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Seminário internacional REDE JIM é nesta terça

Pesquisadores encontram-se amanhã para debater sobre desinformação, pandemia, memória e imaginários.


Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) receberá o evento internacional da Rede de Pesquisa em Jornalismo, Imaginário e Memória. Sete grupos de pesquisa debatem o tema “Pandemia e Desinformação”


O Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) da UniSul sediará o Seminário da Rede de Pesquisa em Jornalismo, Imaginário e Memória (JIM) nesta terça, 26 de outubro. A organização do encontro é dos grupos de pesquisa Imaginário e Cotidiano, liderado pela prof. Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes, e Grupo de Pesquisas Memória, Afeto e Redes Convergentes, liderado pelo prof. Dr. Mário Abel Bressan Júnior, com respaldo da Rede JIM.A Rede JIM foi criada por líderes de grupos de pesquisa, de diversas universidades brasileiras, visando ampliar as discussões já realizadas em suas instituições, como também trabalhar a interdisciplinaridade entre Comunicação, História, Memória, Imaginário e Jornalismo. Para afirmar a relevância da ligação entre os diversos campos de pesquisa, anualmente os grupos encontram-se em seminário para compartilhar pesquisas.

O Seminário da Rede JIM promove debates entre os professores e líderes de cada grupo, mas também possibilita a alunos, graduandos, mestrandos e doutorandos o compartilhamento de seus objetos de estudo. As atividades amanhã tem início às 9h, através do Zoom, com palestras dos professores convidados. À tarde, serão apresentadas as pesquisas dos acadêmicos, a partir do tema Pandemia e Desinformação.

A primeira reflexão será sobre Imaginários da Pandemia, com o jornalista e escritor Dr. Juremir Machado, professor do programa de Pós-graduação e do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUCRS e Líder do Grupo de Pesquisa Tecnologias do Imaginário (PUCRS).

Professor e jornalista Juremir Machado fará a palestra de abertura do Seminário REDE JIM.

Em seguida, o tema Pandemia e liberdade será desenvolvido por Dr. Philippe Joron, sociólogo, professor do Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Paul Valéry – Montpellier III, na França. E, encerrando a primeira parte do evento, a apresentação sobre Pandemia e informação – o caso português, será com Dr. Moisés Martins, professor catedrático e diretor do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, em Portugal.

Para a professora Heloisa, do grupo Imaginário e Cotidiano, é uma honra sediar evento desse porte, mesmo que virtualmente, com nomes tão relevantes para as pesquisas da Rede JIM: “Estamos com os preparativos quase prontos e na expectativa para ouvir reflexões tão necessárias neste momento de pandemia. Estes encontros são importantes para conhecermos o que cada grupo tem desenvolvido, mas também para fortalecer os laços entre os pesquisadores, que por interesses de investigação em comum, conhecem novos parceiros de trabalho”, destaca.  

Já o professor Dr. Mário Abel Bressan Jr., líder do grupo Memória, Afeto e Redes Convergentes, afirma: “Pandemia e desinformação, tem feito parte das nossas vidas de maneira muito presente, especialmente quando estudamos jornalismo, imaginário e memória, que lidam diretamente com a sensibilidade e com as relações afetivas do coletivo. A Rede JIM escolheu muito bem ao parar para discutirmos juntos este tema, sob diferentes olhares”.

Para acompanhar o Seminário da Rede JIM, siga os perfis @rede.jim @imaginariocotidiano @ppgcl.marc e @ppgcl.unisul

Programação

9h – Abertura do evento
Heloisa Juncklaus Preis Moraes (Unisul)

9h15 – Imaginários da pandemia
Juremir Machado da Silva (PUCRS)

9h45 – Pandemia e liberdade
Philippe Joron (Universidade Montpellier)

11h – Pandemia e informação – o caso português
Moisés Lemos Martins (Universidade do Minho)

12h15 – Encerramento da parte da manhã

14h – 15h30

O pesquisador como influenciador: uma análise sobre a presença de Átila Imarino na mídia
Carla Baldutti Rodrigues (Comcime, UFJF)
Luana Chinazzo Müller (GTI, PUCRS)
Taila Lopes Quadros (GTI, PUCRS)
Wagner Machado da Silva (GTI, PUCRS)

O resgate dos cinemas drive-in na pandemia de covid-19: análise da pré-estreia do Festival Primeiro Plano 2020
João Gabriel Marques (Comcime, UFJF)
Gabriele Oliveira Teodoro (Comcime, UFJF)

Documentário televisivo e pandemia: as estratégias narrativas de “Cercados” (Globoplay) contra a desinformação
Christina Musse (Comcime, UFJF)
Mariana Musse (Comcime, UFJF)
Denise Tavares (Multis, UFF)

Mas eis que chega a pandemia e carrega a história pra lá… imaginários e memória teleafetiva na construção atípica de Amor de Mãe
Aurora Almeida de Miranda Leão (Namídia, UFJF)
Leonardo Lessa (Marc, Unisul)
Mario Abel Bressan Júnior (Marc, Unisul)

Consumo literário na pandemia: a memória como ressignificação do presente
Leandro de Bona Dias (Marc, Unisul)
Mayara Gonçalves (Marc, Unisul)
Renata Dal-Bó (Marc, Unisul)
Suzana Azevedo Reis (Comcime, UFJF)
Vanessa Coutinho Reis (Namídia, UFJF)]

Fake news dá enredo mas não dá samba: as estratégias das escolas de samba pela informação certificada na pandemia
Rafael Otávio Dias Rezende (Namídia, UFJF)
Samara Miranda da Silva (Namídia, UFJF)
Ana Carolina Campos de Oliveira (Namídia, UFJF)

15h30 – 16h – Espaço para perguntas e discussões

16h – 16h30 – Intervalo

16h30 – 18h45

Estratégias narrativas audiovisuais no combate às notícias falsas na pandemia
Cláudia Thomé (Namídia, UFJF)
Thereza Medeiros (Comcime, UFJF)
Marco Aurélio Reis (Namídia, UFJF)
Luciana Soares de Morais (Namídia, UFJF)

Comunicação institucional e saúde pública em tempos de covid-19: pandemia, negacionismo e esclarecimento
Álvaro Nunes Laranjeira (GTI, PUCRS/OSM, UFES)
Adauto Emmerich Oliveira (OSM, UFES)
Mariela Pitanga Ramos (OSM, UFES)

O agendamento da Associação Médicos pela Vida e da narrativa do tratamento precoce na pandemia de covid-19: uma análise dos jornais O Globo e Folha de São Paulo
Fernanda Cristine Vasconcelos da Silva (GTI, PUCRS)
Larissa Caldeira de Fraga (GTI, PUCRS)
Michele da Costa Souza (Imaginarium, UFMA)
Vitor Laitano e Silva (GTI, PUCRS)

A cobertura de notícias sobre violência doméstica durante a pandemia da covid-19
Alicia Porto (GTI, PUCRS)
Manuel Petrick  (GTI, PUCRS)
Marcela Rochetti Arcoverde (Multis, UFF)
Suelen Gotardo (GTI, PUCRS)

Quando a pandemia covid-19 se transforma em relato: a voz das mulheres jornalistas
Ramsés Albertoni Barbosa (Comcime, UFJF)
Ana Paula Dessupoio (Comcime, UFJF)

Imaginário e rádio expandido no enfrentamento da pandemia de covid-19
Patrícia Monteiro(Imaginarium, UFMA)
Letícia Barreto (Imaginarium, UFMA)
Vitória Nunes (Imaginarium, UFMA)
Luís Augusto Mendes (Imaginarium, UFMA)

“O imaginário das covas”: pandemia, desinformação e a saturação do cotidiano midiático
Denise Cristina Ayres Gomes (Imaginarium, UFMA)
Heloisa Juncklaus Preis Moraes (Imaginário e Cotidiano, Unisul)
Renata Rezende Ribeiro (Multis, UFF)

18h45 – 19h15 – Espaço para perguntas e discussões

19h – Encerramento do evento

Pesquisadores da Rede JIM em encontro anual de 2019, sediado pela UFF, em Niteroi.

Cabo Verde realiza webinar para celebrar Dia Mundial do Cinema

A Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACACV) vai realizar nos próximos dias 2, 3 e 4 de novembro o CICLO WEBINAR DE CINEMA E AUDIOVISUAL para celebrar o Dia Mundial do Cinema.

Desde setembro, a ACACV vem realizando uma série de eventos e ações formativas nas cidades da Ilha visando a promover maior participação da comunidade na celebração da data, 5 de Novembro.

O Ciclo Webinar de Cinema e Audiovisual vai reunir cineastas, estudiosos, técnicos, produtores e pesquisadores da Sétima Arte visando a uma maior integração dos países lusófonos que integram a CPLP. Segundo o presidente da entidade, Júlio Silvão Tavares, a ACACV também atua para a criação de um programa cinematográfico na TV Educativa, com duração de 30 minutos e periodicidade quinzenal.

Ainda no âmbito das comemorações de novembro, a Associação convoca os média públicos e privados para pensar no fomento a programas que possam trazer contribuições para o desenvolvimento do setor, abrangendo profissionais da área, estudantes, apreciadores e o público cabo-verdiano, em geral.

De salientar que em comemoração ao Dia Mundial do Cinema, os espaços culturais a nível internacional costumam incentivar a apreciação do cinema com exibição de filmes, gratuitamente, realização de concursos e até exposições relacionadas com a história dessa manifestação artística.

Em Cabo Verde, a efeméride não costuma passar despercebida. Anualmente, acontecem no país festivais audiovisuais com exibições de filmes nacionais e internacionais, workshops e diversas atividades relacionadas à produção audiovisual na cidade da Praia, Mindelo, além de mostras de filmes em outros pontos do país.

A Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde tem por objectivo promover o desenvolvimento artístico do cinema cabo-verdiano e da cultura cinematográfica do país. Visa também defender o Cinema como expressão livre da arte, as liberdades e direitos artísticos, morais e profissionais da criação, participar na elaboração de legislação respeitante ao objecto da Associação e na evolução das estruturas do cinema no país e na África ocidental. No escopo da ACACV também está a defesa dos interesses profissionais dos seus associados, encorajando o acesso à profissão e reforçando a colaboração e parceria entre seus membros através de ações de promoção, produção, formação, programação, edição, exibição e distribuição.

Júlio Silvão Tavares, presidente da ACACV, ultima os preparativos para o Webinar

CICLO WEBINAR DE CINEMA E AUDIOVISUAL – 2021
SAUDAÇÃO AO DIA MUNDIAL DO CINEMA


A programação do primeiro dia, 2 de novembro, já está fechada e é a seguinte:


PROGRAMA
Sede – Parque 5 de Julho, Cidade da Praia – Ilha de Santiago, Cabo Verde
Código Postal – 434/C – E-mail: acinemavcv@gmail.com – Site: http://www.acacv.cv – facebook.com/acinemaacv
Telefone: 2638704; 3577703
Dia: 02 de novembro de 2021 (Terça-feira)
Horas: 15:00 Horas
Local: Online, ZOOM
PAINEL 1 – Cinema e Audiovisual no contexto de uma novel regulamentação
do mercado.
Conferencistas:
• Adilson Gomes – Cabo Verde – Presidente do NuNaC “Núcleo
Nacional de Cinema”;
• Maria Mineiro – Portugal – Vice-Presidente do ICA – Instituto de
Cinema e Audiovisual”.
• Paulo Alcoforado – Brasil – Ex Diretor, superintendente de
Fomento e Secretário de Politicas de Financiamento na Agencia
Nacional de Cinema;
• Pedro Mba Ndong Nseng; Guiné Equatorial – Presidente
Associação Cinema;
Moderadora: Hulda Moreira – Jornalista RTP Africa Cabo Verde
CRONOGRAMA
15:00 a 15:05 Horas – Intervenção moderador(a)
*Benvindo aos conferencistas e agradecimento aos seguidores
do Fórum
*Apresentação dos Conferencistas
*Apresentação da normativa de funcionamento
15:05 a 15:30 Horas – Apresentação das comunicações
15:30 a 16:25 Horas – Debate
16:25 a 16:30 Horas – intervenção moderador(a) para resumo do debate e
enceramento

ACACV prepara homenagem ao CINEMA, que acontece em novembro.

Semana Euclidiana alcança público enorme e reafirma importância de Euclides da Cunha

Aurora Miranda Leão*

Cidade de São José do Rio Pardo reverencia memória de Euclides da Cunha

Como acontece anualmente no município paulista de São José do Rio Pardo, de 9 a 15 deste agosto de 2021 foi realizada a Semana Euclidiana (SE) em homenagem à memória do escritor, jornalista, engenheiro e poeta fluminense Euclides da Cunha (1866-1909).

Este ano, o tema da Semana foi Euclides da Cunha: Uma Odisseia Literária Fluvial. Segundo Ana Paula Lacerda, historiadora e curadora oficial da SE, a influência que Euclides teve para escrever suas obras, e até sua formação pessoal, sempre esteve diretamente relacionada com os locais por onde ele passou: “A vida dele foi banhada por rios: Santa Rita do Rio Negro, Rio de Janeiro, Rio Pardo, Rio Vaza-Barris, Rio Amazonas”, são alguns deles. “A escolha do tema foi uma forma de mostrarmos quem foi Euclides da Cunha e o que são suas obras”, disse Ana Paula.

Em sua 83a edição, a Semana Euclidiana teve como abertura oficial do Ciclo de Estudos a prosa “Andanças pelos sertões do Conselheiro e Euclides da Cunha, reunindo o jornalista baiano Zé Raimundo (de longa estrada no Globo Repórter) e o professor Manoel Neto. A SE contou com apoio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores de São José do Rio Pardo.

Assim como em 2020, a Semana aconteceu de modo online, porém em São José, direto da Casa Euclidiana, foi realizada transmissão ao vivo, contando com a participação de autoridades, mestre de cerimônias, apresentações artísticas e belas falas, como as do prefeito Marcio Callegari Zanetti, do vereador Rafael Castro Kocian e da curadora Ana Paula Lacerda.

A programação foi intensa e bem diversificada, abrindo no sábado, 7 de agosto, com a Feira da Terra, realizada na praça do antigo Mercado Municipal. No dia 9, segunda, às 9:30h, um desfile simbólico “A tradição vive…” fez um breve histórico do evento, seguindo-se mostra audiovisual, exposição no Museu Rio-Pardense Arsênio Frigo, abertura dos jogos olímpicos da Semana Euclidiana, lançamento do gibi “Mateo e Nina em As Aventuras de Antônio Conselheiro”, escrito por Ana Paula Lacerda, contando ilustrações de Luidi Martins, e às 20:15h aconteceu a abertura oficial do Ciclo de Estudos.

Tudo foi devidamente transmitido pelo canal da Casa Euclidiana no Youtube e pode ser acessado por quem quiser conferir.

Segundo a curadora Ana Paula Lacerda, “A Semana foi um grande desafio pra nós que organizamos. Porque ela tem uma característica muito grande de troca, de intercâmbio cultural, de socialização, então fazer uma semana virtual foi um enorme desafio mas foi muito estimulante ! Alcançamos um público muito maior, de todas as partes do país e do exterior, eu diria que até mais do que o esperado e isso nos alegra muito, fortalece nosso objetivo. Pra você ter ideia, até o concurso de poesia – que é uma parceria com o movimento Poesia em Cada Ser – alcançou mais de 90 mil pessoas. Então isso diz muito sobre o alcance e pertinência do que fazemos, é um retorno auspicioso da dedicação que empenhamos em prol da realização da Semana”.

São José do Rio Pardo: a reverência de uma cidade a um escritor que é Patrimônio de todo o país !

A programação incluiu também as aulas da Maratona Intelectual Euclidiana, as quais reuniram expressiva participação de jovens e adultos, sendo realizadas também em ambiente virtual, com mediação e participação dos professores do Ciclo de Estudos juntando euclidianos riopardenses e convidados, além de alunos de várias regiões do país. Ademais, oficinas como a de criação de podcast, lançamentos de livros, apresentações artísticas – como a da Camerata Livre do Rio Pardo -, a Romaria Cívica Simbólica abrindo a tarde de domingo, e as lives noturnas, contando com a participação de renomados nomes do nosso universo cultural, como a dramaturga Maria Adelaide Amaral, o escritor e historiador Célio Turino e o ilustrador e escritor Ricardo Azevedo.

Já a Conferência Oficial da Semana Euclidiana teve como palestrante o ilustre professor Willi Bolle, titular sênior de Literatura da USP, especialista nas obras de Guimarães Rosa, e autor de vários livros sobre os sertões brasileiros. O tema de sua exposição foi A Amazônia na visão de Euclides da Cunha, marcando a Semana com apresentação de suma relevância para o Euclidianismo (movimento que reúne admiradores e seguidores do escritor de Os Sertões nos quatro cantos do mundo).

O professor de Literatura, Leopoldo Bernucci (que leciona na Universidade Davis, da Califórnia, internacionalmente conhecido como pesquisador euclidiano), foi o conferencista convidado para protagonizar a palestra de encerramento, finalizando com chave de ouro a Semana consagrada ao escritor, que chegou à sua 83a edição mostrando força e reafirmando sua relevância, não só para a cidade onde Euclides da Cunha escreveu sua obra-prima mas para o país e para o mundo, a par do alcance mundial da grandiosa obra euclidiana. O legado do escritor permanece com impressionante atualidade neste século XXI e muito tem a nos dizer sobre o país e a formação da identidade brasileira.

A fala de Leopoldo Bernucci foi na manhã do domingo, 15, com transmissão ao vivo a partir do palco da Casa Euclidiana.

A Semana Euclidiana contou ainda com Concurso Nacional de Poesias e belo e emocionante encerramento com apresentações artísticas que fizeram um traçado histórico da vida de Euclides, desde seu nascimento até as importantes influências legadas pelo escritor ao país.

De Parabéns pelo belo trabalho, Ana Paula Lacerda, curadora da Semana Euclidiana.

“É muito importante pra nós receber o retorno caloroso do público que acompanhou a Semana, tanto presencial como virtualmente, porque isso referenda a percepção de estarmos no caminho certo, fortalecendo nossa ideia do que é o movimento euclidiano. O êxito que registramos desta 83a Semana Euclidiana nos devolve a certeza de que não se trata apenas de um movimento local, de São José do Rio Pardo, mas o euclidianismo é um movimento cultural amplo e diverso: ele representa a identidade cultural do nosso país. Então foi muito bom, muito gratificante”.

Aproveito e pergunto a Ana Paula se já há planos para a próxima edição e ela indica: “Já estamos a todo vapor para 2022: agora vamos nos reunir com o Conselho Euclidiano e já vamos começar a trabalhar e, em breve, virão os spoillers…” (risos).

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Sede da Casa Euclidiana, onde o notável autor de Os Sertões residiu por três anos…

Poucas vezes vi, nestes anos todos de jornalismo cultural, uma efeméride tão bonita, realizada com tanta disposição, afeto e dedicação, extravasando emoção, respeito e espraiando amor de toda uma cidade para com a memória de um escritor. Ressaltando-se, tudo isso aconteceu num momento pandêmico, no qual ainda são graves e diversos os efeitos nocivos do covid-19, e isso reveste-se ainda mais de importância e necessidade de aplauso.

As apresentações artísticas da tarde de encerramento da SE estiveram a cargo do grupo cultural Fábrica de Expressão, escola de artes municipal de Rio Pardo. Mais uma grata surpresa, com números artísticos de extremo bom gosto, sensibilidade e beleza – contando com participação da Orquestra do Mato (regência do maestro Agenor Ribeiro Neto) e de Gabi Yong (apresentando e cantando com voz belíssima e perfeita afinação) -, textos de Nicolas Costa e Maria Teresa Ratti, roteiro de Vanessa Dias Paião e Ana Paula Lacerda, e a incrível contribuição de mestres da Fábrica de Expressão, como o prof Prof Biluca (Desenho e Pintura) fazendo um desenho ao vivo de Euclides da Cunha enquanto um grupo de professores da mesma Fábrica cantava, dançava e tocava.

Destarte, podemos afirmar: a Semana Euclidiana é sim realização de extrema relevância para a Cultura Brasileira, afirmativa do valor imensurável de EUCLIDES DA CUNHA para o Patrimônio Histórico, Artístico e Imaterial do Brasil, salvaguardando a memória do paradigmático escritor, afirmativa de sua permanente importância e confirmadora do acerto do poder público de São José do Rio Pardo – Prefeitura, Departamento de Arte e Cultura, e Câmara Municipal. Cabe investir e apostar cada vez mais em sua realização, a qual caminha para o novenário mostrando imenso potencial, destacada como evento ímpar de Homenagem à figura de um escritor/literato/poeta/jornalista e engenheiro que dedicou vida e obra a construir pontes, superar desafios, interligar desiguais e fomentar a responsibilidade e amor ao país e à diversidade cultural de suas gentes.

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Euclides da Cunha: legado permanentemente atualizado num país de contrastes e desigualdades sociais gritantes, no século XIX como neste Terceiro Milênio.

Daí o porquê do plural de sua obra, OS SERTÕES… Porque este, tanto o Sertão como Euclides, são múltiplos, não é um só, são tantos, tantos como o meu Brasil de Todos os Santos, inclusive meu São Sebastião… Saravá !, como diria o amado poeta Vinícius de Moraes.

*Aurora Miranda Leão é jornalista, doutoranda em Comunicação pela UFJF e editora do Blog Aurora de Cinema.

ENECULT começa com programação intensa e vai até sexta

Encontro promovido pela UFBA conta com 20 Grupos Temáticos e terá lançamento de 22 livros

A décima sétima edição do ENECULT – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), começou nesta terça, 27, e segue até 30 deste julho.

Mais de 1,5 mil pesquisadores estarão reunidos de modo virtual para debater os dilemas atuais da cultura neste XVII Enecult – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura. A programação é aberta ao público e destaca as muitas dificuldades enfrentadas pela cultura no país nestes últimos anos.

Ator Jackson Costa mediou a mesa de abertura e Margareth Menezes participou dos debates

A manhã inaugural, que discutiu o momento atual brasileiro de descaso com a Arte e escassez de políticas culturais, contou com a presença do senador Paulo Rocha (PT/PA), autor da Lei Paulo Gustavo, da cantora Margareth Menezes e da professora Natália Coimbra, coordenadora do evento. A abertura contou ainda com debate aberto ao público, participação da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), autora da Lei Aldir Blanc, e da Orquestra Sinfônica da Bahia.

Para a professora Natália Coimbra, “Ao mesmo tempo que paralisa ou desafia, essa encruzilhada também abre novos caminhos. Pensamos o Enecult como um lugar e um momento de dar um abraço na cultura, ainda que virtualmente. E também um espaço para dialogarmos sobre questões essenciais de como esse panorama pode ser resolvido, quais as políticas públicas e de que modo elas impactam a cultura, o fazer cultural e a vida das pessoas. Acreditamos que as reflexões teóricas e empíricas, a ciência e o afeto podem e devem andar juntos”.

O ENECULT terá 15 mesas coordenadas, apresentações de artigos, mostra audiovisual e lançamento de livros. As transmissões das mesas e das atrações culturais, todas com tradução em libras, serão feitas pelo canal do YouTube (youtube.com/enecult) e página no Facebook (@grupocult).

Já o antropólogo argentino Néstor García Canclini (UAM-México e IEA/USP) discute o tema “A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais” na quarta-feira (28), às 19h, ao lado dos pesquisadores Sharine Machado Melo (IEA/USP), Juan Ignacio Brizuela (IEA/USP) e Liliana Sousa e Silva (IEA/USP), sob a mediação de Martin Grossmann (IEA/USP).

A programação do Enecult também conta com três mesas especiais: “Impactos da Covid-19 na Cultura: avaliação da Lei Aldir Blanc”, “Brilho e Resistência – Mesa em homenagem à Baga de Bagaceira” e “Cultura: entre a lida e a vida”. Promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o encontro terá formato online pelo segundo ano consecutivo, em respeito à necessidade de distanciamento social que o momento exige.

Ao todo, o ENECULT terá 20 GTs com apresentações de trabalhos, 3 mesas de Diálogos Emergentes e 4 mesas especiais., além do lançamento de 22 livros e intensa programação cultural.

Foram selecionados 325 artigos e 15 mesas coordenadas para participar da programação do XVII Enecult – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura.

Nestes 17 anos de ENECULT, autores e pesquisadores de referência mundial, já enriqueceram o encontro com suas palestras, presenças e trajetórias. Entre os ilustres convidados do ENECULT, estão Mia Couto (Moçambique), Antonio Lafuente (Espanha), Armand Mattelart (França), Armando Silva (Colômbia), Daniel Gonzalez (Argentina), Daniel Mato (Venezuela), Durval Muniz de Alburquerque Jr. (Brasil), Eduardo Nivón Bolán (México), George Yúdice (EUA), Gonzalo Carámbula (Uruguai), Manuel Garretón (Chile), José Miguel Wisnik (Brasil), Massimo Canevaci (Itália) Muniz Sodré (Brasil), Natália Ramos (Portugal), Octávio Getino (Argentina), Renato Ortiz (Brasil), Rocío Ortega (Paraguai), Rubens Bayardo (Argentina), Sérgio Amadeu (Brasil), Xan Bouzada Fernández (Espanha), Silvia Vetrale (Uruguai) e Victor Vich (Peru).

Em 2020, o ENECULT foi realizado de 15 a 18 de setembro, estreando a versão totalmente online. Mesas redondas discutiram temas relacionados com os impactos da pandemia da Covid-19 e do isolamento social na economia criativa, nas culturas da infância, na moda, na diversidade cultural, na etnocomunicação, nas políticas, práticas e consumo culturais. Também foram debatidos outros temas do contexto brasileiro atual, como a relação entre cultura e universidade; conflitos e disputas político-culturais; processos de semioses das fake news; guerra cultural; mulher, cultura e política; ciberfeminismos e redes livres e políticas de memória e escravidão em Salvador, dentre outras atividades, como lançamento de livros e programação artística. 

O XVII Enecult é promovido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura) do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC) e Faculdade de Comunicação (Facom).

A programação está no site do Enecult: http://www.cult.ufba.br/enecult/xvii-programacao/

Entre os lançamentos que acontecerão no Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, está o do e-book TELENOVELA – A Ficção Popular do Brasil, lançamento RFB Editora.

O e-book é da redatora deste blog – jornalista Aurora Miranda Leão -, e reúne 10 artigos acadêmicos, sendo 6 sobre telenovelas e 4 sobre minissérie, seriado e supersérie.

O prefácio é do professor, escritor e pesquisador João Paulo Hergesel, e você pode adquirir o seu e-book gratuitamente neste link:

https://www.rfbeditora.com/ebooks-2021/telenovela-a-ficcao-popular-do-brasil

E-book da jornalista e doutoranda em Comunicação, Aurora Miranda Leão, tem lançamento no ENECULT

ALCAR Nacional: inscrições até dia 31

Prorrogadas até 31 de julho as inscrições ao XIII Encontro
Nacional de História da Mídia
com o tema #vidasnegrasimportam

O XIII Encontro Nacional de História da Mídia recebe inscrições até a próxima sexta, 31 de julho.

Os interessados podem se inscrever acessando https://alcarnacional2021.com.br/.

Os valores variam de R$ 10 a R$ 60. Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores e outros profissionais interessados na temática.

Este ano, pesquisadores do Brasil e de outros países estarão reunidos, de forma remota, entre 18 e 20 de agosto.

Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora sediará XIII Encontro Nacional da ALCAR

A programação envolve palestras, mesas-redondas e grupos de trabalho, evidenciando o tema #vidasnegrasimportam. A realização é da Associação Brasileira de História da Mídia (Alcar), com apoio da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), através da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom).


A submissão de trabalhos foi encerrada com a apresentação de mais de 200 artigos nos nove GTs. Os inscritos poderão acompanhar a programação dos seguintes grupos: História do Jornalismo; História da Publicidade e das Relações Públicas; História da Mídia Digital; História da Mídia Impressa; História da Mídia Sonora; História das Mídias Audiovisuais; História da Mídia Visual; História da Mídia Alternativa; Historiografia da Mídia.


Abertura
A abertura do encontro está marcada para 18 de agosto, às 19h, com palestra do pesquisador Louis M. Maraj, da Universidade British Columbia, no Canadá. O tema O negro no tempo: como o #vidasnegrasimportam reorienta o humano vai permear a fala de Maraj, nascido em Trinidad e Tobago e, atualmente, professor na Escola de Jornalismo, Redação e Mídia, em Vancouver. Ele pensa, cria e discute os Black Studies, retórica, mídia digital e pedagogias críticas.

Pesquisador Louis M. Maraj é o convidado da palestra inicial da ALCAR

O livro de Maraj – “Black or Right: Anti / Racist Campus Rhetorics” (2020) – explora noções de negritude em instituições educacionais historicamente brancas. Os ensaios mais recentes podem ser encontrados em
“Precarious Rhetorics” (2018), “Prose Studies” (2019) e “Women’s Studies in Communication” (2020).

Mesas de debate
A programação do dia 18 de agosto começa mais cedo, com a Mesa da Rede Latino-americana de História da Mídia (RLAHM), às 14h, quando serão debatidos os sentidos teóricos e metodológicos presentes na construção de uma história conectada da mídia na América Latina, a partir de discussões que já vêm sendo realizadas pelos pesquisadores do grupo. Participam Marialva Barbosa (UFRJ), Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ), Eduardo Gutierrez (Pontifícia Universidad Javeriana), Mirta Varela (Conicet-UBA, Argentina), Celia del Palacio (Universidad Veracruzana, México), Monica Maronna (Universidade de la República, Uruguai).


Em seguida, às 16h30, está prevista a primeira mesa temática do XIII Encontro da ALCAR, com o título Experiências negras, escritas de si e do outro. A discussão terá participação de Marialva Barbosa, Alexandra Lima da Silva (UERJ) e Elson de Assis Rabelo (UFBA). Já no dia 19 de agosto, a segunda mesa temática, será Processos de racialização do ódio e da violência, a partir das 19h. Participarão do debate do dia 19 de agosto os profess oresJuremir Machado da Silva (PUC – RS), Silvino Lopes Évora (Universidade de Cabo Verde) e Wedencley Alves Santana (UFJF).

Encerrando o encontro da ALCAR, dia 20, a terceira e última mesa, Branquitude e (bio)políticas do branqueamento, com Liv Rebecc Sovik (UFRJ), Fernanda Carrera (UFRJ) e Lourenço da Conceição Cardoso (Unilab), a partir das 19:30h.

Jornalista e Profa Dra Christina Musse é a presidenta da ALCAR

Mais informações: https://alcarnacional2021.com.br/

Afinal, quem é o “povo nordestino” ?

Com a resposta, o escritor Durval Muniz de Albuquerque Jr.*

Falar em “povo nordestino” é pressupor a existência de uma mesma maneira de falar, uma mesma cultura, a dita cultura nordestina

Vaqueiros Nordeste
Legenda: Quando se fala em “povo nordestino”, sobre quem se está falando?Foto: Arquivo DN

O importante intelectual da luta contra o racismo, o martinicano Frantz Fanon, criticava a ideia da existência de um “povo negro”. Para ele não se podia apoiar a construção de uma identidade na cor da pele das pessoas. A cor da pele não diz nada sobre o que a pessoa é, sobre sua cultura, seus valores, suas ideias, seus comportamentos e atitudes.

Reduzir uma pessoa a cor da sua pele e considerar que milhares de seres humanos são iguais, têm formas homogêneas e similares de serem humanos, representam um estágio único de desenvolvimento da civilização e da racionalidade, era para ele um capítulo do racismo, que compunha, como elemento estrutural, o sistema de dominação econômico e político do capitalismo, do imperialismo e do colonialismo.

É comum, entre nós, falarmos tranquilamente sobre o “povo nordestino” e nunca pararmos para olhar criticamente para os significados que podem estar implicados nessa designação identitária. 

O que definiria a existência do “povo nordestino”? O fato de se ter nascido em alguma parte dos nove estados que compõem oficialmente, desde 1969, a região Nordeste? Ter nascido em um desses nove estados é suficiente para que consideremos que tal pessoa faz parte dessa identidade homogênea de “povo nordestino”? O que o simples nascimento em um dado espaço define do que alguém será ou deixará de ser? 

Da exposição Sertão forte (2019), do fotógrafo Noilton Pereira.

Construir a definição de um ser, de uma forma de existir, de uma identidade, somente a partir de seu local de nascimento não seria uma simplificação grosseira? Podemos fundar um ser coletivo somente apelando para o espaço de nascimento de seus componentes? A origem geográfica e o lugar de nascimento configuram, efetivamente, fatores relevantes para se dizer quem é uma dada pessoa ou dado grupo?Para que se possa tornar aceitável a existência de um “povo nordestino” é preciso que várias operações de simplificação e homogeneização da realidade espacial, social e cultural do Nordeste sejam levadas a efeito. 

O primeiro óbice à existência de um “povo nordestino” é que, mesmo espacialmente, mesmo do estrito ponto de vista físico-geográfico, o Nordeste não é uma realidade homogênea. Mesmo para quem ainda acredita no determinismo geográfico, para quem acha que o cariri e o semiárido existem por si mesmos, não precisam dos homens para receberem esses nomes, adquirirem significados, se transformarem em paisagens, serem delimitados e classificados como tipos de clima, como biomas, como regiões; o Nordeste não apresenta uma homogeneidade de meio capaz de criar um povo também homogêneo. 

Embora na visão estereotipada a paisagem da região se reduza à caatinga adusta e gretada, o Nordeste comporta diferentes tipos de clima, vegetação, solo, relevo, altitudes. Mesmo que acreditemos que o “povo nordestino”, como cactos que são, brotam do solo, não dá para pensar, com a variedade de solos da região, que nasça a mesma gente-cacto em todo lugar.Falar em “povo nordestino” é silenciar sobre a diversidade étnica e racial dos habitantes da região, é dar força ao estereótipo do cabeça-chata, a existência de um pretenso corpo de nordestino, de um tipo nordestino, que as figuras estereotipadas do baiano e do paraíba tentam materializar. 

É tornar invisível o fato de que no Nordeste habitam vários povos indígenas, que no Nordeste existem centenas de remanescentes de quilombos, que os nordestinos não formam um só povo, pois se originam de vários povos e de inúmeros processos de miscigenação, que não têm a mesma origem étnico-racial.

Falar em “povo nordestino” é pressupor a existência de uma mesma maneira de falar, uma mesma cultura, a dita cultura nordestina. Mas basta andar pela região para se dar conta da diversidade de sotaques, as diversas maneiras de falar existentes na região, motivadas, inclusive, por enormes desigualdades no que tange ao acesso ao letramento, à educação, à cultura. 

Como se pode supor que alguém nascido no Recôncavo Baiano tem os mesmos costumes, hábitos, tradições, formas de sentir e pensar, que os nascidos no cariri cearense ou paraibano? 

As diferenças culturais entre quem mora nas grandes metrópoles da região e as zonas rurais mais isoladas são acentuadas. Quem representa o “povo nordestino” e sua cultura, o rapper recifense, o repentista campinense ou o bailarino clássico petrolinense? É evidente que todos eles, a não ser na visão estereotipada do que é ser nordestino e do que seja a cultura nordestina, que ficaria só com o repentista.Mas o mais insidioso e de graves consequências políticas é que admitir a existência de um “povo nordestino” é escamotear as profundas diferenças de classe, as profundas desigualdades sociais e étnico-raciais existentes na região. 

Quando se fala em “povo nordestino”, quando se faz um discurso de vitimização em torno desse enunciado, quando se coloca esse povo na condição de oprimido, explorado, injustiçado, discriminado ou quando, romanticamente, ele é definido como valente, corajoso, resistente, viril, escamoteia-se o fato de que nem todo nordestino é oprimido, nem todo nordestino é explorado e injustiçado, assim como nem todo nordestino é valente, corajoso, resistente, viril. 

Os opressores também são, muitas vezes, nordestinos, assim como os exploradores e aqueles que comentem injustiças, violências, discriminações, exclusões. A expressão “povo nordestino” é perigosa, pois é despolitizadora e alienante, ela suscita e convoca uma solidariedade regional, um regionalismo que, muitas vezes, tem a capacidade de cegar as pessoas para seus interesses e para seus lugares de classe, de gênero, de etnia. Além de que ela facilita, por ser simplificadora, a emissão de discursos de preconceito, de rejeição, de ódio.

Quando se fala em “povo nordestino”, sobre quem se está falando? Sobre o riquinho yuppie dos bairros de classe média de Fortaleza, Recife ou Salvador, do trabalhador das fábricas do complexo de Camaçari, do surfista das praias de Itacaré e Baía Formosa, do criador de gado do Moxotó e do Pajeú, do professor universitário de Quixadá e Delmiro Gouveia, do dançarino de reggae de São Luís, do brincante de quadrilhas de Natal ou do ator do grupo de teatro de Juazeiro do Norte? 

A travesti das ruas de Fortaleza, o rapaz bombado da academia do bairro de Casa Forte, no Recife, o vendedor de coco da praia do Francês em Maceió, o brincante de vaquejada de Santa Cruz do Capibaribe, o devoto de Padre Cícero, os evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus de Abreu e Lima, os cabeça-feita de Canoa Quebrada ou de Pipa, o hippie de Arembepe, fazem parte do “povo nordestino”? 

Fazem, desde que se rompa com a visão identitária, homogênea, estereotipada, simplicadora do ser nordestino, que é múltiplo, diverso, diferente e divergente. A ideia da existência de um “povo nordestino” é uma das facetas do racismo entre nós, pois, no estereótipo, o nordestino é racializado e contraposto a figura do “sulista” pretensamente branco e europeu, os nordestinos seriam um “povo mestiço” e por isso um “povo inferior”. 

  • DURVAL MUNIZ ALBUQUERQUE Jr. é Mestre e Doutor em História Social pela Unicamp, e leciona nos programas de pós-graduação em História da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

ALCAR Antirracista terá encontro nacional em julho

XIII Encontro Nacional de História da Mídia reúne pesquisadores

internacionais para debater o tema #vidasnegrasimportam

Abertura do evento, que será remoto, terá palestra de pesquisador da Universidade British Columbia em 18 de agosto. Submissões de trabalho terminam dia 20 de julho

O XIII Encontro Nacional de História da Mídia reúne pesquisadores do Brasil e de outros países entre os dias 18 e 20 de agosto. A programação, que envolve palestras, mesas-redondas e grupos de trabalho, sob o tema #vidasnegrasimportam, será realizada de maneira remota. A realização é da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apoia esta edição, por meio da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom).

As inscrições estão abertas até 26 de julho no site https://alcarnacional2021.com.br/, variando de R$ 10 a R$ 60. Para a submissão de trabalhos, o prazo segue até 20 de junho no link https://alcarnacional2021.com.br/submissoes-de-trabalhos/.

A palestra de abertura do encontro será às 19h do dia 18, com o pesquisador Louis M. Maraj, da Universidade British Columbia, no Canadá. O tema O negro no tempo: como o #vidasnegrasimportam reorienta o humano vai permear a fala de Maraj, nascido em Trinidad e Tobago e, atualmente, professor na Escola de Jornalismo, Redação e Mídia, em Vancouver. Ele pensa, cria e discute os Black Studies, retórica, mídia digital e pedagogias críticas.

O pesquisador vai discorrer sobre como os ativistas do movimento Vidas Negras Importam constroem significado em relação à história, temporalidade e anti-negritude no mundo Ocidental. O livro de Maraj Black or Right: Anti / Racist Campus Rhetorics (2020) explora noções de negritude em instituições educacionais historicamente brancas. Os ensaios mais recentes podem ser encontrados em Precarious Rhetorics (2018), Prose Studies (2019) e Women’s Studies in Communication (2020).

Mesas de debate

A programação do dia 18 de agosto começa mais cedo, com a Mesa da Rede Latino-americana de História da Mídia (RLAHM), a partir das 14h, quando serão debatidos os sentidos teóricos e metodológicos presentes na construção de uma história conectada da mídia na América Latina, a partir de discussões que já vêm sendo realizadas pelos pesquisadores do grupo. Participam Marialva Barbosa (UFRJ), Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ), Eduardo Gutierrez (Pontifícia Universidad Javeriana, Colômbia), Mirta Varela (Conicet-UBA, Argentina), Celia del Palacio (Universidad Veracruzana, México), Monica Maronna (Universidade de la República, Uruguai).

Em seguida, às 16h30, está prevista a primeira mesa temática do encontro, com o título Experiências negras, escritas de si e do outro. A discussão terá participação de Marialva Barbosa, Alexandra Lima da Silva (UERJ) e Elson de Assis Rabelo (UFBA).

Já no segundo dia, 19 de agosto, a segunda mesa temática será Processos de racialização do ódio e da violência, a partir das 19h. Terão participação no debate Juremir Machado da Silva (PUCRS), Silvino Lopes Évora (Universidade de Cabo Verde) e Wedencley Alves Santana (UFJF). E, encerrando o encontro, no dia 20, às 19h30, a terceira e última mesa terá como título Branquitude e (bio)políticas do branqueamento, com Liv Sovik (UFRJ), Fernanda Carrera (UFRJ) e Lourenço da Conceição Cardoso (Unilab).

Grupos de Trabalho (GTs)

Os pesquisadores da área da comunicação terão a oportunidade de escolher entre os nove Grupos de Trabalho do Encontro para enviar os seus artigos científicos. Os assuntos pesquisados não precisam necessariamente ter relação com a temática deste ano. Confira todos os GTs e saiba mais detalhes no site do evento:

História do Jornalismo

História da Publicidade e das Relações Públicas

História da Mídia Digital

História da Mídia Impressa

História da Mídia Sonora

História das Mídias Audiovisuais

História da Mídia Visual

História da Mídia Alternativa

Historiografia da Mídia

Inscrições para Encontro Nacional de História da Mídia estão abertas: evento tem tema instigante, preços acessíveis e contará com a participação de renomados pesquisadores da causa antirracista.

Abra suas asas, caia na gandaia, escancare o armário…

Armários Abertos – depoimentos sobre a diversidade sexual. A obra reúne histórias reais sobre a descoberta da sexualidade de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ (gays, lésbicas, bissexuais, transgênero, queer, intersexo, assexuais, pansexuais, polissexuais, não-binários e mais).

De autoria do jornalista, poeta, roteirista e cineasta Valmir Moratelli, que também é doutorando em Comunicação pela PUC-Rio, o livro é o quarto da seara de Valmir e sai pela Autografia. A intenção é instigar debates sobre os múltiplos preconceitos que perpassam questões ligadas à sexualidade. Também pesquisador, Moratelli entende que as pautas relacionadas ao assunto vêm sofrendo grandes retrocessos nos últimos anos, mesmo após algumas décadas de avanços tímidos.

São histórias que fazem a gente pensar o quanto as pessoas julgam umas às outras sem conhecer por dentro as suas dores. É um livro que propõe o diálogo pra tentar, de alguma forma, diminuir o preconceito, homofobia e transfobia que dominam o país de forma intensa e nociva, diz o autor.

Os depoimentos reunidos no livro revelam desafios enfrentados pelos entrevistados no processo de autoaceitação dentro das diversas camadas da diversidade sexual humana. Moratelli diz que o Brasil tem uma estrutura social baseada na heteronormatividade e patriarcalismo, influenciada diretamente por dogmas religiosos, por isso é necessário dar vez e voz às pessoas para que elas falem abertamente sobre sua sexualidade, já que esse debate é tratado como um tabu.

— A pergunta inicial que eu fazia para todos era a mesma: Quando, como e para quem foi a primeira vez que você saiu do armário? Eu percebi ali diferentes reações. Tinha pessoas que riam, pessoas que choravam, pessoas que pediam tempo para respirar e falar abertamente sobre esse momento tão íntimo e tão importante para a autoestima delas e para a questão da identidade também, conta Valmir.

Em uma das narrativas, Júlia Menezes, mulher trans, conta das dificuldades enfrentadas no processo de transição de gênero. Após a mudança de sexo, ela precisou lidar com questões que anteriormente não faziam parte do seu cotidiano, como o medo da violência contra as mulheres:

Há uma insegurança muito maior sobre o corpo feminino. O olhar sobre o corpo feminino é muito invasivo, e ela começou a perceber isso depois que fez a transição. A partir do momento em que ela começa a se vestir de outra maneira e se colocar como mulher, isso muda — esclarece Valmir.

Armários Abertos: livro enriquece debate sobre questão da diversidade, questiona preconceitos e é gostoso de ler !

Moratelli conta que a ideia inicial era produzir um documentário com os depoimentos, mas a chegada da pandemia mudou seus planos. A equipe, que já concluíra 80% das filmagens, ao perceber que não seria possível concluir o projeto por conta das medidas de isolamento social, optou pelo registro em livro. No entanto, Moratelli diz que foi procurado por uma plataforma de streaming e que a obra deve ganhar novo viés:

— É bem provável que a gente tenha também o projeto no audiovisual depois da pandemia. Eu vejo com bons olhos o interesse das empresas de comunicação, da televisão como um todo, começando a se interessar por esse tema. A gente tem séries hoje em dia que mostram casais gays, lésbicas e com outras denominações, que a televisão aberta ainda não mostra. Então, incluir a temática sexual no streaming é muito importante.

Valmir Moratelli é autor de outros três livros: “O que as telenovelas exibem enquanto o mundo se transforma” (2019), “Diálogos para santos cegos – Contos na era fake news”’ (2018) e “Eu Rio, Tu Urcas, Ele Sepetiba” (2015). O jornalista também dirigiu o filme “30 Dias – um carnaval entre a alegria e a desilusão”, hors concours no Festival do Rio 2019. Quem quiser adquirir ARMÁRIOS ABERTOS, pode procurar as principais livrarias ou adquirir direto com o autor pela galeria dele no Instagram: (@vmoratelli).

*Com informações do JORNAL EXTRA

Racismos, violências e resistências em Encontro da ALCAR na UFJF

Inscrições para evento nacional de Comunicação estão abertas

O XIII Encontro Nacional de História da Mídia – ALCAR 2021 – será realizada a partir da Universidade Federal de Juiz de Fora, em sistema online. O tema é #vidasnegrasimportam: racismos, violências e resistências nas dinâmicas do tempo. O lema surge nos Estados Unidos como #blacklivesmatter, sendo depois traduzido em vários idiomas. Sob esta temática serão incluídos debates e palestras a partir das múltiplas experiências do racismo no Brasil ao longo do tempo. No evento estão previstas reflexões, buscando consciência histórica crítica, articulações de processos de sociabilidade e estruturas sociais raciais com fenômenos e dispositivos comunicacionais.

As discussões devem percorrer desde o período da escravidão, passando pelos levantes de pessoas escravizadas, a organização de movimentos negros, o discurso de ódio racial, as dinâmicas entre a branquidade e a branquitude, as trajetórias negras, as formas de resistência e a visibilidade. De algum modo, o #vidasnegrasimportam revitalizou a esfera pública supranacional na tentativa de promover um debate antirracista. Se é verdade que a internet vem ao longo das décadas se firmando como um meio de ativar mobilizações e insurreições, também é certo que as lutas sociais agenciadas por formas de sociabilidade digital devem ser cada vez mais conectadas a ações nas ruas, instituições e práticas cotidianas no combate a estruturas sociais racistas.

O início do movimento

As manifestações nas redes sociais digitais sob o lema #blacklivesmatter surgiram após o assassinato de Michael Brown, em 9 de agosto de 2014, na periferia de St. Louis, no estado do Missouri, nos Estados Unidos. Brown, um jovem negro estadunidense, de 18 anos, foi alvejado e morto por Darren Wilson, oficial branco da polícia municipal. Os protestos rapidamente se espalharam pelo mundo.

Em 2020, em meio à avassaladora pandemia de Covid-19, as dinâmicas estruturais do racismo mais uma vez mostraram as suas faces mais cruéis e violentas. Tendo como suas últimas palavras “Eu não consigo respirar”, George Floyd foi brutalmente asfixiado até a morte pelo policial branco Derek Chauvin, em 25 de maio de 2020, na cidade de Minneapolis. O ato de Chauvin e a falta de ação dos demais policiais envolvidos foram captados por câmeras de celulares de transeuntes.

Apesar de esse evento acontecer em condições de dispersão do campo visual e em uma era de vigilância tecnológica, os policiais fizeram o que muitos outros agentes fazem: tomar negros como criminosos e resolver o problema com a morte. O comportamento não pode ser visto fora de uma lógica racial de supremacia branca, estruturada pelos séculos de colonialismo e escravização de pessoas negras, e do recorrentemente manifestado direito de tirar a vida de outra pessoa, uma sensação de possuir o destino do corpo negro.

A violência contra pessoas negras periféricas e marginalizadas, sobretudo, como nos casos de Brown e Floyd, frequentemente ocorre na série de recusas legais e falhas em reconhecê-las como tais: nenhum relatório significa nenhum crime, nenhuma punição e nenhuma reparação. A dispersão do campo visual, portanto, serve para tornar a violência do âmbito do indiscutível e do inegociável, colocando aqueles que duvidam do ato racista como racistas e apoiadores das mortes de pessoas negras que foram midiatizadas e tornando visível como a vida real não só depende de sua circulação virtual, mas também dos conflitos em torno do controle do sentido das representações.

Rompendo o silêncio

O nome “Black Lives Matter” (extrapolando suas origens particulares) afirma-se e circula por meio de formas de discurso e ação, dando voz ao que não está incluído, tornando visível a presença de uma ausência. Ao se afirmar no discurso, “Black Lives Matter” rompe o silêncio – o silêncio que é em si violento, pois trabalha para ocultar, censurar e encobrir a violência das ordens raciais que estruturam a sociabilidade humana. A ausência é de negritude, pois as estruturas do racismo são figuradas em torno das estruturas e práticas sociais dominantes que legitimam a branquidade, postulando uma lógica binária do que é branco e do que não é.

 No dualismo racial da metafísica da branquidade, prima-se pela rarefação de ambiguidades, contradições, resistências e linhas de fuga. A lógica da racialização e da categorização são fundamentais, e não acidentais, para o mundo em que vivemos. A persistência de lógicas racializadas de organização social são pressupostos de uma ideia de supremacia e formas de articulação que estabelecem posições-sujeito particulares, dividindo as pessoas e o mundo em categorias de “branco”, como o próprio e o normal, e “não branco”, como o impróprio e o anormal.

A ALCAR tem na presidência a professora Dra. Christina Ferraz Musse (UFJF), e na vice o professor Dr.
Antônio Hohlfeldt – PUCRS. Já a comissão organizadora do
XIII Encontro Nacional de História da Mídia tem a seguinte coordenação-geral:

Christina Ferraz Musse – ALCAR/UFJF
Claudia de Albuquerque Thomé – UFJF
Jhonatan Mata – UFJF
Julia Fagioli – UFJF
Marco Aurélio Reis – Unesa-RJ
Theresa Medeiros – UFJF
Valquíria Kneipp – UFRN

Para saber mais, acesse https://alcarnacional2021.com.br/

Semana Euclidiana com inscrições abertas

Morte de Euclides da Cunha completa 111 anos | Portal Anna Ramalho

Escritor é tema de semana anual em São José do Rio Pardo, cidade em que escreveu Os sertões (1902).

OS RIOS E EUCLIDES DA CUNHA – UMA ODISSEIA LITERÁRIA FLUVIAL

Este é o tema da Semana Euclidiana, a ser realizada de 9 a 15 de agosto em São José do Rio Pardo com atividades online. Haverá também inscrição de trabalhos acadêmicos. Saiba mais acessando https://pesquisaeuclidianas.blogspot.com/

  1. Ciclo de Estudos
    1.1. Área I
    • Destinada aos alunos do Ensino Fundamental I e II – 5º ao 9º ano. As aulas serão por
    salas virtuais, assim divididas:
    Sala virtual I – 5º e 6º anos
    Sala virtual II – 7º e 8º anos
    Sala virtual III – 9º ano
    1.2. Área II
    • Destinada aos alunos do Ensino Médio e Cursinho. As aulas serão por salas virtuais.
    Sala virtual IV – Ensino médio e cursinho
    1.3. Área III
    • Destinada aos alunos do 3º grau (universidades) e demais interessados em pesquisar
    assuntos relacionados a Euclides da Cunha. As aulas serão por salas virtuais. Sala
    V – Universitários/ pesquisadores / professores
    2
  2. Inscrições
    • Serão realizadas de 24 de maio a 15 de julho de 2021.
    • As instituições ou os alunos que estiverem interessados e que já tenham um préestudo sobre o autor e suas obras poderão se inscrever. Caso a instituição não
    participe, nada impede que o aluno faça sua própria inscrição.
    • Ensino Fundamental I – serão permitidas seis inscrições por escola.
    • Área II e III – até 10 por escola / instituição
  3. Temas trabalhados
    • Os temas que serão abordados durante a Semana Euclidiana estarão na página
    da Casa de Cultura Euclides da Cunha (www.casaeuclidiana.org.br), onde os
    estudantes encontrarão subsídios para a Maratona Intelectual.
    • Para o Ensino Médio – Revista Cultura Euclidiana, onde constam todos os
    textos que serão trabalhados pelos professores durante os Ciclos de Estudos,
    também estará disponível na página da Casa de Cultura Euclides da Cunha.
    • Para os alunos de 7º a 9º anos – Texto Poético: “O menino que Euclides salvou
    na guerra” de Nicola de Souza Costa.
    • Para os alunos de 5º e 6º anos- Gibi Euclidiano-– de Ana Paula Lacerda (O gibi
    será distribuído para as turmas menores da rede de Ensino da cidade assim que
    for possível.)
  4. Maratona Intelectual
    4.1. Provas
    • Em virtude da necessidade de um novo perfil para os trabalhos deste ano, não
    haverá provas nos moldes anteriores. O aluno que se interessar poderá fazer um
    3
    trabalho, que será explicado posteriormente, e enviá-lo para o e-mail
    (casadeculturaeuclidesdacunha@gmail.com) para avaliação e classificação.
    • Os trabalhos serão corrigidos por uma Comissão designada pela Casa de Cultura
    Euclides da Cunha.
    4.2. Divulgação do resultado
    • A divulgação será realizada no dia 02 de dezembro de 2020, data comemorativa
    do lançamento do livro “Os Sertões”.
    • O resultado poderá ser encontrado no site http://www.casaeuclidiana.org.br ou na Casa
    de Cultura Euclides da Cunha.
  5. Premiação
    5.1. Classificação
    • Receberá o prêmio em dinheiro o primeiro maratonista classificado de cada
    área.
    • Em caso de empate, o prêmio será dividido.
    5.2. Entrega do prêmio
    • Será realizada no ano seguinte durante a Semana Euclidiana 2021.

Saiba mais:

Casa de Cultura Euclides da Cunha
Rua Marechal Floriano, 105 – Centro
São José do Rio Pardo – SP
Tel.: (19) 3608 1022
E-mail: casadeculturaeuclidesdacunha@gmail.com
Site: http://www.casaeuclidiana.org.br