Arquivo do mês: julho 2018

Eleições no Brasil: 25 anos de História

livro LENDA jul 2018 - Cópia

Será aberto amanhã em Curitiba o XI Congresso da Associação Brasileira de Ciência Política. 

Promovido pela Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), o congresso vai reunir na capital paranaense alguns dos mais importantes nomes de estudiosos de Ciência Política e áreas correlatas.

O Congresso da ABCP terá como cenário o campus da Reitoria da Universidade Federal do Paraná, de 31 de julho a 3 de agosto de 2018. O tema geral do Encontro é Democracia e representação: impasses contemporâneos.

Amanhã à noite, quando da solenidade de abertura do XI Congresso da ABCP, serão lançadas algumas publicações, dentre os quais destacamos o livro “25 anos de Eleições Presidenciais”, organizado por Felipe Borba e Argelina Cheibub Figueiredo. Cientistas sociais de fundamental relevância na área participam com artigos. Confira aqui o que o livro apresenta:

SUMÁRIO
PARTE I
TENDÊNCIAS E PADRÕES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

CAPÍTULO 1 – O PERSONALISMO (RACIONAL) E O PRESIDENCIALISMO NA POLÍTICA BRASILEIRA
Glaucio Ary Dillon Soares
Sonia Terron

CAPÍTULO 2 – DUVERGER NOS TRÓPICOS: COORDENAÇÃO E ESTABILIDADE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS PÓS-REDEMOCRATIZAÇÃO
Fernando Limongi
Fernando Guarnieri

CAPÍTULO 3 – VOTOS NULOS E EM BRANCO NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS
Jairo Nicolau

CAPÍTULO 4 – O VOTO DO ELEITOR POBRE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (1989-2014)
Argelina Figueiredo
Natalia Maciel
Sergio Simoni Jr.
Thiago Moreira

CAPÍTULO 5 – POR QUE DILMA DE NOVO? UMA ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO ESTUDO ELEITORAL BRASILEIRO DE 2014
Oswaldo E. do Amaral
Pedro Floriano Ribeiro

PARTE 2
OPINIÃO PÚBLICA, CAMPANHA ELEITORAL E VOTO

CAPÍTULO 6 – O VIÉS DA COBERTURA POLÍTICA DA IMPRENSA NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS DE 2002, 2006 E 2010
Pedro Santos Mundim

CAPÍTULO 7 – HORÁRIO GRATUITO DE PROPAGANDA ELEITORAL: ESTILO, ESTRATÉGIAS, ALCANCE E OS DESAFIOS PARA O FUTURO
Afonso Albuquerque
Camilla Tavares

CAPÍTULO 8 – FINANCIAMENTO POLÍTICO NA NOVA REPÚBLICA
Vitor Peixoto
Mauro Campos

CAPÍTULO 9 – RELAÇÃO ENTRE PROPAGANDA, DINHEIRO E AVALIAÇÃO DE GOVERNO NO DESEMPENHO DE CANDIDATOS EM ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS NO BRASIL
Felipe Borba
Emerson Urizzi Cervi

CAPÍTULO 10 – DEBATES ELEITORAIS NA TV COMO EVENTOS DE CAMPANHA…….225
Fábio Vasconcellos

CAPÍTULO 11 – VINTE E CINCO ANOS DE CAMPANHAS NO BRASIL: DE COLLOR A DILMA
Mara Telles
Joyce M Leão Martins
Teresinha Pires
Erica Anita

CAPÍTULO 12 – DISRUPÇÃO NOS MODELOS DE COMUNICAÇÃO ELEITORAL: DESAFIOS E TENDÊNCIAS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
Fábio Vasconcellos
Emerson Urizzi Cervi

*O lançamento é aberto ao público.

Mais informações: http://alacip.org/?p=15975

Zefa revela talento de Claudia Di Moura ao país !

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Atriz baiana está fazendo de sua personagem um dos trunfos de Segundo Sol  
   * Aurora Miranda Leão

      A narrativa de Segundo Sol foi tema do nosso post anterior. Hoje, voltamos à novela para destacar o trabalho da atriz Cláudia Di Moura.

              Assim como eu, você, leitor amigo do #blogauroradecinema, também deve ter conhecido a atriz somente agora, no horário nobre da telinha. Sim, porque até então Cláudia era atriz ‘restrita’ a Bahia, já que o teatro não promove a mesma visibilidade da televisão, num país de passagens com preços tão exorbitantes como é este Brasil.

       Daí que a presença de Cláudia Di Moura, além de ser mais uma constatação da relevância da produção teleaudiovisual como espaço potencial para evidenciar as centenas de artistas valorosos que vivem espalhados Brasil afora, reforça a ambiência nordestina definida pela obra de João Emanuel, Márcia Prattes, Maria Di Médicis e Dennis Carvalho. Outrossim, além de ser importante para a carpintaria profissional da atriz, a presença de Cláudia Di Moura é uma aquisição significativa também para o cenário artístico da Bahia e um trunfo para a instigante história ambientada em Salvador. 

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Cláudia Di Moura e o abraço do diretor Dennis Carvalho…

  O primeiro grande momento da personagem Zefa no enredo talvez tenha sido quando seu filho Roberval (interpretado com brilhantismo por Fabrício Boliveira) descobre que é filho bastardo do patrão de Zefa, o rico e corrupto empresário Severo Athayde (vivido por Odilon Wagner). 

          Como seria esperado, mesmo fora da ficção, o jovem negro revolta-se contra o pai, que nunca o assumiu, faz um escarcéu diante de toda a família e decide ir embora dali. Sentindo-se aviltado, diminuído e vilipendiado por todos os anos de invisibilidade, Roberval arruma suas coisas e chama a mãe para seguir junto com ele, abandonando o passado de humilhação e aviltamento. Mas a mãe não adere a Roberval, o que o deixa surpreso e furioso, e ele se aparta dela, diminuído, indignado, e diz que ela não é mais sua mãe. A cena é de uma orça impressionante, não só pela atuação dos atores mas por tudo que cerca a narrativa: o confronto mais pujante da sequência é debaixo de chuva, e colaboram para a tensão a trilha, o enquadramento da direção, a fotografia e os diálogos bem construídos.

Zefa

A emocionante cena em que Roberval e Zefa se apartam…

Roberval então passa a trabalhar na construção civil e numa das construções onde trabalha, conhece a poderosa Laureta. Os dois tem um caso e Roberval termina ganhando um bom dinheiro, vai morar no exterior, e fica ausente do país por quase 20 anos. Nesse tempo, a mãe tenta algum contato com ele, mas ele não dá o menor sinal de vida pra ela. No tempo que ficou fora do país, acabou tornando-se um rico empresário na África e volta ao Brasil disposto a reencontrar um grande amor. Por conta desse amor, que é Cacau (interpretada por Fabíula Nascimento), Roberval volta a falar com a mãe.

A trama é muito boa e não chama Segundo Sol à toa: quem acompanha a novela, sente que há, no subtexto da história pessoal de cada personagem, um motivo para que suas vidas se apresentem, em diversos momentos, como regidas por duas energias distintas, ou seja: há sempre uma curva nas voltas do caminho; uma espécie de espelho subjaz em cada conflito ou situação criada pelo desenrolar da história. Embora isso seja um traço bem pertinente ao histórico criativo de João Emanuel Carneiro, em Segundo Sol isso emerge com uma força exponencial, pois há uma série de fatores atuando em uníssono para assegurar o êxito da novela. Mas isso já é tema para outro comentário, mais extenso, que faremos noutra ocasião. Por enquanto, queremos apenas registrar que  Segundo Sol tem potencial para alcançar o mesmo êxito da notável Avenida Brasil.

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Odilon Wagner, Cláudia Di Moura e Fabrício Oliveira: muito pano pra manga na ótima trama de Segundo Sol

Vamos então agora destacar duas cenas emblemáticas de Segundo Sol, nas quais a atuação de Cláudia Di Moura foi decisiva:

Nas duas cenas, o conflito mãe e filho está em relevo: a primeira foi exibida em 19 de julho e foi mais ou menos assim:

O capítulo teve como ponto alto o estopim da condição profissional de Rosa ser contada a seus pais, de forma humilhante, por Laureta. Foi uma cena fortíssima, na qual a atuação dos atores foi um ponto qualificadamente determinante. Adriana Esteves, Letícia Colin, Roberto Bonfim e Kelzy Ecard ganharam falas para arrebentar, e não fizeram por menos. Outro ponto que merece comentário nosso em outro post.

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Letícia Colin e Roberto Bonfim numa contracena de intensidade e emoção…

E em meio à avalanche de emoções mobilizada por essa situação – vivida por Rosa diante dos pais -, a cena de Zefa para a qual chamamos a atenção aqui, passou quase despercebida. Procuramos uma imagem na web que pudesse ilustrar e não encontramos sequer menção à cena, uma das mais belas entre mãe e filho, até hoje, protagonizadas na teledramaturgia: 

Foi quando a força do Amor se fez soberana e sobrepujou até a condição sempre submissa da linda personagem vivida pela querida baiana Cláudia Di Moura: 

Questionada pelo filho porque insistia em ficar ao lado de Severo (corrupto juramentado), Zefa emocionada diz que ama o patrão e pede ao filho que respeite suas escolhas !

Foi o primeiro sinal da personagem na direção de mostrar-se intensa, mulher, feminina, sexuada e também capaz de altivez em meio a uma história de submissão, subtração, e sentimentos escondidos sob muito silêncio e sofrimento.

A construção verbo-visual da cena foi primorosa, e terminou com o espanto filial ante tamanha revelação, para encerrar mostrando uma Zefa triste e chorosa dentro de um ônibus.

Ali abriu-se uma fresta importante para o telespectador conhecer uma profusão de emoções que pulsam na alma da personagem, submersos à custa de sentimentos escondidos e guardados sob a tutela da submissão, do racismo, da condição secular de opressão às mulheres !

Gol de placa do autor, da direção e da competência notável da atriz !

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Aplausos de pé para Cláudia Di Moura !

A outra cena é uma em que Zefa, em atitude inédita, enfrenta o patrão e assume e uma postura cheia de eloquência e altivez. É EMPODERAMENTO que fala, né ?! E, neste caso, duplo: da personagem e da atriz !

Em providencial analogia, podemos dizer que se trata de uma escala geométrica:
na medida em que a potência do discurso narrativo se intensifica, a interpretação de Cláudia Di Moura vai-se revelando arrancada das entranhas !

O que mais pode querer um autor do que encontrar um intérprete que eleva a qualidade do seu texto ? E uma atriz, o que mais pode desejar da profissão que receber um texto que lhe permita colocar a alma em cena e transfigurar-se em outro ser ?

Cláudia Di Moura está criando acordes poéticos com as palavras de João Emanuel Carneiro e Márcia Prates, e baila nas cenas lindamente desenhadas por Maria di Médicis e Dennis Carvalho !

Quem ganha e agradece, penhorado, são seus fãs, nos quais me incluo, GRATA.

Aplausos de pé para Cláudia Di Moura e a emblemática cena do capitulo do dia 26 de julho na casa da família de Severo Athayde !

Cláudia

                                     Bem-vinda sois, Cláudia Di Moura !

SEGUNDO SOL: Trama reafirma excelência dramatúrgica de João Emanuel Carneiro

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Adriana Esteves (em cena com Narcival Rubens) faz a poderosa Laureta, ‘rainha da Armação’…

Sem mimimi nem quaquaquá, novela das 9 é exemplo que dignifica Teledramaturgia

                                                                                             *Aurora Miranda Leão

luisa

                                    Luísa Arraes e Giovanna Antonelli são filha e mãe

         Há muito, a telenovela Segundo Sol está merecendo de nós um rasgado elogio público.

            Desde sua estreia, a trama de João Emanuel Carneiro (dirigida por Maria Di Médicis e Dennis Carvalho) nos chama atenção pela excelência: seja do texto, do discurso, das imagens, da fotografia, ou das atuações. Tudo em Segundo Sol (SS) destaca-se pela qualidade. E temos ressaltado isso desde a estreia da novela do horário nobre em nosso instagram @auroradecinema.

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Roberto Bonfim e Kelzy Ecard engrandecem seus personagens !

            É de tal modo pujante a narrativa de Segundo Sol que já podemos afirmar: a novela é uma outra Avenida Brasil (AB), Melhor e com maior capilaridade. Nisso não há comparação de valor artístico das obras mas a constatação de que tudo o que era/é excelente em Avenida, nesta atual o é igualmente. Com a vantagem, para Segundo Sol, de novos progressos tecnológicos, muito mais chão na trilha literária do autor, novos recursos imagéticos, maior sintonia entre ficção e realidade; técnicos com competências ainda mais aguçadas (afinal, de lá pra cá, foram alguns anos apreendendo novos formatos para destacar o mais relevante de cada cena), e um telespectador muito mais exigente.

            Certo é que Segundo Sol é uma obra que impressiona pela qualidade de sua narrativa ! Chega a ser surpreendente a capacidade de João Emanuel Carneiro de lançar toda noite para a audiência um novo novelo para tecer – e que a gente pensa que levará alguns dias para o bordado ser concluído) -, até que, de repente, o novo desenho se apresenta e ele já oferece outro, de bandeja, para nós que acompanhamos a obra com afinco.

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Chay Sued e Adriana Esteves em atuações primorosas !

           Fico do lado de cá da poltrona a aplaudir essa ousadia notável do escritor, como quem se joga do alto do despenhadeiro, sem rede de proteção, e ainda diz: “pode olhar, que não vou morrer !” Ou seja: pode curtir, telespectador, que a trama não vai parar de surpreender ! Muito ao contrário: quanto mais situações novas o autor coloca, mais e mais surpresas ele oferece ao público, sem medo de estancar o motor !

nanda

Nanda Costa e Letícia Colin vivendo mulheres poderosas !

          Isso nos leva a lembrar o acertado codinome de João Emanuel Carneiro: o autor é sim, sem nenhum favor, o Rei do Gancho ! E como é prazeroso acompanhar uma novela dele.

Aliás, depois que você assiste a uma novela de Joõa Emanuel Carneiro, com a atenção necessária (sem perder um capítulo), nunca mais você precisa perguntar se tal ou qual novela é boa. Porque as novelas de João Emanuel são paradigmáticas: todas as tramas dele são notáveis, o que vem num crescendo indubitável desde A Favorita.

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Boliveira e Fabíula Nascimento fazem um casal muito enrolado…

             Outrossim, em Segundo Sol, o texto primoroso de João Emanuel Carneiro (que tem Márcia Prattes como parceira na redação) ganha relevo com a atuação magnânima do elenco – com destaque para Adriana Esteves, Vladimir Brichta, Letícia Colin, Chay Sued, Deborah Secco, Luísa Arres, Fabrício Boliveira, Cláudia Di Moura, Fabíula Nascimento, Emílio Dantas, Nanda Costa, Roberto Bonfim– e a profícua parceria de Maria Di Médicis e Dennis Carvalho na direção. Tudo junto e misturado, ressaltamos que daí decorrem todos os demais acertos da obra, da escolha das músicas à fotografia notável (a Bahia nunca vista de forma tão linda na telinha), passando pelos figurinos adequados e culminando com o sotaque espetacular que ouvimos através dos que traduzem em áudio as palavras de João Emanuel e Márcia Prates.

Zefa

Fabrício Boliveira e Cláudia Di Moura em atuações magnânimas !

Aliás, é mister sublinhar a enorme repercussão da novela nas redes sociais, nas quais há diversos twittes e contas no Instagram dedicadas aos personagens de maior sintonia com o público. Nesse viés, ressaltamos a emblemática atuação de Letícia Colin – que é, ressalvando as diferenças de caráter e atitude, a Carminha desta novela (no sentido de empatia da personagem); Chay Sued e Vladimir Brichta, os grandes destaques masculinos (como em AB foram Murilo Benício e Juliano Cazarré); Giovanna Lancelotti (atuação tão exponencial quanto o foi a de Isis Valverde em AB), e Cláudia Di Moura, que se destaca pelo magnetismo de sua atuação – tal como em AB tivemos a estreante Cacau Protásio se sobressaindo, embora a personagem Zefa tenha como pilar uma densidade dramática que não havia em Zezé, a qual a atriz assume com a maior competência.

rosa

Letícia Colin e Chay Sued imprimem selo de Grandes Intérpretes a Rosa e Icaro.

   Um 10 GIGANTE para Segundo Sol, sobre a qual ainda pretendemos escrever vários outros artigos, pois motivos não faltam, e sobram percepções pelas quais a obra deve ser analisada. Além disso, evidências de que o enredo é forte candidato ao Emmy, e vários outros prêmios, desfilam na nossa telinha diariamente.

            O tema é palpitante demais. Retornaremos a Segundo Sol em breve.

Drica e Lê

Rosa e Laureta: protagonismo feminino traduzido em grandes personagens, vividas por duas atrizes soberbas !

Café Mediterrâneo: sabor e requinte no coração da Aldeota

#auroradecinemaindica

café Med

                                                                                   *Aurora Miranda Leão 

          Caía a tarde de quinta, cheirinho de sexta estendendo o tapete e uma vontade de celebrar as bendiciones de la vida. Afinal, mudar de idade deve servir, sobretudo, para festejar, brindar à vida e dizer Presente em alto e bom som !

           E sabe aquela conhecida história do poeta Drummond ? Pois é, no meio do caminho tinha… No meu, era um café ! E é dele que quero falar pra você, leitor amigo do #blogauroradecinema.

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              O café, tão apreciada iguaria do menu europeu, chegou com força lá pras bandas do sudeste já tem boas décadas. Mas aqui por Fortaleza, a novidade veio pegar mesmo de uns cinco anos pra cá. E quando falo de café, óbvio que estou passeando de mãos dadas com a metáfora porque melhor do que o café é a cafeteria e o naipe de prazeres que oferecem esses espaços.

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           Nos tempos da vovó, a família tinha horários para se reunir e o pretexto era o café. À mesa, bolo, iguarias refinadas, doces caseiros, tapioca, cuscuz, queijo de coalho e muita imaginação. Jogar conversa fora era um programa do qual não se abria mão.

           Nos tempos do agora, o gostinho do café vive ancorado nas lembranças daqueles alpendres fartos de aconchego e comida gostosa, e resiste ao tempo como antídoto para o estresse e a pressa que pensa ser “dona da vida”, como aquele famigerado Marquês de uma terra já perdida que Fagner canta tão lindo, empoderando a música de Sivuca e Paulinho Tapajós.

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       E tudo isso a propósito de um café supimpa que descobri aqui na capital cearense. Sim, a Fortaleza de sol, férias, amigos e boas opções de compra, também marca pontos quando se fala em comida e paladar.

       Nós, cearenses, somos tão conhecidos pelos bons dotes culinários que por aqui nas terras de Caminha e Alencar, podemos até dizer que “quem não gosta de baião, queijo coalho, paçoca e peixada é porque bom sujeito não é: é ruim da cachola ou doente do paladar”.

waff

Aqui pelo Ceará, aliás, também falamos umas coisas exóticas que provocam risos fartos por aí ! Quer ver ? Quem não acha engraçado falar em “coisa boa de rebolar fora !” E vai dizer que nunca teve vontade de rir ao ouvir um elogio desses: “Eita, coisinha boa da molesta !”

         Pois é, cearense tem dessas coisas sim ! E além das praias bonitas, da culinária saborosa, do falar engraçado, também temos pessoas que por aqui chegam e se apaixonam. Como aconteceu com o compositor paraense Carlos Barroso, que escreveu os versos que adoro cantarolar desde criança: “Eu só queria que você fosse um dia ver as praias bonitas do meu Ceará !”

       Quando esse dia chegar, não deixe de passear pela nossa aldeia Aldeota: aqui, a gente tá batendo na porta, não pra lhe aperriar, mas pra convidar você – turista ou cearense de qualquer nacionalidade -, pra recordar nosso “céu pleno de paz, sem chaminés ou fumaça”, debaixo do qual se abriga o Mediterrâneo, um self-service pra lá de arretado, onde tudo que se come, é da melhor qualidade !

Medit

              O Mediterrâneo oferece diariamente o melhor cardápio da capital nas horas em que a fome grita almoço. Pois há pouco mais de um mês, o espaço começou a funcionar como cafeteria.

           Tive o prazer de conhecer o novo ambiente do Mediterrâneo e fiquei encantada: o café tem como cartão de visita a simplicidade da elegância, o atendimento generoso, e o requinte do carta de iguarias !

      Passamos lá por acaso. Ia seguir adiante mas o trânsito colaborou para que optasse por um intervalo. Como estava quase do lado, resolvi entrar e conhecer o Café Mediterrâneo.

        E posso assegurar que foi um Anjo Bom que fez com que eu parasse ali pra reabastecer as energias naquele exato momento: pense num espaço adorável e numa comida que você paga com gosto. Pois este lugar existe e se chama Café Mediterrâneo !

          Eita, cafezin bom da molesta, Sôh !

      Pois se você está em Fortaleza, ou planeja uma vinda a estas paragens, programe aí uma parada no Mediterrâneo. O espaço funciona das 15h às 21h na rua Oswaldo Cruz, em pleno coração da Aldeota,  com as opções mais finas e saborosas da gastronomia !

buffet

P.S.: Indicamos também uma visita ao Mediterrâneo na hora do almoço: o espaço oferece pratos deliciosos de peixe e camarão, oferta diária de comida japonesa, sobremesas incríveis, e ainda um eclético e saudável buffet de saladas com direito a chia, quinoa, linhaça, orégano e castanhas !