memória se recompõe de algum jeito. Talvez seja um excesso de sofrimento na infância que me preparou para o pior no futuro. Eu sobrevivi a tanta coisa. Sobrevivi ao bullying na escola, ao pessoal me chamando de ET e monstro todo dia durante o ensino fundamental. Sobrevivi à resistência dos médicos que juravam que tinha algum retardo mental. Sobrevivi à desistência dos professores com meu desempenho. Sobrevivi à traição de amigos. Sobrevivi às drogas para ser aceito na roda dos adultos. Sobrevivi à briga de rua. Sobrevivi a uma tentativa de suicídio na adolescência. Sobrevivi a enterros de jovens colegas. Sobrevivi a três acidentes de carro. Sobrevivi a quatro separações. Sobrevivi ao vício do cigarro. Sobrevivi a dois assaltos a mão armada. Sobrevivi a várias demissões. Sobrevivi ao distanciamento de meus dois irmãos amados. Sobrevivi, vou sobreviver, mesmo que não acredite na hora. Só não entendia onde meu pai enxergava as garras retráteis de Logan. – E as garras das mãos, pai? – São as palavras, meu filho. Você se defende com a linguagem ou se agarra nela para não morrer.

* Do meu livro “Me Ajude a Chorar” ( Bertrand Brasil)

Wolverine Carpi

Wolverine: nova tatuagem, no braço esquerdo de Carpinejar, mais uma homenagem ao pai do escritor genial… Saravá, CARPI !!!

CARPINEJAR e o sapato para colocar lembranças na lareira no Natal

São milhares de leitores, que crescem a cada nova postagem, e, portanto, a cada dia: CARPINEJAR escreve diariamente, chegando a um total de 9 crônicas por semana, sem contar os twittes, os posts no Instagram, as participações no rádio e na TV.

Carpi usar Blog

Somos ABOLUTAMENTE ENCANTADOS com o Poeta, o mais fabuloso ícone da Literatura Gaúcha Contemporânea.

Mais uma vez. não deu pra resistir: lendo a crônica desta terça do Poeta no jornal Zero Hora, um arrepio emocionado apoderou-se de nós, ao passar de cada oração. CARPINEJAR extrapola no seu direito de ser Poeta ! Exacerba no seu Dom de Encantar ! Só a Sabedoria Infinita para conseguir explicar tanta Sensibilidade, Empatia, Inteligência e Beleza reunidas numa única pessoa, embora esta pessoa seja a tradução de um verdadeiro coletivo:

CARPI é jornalista, Escritor, Poeta, Cronista, Apresentador de TV, professor, palestrante, letrista, enfim, CARPI não existe em versão principiante: ele é MULTIFÁRIO !

O incansável e retumbante #AplausoBlogAuroradeCinema para FABRÍCIO CARPINEJAR !

O SAPATO DA FILHA

* Fabrício Carpinejar

Só agora, depois de dois anos da tragédia de Santa Maria, após a perícia e a investigação policial, os familiares podem reaver os pertences de seus anjos da noite infernal de 27 de janeiro de 2013 na boate Kiss.

Não resisti em chorar – eu que tenho uma filha de 20 anos –, quando vi na televisão que um dos pais dos 242 mortos estava procurando o sapato que faltava de sua adolescente.

– Preciso achar!

Sua filha foi puxada dos escombros e do incêndio com o pé direito descalço. Aquele pai desesperado e angustiado com a perda irreparável está obcecado em vestir pela última vez sua menina.

Aquele pai sabe o que significa o sapato para uma mulher. Sabe o quanto a filha escolheu o sapato para a balada. Sabe o quanto brigou pelo sapato, dizendo que era caro mas iria durar. Sabe o quanto ela não tiraria o sapato por nenhum motivo, para não sacrificar o charme e a elegância durante a festa.

Aquele pai encarna o conto de Cinderela ao avesso. Pretende calçar a filha para reaver a paz em si.

É o mesmo sapato de crochê que botou em seu bebê assim que nasceu. É o mesmo sapato que ensinou a amarrar quando ela tinha sete anos. É o mesmo sapato que ele pisou, desajeitado, quando dançava a valsa de debutante de sua jovem. É o mesmo sapato com que comemoraram a entrada na faculdade.

O sapato é, neste momento, todos os sapatos da vida de sua filha. O sapato que restou. O sapato sobrevivente. O sapato do qual ele nunca esquecerá o número. O sapato último, definitivo, que não poderá ser substituído por mais nenhum aniversário.

O sapato que vai equilibrá-lo no pesadelo, na oração, na dor. O sapato para colocar lembranças na lareira no Natal.

O sapato viúvo dos amores que ela não teve, órfão dos pais que ficaram.

O sapato que é uma forma enlouquecida do pai de continuar caminhando com sua filha.

O sapato sem estrada, sem futuro, andando de volta ao passado.

O sapato envernizado, de couro, ainda novo, arrancado precocemente de sua dona.

O sapato que daria para muitos verões, milhares de sóis, infinitas ladeiras.

O sapato que não se gastou, mais longevo que o destino de uma adolescente.


O sapato que é a possibilidade de segurar o chão de sua filha por mais um instante, de oferecer chão para sua filha.

O par não terminará incompleto, apesar da enorme injustiça no coração.

Entre uma montanha de bonés, colares, alianças, celulares e identidades, o pai tentará reconhecer o sapato de sua filha. E levar para casa algo salvo daquela noite.

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 4, 09/12/2014
Porto Alegre (RS), Edição N°18008

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Valei-nos, Carpinejar !

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Um lugar para encontrar Raimundo Rodriguez

Não é muito fácil encontrar o artista visual Raimundo Rodriguez. Morador da Baixada Fluminense, onde vive num clima de absoluta calmaria em meio a flores, árvores, muitas obras de arte, e uma vizinhança amiga, na qual se destacam seus pais e seu vasto atelier, Raimundo é do tipo recluso: prefere a companhia de livros, quadros, pincéis, fotografias a viver badalando na noite carioca.

Rai no jornal

Raimundo Rodriguez não é dado a badalações, holofotes, viagens. Gosta mesmo é de estar no sossego de sua bela e aconchegante casa (arquitetada por ele mesmo), lendo, ouvindo música, vendo filmes, pensando em novas criações e papeando com amigos próximos.

Os convites para sair e badalar são muitos e constantes: seminários, palestras, festivais de cinema, feiras de arte, lançamentos de livros e filmes, peças de teatro, rodas de poesia, almoços e jantares, mas Raimundo diz NÃO na maioria das vezes. A recusa nada tem a ver com predicados consagrados ao Estrelato. Ao contrário: Raimundo Rodriguez é de uma simplicidade notória, gosta do cotidiano sem frescuras e sabe bem como cuidar do seu arado.

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É assim que o visitante é recebido na casa de Raimundo Rodriguez…

Aos mais apressados, ou aos menos avisados, pode até parecer que Raimundo Rodriguez é estranho, anti-social ou coisa semelhante. Mas desfazer essa errônea impressão é coisa rápida e descomplicada: Raimundo Rodriguez é mesmo é um cara muito caseiro, que adora o que faz, faz porque ama, e vive da Arte, pra Arte e pela Arte.

A genialidade de suas criações e a grandeza singular de sua artesania – que nasce a partir de materiais que a maioria julga descartável e dispensável –  alimenta-se justamente desse seu Ser & Estar no mundo, consagrando-se ARTISTA na mais seminal acepção da palavra: Raimundo Rodriguez é Artista porque extrai beleza das mais insuspeitas condições, das mais inesperadas situações, transformando em matéria de estudo e reverência as mais impensadas ou inusuais formas com as quais se depara no dia-a-dia.

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A entrada da casa de Raimundo Rodriguez, no Rio…

É o seu inusitado e afetivo olhar sobre as mais diversas ciclotimias do cotidiano que batiza de ARTE todo e qualquer material no qual Raimundo perceba a possibilidade de trans-Formar ou re-Elaborar fazendo brotar outro tipo de matéria. Quando algo mobiliza a sensibilidade estética de Raimundo Rodriguez e ele decide derramar seu dom natural de criar, valendo-se de objetos e materiais que parecem destinados ao lixo, sai da frente porque vem coisa muito boa e bonita pela frente.

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Raimundo Rodriguez em seu atelier #BlogAuroradeCinemaregistra

Assim, nasceu e nasce toda e qualquer obra assinada por ele. É essa a trajetória de obras como a papelariatemtudo, Fabulário da Crença Popular, Cânticos do Coração, Sobras do Mundo, Salve Jorge – O Intrépido Santo do Povo, e as criações que sustentaram as obras televisivas A Pedra do Reino, Capitu, Hoje é Dia de Maria, e mais recentemente, a premiadíssima telenovela #MeuPedacinho de Chão – cuja direção de arte Raimundo assinou, evidenciando sua obra #Latifúndios, nascida no início dos anos 2000, e que culminou com belíssima exposição no Museu de Arte Contemporânea de Niteroi, no Rio, em setembro deste 2014.

Mas este #BlogAuroradeCinema vai dar uma dica para os admiradores de Raimundo Rodriguez e para os muitos apreciadores de sua obra: quem quiser encontrar o festejado artista plástico, num clima de descontração e cordialidade, pode conseguir este feito ! Basta aparecer num adorável restaurante árabe, no centro do Rio de Janeiro.

Pra facilitar o entendimento, podemos dizer que o Restaurante DAMASCO, localizado bem no burburinho do centro da capital carioca (rua do Rosário 148), é mais um dos ‘Latifúndios’ de Raimundo Rodriguez. O restaurante, considerado o melhor em comida árabe do Rio de Janeiro, tem ambientação toda assinada pelo artista.

Janete e eu

Janete Scarani e Aurora de Cinema em dia de alegria no restô DAMASCO…

A casa vive sempre lotada e lá convive-se num ambiente super aconchegante. É um cenário convidativo, climatizado e todo ‘cenarizado’ pela genialidade de Raimundo Rodriguez. Para completar, um serviço de ótima qualidade e uma comida de primeira classe. O responsável por tudo isso é Monir, o simpático proprietário do DAMASCO.

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Jair Lima e Raimundo Rodriguez: amizade nascida através da Arte, numa das raras viagens de trabalho do artista, dessa vez para Alagoas.

Ali, no DAMASCO, é comum encontrar Raimundo Rodriguez, em geral às quintas ou sextas-feiras, depois das 13:30h, numa das mesas do piso superior, onde o artista costuma sentar e almoçar, e ter sempre amigos em volta para um bate papo descontraído.

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Em foto de Luísa Gomes Cardoso, a trupe #Raimundo Rodriguez no restô DAMASCO…

Nós do #BlogAuroradeCinema tivemos o prazer de estar nos salões do Damasco, acompanhados do próprio Raimundo Rodriguez, de sua parceira Janete Scarani, e de uma trupe preciosa de amigos do artista, já que a afetividade é geradora de muitos encontros nos caminhos de Raimundo, e a generosidade não se farta de dar expediente onde quer que o artista que “gosta de juntar coisinhas e pessoas” esteja presente.

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Luísa Gomes Cardoso, Jair Lima, Patrícia Costa, Raimundo Rodriguez, Janete Scarani e Deborah Badauê em tarde de almoço no restaurante Damasco…

Portanto, você, leitor amigo do #BlogAuroradeCinema, admirador do trabalho magistral de Raimundo Rodriguez, apreciador da boa comida árabe, ou simplesmente fã das criações instigantes de Raimundo Rodriguez, já sabe como fazer para encontrar Raimundo e trocar uma ideia com ele, ou tirar uma foto para marcar o momento ímpar, ou certificar-se de que Raimundo existe mesmo, não é obra de ficção, como as muitas minisséries e novelas que ele tão magistralmente define e transforma em obra de elevado apuro estético: se é do Rio de Janeiro, ou estiver de passagem pela capital carioca, não deixe de agendar uma ida ao restaurante DAMASCO !

A no painel

Aurora Miranda Leão num dos painéis assinados por Raimundo Rodriguez no restaurante DAMASCO. no centro do Rio …

O DAMASCO é parada obrigatória para quem aprecia um almoço de qualidade com a chance extra de encontrar ali o artista mais simples e adorável de todos quanto nós conhecemos neste métier: RAIMUNDO RODRIGUEZ, para quem vai o #AplausoBlogAuroradeCinema deste dezembro que começa anunciando o fim próximo de 2014, ano de muitas alegrias e venturas para nós que fazemos o #BlogAuroradeCinema e tivemos a grata satisfação de conhecer de perto nosso conterrâneo Raimundo Rodriguez, cearense danado de bom, talentoso, aguerrido, inteligente e pra lá de generoso.

A painel Damasco

Foi demais da conta adentrar nos #Latifúndios de Raimundo Rodriguez e ter a chance rara de conhecer de perto suas obras e seu multifário Atelier. Saravá !!!

No Damasco, difícil é conseguir manter qualquer regime para ingerir menos comida: pense numa culinária supimpa !

Luísa e Badauê

Luísa Gomes Cardoso e Deborah Badauê, duas queridas amigas da trupe #RaimundoRodriguez… click Aurora Miranda Leão

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Um dos hobbies de Raimundo Rodriguez é fotografar….

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Raimundo Rodriguez fotografa Janete e Aurora, e é clicado por Jair Lima…

Rai no restô sexta 12 set 14Deborah Badauê, Jair Lima, Patrícia Costa, Aurora, Raimundo Rodriguez e Janete Scarani: almoço inesquecível no restaurante DAMASCO…

Carpinejar muda de opinião para jamais mudar de sentimento

O Poeta Gaúcho Fabrício Carpinejar, que tem o invejável dom de ENCANTAR, mais uma vez oferta um leque de sentimentos e emoções com maestria de ourives.

É de arrepiar dos pés a cabeça a antológica crônica do Poeta Maior, publicada ontem no jornal O Globo, e reproduzida aqui no #BlogAuroradeCinema, como costumamos fazer sempre que Carpinejar nos deixa sem fala e capta, com absoluta perspicácia, nosso sentimento.

Mais uma vez, O efusivo #AplausoBlogAuroradeCinema para Fabrício Carpinejar, de pé, como ele tanto merece !

NÃO DESEJO ISSO NEM PARA MEUS INIMIGOS

* Fabrício Carpinejar

Amar é sempre faltar algo.

Amar é sempre precisar de algo.

Não é uma suficiência, não nos sentimos completos, não nos enxergamos saciados.

É uma ausência que se cria a cada nova exigência.

Amar é se desfalcar por completo. É se esvaziar e oferecer o próprio corpo como casa.

Só somos inteiros quando não amamos – não nos importamos com as consequências de nossos atos.

Amar é o desespero de se perder mais do que perder alguém. É o desespero de perder alguém mais do que a si mesmo.

É acariciar o fogo e acotovelar a água.

É medir o relâmpago e empurrar a chuva.

Todo descuido dói, toda distração arrebenta, toda resposta evasiva provoca apreensão, todo distanciamento mínimo é uma agressão.

Quem ama é possessivo.

Quem ama é instável.

Quem ama é chato.

Quem ama é indignado.

Quem ama é implicante.

Quem ama é insaciável.

Quem ama é inconsolável.

Quem ama é insubordinado.

Quem ama jamais está contente, jamais está plenamente feliz, jamais está em paz consigo.

Quem ama reclama.

Quem ama protesta.

Quem ama é insuportável.

Quem ama é ciumento.

Quem ama é indeciso.

Quem ama é inverossímil.

Quem ama é tirano.

Quem ama é perturbado.

Quem ama é desequilibrado.

Quem ama é nocivo.

Quem ama é antissocial.

Quem ama cria seus motivos para pressionar e perdoar.

Quem ama não espera, não tem paciência, tem pressa de estar junto para depois não decidir nada.

Quem ama discute por qualquer palavra, cicatriza por qualquer silêncio.

Quem ama muda de opinião para jamais mudar de sentimento.

Quem ama diz que acabou a paciência e se reabastece do impossível para oferecer mais.

Quem ama pede o que não sabe, pelo prazer de não saber e pelo prazer de pedir.

Quem ama experimenta um inferno maravilhoso de depender de uma única pessoa.

A exclusividade é terrorista.

É uma atenção extrema para agradar, para olhar, para corresponder, que não tem como ser natural.

Quem ama não é espontâneo, apenas se atrapalha. É tanta vontade de dar certo que exageramos o cuidado. É tanta vontade de abraçar que esmagamos. É tanta vontade de beijar que mordemos. É tanta vontade de viver que adoecemos.

A preocupação é urgência, a saudade é socorro, o medo é emergência.

Mas só para quem ama. Os outros estão salvos.

Carpi edit

Ainda estou pra ver alguém escrever com a mesma profundidade e empatia do genial poeta gaúcho CARPINEJAR… benza Deus !