Arquivo do mês: dezembro 2015

FELIZ ANO NOVO !

Mais um ano juntos ! E foi muito bom !

Só temos a AGRADECER a cada um que dispensa um pouquinho do seu tempo para nos visitar, para nos indicar a um amigo, pra comentar, pra discordar, pra trocar ideias conosco…

MUITO OBRIGADA !

Desejamos que no Novo Ano nossa parceria continue intensa e profícua !

E desejamos, sobretudo, que a imensa corrente de AMOR, PAZ, SOLIDARIEDADE e FRATERNIDADE que mantém o mundo vivo e preservado nos mantenha cada vez mais unidos em nossos ideais de PAZ no Planeta, Tolerância e Respeito ao Próximo, Amor e Liberdade a todas as formas de Expressão !

Que os gestos de delicadeza, humildade, solidariedade e generosidade possam ser mais fortes que as cenas escuras que insistem em manchar a vida na Terra !

Que a Música, o Teatro, o Cinema, a Dança, as Artes Plásticas, a Teledramaturgia e todas as maneiras de expressar sentimentos se façam Arte e ecoem nos quatro cantos do mundo !

E que “os homens jamais se esqueçam de AGRADECER !”, como tão bem canta nosso querido Rei Roberto Carlos !

Com o abraço mais amigo e grato do #BlogAuroradeCinema em qualquer de nossas redes AURORA DE CINEMA – FACE, Instagram, Twitter, Google +, Linkedin, Twitpic, Flickr, Aviary…

SAÚDE, PAZ, LUZ, AMOR, HARMONIA e muita GRATIDÃO !

FELIZ 2016 !!!

 

RIO agora é Antes e Depois do Museu do Amanhã

O MUSEU DO AMANHÃ em click espetacular de Thiago Lontra…

Obra tem projeto arquitetônico espetacular do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e multiplica interesse em conhecer a Cidade Maravilhosa !

 

Tudo começou quando o arquiteto espanhol Santiago Calatrava, um dos mais renomados da arquitetura contemporânea mundial, esteve no Rio e visitou o Jardim Botânico. Foi ali que ele conheceu a Bromélia, flor característica da Mata Atlântica, e, nesse caso específico, existente apenas no Rio. Então, o que é tido como o ‘esqueleto’ da flor, foi adaptado para criar as placas solares que forma o teto do Museu e funcionam como hastes que se movem conforme a direção do sol para melhor gerar energia, deixando passar a luz natural para o interior do Museu.

Foram 5 anos de espera. Depois de pronto, não há como olhar a grandiosa obra e não dizer ‘Valeu a pena !’

Museu teto

A bromélia e seu ‘esqueleto’, inspiração para o projeto do Museu do Amanhã…

O diferencial do Museu é relevante: o conceito é de um museu do futuro, não do passado. Por isso, há uma central de inteligência que fica conectada com as principais redes de informação sobre ecologia. Quando o visitante vê os dados da quantidade de lixo produzida no mundo, por exemplo, ele está vendo um número atualizado em tempo real. Um globo terrestre que flutua pendurado no teto do museu representa bem isso: é como se ele estivesse vivo, mostrando em tempo real a movimentação das ondas marítimas, chuvas e ventos. A interatividade e a conectividade tornam o Museu do Amanhã, na verdade, um MUSEU DO PRESENTE.

O prédio é obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, nome importante no que os especialistas chamam de “arquitetura do espetáculo” – aquela que, além de se integrar à paisagem de uma cidade, a transforma radicalmente, criando um marco urbano.

“Criamos um percurso narrativo para o visitante entender o mundo ao seu redor, para mostrar que o amanhã não é uma data no calendário, lá longe. É uma construção, que está sendo feita hoje”, diz Hugo Barreto, diretor de conteúdo do Museu do Amanhã.

O clímax do percurso pelo Museu do Amanhã são seis totens de 10 metros de altura, inclinados em direção ao centro, passando uma ideia de instabilidade. Cada totem mostra imagens e números impressionantes de como o homem transformou o planeta – e nem sempre sua interferência foi positiva. Aparecem imagens de carros e arranha-céus – e, junto com elas, números aterradores da quantidade de florestas destruídas, lixo jogado fora, rios poluídos. Ao som de música dissonante, a experiência gera desconforto e uma tensão que será aliviada na última área do museu, inspirada nos aborígenes australianos, a passar a ideia de harmonia e união entre os povos.

O Museu do Amanhã, que teve inauguração oficial ontem na praça Mauá, na zona portuária, no centro do Rio de Janeiro, e amanhã será aberto ao público em maratona de visitação GRATUITA que começa às 10h de sábado e vai até o fim da tarde de domingo sem interrupção, viverá hoje seu momento mais emocionante !

“A intenção é fazer um museu com um baixo investimento econômico: com materiais reutilizáveis e que seja energicamente suficiente”, diz Santiago Calatrava, idealizador do Museu do Amanhã.

Nesta sexta, 18 de dezembro, o Museu do Amanhã será aberto exclusivamente para uma seleta plateia de convidados especiais: os trabalhadores que ergueram a obra e são suas vigas-mestras ! Sem sua força de trabalho, nada estaria de pé ! O Museu do Amanhã não seria agora uma realidade pronta, poderosamente deslumbrante e alvo da atenção do mundo inteiro por sua imponência, a forma como foi construído, e tudo o que torna esta obra um marco divisor na paisagem arquitetônica e urbanística do país !

Iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com a Fundação Roberto Marinho (sempre envolvida em obras de grande alcance nacional e ações que envolve a salvaguarda do patrimônio material e imaterial brasileiro) e o Banco Santander, o Museu do Amanhã vem sendo alvo de auspiciosas matérias jornalísticas nos principais veículos de comunicação, e você – leitor amigo do #BlogAuroradeCinema – pode conferir o caderno especial que o Jornal O Globo lança neste sábado com fotos e dados específicos sobre a obra, responsável por mudar, e muito positivamente, a feição da capital carioca.

O Museu do Amanhã por dentro: interação é grane em todos os muitos ambientes do espaço…

Vale ressaltar a amplitude, diversificação e olhares diversos mostrados sobre o Museu do Amanhã em programas como o Fantástico, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Jornal da Globo. Em todos esses telejornalísticos, foram veiculadas ótimas reportagens e todas elas com imagens e enfoques diferentes, sobretudo a do repórter André Trigueiro na madrugada desta sexta no Jornal da Globo.

Mais um click de Thiago Lontra sobre o Museu do Amanhã/Jornal O Globo

Um Brinde Vigoroso ao Museu do Amanhã !

Parabéns à Prefeitura do Rio, Fundação Roberto Marinho e Banco Santander pela ousadia da aposta !

PARABÉNS ao seu criador, Santiago Calatrava, e aos muitos trabalhadores que materializaram a obra sonhada pelo engenheiro espanhol.

Museu A

Thiago Lontra e sua afiada sensibilidade registrando a obra que mudou a paisagem da zona portuária da capital carioca…

E PARABÉNS a todos nós, brasileiros ! Afinal, ganhou o RIO, ganha o Brasil e ganhamos todos com uma obra de tamanho vulto, beleza e relevância para o futuro do país !

Ao MUSEU DO AMANHÃ, o efusivo #AplausoBlogAuroradeCinema

trabalhadores

Museu do Amanhã terá abertura hoje exclusiva para os trabalhadores que participaram de sua construção…

Museu 1

O Museu do Amanhã tornando mais bonito o amanhecer carioca, como registra Thiago Lontra, fotógrafo do Jornal O Globo/Agência Globo.

*Com informações de BRUNO CALIXTO da Revista Época

Escolinha faz estreia Primorosa !

três

Programa em homenagem a Chico Anysio, Mestre do Humor, tem textos, caracterização e atuações excepcionais !

Depois de 25 anos de sua estreia e vitoriosa temporada, o programa Escolinha do Professor Raimundo ganha nova versão ! A Rede Globo e o Canal Viva produziram, em parceria, sete episódios do humorístico, marco na carreira do saudoso Chico Anysio.


No papel-título, Bruno Mazzeo, filho de Chico, revive o lendário Professor com maestria e diz que precisou controlar o choro durante as gravações. Pudera: a Escolinha foi por muitos anos a atração das noites de sábado da TV Globo e tinha audiência garantida ! Bruno devia ser telespectador cativo e se nós nos emocionamos, avaliem ele…

Rodrigo Sant’Anna é um Fenômeno: ator exagera do direito de ser Excepcional ! Ele revive Seu Batista e dá Showww ! Aplausos de Pé !

Quem assina a direção da nova Escolinha é Cininha de Paula, sobrinha de Chico e também diretora do programa clássico dos anos 90, exibido pela Globo. Ela diz que a atração é apenas uma homenagem ao tio e que todos tentaram fazer o seu melhor.

Seu Eustáquio, vivido com brilho pelo querido Grande Otelo, é desfalque na atual Escolinha

A nota triste é que o programa terá apenas 7 episódios, pelo que desde já lamentamos. E uma ausência: o personagem Eustáquio, vivido pelo inesquecível Grande Otelo ! Pelo que pesquisamos, parece que o personagem não terá releitura de sua criação original, o que não deixa de ser uma lacuna.

Origem da ESCOLINHA

O formato de humorístico formado por um professor e seus alunos já existia no rádio, sendo o precursor do gênero o programa Escolinha da Dona Olinda, criado pelo humorista Nhô Totico e transmitido pela EPR durante os anos 30. Já a Escolinha do Professor Raimundo surgiu em 52 como atração da Rádio Mayrink Veiga, assinado pela mente criativa e sempre bem humorada do saudoso Haroldo Barbosa. Consistia de uma sala de aula onde o Professor Raimundo Nonato (Chico Anysio) servia como escada para as piadas de três alunos: o sabido, interpretado por Afrânio Rodrigues,; o burro, papel de João Fernandes; e um esperto, Zé Trindade. Mais tarde, eles ganhariam a companhia de um mineiro desconfiado,Antônio Carlos Pires.

A ESCOLINHA na TV

A Escolinha do Professor Raimundo chegou à telinha como um quadro cômico, exibido em diversos programas humorísticos por mais de 38 anos, sempre sob a batuta do mestre Chico Anysio.

Estreou como programa próprio na  TV Globo em agosto de 1990, sendo transmitido até maio de 1995. Em 99, ganhou nova versão como parte do humorístico Zorra Total, permanecendo até outubro de 2000. Retornou a seu formato original em março de 2001, quando foi exibida sua última temporada.

A partir de 4 de outubro de 2010, a ESCOLINHA passou a ser reprisada pelo canal por assinatura VIVA.

Bruno Mazzeo aos 13 fazendo participação especial na Escolinha

O time atual da Escolinha 

Tudo na estreia da ESCOLINHA funcionou além do esperado: a caracterização dos personagens, os criativos textos, as situações cômicas enxertadas com louvor num roteiro bem engendrado, luz/trilha/direção de arte, direção precisa e, sobretudo, o notável elenco ! Que ESCALAÇÃO PRIMOROSA ! 

Mateus Solano revive com sua conhecida categoria o inesquecível Zé Bonitinho de Jorge Loredo. Tarefa difícil que o ator assume com brilhantismo !

É de tal monta o acerto na escolha dos atores para assumir os personagens que, na maioria deles, podemos afirmar que ‘não haveria outro’ para fazer com tanta propriedade os papéis que tornam o programa um marco no humor brasileiro !

MERECE REALCE: o prodigioso elenco da ESCOLINHA atual ! Que time formidável ! São tantos e tão bons atores que enumeramos abaixo o nome de todos.

Mas há atores que cimentaram tal sinergia com o personagem, que é impossível não destacá-los na exibição do primeiro episódio: Mateus Solano, Marcelo Adnet, Lúcio Mauro Filho, Bruno Mazzeo, Otávio Müller, Marcos Caruso e Rodrigo Sant’Anna são a Nata da Nata ! EXCEPCIONAISSSSSSS !!!

bruno e ele

Ângelo Antônio (Joselino Barbacena), Betty Gofman (Dona Bela), Dani Calabresa (Catifunda), Ellen Roche (Capitu), Evandro Mesquita (Armando Volta), Fabiana Karla (Cacilda), Fernanda de Freitas (Marina da Glória), Fernanda Souza (Tati), Kiko Mascarenhas (Galeão Cumbica), Lucio Mauro Filho (Aldemar Vigário), Marcelo Adnet (Rolando Lero), Marcius Melhem (Seu Boneco), Marco Ricca (Pedro Pedreira), Marcos Caruso (Seu Peru), Maria Clara Gueiros (Cândida), Mateus Solano (Zé Bonitinho), Otaviano Costa (Ptolomeu), Otávio Müller (Baltazar da Rocha) e Rodrigo Sant’Anna (Batista).

Um VIVA muito estridente à nova Escolinha do Professor Raimundo e o caloroso #AplausoBlogAuroradeCinema a toda a equipe que realiza o novo e ótimo programa dominical da TV Globo !

Lero

Marcelo Adnet impressiona com espetacular recriação do lendário Rolando Lero: Aplausos calorosos !

Marília Pera em palavras emocionadas de Rubens Ewald Filho

Dias atrás, assistindo ao documentário sobre Chico Buarque, mo qual Marília Pera é a narradora, sem explicação eu comecei a chorar. Não pelo filme mas por ela..Tinha ouvido boatos sobre uma possível doença mas não imaginava que fosse algo tão rápido, tão inevitável. Agora que vejo a noticia confirmada na Internet, me encho de tristeza. E agradeço a chance que tive em fazer a entrevista coletiva com ela em Gramado, quando o Festival lhe deu o Troféu pela carreira. Foi um momento mágico de reencontro com uma velha amiga, que, mesma sendo uma Diva, era também um ser humano incrível, uma atriz genial de incrível presença e influência. Estou triste demais  para falar de sua incrível carreira e o encanto que sempre nos cativou. Descanse em paz, querida amiga.

Rubens Ewald filho

Rubens Ewald Filho e Marília Pera no derradeiro encontro: o crítico conduziu a entrevista coletiva com a atriz na edição 2015 do Festival de Cinema de Gramado…

RICARDO BACELAR e sua apaixonada Moviola Musical

Bacelar 2

Concerto para Moviola é o nome do novo e belo trabalho que o pianista e compositor cearense Ricardo Bacelar está lançando agora em CD e DVD.

Inspirado em sua participação no Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, Moviola foi gravado ao vivo em fevereiro deste ano durante apresentação no Teatro Via Sul. O lançamento do CD/DVD teve uma primeira audição ontem e hoje haverá um Bis, a partir das 21h, no Teatro Celina Queiroz, em Fortaleza.

Moviola é o segundo disco solo de Ricardo Bacelar. O primeiro, In Natura,  gravado em estúdios no Ceará, Rio de Janeiro, EUA e Inglaterra, foi lançado em 2001. Nele, Ricardo mostra um lado mais erudito, fortemente presente em composições autorais e conta com a participação do Hanoi-Hanoi, grupo do qual foi integrante; Belchior, Frejat, Waldonys e da cantora Kátia Freitas.

Quase 15 anos depois, Bacelar foi buscar inspiração no que ouvia na adolescência: o jazz fusion presente em Concerto para Moviola – um disco que define como mais alegre, diferente do anterior, que era mais introspectivo. O show que deu origem ao CD/DVD foi resultado de um trabalho de pesquisa sobre os teclados analógicos dos grupos de jazz dos anos 70 e 80, a música brasileira e o uso do piano acústico:

Tive o cuidado em escolher músicas de que eu gosto muito. Fiz um disco que eu gostaria de ouvir, que me agradasse e que agradasse a meus amigos, que gostam de boa música“, conta Bacelar.

Em algumas das músicas, Ricardo Bacelar contou com a participação dos próprios instrumentistas, que contribuíram na concepção do espetáculo e escolha do repertório de importantes nomes do jazz mundial. Mas com todas as músicas tenho de fato uma relação emocional. Quatro composições de sua autoria completam a seleção.

Além das mídias em DVD e CD convencionais, a novidade do Moviola é a disponibilização em todas as lojas virtuais: Itunes, Spotify, Deezer, Google Play, Apple Music, RDio e outros:A indústria da música sofreu um redimensionamento, com a recolocação do ponto de venda virtual. Todos temos que nos reinventar, afirma Ricardo.

O músico aproveita o lançamento de Moviola e também coloca para o mercado virtual seu primeiro CD In Natura, além do álbum Credus, do Hanoi Hanoi, e seus sucessos, com destaque para o hit Totalmente Demais, que dá título à nova novela das 19h, da TV Globo: “Essa música insiste em ser sucesso há mais de 25 anos”, brinca.

No CD/DVD e no show de lançamento, Ricardo Bacelar (piano acústico e teclados) é acompanhado por banda formada por Ronaldo Pessoa (guitarra), com quem divide a produção do show e do CD/DVD, Luizinho Duarte (bateria), Miquéias dos Santos (contrabaixo), Marcus Vinicius Cardoso (violino), Maria Helena Lage Pessoa (teclados e percussão) e Hoto Júnior (percussão). A exceção vai para os sopros, que no CD/DVD teve Márcio Resende no sax soprano, sax tenor e flauta, e no show terá a interpretação de Bob Mesquita.

O repertório por Ricardo Bacelar:

Cordilheira – Ricardo Bacelar – Uma introdução em um clima viajante, para esquentar as turbinas.

Birdland – Joe Zawinul – É um clássico da banda americana Weather Report, muito importante no cenário do jazz dos anos 80, que ouvi muito na minha adolescência. Birdland é o nome de uma casa de jazz de Nova Iorque, na qual Zawinul se inspirava nos solos de Charlie Parker. Na banda, o baixista Jaco Pastorius, considerado um dos melhores do mundo de todos os tempos e o tecladista Joe Zawinul, grande músico que também tocou com Miles Davis.

Killer Joe – Benny Golson – É um desenho do jazz contemporâneo. Gosto muito do arranjo do Quincy Jones, com metais, muito suingue e uma base mais pop.

So May it Secretely Begin –  Pat Metheny   – Esse é um compositor que me agrada muito e escuto há muitos anos, desde sempre. Acompanho todo o trabalho dele e essa música traduz suas melodias bem construídas.

March Majestic – Bob Mintzer – Essa música foi gravada pelo Yellowjackets, que é uma banda americana, também muito importante no fusion. Essa música do Bob Mintzer tem uma riqueza melódica e ritmica muito consistente.

The Windmills of Your Mind – Michel Legrand – Gravamos com um arranjo mais moderno, trazendo um pouco mais de suingue.

Senor Blues – Horace Silver – É uma música mais antiga, da década de 50, que foi gravada em um clima afrojazz, com muita percussão.

Moviola – Ricardo Bacelar – É uma música minha que inspira o nome do disco e lembra um pouco a linguagem do cinema. Moviola era uma máquina que fazia a montagem dos filmes em analógico. Você cortava os trechos dos filmes e colava as cenas na moviola. Colava a cena do beijo com a cena do final, deixava o rolo pendurado e fazia a sequência dos filmes. Essa composição faz parte de um imaginário.

Enquanto isso, chove… – Ricardo Bacelar – Fiz essa música há alguns anos, dedicada ao meu pai, que é pianista.

Sabiá – Chico Buarque e Tom Jobim – É uma bela composição. Um primor de harmonia e caminhos melódicos surpreendentes.

Palhaço – Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro – Música muito conhecida do Gismonti, compositor por quem tenho muita admiração e sempre que posso, toco alguma peça dele. Considero o Egberto Gismonti um grande gênio da música brasileira. Fizemos um baião ao final.

Apartheid Blues – Ricardo Bacelar – Outra música minha, que originalmente gravei com Frejat, do Barão Vermelho, fazendo o solo de violão.

Setembro – Ivan Lins, Vitor Martins e Gilson Peranzzetta – Uma peça que traz a habilidade harmônica do Ivan Lins que gravamos com andamento mais rápido.

Água de Beber – Tom Jobim e Vinicius de Moraes – Uma joia da música brasileira.

Nanã – Moacir Santos – Moacir Santos foi o grande maestro do arranjo e da composição brasileira. Nanã é uma música que vem cheia de percussão.

The Groove  – Brian Culbertson e Larry Dunn – Fizemos a fusão do funk com o afoxé, misturando os temperos.

Blue Miles – Chick Corea – Chick Corea é um pianista e compositor que muito me inspirou. Ele me influenciou muito na minha adolescência e na minha forma de tocar. É um grande mestre que está ainda em atividade.

Ricardo Bacelar 

Pianista, compositor e arranjador nascido em Fortaleza, Ricardo Bacelar aprimorou seus estudos de piano clássico. Estudou harmonia e composição com o alemão Hans-Joachim Koellreutter. Morou no Rio de Janeiro por 11 anos, quando integrou o grupo carioca Hanoi Hanoi.

A obra do grupo foi gravada por Caetano Veloso, Cazuza, Lobão, Gilberto Gil, Mariza Monte, Ney Matogrosso, Simone e outros. O Hanoi Hanoi realizava uma média de 200 concertos por ano, em uma época que Ricardo dividiu os palcos com os estúdios, onde produziu diversos discos, trilhas para cinema, teatro, televisão e publicidade. Gravou com grandes nomes da música brasileira e internacional.

Advogado, Ricardo Bacelar atualmente é Vice Presidente da OAB CE, especialista em direito autoral e direito empresarial, estuda os direitos culturais e a propriedade intelectual. Redigiu importantes projetos de lei na área cultural, como o Sistema Estadual de Cultura, os Mestres da Cultura e o capítulo da Constituição do Estado do Ceará que trata da cultura e comunicação.  Com vasta experiência como artista, produtor e advogado, traz um olhar multidisciplinar sobre a arte e a expressão humana.

Bacelar

Noite de sexta teve plateia lotada para aplaudir o belo MOVIOLA

SERVIÇO

Concerto para Moviola – Shows de lançamento do CD/DVD

HOJE, 5 de dezembro, 21 horas, no Teatro Celina Queiroz – Campus Unifor (Av. Washington Soares, 1321 – Edson Queiroz). Informações: 3477-3033.

Ao lado da sua bela Manoela, o pianista Ricardo Bacelar teve plateia lotada no lançamento de Concerto para Moviola