Arquivo do mês: março 2016

Letícia Spiller e Rosamaria Murtinho brilham no palco com DOROTÉIA

Rosa e Letícia peça

Atrizes encenam um dos textos mais intensos do polêmico dramaturgo e ganham comentário elogioso de um dos mais relevantes críticos do país…

Este final de semana, de quinta a domingo, é o último de apresentações do espetáculo DOROTÉIA, cartaz do Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio. As sessões são às 21h de quinta a sábado, e 20h no domingo, 3 de abril.

Confira abaixo a excelente apreciação do crítico Lionel Fischer sobre o espetáculo:

Dorotéia

OBRA DE NELSON EM IMPECÁVEL VERSÃO 

                                                                                                                                         *Lionel Fischer


“Dorotéia, ex-prostituta que largou a profissão depois da morte do filho, vai morar na casa de suas primas, três viúvas puritanas e feias que não dormem para não sonhar e, portanto, condenadas à desumanização e à negação do corpo, dos sentimentos e da sexualidade. Dorotéia, linda e amorosa, nega o destino e entrega-se aos prazeres sexuais. Este é seu crime, e por ele pagará com a vida do filho buscando a sua remissão”.

Extraído do release que me foi enviado, o trecho acima resume o enredo de “Dorotéia”, de Nelson  Rodrigues, em cartaz no Teatro Tom Jobim. Jorge Farjalla assina a direção do espetáculo, estando o elenco formado por Letícia Spiller (Dorotéia), Rosamaria Murtinho (Dona Flávia), Alexia Deschamps (Maura), Anna Machado (Maria das Dores), Jacqueline Farias (Carmelita) e Dida Camero (Dona Assunta), que dividem a cena com os atores-músicos (aqui chamados Homens Jarro) Fernando Gajo, Pablo Vares, André Américo, Du Machado, Daniel Veiga Martins e Rafael Kalil.

Definida pelo autor como “uma farsa irresponsável”, não sei até que ponto a peça é realmente uma farsa e menos ainda se é responsável ou não. Tampouco poderia afirmar que Nelson Rodrigues, ao menos em alguma medida, tenha se inspirado nas Fúrias da Mitologia Grega – três figuras femininas de negro e usando máscaras, aterrorizantes e hieráticas, personagens da “Oréstia”, de Ésquilo. Mas me parece irrefutável que neste texto estão presentes alguns temas recorrentes na obra do autor, como castidade, pudor, culpa, repressão etc. E se tais temas pudessem aqui ser resumidos numa única frase, esta poderia ser a seguinte: a solidão vil do sexo sem amor.

Toda a ação transcorre numa casa sem quartos, o que soa coerente, já que uma das personagens afirma que “é no quarto que a alma e a carne se perdem”, embora todos saibamos que tanto nossa alma, quanto nossa carne, podem se perder em diversificadas geografias. Mas aqui o quarto passa a ser uma espécie de símbolo do pecado, da transgressão, da ausência de pureza, de todas as possíveis e condenáveis tentações.

Outro dado interessante diz respeito à identidade de Dorotéia. Na família existiram duas: uma teria se afogado, por não suportar o conhecimento de que “por dentro de seu vestido estava um corpo nu”; a outra perdeu-se, tornou-se prostituta. Finalmente: qual das duas é a que está em cena? Acaba-se sabendo que é a ex-prostituta, que perdeu um filho e agora deseja trilhar o caminho da virtude. Mas é belíssima, enquanto todas as mulheres da família são medonhas. E para se chegar à virtude, há que se matar a beleza…

E por último: a bisavó das primas, em sua noite de núpcias, fora acometida pela Náusea. Ou seja: na hora em que a onça deveria beber água, teria sido possuída por uma total repulsa ao sexo, sendo esta, a partir de então, transmitida a toda sua descendência feminina. Em resumo: um contexto bem mais adequado a um estudo psicanalítico do que propriamente à avaliação de um crítico teatral…mas sigamos.

Provavelmente, este não é um dos melhores textos de Nelson Rodrigues, mas nem por isso destituído de interesse, sobretudo quando levado à cena de forma não convencional e corajosa, como acontece na presente montagem. Esta exibe, dentre outros méritos, o de materializar de forma brilhante alguns símbolos, sendo o mais expressivo os já mencionados Homens Jarro, que talvez possam ser interpretados como os muitos homens que passaram pela vida da ex-prostituta. Esta espécie de coro fálico permeia toda a montagem, executando ao vivo todas as canções e sons do espetáculo. Além disso, Farjalla impõe à cena uma dinâmica ao mesmo tempo ritualística e claustrofóbica, valorizando todos os conteúdos através de marcações de grande expressividade. E, mérito suplementar, o encenador extrai ótimas atuações de todo o elenco.

Na pele de Dorotéia, Letícia Spiller exibe performance irretocável, tanto nas passagens mais angustiadas quanto naquelas em que, renunciando momentaneamente à pretendida pureza, a personagem permite o aflorar de sua imensa sensualidade. O mesmo se aplica a Rosamaria Murtinho: possuidora de ótima voz e forte presença cênica, a atriz comemora em grande estilo seus 60 anos de carreira, construindo uma Dona Flávia irresistível em seus histéricos furores. Alexia Deschamps (Maura) e Jacqueline Farias (Carmelita) estão muito bem vivendo as irmãs mais novas da desvairada matriarca, com Anna Machado exibindo ótima performance vocal e corporal na pele de Maria das Dores. Quanto a Dida Camero, a atriz, como de hábito, e felizmente, sempre que surge em cena o faz com o assombroso vigor das grandes tempestades.

Na equipe técnica, José Dias responde por belíssima cenografia, cabendo destacar as árvores e galhos que envolvem o espaço, como a sugerir uma densa e tenebrosa floresta que sufoca os impulsos mais viscerais inerentes à vida. Também considero irrepreensíveis os figurinos de Lulu Areal, de uma beleza ora exuberante, ora impregnada de morte. Finalmente, cumpre destacar a impecável direção musical de JP Mendonça , que reforça de forma contundente todas as emoções em causa e a performance dos ótimos músicos.

DOROTÉIA – Texto de Nelson Rodrigues. Direção de Jorge Farjalla. Com Letícia Spiller, Rosamaria Murtinho, Alexia Deschamps, Dida Camero, Anna Machado e Jacqueline Farias. Teatro Tom Jobim. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 20h. ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES !

*LIONEL FISCHER é professor de Teatro e crítico com larga experiência no ofício.

Letícia Spiller e Rosamaria Murtinho fazem uma contracena de gigantes, dignificando polêmica dramaturgia de Nelson Rodrigues ! #AplausoBlogAuroradeCinema

A Páscoa na oração de Artur da Távola

Cartão Cristo ARTUR

Para desejar a você, amigo e fiel leitor deste #BlogAuroradeCinema, uma FELIZ PÁSCOA, recorremos à crônica do saudoso Mestre Artur da Távola, intitulada 

 

PERPLEXA ORAÇÃO ATUAL DE SEXTA-FEIRA SANTA

 

“Contemplo-Vos na cruz, Senhor, e só por avaliar, cada vez melhor, Vosso sofrimento, asseguro-me da certeza de que compreendereis o meu, na busca de uma honrada posição para os dilemas contemporâneos.

Quero um tempo de igualdade de oportunidades de liberdade mas observo que as ideias de liberdade muitas vezes são usadas para impedir essa igualdade democrática de oportunidades e que, certos defensores apenas dessa igualdade de oportunidades, não vacilam em usar o Vosso nome para sacrificar a liberdade. […]

Se prego a caridade, endosso os que, em nome de fazê-la, ou fazendo-a, mantém o status quo. E se por causa deles nego a caridade, sinto que deixo de fazer o que está ao meu alcance para minorar sofrimentos.

Optar por qual tipo de dor: a da vitória ou a da derrota ?

Se aceito a igualdade em tudo, serei injusto com os mais capazes. Se baseio a vida e a sociedade apenas nos mais capazes, crio um mundo injusto e desumano.

Se apoio o capital, acabo por apoiar o monopólio. Se apoio o estado, acabo por apoiar formas igualmente totalitárias do exercício do poder.

Se Vos contemplo, Senhor, apenas como o filho de Deus cujo sacrifício serviu para redimir o homem, deixo de ver a dimensão política da Vossa luta contra o “império”, ao qual a Vossa pregação de paz, amor, perdão e tolerância, ameaçava, subversiva. Deixo de ver a Vossa preferência pelos pobres, marginais e deserdados.

Se Vos contemplo, Senhor, na cruz, apenas como um líder político, abandono a dimensão transcendente, a que ascende através. É através do Vosso sacrifício, da eternidade da Vossa pregação, que o homem pôde estabelecer uma ponte de crença e convicção na Verdade e no Absoluto. Se Vos considero apenas na ótica humana, terrena, política, deixo de ver através da Vossa transparência, que nos permite ver o que está no fundo da Vossa mensagem.

Se vos tenho apenas como Filho de Deus, temo não ser capaz de seguir-Vos, perco a dimensão transcendente, a única que acalma e dá a medida da possibilidade humana.

Se Vos tenho apenas como homem e posso, então, ousar seguir-Vos, perco a dimensão transcendente, a única que acalma e pacifica o homem diante de seu nada.

Dai-me, Senhor, a exata medida das coisas. Para que eu esteja sempre do lado dos fracos e oprimidos, lutando pela igualdade humana e pela liberdade do homem. Mas que essa luta não seja um mero disfarce e expediente de dominação e esmagamento em nome da liberdade da igualdade. E que eu saiba distinguir quando liberdade e igualdade estiverem ameaçadas ainda que até pela minha própria vontade de implementá-las.

Fazei com que eu consiga o milagre de compatibilizar justiça com eficácia. Liberdade com ordem. Igualdade humana com democracia. Energia com perdão. Decisão com reflexão. E que nunca precise colocar todo o mal fora de mim nos outros, e todo o bem em mim para me sentir melhor e mais seguro, como fazem tantos entre os que Vos seguem.”

*Crônica publicada em 1980 e incluída no livro Cada um no meu Lugar, lançado em 1980 pela editora PLG/Salamandra.

Artur da Távola foi um brilhante cronista carioca, jornalista dos mais respeitados do país, o mais profícuo analista de televisão do país, radialista, filósofo e emérito Senador da República. Um ser humano iluminado e por demais querido por onde passava. Ao passar para a outra dimensão, em maio de 2008, Artur da Távola era ntão diretor da Rádio Roquette-Pinto e apresentava o programa Quem tem medo de Música Clássica na TV Cultura. Ao Mestre, nossa eterna gratidão e aplauso !

* Aurora Miranda Leão, jornalista assumidamente fã de Artur da Távola, a quem reputa sua maior influência na carreira.

Páscoa cartão 15

Marina Ruy Barbosa vai contracenar com Adriana Esteves

Ela

A ruiva mais festejada da telinha, a bela Marina Ruy Barbosa, que brilha com ótima atuação na novela Totalmente Demais, não vai ter férias com o final da trama. A atriz já aceitou convite para viver um dos principais papéis de “Justiça”, minissérie global que deve estrear até o final do ano na TV Globo. A autoria é de Manuela Dias (a mesma de Ligações Perigosas) e a direção de José Luiz Villamarim (Amores Roubados).

Adriana Esteves e Vladimir Brichta vão estrelar o projeto, cujas gravações terão Recife como cenário. Também estão confirmados no elenco Débora Bloch, Jesuíta Barbosa, Cássio Gabus Mendes e Drica Moraes. Justiça tem estreia prevista para o final do segundo semestre.

A minissérie terá 20 capítulos e a exibição começa depois da transmissão dos Jogos Olímpicos. Antes, o horário caberá a Liberdade, Liberdade, novela de época que já está sendo anunciada e conta a trajetória de Joaquina (Mel Maia/Andreia Horta), filha de Tiradentes (Thiago Lacerda).

Ruiva

JUSTIÇA será o quarto trabalho consecutivo de Marina Ruy Barbosa na Globo em apenas dois anos. Além da atual novela das 19h, a “Ruivinha Totalmente” protagonizou a bela minissérie Amorteamo, e foi destaque na telenovela Império, de Aguinaldo Silva.

Carlos Imperial estreia na telona dia 17

Carlos Imperial e suas históricas polêmicas registradas pelo cinema…

A trajetória do rei da pilantragem, contada no filme Eu Sou Carlos Imperial por meio de seu peculiar filtro brincalhão, mulherengo e polêmico, chega aos cinemas esta semana. Verdades e mentiras, ficção e realidade, depoimentos documentais e outros encenados ficam embaralhados. No documentário sobre Imperial, assim como em sua vida, a “pilantragem é a apoteose da irresponsabilidade consciente”.

Carlos Imperial revelou grandes artistas, como Roberto e Erasmo Carlos, Tim Maia e Wilson Simonal. Compôs canções de sucesso, como “A praça”, “Vem quente que eu estou fervendo”, “Mamãe passou açúcar em mim” e “Nem vem que não tem”. Foi apresentador de TV, atuou em cinema e fez sucesso até na política.

Mulherengo ao extremo, malandro e inteligente, Imperial muitas vezes lançava factoides para promover seus trabalhos e conquistar espaço na mídia. Empenhou-se em criar uma figura pública de cafajeste. Por muitos anos, ficou conhecido, por exemplo como “homem vaia” nos programas de auditório. 

 Lendária figura de Carlos Imperial ganha o aval do cinema para atingir posteridade…

Roberto e Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Paulo Silvino, Tony Tornado e Dudu França são alguns dos artistas que aparecem no filme falando sobre o polêmico encrenqueiro. O documentário traz ainda alguns dos maiores sucessos de Imperial, cenas de seus filmes, imagens de seu arquivo pessoal e entrevista inédita concedida a Paulo César de Araújo.

 Baseado na biografia Dez, nota dez – Eu Sou Carlos Imperial, de Denilson Monteiro, o filme tem direção de Renato Terra e Ricardo Calil, mesma dupla de “Uma Noite em 67” (2010), filme visto por 80 mil pessoas no cinema e considerado o documentário brasileiro de maior público no ano de seu lançamento. Terra dirigiu também “Fla x Flu – 40 Minutos Antes do Nada” (2013), premiado como melhor documentário do Festival do Rio pelo júri popular.

A produção de Eu Sou Carlos Imperial é da Afinal Filmes. Especializada em pós-produção de documentários, a empresa é responsável pelos filmes “As Canções” (2011), de Eduardo Coutinho, e “A Música Segundo Tom Jobim” (2011), de Nelson Pereira dos Santos, além de outros títulos, como “A Floresta Que se Move” (2015), de Vinícius Coimbra, e “Frente Fria” (2015), de Neville D`almeida”, e ainda as séries de TV “Cilada”, “As Canalhas” e “Conexões Urbanas”, entre outros trabalhos. Em Eu Sou Carlos Imperial, a Afinal Filmes estreia na produção para cinema. O Canal Brasil é coprodutor do filme, que tem patrocínio da RioFilme. A distribuição é da Bretz Filmes.

Para financiar o lançamento, os diretores e a produtora Afinal Filmes bolaram um crowdfunding no espírito Imperialesco: numa brincadeira com a venda antecipada de ingressos do filme Os Dez Mandamentos, foram criados “Os Dez Mandamentos de Carlos Imperial”, todos pecaminosos, entre eles: “Amai as lebres sobre todas as coisas” e “Honrarás o papai-mamãe”. A lista completa e o financiamento coletivo podem ser acessados em  https://www.catarse.me/eusoucarlosimperial.

 Imperial

CARLOS IMPERIAL

Nascido em Cachoeiro do Itapemirim (ES), mas considerado uma das principais encarnações do cafajeste carioca, Carlos Imperial (1935-1992) lançou alguns dos maiores artistas da música brasileira, compôs várias canções de sucesso, foi pioneiro do rock no país, apresentador de TV, colunista de jornal, ator e diretor de cinema, produtor teatral, dirigente de futebol, vereador e candidato a prefeito no Rio, e incentivador do carnaval carioca (celebrizando o bordão “Dez ! Nota Dez!” na leitura das notas para as escolas), entre inúmeras atividades. Ficou famoso como grande polemista, um sujeito encrenqueiro, cafajeste e politicamente incorreto, que se orgulhava de ser chamado de “O Gordo”, “o rei da pilantragem”, “homem-vaia” e “o grande vilão da TV”. Imperial era também um mentiroso profissional, com um talento especial para inventar histórias que ajudavam a promover seus discos, filmes, peças e outros trabalhos.

FICHA TÉCNICA 

Eu Sou Carlos Imperial (DCP, Brasil, 90 min.)

Direção: Renato Terra e Ricardo Calil

Roteiro: Renato Terra, Ricardo Calil e Denilson Monteiro

Produção: Alexandre Rocha e Marcelo Pedrazzi

Produção Executiva: Carolina Benevides e Julio Carvana

Direção de Arte: Emily Pirmez

Som Direto: Valéria Ferro

Edição De Som e Mixagem: Gabriel Pinheiro

Direção de Fotografia: Jacques Cheuiche

Montagem: Jordana Berg, Edt.

Distribuição: Bretz Filmes

Inscrições de Finos Filmes prosseguem

Realizadores nacionais e internacionais podem inscrever suas produções audiovisuais no III Festival de Finos Filmes até o próximo dia 01 de Abril.

Para a inscrição, os filmes devem ter no máximo até 20 minutos. Não há categorização por nacionalidade ou gênero: a pré-condição é que o realizador não tenha nenhum longa-metragem no currículo.  Em 2015, foram inscritas cerca de 600 produções, de diferentes países; sendo selecionadas 15, que concorreram em cinco categorias. Este ano, a abertura do Festival será dia 3 de maio, e o encerramento, com a cerimônia de premiação, em 11 de maio. O Finos Filmes conta com apoio do MIS – Museu de Imagem e Som/São Paulo -, e da FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado.

“O Finos Filmes chega à sua terceira edição, reafirmando nosso compromisso de tornar-se a vitrine da nova geração de cineastas”, afirma Felipe Arrojo Poroger,  curador do festival.

Para esta terceira edição, estão programadas mostras paralelas e debates. Para a mostra competitiva, serão escolhidos 15 curtas, a serem exibidos gratuitamente em horários alternados nos auditórios do MIS, FAAP, Cinusp, todos em São Paulo,  os quais concorrerão a Melhor Filme, Melhor Filme Nacional, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e ao Prêmio de Reconhecimento Artístico. Em 2015, foram escolhidos, respectivamente, Aïssa (Clément Tréhin-Lalanne, França); Carranca (Wallace Nogueira e Marcelo Mattos de Oliveira, Brasil); 2 Girls 1 Cake (Jens Dahl, Dinamarca); O Caminhão do Meu Pai (Maurício Osaki, Vietnã – Brasil); E (Alexandre Wahrhaftig, Helena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos, Brasil).

O III Festival de Finos Filmes será realizado de 4 a 11 de maio, na capital paulista.

 Para informações sobre regulamento e mais detalhes sobre inscrições, acesse https://www.facebook.com/finosfilmes, ou www.finosfilmes.com.br.