Arquivo do mês: abril 2016

Programa do Jô deixará lacuna inestimável na telinha

Como todos já sabem, estamos assistindo neste ano à ultima temporada do programa do apresentador Jô Soares na TV Globo.

Há quase três décadas comandando entrevistas na televisão, Jô Soares estava indisfarçadamente emocionado na gravação do primeiro de seus programas desta nova e derradeira temporada de 2016.

Com a voz rouca e quase embargada, o apresentador (que é multitalento: Jô também é ator, diretor, escritor, roteirista, e dramaturgo) admitiu sentir nervosismo apesar dos 28 anos na mesma tarefa:

“Isso não me acontecia há muito tempo. Estou obviamente emocionado e com a boca seca de nervoso”, disse Jô antes de começar as entrevistas. “Estou nervoso e isso não me acontece há tanto tempo… Olhe só, o quarteto me acompanha desde que o Bira era criança! Quero agradecer à equipe técnica, que faz este programa com tanto amor. Este é um reencontro que me traz muita alegria e eu estou obviamente emocionado”.

Aos 78 anos, Jô Soares deixará de apresentar seu talk show, o mais tradicional da TV brasileira, a partir de 2017. O apresentador estreou no formato em 1988, no SBT, e este é o 16o ano de seu programa diário nas madrugadas da TV Globo: “Este é o último ano do programa no ar. Ao longo de 28 anos, ‘Jô Soares Onze e Meia’ e o ‘Programa do Jô’ totalizaram 14.138 entrevistas, sem contar as que nós ainda vamos fazer este ano. Haja bunda no sofá!”, brincou Jô na abertura do programa.

Dani e Jô

A cantora Daniela Mercury é figura das mais festejadas no sofá do #ProgramadoJò…

Jô Soares também fez um balanço dos entrevistados famosos e anônimos que estiveram no disputado sofá de seu programa: “Já sentaram nesse sofá seis prêmios Nobel. Mas o mais importante foi a descoberta de alguns artistas e conversar com alguns dos grandes anônimos do povo brasileiro, aqueles personagens simples com quem você ri, se identifica e se emociona. E quando me perguntam qual foi o meu melhor entrevistado eu digo que é o próximo. Sempre foi e sempre será”.

Conhecido por sempre dar a sua opinião sobre a política brasileira, Jô Soares ironizou as ofensas constantes que recebe nas redes sociais. O apresentador afirmou que, dadas suas preferências políticas, ele pode ser chamado de “coxista”:

“Sempre tive liberdade para demonstrar todas as minhas tendências políticas, nunca deixei de entrevistar um presidente deste ou daquele partido. Quando entrevistei a Dilma, me chamaram de petista. Quando entrevistei o FHC, virei PSDB. Então eu sou ‘coxista'”, ironizou o apresentador, arrancando aplausos da plateia. “O Lula veio ao programa 13 vezes, o Fernando Henrique dez. Acho que essa é a maior prova de imparcialidade”.

A festejada atriz Glória Pires no famoso sofá do Programa do Jô…

A saída do Programa do Jô da grade de programação da TV Globo já vem sendo muito sentida por seu público fiel e convidados já entrevistados por ele, ou com entrevistas já agendadas: todos lamentam o término do programa mais visto nas madrugadas televisivas.

O Rei Roberto Carlos já ganhou uma edição inteira do Programa do Jô…

O exemplo mais notório é o do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, que dedicou uma bela crônica a Jô Soares (publicada originalmente no jornal Zero Hora), também lamentando que o programa esteja com data certa para acabar.

Confira abaixo a crônica de Carpinejar:

“O término do Programa do Jô abre uma lacuna irremediável na televisão brasileira. Jô é um humorista entrevistando, e o melhor que já tivemos e poderíamos ter, diante da galeria suntuosa de personagens e quadros que inventou no Viva o Gordo (uma das discussões intermináveis sempre foi rivalizá-lo com Chico Anysio, assim como a nossa mania maniqueísta de colocar Chico Buarque contra Caetano).

Só que ele era um intelectual disfarçado de humorista, quebrando as expectativas de seus convidados. O terno colorido, as gravatas borboletas ou de seda, os sapatos italianos indicavam que não estava para brincadeira, que não teria compaixão. Cosmopolita, crítico, enciclopédico, quando subia no talk show representava um aforista, um sátiro, um Oscar Wilde das máximas noturnas. Estava lá para demolir com a inteligência qualquer generalização. Seu riso vinha do sarcasmo, da racionalização constante, da leitura atenta dos pontos fracos e das incoerências de suas atrações. Não havia como ficar previamente feliz ao ser convidado para participar do Programa do Jô: corria grandes chances de ser massacrado para grande audiência. O sexteto que o acompanhava agia como uma banda marcial, pontuando tramas e cortando assuntos. O beijo do Jô tinha a sabedoria do fel, seco, com as duas mãos para o tapa cultural.

Quem esperava encontrar o humorista, esbarrava com o humanista endiabrado e curioso, disposto a fazer amizade pela oposição. Ao procurar a identificação do humanista, encontrava-se com o piadista inspirado, disposto a perder o amigo mas não a piada.  Jô mudava conforme o espírito da conversa, com uma rapidez impressionante de tom. Seu raciocínio sempre desfrutou de câmbio automático, enquanto a maioria ainda engatinhava com a troca de marcha do pensamento. Não perdoava gafes e confissões.

Participei quatro vezes de seu quadro. Jamais relaxei. Na primeira, ele estava encarnado a debochar da minha aparência extravagante, de unhas pintadas na época, óculos mosca e cabelos desenhados.

À primeira impressão, emparedava-me como uma figura folclórica, não um escritor. Mas ele viu que eu pensava ligeiro e passou a se desarmar e firmar cumplicidade com as minhas ideias fora do senso comum. Ganhei o crédito da resiliência. Em outra participação, ele buscou me constranger quando errei a pronúncia de uma palavra, e recorri à saída de incêndio da teatralização do bullying da infância, invocando que ele repetia a vilania dos meus agressores mirins. E rimos juntos. O meu momento mais tenso acabou sendo quando ele me provocou a partir da minha namorada na plateia, e lhe chamei de gay.

— Gay heterossexual? — ele perguntou.

— Não, gay mesmo, Jô! — repliquei.

E rimos juntos. Pois destruir a aparência é a alma dos fortes. Jô ria de si, o que dificultava todo ataque e anulava a brabeza dos interlocutores.

Não existirá majestade igual na telinha. A caneca estará agora vazia de conhecimento.”

Rodrigo Santoro fala sobre sua participação na novela Velho Chico

A boa notícia é que o Programa do Jô deverá ganhar nova emissora, e não sair do ar definitivamente: os rumores dão conta de que a atração comandada por JÔ SOARES passará a ser produzida e exibida pelo canal GNT, o mesmo que já veicula programas como os ótimos Saia Justa (comandado por Astrid Fontenelle) e o Programa de Segunda (com Marcelo Tass).

Jô e P 2

Jô Soares diz que faz bem a ele receber a atriz Paolla Oliveira em seu programa…

Como assistimos ao Programa do Jô com frequência, só nos resta torcer para que o programa prossiga sua vida inteligente na telinha pelo GNT, além de deixar nosso caloroso #aplausoblogauroradecinema ao querido entrevistador e multifacetado artista Jô Soares !

Jô e F

A Diva Fernanda Montenegro, presença iluminada, é sempre ganho na audiência…

Soem trombetas: Roberto Carlos 75… Viva o REI !

Roberto Carlos faz 75 e celebra cantando cada vez melhor !

O cantor e compositor ROBERTO CARLOS, capixaba que tornou a cidade de Cachoeiro do Itapemirim conhecida internacionalmente, faz aniversário. São 75 velinhas e muitas décadas cantando e encantando corações apaixonados, no Brasil e no mundo. ROBERTO CARLOS é, indubitavelmente, o mais aclamado cantor brasileiro no exterior.

Sendo ou não fã do REI, todo mundo tem, pelo menos, uma música de Roberto Carlos da qual se lembra com ternura e emoção. Apenas alguns insistem em ter ‘vergonha’ de assumir tal predisposição.

Já nós, que fazemos este #BlogAuroradeCinema, podemos apontar, no mínimo, umas 30 canções de ROBERTO CARLOS que fazem parte de nosso acervo de canções notáveis do Cancioneiro Brasileiro.


A cada vez que vejo Roberto Carlos cantar, e uma enorme platéia, apaixonada, acompanhá-lo, mais impressiono-me com a poderosa força de sua expressividade artística.

São legiões de pessoas que há anos acompanham sua trajetória – no meio dessas, muitas crianças e pessoas que não acompanharam sua fase mais criativa – anos 70/80. Mesmo assim, a audiência é tomada de emoção por suas músicas e sua voz agradável. Afinal, ROBERTO CARLOS canta melhor a cada dia.

Nascido no Espírito Santo, o capixaba é ídolo POP no país e também no exterior, conforme atestam shows constantes em diversos países e as turnês, sempre lotadas, no Cruzeiro Costa Marine. Foi em abril de 2010, por exemplo, que Roberto Carlos ganhou bela Homenagem na sede da gravadora SONY MUSIC, em New York, por conta de seus 50 de carreira e por ter alcançado a  incrível marca de 100 MILHÕES DE DISCOS VENDIDOS no mundo.

Gosto de destacar o naipe de grandes músicos que acompanha o REI. Há muitas décadas, eles seguem juntos na estrada com ROBERTO. ISSO DE SE OLHAR PARA O PALCO E VER SENHORES DE MEIA-IDADE (A COMEÇAR PELO MAESTRO) E ATÉ O TRIO QUE ATUA COMO BACKING VOCAL, SEM A “OBRIGATORIEDADE” DE VENDER SEMPRE O JOVEM COMO O QUE TEM VALOR, É UM TRAÇO DE SINGULAR SIGNIFICADO NA TRAJETÓRIA DO REI. NELE ESTÃO EMBUTIDOS O VALOR QUE O ARTISTA CONSAGRA ÀS AMIZADES, A CONFIANÇA NOS COMPANHEIROS DE VIDA ARTÍSTICA, O RESPEITO QUE DEDICA À EXPERIÊNCIA, O LASTRO DE CARINHO E APREÇO QUE OS UNE HÁ DÉCADAS. ISSO É, NO MÍNIMO, UM GRANDE EXEMPLO PARA OS QUE ESTÃO INGRESSANDO NA LABORIOSA SINA MUSICAL.

No mais, nosso comovido e mais sincero aplauso a Roberto Carlos, Artista Brasileiro de notável carisma, cuja trajetória intensa, profunda, serena e coerente sempre agrega passos de inestimável valor aos princípios norteadores de qualquer cidadania mais justa, fraterna e amorosa.

Sobretudo neste momento, no qual a informação corre célere e novos rostos surgem a todo momento, com enorme diversificação na área musical, é de suma relevância apostar na difusão de um Artista como RC, renovando as esperanças no ato da comunicação como uma saudável comunhão com o próximo.

Para finalizar com chave de ouro, deixo com você, querido e fiel leitor, a abalisada análise do saudoso cronista Artur da Távola, intitulada ROBERTO CARLOS, O REI SIMBÓLICO:

“A idolatria de um artista popular transborda os conceitos puramente artísticos, penetrando-se de elementos empático-mitológicos de impossível aprisionamento por palavras, conceitos ou análises de exclusivo corte lógico-ideológico-racional. No caso de Roberto Carlos, o lugar-comum expressa-se antes de mais nada por sua mediania. Não é bonito ou feio. A voz é normal, apenas afinada. Nada (salvo talento e sensibilidade) possui em forma de exceção. A sua mediania o identifica com as multidões porque consegue sujeitar o turbilhão de sua sensibilidade, a força do seu talento e as dores de suas amarguras, dentro de um invejável equilíbrio.

De todas as forças que se entrecruzam dentro de sua figura pessoal e a de comunicação resulta a percebida tristeza, representação do que todos sentem e nem sempre sabem e podem expressar.

Fortalece a mitologia do lugar-comum na arte de Roberto Carlos o fato de que o público percebe não haver ódio ou azedume em sua dor por conter-se. Nela, sim, há frustração, impossibilidade, tristeza. Não há raiva, imprecação, ressentimento. O que foi contido, não se recalcou: distribuiu-se pelas várias partes do seu ser, fecundando-as. O público fareja, longe, os representantes da sua frustração. Em maior ou menos escala, há, na vida, uma carga obrigatória de frustração. Ninguém vive sem se frustrar. Quando aparece um artista que, além de representar a frustração transforma-a em arte, em beleza, encanto, em canto, poesia, mensagem ,este receberá a adesão emocional de todos. Principalmente, se na maneira de o fazer mantenha vivos os elos de sua relação com o público, ou seja, a sua mediania […]Em suma: alguém que não ressalta o que o difere. Assim é, pois, um ídolo: a exata expressão de todos os demais em estado de equilíbrio, um igual !

[…] Parece ser a relação misteriosa e secreta com a Transcendência que o fez e faz ser, dela, um representante, carismático leigo a obter a idolatria, título máximo da profundidade do lugar-comum. Está mais para apóstolo que para mártir”.

RC tchau

Roberto Carlos: Parabéns, Camarada ! Receba nosso carinho e o caloroso #aplausobloauroradecinema

 

Stênio Garcia e Marilene: Quando o Amor acontece…

Mari e Stênio

Stênio Garcia e Marilene Saade (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)

Eles estão juntos há 18 anos, e a diferença de idade (mais de três décadas) não é problema para o casal Marilene Saade e Stênio Garcia.

Quem os acompanha nas redes sociais, sabe da relação intensa de parceria entre os dois.Eles costumam postar fotos juntos, mandam recadinhos um ao outro e por vezes fazem declarações apaixonadas.

Entretanto, fotos da intimidade do casal vazaram na internet em setembro do ano passado. O caso ganhou repercussão nacional. A atriz conta que aquelas fotos foram feitas porque eles queriam saber se realmente estavam mais magros, e funcionaram como uma espécie de ‘espelho’.Para ela, esse é o melhor crítico. Porém, o vazamento das fotos acabou indo parar na polícia, gerou matérias em vários sites e revistas, e ganhou até matéria especial no consagrado programa dominical Fantástico.

Em entrevista ao site EGO, Marilene Saade conta que toda a celeuma é fruto da mentalidade dos brasileiros: “Nosso país é muito atrasado. Odeio essa mente pequena de terceiro mundo. Um casal de idosos tem que se amar. Se tem vontade de se beijar, de se acariciar, de fazer sexo… pelo amor de Deus ! Estamos vivos!”.

Stenio

Marilene garante que o marido, de 83, é um exemplo de vigor físico e sexual: nunca fez uso de nenhum estimulante sexual e o sexo entre eles é intenso e extremamente prazeroso.

A atriz revela ainda que foi com o marido que conseguiu chegar ao prazer máximo. Stênio lhe mostrou, através do sexo tântrico – prática hinduísta – que o prazer transcende a simples penetração: “Meu pai é libanês e minha mãe portuguesa. Fui criada em escola de freira, com muito bloqueio. Quem me desbloqueou foi o Stênio. Através do toque, do cheiro, do despertar dos cinco sentidos, ele conseguiu me fazer chegar ao prazer máximo. O sexo tântrico faz a mulher se sentir uma deusa”.

Massagens com óleos aromáticos e mel, banho de banheira com pétalas de rosas, fazem parte de seu ritual, além da sintonia com a natureza. Quando casou com Marilene Saade, Stênio Garcia morava num sítio em Xérem, subúrbio carioca, cercado de mato por todos os lados. Na época, a atriz vivia na urbana Ipanema, zona sul do Rio. Stênio mostrou para a mulher que o sexo fazia parte da natureza: “Subimos um morro de onde ela viu animais tendo relações: um cavalo com uma égua, o que é muito excitante, um boi com uma vaca, passarinhos… Eu a fiz prestar atenção no barulhinho da água e a ensinei a se concentrar em si e de se ver diante das coisas”, conta o ator.

Marilene explica que o sexo tântrico não tem como prioridade a penetração mas o despertar dos sentidos: “No sítio em Xerém passamos seis horas fazendo sexo. Mas não era o ato em si. A gente parava, comia chocolate, Stênio passava mel no meu corpo, ele me dava lichia (uma fruta que ele acha ter o aspecto do órgão feminino) e voltávamos ao ato”.

Stenio 2Marilene Saade e Stênio Garcia
(Foto: Marcos Serra Lima/EGO)

Um dos grandes benefícios do sexo tântrico, que desenvolve no homem o poder de ter prazer sem ejacular, é manter a saúde sexual em dia, eles acreditam. “Ele nunca tomou estimulante sexual”, diz Marilene, que tem seus truques para manter o tesão nesses 18 anos de casado. Beijos, carícias, toques e charminhos ajudam a excitar Stênio: “Peço para ele fazer uma massagem na minha nunca, mesmo sem estar com dor e gosto de surpreendê-lo. Uma vez liguei para o seu rádio e pedi para ele vir para casa para transarmos. Ele estava no banco e eu esqueci que o rádio estava no viva-voz e o banco todo ouviu!”

 

Ocupa Carambola é pedida de sábado na capital carioca

Canto da Carambola vai sediar exposição de afetos e múltiplos artistas, sem fronteiras…


Com Curadoria do jornalista e artista plástico Marcio Zardo, acontece neste sábado, 9 de abril, no histórico bairro de Santa Teresa,  o OCUPA CARAMBOLA !

Ocupa Carambola é uma ocupação artística que será realizada no Canto da Carambola – cama e café, em Santa. Teresa, no Rio de Janeiro. Todos os cômodos da casa serão ocupados por 56 artistas que transitam por linguagens como performances, pinturas, fotos, vídeos, transformando-os, por alguns dias, num espaço de convivência entre artistas, obras e público.

Nomes como Rosana Ricalde, Felipe Barbosa, Lúcia Avancini, Jozias Benedicto, Caroline Valansi, Xico Chaves, Clarisse Tarran, Raimundo Rodriguez, Sérgio Sal, Fábio Carvalho, Nena Balthar, e outros, instalarão ali obras de arte e engenhosidades, provocando o público com questões do mundo e da vida, procurando desmanchar fronteiras ou territórios institucionalizados, a enfatizar temas como compartilhamento, afeto, troca e descobertas.

Condom
Condomínio, obra de Felipe Barbosa, no #OcupaCarambola

Ocup Mon

Artista Fábio Carvalho OCUPAÇÃO MONARCA – intervenção urbana: aplicação de lambe lambe (impressão com tinta acrílica s/ papel) sobre peças do mobiliário urbano, muros e fachadas em estado de degradação, na forma de azulejo de papel, com referências aos azulejos de figuras avulsas, holandeses e portugueses

Marcio Zardo – curador
Artista visual, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Graduado em jornalismo, atuou por mais de 20 anos em comunicação corporativa e lecionou na Faculdade de Comunicação da Universidade Gama Filho durante 11 anos. Em 1999 passou a dedicar-se integralmente às artes visuais. Frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ). Desde então, realizou 7 exposições individuais e participou de mais de 50 coletivas no Brasil, EUA e Portugal. Atua, ainda, como curador independente.
www.marciozardo.com

Raimundo Rodriguez e Marcio Zardo juntos mais uma vez: #OcupaCarambola !

OCUPA CARAMBOLA

* Marcio Zardo

Conhecer o espaço…
Respirar o espaço…
Sentir o espaço…
Estes foram meus primeiros desafios, aqui, no “Canto da Carambola – Cama e Café / Espaço Cultural”, a partir do generoso convite que me fizeram Miro Mendonça e Sérgio Sal, proprietários e gestores do espaço, para realizar uma ampla ocupação, transformando-o, por alguns dias, num espaço de convivência entre artistas, obras e público, buscando um certo nomadismo do olhar…

Assim, fizemos a proposição aos artistas que transitam por linguagens como performances, vídeos, fotografias, pinturas e objetos: instalar ali obras de arte e engenhosidades que friccionem o público com questões do mundo e da vida. Artistas com grande trajetória se encontram com artistas em começo de produção, numa atmosfera de afeto e compartilhamento, desmanchando zoneamentos / territórios institucionalizados, dando ênfase a temas como troca, desejos, relacionamento, estar junto, descobertas, lugar, fronteiras…

A apropriação dos cômodos da casa gerou movimentos, conexões, circuitos, superposições e limiares, sugerindo ao visitante que não permaneça no mesmo lugar, deixando que seu olhar flutue por muitos lugares, próximos e remotos, presentes e passados, reais e imaginários.
Deleuze nos lembra que “essas ações nos levam a sair de modos de saber cristalizados, impondo-nos a necessidade de trabalhar com limites conceituais mais flexíveis, menos rígidos”.

* Marcio Zardo, jornalista e curador da #OCUPACARAMBOLA

SERVIÇO

Exposição Ocupa Carambola
Inauguração: 09 de abril de 2016, sábado – 16 às 22h
Visitas: 16/04; 30/04 e 07/05/2016 – sábados – 16 às 20h

Curadoria: Marcio Zardo

Produção executiva: Miro Mendonça

Local:
Canto da Carambola, cama & café
Rua do Oriente, 123 – Sta. Teresa
Rio de Janeiro

Entrada gratuita
cantodacarambola@gmail.com
55-21-2210-0289
55-21-99462-4292

Relicário RR

E toda a grandeza da obra do artista Raimundo Rodriguez: Relicário Contemporâneo para o #OcupaCarambola !

David Cardoso vai exibir #SemDefesa em Los Angeles

Depois de exibir seu mais recente trabalho no cinema – o filme Sem Defesa – em algumas cidades do país e nos Estados Unidos – New York e New Jersey, em novembro passado -, o ator/diretor/produtor David Cardoso está arrumando as malas rumo à nova temporada americana, levando seu longa-metragem na bagagem.

Desta vez, as exibições vão acontecer em Los Angeles, no próximo dia 18. Sem Defesa será exibido novamente nos Estados Unidos, com legendas. Estão agendadas duas exibições em uma sala da UCLA.

Sem Defesa

David Cardoso e Luciene Baierle filmando na fazendo Suçuarana em Maracaju (MS), gentilmente cedida por Leila e Maurílio Azambuja (foto Aurora de Cinema) – novembro 2014

SEM DEFESA

O filme #SemDefesa foi rodado nas cidades de Maracaju, Campo Grande,Sidrolândia, Rio  Brasília, e tem a participação de figurantes e atores de Maracaju e da região da Grande Dourados. A história é ficcional e intercalada com entrevistas de personalidades sobre a alta da criminalidade no país.

David Cardoso interpreta um advogado rico e paraplégico por conta de um assalto em sua própria residência, no interior do Brasil, durante o qual sua esposa é assassinada com um tiro. Antes do crime, uma jovem envolvida na bandidagem, combina com uma quadrilha o assalto ao ex-patrão. Como conhece bem a rotina do senhor Luiz Torraca, ela informa que ele costuma guardar grandes somas de dinheiro em casa. Daí, eles planejam sequestrar o filho adolescente do advogado. O crime deixa o advogado paraplégico e mergulhado numa profunda depressão. Mesmo casando-se novamente, seu estado emocional se deteriora com o passar dos anos e suas limitações físicas o ‘obrigam’ à contratação de um enfermeiro.

David no set

David Cardoso dirigindo as filmagens em Maracaju (MS) – foto Aurora de Cinema

Repleto de cenas dramáticas e emocionantes, #SemDefesa é salpicado com flashes de depoimentos de autoridades brasileiras, que comentam a escalada da criminalidade no país. David afirma: “Quero deixar como marca de minha carreira cinematográfica um filme que possa servir de modelo para discutir a violência, a maioridade penal e a necessidade urgente de melhorar a segurança no país”.

Em novembro passado, o público brasileiro residente no bairro do Ironbound, em Newark (EUA) teve a oportunidade de assistir à pré-estreia de #SemDefesa. A obra foi exibida na sede do Mantena Global Care, na 294 Ferry St. Após a exibição, foi realizado um painel de debate com a participação de David Cardoso, que ficou emocionado com a imensa receptividade da plateia.

David e Oswaldo

David Cardoso e o filho caçula Oswaldo durante filmagens no centro de Maracaju (foto Aurora de Cinema).

CARREIRA DE DAVID CARDOSO

A nova produção de cinema de David Cardoso aborda temas como maioridade penal, pena de morte, uso de drogas, maus tratos a crianças, mulheres e idosos, lentidão do poder judiciário, uso de células-tronco, corrupção, além de violência social. David Cardoso assina a produção, o roteiro e a direção do filme, além de ser o ator principal, num papel difícil e com atuação convincente, aplaudida onde quer que o filme seja exibido.

David Cardoso, um dos mais importantes galãs do Cinema Brasileiro, contracena com Vera Fischer em Sinal Vermelho – As Fêmeas, direção de Fauzi Mansur, 1972.

Conhecido como o Rei da Pornochanchada, David Cardoso encantou-se com o Sétima Arte ainda criança. De Maracaju, sua terra natal, em Mato Grosso do Sul, mudou-se para a capital paulista e lá deu os primeiros passos na carreira, começando pela área técnica, trabalhando como continuísta e diretor de produção na Pam Filmes, empresa criada pelo leendário Amácio Mazzaropi, um dos mais importantes atores cômicos do Brasil, de quem David tornou-se muito amigo. E é exatamente num desses filmes, mais precisamente em O Lamparina, de 1963, que David Cardoso estreia como ator numa ponta. Sua estreia oficial aconteceu em 1966 no filme Corpo Ardente, do saudoso e notável cineasta Walter Hugo Khouri.

Essa história de vida de David Cardoso é contada, de forma muito bonita (emocionada e emocionante) no curta-metragem Maria Fumaça, Chuva e Cinema, dirigido e produzido por ele, e rodado em Maracaju (MS), sua terra natal.

Foi em 1971 que David protagonizou o longa A Moreninha (1970), filme de Glauco Mirko Laurelli, baseado no romance homônimo de Joaquim Manuel de Macedo, contracenando com a então estreante Sônia Braga. Em 1973 funda a Dacar Produções Cinematográficas, produtora de quase todos os seus filmes subsequentes. Em 1977, a DaKar estreia produzindo Dezenove Mulheres e Um Homem, filme que foi um verdadeiro êxito de público.

Como ator, David Cardoso atuou em mais de 40 filmes, destacando-se na televisão o trabalho na novela O Homem Proibido (Rede Globo, 1982), na qual era o protagonista e foi alvo de protestos do público conservador por conta de sua marcante atuação no cinema conhecido como Pornochanchada. Entre os filmes mais importantes dos quais participou, destacam-se Noite Vazia (1964), Amadas e Violentadas (1975) e O Dia do Gato (1988).

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Parte da equipe #SemDefesa reunida em Mato Grosso do Sul após um dia de filmagens no escritório de advocacia de Aires Gonçalves – foto Aurora de Cinema

Glória Pires abre Festival de Cinema em Paris

Começa amanhã a 18ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Na sessão de abertura do importante festival, o elegante Cinema L’Arlequin, a exibição do já premiado Nise – O Coração da Loucura, filme de Roberto Berliner, que tem Gloria Pires no papel da lendária psiquiatra Nise da Silveira.

GP

Glória Pires e o diretor Roberto Berliner estarão presentes. O saudoso documentarista Eduardo Coutinho (falecido há 2 anos) será homenageado com sessão especial do filme Últimas Conversas, de sua autoria. Em seguida, haverá bate-papo com a montadora Jordana Berg, a diretora Sandra Kogut e os diretores Marie-Clémence Paes e César Paes.

Também estão entre os selecionados para o Festival de Cinema Brasileiro de Paris os longas ‘Campo Grande’, de Sandra Kogut; ‘Boi Neon’, de Gabriel Mascaro; ‘Betinho, a Esperança Equilibrista’, de Victor Lopes; e ‘O Olmo e a Gaivota’, de Petra Costa.

Gloria Pires estará em Paris para promover o filme 'Nise - O Coração da Loucura' (Foto: Reprodução)
Gloria Pires é Nise da Silveira em filme de Roberto Berliner…

O filme Boi Neon, protagonizado por Juliano Cazarré, também será exibido em Paris
“A diversidade e a qualidade de filmes brasileiros crescem a cada ano e o Festival, dentro do possível, procura traçar um recorte do que está sendo produzido. É uma grande satisfação poder exibir os 20 filmes selecionados e também proporcionar encontros do público com seus realizadores”, afirma Katia Adler, diretora do evento.


Teresa Cristina vai levar o gingado brasileiro e a música de Cartola para a capital francesa

O encerramento contará com show da sambista Teresa Cristina interpretando sucessos do saudoso sambista carioca Cartola. A cantora será acompanhada pelo violonista Carlinhos Sete Cordas, e seu show terá participação especial do cantor Criolo.