Arquivo do mês: maio 2016

Gramado já recebe inscrição de filmes

Gramado 1

Festival mais importante e mais tradicional do Brasil inscreve para sua 44a edição…

Abertas as inscrições para a 44ª edição do Festival de Cinema de Gramado. O tradicional festival que acontece na serra gaúcha está recebendo filmes para as mostras competitivas de longas-metragens brasileiros e estrangeiros e curtas brasileiros. As inscrições podem ser feitas no site www.festivaldegramado.net, através do qual também está disponível o regulamento oficial da competição.

Os realizadores podem submeter seus trabalhos até 1º de junho. Além do cobiçado KIKITO, serão distribuídos 280 mil reais entre os vencedores das mostras competitivas.  A curadoria de longas-metragens segue com a presença de Rubens Ewald Filho, Eva Piwowarski, e Marcos Santuario.

O Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas, promoção conjunta com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul,  também começará a receber inscrições este mês.

Gram KIK

Troféu mais cobiçado do Cinema Brasileiro terá nova edição em agosto…

Andréia Horta vai eternizar Elis Regina no Cinema

Semelhança de Andréia Horta com Elis Regina impressiona…

ELIS, cinebiografia em homenagem à cantora Elis Regina, será lançado no próximo semestre, e traz Andréia Horta no papel-título e em caracterização que a deixou mega parecida com a saudosa “Pimentinha“. O filme narra a vida da cantora gaúcha desde sua chegada à capital carioca até sua morte em 19 de janeiro de 1982. A direção é de Hugo Prata, que assina seu primeiro filme.

Andréia Horta, que atualmente protagoniza a novela Liberdade, Liberdade, diz acreditar na força dos sonhos. Sobretudo porque desde os 19 anos, quando leu a biografia da cantora , desejou interpretá-la: “Foi uma cabeçada. Fiquei completamente apaixonada e comecei a desejar fazê-la um dia”.

Elis e Andreia

Durante o processo de produção do filme, Andréia teve problemas de agenda e quase perde a chance de assumir Elis: “Quando saiu a grana do projeto, fui chamada para fazer uma novela e não teria condições de me preparar. Tive que sair, mas acabei voltando. Acho que a Elis não deixou. Ela foi lá e me trouxe de volta”.

Andréia Horta conta que passou por uma intensa rotina de preparação vocal e corporal: “No filme é a voz dela, porque quando você a ouve, o coração balança. Fizemos um filme justamente porque ela canta como ela canta. O trabalho de canto foi exaustivo porque eu tinha que ‘encostar’ nela. A voz é da Elis, mas minha veia tem que saltar quando a dela salta, minha respiração tem que ser a mesma.”

Elis PB

Elis Regina: força, carisma, voz e interpretação que entraram para a História !

Os olhos de Andréia se enchem de brilho quando fala de ELIS: “Era uma mulher fiel aos seus impulsos, com uma capacidade de elaboração das coisas incrível. Um ouvido brilhante ! Os músicos diziam que ela era um instrumento, porque era um absurdo de escuta musical. Tinha também um lado caseiro, que eu desconhecia.Tudo nela me interessa”. A atriz afirma que um dos momentos mais tocantes nas filmagens foi quando gravou a música O Bêbado e o Equilibrista, que tornou-se um clássico da MPB e um hino do movimento da Anistia. Além disso, Andréia lembra da emoção de cantar o clássico Fascinação. “Era como se eu estivesse cantando para ela”.

Enfim, Elis Regina tem data marcada para chegar aos cinemas…

 João Marcello Bôscoli, filho mais velho da cantora (que tinha 11 anos quando Elis morreu), diz estar satisfeito com os trechos que viu do filme. João Marcelo declara também que muitas pessoas se interessaram em levar a vida de Elis ao cinema, mas nada foi adiante. Segundo ele, o diretor Hugo Prata é quem foi ousado e não desistiu da ideia, realizando um projeto de forma autoral: “O Hugo disse que ia fazer e fez. É seu primeiro filme e as pessoas estão surpresas com o resultado”.

Andréia Horta no set durante as filmagens de ELIS

O diretor HUGO PRATA, que declara ser um apaixonado por música, diz que seu primeiro longa-metragem, não poderia fugir ao tema: “Essa história precisava ser contada. Elis reúne todas as características de um bom personagem. É forte, controversa, apaixonada, brava, profunda, polêmica e, além de tudo, uma artista excepcional. Colocava muita paixão em tudo, sempre. E isso é fundamental”.

Comentando a eleita Andréia Horta para o papel da cantora, Hugo Prata enxerga a escolha pela sensibilidade: “Ela teve a compreensão da personagem e a força dramática. Foi difícil traduzir essa mulher tão complexa, grande e forte. Andréia trabalhou o tempo todo no limite da emoção, assim como a Elis. Tentamos levar isso para a tela. E acho que conseguimos. Mas foi com muito sangue, suor e paixão”.

Andréia Horta e o desafio de viver a história da eterna Elis Regina

Esse Vazio estreia hoje no Teatro Glaucio Gill

Vazio

 

O vestiário masculino de um pequeno clube de uma cidade do interior é o cenário para o encontro de três amigos de infância: Hugo, Lucas e Max. A razão da reunião é triste: na sala ao lado, Matias, o quarto integrante do grupo, está sendo velado. Inédito no Brasil, o texto Un Hueco (título original), do autor e diretor teatral argentino Juan Pablo Gómez, ganha sua primeira montagem brasileira.

Idealizada e adaptada por Daniel Dias da Silva, a versão brasileira da peça – levada ao palco pela primeira vez em Buenos Aires, em 2009 – ganhou o nome de Esse Vazio. A estreia é neste sábado, 7 de maio, no Teatro Glaucio Gill. Com direção de Sergio Módena, a produção traz no elenco Gustavo Falcão, Sávio Moll e o próprio Daniel.

Gustavo e Vazio

Gustavo Falcão encabeça elenco de peça argentina inédita no país…

A trama de Esse Vazio acontece dentro do vestiário, de onde o trio observa a movimentação em torno do velório, o comportamento das pessoas e os interesses dos familiares. Dos quatro amigos, apenas Hugo (Gustavo Falcão) deixou a cidade natal em busca de novas perspectivas numa metrópole – e agora está de volta para o enterro. Lucas (Sávio Moll) e Max (Daniel Dias da Silva) permaneceram na cidade, assim como Matias, funcionário do clube que eles frequentavam juntos na juventude. Como não se encontravam há alguns anos, Hugo faz questão de ressaltar como Lucas e Max ficaram parados no tempo, enquanto ele amadureceu desde que foi morar na cidade grande. “São os bastidores de uma amizade. É como se a gente tirasse um véu dessas relações e o público pudesse espiar esse encontro”, conta Gustavo Falcão.

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O velório de Matias e o retorno de Hugo coloca os amigos diante da imensidão do vazio e da solidão evocada pela morte. No pequeno vestiário, um local intimista e reservado, eles refletem sobre o sentido e as perspectivas de suas vidas, a felicidade e a dor do amadurecimento e a falta de horizontes. Aos poucos, redefinem seus conceitos de distância e de amor fraterno. “O vazio causado pela perda desse amigo faz com que eles se reúnam e descubram os próprios vazios. São pessoas que eram muito próximas e, a partir do momento em que se reencontram, surgem vários comportamentos antigos. Mas, ao mesmo tempo, você percebe uma distância enorme entre eles”, diz Sergio Módena.

Vazio Gustavo

Com Esse Vazio, a Territórios Produções, dos atores Daniel Dias da Silva e Gustavo Falcão, estreita ainda mais o diálogo com o público brasileiro através da dramaturgia latino-americana – processo iniciado com a montagem de Matador, do venezuelano Rodolfo Santana, em 2012. “O interessante no texto do Juan Pablo é não existir uma busca por respostas definitivas, como acontece na vida. É um flagrante daquele instante”, ressalta Daniel Dias da Silva.

ELES EM CENA

JUAN PABLO GÓMEZ (autor) – Autor e diretor teatral, formado em Licenciatura em Artes Combinadas na Universidade de Buenos Aires. Trabalhou como assistente de direção ao lado do renomado autor e diretor argentino Rafael Spregelburd, em La Estupidez e La Modestia e em El Pasado es un animal grotesco, de Mariano Pensotti, com os quais participou de festivais na América Latina e nos Estados Unidos.

Sua estreia como diretor foi em 2001 com Marambio e, em seguida, dirigiu Los demás no Existen e Vuelve la Rabia (em colaboração com Walter Jakob), que mereceu o Prêmio Metrovías de Textos Teatrais. Em 2009, estreou Un Hueco, no vestiário do Clube Estrela de Maldonado. Escrito em colaboração com os atores Patrício Aramburu, Nahuel Cano e Alejandro Hener, a peça ficou em cartaz por três anos consecutivos e participou de diversos festivais.

SERGIO MÓDENA (diretor) – Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp. Também é formado pela École Philipe Gaulier em Londres, onde realizou especializações em Shakespeare, Tchecov e Melodrama. Seus trabalhos mais recentes como diretor são:Como me tornei estúpido, adaptação da obra de Martin Page feita por Pedro Kosovski; Janis, de Diogo Liberano, Ricardo III, de William Shakespeare; A arte da comédia, de Eduardo De Filippo, Politicamente incorretos, Forró Miudinho, Bossa Novinha- A Festa do Pijama e Sambinha, musicais de Ana Velloso; A revista do ano – O Olimpo Carioca, de Tânia Brandão, As mimosas da Praça Tiradentes, de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche e o  show Paletó de Lamê – os grandes sucessos (dos outros).

Seus últimos trabalhos receberam inúmeras indicações nos principais prêmios do Rio de Janeiro: Ricardo III nos prêmios Cesgranrio, Shell, APTR, FITA e APCA-SP; A Arte da comédia nos prêmios Cesgranrio, Shell, FITA e APCA-SP; e os musicais Sambinhae Bossa Novinha nos prêmios Zilka Sallaberry e CBTIJ. Em 2016, ganhou o prêmio CBTIJ de melhor direção por Forró Miudinho.

DANIEL DIAS DA SILVA – Ator, autor, diretor e tradutor. Formado pelo Curso de Arte Dramática da Universidade Federal do Ceará. Estudou dramaturgia no Instituto Dragão do Mar. Lá, atuou em diversas peças: Jacques e seu amo, de Milan Kundera eViúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues. Morando no Rio desde 1998, dedicou-se mais intensamente à direção, tendo trabalhado como diretor assistente de Gracindo Junior, Luiz Arthur Nunes e Walter Lima Junior. Durante sete anos (2008-2015) ocupou o cargo de diretor do Teatro João Caetano.

Atuou nos longas Eu Não Conhecia Tururu, de Florinda Bolkan e As Mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes. Dirigiu as peças Cara a Tapa, A Moratória,Depois daquele Baile e Dirigir-se aos Homens, além dos infantis Caqui – Uma Fábula Circense e Êta, seu Bonequeiro, O Duende Rumpelstiltskin e os musicais O Gato de Botas, com Andrea Veiga e O Boi da Cara Preta.  Na TV, seus trabalhos mais recentes foram nas telenovelas Alto Astral e Êta, Mundo Bom, ambas de TV Globo, sob direção geral de Jorge Fernando.

No teatro, esteve no elenco de Um Sopro de Vida, dirigido por Roberto Bomtempo, O Santo Parto, com direção de Luiz Arthur Nunes e no infantil Escola de Anjos, dirigido por Gamba Junior. É autor das peças Oropa, França e Bahia (adaptada para o cinema com direção de Glauber Filho), Eu Sou Mais 500, A Terra É Azul e Uma Canção para Eulália. Em 2012, ao lado de Gustavo Falcão, atuou e produziu o espetáculo Matador, do venezuelano Rodolfo Santana, sob direção de Susana Garcia e Herson Capri.

GUSTAVO FALCÃO – Começou a sua carreira em Recife, sua cidade natal, tendo participado de montagens com Os biombos, de Jean Genet e Esperando Godot, de Samuel Bekcett. Por sua atuação em Para um Amor no Recife, foi agraciado com o Prêmio de Melhor Ator de 1999 da Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco).

Participou da montagem de A Máquina, de João Falcão, e também da versão para o cinema. Recebeu o Prêmio de Ator Revelação no Festival de Cinema de Natal. Entre os seus trabalhos mais recentes estão as peças Ariano, musical dirigido por Gustavo Paso em homenagem a Ariano Suassuna, e Bartleby, o Escriturário, dirigido por João Batista. Atuou e produziu, ao lado de Daniel Dias da Silva, Matador, produção anterior da Territórios Produções. Seu mais recente trabalho no teatro foi no espetáculo Race, de David Mamet, dirigido por Gustavo Paso, pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator de 2015.

Em 2007, fundou com a mulher, a atriz e acrobata aérea Juliana Féres, o espaço cultural Lunático Café e Cultura. No cinema, está no elenco dos longas Fica Comigo esta Noite, de João Falcão, Árido Movie, de Lírio Ferreira, As Mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes e Praça Saens Peña, de Vinícius Reis, além de ter atuado em 13 curtas-metragens. Na TV, atuou em novelas como Cobras e Lagartos e As Filhas da Mãe, além das séries Mandrake, da HBO e Carandiru – Outras Histórias e Amor Te Amo, ambas da Rede Globo.

SÁVIO MOLL – Ator formado pela UNIRIO e pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), também estudou na Escola Nacional de Circo. No teatro, atuou emPinteresco, de Harold Pinter sob direção de Ary Coslov, Two Roses for Richard III, da Cia. Bufomecânica em coprodução com a Royal Shakespeare Company e em As Centenárias, de Newton Moreno e direção de Aderbal Freire-Filho.

Participou do espetáculo O Púcaro Búlgaro e O que Diz Molero, ambos com direção de Aderbal Freire-Filho, A incrível confeitaria do Sr. Pellica, autoria e direção de Pedro Bricio, Minha Alma É Imortal, de Jefferson Miranda e A Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna e direção de Elza de Andrade. Mais recentemente, esteve no elenco da elogiada montagem de Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht, com direção de Marina Vianna e Diogo Liberano.

Na TV, apresenta o programa Estação Saúde, do Canal Futura participa atualmente da nova temporada de DPA, no canal Gloob. No cinema, atuou no filme Corda Bamba, dirigido por Eduardo Goldstein. Foi integrante dos projetos Doutores Palhaços (Fundação Theodora – Suíça) e Doutores da Alegria, tendo estudado com mestres da palhaçaria, entre eles Luis Carlos Vasconcelos, Phillipe Gaulier, Florant Pelayo, André Riot Sarcey, Nani e Leris Colombaione e Leo Bassi. Também tem experiência como professor de artes cênicas em comunidades da periferia do Rio e voltado para crianças e jovens de escolas públicas, já tendo atuado em diversos projetos sociais, como Horizontes Culturais e Escolas de Paz.

FICHA TÉCNICA

Direção: Sergio Módena

Texto: Juan Pablo Gómez (em colaboração com Patrício Aramburu, Nahuel Cano e Alejandro Hener)

Tradução: Daniel Dias da Silva

Elenco: Gustavo Falcão, Daniel Dias da Silva e Sávio Moll

Cenário: Claudio Bittencourt

Figurinos: Victor Guedes

Iluminação: Tomás Ribas

Programação visual: Gamba júnior

Design do projeto: Antonia Muniz

Assist. Direção / Fotos de Divulgação / Stand-in: Daniel Moragas da Costa

Mídias Sociais: Rafael Teixeira

Direção de produção: Daniel Dias da Silva e Gustavo Falcão

Realização:  Territórios Produções Artísticas

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Sávio Moll, Daniel Dias e Gustavo Falcão encenam Esse Vazio…

SERVIÇO

ESSE VAZIO

Peça de teatro em temporada de 7 de maio a 13 de junho de 2016.

Local: Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde s/n – Copacabana).

Informações: (21) 2332-7904 | 2332-7970

Dias e horários: Sábados, domingos e segundas, às 20h.