Arquivo do mês: agosto 2017

GRAMADO celebra 45 anos de Cinema

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Ao todo, 42 produções, divididas em quatro categorias, disputarão o Kikito de Ouro entre 17 e 26 de agosto, na Serra Gaúcha, quando o evento celebra 45 anos de vida e 25 anos de internacionalização.

Na categoria Longa Brasileiro, concorrem sete filmes, mesmo número de produções que disputarão o prêmio de Longa-metragem estrangeiro. Já as mostras Curtas Brasileiros e Curtas Gaúchos reúnem 14 produções, cada. O filme de abertura do festival (hors-concours), com exibição dia 18 de agosto, é João, o maestro, de Mauro Lima. Na tela, a história do pianista e maestro João Carlos Martins, protagonizada por Alexandre Nero. Mas é a mostra Educavídeo (projeto que difunde o cinema nas escolas municipais gaúchas) que iniciará as projeções na noite de sexta, no histórico Palácio dos Festivais. Ali, serão exibidos três filmes: “O Roubo do livro”, de Gustavo Gomes, “Será que o amor sempre vence?”, de Ticiane Silva, e “Pra sempre, você”, de Bruno Peteffi, com codireção de Lauterbach Amorim.

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Rubens Ewld Filho é garantia de qualidade e pluralidade na Curadoria do Festival…

Neste ano em que celebra 45 anos exibindo, divulgando e difundindo o Cinema Brasileiro e Latino-Americano, o Festival de Gramado terá homenagens e exibições especiais. Na Curadoria, a presença do crítico, roteirista, diretor de teatro e escritor Rubens Ewald Filho é garantia de qualidade na tela  na programação. Entre as comissões julgadoras, nomes como Cacá Diegues e Germano Pereira.

Alice boa

Alice Gonzaga vai receber merecida homenagem nos 45 anos do Festival

A pesquisadora e arquivista Alice Gonzaga – que dirige a lendária CINÉDIA – será uma das homenageadas da noite de terça-feira. Nesse dia, à tarde, Alice poderá ser vista na telona protagonizando o filme Desarquivando Alice Gonzaga, da cineasta Betse de Paula. A produção é um documentário criativo alto astral sobre uma personalidade insólita e notável, cuja história carrega em si uma saudável mistura de carioquice, feminismo, pioneirismo, vanguarda e vitalidade. Um filme inteligentemente agradável para todas as idades.

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Atriz e cantora argentina, Soledad Villamil vai receber o Kikito de Cristal…

Também serão homenageadas a atriz paraense Dira Paes com o troféu Oscarito, e o cineasta gaúcho Otto Guerra com o troféu Eduardo Abelin. Já o ator baiano Antonio Pitanga receberá o Troféu Cidade de Gramado, enquanto o Kikito de Cristal – dedicado a expoentes do cinema latino-americano – será entregue à atriz argentina Soledad Villamil, protagonista de O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella. Na programação, também está previsto o Gramado Film Market: Conexões, que vai promover painéis e oficinas voltados para profissionais e universitários do segmento audiovisual nos dias 24 e 25.

Rubens e Sônia

Rubens Ewald Filho festejado por Sônia Braga na edição 2016…

Confira os filmes do 45º Festival de Gramado:

 

Longas Brasileiros

“A Fera na Selva” (RJ), de Paulo Betti, Eliane Giardini e Lauro Escorel

“As Duas Irenes” (SP), de Fábio Meira

“Bio” (RS), de Carlos Gerbase

“Como Nossos Pais” (SP), de Laís Bodanzky

“O Matador” (PE), de Marcelo Galvão

“Vergel” (Brasil/Argentina), de Kris Niklison

“Pela Janela” (Brasil/Argentina), de Caroline Leone

 

Longas-metragens Estrangeiros

“Los Niños” (Chile/Colômbia/Holanda/França), de Maite Alberdi

“Pinamar” (Argentina), de Federico Godfrid

“El Sereno” (Uruguai), de Oscar Estévez & Joaquín Mauad

“Sinfonía para Ana” (Argentina), de Virna Molina e Ernesto Ardito

“Mirando al Cielo” (Uruguai), de Guzmán García

“La Ultima Tarde” (Peru), de Joel Calero

“X500” (Colômbia/Canadá/México), de Juan Andrés Arango

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Curtas Brasileiros

“#feique” (RJ), de Alexandre Mandarino

“A Gis” (SP), de Thiago Carvalhaes

“Cabelo Bom” (RJ), de Swahili Vidal

“Caminho dos Gigantes” (SP), de Alois Di Leo

“Mãe dos Monstros” (RS), de Julia Zanin de Paula

“Médico de Monstro” (SP), de Gustavo Teixeira

“O Espírito do Bosque” (SP), de Carla Saavedra Brychcy

“O Quebra-cabeça de Sara” (RJ), de Allan Ribeiro

“O Violeiro Fantasma” (GO), de Wesley Rodrigues

“Objeto/Sujeito” (SP), de Bruno Autran

“Postergados” (SP), de Carolina Markowicz

“Sal” (SP), de Diego Freitas

“Tailor” (RJ), de Calí dos Anjos

“Telentrega” (RS), de Roberto Burd

 

Curtas Gaúchos

“10 Segundos” (Canoas), de Thiago Massimino

“1947” (Porto Alegre), de Giordano Gio

“Através de Ti” (Santa Cruz do Sul), de Diego Tafarel

“Bicha Camelô” (Pelotas), de Wagner Previtali

“Cá Com Meus Botões”, de Murilo Bittencourt

“Cores de Bissau” (Porto Alegre), de Maurício Canterle

“Gestos” (Porto Alegre), de Alberto Goldim e Júlia Cazarré

“Kátharsis” (Caxias do Sul), de Mirela Kruel

“Luna 13” (Porto Alegre), de Filipe Barros

“Mãe dos Monstros” (Porto Alegre), de Julia Zanin de Paula

 “O Caçador de Árvores Gigantes”, de Anttonio Pereira

“Secundas” (Porto Alegre), de Cacá Nazario

“Sena, Os Fios em Prosa” (Porto Alegre), de Marcelo da Rosa Costa e Cacá Sena

“Sob Águas Claras e Inocentes” (Porto Alegre)”, de Emiliano Cunha

“Solito” (Porto Alegre), de Eduardo Reis

“Telentrega” (Porto Alegre), de Roberto Burd

“Temporal”, de Gabriel Honzik

“Yomared”, de Lufe Bollini

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  Gramado: cidade gaúcha vai se transformar na Capital do Cinema

Luiz Melodia: Brasil perde sua voz-veludo

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Minha voz tá quase muda: perdemos Luiz Melodia…

Arranje algum sangue, escreva num pano: 

PÉROLA NEGRA, TE AMO, TE AMO !

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Rasgue a camisa, enxugue meu pranto…

Ele partiu nesta sexta de nordeste ensolaradamente triste. E a tristeza só não é maior porque nosso genial Pérola Negra já vinha sofrendo há tempos. Foram muitos meses  de internação. Sofria Luiz Melodia num leito de hospital enquanto, do lado de cá, nós, seus inúmeros fãs, sofríamos por saber o motivo da voz calada. Nunca porque faltava o amor, ao contrário: com Melodia, tudo era

Palavra figura de espanto, quanto
Na terra tento descansar

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O cantor, compositor e músico carioca Luiz Carlos dos Santos, o Luiz Melodia, morreu, na manhã desta sexta, 4 de agosto, no Rio. Aos 66, o cantor lutava contra um câncer que atacou a medula óssea. Ele morreu na madrugada, por volta das 5h.

A informação foi confirmada ao colunista Mauro Ferreira, do G1, por Renato Piau, guitarrista que tocou com Melodia, após ligação para a família do artista. Melodia chegou a fazer um transplante de medula óssea e resistiu ao procedimento, mas não vinha respondendo bem à quimioterapia.

 
Desde julho do ano passado, o artista tratava uma doença autoimune, e precisava fazer um transplante de medula, o que acabou acontecendo, segundo sua esposa Jane Reis. Segundo boletim médico divulgado na época pela produção do músico, com o início da quimioterapia, houve uma baixa glicêmica e acidez sanguínea. Por isso, o cantor permaneceu internado no CTI. O câncer voltou e o estado de saúde de Melodia se agravou bastante nesta quinta-feira (3).

O último trabalho do cantor, “Zerima”, foi lançado em 2014. Este foi seu décimo terceiro álbum de estúdio com músicas inéditas.

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Sou feito cobra coral/Semente brota em qualquer local…

MELODIA nasceu em 7 de janeiro de 1951 no Morro do São Carlos, no Estácio, região central do Rio. Filho único, começou sua caminhada na música após ver seu pai tocando em casa. O menino Luiz Carlos dos Santos cresceu jogando bola na favela e dançando nas rodas com os músicos da escola de samba Estácio de Sá. Sua ligação afetiva com o berço foi eternizada numa de suas mais belas canções, “Estácio, Holly Estácio”, na qual determinava que “se alguém quer matar-me de amor, que me mate no Estácio”.

*Com informações do jornal O GLOBO.

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No dia em que ouvi CRUEL, meu coração disparou e as lágrimas transbordaram meu coração…

CONFIRA:

Tudo cruel, tudo sistema
Torre babel, falso dilema
É uma dor que não esconde o seu papel
São Carlos, morro, Borel
Eu subo e nunca estou no céu

Tudo João, nada na mesa
Deu no jornal, mãos na cabeça
Um marginal que já não pode mais fugir
Vai reagir
Menino é bom ficar de olho aí

Que tudo é desse mundo
Surpresa também
Espinho é bem mais fundo
Destino também
O amor tá quase mudo
Minha voz também
Cruel é isso tudo

Tudo tão mal, tão sem beleza
Doce de sal, lágrima presa
O que eles falam não se deve nem ouvir
Verbo mentir
Menino é bom ficar de olho aí

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Só queria que todos tivessem comida
Tivessem oportunidade, tivessem guarida
Não precisassem rezar pedindo melhores dias
Reclamando migalhas, vivendo só de agonia      

*Letra de Pra quê, criação de LUIZ  MELODIA

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É, Luiz, se a gente falasse menos, talvez compreendesse mais…

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O céu hoje ganha um swing novo: Luiz Melodia se junta a Tim Maia… e haja festa no ceú !

P A I X Ã O

A paixão é num instante
Quando vê, ela sumiu
Eu te amo, tu me enganas
É primeiro de abril

Mas não sei viver sem seu xodó
Eu, nós dois, uma pessoa só

A paixão é como um raio
Feito porta que se abriu
O mergulho de uma arraia
Projeto ano de dois mil

Ter paixão é bom
Bombom, feito bala de mel
Se você dar corda
Enrola igual carretel

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Foi muito lindo, MELÔ ! Vai com Deus que a gente aqui continuará cantando, eternamente, suas muitas pérolas negras ! Saravá !