Soem trombetas: Roberto Carlos 75… Viva o REI !

Roberto Carlos faz 75 e celebra cantando cada vez melhor !

O cantor e compositor ROBERTO CARLOS, capixaba que tornou a cidade de Cachoeiro do Itapemirim conhecida internacionalmente, faz aniversário. São 75 velinhas e muitas décadas cantando e encantando corações apaixonados, no Brasil e no mundo. ROBERTO CARLOS é, indubitavelmente, o mais aclamado cantor brasileiro no exterior.

Sendo ou não fã do REI, todo mundo tem, pelo menos, uma música de Roberto Carlos da qual se lembra com ternura e emoção. Apenas alguns insistem em ter ‘vergonha’ de assumir tal predisposição.

Já nós, que fazemos este #BlogAuroradeCinema, podemos apontar, no mínimo, umas 30 canções de ROBERTO CARLOS que fazem parte de nosso acervo de canções notáveis do Cancioneiro Brasileiro.


A cada vez que vejo Roberto Carlos cantar, e uma enorme platéia, apaixonada, acompanhá-lo, mais impressiono-me com a poderosa força de sua expressividade artística.

São legiões de pessoas que há anos acompanham sua trajetória – no meio dessas, muitas crianças e pessoas que não acompanharam sua fase mais criativa – anos 70/80. Mesmo assim, a audiência é tomada de emoção por suas músicas e sua voz agradável. Afinal, ROBERTO CARLOS canta melhor a cada dia.

Nascido no Espírito Santo, o capixaba é ídolo POP no país e também no exterior, conforme atestam shows constantes em diversos países e as turnês, sempre lotadas, no Cruzeiro Costa Marine. Foi em abril de 2010, por exemplo, que Roberto Carlos ganhou bela Homenagem na sede da gravadora SONY MUSIC, em New York, por conta de seus 50 de carreira e por ter alcançado a  incrível marca de 100 MILHÕES DE DISCOS VENDIDOS no mundo.

Gosto de destacar o naipe de grandes músicos que acompanha o REI. Há muitas décadas, eles seguem juntos na estrada com ROBERTO. ISSO DE SE OLHAR PARA O PALCO E VER SENHORES DE MEIA-IDADE (A COMEÇAR PELO MAESTRO) E ATÉ O TRIO QUE ATUA COMO BACKING VOCAL, SEM A “OBRIGATORIEDADE” DE VENDER SEMPRE O JOVEM COMO O QUE TEM VALOR, É UM TRAÇO DE SINGULAR SIGNIFICADO NA TRAJETÓRIA DO REI. NELE ESTÃO EMBUTIDOS O VALOR QUE O ARTISTA CONSAGRA ÀS AMIZADES, A CONFIANÇA NOS COMPANHEIROS DE VIDA ARTÍSTICA, O RESPEITO QUE DEDICA À EXPERIÊNCIA, O LASTRO DE CARINHO E APREÇO QUE OS UNE HÁ DÉCADAS. ISSO É, NO MÍNIMO, UM GRANDE EXEMPLO PARA OS QUE ESTÃO INGRESSANDO NA LABORIOSA SINA MUSICAL.

No mais, nosso comovido e mais sincero aplauso a Roberto Carlos, Artista Brasileiro de notável carisma, cuja trajetória intensa, profunda, serena e coerente sempre agrega passos de inestimável valor aos princípios norteadores de qualquer cidadania mais justa, fraterna e amorosa.

Sobretudo neste momento, no qual a informação corre célere e novos rostos surgem a todo momento, com enorme diversificação na área musical, é de suma relevância apostar na difusão de um Artista como RC, renovando as esperanças no ato da comunicação como uma saudável comunhão com o próximo.

Para finalizar com chave de ouro, deixo com você, querido e fiel leitor, a abalisada análise do saudoso cronista Artur da Távola, intitulada ROBERTO CARLOS, O REI SIMBÓLICO:

“A idolatria de um artista popular transborda os conceitos puramente artísticos, penetrando-se de elementos empático-mitológicos de impossível aprisionamento por palavras, conceitos ou análises de exclusivo corte lógico-ideológico-racional. No caso de Roberto Carlos, o lugar-comum expressa-se antes de mais nada por sua mediania. Não é bonito ou feio. A voz é normal, apenas afinada. Nada (salvo talento e sensibilidade) possui em forma de exceção. A sua mediania o identifica com as multidões porque consegue sujeitar o turbilhão de sua sensibilidade, a força do seu talento e as dores de suas amarguras, dentro de um invejável equilíbrio.

De todas as forças que se entrecruzam dentro de sua figura pessoal e a de comunicação resulta a percebida tristeza, representação do que todos sentem e nem sempre sabem e podem expressar.

Fortalece a mitologia do lugar-comum na arte de Roberto Carlos o fato de que o público percebe não haver ódio ou azedume em sua dor por conter-se. Nela, sim, há frustração, impossibilidade, tristeza. Não há raiva, imprecação, ressentimento. O que foi contido, não se recalcou: distribuiu-se pelas várias partes do seu ser, fecundando-as. O público fareja, longe, os representantes da sua frustração. Em maior ou menos escala, há, na vida, uma carga obrigatória de frustração. Ninguém vive sem se frustrar. Quando aparece um artista que, além de representar a frustração transforma-a em arte, em beleza, encanto, em canto, poesia, mensagem ,este receberá a adesão emocional de todos. Principalmente, se na maneira de o fazer mantenha vivos os elos de sua relação com o público, ou seja, a sua mediania […]Em suma: alguém que não ressalta o que o difere. Assim é, pois, um ídolo: a exata expressão de todos os demais em estado de equilíbrio, um igual !

[…] Parece ser a relação misteriosa e secreta com a Transcendência que o fez e faz ser, dela, um representante, carismático leigo a obter a idolatria, título máximo da profundidade do lugar-comum. Está mais para apóstolo que para mártir”.

RC tchau

Roberto Carlos: Parabéns, Camarada ! Receba nosso carinho e o caloroso #aplausobloauroradecinema

 

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